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O Homem Em Um Mundo Interconectado, Parte 4

laitman_760.1O Elemento da Liberdade no Rígido Programa da Natureza

Pergunta: De acordo com Baal HaSulam, a lei da garantia mútua é a base para a interação de todos os organismos vivos e é construída sobre o equilíbrio entre recepção e doação.

Além disso, a lei da recepção é que cada membro da sociedade tenta obter tudo o que precisa para viver da maneira que seu sistema egoísta individual exige. E a lei da doação é que cada pessoa se preocupa com o bem-estar de toda a sociedade.

Se uma pessoa não observa a lei de doação, ela é atingida por desastres e problemas que lhe são enviados pela natureza. Como uma pessoa pode observar essa lei?

Resposta: Como observar é um problema. E o fato de uma pessoa ser obrigada a observar essa lei decorre da imagem da natureza que nos é revelada.

Vemos à nossa frente uma imagem totalmente integral: uma única natureza na qual o homem está incluído em todos os seus egoísmos, “ismos” científicos e anticientíficos. Acontece que não podemos nos esquivar e fugir da imagem integral da natureza. Quer queiramos ou não, estamos dentro deste sistema e não podemos existir fora dele.

Esse sistema está em constante evolução: do nível inanimado por centenas de milhares de anos, ao nível vegetativo por dezenas de milhares de anos, ao nível animado por milhares de anos e ao nível humano por literalmente décadas. Em outras palavras, quanto mais elevada a natureza, mais organizada é a fase de desenvolvimento.

A única questão é quando começamos a nos descobrir nesse sistema? Vemos que somos contra ele por uma razão muito simples. Não estamos instintivamente envolvidos na natureza porque ela nos afeta com o elemento da liberdade.

Podemos concordar ou discordar da maneira como a natureza trabalha conosco e, nessa medida, determinamos nosso destino. Acontece que somos pessoas infelizes. A natureza nos é dada, podemos viver nela, trabalhar, reproduzir, criar qualquer coisa imaginável – diferente dos animais – no próximo nível consciente. E não sabemos o que fazer com isso.

Criamos tudo com base em nossa natureza egoísta natural, agindo em detrimento dos outros e ostensivamente para o benefício de nós mesmos. Não entendemos que a natureza integral nos obriga a nos tornar diferentes. Para o benefício de si mesmo significa para o benefício dos outros.

De KabTV, “A Era Pós-Coronavírus”, 16/04/20

É Mais Fácil Para O Mundo Mudar Ou Perecer?

laitman_294.2Cada ação espiritual começa com uma reação oposta a ela, como “a vantagem da luz revelada a partir da escuridão”.  Caso contrário, não podemos sentir nada, porque tudo é percebido apenas em contraste. Portanto, a escuridão precede a luz, e a confusão e o mal-entendido ocorrem antes da clareza e da consciência. E isso é assim em tudo.

Veja nossa vida: quanto tempo a humanidade sofrerá para perceber o mal do egoísmo e finalmente decidir que precisamos nos libertar dele, porque é a fonte de todos os nossos problemas. Embora não saibamos como fazer isso, aparentemente seremos forçados a recorrer ao Criador por toda a humanidade.

Dizem que “a vantagem da terra (desejo) está em tudo”. Antes de tudo, o desejo deve revelar a escuridão, e somente a partir da escuridão compreenderemos a luz. É exatamente isso que está acontecendo em nossa vida.

Toda a evolução da humanidade deveu-se ao crescimento do egoísmo. E hoje chegamos ao que é chamado de “última geração”, a geração do Messias (Mashiach), que é obrigada a despertar um poder superior que nos puxará para fora do nosso desejo egoísta.

E nós entendemos que não somos capazes de fazer isso porque o egoísmo é toda a nossa natureza, toda a nossa vida. Não sabemos pensar de maneira diferente e apenas revelamos o nosso mal, mas nem sequer somos capazes de imaginar como nos livrar dele.

Portanto, a condição atual é extraordinariamente importante, única e nunca aconteceu em toda a história da humanidade. Gradualmente, estamos começando a perceber que não é mais possível existir como antes, como há milhares de anos. Todo o nosso desenvolvimento levou apenas à percepção de que não podemos mais permanecer dentro da natureza egoísta e é necessário sair dela.

Mas para onde subir e como fazer isso? Os Cabalistas dizem: “fé acima da razão”. No entanto, o que é e como alcançamos um estado em que doar se torna superior e mais importante do que receber? O homem não é capaz disso. E aqui estamos cientes de nosso total desamparo e entendemos que não há esperança, exceto o nosso Criador.

A humanidade começa a revelar que o egoísmo é uma força do alto, e há um poder superior oposto ao egoísmo, ao qual precisamos pedir ajuda para transformar o poder do mal em poder do bem, em antiegoísmo. Então, viveremos bem e felizes no novo mundo.

Mas até agora isso é extremamente difícil para nós. É mais fácil para uma pessoa acreditar que o mundo deixará de existir do que imaginar que possa viver de acordo com as leis da natureza altruísta. Como é possível que, entre todos, em qualquer lugar e em qualquer estado, eu reconheça apenas o quanto posso dar ao meu próximo, e não que benefício obterei dele?

O altruísmo é uma natureza diferente. Se ele nos vestir, nos comportaremos de maneira diferente; caso contrário, não seremos capazes. Portanto, a única saída é perceber que é impossível continuar existindo em uma natureza egoísta e que precisamos seguir para uma nova abordagem inversa da vida. Tudo o que acontece nos leva a isso. Vamos tentar entender rapidamente que não há outra escolha e que tudo depende de nossa oração.

De fato, é mais fácil para uma pessoa imaginar a destruição e o colapso do mundo do que a vida de acordo com as leis de doação. Nosso mundo inteiro é construído sobre o poder do egoísmo e sua destruição ocorrerá pela mesma força egoísta. Não haverá nada novo. Já experimentamos terríveis guerras, desastres e problemas neste mundo.

Em algum lugar do mundo, algum tipo de infortúnio está acontecendo constantemente, e todo mundo entende que o mundo pode entrar em colapso. Mas, ao mesmo tempo, permanecerá a mesma força do egoísmo que levou o mundo à morte.

É muito mais difícil mudar o programa em que o mundo trabalha, de acordo com a natureza da relação entre natureza inanimada, vegetativa e animada, e as pessoas, de modo que tudo isso funcione ao contrário, em doação ao próximo. Todos devem começar a contar com os outros e cuidar de seu bem-estar. Isso simplesmente não se encaixa na nossa cabeça, é impossível imaginar.

De fato, para isso, eu preciso sentir o desejo dos outros e tentar preenchê-los. É assim que todos devem agir o tempo todo. Para fazer isso, outro programa deve ser carregado nesse computador enorme, no mundo inanimado, vegetativo e animado e nas pessoas.

Não podemos imaginar isso. Nenhuma tentativa de socialistas e utópicos de criar um mundo assim foi bem-sucedida. Essa revolução pode ser realizada apenas pelo Criador, que nos dará uma natureza diferente. É isso que devemos tentar pedir e o mais rápido possível.

E se não, então o sofrimento que agora está começando a se desdobrar, cada vez mais decisivamente nos levando a retificar o mundo, nos obrigará. Mas esta é uma jornada muito difícil, longa e dolorosa, cheia de sofrimento. De fato, chama-se “caminho do sofrimento”.

Vamos seguir o melhor caminho da luz. Para fazer isso, precisamos atrair a força superior de cima para nos vestir. Precisamos exigir, pedir, que o Criador nos dê o poder da doação. Caso contrário, não teremos sucesso. Vamos tentar nos corrigir até desistirmos deste trabalho. Então nosso clamor alcançará o Criador, e Ele nos dará Sua força altruísta. Isso é chamado de êxodo do Egito, do nosso egoísmo.

Mas se não pedirmos e não obrigarmos o Criador a nos ajudar, não seremos capazes de mudar nada e sofreremos cada vez mais com o nosso egoísmo todos os dias.

Não é necessário esperar que o coronavírus desapareça em breve. Ele não vai nos deixar e, além disso, problemas ainda mais graves virão. Dinheiro, recursos e mantimentos acabarão em breve – a humanidade sofrerá terrivelmente. Além disso, furacões, nuvens de gafanhotos, inundações e secas estão chegando.

Tudo isso é para que entendamos que somente quando apelamos ao Criador, temos esperança de sermos salvos de todos os problemas e dificuldades. Então, quando começarmos a nos voltar a Ele, entenderemos que o principal aqui não é se livrar de problemas e infortúnios. De fato, eles vieram para isso para nos convencer a recorrer ao Criador. Portanto, é uma pena pedir benefícios materiais a Ele, é melhor pedir que Ele nos aproxime Dele, porque toda a felicidade está aí.

Da 1ª parte parte da Lição Diária de Cabalá 01/07/20, Baal HaSulam, Shamati 34, “A Vantagem de uma Terra”

Epidemia De Mentiras

laitman_293O diretor geral da Organização Mundial da Saúde disse que as notícias falsas (fake news) se espalham mais rapidamente e são mais contagiosas do que o próprio coronavírus. Portanto, temos que lutar não apenas contra epidemias, mas também contra uma “infodemia”.

O Secretário-Geral da ONU disse que a infodemia é nosso inimigo comum e se ofereceu para combatê-la juntos. O que faz uma pessoa dar informações falsas e confusas?

O fato é que todos vivemos em um mundo de mentiras. Mentiras se espalham pelo mundo e são passadas de uma pessoa para outra consciente ou inconscientemente. Todo mundo distorce as informações da maneira que lhe for mais conveniente, ocultando coisas que não lhe são benéficas. É o que todo mundo faz.

É como um jogo de telefone sem fio: quando as notícias são transmitidas ao longo da cadeia, nem uma única palavra do que a primeira pessoa disse chega à décima pessoa. Mas quando crescemos e nos tornamos adultos, continuamos o mesmo jogo, apenas as mentiras se tornam muito mais sérias.

Portanto, não é de se surpreender que o nosso mundo esteja cheio de mentiras e você não possa confiar em notícias que protejam os de direita ou os de esquerda, estipulando o lado oposto. Hoje, não há mídia independente.

O coronavírus nos levou ao fato de que ninguém acredita em ninguém por causa de notícias falsas espalhadas em todas as direções. O problema é que a mídia não está mais focada no público, mas é politizada e está conduzindo uma guerra entre a direita e a esquerda, entre diferentes grupos interessados.

Portanto, eles sempre têm dinheiro para esta guerra; eles não dependem mais de os leitores comprarem este jornal.

Hoje, os jornais não dependem de compradores, mas recebem financiamento dos círculos financeiro e governamental. Portanto, não há confiança nas informações distribuídas na mídia.

Eles imprimem alguns relatórios médicos não confirmados sobre drogas contra o vírus. Mas por que as pessoas acreditam nessa mentira e até parecem precisar dela? Há uma piada de que, se agora começássemos a comer apenas alimentos orgânicos puros, seríamos envenenados porque não estamos mais acostumados com bons produtos naturais que existiam centenas de anos atrás.

Há muita verdade nessa piada, e o mesmo se aplica à mídia. Não estamos acostumados com a verdade, e toda geração alcança o que merece. Aceitamos a mentira e gostamos. Nem sequer pagamos por essas notícias falsas; nós a obtemos de graça. Mentiras geram mentiras: a geração está corrompida e se alimenta de comida estragada.

Mas, caso contrário, não haveria nada para comer. Assim, na loja compramos legumes e carne, percebendo que existem apenas produtos químicos e antibióticos, mas não há escolha. Você tem que comer alguma coisa. Vivemos em um mundo sintético.

Ninguém precisa da verdade, afinal, não importa se uma pessoa a conheceria. A verdade não pode ser transmitida, vendida ou usada se tudo ao redor for falso. A verdade em nosso mundo é como uma moeda estrangeira que não é aceita neste país em nenhuma loja.

Se eu disser a verdade neste mundo de mentiras, serei conhecido como mentiroso. Isso aconteceu com o rei Salomão na época do Primeiro Templo. Ninguém queria reconhecê-lo como um rei. Ele fez discursos sábios, mas todos ao seu redor eram tão estúpidos que ninguém acreditou em suas palavras. Nem quando chegou ao Sinédrio, onde os grandes sábios se reuniram, eles já o entendiam e o reconheciam.

Em apenas um lugar do país, eles perceberam que ele era um homem sábio que merecia ser ouvido. Hoje, porém, não temos sequer um desses lugares: nem no governo, nem nos bancos, em nenhuma organização ou partido e em nenhum outro lugar. Todo mundo está jogando o mesmo jogo falso.

Um Cabalista vive dentro de seu pequeno mundo da verdade e todos ao seu redor pensam que ele é irracional, desapegado da realidade, e não ouvem o que ele diz. E isso é bom, porque antigamente os profetas eram queimados na fogueira.

Como é possível saber se as notícias são verdadeiras ou falsas? Eu sigo as notícias, mas apenas para sentir a tendência do desenvolvimento e sua velocidade. Isto é, levo em conta não as notícias em si, mas sua direção.

As pessoas estão terrivelmente confusas com as notícias que espalham comunicações. De fato, este não é um meio de comunicação, mas um meio de desconexão.

Que tipo de correção devemos fazer na sociedade para retornar a notícias verdadeiras? Isso requer muito trabalho meticuloso. Afinal, já estamos acostumados a comer alimentos estragados, aprendemos a digeri-los e ainda nos sentimos bem. O corpo está acostumado a fazer correções para que aceitemos comida podre como relativamente fresca. E se consumirmos alimentos realmente frescos, teremos indigestão.

Portanto, aqui precisamos de um longo caminho. E não se trata apenas de comida para o estômago, mas também para a mente, a alma e o coração. Devemos gradualmente sair dessa mentira com a ajuda da educação integral de que os Cabalistas falam. Precisamos explicar a todos que vivemos em um mundo de mentiras e precisamos sair delas, porque é impossível continuar dessa maneira.

O coronavírus nos levará a sentir o ponto da verdade, à revelação final da falsidade da vida. Veremos que essa vida é sem sentido e sem esperança, tanto para nós como para nossos filhos. Já estamos nos aproximando desse insight. Se continuarmos da maneira antiga, nos destruiremos.

Esse fim já está próximo porque a humanidade entende que perdeu o rumo e a direção e que não há meios de corrigir a situação; não há cura para o vírus. Ou decidimos que não há escolha e devemos revelar o sentido e o propósito da vida, o modo correto de existência e descobrir onde está a verdade em nossa vida.

Os seres humanos são os mais inteligentes, desenvolvidos, conhecedores e tornaram suas vidas tão depreciadas. E isso é porque somos guiados não pela razão, mas pelos sentimentos, e não podemos superar nossas emoções pela razão. Portanto, os sentimentos brincam conosco, puxando-nos em direções diferentes, como se costuma dizer: “Vamos comer e beber, porque amanhã morreremos de qualquer maneira”. Vamos torcer para que essa atitude mude.

De KabTV, “O Mundo”, 26/05/20

A Fonte Do Prazer Final

laitman_289Pergunta: Sob o sistema comunitário primitivo, os desejos básicos dominavam uma pessoa: comida, nutrição, sexo, segurança. Depois veio o período da era das civilizações, em que prevaleceu o desejo do homem por riqueza.

Durante a Idade Média, os desejos por poder começaram a dominar. Nos séculos XV a XX, o período do Renascimento, ocorreram descobertas científicas, descobertas de novos continentes etc., marcadas pelo desejo de conhecimento.

E agora, no século XXI, vemos que estamos em um novo estágio no desenvolvimento de nossos desejos. Quais são esses desejos? E para quê?

Resposta: Na verdade, chegamos a um estado em que não temos mais nada com o que nos preencher. Absolutamente nada. Nosso mundo não pode nos dar mais nada. Vocês podem, é claro, lutar entre si por um lugar melhor no conselho, nos governos, etc., mas isso não é crescimento.

Nosso crescimento chegou ao fim, uma vez que já dominamos tudo o que está na Terra. Embora saibamos pouco sobre isso, não aprenderemos mais, porque estamos fechados em nós mesmos.

Nós somos uma coisa em nós mesmos. A única coisa que podemos fazer, e isso nos é dado como pessoas que vivem em nosso chamado mundo, é alcançar o próximo nível do universo. Mas, para isso, devemos nos tornar um todo, se não completamente, pelo menos até certo ponto.

Assim que começarmos a nos aproximar internamente, a fim de ajudar um ao outro a ascender, a se unir em um todo comum, sentiremos imediatamente a integridade do nosso mundo. Ela se manifestará em todos nós e nos sentiremos existindo no próximo nível da natureza.

Pergunta: Mas do que uma pessoa receberá prazer?

Resposta: Qualquer que seja o nível mais elevado da natureza será revelado, e isso a preencherá. Esse desfrute da integridade da natureza, o desfrute de como as diferentes propriedades opostas da natureza se complementam e se unem, nos preencherão.

Pergunta: Pegue, por exemplo, duas pessoas. A pessoa gosta de desejos básicos de comida, sexo e família, e a segunda de conhecimento. Ele pode ficar sentado o dia inteiro no laboratório e passar a vida toda pesquisando alguns insetos ou inventando uma vacina, e isso o enche. Qual é a diferença?

Resposta: Não importa. É claro que todos estão envolvidos com o que a natureza os empurra.

Então encontraremos um todo único entre nós e veremos que, agindo cada um em seu próprio nível, revelamos a força integral geral da natureza, chamada Criador. A compreensão dessa força, que se manifesta em uma variedade de variações, mas ao mesmo tempo é um todo comum, essa é a fonte do maior prazer.

De KabTV, “A Era Pós-Coronavírus”, 23/04/20

Encontre Seu Lugar No Sistema Da Natureza

Laitman_632.3Baal HaSulam, “A Paz”: Assim, eu evidentemente provei, da perspectiva da razão empírica – como resultado da história prática que se desenrola diante de nossos olhos – que não há outra cura para a humanidade senão a aceitação do mandamento da Providência: doação aos outros, a fim de trazer satisfação ao Criador na medida dos dois versículos.

O primeiro é “ame o seu amigo como a si mesmo”, que é o atributo do próprio trabalho. Isso significa que a medida do trabalho de doar aos outros pela felicidade da sociedade não deve ser menor do que a medida impressa no homem para cuidar de suas próprias necessidades. Além disso, ele deve colocar as necessidades do próximo diante das suas, conforme está escrito no artigo “Matan Torá” (Item 4).

Pergunta: Como podemos passar de alguns cálculos pragmáticos que agora em tempos de crise ninguém pode reunir, para entender a conexão e o nível superior que devemos assumir, o que envolve o cumprimento das leis da governança superior, a inclusão nelas e ajudar todos a sentir algum tipo de apoio?

Resposta: Subir para o próximo nível de percepção da realidade se resume ao fato de entrarmos na sensação de eternidade, perfeição, infinito e, o mais importante, em uma única realidade comum, perfeita e integrada.

Se começarmos a sentir a natureza como um sistema totalmente integral, também conheceremos nosso lugar nela, onde minha célula está localizada nela. Dessa maneira, entenderei o significado da minha existência em relação à grande união dos indivíduos, e tudo ficará claro para mim.

O principal é separar-se do seu individualismo, seu egoísmo e olhar a natureza de um aspecto integral, para que você veja a imagem inteira como um todo unificado. Essa é uma percepção completamente diferente da realidade, onde não sinto objetos e fenômenos separados, mas vejo a imagem inteira.

Então eu posso me entender de uma maneira completamente diferente: onde estou nessa imagem? E eu não estou nela. Eu me sinto separado de tudo. Então, estou experimentando incorretamente. Isso significa que estou em um tipo de estado inconsciente, separado da vida verdadeira, de toda a vasta imagem da natureza. Como posso percebê-la corretamente? É isso que eu quero.

E se eu começar a percebê-la corretamente, verei meu lugar nela e descobrirei o que me falta para me conectar integralmente a todos. Ficará claro para mim qual é o meu trabalho, qual é o meu dever, qual é a minha conexão com os outros e como os outros estão conectados comigo. Vou chegar ao nível dessa natureza eterna, perfeita, integral, unificada e entender o significado dela e da minha existência.

Agora, eu não entendo em absoluto para que serve tudo isso. Eu olho para tudo: isso existe, gira e eu estou com eles. Mas porque eu não sei.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 17/05/20

Coronavírus: Hora Da Mudança

laitman_627.1Como esperado, o coronavírus ficará conosco por um longo tempo.

Muitos países, vendo um declínio no número de casos, começaram a relaxar as restrições e remover as quarentenas. Mas assim que isso aconteceu, uma nova onda de doenças surgiu imediatamente.

Existem muitos exemplos disso: Estados Unidos, Rússia, França, Israel, Argentina, Brasil, Itália, Alemanha, Coréia do Sul e muitos outros. Onde quer que a economia se abra, o vírus retorna.

Precisamos nos preparar para o fato de que teremos que conviver com o coronavírus por anos e, portanto, precisamos reconstruir a economia de acordo. Antes de tudo, precisamos descobrir quais indústrias são totalmente necessárias para a vida, pois precisamos fornecer alimentos para todos.

Mas 20% da população trabalhadora é suficiente para isso, e o restante não precisa trabalhar. Não há necessidade de roupas de grife, carros caros ou viagens. O mundo deveria retornar a uma vida modesta normal como era antes do século XX, antes da explosão do consumo e do desenvolvimento de muitas indústrias desnecessárias. Se não fizermos isso, a natureza, o vírus, fará isso por nós, e pagaremos um preço muito mais alto por ele, tanto em termos de dinheiro quanto em vidas humanas.

80% dos trabalhos serão encerrados de uma maneira ou de outra, a única diferença é se será um processo espontâneo, acompanhado por enormes perdas, ou se decidimos antecipadamente que estamos começando a reduzir a produção desnecessária.

Vimos que as pessoas deixaram de usar e comprar coisas de luxo ou da moda que costumavam custar muito dinheiro, mas não eram necessárias.

Tudo bem se essas empresas permanecerem fechadas por alguns meses; ainda ninguém está comprando nada. Então, por que tentar ressuscitá-las artificialmente? Tenho certeza de que as pessoas não correrão para as joalherias agora, mesmo que as abram.

O Estado está tentando compensar todos por suas perdas, mas em alguns meses o dinheiro acabará e, então, o que faremos? Portanto, é melhor fazer a pesquisa agora e entender que este não é um problema temporário, mas uma nova forma de vida para uma nova sociedade, uma nova família, um novo Estado. Não deveria ser como agora, quando todos os tipos de círculos interessados ​​pressionam o Estado, e este abre o tesouro para eles e distribui dinheiro.

Se pagarmos hoje pelas perdas das joalherias, amanhã não haverá dinheiro para alimentar os famintos, que serão 50, 60 ou 70% de toda a população. Agora, o principal é mobilizar todas as forças e fundos para fornecer a todos os alimentos necessários.

Água, eletricidade, gás e comida devem ser completamente acessíveis. Então você pode pensar em roupas para quem precisa. Abra jardins de infância e escolas públicas gratuitas em vez de pagar pelas joalherias que perderam clientes. Caso contrário, esvaziaremos o tesouro em alguns meses, e isso seria o fim.

Também precisamos de um programa que ajude famílias jovens a comprar moradias a um preço acessível. É necessário construir moradias para cidadãos comuns, e não especular em apartamentos e terrenos. Essa deve ser uma verdadeira revolução e, de qualquer maneira, acontecerá. A única diferença é se isso acontecerá gradualmente, de acordo com um plano científico bem elaborado, ou sob o ataque de uma multidão enfurecida que saiu às ruas para destruir tudo ao redor e estabelecer uma nova ordem.

Não houve revoluções planejadas na história que foram realizadas por recomendação de especialistas científicos. Mas agora vemos que não há saída e precisamos fazer algo, porque é óbvio que, se não for 80%, 40% provavelmente estarão sem trabalho.

Aqueles que permanecerão trabalhando devem receber condições seguras para que não se infectem mutuamente com o vírus. Afinal, eles são nossos ganhadores de pão. O resto de nós ficará em casa e aprenderá a viver na nova sociedade. Essa nova vida está agora anos à frente e precisamos nos acostumar com o fato de não estarmos trabalhando, mas aprendendo. Estudar será trabalho.

Essa é uma inevitabilidade que teremos que aceitar, gostemos ou não – o coronavírus nos ligará a ele. Precisamos explicar às pessoas de onde isso vem e por que a sociedade humana deve sofrer essas mudanças, metamorfoses.

A humanidade está mudando e crescendo. Já passamos por muitas mudanças e formações sociais em nossa história, e agora é hora de tal mudança, que ainda não aconteceu. E nós mesmos devemos participar ativamente disso.

Antes, as formações eram substituídas espontaneamente, porque havia chegado o momento, da escravidão ao feudalismo, depois ao capitalismo. Agora estamos passando para o próximo estágio, deixando de viver para ganhar e começando a viver para construir uma nova pessoa. Esta é uma grande revolução, porque somos egoístas e estamos acostumados a viver ganhando um com o outro. Agora teremos que viver para ajudar um ao outro – e essa é uma mudança radical.

De KabTV, “Perspectivas Globais”, 14/05/20

Por Que A Natureza Planejou Uma Pandemia?

laitman_586Pergunta: A natureza planejou uma pandemia para restaurar a ordem no mundo?

Resposta: O fato do coronavírus vir de dentro da própria natureza, como todos os outros vírus, é claro para nós. Mas o fato de permitirmos que se manifeste já é nosso problema. Afinal, por nossos maus relacionamentos, nós mesmos causamos todos os desequilíbrios da natureza e, em seguida, os vírus aparecem.

Não importa como começou. Por que precisamos saber? Se estivermos em estados mais corrigidos um com o outro, nenhuma qualidade negativa da natureza terá controle sobre nós.

De KabTV, “Fundamentos da Cabalá”, 03/05/20

“Corona – O Vírus Que Está Nos Reprogramando” (Thrive Global)


Thrive Global publicou meu novo artigo: “Corona – O Vírus Que Está Nos Reprogramando

Ao nos forçar a confiar um no outro para a nossa saúde, o vírus está nos ensinando que podemos confiar um no outro, que podemos construir comunidades de apoio e encontrar prazer nas pessoas mais do que nas coisas.

Podemos não perceber isso porque é assim que somos, mas a maneira como pensamos sobre a vida, as coisas que queremos, valorizamos, preferimos, nossas aspirações, modos, medos, reações, tudo isso é “programado” em nossa psique através do ambiente social em que vivemos. Quando a COVID-19 se forçou a entrar em nossas vidas e as trancou, isso afetou a todos nós. Para alguns, seu impacto foi físico, mas para todos, é emocional. As implicações sociais e comportamentais provocadas pelo coronavírus estão apenas começando, mas serão de longo alcance e duradouras. Entramos em uma nova era. Quanto mais cedo nos adaptarmos, melhor para todos nós.

O coronavírus não nos deixará voltar ao consumismo desenfreado, à exploração incontrolável do planeta e uns aos outros.

Mesmo se quisermos voltar ao nosso modo de vida anterior, a presença do vírus tornará isso muito difícil. Aonde quer que vamos, há uma chance de pegar o vírus ou transmiti-lo a outra pessoa, mesmo que usemos uma máscara e mantenha distância. Gradualmente, o vírus está nos forçando a reconsiderar o que tínhamos como certo, como ir a bares e restaurantes, pegar um avião para sair de férias, comprar novos aparelhos apenas porque são novos ou porque nossos amigos os têm, etc.

Ao nos forçar a agir de maneira diferente, o vírus está realmente “nos reprogramando”. Quem pensaria há alguns meses atrás que poderíamos imaginar uma vida que não seja uma busca interminável de prazeres imediatos (mas insatisfatórios)? Mas agora, se tivéssemos apenas o nosso sustento básico garantido, muitos optariam com prazer por sair do caminho e dizer: “Parem o mundo, eu quero sair”, parafraseando o musical de Leslie Bricusse.

O coronavírus ainda não é outra epidemia. Assim como um vírus de computador, ele está reprogramando nosso sistema operacional e muda nossa própria essência. Mas não de um jeito ruim; pelo contrário, está desacelerando nossas vidas, para que possamos descobrir prazeres ocultos que havíamos perdido antes. Ao nos forçar a confiar um no outro para a nossa saúde, o vírus está nos ensinando que podemos confiar um no outro, que podemos construir comunidades de apoio e que podemos encontrar prazer nas pessoas mais do que nas coisas.

O coronavírus não nos deixará voltar ao consumismo desenfreado, à exploração incontrolável do planeta e uns aos outros. Ele nos ensinará como construir uma vida boa e sustentável para nós e para nossos filhos. Se seguirmos suas diretrizes de bom grado, concluiremos a transição rápida e facilmente. Se permanecermos obstinados, a concluiremos dolorosa e lentamente. De qualquer maneira, a COVID-19 vencerá. Ela nos forçará a bloquear o que não é essencial para a vida e a abrir o que é essencial para a felicidade.

– Publicado o dia 3 de julho de 2020

“Hora De Revisar Como Classificamos As Pessoas” (Bizcatalyst)


Meu novo artigo no BIZCATALYST: “Hora De Revisar Como Classificamos As Pessoas

Uma das primeiras perguntas em cada primeira reunião com uma pessoa é: “O que você faz?”, ou seja, o que você faz para viver. Há duas coisas que geralmente queremos saber quando fazemos essa pergunta: 1) Quanto você ganha e 2) Qual é a sua posição no estrato social. De fato, se você dissesse ao seu novo conhecido quanto você ganha imediatamente, ele não perguntaria sobre o tipo de trabalho que você faz ou seu estrato social. Somente seus ganhos permitiriam que essa pessoa o classificasse.

Mas o que você faz quando o dinheiro não faz sentido? Estamos caminhando para uma realidade de amplo desemprego, quando muitas pessoas boas ficarão sem trabalho permanentemente, não por vontade própria, mas porque não haverá empregos para ocupar. Este não é um cenário futurista. A COVID-19 instigou essa realidade. Se, inicialmente, as pessoas foram dispensadas, agora estão sendo demitidas à medida que mais e mais empresas estão se adaptando a uma realidade de baixa demanda permanente.

Eu já escrevi inúmeras vezes em ensaios e livros sobre a obrigação dos governos de fornecer uma renda básica a pessoas sem emprego e que essa renda deve estar condicionada à participação em sessões que as ensinem sobre a realidade que as levou a serem demitida. Embora seja essencial saber que o mundo se tornou completamente interdependente e que, para sobreviver, devemos ser responsáveis ​​um pelo outro, também devemos cuidar do senso de autoestima das pessoas.

Em outras palavras, existem três elementos que as pessoas devem manter para poder levar uma vida satisfatória: 1) provisões físicas (principal), 2) compreender o mundo em que vivem e 3) um senso de dignidade ou autoestima. Sem nenhum desses três, as pessoas serão levadas ao desespero, e muitas recorrerão à violência, que destruirá a sociedade.

Porque, no final do dia, figuras públicas atendem aos desejos do público, o público deve mostrar que respeita as pessoas que dão à sociedade e, o que é mais importante, as reúne. Não há dúvida de que uma sociedade coesa é uma sociedade resiliente. Além disso, as pessoas são mais felizes quando vivem em um ambiente favorável. Precisamos mostrar que essa é a sociedade que queremos e que pagamos às pessoas que ajudam a nos unir com respeito, dignidade e elogios. Se fizermos isso com convicção, e mostrarmos resolutamente que condenamos pessoas que exploram outras, mesmo as pessoas mais ricas e poderosas abrirão mão de seu poder e fortuna em troca de apreciação.

Não devemos esquecer que não importa quantos bilhões eu tenho se as pessoas não souberem e me respeitarem.

Portanto, se os valores sociais mudam, o mesmo acontece com os desejos das pessoas, pois nada é mais poderoso do que a opinião das pessoas sobre uma pessoa. Se mostrarmos quais valores queremos, que tipo de indivíduos respeitamos, criaremos uma sociedade formada por essas pessoas.

O pai do meu professor, o pensador prolífico e Cabalista, Baal HaSulam, formulou o conceito inteiro em um breve parágrafo: “De fato, qualquer pessoa experiente sabe que o maior de todos os prazeres imagináveis ​​do mundo é conquistar o favor das pessoas. Para obter essa coisa cobiçada vale a pena fazer todo esforço e concessão mundana. Este é o ímã para o qual os melhores de todas as gerações são atraídos e para os quais trivializam toda a vida terrena”.

Quando respeitarmos as pessoas que contribuem para a nossa solidariedade, essa contribuição será a nova moeda. Quanto mais pessoas contribuírem para isso, mais “ricos” serão aos olhos da sociedade e, portanto, aos seus próprios olhos, à medida que o respeito se tornar a nova moeda. Se empregarmos essa tática, navegaremos por nossas comunidades e países em segurança nas águas tempestuosas do COVID-19 e além.

Nova Vida # 1245 – A Pessoa Conectada

Nova Vida # 1245 – A Pessoa Conectada
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi

A vida de uma pessoa que possui inteligência social é muito melhor, pois ela provoca a correção do mundo e isso a preenche internamente. Uma pessoa que tem inteligência social não ataca os outros e não é rude. Ela é inofensiva, humilde e tenta ajudar a todos. Ela dá um bom exemplo e explica aos outros como devem viver. Ela entende que é bom para a humanidade, para a natureza e para toda a realidade estar em complementação comum e integral. Sucesso significa unir pessoas e fazer as pazes. Inteligência social é a conexão entre sabedoria e emoção, além de dar e receber. Se aprendermos a nos conectar corretamente, conheceremos a força geral que existe em toda a realidade e conectará os níveis inanimado, vegetativo e animado da natureza. Isso é plenitude. Vamos revelar a força superior ou Divindade nas conexões que teceremos entre nós.

De KabTV, “Nova Vida # 1245 – A Pessoa Conectada”, 25/05/20