Textos na Categoria 'Percepção'

Libertação Dos Grilhões Do Tempo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos usar adequadamente o tempo: passado, presente e futuro? Nós devemos nos apegar ao momento presente para viver o aqui e agora?

Resposta: Se nós sentíssemos apenas o momento presente e não o passado, presente e futuro, seríamos elevados acima do tempo ou morreríamos. Um dos dois.

Os mortos estão livres da sensação de tempo e não sentem suas mudanças, mas esta não é a liberdade que uma pessoa está procurando. Animais e plantas sentem o passado, presente e futuro num determinado grau, e até mesmo uma pedra inanimada tem um registro do que aconteceu com ela no passado.

Mesmo que não tenhamos conhecimento desta sensação, a pedra sente sobre si influências externas e, de alguma forma, parece perceber o passado, presente e futuro de alguma maneira, de acordo com a sua resistência às influências externas.

Portanto, sentir apenas um dos três tempos indica uma perda da sensação da vida. Isso não é interessante, mas sim elevar-se acima da sensação de passado, presente e futuro, e controla-los, ou seja, gerenciar e controlar os processos que passam por mim. Eu preciso esclarecer como posso gerir e controlar o passado, presente e futuro na forma de influências sobre mim a partir de uma fonte externa.

Se eu me unir com esta fonte e aprender sobre ela, eu vou começar a controlar os três tempos diferentes e me tornar o mestre do tempo, o mestre da minha vida. Eu posso me mover livremente do passado para o presente, para o futuro, e de volta do futuro para o presente e o passado. Eu posso subir completamente acima deles e não ser mais dependente deles.

Eu mesmo vou mudar o tempo e o tempo não vai me mudar. E tudo isso depende de como eu vou ser capaz de superar o meu desejo de receber, esse órgão através do qual eu sinto as mudanças de tempo. Se eu subo acima do meu desejo egoísta e me torno completamente livre dele, eu paro de sentir o passado, presente e futuro como a minha vida.

A pergunta pode ser feita, com o que eu me associo? Eu preciso conhecer toda a linha de tempo do desenvolvimento do meu desejo: como ele é criado, como ele é alterado, e que forma ele deve atingir. Para descobrir tudo isso, eu tenho que subir para outro nível chamado o plano da criação.

Cada objeto no mundo tem o seu passado, presente e futuro, ou seja, sua causa e efeito. Eu preciso sempre me referir à causa, e assim vou ser capaz de investigar facilmente e ver todas as consequências. Se eu sei a causa, mesmo que eu não veja o resultado como até agora, eu já vou saber o que vai acontecer. As futuras formas de todos os seus resultados já estão latentes em sua causa.

Desta forma eu chego a pergunta mais importante sobre a vida: “Onde é a sua origem? De onde eu vim? O que é uma pessoa? Por quem eu fui criado? Que tipo de força me controla e para que objetivo ela me leva?”.

Se eu pudesse responder a todas essas perguntas, eu poderia gerenciar e controlar minha vida e ser libertado dos grilhões do tempo.

De KabTV “Uma Nova Vida” 17/04/14

Voltando Ao Momento Do Big Bang

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu gostaria de me tornar o mestre do tempo e da minha vida. Você disse que para isso eu tenho que mudar as prioridades e tornar o mundo a minha volta mais importante do que eu mesmo. Mas como eu posso fazer isso e transferir a minha atenção de mim mesmo para o exterior?

Resposta: Transferir a importância de mim para o que está fora de mim é chamado mover-se em direção à antimatéria. Isso não é o antimundo físico sobre o qual a física fala, mas sim uma mudança maior.

Pergunta: Como é possível que outra pessoa se torne mais importante para mim do que eu mesmo?

Resposta: Isso é chamado de inversão dos sentidos, uma inversão no desejo. Em você agora está o desejo de desfrutar para o seu próprio bem. Considerando que você tem que sentir que quer dar prazer a alguém.

E isso não significa que você está vestido dentro dele como uma espécie de fantasma, que você passa pelo corpo dele e tem prazer ali. Isso ainda seria satisfação egoísta, como o prazer de uma mãe que está envolvido em seu bebê, está preocupado apenas com ele, e vive em seus desejos.

Você permanece em seu corpo, mas percebe o outro como mais importante do que você mesmo. E isso não é o mesmo amor que existe em nosso mundo. Esta pessoa é um completo estranho para você e você não tem nenhum amor natural com respeito a ela, como você faz com seus filhos e sua esposa. Apenas uma inversão assim o transforma no mestre de sua vida, pois assim você transcende as limitações do tempo.

O tempo nasceu no momento do Big Bang. Portanto, você deve voltar para além das limitações do Big Bang, subir acima do ponto da criação da matéria. Então, a partir desse sentimento subjetivo de tempo que existe dentro de você agora em sua percepção egoísta, o qual depende do que é ruim e o que é bom para você, você passa para a percepção de tempo em outra pessoa e valoriza o que é bom ou ruim para ela.

Esta é uma mudança fundamental para você se transformar de receptor para aquele que doa. É assim que você se transforma no mestre do tempo e de sua vida.

De KabTV “Uma Nova Vida” 17/04/14

Um Túnel Para O Mundo Oposto

Dr. Michael LaitmanPara mim, o mundo inteiro está dividido no que se encontra dentro de mim e no que se encontra fora de mim. Há o meu corpo que ocupa algum lugar, e há o mundo ao meu redor. Para mim, a coisa mais importante sou eu mesmo, e tudo o resto é adicional, que também é dividido em níveis de significância de acordo com o que é benéfico ou prejudicial para mim.

Mas suponha que eu mude de lugar com essas partes e chegue a um estado em que o externo se torna mais importante para mim do que eu mesmo. Com isso, eu estou fazendo uma revolução interna, uma inversão interna de percepção que constrói uma nova relação com a realidade dentro de mim. Eu começo a ter uma compreensão oposta dos conceitos de tempo, movimento, espaço, bem e mal; tudo se torna completamente oposto.

Eu me encontro num mundo que é oposto (em um antimundo), ou seja, o oposto do nosso mundo atual! Ele pode se mover em direções completamente diferentes: no passado, presente e futuro, sem quaisquer limitações.

Minha percepção do espaço é alterada; eu já não estou vinculado a um determinado lugar. Os físicos falam sobre a existência de buracos negros no universo que nós podemos entrar. Nós temos que penetrar num mundo que se encontra além da matéria.

Eu, naturalmente, me considero como mais importante do que qualquer coisa que se encontre do lado de fora. Mas se eu posso transformar essa percepção em torno e a controlo, o que significa que decido por mim mesmo o que é importante para mim, desta forma eu me torno um mestre ao longo do tempo.

Porém, a física fala sobre a curvatura do espaço de um ponto de vista teórico, como é visto com a ajuda de um equipamento especial, mas por essa mesma pessoa terrestre. É impossível ir além das limitações do mundo físico desta forma. Eles vão ver a mesma substância, mas com uma resolução maior de tempo, movimento e espaço.

Enquanto a sabedoria da Cabalá fala sobre mudanças na percepção de uma pessoa que deixa de ser dependente da matéria. Eu estou nu e livre da matéria no meio do universo, olho através dela sem quaisquer limitações e vejo o mesmo lugar de onde o poder que causou o Big Bang surgiu. Esta força forneceu a energia para a criação de todo o vasto o universo e desenvolveu-o até o ponto em que estou agora.

Enquanto eu dou uma olhada para trás e quero ver essa força que foi a causa do Big Bang, e que é especificamente o que eu quero examinar. Eu não tenho nada para examinar dentro do nosso universo, pois este é apenas o resultado dessa força inicial. Se eu conhecer e me familiarizar com a origem, eu também vou atingir todo o seu resultado.

Mas, a partir dos resultados nós não podemos investigar e estudar a origem. Nós vemos que a humanidade não está pronta para isso nessa fase do seu desenvolvimento, e, em geral, este não é o caminho.

De KabTV “Uma Nova Vida” 17/04/14

Mestre Do Tempo

Dr. Michael LaitmanPergunta: De onde nós tiramos a sensação de tempo? Por que essa sensação é tão precisa, realmente até o minuto ou segundo numa pessoa, e em outra pessoa a sensação de tempo não existe?

Resposta: Depende do desenvolvimento do desejo pelo prazer. Se eu quero diversão, então divido meu desejo em frações de segundo para preencher cada fração de segundo com satisfação, com prazer. Então, a sensação de tempo é importante para mim.

A vida nunca parece longa porque eu posso preenchê-la com muitos prazeres, com uma ampla gama de variáveis: comida, sexo, família, dinheiro, respeito e conhecimento. Assim, 80 anos de vida é pouco tempo para mim, até mesmo mil anos não seriam suficiente para fazer de tudo.

Pergunta: Às vezes nós podemos perceber o tempo como um fenômeno negativo: com o tempo as coisas são destruídas, desmoronam e nossos corpos envelhecem. Mas por outro lado, o tempo pode ser benéfico porque cura, sossega e completa. Como você percebe o tempo, como um fenômeno bom ou ruim?

Resposta: O tempo depende de como eu o preencho. Em primeiro lugar é necessário compreender como eu posso gerenciar o tempo e não deixar que o tempo me gerencie. Eu não concordo com tais frases como: “o tempo cura todas as feridas” e você precisa aceitar as coisas com mais serenidade, como se este tempo fosse algo que se encontra fora de mim. Este é o tipo de atitude de pessoas fracas que não sabem como gerenciar seu tempo. Com esta atitude em relação ao tempo, nós atraímos um monte de coisas desagradáveis sobre nós mesmos.

O tempo deve estar sob nosso controle e nós devemos subir acima dele. Isso não significa prolongar a vida até os 100 anos graças aos sucessos na biologia ou genética. Pois assim, mesmo 200 anos não serão suficientes para nós e a vida vai parecer como se fosse muito curta.

Uma pessoa que viveu há 500 anos não sentia que os 30 anos de sua vida eram mais curtos, mas, em vez disso, eram ainda mais longos do que uma pessoa que vive 80 anos hoje. Não acho que vale a pena avançarmos nesse sentido. Nós simplesmente precisamos subir acima do conceito de tempo, e isso é o que significa o gerenciar.

O tempo depende se eu recebo mais ou menos prazer. Mudanças no meu desejo de prazer criam uma sensação da passagem do tempo por mim. Mas se eu sentisse algum prazer regularmente com um desejo imutável, eu não me sentiria vivo de forma alguma. Eu perderia não só a sensação de tempo, mas a sensação da vida em geral.

Isso ocorre porque nenhuma alteração ocorreria em mim, e sem alterações, não há nenhuma sensação de estar vivo. A vida não é apenas algum tipo de sentimento, mas sim uma diferença entre um estado e outro. Se os estados não mudam, esse estado continua o tempo todo e eu não me sinto como existindo.

Segue-se que a sensação de tempo é um conceito interno, totalmente subjetivo e emocional. Tudo o que eu tenho que fazer é alterar meus sentidos (as ferramentas da percepção), todo o programa interior que age em mim hoje como em cada corpo vivo. Se eu subo acima deste programa e começo a agir de forma diferente, não pela necessidade de realizar meu desejo por prazer, não para viver do que chega até mim, mas para satisfazer a mim mesmo por mim mesmo e gerenciar minhas satisfações, então eu me torno o mestre do tempo. Para isso nós só precisamos superar nosso desejo egoísta, parar de depender dele.

De Kab TV “Uma Nova Vida” 17/04/14

Sob A Anestesia Do Ego

Dr. Michael LaitmanO mundo inteiro é meu Kli. Apenas uma pessoa foi criada no mundo. Este é um paradoxo, também conhecido na física quântica. Nossa percepção do mundo pode se transformar em um instante e a situação vai parecer completamente diferente, como superposições quânticas.

Não há contradição entre o fato de que sou o único no mundo e ver o mundo inteiro como partes de mim. Por causa de algum tipo de efeito psicológico, parece-me que estas partes estão fora de mim.

É como se me dessem uma injeção de um anestésico na minha perna e eu parasse de senti-la como parte do meu corpo. Agora, alguém poderia vir com uma serra e cortar minha perna e eu não iria reagir, porque não sinto qualquer dor. Meu sentimento é tão nebuloso que não vejo que ela é minha.

Nós estamos sob um anestésico como este em relação a todo o mundo. Toda a natureza  inanimada, vegetal e animal, e as pessoas são partes do meu Kli, vaso. Todos pertencem a mim, ao meu desejo de receber. Eu estou em Malchut de Ein Sof (Infinito), toda a criação. Assim, o mundo inteiro foi criado para mim, para me servir. Mas o meu ego me separa do mundo e o apresenta a mim como estando fora de mim e não como pertencente a mim.

O ego funciona como um anestésico que desprende todos os meus órgãos de mim e me deixa com apenas uma pequena parte de toda a realidade. Portanto, eu tenho que começar a corrigir o meu ego, e através da Luz que Corrige, eu devolvo a mim mesmo minhas partes que me parecem como estando cortadas e distantes de mim, em que eu trabalho com elas como se fossem minhas.

Isso é especificamente o que nós tentamos fazer num grupo: se aproximar de uma pessoa com um coração e ver toda a realidade como um todo. Nós mesmos investimos esforços para chegar a isso, e não somos empurrados por trás pela crise como todo o resto do mundo é, que deve ser obrigado a aceitar toda a realidade como um sistema.

Eu tenho a oportunidade de não esperar até que a crise comece a empurrar toda a realidade para mim, argumentando que ela é toda minha e me forçando a reconhecer isso através do caminho do sofrimento.

Se eu começar a trazer toda a realidade para mim mesmo, de acordo com o conselho dos Cabalistas, e me relacionar com todos os seus níveis – inanimado, vegetal, animal e humano – como partes minhas, então eu vou receber enormes deficiências adicionais. Elas vão fazer o possível para que eu veja a realidade não pela minha pequena parte, mas através delas, através do inanimado, vegetal, animal e falante, que eu aproximo e junto a mim saltando por cima do meu ego. Desta forma, eu construo uma ponte acima de todo o meu ódio, como é dito, (Provérbios 10:12) “O amor encobre todas as transgressões”.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 28/05/14

Uma Competição Perdida Contra O Tempo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Não é fácil viver na atual realidade moderna que galopa em grande velocidade e constantemente nos mantém sob pressão. Como é possível resistir a uma vida como esta, em que mudanças estão ocorrendo a cada momento?

Resposta: Tudo depende de como as pessoas percebem esta realidade. Se a pessoa acha que esta realidade é muito importante para ela e precisa ter tempo para ser bem sucedida, ela quer explorar tudo o que está acontecendo e ter mais sucesso do que outros, para ser a primeira na sociedade, na ciência, nas realizações, aos olhos das pessoas. Portanto, é compreensível que essa infeliz esteja em concorrência com os outros o tempo todo, sem um momento de descanso, e nunca tem tempo suficiente.

Mas há pessoas que não estão incluídas nesta competição. E isso não é porque elas sejam preguiçosas; em vez disso, elas simplesmente entendem que todos esses sucessos são subjetivos. Eu não quero correr para ser o primeiro entre aqueles que sempre carecem de tempo. Em geral, eu quero subir acima do tempo, espaço e movimento e não existir dentro deste fenômeno chamado de “vida”, mas dentro dessa força chamada de fonte da vida. Portanto, eu já estou à procura de como subir à fonte da vida.

De Kab TV “Uma Vida Nova” 17/04/14

Percepção Quantum Do Mundo

Dr. Michael LaitmanNós temos que prender todo o mundo a nós com todas as suas necessidades e desejos, toda a Malchut do mundo do Infinito. Primeiro, nós atraímos as partes que estão perto de nós, ou seja, aqueles que têm opiniões semelhantes e estão dispostos a se conectar com os outros: “Que cada um ajude o seu próximo”.

Depois, nós mudamos para as partes que estão mais longe de nós, ou seja, aqueles que não compartilham de nossa visão, nem se esforçam em se conectar uns com os outros ou revelar o objetivo da criação.

A disseminação começa com a coleta dos desejos do público em geral. Eles parecem insignificantes, primitivos e terrenos, mas só parecem assim. Na ligação do Partzuf superior com o inferior, este último traz um pequeno desejo. No entanto, o Partzuf superior considera o pedido do inferior como algo muito importante e substancial por causa do enorme amor que o superior sente pelo inferior. Assim, o superior torna-se capaz de realizar um grande trabalho para satisfazer as necessidades do inferior.

É assim que eu anexo o mundo inteiro a mim. É dito que o mundo inteiro é feito para me servir. As pessoas não entendem este fato, nem pensam desta forma. Pelo contrário, elas me rejeitam e até me odeiam. No entanto, isso não importa para mim. Eu aceito seus desejos e sei que não posso tratá-las da maneira que elas me tratam.

Eu não posso sentar e esperar enquanto eles sofrem pelos problemas e guerras, e se tornam mais sábios. Este é um caminho errado e incompatível com o amor ao próximo. Se você pensar dessa maneira, isso significa que você ainda precisa trabalhar em si mesmo. Isso explica por que devemos continuar nossos esforços para nos conectar com os outros, não importa o quê.

Imagine uma família que tenha um filho rebelde, vagabundo, que não ouve seus pais e deliberadamente faz tudo errado. Não importa o que, ele ainda é filho deles e eles têm que cuidar dele, não importa o quê. Este é o padrão que temos que exercer com o mundo que se torna amargurado e perde a esperança, uma vez que não sabe o que vem depois.

É uma revelação da verdadeira natureza das pessoas, aquelas que não se consideram boas, extraordinárias, inteligentes, fortes, mas sentem que são fracas, bobas, sem saber o que exatamente está acontecendo no mundo ao seu redor. O mundo se degrada e desce cada vez mais baixo; nada interessa as pessoas, exceto preenchimentos muito primitivos, como comida ou sexo.

Para onde vai a nossa cultura anterior, programas espaciais, aspirações elevadas, o respeito pelos cientistas, sábios, artistas, e pessoas bem-educadas? Nós costumávamos ter todos eles cerca de 50 anos atrás. Tudo se foi! A humanidade parece um rebanho de animais.

As pessoas são incapazes de satisfazer até mesmo suas necessidades menores, e elas sofrem. Segundo as estatísticas, o atual bem-estar material é dez vezes maior do que era há cem anos, mas, ao mesmo tempo, a depressão, o desespero e um sentimento de privação cresce constantemente. Afinal, essas coisas não estão diretamente relacionadas com a prosperidade material.

Problemas são dados a nós para nos fazer trabalhar com eles. Nós devemos compreender claramente. A nossa percepção do mundo é extremamente “quantum”. Há uma enorme contradição entre o dever que cada um de nós tem: para reconhecer que cada um de nós é o único que tem a liberdade de escolha e os outros não têm. Esta regra deve ser aplicada a todos, sem exceção. Isso leva ao entendimento de que o mundo inteiro depende de cada um de nós e todos nós temos que servir ao objetivo.

Da Preparação para a Lição 28/05/14

O Que É O Tempo?

Pergunta: O que é o tempo? Será que isso existe por si só ou apenas internamente? Como você explica o tempo?

Resposta: Eu posso ver o tempo, quando eu olho para o meu relógio. Sinto o tempo quando contemplo minha vida e acho que decorre rapidamente, quando eu reflito sobre as coisas que acontecem comigo, e quando eu reflito sobre as conseqüências e emoções.

Nossa vontade de receber, o material básico de que somos feitos, sente o passado, o presente e o futuro. Ele reconhece o tempo como mudanças que ocorrem em nosso desejo de ser feliz. Em outras palavras, o tempo depende das sensações que ocorrem em nosso desejo de receber. Se não fosse por essas sensações, não teríamos a percepção de qualquer tempo.

Se não houver nenhuma diferença em nossas sensações, nenhum “delta” entre sentir-se melhor ou pior, nós não percebemos o fluxo do tempo. Se nossas sensações fossem sempre as mesmas, o tempo parava. Ou seja, o tempo para nós é resultado de flutuações que ocorrem em nossos sensores. Nenhuma mudança, não há tempo. Como é o minuto anterior diferente do outro? Eles variam devido aos processos que ocorrem em nosso desejo de receber. Isto é o que chamamos de tempo. [Leia mais →]

Avançando Rumo À Recuperação Da Nossa Visão

Dr. Michael LaitmanComentário: Nós esperamos que você nos conte o segredo das histórias complicadas na Torá.

Resposta: A explicação oral, não é uma revelação. Tudo é alcançado apenas na prática. Nós fomos educados para acreditar que isso revelaria tudo.

Se vivemos no mesmo mundo que as fontes escritas nos falam, então elas revelam algo, mas apenas na medida em que conhecemos este mundo. Se elas nos falam sobre um mundo que não conhecemos e tudo nele parece estranho, então as fontes escritas explicam alguma coisa?

É apenas uma explicação que nos diz que o mundo superior nos rodeia, como uma esfera dentro de uma esfera, e nós estamos dentro dele, e que ele constantemente nos gere em todos os aspectos, todos e cada um de nós e todos nós juntos. Eu preciso dessa informação só para entender o quanto é importante começar a se envolver nele e revelá-lo.

Hoje nós sequer entendemos o que está acontecendo em nosso mundo, e nos sentimos cada vez mais confusos a cada dia que passa. Se não atingirmos o mundo superior, a sua influência sobre nós, a forma como ele opera e seu objetivo, seremos como gatinhos cegos incapazes de fazer qualquer coisa sobre o nosso destino e existiremos como se estivéssemos em movimento caótico. Vamos viver uma vida sem sentido, perdidos no esquecimento, e flutuaremos na corrente, novamente na mesma condição inicial, porque não corrigimos nada e não fizemos nada para receber novos sentimentos. Também não desenvolveremos quaisquer sentidos adicionais, e assim tudo vai começar de novo.

Primeiro a pessoa tem que ver que ela é gerida pelo mundo superior, um mundo de leis rigorosas. Vivendo no nosso mundo corpóreo, nós só conhecemos algumas de suas leis, mas não temos ideia do que são as leis do mundo superior.

Se uma pessoa entende que está num conjunto rígido de leis físicas que operam sobre ela, que ela pode influenciá-las e descobrir a dupla conexão na medida em que percebe e compreende estas leis e é capaz de geri-las, então, será um grande passo a frente. As pessoas vão, pelo menos, saber que podem recuperar a sua visão e não fluir cegamente na corrente da vida, ou para deixar mais claro, não a vida, mas a morte.

Pergunta: Então, a pessoa deve tentar tudo isso sozinha?

Resposta: Isso não basta. São necessários sofrimentos. Se eu entendo que algo opera em mim, mas penso: “Deixe-o operar enquanto espero”, é como um filme onde o bandido é condenado a trabalhos forçados para ensiná-lo a trabalhar, mas ele permite que o gerente de trabalho o influencie, dizendo: “Você vai me influenciar, enquanto eu deito e descanso”. Mas quando ele é espancado, ele clama: “Oh! Céus!”

É essencial que deva haver aflições, mesmo as menores. Nós, na verdade, queremos o menor sofrimento e a maior compreensão, uma vez que junto, isso nos permitirá avançar.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 18/12/13

Sentimentos Enganam – E Dirigem

Dr. Michael LaitmanOpinião (Sergei Mats, psicólogo, cineasta, professor do Instituto de Psicologia da Universidade Russa de Humanidades em Moscou): “Os sentimentos enganam você? – Não se preocupe, eles foram projetados principalmente para isso. Cada um de nós vive em seu próprio mundo circundante individual. Este mundo está cheio de sentimentos pessoais.

“Esta realidade contém ilusões ópticas, barulhos estranhos, sensações e cheiros pouco compreendidos, pseudo alucinações (cinema, monitor de computador).

“As pessoas totalmente realistas veem, ouvem e sentem coisas que não existiam e não poderiam existir. Você está olhando para um pano branco, iluminado por um projetor, ou um painel, composto por tríades RGB e, definitivamente, parece-lhe que ocorrem os eventos que fazem você rir e chorar.

“O mesmo ocorre com muitos fenômenos psíquicos experimentados; eles realmente ‘viram’, ‘sentiram’, e ‘ouviram vozes’; para as pessoas eles são todos verdadeiros, ‘outra realidade’ que não deixa motivo para dúvidas.

“Às vezes, a vida de alguém pode depender da natureza psicológica complexa das emoções humanas. Com que grau de verdade se pode afirmar que a testemunha realmente viu e ouviu tudo o que lhe parecia ter visto e ouvido, sem nenhuma dúvida?

“É uma coisa estranha: a evolução, que se supõe nos aproximar do assunto principal da adaptação – a realidade, em muitos casos, na verdade, separa a mente dela, a envolve num mundo individual, o qual nem sempre é confortável, mas é sempre sentido. Por que ela faz isso?”

Meu Comentário: O nosso desenvolvimento prossegue ao longo de duas linhas para que nós, (1) como resultado do nosso desenvolvimento, (2) descubramos sua completa inadequação. É essa frustração que nos permitirá (3) perceber e aceitar toda uma nova forma de desenvolvimento, oposta à primeira (1), para o desenvolvimento até a unidade, na qual iremos revelar um novo órgão sensorial e através dele começaremos nossa existência num mundo novo e mais elevado.