Textos na Categoria 'Feriados'

Há Um Lugar Para Tudo

Dr. Michael LaitmanMesmo no mundo material, nós não temos qualquer oportunidade de nos transformar em uma nação que viva em seu próprio país, em sua própria terra, a menos que primeiro nos corrijamos espiritualmente. Somente as forças que descem do alto fornecem as condições materiais para nós aqui.

Em geral, nós devemos tentar compreender, da melhor forma possível, o que significa o mundo material. Ele não é a meta, mas o menor e mais externo meio para se começar a ascensão. Nesta realidade material extremamente falha, que repousa no nível mais inferior, devemos começar a executar a obra de união, a fim de entrar no mundo espiritual.

Depois disso, vamos recorrer a todas as outras nações e mostrar a elas este trabalho, para que elas também se unam umas com as outras. Como resultado, todos nós, o mundo inteiro se tornará um todo único, uma só família, e ascenderá ao seu nível espiritual. Essa é a única maneira de nós realizarmos a nossa predestinação, o propósito pelo qual nós existimos.

Nós temos que dar a tudo a sua devida importância: o nosso mundo em comparação com o mundo espiritual, a nação de Israel material em comparação ao seu análogo espiritual, o estado de Israel material em comparação à terra espiritual de Israel. Cada coisa deve ter seu próprio lugar conforme a meta final. É exatamente isso o que determina a importância de um objeto e os meios para utilizá-lo.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/05/11, “Herança da Terra”

Vamos Mostrar Nosso Desejo De Sair Do Nosso Egito!

Baal HaSulam “Comentário ao Hagadá sobre a Páscoa” (Do artigo “Isto é para Yehuda”) É por isso que gostamos de nos lembrar da ingestão de Matza, no Egito [primeiro grupo cabalístico] ainda hoje [durante o jantar da Páscoa] já que [hoje], também, somos como quando fomos escravizados no exterior [a terra de Israel é”Eretz Israel” em hebraico , que significa “desejos destinados diretamente para o Criador”]. Também, com este Mitzva, pretendemos estender a redenção [do Faraó, o egoísmo] que vai acontecer em breve nos nossos dias, amém, assim como os nossos pais [espiritual] comeram no Egito.

Esta passagem fala sobre um grupo de cabalistas que existiu e funcionava sob a orientação de Abraão que saiu da Babilônia em torno de 3700 anos atrás, a fim de conectar os laços de amor entre eles, que está descrito como ” ame aos outros como você ama a si mesmo.” E eles aprenderam da sua própria experiência como corações endurecem e quanto mais forte o poder do Faraó (ego) que nos governa se torna. [Leia mais →]

Uma Refeição Em Honra a Vida Espiritual

Baal HaSulam “Comentário ao Hagadá da Páscoa” (Do artigo “Isto é para Yehuda):” Aquele pão que os nossos pais comeram na terra do Egito “(A Hagadá Páscoa): … Daqui resulta que a mitzva de comer uma Matza foi dada a eles quando ainda estavam escravizados, e o objetivo do Mitzva era para o momento da rendenção, já que então, partiram rapidamente.

Isso sempre ocorre quando transitamos de estado para estado, deixando o grau que se encontra no momento: em cativeiro egípcio, governado pelo nosso ego, o Faraó, a nossa teimosa “má inclinação” que nos mantém reféns e não nos deixa elevar acima da nossa inveja, ódio, cobiça e ambição.

Por mais que tentamos, nós ainda não podemos elevar-nos acima dessas propriedades egoístas e nos juntar uns com os outros, com ligações que correspondem ao nível após o êxodo do Egito. Estamos ainda incapazes de nos tornar “como um homem com um só coração”, alcançar a garantia mútua para que a força integral de amor e doação considerada como o Criador seja revelada.

Portanto, enquanto ainda estivermos escravizados pelo Faraó, precisaremos visualizar o próximo estado, para brincar de “fazer crer” com ele, como as crianças brincam de ser adultas quando elas crescem. Então nós temos que brincar que estamos vivendo uma vida “adulta”, a espiritual.

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Da 1a. parte da Lição Diária de Cabala de 18/04/2011,”Isto é para Judá”

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O Êxodo Do Egito Experimentado No Coração
Seder de Páscoa: A Ordem Do Nascimento Da Alma Mundial

Seder de Páscoa: A Ordem Do Nascimento Da Alma Mundial

Dr. Michael LaitmanMatzá simboliza o estado onde o “pão de Biná” é comido, o qual vem do grau de Biná, da doação. E mesmo que nós estejamos no grau de Malchut e nos falte a habilidade de ascender, nós precisamos tentar, tanto quanto possível, executar ações de doação e nos conectar uns com os outros.

Ainda esteja totalamente claro para nós que não vamos ter sucesso, isso não importa. Nós ainda precisamos executar essas ações porque elas atraem a Luz superior para nós, e a Luz realiza sua ação chamada nossa “liberação”.

A saída do homem desse mundo, da qualidade de recepção egoísta, conhecimento pragmático, do ego, não acontece de maneira regular, de acordo com a ordem dos graus. Isso é como o processo de nascimento, que acontece totalmente na escuridão, rapidamente. No nascimento, o feto precisa virar de cabeça para baixo e ir de um mundo para outro: de dentro de sua mãe, seu grau interno, para o mundo externo.

Nossa alma nasce exatamente da mesma forma. Por isso, nenhuma outra festividade tem tal ordem precisa de ações durante os festejos. Usualmente, nós somente abençoamos a comida e o vinho. Mas, na Páscoa a refeição tem uma ordem completamente diferente (Seder) que precisa ser seguida com precisão. Isso porque a saída do homem do seu ego, do nosso mundo, e seu alcance da percepção do mundo espiritual, uma dimensão mais elevada, que se chama seu nascimento espiritual, não acontece de acordo com as leis regulares.

Usualmente, os desejos crescem de acordo com a ordem dos graus: dois estágios do pequeno estado (Katnut Aleph e Bet), dois estágios do grande estado (Gadlut Aleph e Bet), alterando os estados internos e externos, e de novo: o interno e o externo. Em outras palavras, os desejos e a Luz crescem gradualmente.

Mas, durante o nascimento, tudo parece acontecer “incorretamente”, ao contrário. Por isso, a refeição da Páscoa é chamada “Seder” (ordem): é uma ordem especial que não corresponde às leis de crescimento consecutivo de acordo com os graus.

A questão é que esse grau em estamos experimentando agora durante a “saída do Egito” é nosso nascimento. Então, a alma que nasceu somente continua a crescer, mas a verdadeira “revolução” acontece nesse grau. Por isso toda a ordem da refeição da Páscoa: “Kiddush” (bênção), “Urchatz” (a lavagem das mãos), “Karpas” (a imersão das verduras em água salgada), “Yachatz” (partir a Matzá), “Maggid” (relato da saída do Egito), etc., não acontecem na ordem regular da correspondência da Luz e desejos, que eles devem seguir no crescimento.

Por essa razão, mesmo quando estivermos no Egito, o desejo egoísta, tendo uma atitude egoísta mútua e somente pensando em nós mesmos (afinal, o Faraó governa você), nós precisamos realizar todas as ações possíveis, tentar subir acima do egoísmo e encontrar uma nova conexão entre nós, sem nos importarmos com seu poder. Nós precisamos encontrar a conexão que existe fora do Egito. Isso significa nos sintonizar com a futura redenção.

 Da 1a parte da Lição Diparia de Cabalá 18/04/11, “Isso É Para Judá”

O Mistério Da Noite De Páscoa

Dr. Michael LaitmanPergunta: Na noite de Páscoa, lemos a Hagadá da Páscoa, em vez de ler trechos da Tanach, como fazemos em todos os outros feriados. Qual é a razão para isso?

Resposta: Para cada feriado os Cabalistas do passado criaram uma certa ordem. Se a pessoa quer perceber determinado estado espiritual ou um nível espiritual interior, mesmo que seja apenas uma impressão de espiritualidade, então estas instruções dos Cabalistas lhe dizem o que fazer em cada estado.

A raiz espiritual tocou o ramo corporal dentro de um grupo de Cabalistas que saíram da antiga Babilônia, e através da conexão entre eles foram capazes de realizar todas as tradições corporais no âmbito das ações espirituais, aceitas para a redenção final, que foram realizadas no mundo corporal junto com as ações espirituais.

A pessoa mataria um animal e, ao mesmo tempo, estaria “matando” o desejo de receber prazer. Ela fritaria o animal no altar e, simultaneamente, iria corrigir o seu desejo egoísta. Então, ela comeria o animal e receberia prazer em prol da doação no terceiro nível de sua Aviut (espessura do desejo). Elas realizavam todos os costumes no nível corpóreo e, simultaneamente, realizavam ações (mandamentos) junto com as Luzes Internas e Circundantes e os desejos espirituais.

O feriado da saída do Egito significa uma saída do desejo de receber para o desejo de doar. Aqui nós realizamos ações externas específicas como sinal de sair do egoísmo para o amor, do ódio e da separação para a conexão e a união entre nós.

É por isso que quando lemos a Hagadá passamos por todas as ações que refletem as ações espirituais que nos ajudam a sair do Egito: “Kidush” (bênção), “Urchatz” (lavagem das mãos), “Karpas” (mergulhar os verdes em água salgada), “Yachats” (quebrar da Matzá do meio),”Maguid ” (a história do Êxodo), e assim por diante. Se realizarmos esta ordem de ações na noite de Pessach (da palavra “Pasaque”, passar por cima, pular por cima), saltamos sobre a nossa situação atual e entramos no novo nível, que é o primeiro nível espiritual.

Mas esta ordem não corresponde à ordem padrão dos estágios de desenvolvimento (“concepção”, “amamentação” e “amadurecimento”), que estudamos na Parte 12 do Estudo das Dez Sefirot: três dias da ligação do esperma, 40 dias após a formação do feto, nove meses de desenvolvimento fetal, o feto virando de cabeça para baixo, as contrações e o nascimento, o sangue que sai do útero para os seios e cria leite, dois anos de amamentação infantil, e as fases seguintes até o estágio de adulto (Gadlut): 3, 6, 9, 12, 13, 20 e 70 anos.

A saída do Egito não é padrão em sua ordem de desenvolvimento. A Luz do grande estado (Gadlut) vem em primeiro lugar, antes da Luz do pequeno estado (Katnut). Primeiro você entra em um novo mundo com a ajuda das grandes Luzes, e depois começa a desenvolver-se nele.

Nós não entendemos a essência do “nascimento” até mesmo em nosso mundo. Estamos simplesmente estamos acostumados a percebê-lo como um processo natural: o feto desenvolvido dentro de um organismo animal, e que depois continua a crescer fora dele. Nós nem sequer perguntamos por que esses três quilos de carne que estavam dentro da mãe já estão saindo? Por que o feto sai inteiro? Afinal, na próxima etapa do desenvolvimento ele deveria ter começado como uma espécie de gota e depois começado a crescer a partir dela. O estágio anterior de desenvolvimento é de mais de três quilos, e agora na próxima fase os três quilos devem ter se tornado uma gota…

Onde você viu que tudo o que foi adquirido no nível anterior, o desejo (Kli) com todo seu preenchimento, avançou todo ao próximo nível, tal como está? Como é possível?

Se eu terminar o desenvolvimento no nível de NRNHY de Nefesh, eu alcanço o nível de Nefesh de Ruach. Mas aqui eu não atinjo o nível de Nefesh de Ruach, e em vez disso, saio com meus três quilos de carne para fora do útero da mãe e continuo a crescer. Em teoria, eu deveria ter começado o meu desenvolvimento no exterior como uma única célula, a partir de uma gota de sêmen, assim como eu comecei dentro da mãe, mas apenas no nível seguinte.

Tudo isto sublinha o fim exclusivo da Páscoa, a saída do Egito, que só se torna possível porque as luzes do grande estado chegam antes das Luzes do pequeno estado, e assim damos um salto.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/04/11, “Isto é Para Judá”

Desejo-lhes Liberdade E Amor!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que nós, seus alunos não-judeus de Cabalá, temos que comemorar Pessach (Páscoa Judaica) e outras festividades? Muitos de nós estão dizendo que devemos nos apressar para comprar Matzá e fazer o Seder de Pessach.

Resposta: Meus caros alunos, eu tentarei explicar mais uma vez, de forma simples e definitiva, pois já respondi a essa pergunta muitas vezes.

Vocês têm que estudar todas as fontes judaicas originais, porque elas são escritas pelos Cabalistas. Nós as estudamos em suas interpretações Cabalísticas autênticas, e não como o povo judeu tem estudado desde o século I d.C., na forma material, como se esses livros falassem sobre o nosso mundo.

Obviamente, isso inclui o estudo da “Hagadah Shel Pessach” (Hagadá da Páscoa), sobre o êxodo do Egito, porque ela não fala sobre a saída da terra do Egito, mas de nossa ascensão acima do egoísmo. Vocês podem observar a tradição junto conosco, vocês podem se sentar em uma mesa festiva, podem, virtualmente, junto conosco, comer Matzá e rissóis de peixe ou pão com carne de porco, o que quiserem.

O Baal HaSulam escreve, nos Escritos da Última Geração, que mesmo com a correção final, cada nação, se assim o desejar, preservará sua religião e costumes. Só as relações entre as pessoas é que mudam, do ódio ao amor, que é o êxodo do Egito. Desejo a todos vocês um feriado como esse!

Os Problemas Do Faraó

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando a pessoa tenta sair do Egito, isto é, do amor próprio, ela recebe golpes que consegue ultrapassar somente pedindo ajuda ao Criador. Mas, além disso, também existe o egoísmo material, terreno, que recebe golpes no seu nível, tais como problemas com suas famílias, saúde, rendimento, e etc.. Como podemos nos relacionar com esses problemas?

Resposta: Não importa que tipo de problema apareça em minha vida, primeiro e principalmente eu preciso vê-los como uma perturbação que vem do Criador. Mesmo se estou com dor, eu ainda preciso subir acima dessa perturbação através da fé acima da razão. A despeito de tudo, eu sei que tenho que fazer cálculos acima do distúrbio e não sob seu peso. Eu preciso estar em contato com seu “remetente”, o Criador.

Quanto a ações responsáveis, no âmbito desse mundo eu tenho que resolver todos os problemas através dos métodos comumente aceitos. Quanto a banco, trabalho, família, e saúde, eu tenho que tomar conta de tudo tal qual qualquer pessoa em nosso mundo.

Assim, você constrói uma atitude bilateral quanto aos problemas.

– Primeiro de tudo, eles vêm do Criador e você está lidando somente com Ele. Você quer ter essas perturbações porque elas dão a você a oportunidade de subir acima do conhecimento e ficar em contato com o Criador. Então você está tratando corretamente as perturbações e você mesmo começa a amá-las e respeitá-las. Afinal, não importa quanto elas o perturbem, não importa quanto sal elas colocam em suas feridas, e não importa quanto angustiantes elas são; isso é exatamente o que o ajuda a subir acima delas.

-Em segundo lugar, você resolve os problemas que chegam da forma costumeira no mundo material.

Ambas as dimensões precisam estar presentes em sua atitude. Você atribui os problemas ao Criador, e ao mesmo tempo você quer trabalhar com eles. Nós não expulsamos o Faraó de nossas vidas, mas nós apreciamos seus problemas. Afinal, somente através deles nós o podemos rejeitar e nos separar dele, e assim ascender cada vez mais alto.

O Faraó é minha carne mais preciosa, meu centro, meu ponto mais sensível, minha criança, a corda mais importante e admirável dentro de mim.

Pergunta: Mas o Faraó resiste à união dos amigos. O que os problemas materiais tem que ver com isso?

Resposta: Eles também me distraem do trabalho interno. Não é por acidente que tantos Cabalistas experimentaram problemas materiais. O Criador deliberadamente os fez ficar doentes e serem desprezados pelas pessoas ao seu redor. Isso foi para dar a eles um lugar onde eles pudessem superar.

Afinal de contas, tudo isso é o resultado do endurecimento do coração do Faraó. O desejo gradualmente se revela dentro de você e em conformidade a ele você experimenta vários problemas, nos outros e em você mesmo.

Pergunta: Eu tenho que pedir ajuda nesses casos? Afinal, o Criador nos ajuda somente com respeito a uma coisa – a unificação.

Resposta: Está correto, e os problemas dificultam que você faça isso. Quando você está doente, é difícil para você se concentar no amor pelos amigos. Provavelmente, você esquece tudo isso. E isso significa que você precisa pedir ajuda. Não há ninguém além d’Ele. Tudo vem do Criador, mas isso acontece através de canais diferentes.

Você tem que alcançar a meta, mas seu corpo, seu “pequeno burro”, está doente e não pode carregar você. Assim, o que devemos fazer? Deixá-lo morrer? Mas, você precisa dele no caminho.

Por que você percebe esse mundo separadamente do trabalho espiritual? Mesmo pequenas perturbações podem ser úteis se você trabalha com elas corretamente. Não importa o que nos aconteça, o importante é que isso vem de uma única Fonte, até que realmente sintamos que estamos no exílio espiritual.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 13/04/11, Shamati

A Primeira Inovação

Dr. Michael LaitmanEscritos do Rabash, “A Primeira Inovação”: Todas as inovações começam somente depois que a pessoa sai do amor próprio. Desta forma, a Torá não pode ser ensinada aos idólatras. Quando a pessoa está no Egito, ela não pode ser um Judeu porque está escravizada ao Faraó, o rei Egípcio. Enquanto a pessoa é uma escrava do Faraó, não poder ser uma escrava do Criador.

Isto está escrito com respeito a: “Os filhos de Israel são para Mim”, eles são Meus escravos e não escravos de escravos. Quando a pessoa serve a si mesma, ela não pode ser escrava do Criador, porque é impossível servir a dois reis ao mesmo tempo. Somente depois que a pessoa sai do Egito, isto é, do egoísmo, ela pode ser a serva do Criador. Então, ela pode receber a Torá. Acontece que a primeira inovação é a saída do Egito.

A pessoa que está dentro do seu desejo egoísta é chamada um “Judeu-novo”. Aquele que sobe acima de seu desejo egoísta, isto é, que sai do Egito, é chamado “Judeu” (Yehud) porque alcança a união (Ihud) com a Luz, o Criador.

É possível estudar a Torá, isto é, as maneiras de doação, somente ascendendo, saindo do Egito. Por isso está escrito que a Torá não pode ser ensinada aos idólatras, onde “não pode” significa é impossível. Isso é porque enquanto você permanece no desejo egoísta, você não entende nada da espiritualidade e não tem a menor chance de alcançá-la. Nos seus desejos e pensamentos você não pode se agarrar com força à ponta de qualquer corda que se estende desde o mundo espiritual.

Você precisa de meios auxiliares, e somente ao usá-los corretamente você alcançará o que deseja. Desta forma, todas as inovações e mudanças espirituais são possíveis somente depois de sair do Egito, isto é, do egoísmo. Até lá, não é possível entender nada. Até lá nós estamos em total escuridão e só podemos avançar com nossos olhos fechados de acordo com o conselho dos Cabalistas.

Isso é tudo que nos resta – entender quão oposto nosso mundo é do mundo espiritual. Para ascender da escuridão à Luz, não nos irá ajudar dar uma volta de 180 graus. Isso é porque nossa escuridão é a escuridão do Egito, que não se dirige à Luz. Somente gradualmente, por meio de ações corretas, alcançamos o desejo correto. Mesmo que ele também seja egoísta, ainda assim, devido a influência da Luz, nós podemos sair do Egito para a intenção altruísta de Lishma (Em Nome Dele).

Está se falando de estados que estão totalmente separados entre si. A pessoa que está no mundo mais inferior, isto é, no estado egoísta, na intenção “para a recepção”, é incapaz de entender os planos e ações daqueles que são movidos pela doação. Um não tem qualquer contato com o outro. Eles são programas completamente diferentes que não se cruzam um com o outro de forma alguma.

Em relação ao mundo espiritual, nosso mundo não existe. Ele é manifestado somente na imaginação da pessoa como uma realidade preliminar e imaginária que é necessária para entrar na realidade espiritual, que é a única que existe. Tudo que vemos e imaginamos aqui é semelhante às visões de uma pessoa que está inconsciente.

Desta forma, todas as inovações, alcances, e cálculos verdadeiros começam com a saída do Egito.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 12/04/11, Escritos do Rabash

Usar O Feriado Como Um Trampolim

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual deve ser o foco do Kli mundial agora, de modo que possamos sentir que estamos no Egito e que realmente desejamos sair dele?

Resposta: Nós temos que permanecer em uma subida, em vez de uma descida. Cada um de nós, e todos juntos, nunca deve descer ou desviar-se da ordem estabelecida, porque isso definitivamente nos lançará para baixo.

Nós devemos nos voltar rapidamente para a semana da Páscoa e nos preparar, entendendo o que significa o êxodo do Egito. Devemos nos preparar para essa inspiração e isso emerge com toda nossa força. Quanto mais poderosa for a nossa aspiração, mais seremos influenciados pelas Luzes da Páscoa.

Nós devemos realizar isso agora. Antes de tudo, devemos estar unidos. Não é uma única pessoa que sai do Egito, mas todos sem exceção: mulheres, homens, crianças e idosos. Esta é a unificação em direção do êxodo comum. Isto é o que devemos pensar, sempre mantendo a intenção.

Falta menos de uma semana para o feriado. O “feriado” é um sinal externo, mas ao usar esses sete dias seremos capazes de nos unir, para criar tal conexão e intenção nas lições que nós “empurrará” para a frente.

Algumas pessoas estão experimentando uma descida e outras uma subida. Outras ainda estão fervorosamente sofrendo alterações. Mas nós precisamos de todos esses estados. A pessoa deve valorizar uma descida do mesmo modo que uma subida, pois uma não existe sem a outra.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/04/11, Escritos do Rabash

O Exílio É A Preparação Para Revelação

Dr. Michael LaitmanO Zohar , Capítulo “A Páscoa, Shemot (Êxodo)”, Item 246: Por que o Criador deseja levar Israel até o exílio no Egito? Por que o exílio, e por que especificamente no Egito?

Se você não pertence a “Israel” (em hebraico “Isra-El” significa “direto ao Criador”), ou seja, se você não aspira a alcançar o Criador, tornar-se igual a Ele pela qualidade de doação e amor, então você não tem que descer ao Egito, isto é, sofrer devido à falta de uma conexão com o Criador. Em vez disso, você continua vivendo sem esses problemas.

Mas se você aspira a alcançar o Criador, você tem que querer isso muito e preparar este desejo. A maneira de prepará-lo corretamente é no estado chamado de “exílio”: a sensação de exílio do estado perfeito.

No exílio, nós adquirimos a aspiração, a necessidade e o desejo em todos os mínimos detalhes, formas e qualidades, que mais tarde participam da revelação do Criador, a redenção do exílio. Portanto, o exílio é uma preparação importante e ela não termina até que um verdadeiro desejo de revelação esteja pronto.

Isso porque não há Luz sem desejo. A Luz é simples, mas só quando o desejo atinge as qualidades que devem estar presentes nele com sua profundidade, força e forma, é que a satisfação se revela nele.

Portanto, não adianta chorar sobre o porquê de não termos atingido ainda a revelação. Isso significa que ainda não concluimos a preparação do desejo em toda a sua plenitude, para que ele se revelasse como o vaso corrigido e adequado para a revelação da Luz. Nós temos que trabalhar nos desejos, ao passo que a Luz está em repouso absoluto e pronta para ser revelada.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/04/11, O Zohar