Textos na Categoria 'Israel'

Vendo O Futuro E Mudando-o

Pergunta: Será que um Cabalista vê o futuro, e em caso afirmativo, por que ele não nos avisa dos perigos?

Resposta: O Cabalista não vê o futuro. Ele só sabe fazer o futuro melhor. No entanto, esta mudança não depende somente dele, mas de todos.

Então, ele não pode prever o futuro, porque ele não sabe se as pessoas vão mudá-lo para melhor ou para pior. Isso depende da liberdade de escolha de cada um.

Assim, nós estamos voltando-nos para povo de Israel e dizendo que estamos prontos para mudar o mundo inteiro. É, precisamente, o povo de Israel, encontrado na terra de Israel, que está preparado para mudar completamente a vida em seu país, para melhor, e também mudar toda a situação mundial. Nós, até mesmo, podemos mudar o clima de modo que não haja extremos de calor ou frio.

Pergunta: É possível até mesmo influenciar o clima?

Resposta: A alteração do clima é o mais fácil de todos, porque ele pertence ao nível inanimado, que é o primeiro dos quatro  níveis da natureza: inanimado, vegetal, animal, e falante.

Nós podemos mudar todos eles se nós quisermos. Então, tentemos! Caso contrário, nós estamos indo em direção a uma vida insuportável que seria intolerável’.

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Do Programa de Rádio israelense 103FM, 16/8/15

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Cabalista Pratico

Sucot: Aos Quinze Dias Do Sétimo Mês

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico” 23:39: Porém aos quinze dias do sétimo mês, quando tiverdes recolhido do fruto da terra, celebrareis a festa do Senhor por sete dias; no primeiro dia haverá descanso, e no oitavo dia haverá descanso.

No décimo dia do sétimo mês nós comemoramos Yom KippurSucot começa cinco dias depois.

“Levítico”, 23:40-23:42: E no primeiro dia tomareis para vós ramos de formosas árvores, ramos de palmeiras, ramos de árvores frondosas, e salgueiros de ribeiras; e vos alegrareis perante o Senhor vosso Deus por sete dias. E celebrareis esta festa ao Senhor por sete dias cada ano; estatuto perpétuo é pelas vossas gerações; no mês sétimo a celebrareis. Sete dias habitareis em tendas; todos os naturais em Israel habitarão em tendas

Todas as plantas que são especificadas no verso simbolizam características especiais que uma pessoa deve atingir a montar completamente seu Kli espiritual para descobrir o Criador no último dia do feriado de Sucot. O Kli espiritual é composto de sete partes: Hesed, Gevura, Tiferet, Netzach, Hod, YesodMalchut. Cada uma delas corresponde a um tipo específico de planta: Hesed, GevuraTiferet são três ramos de murta; Netzach Hod são dois ramos de salgueiro, Yesod é um Lulav (folha de palmeira) e Malchut é um Etrog (cidra). Quando nós unimos todas essas plantas, elas incorporam os estados corrigidos das sete partes de nossa alma. Por isso, nós as mantemos durante todo o festival numa Sucá, simbolizando a Ohr Makif (Luz Circundante) que nos corrige.

Em outras palavras, se uma pessoa reúne todas essas características dentro de si mesma e já pode pedir a sua correção completa e aumentar as bênçãos, a Ohr Makif doa a ela. Certamente, este é o resultado de seu trabalho interior e não do trabalho físico. Desta forma, ao longo dos sete dias, sete Luzes purificadas entram nela em ordem, corrigindo e preparando-a para o oitavo último dia, quando ela deixa a Sucá. Depois, começa o feriado da Torá, de felicidade e alegria, pois a alma, com a ajuda da Luz chamada “Torá”, finalmente recebe seu estado corrigido.

Geralmente durante os feriados as pessoas realizam ações mecânicas específicas. Mas todas elas têm profundos significados internos e nós devemos pelo menos tentar de alguma forma chegar mais perto desse entendimento.

Todos os sintomas externos em nosso mundo são resultado de poderosas ações espirituais. Qualquer pessoa pode atraí-las para si mesma e com a sua ajuda ascender do nosso mundo ao mundo superior, como uma plataforma que sobe automaticamente. Ela comanda todas as propriedades que vemos, ouvimos e sentimos neste mundo.

Nós vivemos no corpo físico bestial; com ele nós sentimos e vemos só o mundo físico. Mas a Torá nos diz como sair deste estado que nos limita para uma imagem chamada Adam (homem) e viver dentro dela.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 18/06/15

Compartilhar A Dor Do Público É A Chave Para A Revelação Do Criador

laitman_556Baal HaSulam, “Frutos de Sabedoria”, “Aquele que Compartilha A Dor do Público”: “Uma pessoa é medida conforme ela mede”, isto é, de acordo com o tamanho dos vasos, de acordo com o recipiente e sua parte interior . A mesma deficiência estará sempre cheia, nem mais nem menos.

Portanto, o servo de Deus que não compartilha a dor do público, mas apenas sente que a sua própria deficiência privada tem um recipiente para a abundância que não é grande o suficiente; assim, ele não será capaz de receber a revelação geral da Divindade no segredo do consolo do público, porque não preparou um vaso para receber esta fase geral, mas apenas a sua fase privada.

Mas se ele compartilha a dor do público e sente os problemas do geral como seu próprio problema privado, ele é recompensado com ver a fase completa da revelação da Shechiná, ou seja, o consolo de todos de Israel, porque sua deficiência é uma deficiência geral e, por conseguinte, a abundância da santidade também é geral.

Portanto, você deve entender o significado de “o justo não tem descanso”, o que significa que como a abundância é abençoada de acordo com o nível de deficiência e os anseios dos justos, na mesma medida, nem mais nem menos, eles sempre se esforçam em aprofundar e expandir seu vaso porque aquele que doa não tem medida, só quem recebe. Assim, seu único objetivo na vida é ficar mais forte e ansiar em criar neles um vaso e, assim, causar contentamento em expandir as fronteiras da santidade.

O vaso de recepção é limitado e o vaso de doação é ilimitado. Tudo depende da pessoa. Na medida em que tenta expandir o seu vaso de doação, ela recebe a ajuda de cima. Se ela está realmente interessada na correção e usa todos os meios que tem, ela sempre pode aumentar o vaso, o que significa aumentar a sua deficiência para doação. A Luz que Corrige opera nela de acordo com estes esforços e corrige seu vaso, a prepara, e depois a preenche. Por isso se diz “os justos não têm descanso, nem neste mundo nem no outro mundo”, o que significa que nem no nível atual, nem no próximo nível, e eles vão sempre ser capazes de avançar.

A chave e a base para o avanço é compartilhar a dor do público, o que significa que as deficiências adicionais e a necessidade de doação só podem ser adquiridas do ambiente. Não há nenhum outro lugar; o ambiente é o único lugar de onde a pessoa pode extrair ilimitadamente e avançar como resultado.

Assim, nós podemos avaliar imediatamente como a pessoa vê esse avanço na vida espiritual. Hoje, isso já se refere a todos, homens e mulheres. Depende se a pessoa se isola e pensa que vai avançar apenas graças aos seus estudos, ou se participa da disseminação e da vida da comunidade, conectando-se ao grupo com todas as suas forças. Se ela não fizer isso, certamente não pode acumular uma deficiência pela doação, chegar a uma oração e receber um vaso pronto. A Luz existe em abundância, e, portanto, encherá imediatamente o vaso no momento em que ele estiver pronto.

Baal HaSulam escreveu: “Uma pessoa é medida conforme ela mede”. Afinal, uma pessoa só pode medir conforme ela anseia estar nos vasos de doação e ser preenchida com Luz. Tudo depende apenas dela, da preparação do seu vaso. Compartilhar a  dor do público é a chave para a revelação do Criador.

Em seu artigo “A Entrega da Torá”, Baal HaSulam escreveu que, quando os filhos de Israel estavam no Egito tornaram-se uma nação que sofreu a escravidão e o trabalho duro juntos no momento em que começaram a compartilhar mutuamente sua dor. O Faraó aproximou os filhos de Israel do Criador e realizou aflições cada vez maiores sobre eles, e como resultado, os forçou a conectar. Eles perceberam que somente graças à conexão entre eles poderiam ser salvos e sair do Egito. É assim que a pessoa recebe a deficiência correta.

Acontece que nós temos oportunidades ilimitadas para avançar porque o mundo inteiro já precisa de correção. Nós sempre teremos uma chance de influenciar o público e de se envolver cada vez mais na disseminação sem limites; nós receberemos as deficiências das pessoas e avançaremos diante delas cada vez, a fim de ser seus professores e atendê-las. Essa é a forma como vamos avançar em direção a vasos de doação cada vez maiores.

Toda a dor deve ser destinada a uma única coisa: como absorver deficiências adicionais do ambiente próximo ou de um ambiente cada vez mais amplo, até que o mundo inteiro esteja incluído no meu vaso. Este é o objetivo da quebra, ou seja, o cumprimento dos mandamentos. Só a construção de uma deficiência pela doação preenche tudo.

Hoje em dia, vemos que todo o mundo, incluindo nós, já está organizado para a revelação da deficiência pela doação mútua. É assim que nós construímos o lugar para a revelação do Criador, a fim dar contentamento a Ele. Tudo isso vai acontecer diante dos nossos olhos.

Da Preparação para a Convenção 25/02/14

Por Que O Povo Judeu É Considerado O Povo Escolhido?

laitman_936Pergunta: Por que a harmonia do mundo depende da nossa unidade?

Resposta: Infelizmente ou felizmente, a harmonia do mundo depende apenas do povo judeu. Só nós temos livre-arbítrio, e essa é a razão dos antissemitas afirmarem que somos responsáveis ​​por todos os sofrimentos da humanidade, porque não levamos o mundo a um estado melhor, e eles estão certos. Isto é o que O Livro do Zohar e as fontes Cabalísticas nos dizem.

A raiz desse fenômeno é o fato de que temos certas informações em nossos genes que nos permitem unir o mundo na conexão correta, mútua e harmoniosa. Nenhuma das outras nações pode fazer isso. Esta é a razão de não termos que nos envolver com ciência, cultura e literatura do nosso mundo, mas com a correta sociologia Cabalística, com o conjunto correto de todas as nações que devem alcançar a harmonia na conexão entre si, no equilíbrio entre elas e o mundo, a natureza circundante.

Assim, o novo nível de nossa evolução será revelado entre nós. Só o povo judeu pode fazer isso, mas se continuarmos a deixar para trás o cumprimento dessa ideia, o mundo vai nos trazer cada vez mais queixas.

Nós costumávamos ser uma nação unida no passado, e, depois, caímos desse nível de modo que sejamos capazes de nos conectar com todas as outras nações e nos dispersar entre elas. Mas agora temos que dar o nosso melhor para nos unir novamente a partir de todas as nações da diáspora.

Aqueles que não podem vir à terra de Israel simplesmente têm que nos ajudar a se tornar uma nação unida, de modo que seremos capazes de mostrar ao mundo toda a teoria e prática da conexão e unidade, que é o que está faltando na humanidade. Este é o significado da nossa existência! Este é o significado da evolução maravilhosa do mundo inteiro!

Nosso papel histórico é servir o mundo. Este é o único motivo do povo judeu ser considerado o povo escolhido e não por qualquer outra razão! Nós devemos viver pelo mundo inteiro e não pelo nosso próprio benefício e nos dirigirmos ao Criador através do mundo inteiro.

De KabTV “Feriados. Rosh Hashana” 06/08/15

O Resgate Do Mundo: A Nação De Israel

900Pergunta: Como devemos nos relacionar com todos os problemas que encontramos?

Resposta: Nós temos que entender que a razão para os problemas é porque não fomos capazes de transformá-los em bem. Todos os problemas crescem e se manifestam em nosso mundo, em nossos sentidos, só por causa de nossa falta de correção, nossa incapacidade de mudar o mundo para o bem.

Não há número suficiente de pessoas neste mundo que atraiam a Luz que Reforma pela conexão e unidade entre elas e, assim, transformam o mal em bem. Esta é a razão pela qual estamos imersos em nossa natureza agora, em nossa percepção egoísta.

Como está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal”. Nosso mundo é inicialmente mal. Nós somos todos maus, todos egoístas. Todo mundo só pensa em si mesmo, e isso é o oposto da maneira que deve ser.

Se quisermos nos sentir bem, temos que subir acima da nossa natureza e começar a unir e conectar. Na verdade, é a sabedoria da Cabalá que executa essa mudança em nós. Uma pessoa que estuda a sabedoria da Cabalá é influenciada pela Luz, a força superior, que a faz melhor e a conecta aos outros.

Ela começa a entender quem ela é e para que ela foi criada, como mudar a si mesma, a fim de sentir a força superior, o mundo superior. Está escrito: “Que você possa ver o seu mundo em sua vida”.

Uma pessoa desenvolve sua alma e começa a viver em dois mundos simultaneamente: no nosso mundo e no mundo espiritual. Agora, ela sabe o que deve fazer de modo que isso irá ajudar a ela e todos os outros.

Somente os judeus, a nação de Israel, recebeu essa capacidade. É porque essa nação é o grupo que Abraão reuniu na antiga Babilônia que se envolveu na correção do mundo ao longo da história até a destruição do Templo.

Agora, também, a nação de Israel deve executar este trabalho. A nossa estagnação, nossa falta de conhecimento e a falta de vontade de saber sobre o nosso papel no mundo leva ao ódio que todas as outras nações sentem em relação a nós.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 16/08/15

Um Silêncio Especial Durante O Dia De Expiação

laitman_281_02Pergunta: O Dia de Expiação (Yom Kippur) é o dia mais especial em Israel, quando um completo silêncio é estabelecido: lojas fecham e a mídia e os transportes param. Não há nenhum outro exemplo como esse no mundo.

Há um consenso entre o povo de Israel sobre esse dia: de acordo com pesquisas realizadas no ano passado, cerca de 60% ​​dos israelenses jejuam no Yom Kippur.

Há uma atmosfera muito especial neste dia. Por que ele é tratado com tanto respeito em Israel? Por que os israelenses honram a tranquilidade e a possibilidade de refletir e examinar a alma neste dia? Como usamos este dia com um significado mais profundo para que ele afete todo o ano que vem?

Resposta: O Yom Kippur é um dia especial não porque exista um clima especial ou forças especiais sejam ativadas, que as pessoas não sentem de qualquer maneira. As pessoas, com sua atitude especial para com esse dia, o tornam tão especial. Isso não desce de cima sobre nós dessa forma.

Se o calendário não indicasse quando o Yom Kippur deve ocorrer, não o sentiríamos. Mas quando todos nós temos grande estima por esse dia, ele se torna especial.

Uma vez eu estava em Manhattan no dia de Rosh Hashaná. Outra vez eu estava na República Checa em Purim, e até mesmo nos bairros judeus não senti o tipo de clima de feriado que se sente nas ruas de Israel.

O “Dia de Expiação” (Yom Kippur) é um momento para um cálculo espiritual interno, uma reflexão e uma atitude especial. A pessoa sente que isso tem a ver com sua alma. Todo mundo tenta ser um pouco melhor, mais suave e mais calmo nesse dia, em função da sua capacidade e educação.

Mesmo aqueles que não jejuam, ainda consideram isso um dia especial. O Dia de Expiação pertence a cada um de nós e nos força a realizar um cálculo individual ao se analisar a sua alma. Mas a pessoa não pode fazer isso sozinha: somente juntos. Eu não posso julgar a mim mesmo de acordo com a força superior, o Criador.

Yom Kippur é o Dia do Julgamento de si mesmo, após o arrependimento depois do início do novo ano. Durante o novo ano, nós decidimos realizar o nosso potencial na vida e descobrir durante o ano como fazer isso e chegar mais perto desse objetivo. A pessoa revela que existe uma força superior, que controla todo o nosso mundo, uma força geral da natureza, que tem um plano e um programa preciso.

Portanto, esta força nos criou e nos desenvolve agora. Nós estamos numa rede de leis da natureza que nos ligam de todos os lados. Nós não conseguimos entender até que ponto somos controlados de cima, como bebês que sequer suspeitam que existem empresas que produzem a sua fórmula e todas as outras necessidades. Um bebê não está familiarizado com este mundo; ele só sabe que precisa gritar e que a mamãe virá e fará tudo por ele. Isso é tudo o que ele sabe fazer.

Da mesma forma, nós só conhecemos um pequeno mundo em torno de nós nesta terra, e pronto. Nós sequer suspeitamos que exista um grande sistema de forças, preparando-nos e cuidando para finalmente nos levar a certo estado de premeditação.

Tudo isso está oculto de nós. No entanto, a ciência da Cabalá explica esse processo e a força superior que o controla para nós. Nós mesmos temos que revelar essa força superior e tirá-la da ocultação, a fim de ampliar o nosso mundo.

Nós precisamos anular os limites da cápsula dentro da qual existimos e vemos todos os mundos juntos, como está escrito: “Você verá o seu mundo durante essa vida”. Na verdade, este é o nosso propósito e nossa realização como seres humanos nesse mundo.

Nós temos que revelar todo o mundo eterno e perfeito, onde o Jardim do Éden existe, em vez de apenas esse pequeno, transitório e insignificante mundo cheio de sofrimento. E nós vamos revelar esse Éden ao nos abrirmos para um grande mundo externo.

A ciência da Cabalá nos ensina que a pessoa precisa subir acima de sua natureza egoísta e se conectar com outras pessoas, removendo as fronteiras entre nós. Desta forma, nós também removemos as fronteiras entre o nosso mundo e o mundo superior, externo e eterno.

Tudo depende da anulação do nosso amor-próprio e de nos voltarmos aos outros. Se eu começar a tratar os outros como a mim mesmo, eu eliminarei todas as fronteiras e começarei a ver além das fronteiras do meu círculo habitual. Isso não é fácil e nós precisamos aprender isso, mas os Cabalistas alcançaram esse estado em gerações anteriores e saíram para o mundo externo.

A Cabalá diz que temos que realizar esse objetivo.

De KabTV “Vida Nova” 17/09/15

O Significado Secreto De Rosh Hashaná


Os feriados judaicos estão muito além de apenas observar tradições. Eles estão entrelaçados com o tempo presente muito mais perto do que pensamos.Os feriados judaicos são uma trajetória do destino da nação, um eletrocardiograma de nosso batimento cardíaco comum.

Os símbolos dos feriados judaicos transmitem as informações que de outra forma seriam perdidas nos labirintos impenetráveis ​​da história ou distorcidas além do reconhecimento. A importância dos feriados judaicos se estende muito além! Os nossos feriados entregam mensagens não só sobre o nosso passado, mas também sobre o nosso futuro.

5776 anos Atrás

O primeiro dos feriados judaicos de Outono, Rosh Hashaná (a cabeça do ano), é o Ano Novo Judaico. Apareceu no povo no momento que as pessoas sentiram uma aspiração pelas coisas que estão além de sua rotina diária.

O nome do primeiro ser humano é Adão. Ele foi a primeira pessoa que pensou sobre o sentido da vida. O dia que Adão percebeu seu forte desejo de saber qual era o seu propósito na vida é marcado no calendário Judaico como Rosh Hashaná. É bem possível que ele seja o único evento na história antiga para o qual é conhecida a data exata. Foi o que aconteceu no dia 1º de Tishrei (setembro-outubro), 5776 anos atrás.

Desde então, Rosh Hashaná não é apenas um dia no calendário; ao contrário, é um marco de desenvolvimento. Neste dia nós fazemos um relatório honesto com nós mesmos sobre como vivemos e o que deveríamos atingir durante o ano anterior e sobre o julgamento vindouro.

Chegar à Essência

Hoje, quando o mundo inteiro está sobrecarregado com uma nova onda de antissemitismo, é essencial compreender o que nos espera no futuro. Como nunca antes, é crucial de uma vez por todas quebrar esta espiral de séculos de exílio e sofrimentos insuportáveis ​​que acompanharam o povo Judeu ao longo da história. A história do profeta de Jonas é sempre lida no Yom Kippur (Dia do Perdão). Ela nos ajuda a compreender melhor a situação em que estamos agora. Nós vamos chegar à esta história um pouco mais tarde.

À Mesa Festiva

Rosh Hashaná simboliza a nossa aspiração por valores superiores, uma existência benevolente, compartilhando e cuidando do outro. É por isso que há uma tradição de comer cabeças de peixe. Ela simboliza a nossa inclinação de estar à frente de todas as mudanças positivas.

A romã com suas muitas sementes suculentas lembra que também somos como “sementes” e que é tempo de “amadurecermos”. Nossa unidade deve resultar de nossos esforços conjuntos. Isso nos dará um novo impulso qualitativamente.

Nós mergulhamos fatias de maçã, um símbolo antigo das “transgressões”, ou seja, separações entre nós, em mel para “adoçar” (corrigir) a falta de unidade entre nós.

Como podemos alcançar essa unidade não por medo, problemas ou desespero, e sinceramente desejar se aproximar uns aos outros? Como podemos sentir como todos nós somos uma família, não só durante as guerras que nos obrigam a nos manter involuntariamente juntos, mas também no tempo de paz? Para isso, cada um de nós tem que subir acima do próprio interesse para equilibrar nossa natureza fragmentada ao aspirar estabelecer relações positivas, boas entre nós. Isso é exatamente o que os Cabalistas querem dizer quando se chega à descrição dos feriados judaicos.

Yom Kippur

Yom Kippur vem depois de Rosh Hashaná, e para os judeus este é o dia mais sagrado do ano. Neste dia, jejuamos e oramos. E a parte principal da oração é a leitura do livro do profeta Jonas. Na verdade, o código para a salvação da humanidade está escondido neste livro, embora o enredo da narrativa se assemelhe a um romance de aventura.

Jonas recebe uma tarefa do Criador: ele deve ajudar os habitantes da cidade de Nínive a superar o ódio mútuo e aplicar o princípio “Ama ao próximo como a ti mesmo”.

Em seu tempo, o patriarca Abraão percebeu essa ideia e estabeleceu o povo Judeu em sua base. Como ele conseguiu isso é um assunto separado em si mesmo. Agora outra coisa é importante: o povo Judeu conseguiu fazer algo que, em princípio, é impossível.

O que teria acontecido à raça humana se Abraão não tivesse tido a previsão mais elevada e permanecessem em Ur, se tivesse mantido suas ideias para si mesmo e não tivesse criado qualquer povo Judeu exclusivo? Sem dúvida, o mundo sem os Judeus teria sido radicalmente diferente do mundo de hoje”. (Paul Jones, historiador Inglês)

Hoje, mais do que nunca, não só os Judeus e Árabes, Russos e Americanos, mas todo o mundo requer, se não o amor, pelo menos uma compreensão mútua elementar. Mas hoje, como no passado, ideias semelhantes são inequivocamente aceitas como completamente impraticáveis. Portanto, não é surpreendente que Jonas decidiu fugir, atravessando o mar. Parecia-lhe que desta forma poderia fugir da tarefa que foi imposta a ele.

Nós também, como Jonas, às vezes tentamos nos refugiar na rotina diária dos grandes problemas “inexpugnáveis”. Outros vão lidar com eles e nós vamos lidar com o nosso. Mas desde tempos imemoriais, um lembrete vem que há uma missão especial para os Judeus, e é impossível escapar disso.

Todos Nós Estamos no Mesmo Barco

O navio em que Jonas navegou foi pego numa violenta tempestade. Os marinheiros trabalharam duro para sobreviver: Eles jogaram tudo o que não era necessário ao mar, oraram a seus deuses, e, compreensivelmente, começaram a procurar de quem era a culpa. Enquanto isso, Jonas vai dormir, como se tudo o que estava acontecendo não lhe dizia respeito.

Só então, não tendo escolha, ele admitiu que tinha fugido da tarefa que foi imposta a ele e pediu que os marinheiros o jogassem no mar. Isto significa que Jonas já estava pronto para morrer, só assim não teria que realizar o que lhe foi designado. Mas mesmo isso não ajuda. Um peixe gigantesco engoliu o fugitivo, e três dias no ventre do peixe o obrigaram a concordar em realizar a tarefa estabelecida.

Hoje, quando o mundo se tornou uma “aldeia global”, todos nós estamos aparentemente navegando em um barco em um mar tempestuoso, e as nações do mundo, os “marinheiros”, culpam todas as crises, guerras, problemas e desastres no “único judeu” a bordo, o povo Judeu.

Imersos em negócios diários, tentando não notar que as nações do mundo nos odeiam cada vez mais; nós esperamos que tudo vá de alguma forma se acalmar por si só. Mas cada nova onda de antissemitismo mostra mais claramente que nosso destino é tão inevitável quanto foi o destino do fugitivo responsável pelo início da tempestade. E se a tripulação do barco primeiro tentou salvar Jonas, hoje, “os marinheiros do navio mundo”, estão apenas esperando o momento certo para nos lançar ao mar. Nós sequer precisamos pedir este “favor” deles.

O Início das Mudanças

Os feriados Judaicos são mais do que apenas história. Os Cabalistas os estabeleceram em seu tempo e através dos símbolos dos feriados transmitiram a sua mensagem para nós, seus descendentes. A mensagem toca diretamente o destino do povo Judeu.

Rosh Hashaná aponta para a necessidade do desejo de valores mais elevados e o estabelecimento de boas relações humanas.

Yom Kippur nos lembra que a fuga de realizar essa função não pode continuar para sempre. Em qualquer caso, devemos adquirir esses valores e passar tudo isso para os outros povos, ainda que, como Jonas, não queiramos isso.

Nós vemos hoje como o ódio entre as pessoas e entre as nações, polui o nosso planeta mais e mais. Tudo o que fazemos, de uma nova tecnologia à revolução social, em última análise, leva a uma nova catástrofe e faz com que a hostilidade entre as pessoas seja mais aguda.

Este problema só pode ser resolvido com a ajuda do povo Judeu. Afinal de contas, a ideia de unidade, igualdade e garantia mútua (Arvut) é a sua fundação. As pessoas que seguiram Abraão viveram de acordo com a lei do amor, com um sentimento de proximidade com o outro.

O mundo não está esperando descobertas científicas e realizações em literatura e arte dos Judeus, o mundo está esperando o povo judeu alcançar a unidade, e ao fornecer um exemplo para o resto das nações, o método de Abraão será transmitido a elas. E isso vai trazer paz e tranquilidade a todos os povos, que irá libertar os Judeus do antissemitismo e colocar um fim em todas as suas angústias.

De”Feriados. Rosh Hashaná” 06/08/15

Intenção Geral Para O Ano Novo

Laitman_931-01Ano Novo em hebraico é chamado de Rosh Hashanah, que significa a cabeça do ano, o seu início. O ano a nossa frente depende de como nós o iniciamos, que objetivos vamos definir, que intenções temos, dos nossos planos.

É por isso que temos que entender claramente por que precisamos deste ano, por que existimos, e o que realmente precisamos alcançar.

Felizmente, nós vivemos num mundo que nos demonstra sua inutilidade e insignificância absoluta. É por isso que é muito mais fácil para nós navegarmos nele do que há 100 ou mesmo 50 anos atrás.

O que podemos desejar a nós mesmos para o novo ano? Nós vemos como ao longo da história a humanidade tem errado constantemente. Nós tentamos fazer alguma coisa e erramos; tentamos novamente e novamente perdemos, e tem sido sempre assim.

Nós não conseguimos dar um passo certo. Na sabedoria da Cabalá isso é explicado de maneira muito simples: a humanidade não conhece seu passado, de onde veio, e para onde está indo.

A ideia é que nós descemos do mundo de Ein Sof (Infinito) para o nosso mundo, e agora temos que subir de novo. Mas não estamos cientes da descida nem da futura subida, e por isso estamos num estado lamentável.

A Cabalá nos diz que se quisermos ser diferentes, temos que trabalhar na unidade de nosso povo, ou seja, no que Abraão fez no passado na antiga Babilônia, quando chamou todos que estavam interessados ​​em se unir e reuniu-os num único grupo chamado povo de Israel.

Israel significa “Yashar-El” (direto ao Criador) e também “Li-Rosh” (eu tenho uma cabeça), ou seja, que estou indo primeiro com a cabeça. Rosh Hashanah significa a mesma coisa: primeiro a cabeça.

Isso significa que eu começo a entender que sempre vou estar errado e receberei um golpe a cada passo à frente, mesmo com o menor passo, se não souber o programa da criação e a maneira que ele está me guiando.

Esse caminho está oculto de uma pessoa comum, e se eu não progredir para onde a natureza está me levando, mas na direção oposta, a natureza vai me arrastar de volta pelo pescoço e me empurrar na direção certa. Este é o caminho do sofrimento. Uma correção como essa é muito cruel.

Portanto, cabe a nós entender o programa da criação e começar a aplicá-lo corretamente; isto é o que a sabedoria da Cabalá nos ensina.

A aplicação é muito simples; é resumida pela conexão e unidade. Isto foi dito ao povo no momento da recepção da Torá no Monte Sinai: “Vocês querem ser como um povo com um coração, estar em total Arvut (Garantia Mútua) para isso, não fazer ao seu amigo o que é odioso a você e amar o amigo como a si mesmo?”.

Todas essas Mitzvot (mandamentos) lidam com o nosso povo, dentro do qual precisamos nos unir corretamente. E na conexão entre nós, descobrimos o Criador, o mundo superior, o próximo estágio do nosso desenvolvimento. Quanto mais nos unirmos, mais subimos acima do nosso mundo e começamos a sentir o próximo nível de existência, a próxima dimensão.

Em princípio, este é o nosso papel. A Cabalá dá instruções precisas sobre como fazer isso e nos ensina de acordo com as fontes Cabalísticas originais.

Eu espero sinceramente que o ano velho que terminou nos ensine como tratar corretamente o novo ano, e que deste dia em diante aprendamos a nos direcionar ao desenvolvimento claro e correto em harmonia, na conexão e união entre nós.

Se o povo judeu fizer isso, ele influenciará positivamente o mundo inteiro, aniquilará o antissemitismo, e levará a humanidade à prosperidade, elevando-a ao próximo nível de existência. Tudo depende de nós; só nós determinamos o futuro do mundo.

Vamos fazer isso para que este novo ano seja bom como nos foi determinado desde cima, de modo que possamos levar o mundo inteiro ao novo estado, e, como está escrito na Torá, nos tornemos uma Luz para as nações e nos entendamos da melhor maneira. Este é o nosso destino. Vamos subir neste ano ao nível da eternidade e plenitude.

De KabTV “Feriados. Rosh Hashanah” 06/08/15

“Nós Pecamos, Traímos, Roubamos… Unidos!” No Ynet


Na minha coluna (em hebraico) no Ynet, um novo artigo foi publicado sobre o mês de Elul, o mês de misericórdia e perdão e, especialmente, sobre o nosso destino.

“Nós Pecamos, Traímos, Roubamos…Unidos!”

Nós estamos num estado de guerra a cada dois anos. Quando isso acontece, somos os campeões do mundo em conexão e preocupação mútua, mas quando os últimos mísseis caem, rapidamente retiramos as flechas de ódio. Nós somos assim, mas será que estamos destinados a viver assim? Esse é realmente o nosso destino?

O mês de Elul calmamente chega no final de cada ano e nós colocamos um rosto justo (afinal, este é o mês de misericórdia e perdão) e não podemos simplesmente deixá-lo passar. Então, corremos para gritar: Nós Pecamos, traímos e roubamos. Bonito. Mas, e daí?

Mesmo uma rápida olhada ao redor não nos promete um jardim de rosas. O Hamas continua cavando túneis; os iranianos continuam enganando a todos e se armando; os europeus estão experimentando um primeiro encontro com o Oriente Médio, e o mundo está perdendo o seu equilíbrio. Alguns podem dizer que os judeus nunca podem se beneficiar de uma situação como essa, e que as ondas de antissemitismo e diferentes organizações anti-israelenses estão a caminho de nós e nossas famílias na diáspora.

Rastreando Nossas Raízes

Nós temos que voltar 4.000 anos, aos dias da antiga Babilônia, para entender o nosso destino. Foi lá que um sábio homem chamado Abraão descobriu que se o ego das pessoas cresce até as nuvens, elas deixam de se entender e começam a lutar entre si. Vocês se lembram da Torre de Babel? É exatamente disso que se trata.

Abraão desenvolveu um método para se trabalhar corretamente com o ego humano de modo que ele possa ajudar as pessoas a se conectar mais fortemente entre si e subir acima do ódio e da luta. Junto com sua esposa Sara, ele estabeleceu um sistema de disseminação do método de conexão que desenvolveu. No final, milhares se reuniram em torno dele, o que acabou por constituir a nossa nação.

Desde então, as nossas relações são definidas por leis claras: no momento em que prejudicamos a conexão entre nós, o ódio e o desprezo nos vencem. Quando nós ficamos mais fracos internamente, há forças que imediatamente se erguem para nos destruir externamente.

Introspecção?

O último ano deve nos fazer perceber que, se não começarmos um processo significativo de conexão entre nós, o nosso país poderá desmoronar. A divisão, a polarização e a diferença entre nós está ficando cada vez maior dia após dia. O ego está crescendo em cada um de nós e ninguém pode abandoná-lo para se conectar, e por isso não há dúvida de que precisamos de ajuda. Nós precisamos de um método que nos ensine como canalizar o ego, que possa nos explicar qual é a conexão correta e como devemos nos conectar.

É exatamente nisso que se envolve a sabedoria da Cabalá que Abraão estabeleceu, e hoje precisamos dela mais do que nunca. Nós precisamos da força de união que nos conectava lá. Só se a usarmos, vamos sobreviver e realmente nos tornar invencíveis.

Feliz Ano Novo!

Feliz Ano Novo

Laitman_715Adão descobriu o segredo da vida 5.776 anos atrás e o fato de que o homem pode descobrir o mundo superior enquanto vive neste mundo. Ele ensinou aos seus alunos, e vinte gerações mais tarde, Abraão veio e completou os ensinamentos de Adão e transformou-o num método que era vital para toda a humanidade em seus dias.

Abraão foi o primeiro que realmente implementou os ensinamentos de Adão. Ele reuniu os antigos babilônios em torno dele e lhes disse a razão de sua vida ser tão difícil e por que houve tantos problemas após a construção da Torre de Babel, quando as pessoas deixaram de se entender.

Abraão disse que era possível subir acima do nosso ego e construir uma vida maravilhosa para todos, porque este método nos permite chegar mais perto um do outro. As pessoas compreenderam que a sua vida seria melhor se elas se tratassem de uma maneira mais agradável, mas não conseguiram superar o ódio que sentiam.

O grupo de Abraão que implementou o método cresceu e se tornou conhecido como Israel. Mil e quinhentos anos após, da época de Abraão até a destruição do Templo, o povo viveu na realização da força superior, enquanto viviam neste mundo, tendo adquirido a vida espiritual superior.

Eles viviam de acordo com a lei do “Ama teu próximo como a ti mesmo”, mas chegou o momento quando eles caíram deste nível superior, e em vez do amor fraternal, sentiram um ódio mútuo infundado. Isso é chamado de destruição do Templo.

Se a nação de Israel se unir novamente, eles vão se sentir como se vivessem no Paraíso. Isto é possível, e não há necessidade de morrer para conseguir isso. Nós simplesmente precisamos nos conectar de acordo com o método da sabedoria da Cabalá, que é muito simples. Façamos isso, e vivamos uma vida pacífica e maravilhosa, uma vida segura e tranquila.

Comentário: É difícil de acreditar que a nação de Israel possa se unir, porque ela é a nação mais dividida com muitos ramos e facções diferentes.

Resposta: Essa divisão é típica da nação de Israel, pois a vantagem da Luz a partir da escuridão é revelada. Nós somos hostis um com o outro, porque temos que sentir o quanto precisamos do método de conexão e unidade, ou seja, a sabedoria da Cabalá.

A sabedoria da Cabalá fala somente da conexão e unidade. Todos os feriados, costumes e mandamentos da Torá referem-se à conexão e unidade entre nós.

Yom Kippur simboliza a disseminação do método de correção em todo o mundo. Afinal, a nação de Israel é obrigada a ser “uma Luz para todas as nações”, primeiro para conectar uns com os outros e, depois, liderara a unificação de todo o mundo.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 06/09/15