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Purim: O Fim Da Correção

Geralmente é costume de diferentes nações celebrar feriados como uma forma de honrar certos eventos históricos que aconteceram neste mundo. Mas já que a nação de Israel se separou das outras para realizar uma missão especial, para concluir a correção da natureza humana sobre si mesma e então para toda a humanidade, seu feriado, então, tem um significado especial : O pergaminho (Megilat) de Ester, que foi dedicado a Purim e que fala sobre Mordechai, o rei Ahashverosh, e a Rainha Ester, que salvou os judeus da destruição após o mau Haman planejar sua morte, realmetne explica como obter tal objetivo. è por isso que está escrito que todos os feriados serão cancelados no futuro com a exceção do de Purim porque em tal feriado, naquele nível, a Luz Brilha e inclui todos os níveis prévios.

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Haman e a Sua Família

Pergunta: O feriado de Purim simboliza a oposição de duas forças: Mordechai e Haman. Então, por que somos “estimulados” a ficar tão bêbados nesse dia que não podemos dizer a diferença entre Haman e Mordechai?

Resposta: Isso acontece após a análise em que você usa todos os Kelim, quando tudo já está bem claro. Você pendurou Haman e seus dez filhos em uma árvore, ou, em outras palavras, na cauda da letra Kuf (ק). A iluminação não vem mais debaixo do Tabur, a fim de dar vida às forças impuras (Klipot). Não há Klipot se você tenha destruír todas as intenções egoístas. [Leia mais →]

O Feriado Luminoso De Purim

Nós estamos dentro de uma tela na qual nossas qualidades são retratadas. E se elas são egoístas, elas são representadas perante o nosso desejo de desfrutar nos níveis inanimado, vegetal, animal e humano (nos tamanhos 0, 1, 2, 3 e 4). Assim, nós as vemos como o mundo ao nosso redor. Isso significa que a realidade que vejo, sinto e na qual vivo é uma impressão ou reflexo dos desejos e pensamentos que estão dentro de mim.

Se além da minha natureza geral, as qualidades de recepção, eu também adquiro uma segunda natureza, a qualidade de doação, assim como na tela de um computador, eu revelo mais uma janela na qual vejo o mundo superior: a força da minha alma. Agora eu reconheço que o que vejo na primeira janela é uma projeção de minhas forças receptoras, enquanto na segunda janela, eu descrevo a forma de minha unificação com outras pessoas em prol da doação.

Na medida em que sou capaz de me unir aos outros, pelo menos no nível de “não faça aos outros o que você odeia”, nessa medida posso reconhecer o mundo espiritual. Agora tudo depende do cálculo que eu faço, de como eu continuamente me desperto para transferir a realidade do mundo material para o espiritual.

O estado espiritual mais perfeito é Purim, que vem da palavra Pur — sorte (lote, destino). Nesse estado, meus desejos são corrigidos e estou unido a todas as almas, preenchendo assim minha alma com a Luz superior de acordo com a lei de equivalência de forma.

Purim é a celebração da correção final. Quando celebramos este feriado, atraímos a força daquele estado corrigido que nos corrige e nos une.

O costume de usar máscaras e fantasias neste dia veio até nós porque Hamã (o desejo egoísta) se veste com as roupas de Mordechai (o desejo altruísta), o que significa que podemos receber Luz nos grandes desejos de Hamã através das qualidades de Mordechai.

É também por isso que no feriado de Purim há um costume de comer biscoitos em forma de triângulo chamados “bolsos de Hamã”. Um bolso simboliza o desejo de receber. Temos que receber esses desejos de Hamã e, com a ajuda de Mordechai, por meio da Luz de Hassadim (a qualidade de doação), corrigi-los para a intenção em prol da doação. Então seremos capazes de receber a Luz de Hochma, a revelação do Criador, ou seja, o estado da correção final.

Da Palestra de 15/03/11 em Purim

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O Fruto da Árvore do Conhecimento

Rabash, Dargot HaSulam (Degraus Da Escada),”A Questão de Tu Bishvat”: O Criador deseja a uma pessoa que observa um mandamento, que é uma fruta, que a árvore e a fruta tenham o mesmo gosto, em outras palavras, que sua intenção seja também”Lishma”, em prol da doação.

Temos que passar por várias etapas no nosso trabalho. Primeiro de tudo, precisamos descer ao nível descrito como “Eu criei a inclinação para o mal.” Aqui, a pessoa torna-se familiarizada com a sua natureza, e vê o quão ruim e oposto ela é à bondade.

Bondade é Luz, a propriedade de doação. Onde posso ver a propriedade de doação, de modo a medir-me, em comparação a ela e determinar o mal onde eu existo? Onde está o mal e o Criador, que criou a inclinação para o mal? Devo alcançar o Criador, que criou a inclinação para o mal em mim, e oposto a ela, eu devo ter a Torá como tempero. [Leia mais →]

Marcos No Caminho

Tu Bishvat, “O Ano Novo das Árvores”, simboliza o fruto do trabalho espiritual, crescimento. Na primeira etapa do nosso caminho espiritual nós tornamos a intenção egoísta Lo Lishma em uma intenção altruísta Lishma, doação em prol da doação. Quando uma pessoa adquire a propriedade de Bina, ele se torna uma “árvore do campo.”

Então, uma pessoa se move para a fase de recebimento para a causa da doação, e a árvore campo estéril começa a dar frutos. Este é um resultado do trabalho de uma pessoa, de seu grau. Agora, ela usa a sua “árvore” para produzir frutas, encher a alma, e diz respeito a elas como fonte de doação, como o Criador. Desta forma, a pessoa torna-se igual ao Criador e completa a correção.

Nós, cabalistas, vemos a conclusão de todo o trabalho do homem em Tu Bishvat. Em geral, todos os feriados têm um papel duplo: eles incorporam uma certa parte do nosso caminho, e ao mesmo tempo eles contêm um certo elemento neles que simboliza a sua conclusão.

Páscoa, a comemoração da saída do Egito, significa o que já vemos, como que é abandonar o egoísmo, e por quê. Afinal, é impossível deixá-lo sem saber o efeito. Shavuot, a festa da entrega da Torá, também é mais do que a aquisição dos meios de correcção: Nós sabemos porque nós a recebmos. Rosh Hashaná, o Ano Novo judaico, é o começo de todas as mudanças, e a meta final já está plantada no plano inicial. O Dia da Expiação, o Yom Kippur, mais uma vez nos lembramos por que atravessamos a cadeia de correções. O mesmo vale para Chanucá e Purim.
Todos estes costumes do nosso mundo simbolizam as etapas, as etapas no caminho da nossa correção espiritual. Isso é de onde eles vêm.

Eles não parecem ser especiais. Em Tu Bishvat comemos frutas e doces – o que é um indício fraco! Purim também parece mais umas férias para crianças. Mas, na realidade, estas são as festas mais importantes, e seus resultados são mais convincentes. Isso é porque eles se referem aos resultados, os frutos dos nossos esforços.

Purim representa a correção final, o fim do caminho. Em seguida, ambas as forças, o positivo e o negativo, apoiam um ao outro e participam na conquista do objetivo final. Tu Bishvat também simboliza o amadurecimento dos frutos, e a diferença entre eles está no nível da percepção. A árvore do campo é o nível vegetativo, enquanto Purim é grau mais elevado.
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Da 1a parte da Lição Diária de Cabala de 21/01/2011, “Porque o Homem é a Árvore do Campo”

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A Razão De Nós Acendermos A Vela

Dr. Michael LaitmanPergunta: Que sentido interior deve estar ligado ao acendimento das velas em Chanucá? O que precisamos explicar às crianças?

Resposta: Nós aspiramos à doação e o amor ao nosso próximo, e isto deveria tornar-se para nós a Luz que nos enche de prazer. Se todos nós nos conectarmos como um homem com um coração, nos vamos começar a sentir o mundo espiritual, o Criador, a vida eterna. Isso é chamado acender “as luzes de Chanucá”.

Chanucá  ainda não é o fim da correção, mas apenas uma parada no caminho. Nós alcançamos a qualidade de Bina, doação em prol da doação; nós saímos do nosso egoísmo, isto é, ascendemos de Malchut à Bina.

Por enquanto, eu ainda sou incapaz de descer de volta de Bina e começar a usar Malchut. Eu só subo acima da razão. Isso é chamado de Chanucá. É por isso que não devemos usar essa Luz; só podemos olhar para ela.

Mais tarde, quando nós atingimos o feriado de Purim, tomamos esta Luz e a usamos em nosso desejo de receber prazer, de forma que “a escuridão brilhará como a Luz”. Então, todos os poderes de Bina descem à Malchut, e Malchut mesma começa a brilhar.

Este é o fim da correção, enquanto Chanucá  (Hanu-Ko, “eles pararam aqui”) é ainda uma parada, uma pausa no meio do caminho. É como se fosse uma geração peregrinando no deserto e discernindo os modos de superar o seu ego.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/12/10, Escritos do Rabash, Carta 43

Nós Precisamos De Uma Vitória

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que devemos fazer em Chanucá para que o mundo espiritual se torne realidade?

Resposta: Todos nós ao redor do mundo alcançamos o ponto de avanço. Nós estamos nos aproximando do êxodo do Egito, da sensação do nosso mundo existir apenas dentro do nosso ego.

Por um lado, sentimos que o Faraó (o egoísmo) nos agarra pelos pés e teima em não nos deixar partir. Por outro lado, entendemos que devemos sair de nosso ego. Estas forças estão lutando entre si.

Cada novo dia nos dá uma compreensão maior de que o mundo espiritual e sua percepção estão acima do ego, e isso se chama fé acima da razão. No entanto, quando tentamos alcançar o mundo espiritual, sentimos que ainda não temos forças para avançar e fugir do Egito.

Portanto, nós precisamos de mais eventos como o recente Dia da União, que foi realizado com grande sucesso por todos os grupos do mundo. Nosso grupo mundial já está suficientemente grande e diversificado, dando grande poder de união ao nosso Kli. Portanto, chegamos a um estado em que estamos lutando contra os “gregos” dentro de nós, desejando nos livrarmos deles.

A diferença entre o Faraó e os “Gregos” é o nível da luta: O Faraó representa as paixões do mundo material, como os desejos por comida, sexo, família, riqueza, fama, e assim por diante, enquanto que os Gregos representam a luta entre o materialismo e a Cabala. A pessoa que deixa de ser tentada por essas coisas, apesar de ter todas elas, e que percebe que outras coisas são mais importantes na vida, trava uma guerra pela ascensão acima deste mundo, já que sua vida carece de sentido. Ela não sabe para que viver.

Assim, a Guerra dos Macabeus é uma guerra espiritual. Os antigos filósofos Gregos argumentavam que o nosso mundo é real e que devemos viver nele e desenvolvê-lo. Esta abordagem é oposta à sabedoria da Cabala, que diz que devemos nos elevar acima deste mundo, porque ele já não consegue nos satisfazer; nós devemos compreender o pensamento da criação.

Nós atingimos um nível muito avançado, apesar de querermos sempre mais. Eu acho que todos nós, incluindo aqueles que estão avançando junto conosco em grupos, bem como os alunos individualmente em todo o mundo, vencerão rapidamente esta guerra.

Da palestra em 30/11/2010

Porque Nós Gostamos De Acender Velas?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que nós nos sentimos confortáveis quando há velas acesas em uma sala?

Resposta: Nós relacionamos a vela ao calor, à luz e esperança. É assim que nós a percebemos de acordo com nossas raízes espirituais.

As velas de Chanucá simbolizam o resultado da guerra do homem com o seu ego. O que é uma vela, realmente? É um corpo que contém óleo, um pavio dentro do óleo, e um fogo queimando o pavio. Cada componente tem um significado: o corpo é o vaso espiritual ou Kli, o óleo simboliza a Luz de Hochma que nos é revelada, e o pavio significa os discernimentos que fazemos. Tudo isso junto nos dá o fogo, a Luz.

Quando a pessoa faz suficientes discernimentos interiores, travando uma guerra com o seu ego, desejando subir acima dele, independente da abordagem egoísta, onde todas as suas ações visam apenas realizar-se, quando ela deseja se livrar de sua natureza egoísta, isso se chama “guerra dos Macabeus contra os gregos”.

Em hebraico, os Macabeus são chamados de Makabim, que é uma abreviação da frase: “Aqueles que estão indo em direção ao Criador, sigam-me”. Em essência, nós nos separamos dos “Gregos” dentro de nós (o pensamento racional, o desejo egoísta de desfrutar), e nos elevamos um pouco acima de tudo que é material, em direção à doação e o amor ao próximo. O nível de Bina significa: “Não faça aos outros aquilo que você odeia”.

Em outras palavras, a vela é um símbolo bom e belo da natureza espiritual. É por isso que nós nos sentimos tão bem e confortável quando ela brilha.

Do programa “Cabala para Principiantes” em 01/12/10

O Momento Mais Arrebatador

Chanucá é a celebração da Luz. Uma pessoa a celebra ao sair do mundo material.

Sua vida é muito curta e cheia de preocupações, afazeres, e medo do desconhecido. O homem não sabe o que está vivendo e o que vai acontecer com ele no instante seguinte. Na verdade, o mundo inteiro está sendo tomado pelo terror, abuso de drogas, divórcio, e depressão.

Mas aqui, como a sabedoria da Cabalá explica, nós recebemos a oportunidade de sair para a Luz, a sensação de eternidade e perfeição, a mais exaltada harmonia. Tendo se elevado acima do mundo corporal, nós começamos a experimentar o mundo espiritual e, de repente, descobrimos uma nova realidade.
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Comemorar A Primeira Vitória Sobre Si Mesmo

O nosso desejo egoísta é considerado como “gregos” ou “conhecimento”, o que significa que desejamos avançar na sequência da mente e do coração que possuímos no momento. E, de fato, no que podemos confiar e contar? Só o que temos. Isso, no entanto, é a raiz do problema, pois com esses Kelim (receptores), não podemos entrar no mundo espiritual.

Mas o mundo espiritual é aqui e agora e não há nem a distância que precisamos para cobrir nem uma dimensão em que temos que atingir. Nós alcançamos o mundo espiritual em órgãos adicionais, da percepção que temos de crescer dentro, acima do nosso próprio intelecto e da racionalidade, ou seja, acima do ego que nós temos que preparar corretamente a fim de começar a experimentar o mundo espiritual nele pela primeira vez.

Esta é considerada como a Revolta dos Macabeus, e sua vitória nesta guerra é Chanucá, que significa “aqui parado” (“Hanu Ko”), pois faremos uma parada na viagem. Este estado é chamado de “Hafetz Hesed” (nada que desejam para si próprio) ou Bina; é a revelação do Criador, ou a primeira correção do ego. [Leia mais →]