Textos na Categoria 'Israel'

Nova Vida # 704 – Sexualidade Espiritual

Nova Vida # 704 – Sexualidade Espiritual
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Tal Mandelbaum ben Moshe

Resumo

Pergunta: Por que o sexo desempenha um papel tão central na nossa vida?

Resposta: É porque a vida é criada pela conexão entre opostos, e o desejo de sexo é realmente um desejo de vida. Nossos desejos sexuais aumentam durante a nossa evolução como seres humanos. Na natureza nós vemos também que o macho (masculino) quer ter filhos e a fêmea (feminino) quer pertencer somente a ele. Isso está enraizado em nós. Nossa atitude em relação ao sexo é realmente a base para tudo em nossa vida, mesmo quando não estamos conscientes disso. Freud também falou sobre isso.

A sabedoria da Cabalá nos ensina que isso vem da raiz superior a qual pretendemos estar acoplados, em uma conexão perfeita, em uma perfeita conexão mútua entre as pessoas, em uma conexão na qual cada indivíduo atua tanto como masculino e feminino, como aquele que dá e aquele que recebe.

No auge da nossa evolução, vamos chegar a um estado em que estamos conectados como um só, uma vez que todos vêm de uma só alma. A maior percepção que precisamos adquirir é que ninguém pode preencher a si mesmo e que cada indivíduo tem tanto uma parte masculina e outra feminina para se conectar, o que significa a prontidão para dar e receber.

A sabedoria da Cabalá lida com a sexualidade espiritual e nos diz que essa é a base da natureza. Toda a nossa percepção da vida vem da raiz espiritual e inclui relatos de doação e recepção, e quando eu me conecto corretamente com mais e mais pessoas, um sistema corrigido de interconexão é construído entre nós. Como seres criados, todos nós existimos como um feminino diante do masculino que quer nos preencher: o Criador, a força superior, o bom e benevolente. Essa é a alegria final e todos os nossos desejos e paixões vêm disso.

Pergunta: Por que o desejo sexual humano não é limitado a determinadas épocas do ano, como no mundo animal?

Resposta: Quanto mais desenvolvida é uma espécie, mais ilimitada ela é. É daí também que derivam as distorções sexuais humanas. A sabedoria da Cabalá nos diz como alcançar um acoplamento espiritual, a conexão final entre nós, independentemente do sexo.

Quanto mais um indivíduo preenche o outro de uma maneira mútua e perfeita, mais ascendemos a um nível espiritual da existência.

As mulheres querem parecer bonitas e atrair os homens, por natureza, enquanto os homens prestam menos atenção a sua aparência. O desejo sexual que está enraizado em nós desde o pensamento da criação é “fazer o bem a Seus seres criados”. Nós ainda vamos descobrir o acoplamento espiritual!

De KabTV “Nova Vida # 704 – Sexualidade Espiritual”, 17/03/16

Nova Vida # 719 – Moisés E O Poder Da Fé


Vida Nova # 719 – Moisés E O Poder Da Fé

Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Nitzah Mazoz

Como a luta entre Moisés e o Faraó na história do êxodo do Egito ilustra os desejos opostos dentro de nós? Qual é a força que capacita Moisés quando ele encontra o Faraó, e que é a fé de acordo com a sabedoria da Cabalá?

Resumo

A Torá descreve o que acontece em uma pessoa que quer parecer-se com o Criador. A fé é a força de amor e doação que uma pessoa adquire neste processo. É a capacidade de agir para o bem dos outros e o próprio Criador.

A natureza de cada pessoa é o amor próprio; sente-se que ele ou ela é o centro do mundo. Em algumas pessoas surgem questões sobre a questão de viver? Por que eu sou do jeito que sou e qual é o propósito de tudo isso? Qual é o benefício de vivermos e morrermos? O que devo fazer ao longo de toda essa vida?

O homem não sabe a resposta a estas perguntas, porque ele não vê todo o sistema. A fim de saber ele tem que conhecer o software de gerenciamento geral.

Estas grandes questões são chamadas Moisés, decorrentes da raiz hebraica “puxar – Moshech”, como elas puxam uma pessoa além de si mesma para o objetivo da criação. A voz interior de Moisés em uma pessoa parece dizer-lhe para parar de pensar apenas a respeito de seu círculo privado e de relacionar-se com todo o sistema geral.

Outros desejos egoístas surgem em uma pessoa e enfrentam Moisés, puxando a pessoa de volta para o desejo de receber para si mesma. Então Moisés sente que está escravizado, totalmente subordinado ao enorme egoísmo dentro dele. Moisés descobre sua ligação com a força superior que controla todo o sistema geral através de “Venha ao Faraó”, e liberta os desejos chamados os filhos de Israel, que aprendem o caminho do amor aos outros, da dominação do Faraó. A regra de amar teu próximo como a ti mesmo permite que uma pessoa conheça o sistema geral, a força superior..

[182232]

Atenção: Áudio/Vídeo em inglês

Video: Reproduzir Agora | Download Audio: Reproduzir Agora | Download

De KabTV “Nova Vida # 719 – Moisés E O Poder Da Fé”, 21/4/16

A Noite Do Êxodo Do Egito

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como a Cabalá explica “a noite do êxodo do Egito”?

Resposta: A noite do êxodo do Egito é resultado de todo o desenvolvimento anterior dos judeus pelo qual eles chegaram ao estado que lhes permitiu tornar-se uma nação e entender que dentro deles está o ego, o Faraó, que os separa, leva aos conflitos entre si e faz com que se sintam distantes uns dos outros.

Olhe o que está acontecendo ao redor: discórdias na família, sociedade e governo. Nós faríamos qualquer coisa para suprimir um suposto inimigo. Nós precisamos começar a sentir o nosso estado como o Egito, como o domínio do Faraó, ou seja, o nosso egoísmo que nos impede de ser uma nação, uma família. Precisamente isso é chamado de noite.

É por isso que na noite de Pesach nós nos reunimos com nossas famílias e nos consideramos como uma família, uma nação. Nós queremos demonstrar que estamos prontos para se unir, para estar juntos com o objetivo de se elevar acima do nosso egoísmo e chegar à liberdade dele. Esse é o êxodo do Egito e a entrada para a terra de Israel.

Entre eles, há um período de 40 anos da passagem no deserto, onde nos corrigimos. Através dessa correção, nos preparamos para a entrada na terra de Israel, na medida em não podemos ir do egoísmo e ódio imediatamente ao amor. Afinal, o amor é o mesmo egoísmo na forma invertida. E os quarenta longos anos do período de preparação representam a distância do desejo de receber para o desejo de doar, do ódio ao amor.

A noite egípcia é um breu, uma noite terrível de uma falta absoluta da compreensão do que está acontecendo e o que vai acontecer. As pessoas veem que por causa do ódio mútuo, elas deixam de existir como uma nação, como uma família. Elas entendem que esse estado sem saída as leva à morte.

Mas, ao mesmo tempo, não veem o caminho para sair dele porque o poder do egoísmo parece ser historicamente eterno e absoluto. Para todo lado que a pessoa se vira, ela vê seu egoísmo, e sente que faz tudo apenas para seu próprio benefício. Ele controla todas as nossas ações: internas, externas, nossos relacionamentos, etc.

Todo mundo mantém uma distância do outro onde seria capaz de se defender e receber o máximo do outro. Isso significa que o egoísmo regula o tempo todo as nossas relações mútuas, a natureza, os animais, o mundo e a vida.

O terrível estado de comunicação apenas de uma forma egoísta nos é revelado como a escuridão do Egito. Exatamente neste estado, no meio da noite, uma força surge de repente em nós, que nos faz avançar para a saída do egoísmo e nos dá a sensação de que podemos nos elevar sobre ele.

Um ponto culminante de inversão aparece, e a mais terrível escuridão de repente começa a se transformar em alguma esperança, em Luz: há uma saída em algum lugar, eu tenho que correr! E eu corro atrás desse sonho, depois desse poder interno que de repente irrompe em mim. E a Luz aparece!

É uma noite especial, a noite de sair da escravidão egoísta para a eternidade e perfeição altruísta. É por isso que a celebramos.

De KabTV “Notícias com o Dr. Michael Laitman” 13/04/16

A Responsabilidade Pelo Que Está Acontecendo

Dr. Michael LaitmanA Torá, Números, 33:55-33:56: Se, contudo, vocês não expulsarem os habitantes da terra, aqueles que vocês permitirem ficar se tornarão farpas em seus olhos e espinhos em suas costas. Eles lhes causarão problemas na terra em que vocês irão morar. Então farei a vocês o mesmo que planejo fazer a eles.

Nós precisamos afastar de nós mesmos os nossos próprios desejos, ou seja, corrigi-los dentro de nós. Os desejos não desaparecem em nenhum lugar; é impossível cortá-los e jogá-los fora. Existe um enorme desejo criado pelo Criador, como é dito: “Eu criei o desejo mau (inclinação ao mal) e dei a Torá para a sua correção”.

A intenção por esse desejo pode ser egoísta ou altruísta. O desejo em si é inerte. Em sua aplicação original é um zero absoluto, mas ele nos é dado de uma forma negativa. Portanto, nós precisamos corrigir sua aplicação negativa para uma positiva, o que pode ser conseguido mudando a intenção. Isso é chamado de expulsar as nações que existem dentro de seu desejo.

Aqueles que vocês permitirem ficar se tornarão farpas em seus olhos e espinhos em suas costas [isto é, estes desejos não vão nos deixar realizar quaisquer ações espirituais de doação, amor e conexão mútua] e eles lhes causarão problemas na terra em que vocês irão morar. Isso lembra muito do nosso estado atual. Afinal de contas, nós não trabalhamos em nós mesmos!

Hoje a chamado nação de Israel são aqueles que tiveram a oportunidade de chegar à correção espiritual. No entanto, não fazemos nada! Por isso estamos constantemente recebendo cutucadas e golpes, facas em nossas costas e pescoços – o que os nossos vizinhos fazem conosco. E isso é porque nós não fazemos o nosso trabalho! Não há necessidade de culpá-los, apenas a nós mesmos! Nós precisamos encontrar a fórmula correta, a fim de alterar o estado que passa somente por nós.

Se não seguirmos o que a Cabalá diz, vamos sofrer, não vamos conseguir nada. Nós precisamos fazer algo sobre nós mesmos.

Nós estamos no epicentro da “explosão atômica em potencial”, e não entendemos o que evocamos sobre todo o mundo através de nós mesmos. Nós temos que reconhecer a nossa responsabilidade pelo que está acontecendo.

Comentário: Mas não essa ocultação vem do grau superior?

Resposta: A ocultação é dada especificamente para que possamos nos corrigir rapidamente, em conexão com os outros, para sentir o estado superior e trazê-lo ao resto da humanidade.

Essa ocultação é para o nosso próprio benefício. Se ela não existisse, nós funcionaríamos automaticamente, seguindo as instruções de Cima sem pensar, sem sentimento ou razão, como se fôssemos um mecanismo acabado. Nesse caso, seríamos chamados de anjos. Mas o homem precisa ser superior. Ele precisa subir ao nível em que ele mesmo escolhe ser semelhante ao Criador e traz Sua ideia ao mundo.

De KabTV “Os Segredos do Livro Eterno”

Nova Vida #717 – O Êxodo Do Egito Dentro De Mim

Nova Vida # 717 – O Êxodo Do Egito Dentro De Mim
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Tal Mandelbaum ben Moshe

Resumo

A realidade é um todo; portanto, é difícil falar de parte dela sem conhecer toda a imagem. A sarça ardente no deserto representa a revelação interna de Moisés depois da queima do seu ego e da combinação de suas características à Divindade, como uma frequência de absorção similar; ele e o Criador transmitem no mesmo comprimento de onda.

Fundamentalmente, o bem não é inerente a nós, mas a inclinação ao mal é inerente. Portanto, não podemos considerar ninguém, exceto nós mesmos. Depois dos quarenta anos que Moisés viveu com o Faraó, ele ficou com Jetro por quarenta anos e aprendeu sobre a qualidade de doação, Hesed (Misericórdia), e como alcançá-la acima do egoísmo exposto. Assim, ele pôde voltar ao Egito para trabalhar no ego.

O objetivo da humanidade é que toda a natureza humana, incluindo todo o egoísmo, se assemelhe à plenitude da força superior cuja natureza é o amor.

O retorno ao Egito simboliza o retorno ao ego de Moisés, que ainda precisa de correção. Nenhum de nós reconhece o Faraó dentro de si. O Faraó simboliza o domínio absoluto do ego geral em nós. Moisés simboliza o pequeno desejo pela característica de doação, a descoberta da verdade.

O povo de Israel representa os desejos que podem ser corrigidos no atributo de doação e amor dentro do ego em geral. O ego é todo o campo da realidade, e Moisés precisa de sinais e maravilhas para mostrar ao ego que tem poder. Portanto, Moisés toma a vara, cuja função é dirigi-lo no caminho espiritual, para colocar o ego abaixo e ir acima dele.

De KabTV “Nova Vida # 717 – O Êxodo Do Egito Dentro De Mim”, 19/04/16

Nova Vida # 716 – Os Filhos De Israel No Egito, Parte 2

Nova Vida # 716 – Os Filhos de Israel no Egito, Parte 2
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Nitzah Mazoz

Resumo

Depois de ter sido criado na casa do Faraó, Moisés, que representa a força do amor, sai e vê coisas terríveis. Os filhos de Israel e os Egípcios representam diferentes abordagens da vida, o egoísmopuro em contraste com a conexão e o amor.

Hoje as pessoas meio que se sentem mal, e se não avançamos por conta própria, a força da natureza que gere o mundo pode amargar nossa vida. Hoje, como no passado, temos que romper com o método atual de vida e passar para um novo método. Essa é a razão de Moisés ter se casado com Tzipora (Séfora), a filha de Jetro, uma vez que ela representa um desejo adicional, um desejo que é feito de doação e recepção. Moisés recebe um desejo adicional para avançar porque ele é uma força fraca, insuficiente para enfrentar o grande ego, mas o Criador está com ele.

Esta é a preparação que Moisés precisa, a fim de lidar com os Egípcios, com o Faraó, com os filhos de Israel e com o Criador. É assim que o Criador prepara os filhos de Israel para a redenção.

De KabTV “Nova Vida # 716 – Os Filhos De Israel No Egito, Parte 2”, 14/04/16

A França Prefere Refugiados Muçulmanos

Laitman_049_02Comentário: A França é uma nação cristã e católica, mas aceita principalmente refugiados muçulmanos, enquanto os refugiados cristãos que se encontram no meio da multidão na fronteira do Iraque buscando entrar na França são recusados.

O jornal Figaro realizou um estudo e descobriu que a ala esquerda do Partido Socialista não quer parecer como se a França preferisse os cristãos.

Resposta: A humanidade corrigida deve considerar todos de forma totalmente igual, mas isso não está acontecendo em nenhum lugar do mundo. Uma nação cristã, católica, ou protestante deve, em primeiro lugar, assimilar os cristãos que estão sofrendo no Oriente Médio antes deles serem mortos. Seu número não é tão grande.

Comentário: Eles estão matando inúmeras famílias iáziges que fugiram de Mossul.

Resposta: Os muçulmanos estão intencionalmente matando os cristãos; por isso, eles devem ser assimilados em primeiro lugar.

Comentário: Eles estão sentados no Iraque à espera de vistos de saída, mas não estão recebendo-os. Em vez disso, as autoridades realizam testes rigorosos e exigem provas da vulnerabilidade de sua posição.

Resposta: Por enquanto eles estão aceitando extremistas muçulmanos de direita.

Comentário: O jornal Figaro pergunta: “Por que uma grande nação, tal como a França, que concordou em aceitar trinta mil refugiados sírios de acordo com a quota alemã, se recusar a levar os cristãos?”

Resposta: Eles querem se retratar como liberais, mas, por enquanto, os cristãos estão sendo mortos. Como é possível compreender o mundo de hoje? As pessoas estão jogando um jogo de duas caras: embora eu seja assim por dentro, por fora eu preciso olhar de outra forma. Esse é um paradoxo muito interessante, eu vou aceitar aqueles que estão matando e aqueles a quem eles estão matando vou deixar para trás.

Portanto, não temos nada com que se indignar que entre os judeus que vivem na diáspora, a mesma coisa acontece. Eles são contra Israel e em prol da nação deixar de existir, que o povo de Israel se dissolvesse completamente entre os outros povos, para que nenhuma memória deles permaneça.

Acredita-se que dentro de apenas uma ou duas gerações os judeus americanos vão simplesmente “morrer”, ou seja, se tornar completamente assimilados entre os americanos.

É mais correto dizer que especificamente dentro de uma ou duas gerações vamos sentir golpes muito sérios nos Estados Unidos e entre os judeus americanos, quando o Criador vai devolvê-los à sua raiz com a ajuda de uma força brutal.

Isso será revelado na forma de um holocausto ou problemas maiores. Os judeus vão começar a voltar às suas raízes, porque não vão ter para onde fugir.

Aqueles que rejeitam Israel e estão desconectados dele estão decretando para si muito grandes golpes, e seu retorno para a terra vai acontecer através de uma fonte intratável. Isso é mencionado na Torá: ” Mesmo que tenham sido levados para a terra mais distante debaixo do céu, de lá o Senhor, o seu Deus, os reunirá e os trará de volta” (Deuteronômio 30:4).

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 10/04/16

Nova Vida # 715 – Os Filhos De Israel No Egito, Parte 1

Nova Vida # 715 – Os Filhos De Israel No Egito, Parte 1
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Nitzah Mazoz

Como o Egito representa o ego de uma pessoa? Como as figuras na história sobre o êxodo do Egito ilustram as forças que operam em uma pessoa, e qual é a analogia entre a escravidão do Egito e a crise que o mundo está passando hoje?

Resumo

A história do êxodo do Egito em seu sentido literário é bem conhecida em todo o mundo, por que não é clara? No entanto, se quisermos penetrar no significado profundo dessa história e compreender as forças que constroem as figuras nela, devemos nos afastar da simples descrição dos personagens da história. Nosso mundo é gerido da mesma forma que diferentes forças criam a exibição em uma tela de computador. A realidade é feita de duas forças: a força de doação e a força de recepção, o Criador e a criatura.

A mão do Criador transforma as imagens desde dentro, e também motiva Bátia a tirar Moisés do Nilo. Moisés simboliza uma força especial que deve corrigir todos os outros desejos que estão no atributo de recepção e levá-los para fora do Egito, que simboliza o ego. Moisés foi criado como um príncipe na casa do Faraó, o sistema egoísta do capitalismo saudável, onde todos se preocupam apenas consigo mesmo e tudo gira em torno do dinheiro.

Dinheiro (Kesef) representa a capacidade de cobrir (Kisuf) (mesma raiz, em hebraico), a capacidade de pagamento pela satisfação do meu desejo, enquanto o Egito simboliza o mesmo sonho que nós temos em nosso mundo hoje. Hoje, já não podemos gerir o nosso mundo desta maneira porque é contra o Criador, a qualidade de amor e doação, e por isso temos que avançar para um sistema onde cada um examina o que pode dar aos outros e não receber.

Quando os filhos de Israel fugiram do Egito, foi porque eles não queriam viver de acordo com seu desejo por dinheiro, de acordo com o desejo de receber, e sentiram que isso significava a morte para eles. A alternativa é viver no amor, não no orgulho, e é isso que Moisés representa.

De KabTV “Nova Vida # 715 – Os Filhos De Israel No Egito, Parte 1”, 14/04/16

The Jerusalem Post: “Pesach – Uma Chance De Passar Por Cima


Meu artigo “Pesach – Uma Chance De Passar Por Cima”*, foi publicado recentemente no The Jerusalem Post, uma fonte de notícias em inglês para os judeus.


“Pesach – Uma Chance De Passar Por Cima”

Logo, como fazemos todos os anos, vamos estar sentados mais uma vez em torno da mesa do Seder.

De acordo com o calendário judaico, Pesach é realmente o início do ano. Oficialmente, o ano começa em Rosh Hashanah, mas o calendário judaico tem também um nível mais profundo escondido, que descreve o nosso desenvolvimento interno, espiritual.

A nação judaica é especial. Ela não foi formada por um parentesco biológico ou proximidade geográfica, mas pela adesão a uma ideia: a ideia de unidade! Nós nos tornamos uma nação somente quando concordamos em viver “como um homem com um só coração”, e nos foi dada a tarefa de ser “uma luz para as nações” quando nos comprometemos a amar o nosso próximo como a nós mesmos. E Pesach é o lugar onde tudo começou.

Até o nascimento de Moisés, o povo de Israel era muito feliz no Egito. Eles eram prósperos e ricos, e desfrutavam as amenidades da vida de “panelas de carne” e “pão em abundância” (Êxodo, 16:3). Mas a satisfação material só pode nos levar para longe. É da natureza humana que, uma vez que temos o que queremos, começamos a querer algo mais, algo maior. Nesse ponto, começamos a buscar prazer na conexão humana.

Esse momento inicial é o nascimento de Moisés: a aspiração à fraternidade e conexão. Ele existiu desde o princípio, amadurecendo na casa do Faraó e desfrutando os prazeres materiais que a vida tem a oferecer até que teve seu preenchimento.

Nesse momento começa o exílio no Egito. O Faraó, o nosso egoísmo, não pode se render a essas ideias “nobres”, como fraternidade, conexão e responsabilidade mútua. Ele as odeia e despreza.

No entanto, quanto mais os filhos de Israel se desenvolviam como indivíduos e como sociedade, mais sentiam que a unidade era o próximo passo, e um cenário deveria acontecer. Os filhos de Israel passaram por um processo semelhante ao que acontece hoje, onde estamos percebendo que a nossa felicidade, saúde e bem-estar geral dependem da qualidade das nossas relações sociais. O Faraó não queria torturar os filhos de Israel; ele simplesmente queria que eles continuassem a atendê-lo, ou seja, ao ego, ao invés de seguir Moisés, isto é, visar à fraternidade e o cuidado mútuo. E quando eles não concordaram, ele se tornou o rei vicioso que conhecemos da história.

Nossos antepassados ​​insistiram em sua unidade e acabaram vencendo. Eles se uniram ao pé do Monte Sinai e receberam a lei, cuja essência o Santo SHLAH expressa com estas poucas palavras: “O amor é o mandamento onde se sustenta toda a Torá: ‘Ama o teu próximo como a ti mesmo'”. Os filhos de Israel cuidadosamente se limparam do chametz [fermento], o egocentrismo dentro deles, e passaram por cima do egoísmo para a fraternidade, até que se tornaram uma nação unida pela visão do amor ao próximo.

Hoje, na medida em que estamos acordando do sonho americano para a realidade de que não podemos basear nossa sociedade na concorrência e isolamento, estamos começando a nos sentir cada vez mais como os filhos de Israel no exílio. Até aqui o Egito foi bastante divertido, mas agora ele está se tornando hostil e parece cada vez mais como o exílio.

Agora é a hora de reacender nossa fraternidade e amor ao próximo e passar por cima mais uma vez. É o início de um novo ano, uma nova era em nossa sociedade. É hora de mudar para um novo paradigma de relações.

A cultura do “eu, eu, eu” se esgotou porque simplesmente não estamos felizes confinados a nossas conchas separadas. Para sermos felizes, nós, descendentes dos filhos de Israel, devemos nos mover como os nossos antepassados: ​​do egoísmo para a fraternidade e responsabilidade mútua.

Imagine a vida que teremos quando cuidarmos uns dos outros. Ninguém vai ter que lutar pelas provações da vida, porque todo mundo vai ajudar. Da mesma forma, vamos desfrutar ajudar os outros. E como cada um de nós contribui com seu próximo, nossos laços irão se fortalecer e criar um vínculo que irá construir uma sociedade baseada na amizade, calor e unidade. “Ama o teu próximo como a ti mesmo” deixará de ser um clichê, e vai se tornar o que sempre foi concebido para ser: a nossa realidade.

Recentemente, tem havido numerosas referências na imprensa à desunião da comunidade judaica. É um bom sinal. Isso mostra que estamos começando a ver a fragmentação e alienação como a raiz de nossos problemas. Sempre teremos diversidade, mas, ao invés de temê-la, devemos abraçá-la! Quanto mais diversificados formos, mais nossa fraternidade vai crescer, enquanto valorizamos a unidade acima de tudo.

E há outro bônus. Ao nos unirmos acima de nossas diferenças, vamos apresentar um modelo de uma comunidade próspera, que prospera por causa de sua diversidade, e não apesar dela. Isso é algo que o mundo de hoje precisa desesperadamente. Nós podemos oferecer isso. Nós tivemos isso quando saímos do Egito, e podemos reacendê-lo agora e compartilhá-lo com o mundo. Nisso nós podemos nos tornar “uma luz para as nações”, um farol de esperança para o mundo.

Nessa Pesach, vamos passar por cima da alienação à fraternidade, da indiferença à responsabilidade mútua. Em suma, vamos todos sair do Egito, juntos.

* Pesach em inglês é Passover, que significa “passar por cima” (nota do tradutor).

Nova Vida # 555 – A Vida Numa Guerra Perpétua

Nova Vida # 555 – A Vida Numa Guerra Perpétua
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Nitzah Mazoz

Depois de tanto sofrimento, é hora de perguntar: Por que isso está acontecendo conosco? Afinal, não há nada acidental na natureza.

Resumo

Depois de não encontrar respostas seculares e religiosas, nós entendemos que as respostas são encontradas na sabedoria da Cabalá.

A paz depende apenas de nós; não depende de qualquer outro fator. Nós só podemos trazer uma força positiva ao mundo.

Duas forças operam neste mundo: positiva e negativa, dar e receber. A força do mal cresce constantemente por si só. Adicionar a força positiva oculta na natureza exige um trabalho que apenas os judeus podem executar.

Na antiga Babilônia, nosso patriarca Abraão descobriu um método para fazer isso, o método do amor, “o amor cobre todas as transgressões” (Provérbios 10:12). Milhares se reuniram em torno dele, e é assim que o povo de Israel foi criado, vivendo de acordo com: “O que é odioso para você, não faça ao seu amigo” (Talmud Babyli Shabbat 31a), e “Amarás o teu amigo como a si mesmo” (Levítico 19:18).

Se quisermos construir o povo de Israel na terra de Israel, depende de nós voltarmos a essa fonte espiritual. Os sistemas que se opõem a Israel só irão parar quando entendermos que a chave para a felicidade do mundo está em nossas mãos, a força positiva está em nossas mãos. Se lutarmos pela conexão entre nós, cada um contra o seu ego, seremos poupados das guerras externas.

Como soldados, somos fortes, estamos prontos para o auto sacrifício. O problema é que não está claro para nós qual é o nosso destino como povo. Se lutarmos com o inimigo interior, com a força negativa que nos separa, o inimigo externo desaparecerá.

Nós vemos que hoje as pessoas estão deixando o país; não está claro para elas qual a razão de sua vida aqui, nessa nação, com todos os seus problemas. Cabe a nós revelarmos a força positiva que está oculta na natureza que nos conectará. A sabedoria da Cabalá nos ensina esse método.

De KabTV “Nova Vida # 555 – A Vida Numa Guerra Perpétua”, 16/04/15