Textos na Categoria 'Nações do Mundo'

Pesquise Numa Caixa De Areia De Crianças

Laitman_079_02Pergunta: Por que os Cabalistas impediram a propagação da ciência comum entre a nação de Israel?

Resposta: Os Cabalistas não impediram a propagação da ciência, ela simplesmente se desenvolveu na medida em que isso era necessário. Afinal, antes da destruição do Templo toda a nação estava envolvida na realização espiritual em devoção absoluta. Por que eles tinham que estudar insetos na selva ou eletricidade?

A ciência externa explora como devemos trabalhar com diferentes expressões da Luz neste mundo, no nível mais baixo. Isso é inútil, se eu posso trabalhar diretamente com o Criador, com os mesmos fenômenos, num nível superior. Lá eu estou realmente incorporado nas ações e trabalho com o fenômeno, e essa é uma enorme diferença.

Em comparação com este trabalho sublime, a ciência externa é simplesmente um jogo numa caixa de areia de crianças. Esta é a razão porque a nação de Israel não se envolveu com a ciência além do que era necessário para construir ou satisfazer as necessidades do corpo. Que propósito há em lidar com ela mais do que isso?

Havia pessoas que sabiam como processar o couro, preparar comida e construir casas, como fazer qualquer coisa que fosse uma necessidade básica, mas não mais do que isso: para ganhar a vida, para a família, para a próxima geração. Era impossível viver sem isso e então eles tinham que fornecer essas necessidades.

Mas dinheiro, respeito e conhecimento são desejos humanos que levam a uma quebra na sociedade e, portanto, foram mantidos num nível mínimo. Só depois que a nação de Israel foi exilada é que eles gradualmente começaram a descer mais e mais.

Eles não podiam se envolver em qualquer outra coisa quando estavam no exílio e, assim, se engajaram em qualquer coisa que fosse possível, especialmente no comércio e no desenvolvimento do sistema bancário, uma vez que podiam se envolver nisso em toda parte e isso deu-lhes uma sensação de segurança. Eles poderiam garantir seu futuro desta maneira.

Graças ao fato de que os Judeus se dispersaram por toda a Europa e no Oriente Médio, eles poderiam estabelecer uma rede semelhante à moderna rede integral no comércio, indústria e finanças. Eles começaram a construí-la há mais de 2000 anos. Se um Judeu da Espanha chegava no Egito, Marrocos, Turquia, ou nos países do norte da Europa ele sempre poderia encontrar lá Judeus com quem tinha uma língua comum; ele poderia encontrar um lugar para viver, entender suas vidas e eles podiam entendê-lo.

Este não era o caso, entre outras nações. Havia apenas pequenas aldeias na Europa que ficavam muito longe umas das outras. Por outro lado, era fácil para os Judeus construir tais sistemas, porque eles sentiam que pertenciam a uma nação, a um Criador; eles estudavam dos mesmos livros e liam as mesmas orações. Além disso, eles nunca sabiam o que o futuro traria. Se você é uma pessoa que pode ser considerada porque teme o Criador, eu posso deixar uma soma de dinheiro que tenho guardado para momentos de dificuldade. Se algo acontecer, eu sempre posso vir até você e você vai me dar de volta o que é meu.

Esta é a forma como os sistemas de comércio e indústria se desenvolveram. Não havia necessidade de ciências externas, porque eles tinham o seu próprio sistema. Livros eram transferidos de um lugar para outro. Era uma rede muito forte. Foi realmente assim que a humanidade começou a despertar e avançar da idade da barbárie.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/03/14, Escritos do Baal HaSulam

Quem Determina O Estado Do Mundo?

laitman_259_02Nas últimas décadas, o mundo entrou num período de crise, assim como o mundo experimentou na antiga Babilônia. Especificamente aí os judeus começaram a existir como um único povo unido, e depois disso caíram deste nível e foram espalhados por todo o mundo.

A sabedoria da Cabalá adverte sobre a recorrência da crise mundial geral, de modo que oferece simultaneamente um manual de instruções, um guia, que explica o que os judeus devem fazer para atingir novamente a união, tornando-se um farol para as nações e levando o mundo para o bem.

Se agora, quando nos tornamos separados, nós voluntariamente começarmos a nos conectar, isso irá estabelecer o bom caminho para o mundo cumprir a sua missão. Todos os líderes antissemitas entendiam muito bem que podemos determinar o estado do mundo; eles nos repreendiam e condenavam por não cumprirmos o nosso papel. Portanto, se desejamos o bem para nós e para toda a humanidade, e queremos colocar um fim no antissemitismo, precisamos lembrar que tudo depende apenas de nós, e não do mundo. O mundo é apenas o resultado de nosso estado interno.

De uma Entrevista na RTN, Nova Iorque, 21/07/15

Não Corrijam, Unam-se!

laitman_936Pergunta: Você diz que nós não precisamos corrigir ninguém, a fim de nos unir. O que isso significa? Nós temos testemunhado atrocidades terríveis de assassinos e criminosos recentemente. Nós não temos que corrigir essas pessoas?

Resposta: Não, nós só devemos deixar essas pessoas entenderem que elas precisam de todos os demais, e todos devem permanecer do jeito que são e só devem se conectar e unir. Se uma pessoa odeia alguém, ela tem que subir acima do sentimento de ódio e não tentar removê-lo ou se livrar dele, matando os outros, pois se faz isso, ela não se livra do ódio, mas sim o intensifica ainda mais. Está escrito: “O amor cobrirá todos os pecados”. Pecados se referem às diferenças entre nós, que permanecem, mas que cobrimos com o amor.

Veja como a natureza funciona: negativo e positivo se conectam; moléculas são formadas e suas combinações geram diferentes criaturas, corpos proteicos, etc. Todas as diferenças, oposições e contradições entre si permanecem, mas elas sabem como se conectar corretamente a fim de se complementar. Este é todo o segredo.

Nós temos que fazer o mesmo no nível humano, em nossa consciência, e, assim, a nossa vida vai ser maravilhosa. Na verdade, é na conexão entre toda a humanidade que difere tanto entre si que o estado superior é revelado. Vamos descobrir o mundo futuro, a vida de acordo com a alma, não de acordo com o nosso corpo físico, acima de nossa proteína vida corporal. Na verdade, é por nossos pensamentos, desejos e nossos diferentes atributos que um corpo chamado a alma, que é um para todos, é construído quando eles se complementam, a fim de se conectar. Então, todo mundo começa a sentir o estado superior, o mundo superior.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 02/08/15

O Contraste Entre Luz E Escuridão

laitman_207Baal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 67: Quando uma pessoa de Israel aumenta e dignifica a própria interioridade, que é Israel nessa pessoa, sobre a exterioridade, que são as nações do mundo nela, isto é, quando dedica a maior parte dos seus esforços para reforçar e exaltar a própria interioridade, para beneficiar a alma, e dá esforços menores, a mera necessidade, para sustentar as nações do mundo nela, ou seja, as necessidades corporais, como está escrito (Avot, 1), “Faça a sua Torá permanente e seu trabalho temporário”, ao fazer isso, a pessoa faz os Filhos de Israel subirem na interioridade e também na exterioridade do mundo, e as nações do mundo, que são a exterioridade,  reconhecem e admitem o valor dos Filhos de Israel.

Se nós atribuímos a nós mesmos à parte superior (GE) à parte de Israel na nação de Israel, não temos nenhuma obrigação de nos voltar ao público e disseminar entre aqueles que pertencem ao AHP até subirmos tão alto quanto possível por nossa conexão e unidade, até chegarmos à verdadeira garantia mútua, até que recebamos a Luz que Corrige por essa unidade, que irá realmente nos conectar.

Assim, a iluminação fluirá de nós para o AHP, uma vez que haverá um contraste no vaso geral: não haverá mais Luz em sua parte GE, enquanto na sua parte AHP será exatamente o oposto. No seu conjunto, as nações do mundo reconhecerão a importância dos vasos de doação chamado Israel. Aqueles que são a parte externa serão capazes de reconhecer a parte interna e isso será o resultado direto de nossa correção interna.

Portanto, se nos conectamos e unimos, mesmo aqueles que são contra, que não têm nada a ver com esse trabalho, também recebem uma iluminação disso pelo qual torna-se claro para eles que temos a Luz, enquanto eles estão no escuro.

“E se, Deus nos livre, for o contrário, e um indivíduo de Israel realça e valoriza sua exterioridade, que são as nações do mundo em si, mais do que o Israel interior nele, como está escrito, ‘O estrangeiro, que está no meio de ti, se elevará muito sobre ti, e tu mais baixo descerás’ (Deuteronômio 28: 43), ou seja, a exterioridade nessa pessoa se eleva e sobe, e você mesmo, a interioridade, Israel em você, submerge? Com essas ações, a pessoa faz com que a exterioridade do mundo em geral, as nações do mundo, subam cada vez mais alto e superem Israel, degradando-os ao chão, e os filhos de Israel, a interioridade do mundo, submergem ainda mais”.

As nações do mundo ficam mais forte quando a parte de Israel não funciona adequadamente no vaso. Assim, a escuridão se torna espessa, os filhos de Israel caem de seu nível, e a exterioridade neles supera a interioridade até que as forças destrutivas os esmagam e humilham totalmente …

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/2/14, Escritos de Baal HaSulam

Longo Caminho Para O Templo, Parte 6

Laitman_167Dias Difíceis Sob o Cerco do Egoísmo

O sistema superior de governança atua de acordo com leis rígidas e concretas que têm numerosos parâmetros e definem nosso calendário.

O calendário cristão é baseado em ciclos solares; como o calendário muçulmano, ele está ligado à rotação lunar. O Judaísmo considera tanto o ciclo solar quanto o lunar. É por isso que o calendário judaico é permanente. Em outras palavras, ao longo da história, começando com o primeiro homem, Adão, que viveu há milhares de anos, e até hoje, qualquer evento que já ocorreu na face da Terra pode ser previsto e calculado: Pessach (Páscoa), Shavuot, Sucot, etc., é possível dizer em que ano, mês, semana ou feriados terão lugar no futuro.

Todos os amanheceres e entardeceres podem ser claramente calculados, bem como em que proporção de dias e noites serão divididos em horas de luz (dia) e noite (escuro).

O calendário judaico é muito preciso. Ele é construído sobre fórmulas astronômicas e abrange a totalidade da natureza. Isso é possível graças à sabedoria da Cabalá.

Existem datas especiais do calendário, ou seja, os tempos favoráveis e desfavoráveis que são descritos por qualquer valorização do egoísmo ou prevalência da energia do amor. Estas duas forças, direita e esquerda, são geralmente equilibradas e constituem a linha do meio.

Devido a este estado de coisas, existe um período desfavorável que começa no dia 17 do mês de Tamuz e dura até o dia 9 de Av. Este período foi considerado negativo por milhares de anos em todas as gerações. Pois durante deste período é comum lamentar, uma vez que a força superior de doação e amor se esconde neste mundo.

Vários desastres acontecem ao povo de Israel, porque eles estão conectados com o poder superior. Pelo contrário, as nações do mundo que estão entrelaçadas com a força má do egoísmo são especialmente bem-sucedidas neste período.

Pergunta: Parece fatal e inevitável. É isso mesmo?

Resposta: Sim, é inevitável porque as raízes espirituais e materiais estão conectadas. O sistema espiritual que governa este mundo move o sol, a lua e a Terra. Ele gira o universo inteiro.

Assim, a força da governança superior influencia não apenas objetos astronômicos do Universo que estão ainda num nível inanimado de desenvolvimento, mas também impacta os níveis vegetal e animal.

Nós vemos que cada planta passa por ciclos anuais de florescer e murchar. Animais também estão sujeitos a ciclos anuais; eles se multiplicam durante determinados períodos do ano, uma vez que estão relacionados com o sistema de governança. Somente os seres humanos não estão sujeitos à influência dos ciclos, uma vez que não são limitados pelos níveis inanimado, vegetal, ou animal da natureza.

Os seres humanos dependem da natureza inanimada, vegetal e animal porque é onde obtêm a sua nutrição. No entanto, eles não estão em conformidade com as leis da natureza como estão as plantas e animais. No entanto, os seres humanos também passam por bons e maus períodos, porque são regidos pela natureza no nível falante.

Se subimos acima de nossa natureza, períodos ruins se transformam nos mais benevolentes e se tornam imensamente melhores do que os nossos momentos mais felizes. Tudo depende unicamente de nós, seres humanos. Para que isso aconteça, nós recebemos a sabedoria da Cabalá.

Isso significa que o período entre o dia 17 de Tamuz e 9 de Av é muito duro para o povo de Israel, pois o mal é ativado fortemente nesse período. A única razão para o surgimento do mal é para transformá-lo em bem. Até agora, não estamos prontos para isso, nem temos energia para tal transformação.

Nossa unidade ainda não atingiu um grau em que atraímos uma potência benevolente da governança superior que atue neste mundo e nos ajude a unir ainda mais e derramar para este mundo a força de união, mudando-o, assim, para melhor.

Pergunta: Será que isso significa que as relações humanas definem o destino de todo o universo?

Resposta: O Criador é a natureza. A força superior da natureza chamada “o Criador” nos influencia de cima, isto é, de fora para dentro de nós. Nós temos a capacidade de reorganizar esta situação, torná-la oposta, impactando-a assim ao agir de dentro para fora, de baixo para cima. Ao fazer isso, mudamos a realidade. Este é o nosso trabalho.

Continua…

A Mercadoria Essencial Dos Judeus

laitman_214Nós estamos nos aproximando de uma grande crise – financeira, militar, política e de liderança – uma crise universal carregada com o colapso dos sistemas centrais. Todas as principais universidades, um enorme exército, os principais bancos e milhares de toneladas de ouro nos cofres: nada disso vai ajudar.

Se a conexão entre os sistemas é cortada, tudo se desmorona. Da mesma forma, um organismo também morre se os órgãos saudáveis ​​são privados de interconexão devido a uma falha do sistema nervoso, circulatório ou linfático.

Isso é exatamente o que está acontecendo hoje em todos os países e nas relações entre os países, e nós só podemos trazer de volta à vida os sistemas vitais do corpo global. Nós somos médicos que os conectarão a um soro e reviverão as conexões, nacionais e internacionais. Esta é a única maneira do mundo poder sobreviver.

Este método está enraizado em nós, na sabedoria da Cabalá, e nós estamos nos aproximando da fase em que será necessário implementá-lo no povo de Israel, e, depois, a título de exemplo, passá-lo aos outros. Todo mundo vai ter necessidade dele: Estados Unidos, China, Índia, Rússia, o mundo islâmico e a Europa. Ele vai se tornar nossa principal mercadoria (commodity).

Eu espero que nos próximos dois ou três anos, se não mais cedo, a humanidade perceberá que essa é a única coisa que precisa. Além disso, as pessoas vão ver que somente os judeus a têm, e virão até nós com a demanda mais importante, a queixa milenar dos antissemitas, “Isto é o que vocês têm, mas não estão dando para nós”. Finalmente, teremos o maior prazer de compartilhar nossos ativos.

Pergunta: O que é exatamente essa mercadoria?

Resposta: É o método de conectar as pessoas do qual surge a unidade do povo e dos governos, de todas as partes de uma nação, de todos os partidos e movimentos. Que todos tenham sua própria opinião e sua própria direção, mas aprendamos a nos unir acima de tudo, como está escrito, “o amor cobre todas as transgressões”.

Então, cada país será unificado como um, após o que vai entender como pode complementar os outros, e, assim, surgirá uma unidade internacional. Assim, toda a humanidade se tornará verdadeiramente um todo.

Está escrito sobre isso, “… pois todos Me conhecerão do menor ao maior deles” e “… A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos”. Isto é o que nós precisamos alcançar. Aí está a salvação da nação de Israel. Não é com os EUA, mas um com o outro que precisamos construir relacionamentos corretos, e só então nós salvaremos a nós mesmos e o mundo inteiro.

Nossa verdadeira arma, os verdadeiros meios de salvação, é o método da conexão, a sabedoria da Cabalá. Ela estrutura nossa relação com o mundo através de um sistema superior de governo e através da providência da própria natureza, a natureza da criação. Através dela, nós podemos realmente influenciar todo o mundo para melhor.

As pessoas nos acusam de empunhar um poder secreto sobre o mundo, e, na verdade, nós realmente somos capazes de liderar, mas apenas com a condição de que fazemos isso de forma responsável, se levarmos a humanidade a uma boa interconexão e uma verdadeira unificação universal.

De KabTV “Uma Nova Vida” 04/08/15

Longo Caminho Para O Templo, Parte 5

laitman_747_01Exilados por Milhares de Anos

Após a destruição do Primeiro Templo, o exílio babilônico começou. Os acontecimentos de Purim descritos no Megillat Esther ocorreram neste período de tempo.

As dificuldades do exílio forçaram o povo judeu a voltar à terra de Israel e reforçar a sua unidade.

Eles conseguiram construir uma conexão boa e forte entre eles, embora a sua unidade não estivesse exatamente no mesmo nível que anteriormente. Eles voltaram da Babilônia com um novo grau de egoísmo, mais elevado, e fortes desejos egoístas que pegaram de outras nações.

Era como se eles voltassem para a Babilônia que uma vez abandonaram, submersos no egoísmo borbulhante, e, depois, retornassem novamente para Israel. No entanto, desta vez eles foram incapazes de construir relacionamentos tão fieis, fortes e maravilhosos como inicialmente. Então, eles decidiram construir algo menos complicado, isto é, criar o tipo de conexão chamado “Segundo Templo”.

Eles estavam entrelaçados uns com os outros, mas ainda divididos em vários grupos e clãs conflitantes. Como resultado, uma nova rodada de colapsos começou. É muito importante perceber que a unidade só pode ser alcançada por um momento; após esse momento, por séculos as pessoas despencaram da altura da unidade.

Isto é o que aconteceu com o Segundo Templo. O Primeiro Templo durou vários séculos e, depois, entrou em colapso. O Segundo Templo repetiu esse padrão.

O grande Cabalista, Rabi Akiva, viveu na época do Segundo Templo. Ele fez todos os esforços para fortalecer a unidade entre o povo de Israel.

Infelizmente, um ódio inexplicável, em vez do amor fraternal, apareceu de repente entre os seus discípulos que eram 24.000 pessoas. Uma conexão distorcida entre eles não lhes permitia sentir o magnífico “círculo” que abrange todo o universo.

A separação entre os alunos do Rabi Akiva acelerou o colapso do Segundo Templo, ou seja, apressou a aniquilação de sua conexão interna. Isso explica por que mais uma vez eles foram exilados. O exílio durou dois mil anos, até agora.

Continua.

De KabTV “Uma Nova Vida” 05/07/15

Rav Laitman No Ynet – Quem É Você, Povo De Israel?


Olá Caros Leitores,

Convido vocês a ler o meu artigo publicado no Ynet sobre o tema do papel do povo de Israel.

“Quem é Você, Povo de Israel?”

Por vezes, os judeus são perseguidos e aterrorizados. Sendo judeu, eu muitas vezes reflito sobre o propósito desta agonia implacável. Alguns acreditam que as atrocidades da Segunda Guerra Mundial são inimagináveis ​​hoje. No entanto, nós vemos quão fácil e abruptamente o estado de espírito anterior ao Holocausto é emerge novamente, e gritos de “Hitler estava certo” são ouvidos com muita frequência e muito abertamente.

Mas há esperança. Nós podemos inverter esta tendência, e tudo o que se exige é que tomemos consciência do quadro maior.

Onde Estamos e De Onde Viemos

A humanidade está numa encruzilhada. A globalização nos tornou interdependentes, enquanto as pessoas ficam cada vez mais odiosas e alienadas. Esta situação insustentável, altamente inflamável, requer a tomada de uma decisão sobre a futura direção da humanidade. No entanto, para entender como nós, o povo judeu, estamos envolvidos neste cenário, é preciso voltar para onde tudo começou.

O povo de Israel surgiu cerca de 4000 anos atrás na antiga Babilônia. A Babilônia era uma civilização próspera cujo povo se sentia conectado e unido. Nas palavras da Torá, “Toda a terra tinha uma só língua e mesma fala” (Gênesis, 11: 1).

Mas, assim como os seus laços ficaram mais fortes, também ficaram seus egos. Eles começaram a explorar um ao outro e a se odiar. Assim, enquanto os babilônios se sentiam conectados, também ficavam mais alienados um do outro. Preso entre uma rocha e um lugar duro, o povo da Babilônia começou a procurar uma solução para a sua situação.

Duas Soluções para a Crise

A busca por uma solução levou à formação de dois pontos de vista conflitantes. A primeira, sugerida por Nimrod, rei de Babilônia, era natural e instintiva: a dispersão. O rei argumentava que quando as pessoas estão longe umas das outras, elas não brigam.

A segunda solução foi sugerida por Abraão, um renomado sábio babilônico. Ele argumentava que, de acordo com a lei da Natureza, a sociedade humana está destinada a se tornar unida, e, portanto, ele se esforçou em unir os babilônios acima dos seus crescentes egos.

Sucintamente, o método de Abraão era uma maneira de conectar pessoas acima de seus egos pessoais. Quando ele começou a defender seu método entre seus camponeses, “milhares e dezenas de milhares se reuniram em torno dele, e… Ele plantou este princípio em seus corações”, escreve Maimônides (Mishneh Torah, Parte 1). O resto do povo escolheu o caminho de Nimrod: a dispersão, semelhante a vizinhos briguentos tentando ficar fora do caminho um do outro. Essas pessoas que se dispersaram gradualmente se tornaram o que hoje conhecemos como “a sociedade humana”.

Só hoje, cerca de 4000 anos após, nós podemos começar a perceber quem estava certo.

A Base do Povo de Israel

Nimrod forçou Abraão e seus discípulos a sair de Babilônia, e eles se mudaram para o que mais tarde ficou conhecido como “a terra de Israel”. Eles trabalharam na unidade e coesão de acordo com o princípio “Ama o próximo como a ti mesmo”, conectados acima de seus egos e, assim, descobriram “a força da unidade”, o poder oculto da Natureza.

Cada substância é composta por duas forças opostas, conexão e separação, que se equilibram. Mas a sociedade humana está evoluindo usando apenas a força negativa: o ego. De acordo com o plano da Natureza, nós somos obrigados a equilibrar conscientemente a força negativa com a força positiva: a unidade. Abraão descobriu a sabedoria que permite o equilíbrio, e hoje nós nos referimos a sua sabedoria como “a sabedoria da Cabalá”.

Israel Significa Direto ao Criador

Os discípulos de Abraão denominaram-se Ysrael (Israel) após o seu desejo de ir Yashar El (direto a Deus, o Criador). Isto é, eles queriam descobrir a força da unidade da Natureza, de modo a equilibrar o ego que se interpunha entre eles. Através de sua unidade, eles se encontraram imersos na força de união, a força superior, a raiz da realidade.

Além de sua descoberta, Israel também aprendeu que, no processo de desenvolvimento humano, o resto dos babilônios – que seguiram o conselho de Nimrod, dispersaram-se por todo o mundo e tornaram-se hoje a humanidade – também teriam de alcançar a unidade. Esta contradição entre o povo de Israel, que se formou através da união, e do resto da humanidade, que se formou como resultado da separação, é sentida até hoje.

Exílio

Os discípulos de Abraão, o povo de Israel, experimentaram muitas lutas internas. Porém, sua unidade prevaleceu por 2000 anos e era o elemento-chave que os unia. Na verdade, os seus conflitos serviam apenas para intensificar o amor entre eles.

No entanto, cerca de 2000 anos atrás, o ego irrompeu entre eles com tal intensidade que não puderam manter sua unidade. O ódio infundado e o egoísmo emergiram entre eles e infligiram um exílio sobre eles. Este exílio, mais do que qualquer outra coisa, é o exílio da unidade. A alienação dentro da nação de Israel levou-os a se dispersar entre as nações.

De volta ao presente, hoje a humanidade está se aproximando de um estado muito semelhante ao da antiga Babilônia, um estado de dependência mútua, por um lado, e de ódio mútuo e alienação, por outro lado. Como nós somos completamente interdependentes na “aldeia global”, o método de separação de Nimrod não é mais viável. Para alcançar o equilíbrio, nós somos agora obrigados a utilizar o método de Abraão; é por isso que a nação de Israel deve liderar a cura das dores da sociedade humana. A menos que nós, o povo judeu, o façamos por nossa própria vontade, as nações do mundo nos coagirão a fazê-lo, pela força.

Dessa forma, é interessante ler as palavras de Henry Ford, fundador da Ford Motor Company, um antissemita notório, em seu livro, O Judeu Internacional – O Maior Problema do Mundo: “A sociedade tem uma grande reclamação contra ele [judeu], de que ele… comece a cumprir… a antiga profecia de que por meio deles todas as nações da Terra seriam abençoadas”.

As Raízes do Antissemitismo

Depois de milhares de anos se esforçando para construir uma sociedade humana bem-sucedida usando o método de Nimrod, as nações do mundo estão começando a entender que a solução para os seus problemas não é nem tecnológica, nem econômica ou militarista. Inconscientemente, elas sentem que a solução está na unidade, que o método de conexão existe no povo de Israel, e, portanto, reconhecem que são dependentes dos judeus. Isso faz com que elas culpem os judeus por todos os problemas do mundo, acreditando que os judeus possuem a chave para a felicidade do mundo.

De fato, quando a nação de Israel caiu de seu ápice moral de amor ao próximo, o ódio a Israel entre as nações começou. Assim, por meio do antissemitismo, as nações do mundo nos incitam a revelar o método da conexão. O Rav Kook, o primeiro rabino-chefe de Israel, apontou para esse fato com suas palavras, “Amalek, Hitler, e assim por diante, nos despertam para a redenção” (Ensaios do Raiah, vol. 1).

Mas o povo de Israel não sabe que está segurando a chave para a felicidade do mundo, e que a própria fonte de antissemitismo é que os judeus estão carregando dentro de si o método de conexão, a chave para a felicidade, a sabedoria da Cabalá, mas não estão revelando isso a todos.

Revelação Obrigatória da Sabedoria

Na medida em que o mundo geme sob a pressão de duas forças conflitantes – a força global de conexão e a força de separação do ego – nós estamos caindo no estado que existia na antiga Babilônia antes de seu colapso. Mas hoje, nós não podemos nos afastar uns da outra forma, a fim de acalmar os nossos egos. Nossa única opção é trabalhar em nossa conexão, em nossa unidade. Nós somos obrigados a acrescentar ao nosso mundo a força positiva que equilibra a força negativa do nosso ego.

O povo de Israel, descendentes dos antigos babilônios que seguiram Abraão, deve implementar a sabedoria da conexão, ou seja, a sabedoria da Cabalá. Eles são obrigados a estabelecer um exemplo para toda a humanidade, e, assim, tornar-se uma “luz para as nações”.

As leis da Natureza ditam que todos nós vamos atingir um estado de unidade. Mas há duas maneiras de chegar lá: 1) pelo caminho do sofrimento mundial, guerras, catástrofes, pragas e desastres naturais, ou 2) pelo caminho do equilíbrio gradual do ego, o caminho que Abraão plantou em seus discípulos. Este último é o que sugerimos.

A Unidade é a Solução

Está escrito no Livro do Zohar, “Tudo está no amor” (Porção VaEtchanan). “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” é o grande princípio da Torá, e também a essência da mudança que a sabedoria da Cabalá está oferecendo à humanidade. É obrigação do povo judeu se unir a fim de compartilhar o método de Abraão com toda a raça humana.

De acordo com o Rav Yehuda Ashlag, autor do comentário Sulam (Escada) sobre O Livro do Zohar, “Cabe à nação de Israel qualificar a si mesma e todas as pessoas do mundo… desenvolver-se até que tomem para si o sublime trabalho do amor ao próximo, que é a escada para o propósito da Criação”. Se conseguir isso, vamos encontrar soluções para todos os problemas do mundo, incluindo a erradicação do antissemitismo.

O Mundo Está Esperando A Felicidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que torna o povo judeu o povo escolhido de acordo com a sabedoria da Cabalá?

Resposta: O povo judeu é considerado o povo escolhido, porque eles são os primeiros que tem que aprender e adotar o método Cabalístico e levá-lo a toda a humanidade.

Mas, por enquanto, o fato de sermos o povo escolhido se reflete negativamente sobre nós, porque não cumprimos o nosso papel. Esta é a razão de sentirmos a atitude negativa do mundo em relação a nós. Nós precisamos entender por que somos excomungados, por que temos sofrido ao longo da história, e por que todos nos odeiam, incluindo países que nunca tivemos qualquer contato, e por que esse ódio surge uma e outra vez. Nós temos que prestar muita atenção nisso, pois essa atitude em relação a nós vem da lei geral da natureza.

Se examinarmos isso como um processo natural e começarmos a estudar e explorá-lo, a sabedoria da Cabalá explica tudo de forma muito simples: nós temos que trazer o método de unidade para o mundo, especialmente neste momento em que a humanidade está tão dividida. O mundo está em crise: famílias se dividem, países são destruídos, tudo está se desintegrando, e o homem é abalado internamente. É realmente nestes tempos, de acordo com todas as fontes, que o método Cabalístico é mais vital e necessário.

Mas como não o trazemos para o mundo, a humanidade irá aumentar as suas alegações de que somos a razão para todas as aflições porque não trazemos a felicidade ao mundo, porque somos os únicos que podem fazer isso.

De uma Entrevista na RTN, Nova Iorque, 21/7/15

A Causa Do Antissemitismo

Dr. Michael LaitmanPergunta: O povo judeu faz um monte de coisas boas e boas ações. Mas eu vejo que os não-judeus veem isso negativamente e, em vez de nos ver como bons, nos veem como maus. Por Quê?

Resposta: Que bem nós, as pessoas mais inteligentes e mais educados, fizemos pelo mundo? Será que realizamos nossa missão de ser a luz para as nações? Por que elas deveriam nos amar?

A humanidade sente intuitivamente que trazemos prejuízos e ódio no mundo. Não podemos imaginar como isso poderia ser possível, portanto perguntamos: “O que estamos fazendo de errado? Nós não desejamos mal a ninguém! Por que todos nos odeiam e não as pessoas que procuram destruir os outros? Por quê?” Comecem a investigar isso e tentem encontrar a verdadeira causa desse fenômeno.

Por que a Coreia do Norte, com quem nunca tivemos qualquer relacionamento, mantém o primeiro lugar no mundo para o antissemitismo? Por que tanto ódio?

Porque o antissemitismo existe na natureza, é sua lei, e não há nada que possamos fazer sobre isso. Nenhuma quantidade de lógica nos ajudará. Se este fenômeno tem sido observado por milhares de anos, nós devemos leva-lo a sério, e não no nível dos sentimentos. Nós temos que chegar ao fundo da razão por que ocupamos um lugar na natureza e o resto do mundo outro.

Eu tenho estudado as leis da natureza nos últimos 40 anos. Antes disso, a minha especialidade era biocibernética. Mas, ao longo destes 40 anos, eu tenho percebido que a unidade é a base principal que existe em toda a natureza, e não há nada que se possa fazer sobre isso, porque não podemos ir contra uma lei da natureza.

Abraão não era judeu, mas um antigo babilônico que adorava ídolos. Mas ansiando em entender por que havia tal desconexão em sua sociedade, ele revelou que, na natureza, há uma lei de unidade e que a humanidade precisa chegar à unificação. Toda a natureza se esforça pela unidade dentro de si desde o momento do Big Bang até a correção final, e tendo revelado esta lei, Abraão começou a ensiná-la a qualquer um que quisesse aprender.

As pessoas mais sensíveis, desenvolvidas e responsivas se juntaram a ele. Com elas, ele saiu da Babilônia. Eles começaram a se chamar Yehudim, da palavra “Yichud” (unidade) ou Ivrim da palavra “Laavor” (atravessar).

Antes da destruição do Segundo Templo, este grupo cumpriu sua missão. Mas, desde o momento em que o último exílio surgiu, eles não têm cumprido. E até nos reunirmos e entendermos a nossa missão, até agarrá-la e anunciá-la ao mundo inteiro, não podemos esperar nada de bom.

Porque, em última análise, todos os babilônios, ou seja, toda a humanidade, devem chegar à unificação. E somos nós que temos que trazer esta unidade para o mundo.

De uma Palestra Pública em Nova Iorque, 20/07/15