Textos na Categoria 'Percepção'

Realidade Ou Um Gráfico Do Teste Da Visão?

Pergunta: Qual é a conexão entre o meu desejo constante de voltar ao centro do grupo e a guerra para ver a verdadeira imagem da realidade?

Resposta: A guerra é feita especificamente sobre isso. Se você acordar de manhã e vir o que você precisa para se dirigir para o centro do grupo, isto diz que você está no caminho certo. Se tempo após tempo você se pegar inconscientemente partindo deste estado e trazendo-te de volta, este é um sinal de que você está indo na direção certa

Pergunta: Que imagem e que sentimento aparece no centro do grupo?

Resposta: No centro do grupo o sentimento é de que não há ninguém, há apenas um desejo, não muitos, em que toda a realidade é sentida.

E então você descobre que a realidade de hoje não é verdadeira, mas apenas uma simulação, como em uma tela de computador. Na medida em que a sua visão é corrigida, você começa a ver que não há nada de verdadeiro neste mundo, não há forças reais. Isto é como uma cópia distorcida do mundo espiritual que nos mostra o que temos arruinado e nos aponta na direção certa para que possamos eventualmente entrar no mundo real.

É como se houvesse uma vida que você não vê, mas eles lhe mostram uma apresentação sobre isso em um teatro. E nesta apresentação você descobre o quanto a sua visão estava errada e como você pode corrigir a si mesmo, a fim de ver a verdadeira vida.

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Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/12/13, Escritos do Rabash.

Verdade E Fé

Dr. Michael LaitmanExistem dois estados em nossa realidade: um estado é o nível em que estou agora, sentindo este mundo, a mim mesmo e tudo ao meu redor. Esta é a minha realidade, minha vida, tudo o que eu sinto.

No entanto, a sabedoria da Cabalá nos diz que existe outro nível que está acima de mim e que é diferente de mim em seus atributos. Meu atributo é o desejo de receber, e o atributo do nível superior, da dimensão superior, é o desejo de doar.

Se eu olho para os dois níveis de uma só vez a partir do nível da minha vida, eu avanço em direção à meta da criação. Eu sempre levo em conta que há um estado superior acima de mim que eu devo alcançar, e a minha vida está focada e é dedicada a esta meta superior.

No entanto, eu sinto que estou dividido em meus sentimentos, minha percepção, minha compreensão e na determinação do meu estado. Eu também tenho que aceitar tudo de acordo com o que sinto — de acordo com meus desejos e meus atributos, minha mente e meus sentimentos — e assim avaliar meu estado interior, como todo mundo faz, ou eu posso atribuir-me a um nível superior e avaliar como me vejo de lá, da direção que o Criador me olha.

O nível superior domina e determina tudo o que acontece comigo agora. Portanto, como eu posso imaginar que estou no próximo nível superior? Eu devo imaginar que alcancei os atributos do nível superior que estão totalmente concentrados na doação e que eu sinto o amor dos outros, o amor dos amigos e o amor do atributo de doação em si que é chamado de amor do Criador. Eu imagino como paro de odiar e o atributo de amor e doação me preenche totalmente, e que eu sinto isso como um grande prazer.

Nesse caso, eu já vejo a realidade a partir da perspectiva do superior, do Criador. Isto significa que a minha percepção está dividida. Se eu afundo no meu estado e determino tudo desde meus atributos, sentimentos e calculo de acordo com o princípio “um juiz tem apenas o que seus olhos veem”, isso se chama verdade, minha opinião, de acordo com meu estado real e o que eu sinto. Por outro lado, eu vejo as coisas de um estado superior ao qual eu aparentemente subi e de que modo eu iria ver, sentir e julgar o que acontece se tivesse o atributo de doação e amor aos outros, conforme meu ego é restrito.

Este estado é chamado de fé, que significa que existem dois níveis aqui: verdade e fé. Sobre o nível atual de verdade, eu sinto deficiências, incompletude, desconforto, mal-estar, como todos neste mundo e ainda pior, porque quero superar isso. No estado de fé, há plenitude e nada está faltando, e há conforto e paz total. Eu estou em adesão com a força superior, e vejo o mundo de um extremo ao outro cheio de gratidão ao Criador.

Eu devo estar nesses dois estados! Assim, eu determino a direção de um estado para outro. Parece que é fácil imaginar as coisas assim e que é possível permanecer nesta percepção dupla e, cada vez, tentar aproximar o futuro para que o atributo de amor e doação, através do grupo, realmente leve-o para um nível superior.

Ao mesmo tempo, há a questão do reconhecimento do mal, a incapacidade de subir. Assim, uma oração coletiva nasce. Nós teremos que reunir e acumular nossos esforços à custa dos nossos esforços, subindo e descendo repetidamente, perdendo tudo e assim enchendo o mar da Sitra Achra (o outro lado). Este mar engole todos os nossos esforços no momento que pessoa cai, mas mais tarde ele irá devolver tudo de acordo com a condição, “Ele engoliu ricos, e deve vomitá-los de novo”. Então, nós somos recompensados a subir a um nível superior.

Nós devemos nos acostumar com esse trabalho. No entanto, parece-me que é perfeitamente possível estar simultaneamente em dois níveis: verdade e fé.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 28/11/13

Como Entrar No Mundo Superior Sem Se Mover

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu posso descrever a forma do nível superior?

Resposta: Você tem que imaginar seu estado superior e tentar viver nele, tanto quanto possível. Eu estou construindo o nível superior neste mundo sob estas condições. As relações corrigidas entre eu e os outros são chamadas de mundo superior. Então, eu descubro que ele está bem aqui e que não há nenhum outro lugar.

Eu vejo uma nova conexão que se estende entre eu e os outros, e assim eu revelo todo o nível superior, e nele o Criador que preenche o mundo. Eu vejo que o mundo inteiro é a Sagrada Shechiná, e o Criador está nela. Eu O descubro aqui. Eu não preciso voar para lá ou para alguma outra dimensão.

Eu estabeleço constantemente a forma deste mundo espiritual com o que tenho diante de mim agora, e apenas a intenção muda. Eu uso todos os meus desejos egoístas e o ódio como materiais de construção. Eu só adiciono a conexão corrigida entre todas as partes da realidade. Eu descubro e mudo a conexão de recepção para doação. Nada mais muda, como se diz, “tudo continua do jeito que estava”, e “Eu comi o que é muito velho”.

No entanto, eu descubro que, por meio da nova atitude que tenho para com os outros, e entre os outros, eu vejo que todo mundo está no fim da correção. Eles não se sentem dessa forma, mas eu os vejo de acordo com o meu nível. Eu vejo que não há nada neste mundo, exceto Malchut de Ein Sof (Infinito) que é perfeitamente corrigida. Tudo o que eu vi até agora era apenas um sonho. Tudo depende apenas da minha percepção da realidade.

Portanto, não há lugar para onde você possa escapar, e não há necessidade de escapar. Eu só devo mudar a minha atitude para com o que vejo e tentar ver o domínio do Criador em todos os lugares. Então, eu preciso me sentir feliz, já que gradualmente vou descobrir o verdadeiro estado que já existe. A única coisa que falta é o meu esforço em descobri-lo.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 29/1/13, Escritos do Rabash

A Permissão É Dada Porque Há Uma Necessidade

Dr. Michael LaitmanAnteriormente, nós evoluímos na forma de “bestas”, geração após geração, conforme o grau das Reshimot “rolavam” de um desejo para outro, e esses desejos recebiam as sensações dos órgãos em que se encontravam e criavam uma imagem do mundo.

No entanto, agora nós recebemos permissão para subir através da sabedoria da Cabalá para o nível do mundo eterno. Portanto, já não seremos limitados pela encarnação física. Essa sequência de vida física e morte desaparecerá, pois veremos nisso apenas um determinado nível do sistema geral.

Quando perguntei ao Rabash no início do meu estudo sobre o que significa a vida e a morte em nosso mundo, ele respondeu: “É como quando você tira uma camisa de noite e coloca uma nova pela manhã”. De forma idêntica, você tira essa vida e se veste de uma nova vida, de um sistema de dez Sefirot para outro sistema de dez Sefirot, e quando você se encontra num nível superior, você não sente nada de especial nisso. Da mesma forma, um corpo que se encontra no nível bestial não sente dor ao cortar o cabelo ou as unhas, porque eles se encontram no nível vegetal. O nível inferior não sente uma deficiência. Pelo contrário, a sua renovação é sentida como uma boa adição.

Então, segue-se que para os seres humanos em nossos dias, há chances de subir ao mundo eterno antes de sua conclusão desta vida, e, assim, eles vão ver a realidade atual como um “apêndice” do mundo eterno.

No entanto, é muito difícil explicar isso. A permissão é dada e nós temos que agir, mas um trabalho difícil é exigido antes de podermos implementar corretamente esta tarefa. Nós precisamos tornar o acesso ao método mais fácil para o mundo; nós devemos estar num nível superior e fazer a conexão correta entre os níveis. Isso é chamado de ser um professor e começar a elevar a humanidade. Nós precisamos ver isso como a nossa tarefa, a nossa obrigação. A essência da permissão não é apenas que estamos autorizados a realizá-lo, mas é o nosso papel e responsabilidade fazê-lo.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 27/11/13, Escritos do Baal HaSulam

Sala De Risos E Lágrimas

Dr. Michael LaitmanO Criador diz a Moisés: “Vinde ao Faraó” (juntos). Eu também vou com você, a fim de mudar a sua natureza e transformá-la de recepção em doação. É só você Me pedir isso. Mas, Ele não acrescenta, “Vá, participe de um grupo, pois sem isso Eu não serei revelado”, pois isso é auto-evidente.

Se a pessoa não está incluída no centro de um grupo e não está conectada com os amigos, ela não pode se voltar ao Criador. O Criador se encontra no centro do grupo. Nós nunca nos voltamos ao Criador sozinhos, mas apenas através da conexão com os outros.

Moisés é a imagem geral do grupo. Por isso ele é chamado de líder do povo, simbolizando o acordo geral, a unidade do grupo. Portanto, ele tem uma ligação com o Criador e pode orar, pedir e fazer tudo por todas as pessoas.

A fim de iniciar o processo de correção da alma, eu devo imaginar que estou ligado com todos juntos numa única imagem. Tudo começa com a nossa tentativa de nos conectar e descobrir que não estamos prontos para fazer isso, como é dito: “Eu criei a inclinação ao mal, criei a Torá como tempero”. A entrada para o Egito começa com a descoberta de que não estamos prontos para nos conectar, não queremos isso de forma alguma, e estamos prontos para vender o nosso querido irmão José; o mais importante é não se conectar.

Assim, a verdadeira natureza egoísta começa a ser descoberta dentro de uma pessoa, que “a minha morte seria melhor” do que doar, amar o próximo e se preocupar com ele. E isso é só o começo, apenas a entrada para o Egito. Após isso há mais quatrocentos anos de escravidão no Egito, isto é, a passagem por toda a espessura do desejo de prazer. Cabe a nós trabalhar em todas as camadas do nosso ego, a fim de decidir, no final, que, apesar de tudo, queremos nos conectar.

Depois vêm os sete anos de fome e as pragas do Egito, porque queremos nos conectar e não temos êxito; tentamos de novo e de novo, sem sucesso. Até que por fim nos desesperamos e gritamos pelo Criador, “Socorro!”. Nós sentimos uma imensa necessidade da ajuda do Criador.

Mas isto sempre se refere à conexão e nunca de uma pessoa isolada. Se nós falamos de alguma personalidade individual, é apenas sob o aspecto da sua conexão com o todo na sua forma única e particular. Portanto, as imagens aparecem como no Livro do Zohar: Rabi Yossi, Rabi Abba, Rabi Elazar e Rabi Shimon. Não importa quem é, pois isso está falando apenas da qualidade de sua conexão com os outros.

É assim também com a história de Moisés e Jetro, sobre a sarça ardente. Isso só fala do coletivo e não do homem que fugiu para o deserto. Onde ele poderia escapar do seu ego? Isto está falando da pessoa que se encontra dentro do grupo. A Torá fala apenas das relações entre nós; tudo “permanece na família”, dentro do grupo.

Isto é como uma novela, onde todos os eventos acontecem numa sala. Sobre esta “sala” é dito, tudo está acontecendo aqui: o deserto, as guerras, a divisão do Mar Vermelho, tudo surge dentro dessa sala, nas relações entre as pessoas.

Depois, nós descobrimos que nada realmente está acontecendo, exceto isso! Toda a realidade que vemos agora é imaginária, falsa e ilusória. Em vez disso, estamos de fato vendo uma unidade que foi esmagada, quebrada, dividida em fragmentos, distanciada uma da outra. Este é o retrato do nosso mundo. Em vez de uma única pessoa, há uma multidão de pessoas, plantas, animais, inúmeras formas de diferentes existências. É assim que os quatro aspectos de um único desejo, uma única entidade, aparecem para nós.

Mas se a pessoa quer compreender a situação corretamente, cabe a ela saber que só dentro do grupo ela tem a oportunidade de ver a verdade. O grupo é como um microscópio, um instrumento, que se olharmos através dele, podemos ver o que está acontecendo. Nós não temos nenhum outro instrumento em toda a realidade. Através da consolidação cada vez maior entre os amigos, ou seja, através da escolha de um ambiente cada vez melhor, a pessoa dirige melhor o instrumento e chega mais perto da verdade.

Da 1ª parte do Lição Diária de Cabalá 27/11/13, Escritos do Rabash

Uma Mudança Profunda Da Nossa Perspectiva

Dr. Michael LaitmanNós temos que mostrar ao mundo inteiro que não há nenhuma outra ciência, exceto a sabedoria da Cabalá, e nenhuma percepção da realidade que forneça respostas à realidade atual, onde cada aspecto da nossa vida está em um estado de crise. É a sabedoria da Cabalá que fornece o caminho certo através do qual você adquire as ferramentas adequadas necessárias para o nosso desenvolvimento.

Todas as velhas ferramentas e os meios que tínhamos são inúteis hoje e só levam à confusão. É simplesmente impossível avançar usando-os. A física, por exemplo, é uma ciência exata e verdadeira que nos ajuda a nos beneficiar das leis da natureza. Mas não podemos mais usá-la para avançar.

Nesta fase, nós precisamos de novos meios, e a sabedoria da Cabalá os fornece e nos permite ser equipado com eles. Isso significa que, a fim de dar mais um passo à frente no caminho da nossa evolução, nós precisamos mudar o nosso paradigma, a nossa abordagem básica, para nos adaptar às novas condições.

Antes, as pessoas acreditavam que abriam o caminho por si mesmas, embora, na verdade, seja a Luz quem preenche tudo. Agora, porém, temos que nos adaptar às novas condições e estados, mesmo que eles surjam contra a nossa vontade. Hoje temos que consertar a conexão entre os vasos, e por isso falamos sobre a educação integral.

Por outro lado, a percepção filosófica anterior está desatualizada. Temos que mostrar às pessoas que qualquer abordagem que não se baseie na realização real não pode ser usada, e que isso realmente nos leva ao sofrimento e prolonga os problemas. Qualquer perspectiva que adie a realização do Criador nos traz muitos problemas.

Isso se refere a todas as religiões também, já que elas prometem uma recompensa depois da morte: “Morra e você receberá, mas trabalhe agora”.

Nós, por outro lado, dizemos o contrário: “Você deve ver o seu mundo em sua vida”. A sabedoria da Cabalá refere-se à revelação do Criador a uma pessoa aqui neste mundo.

Não há nada de espiritual após a morte. Nós morrermos assim como os animais que abatemos, porque estamos no nível animal da evolução. Eu não subo e não satisfaço as minhas Reshimot (genes espirituais), e não desenvolvo o nível humano da minha Reshimo; eu permaneço uma Reshimo. Eu tenho que satisfazer a minha Reshimo por meio da Luz que Reforma, e para levar a minha Reshimo a um estado de vaso espiritual onde eu revelo o Criador.

Assim, nós podemos refutar todas as percepções filosóficas e crenças que a humanidade criou para si mesma. Nosso trabalho não é abstrato; nós trabalhamos pela revelação. É com isso que a pessoa se depara hoje. Nós temos que revelar o Criador, aqui e agora.

Portanto, todo mundo vai odiar a sabedoria da Cabalá, uma vez que ela está em contraste com qualquer lógica animal que uma pessoa tenha e as ideias tradicionais de recompensa pelo esforço pessoal depois da morte…

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/11/13, Escritos do Rabash

“Jogos Mentais” Ou “Quem Está Brincando Com A Gente?”

Dr. Michael LaitmanPergunta: O Livro do Zohar parece nos falar sobre um mundo virtual desconhecido. Ontem, eu assisti um filme de ciência popular Uma Mente Brilhante. Nosso cérebro nos engana. Os cientistas têm chegado à compreensão de que o nosso cérebro recebe sinais eletromagnéticos, e pinta o mundo que não existe.

No final, eles concluem que todos nós estamos em um determinado jogo, não sabemos quem o controla e com que finalidade. Você poderia continuar este filme e explicar quem brinca com a gente?

Resposta: Na parte da Cabalá sobre a “Percepção da Realidade”, nós estudamos que toda a realidade que sentimos é sentida dentro de nós; nossos cérebros a “pintam” sob a imagem que supostamente nos rodeia. Não há nada fora de nós: nenhum espaço ou qualquer coisa que o preenche. Tudo o que nós percebemos é sentido subjetivamente por nós. Tudo acontece apenas dentro de nós. Nós estamos falando de todos nós, e o mundo ao redor parece ser objetivo, como se existisse fora de nós e sem nós, mas a nossa percepção funciona apenas em relação a nós, aos nossos órgãos sensoriais.

Os Cabalistas têm falado sobre a relatividade da nossa percepção por quase 6.000 anos. O Livro do Zohar, escrito há 2.000 anos, fala sobre a Terra na forma de uma esfera. Ele descreve a evolução, todas as mudanças na natureza e na sociedade, a crise do nosso tempo e sua solução. Nós só precisamos aplicar esse conhecimento e, com a sua ajuda, superar a crise e entrar numa nova visão do mundo.

Não Há Morte

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (do True Activist): “O debate sobre religião e espiritualidade tem causado mais discórdia do que qualquer outro tema ao longo da história. Enquanto a crença no desenho sincrônico tenha ajudado alguns a alcançar alturas inimagináveis, outros rejeitam abertamente a noção de um ser supremo – ou uma vida eterna”.

“Do aspecto científico, muitos preferem supor a noção de uma vida após a morte como ridícula – ou pelo menos improvável”.

“No entanto, um especialista afirma que a prova da vida além-túmulo encontra-se na Física Quântica. O professor Robert Lanza acredita que a teoria do biocentrismo ensina que a morte como nós a conhecemos é uma ilusão criada pela nossa consciência”.

“Uma variedade de textos espirituais ensinam que a ‘existência’ neste plano é uma experiência da alma imortal sem limites. No entanto, a fé no desconhecido tem sido a base que tem moldado a tradição espiritual, não a ciência. As conclusões do professor podem mudar isso”.

“‘Nós achamos que a vida é apenas a atividade de carbono e uma mistura de moléculas – que vivemos um tempo e depois apodrecemos no solo’, disse Lanza em seu site”…

“Biocentrismo é a crença de que a vida e a biologia são fundamentais para a realidade e que a vida criou o universo, e não o contrário. Isto sugere que a consciência de uma pessoa determina a forma e o tamanho dos objetos no universo”.

Meu Comentário: A Cabalá fala sobre isso desde os dias de Adão. A sensação do mundo é subjetiva. Por enquanto, nós sentimos a existência através do que chamamos de nosso corpo, ou seja, em nossos cinco órgãos sensoriais. A Cabalá permite que todos possam desenvolver órgãos sensoriais adicionais e, assim, experimentar outro mundo, maior do que a existência no corpo animal.

Do Que É Feita A Simplicidade?

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Shamati # 3, “A Questão da Realização Espiritual”: Para que nós atinjamos o que Ele queria que atingíssemos e entendêssemos como “Seu desejo de fazer o bem às Suas criações”, Ele criou e concedeu-nos esses sentidos, e esses sentidos atingem suas impressões da Luz Superior.

A criatura vê a Luz de Ein Sof (Infinito) e o vaso como divididos em diferentes níveis de Aviut (espessura), em muitos discernimentos nos quais é possível diferenciar as relações mútuas entre o Criador e a criatura.

Parece que estamos avançando em direção a uma Luz mais simples, mas não é assim. Afinal de contas, nós reunimos cada vez mais vasos (desejos), que são mais esclarecidos, discretos, independentes e singulares e que estão, ao mesmo tempo, mutuamente conectados por bilhões de laços entre eles. Nesta versatilidade infinita, chegamos à Luz de Ein Sof.

Acontece que o nosso trabalho não nos leva à simplicidade, mas sim à complexidade, e é a partir dessa complexidade que chegamos à simplicidade.

Nós precisamos de todos esses múltiplos discernimentos que realmente aumentam na subida para Ein Sof. Eles aumentam na forma de um cone que se expande gradualmente, porque os nossos desejos continuam a crescer, e, consequentemente, Luzes mais novas, recentes, são reveladas: NRNHY em cada parte.

No início, nós nos elevamos e somos apenas um ponto, mas depois cada um é multiplicado por dez Sefirot, e elas também são multiplicadas e assim por diante. De acordo com a lenda, os grãos de arroz também foram multiplicados, e o governador usou-os para pagar o homem sábio por cada quadrado do tabuleiro de xadrez, multiplicando o seu valor cada vez até que se tornou uma grande soma. Este é apenas um pequeno exemplo, como o que alcançamos nos esclarecimentos das Luzes NRNHY de NRNHY, e assim por diante, e, assim, nós subimos e descobrimos novos discernimentos.

Por outro lado, isso se torna cada vez mais simples, visto que cada dez Sefirot do nível inferior se unem e se tornam uma no outro nível. Assim, a imagem deste mundo não se desintegra, mas, paradoxalmente, fica mais clara, uma vez que existem mais discernimentos. É porque nós recebemos a Luz simples de cima e nossos vasos tornam-se mais intimamente unidos.

Assim, nós chegamos à análise e síntese, ou seja, à separação e conexão, e a alcançamos ao mesmo tempo. Então, a nossa percepção não é dividida, não é confusa e não sofre de uma síndrome esquizofrênica, mas nós realmente alcançamos a simplicidade, embora essa simplicidade seja complicada o tempo todo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/11/13, Shamati # 3 “A Questão da Realização Espiritual”

Ver O Mundo Na Luz Do Criador

Dr. Michael LaitmanNada pode ser mudado neste mundo, exceto a nossa percepção do mundo. O mundo não muda, mas sim a pessoa, que vê a si mesma dentro de um ângulo diferente, e todo o mundo parece completamente diferente: positivo, cheio de luz, felicidade e bem absoluto.

Hoje, o nosso mundo parece defeituoso, desconfortável, inseguro e cheio de desafios e ameaças só por causa do nosso nível de visão.

A única coisa que realmente importa é a nossa sensação de pertencer ao grupo, incluindo-nos nele, na medida em que não há mais nada de nós, constantemente nos submetendo a sua influência. Leva muitos anos para nos convencer de que é verdade; leva um tempo antes que pequenas porções de Luz comecem a nos influenciar. Ao mesmo tempo, tudo depende unicamente de nós.

Nós temos que continuar nossos esforços para nos conectar nos congressos e reuniões de amigos, vendo como estávamos antes da reunião e como mudamos depois dela, na medida em que nos incluímos no que os amigos se tornaram. Como eu posso fazê-lo, de modo que possamos dar um salto potencial que vai nos elevar ao próximo nível e nos permitir ver o mundo na Luz do Criador, e assim ele vai ser absoluto?

Não há nada que possamos mudar, exceto a nossa visão do mundo, porque a única coisa que pode ser corrigida são os nossos vasos (Kelim), nossos corpos de sensação, e o mundo continua o mesmo, o mundo do Infinito; nós flutuamos somente nele. Portanto, a única coisa que temos que mudar é a nossa percepção do mundo.

Eu gostaria que você sentisse a diferença na satisfação que é um bilhão de vezes mais forte do que a que recebemos de fora dos melhores estados materiais. Na realidade, é a verdade; não é apenas outra maneira de fugir de inúmeros problemas. Todos os problemas e obstáculos, tudo o que já acontece com a gente, tanto interna como externamente, vai se transformar em Luz absoluta. Nós acabaremos por atingir este estado.

Mais uma vez, eu agradeço ao grupo mundial por apoiar esta convenção e, particularmente, gostaria de expressar a minha mais profunda gratidão ao grupo central israelense que realiza um enorme e dedicado trabalho na disseminação de nosso conhecimento.

Não é exatamente a revelação da Cabalá, mas sim um trabalho coletivo que promove a iluminação humana em condições extremamente complicadas e críticas que são enviadas para nós pelo Criador. O Criador joga conosco, organizando situações extremas, para que possamos ir pela “fé acima da razão” e avançar com os nossos olhos fechados, acima de nossos cálculos. Isto é o que o nosso grupo israelense faz. Eu sou extremamente grato ao grupo mundial pelo seu apoio. Obrigado a todos.

Da Convenção na Bulgária “Amanhecer de Um Novo Mundo” 01/11/13, Lição 2