Textos na Categoria 'Nações do Mundo'

Hamã Hoje

laitman_289Pergunta: Quem é Hamã no nosso tempo?

Resposta: Hamã é a força que nos divide e, assim, enfraquece a nação de modo que seja mais fácil nos gerir. No Livro de Ester, Hamã disse ao rei Assuero, “Há certo povo disperso e separado entre os povos em todas as províncias do seu reino …”; eles são fracos porque estão divididos, e, portanto, é mais fácil destruí-los.

Essa é a razão pela qual devemos nos unir acima de todas as nossas diferenças, incluindo todas as partes do país, apesar de tudo o que nos divide, sem quaisquer argumentos a respeito de quem está certo.

A sabedoria da Cabalá está nos direcionando para essa unidade, para a unidade, acima de todas as nossas diferenças, de modo que, como está escrito: “O amor cobre todas as transgressões”, uma vez que este é o único tipo de unidade que pode haver na nação de Israel, que de outra forma permaneceria como uma reunião de exilados, como uma coleção de imigrantes de diferentes países.

Hamã é a força que despedaça a nação judaica. Nós podemos identificá-lo em todas as partes da sociedade, religiosa e secular, nas correntes políticas de esquerda e direita, etc. A Cabalá é o método de união de opostos, acima de todas as rejeições. É o único método que tem a força de correção, a força de Ester e Mardoqueu.

Correção Das Relações Entre Nós

laitman_229O problema do mundo é que a conexão correta entre as pessoas não existe. A conexão correta é um sistema em que todas as partes se encontram em relações mútuas entre si e em harmonia, onde todos estão preocupados com o bem-estar de todo o sistema e ninguém está preocupado com o seu próprio bem-estar. Em uma situação como essa, o sistema é perfeito.

Quando as pessoas atingem uma conexão como essa entre si, elas começam a sentir a natureza e não a si mesmas. A natureza que elas começam a sentir é chamada de “Criador”, porque descobrem a sua mente, programa e propósito.

A partir de Abraão, as pessoas começaram a atingir a harmonia da natureza na conexão entre si; elas descobriram o Criador. Os estudantes de Abraão se comportavam de acordo com as leis gerais do mundo, na medida em que descobriam o Criador. Esse comportamento passou a ser expresso em atividades diárias e na relação com o ambiente, derivado natural e diretamente de suas sensações. As atividades que os membros do grupo de Abraão implementavam, pareciam apenas ações mecânicas para alguém que não pertencia a esse grupo e não sentia a natureza e o sistema de conexão entre as pessoas.

A conexão mútua harmoniosa entre as pessoas é chamada de “amor”, por isso é dito: “Eu criei a inclinação ao mal, Eu criei a Torá como tempero”. A intenção da palavra “Torá” é o poder do Criador, que é projetado para corrigir as relações entre nós, as relações de rejeição mútua egoísta. O envolvimento com a correção da natureza egoísta de uma pessoa é chamado de cumprir a Torá, e aprender a Torá é chamado de aprender as possibilidades de corrigir o ego.

A Mitzvah (mandamento) geral do Criador é a correção do ego ao nível de “e amarás o teu amigo como a ti mesmo” (Levítico 19:18). Quando uma pessoa executa mecanicamente as atividades associadas sem corrigir a si mesma, seu ego, isso é chamado de manter os costumes. Desde os dias em que o povo de Israel caiu do nível de “e amarás o teu amigo como a ti mesmo” para o nível de “ódio infundado”, eles se encontram em um estado de manutenção dos costumes.

Na sua essência interna, o povo de Israel é um grupo de pessoas que está em Arvut (garantia mútua), ansiando estar “como um homem com um coração”, e cheio de amor mútuo.

Sociedade Israelita

Nas Noticias (pewforum.org): “A sociedade religiosamente dividida de Israel”

“Quase 70 anos após a criação do moderno Estado de Israel, a sua população judaica mantém-se unida por trás da idéia que Israel é uma pátria para o povo judeu e um refúgio necessário do crescente anti-semitismo em todo o mundo. Mas ao lado dessas fontes de unidade, uma nova e importante pesquisa realizada pelo Pew Research Center também encontra divisões profundas na sociedade israelense – não só entre os judeus israelenses e minoria árabe do país, mas também entre os subgrupos religiosos que compõem judeus israelenses….

“Apesar de viverem no mesmo país pequeno e compartilharem muitas tradições, judeus altamente religiosos e seculares habitam mundos sociais em grande parte separados, com, relativamente, poucos amigos próximos e poucos casamentos mistos, fora dos seus próprios grupos. Na verdade, a pesquisa descobriu que os judeus seculares em Israel estão mais desconfortáveis ​​com a noção de que uma criança deles algum dia possa casar-se com um judeu ultra-ortodoxo do que com a perspectiva de seu filho casar-se com uma cristã…. [Leia mais →]

Nova Vida # 533 – Beleza E Mulheres No Livro De Ester

Nova Vida # 533 – Beleza E Mulheres No Livro De Ester
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Yael Leshed-Harel

O que as personagens femininas no “Livro de Ester” simbolizam? Por que o valor da beleza feminina é enfatizado no livro e onde se encontra a verdadeira beleza?

Resumo

Todos os personagens da Megillah (Livro), e da Bíblia em geral, representam forças encontradas dentro de uma pessoa.

– Vasti é uma rainha egoísta, pensando em seu próprio bem-estar, enquanto Ester pensa no bem-estar de seu povo.

– Como Vasti, todos nós somos egoístas. Cada um atrai as coisas para si mesmo. Hamã veio e nos forçou a se conectar.

– Na natureza selvagem, a fêmea não é tão bonita como o macho. Portanto, uma mulher tem que trabalhar em sua aparência bonita.

– A natureza nos criou dessa maneira porque uma mulher simboliza o desejo natural de uma pessoa, que é o ego e não é bonito.

Toda a história sobre Vasti e Ester mostra o trabalho que uma pessoa deve fazer com seu ego.

-O lado feminino em cada pessoa representa o ego. Ele é feio, apenas para si mesmo, à custa de outros.

-Depende da pessoa se corrigir (se embelezar), escondendo seu ego e o conflito entre as pessoas. Isso é o que Ester fez. Ela disse aos judeus: para serem salvos, vocês devem se reunir, se conectar.

– Ester tinha medo de se aproximar do rei sem um convite. Ela não confia em sua beleza externa. Ela exige uma beleza diferente. A beleza suprema que ela exige vem dos esforços de seu povo em se reunir, se conectar e se amar.

A conexão entre as pessoas cria a beleza suprema. A conexão corrige todos os defeitos que há em todos nós.

De KabTV “Nova Vida # 533 – Beleza E Mulheres No Livro De Ester,” 03/03/15

Os Personagens De Purim: Ester

laitman_959Ester é a força secreta que conecta o rei e os judeus. O rei refere-se ao Criador, de onde se originam a força de Mardoqueu e a força de Ester. Essas duas forças corrigem os judeus para que eles possam se opor a toda a Babilônia em seu estado corrigido.

A primeira vez que os judeus deixaram a Babilônia foi sob a liderança de Abraão, cerca de 1500 anos a.C. Mil anos mais tarde, eles se encontram novamente na Babilônia e, depois, Mardoqueu com a ajuda de Ester os tira de lá. Ester permanece na Babilônia e carrega um filho do rei Assuero, que mais tarde ajuda os judeus a construir o Segundo Templo. Esses fatos históricos são descritos muito bem em nossas fontes.

Ester é um bom exemplo de uma mulher judia que se sacrifica: ela é modesta, calma e inteligente; ela pode prever o futuro e sabiamente aconselha toda a nação. Quando as pessoas fazem o que ela lhes diz, elas se libertam do ego. O nome Ester vem da raiz hebraica de “ocultação”, que também simboliza a força feminina oculta que nós temos que procurar em nossa geração. Ela existe.

Ester é uma figura coletiva da força feminina correta que existe na nação, assim como a força de Mardoqueu. É por essas duas forças que o Criador nos dá, através destes personagens e a forma como eles se vestem nas forças da natureza, que Ele nos controla, nos aproxima a Ele, e nos transforma em uma nação, uma vez que na Babilônia nós éramos meramente um grupo de pessoas. No momento em que nos tornamos uma nação, o Criador nos leva para fora da Babilônia.

Hoje não há nenhuma necessidade de nos tirar de qualquer lugar no sentido corporal, mas apenas no sentido espiritual. A fim de fazer isso, temos que nos unir para que possamos ser uma rede única onde o Criador é revelado e apresentar isso ao mundo inteiro.

Embora não tenhamos as duas forças de Ester e Mardoqueu, elas existem dentro de nós e hoje a organização Bnei Baruch nos revela ambas. A sabedoria da Cabalá já é revelada como um método que Mardoqueu e Ester queriam oferecer à nação em sua época. Só se pudermos nos voltar ao povo que agora se encontra num nível egoísta muito elevado, e se eles nos escutarem, eles serão capazes de se unir e todos nós seremos capazes de sair do exílio espiritual. Então, o céu se abrirá e o Criador será revelado, e as nações do mundo se voltarão para nós e nos levarão à Jerusalém espiritual.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 14/03/16

Os Personagens De Purim: Mardoqueu

Dr. Michael LaitmanPergunta: Entre os heróis do feriado do Purim, quem é Mardoqueu?

Resposta: Mardoqueu é uma pessoa misteriosa, mas não um “azarão”; é uma pessoa iluminada.

Ele é completamente invisível, porque não costuma se destacar. A única pessoa que ele irrita é Hamã que percebe que se os judeus tiverem um líder, não será fácil controlar, subjugar e aniquilá-los.

Pergunta: O que Hamã vê em Mardoqueu? Afinal, Mardoqueu está sentado calmamente no portão.

Resposta: Mardoqueu está realmente sentado calmamente no portão, mas ele está calmo, por enquanto. Assim que Hamã começa a tomar ações sérias, o poder de Mardoqueu, e sua maneira teimosa e firme, é imediatamente revelado, e isso não vai ser bom para Hamã. Já que Mardoqueu não está sentado no portão da cidade, mas no portão do rei, ele incomoda Hamã. Afinal de contas, a fim de se aproximar do rei, ele deve afugentar Mardoqueu de alguma forma.

Mardoqueu representa a força potencial que existe no povo Judeu, que antes lhes permitiu unir e subir acima do egoísmo. Esse poder ainda vive e existe em nós. Ele pode atrair forças positivas adicionais de fora que existem na criação, na natureza. Portanto, Mardoqueu é um perigo para Hamã; é necessário que ele subjugue Mardoqueu. Assim, Hamã surge com vários estratagemas, como quando ele se volta ao rei Assuero, etc.

Há um claro contraste entre os dois personagens. Hamã representa a atitude do ego concordando, afirmando que o egoísmo foi criado para atender à pessoa, para elevá-la, para beneficiá-la, e para seguir em frente. Em outras palavras, é uma abordagem capitalísta saudável da saudável. Mas Mardoqueu diz que o ego nos é dado apenas para que possamos subir e trabalhar acima dele, que, especificamente, elevando-se acima do ego é possível descobrir o mundo superior, o próximo nível, a próxima dimensão, em que a humanidade deve existir.

Portanto, há sérias contradições ideológicas entre Hamã e Mardoqueu. Em última análise, descobre-se que, apesar de Hamã estar certo sobre o ego ser o poder que nos motiva a avançar, é especificamente a característica de Mardoqueu a força que corrige e nos eleva ao nível do Criador, salvando e levando toda a humanidade ao objetivo da criação.

Mesmo que o Livro de Ester conte uma história que aconteceu na antiga Babilônia há 2.500 anos, ele é mais do que nunca aplicável ao nosso tempo, porque nós estamos exatamente na mesma situação hoje. A diferença é que nós já deixamos o exílio, o terrível estado de escuridão, e agora cabe a nós atrair e levar toda a humanidade conosco.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 14/03/16

Os Personagens De Purim: Hamã

laitman_626Pergunta: Quem é Hamã, um dos antagonistas da celebração de Purim?

Resposta: Hamã é uma figura histórica viva, um exemplo espiritual incrível para a humanidade moderna

Comentário: Mas ele era mau.

Resposta: Stalin e Hitler também eram maus. Existem muitas dessas pessoas em nossa história; Hamã supera todas elas. Seu nome pode nomerar absolutamente todos os vilões do mundo. Essa é uma imagem colectiva

Hamã é um cientista, astrólogo e intelectual, que entende as coisas. Ele fez muito pela humanidade e, no final, ele e toda a sua família, seus dez filhos e sua esposa Zeres, suas muitas concubinas, e todos os seus cortesãos, foram condenados à morte.

Tudo o que ele fez foi para despertar os judeus, que foram dispersos em 127 países no antigo reino da Babilônia de Assuero (Xerxes I), de modo que eles não se tranquilizam, mas se rebelam, se unem e retornam à sua terra natal.

É graças aos esforços de Hamã, e às aflições que ele lhes trouxe, que os judeus começaram a se unir. A ameaça de morte obrigou-os a se unir, a se rebelar, para destruir todos os seus inimigos, e, finalmente, voltar à terra de Israel e construir o Segundo Templo.

Não faz diferença se Hamã é um valor positivo ou negativo; ele faz a história avançar. Nossa evolução é principalmente sob a pressão que personages negativos criam, porque as pessoas são teimosas, e as mais teimosas são os judeus. Enormes forças negativas chamadas Faraó, Hamã, amalequitas, etc., se enfurecem dentro de nós, nos empurrando para a felicidade atravé de uma vara que nos bate porque não entendemos nada quando somos bem tratados.

A sabedoria da Cabalá que é revelada em nosso tempo nos mostra como podemos alcançar o objetivo de uma boa forma e como ajudar o mundo inteiro a se desenvolver corretamente e trazê-lo à unidade. A unidade do mundo é nosso objetivo final, a última fase do nosso desenvolvimento. Vamos esperar que sejamos capazes de cumpri-lo sem personagens perversos como os modernos Hamã, Assuero, Hitler, ou os novos Faraós.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 14/03/16

Nova Vida # 534 – O Livro De Ester: Quem É O Rei?

Nova Vida # 534 – O Livro De Ester: Quem É O Rei?
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Yael Leshed-Harel

Nós estamos acostumados à figura poderosa de um rei que governa bravamente, enquanto Assuero (Xerxes I) é descrito como um rei estranho. Ele é um rei que é gerido pelos outros. Isto se destina a nos ensinar que a força superior nos permite gerenciar nosso mundo.

Resumo

Quando a palavra “rei” é mencionada, refere-se ao Criador, à força superior da natureza, ao plano geral da evolução da realidade.

Se abordarmos o rei corretamente, podemos melhorar a nossa situação. Há um plano claro, pré-determinado, consistente da natureza que opera como um software de computador. O plano é trazer o mundo inteiro à correção, levar toda a realidade à totalidade.

Os Judeus durante esse tempo foram dispersos em 127 Estados. Eles não se preocupavam com nada, e cada um só se preocupava consigo mesmo. No auge de sua separação, no auge de sua desconexão da unidade e do amor que deveria ser sentida entre eles, Hamã chega.

Eles não têm qualquer conexão com a santidade, com a força de amor e doação. Nossa nação foi fundada no amor ao próximo, na misericórdia, na conexão entre as pessoas, a fim de descobrir a força superior. No momento em que descemos ao ponto mais baixo em nossas relações, um inimigo externo chega e ameaça nos destruir. É assim que Hamã, Hitler e Stalin apareceram. Se as relações entre nós fossem boas, eles não teriam aparecido.

É uma equação simples e que se repete: a separação leva à Hamã, a conexão leva ao bem-estar. Conexão significa estar incorporado um no outro através do cuidado e consideração mútuos, através do “ama teu amigo como a ti mesmo”. Apesar do grande ego que todo mundo tem hoje, nós podemos atrair um milagre que nos conectará. Nós podemos escolher como queremos chegar ao objetivo pré-determinado, e esta é a razão de termos a sabedoria da Cabalá.

De KabTV “Nova Vida # 534 – O Livro De Ester – Quem É O Rei?” 03/03/15

O Estado De Israstina

Laitman_417Comentário: O líder da esquerda, Isaac Hertzog, disse que as ações dos extremistas de direita e de esquerda levarão ao estabelecimento de um novo Estado de Israel, chamado “Israstina”, e que precisamos nos unir.

Resposta: Ao que essa unidade se reduz? Afinal, um político não pensa em nada, exceto chegar a uma posição mais elevada. Esta é a razão pela qual ele é um político.

Eu acredito que disputas políticas têm sido sempre a morte de Israel porque somos uma nação com base na unidade entre diferentes povos. Abraão formou um grupo que mais tarde foi chamado de Israel a partir de povos que viviam na antiga Babilônia, que eram muito diferentes uns dos outros, e então, o que constitui a nação Judaica é, na verdade, a unidade entre seu povo.

Os Judeus não têm nenhuma nacionalidade e quem se junta à ideia de unidade, a correta integração mútua entre as pessoas, é chamado de Judeu. A palavra “Judeu – Yechudi” vem da palavra hebraica “união-Yichud“. Portanto, “ama o teu amigo como ti mesmo” é a principal lei natural e a base para a existência de nossa nação.

Mas nós esquecemos tudo isso e não temos vivido de acordo com isso há muito tempo. Nós não somos mais os mesmos Judeus da antiguidade. Não temos a mesma ideologia, a mesma base ou a mesma constituição. No entanto, a natureza ainda nos trata de acordo com o mesmo princípio, o que significa que temos que existir acima de todas as diferenças, em unidade, pois, caso contrário, não seremos uma nação.

É assim que o primeiro Templo foi destruído. Então nós nos unimos um pouco e construímos o segundo Templo; depois, nós começamos a lutar uns contra os outros mais uma vez e devido a isso o segundo Templo foi destruído.

Isto significa que a coisa mais importante para a nossa nação é a nossa união, apesar de todos os problemas que surgem entre nós, como se diz “o amor cobrirá todas as nossas transgressões”.

Nós devemos compreender que temos que viver em dois níveis. No piso inferior, nós podemos sentir repulsa a tal ponto que não falamos um com o outro, como acontece frequentemente entre os Judeus. Há uma piada sobre um Judeu que constrói duas sinagogas, uma que ele vai e uma que ele diz que nunca vai pôr o pé. Ele constrói a segunda sinagoga de propósito para não pôr o pé lá. Isso expressa a atitude dos Judeus entre si.

Hoje nós temos que simplesmente restaurar os dois níveis, estabelecer uma atitude de amor acima de todas as nossas transgressões, e viver nestes dois níveis. Por um lado, não podemos aceitar um ao outro de acordo com o ego material no nível animal. Como um ser humano, eu não aceito e odeio você, e os outros também, mas mesmo assim eu cubro isso com amor na minha conexão com os outros, sem destruir o ego. Na verdade, é como resultado de viver essa dupla atitude dos dois níveis que não amo você, mas, apesar de mim mesmo e minha atitude para com você, eu o amo.

É um sistema muito complexo de relações mútuas, mas somente na conexão entre essas duas dimensões é que o Criador é revelado, e o sistema da Governança superior que desce até nós de Cima. Quando nos concentramos neste sistema de relações mútuas, o mundo superior é revelado para nós. Portanto, isso é o que devemos fazer.

Ninguém entende isso, nem os de esquerda, de direita ou de centro, de modo que não teremos êxito a menos que implementemos a regra de nossas relações mútuas.

Eu sei que sou um egoísta, mas nós temos que construir uma ponte entre nós acima do abismo que nos separa. O abismo permanece, mas nós estamos constantemente mantendo nossas intenções conforme sustentamos e construímos cada vez mais a ponte entre nós.

Na verdade, é acima deste abismo, na conexão entre nós, que é revelada a força superior que nos permitirá sentir o verdadeiro mundo, a verdadeira existência, a eternidade e a plenitude. Vamos revelar o significado da criação deste mundo. Então vamos ver e descobrir o que é o jardim do Éden e entrar nele. Esse é o caminho para a felicidade.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 06/03/16

O Anjo Da Morte Do Estado Palestino

laitman_927Nas Notícias (polosa.co.il): “Na semana passada, o conceito de solução do conflito palestino-israelense, dividindo a terra de Israel em dois Estados nacionais independentes, terminou. Em outras palavras, na semana passada, a ideia de criar um Estado palestino na Judéia e Samaria morreu. A morte desse conceito foi anunciada quase casualmente, como algo evidente por si mesmo. Isso não foi anunciado por Netanyahu, Abbas, e nem mesmo Barack Obama. Foi anunciado pela chanceler alemã Angela Merkel, que se reuniu com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, em Berlim.

“Após a reunião, Merkel disse que ‘agora não é o momento de avançar para a criação de um Estado palestino’. Você entende? Agora não é o momento. Por quase cinco décadas, a Europa tem chamado, insistido e exigido apenas uma coisa: a retirada israelense da Judéia e Samaria, e o estabelecimento de um Estado palestino lá. E, de repente, não é mais assim”….

Meu Comentário: Merkel já compreendeu seu erro antes, quando a UE foi estabelecida, mas é impossível mudar a atitude Europeia e fazê-los perceber que essa ideia não vai funcionar sem antes mudar sua psicologia e sem reeduca-los primeiro no espírito da unidade, conexão, e até mesmo de fraternidade e amor.

Para criar uma aliança, ou menos, uma convivência de nações vizinhas, todas as partes envolvidas têm que concordar sem qualquer pressão externa. Somente depois de serem educados por algum tempo é que os dois novos Estados podem ser construídos de forma cooperativa.

A Cabalá pode ajudar aqui. A propósito, nós temos que reeducar os judeus no espírito da unidade, não menos e ainda mais do que os árabes! Isso não deriva da política da UE, mas da finalidade da criação e do desejo do Criador pelas duas nações.