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Nova Vida # 620 – Selichot

Nova Vida # 620 – Feriados E Festivais: Selichot
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Tal Mandelbaum ben Moshe

Resumo

Quais são as leis da natureza representadas pelas Selichot (expiações) do mês de Elul? Como é possível descobrir essas leis e que forças serão reveladas no nosso povo se começarmos a tentar se conectar entre nós?

As Selichot indicam o processo que temos que passar de transcender nossa natureza egoísta. Essa não é uma questão de pedir perdão a alguém. O que garante que no momento seguinte eu vou me comportar melhor?

É impossível entender o que as Selichot são olhando-se as práticas populares, mas somente na verdade que está latente nelas. Os costumes israelenses apontam para as leis ocultas da natureza. Os costumes fornecem uma preparação, até que nos aproximamos da verdade: a revelação das leis ocultas da natureza. Existem várias camadas na natureza, leis da natureza, elas são a camada interna apontada pelos costumes de Israel. Para descobri-los, é preciso se familiarizar com a fórmula geral do sistema da natureza em que vivemos.

A lei das Selichot diz que devemos examinar bem a nossa natureza; ela é totalmente egoísta. Nestes dias nós podemos reconhecer o mais alto nível ao qual devemos subir, o “nível Falante”. Neste nível nós estamos conectados em completa harmonia. Mas a nossa natureza atual é o seu oposto!

Elul = “Ani Ledodi VeDodi Li” (“Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu” – Cântico dos Cânticos 6:3). Se eu precisar de ajuda para amar os outros, a força superior virá para me ajudar.

Que ele deve pedir perdão, é não tirar vantagem dessa oportunidade que tivemos para se conectar. Como funciona o mecanismo desta correção?

Nós devemos pedir perdão por não ter aproveitado a oportunidade que tivemos para se conectar. Aquilo para o qual vale a pena pedir perdão é não ter aproveitado a oportunidade que tivemos para se conectar. Como vamos ativar esse mecanismo de correção? A Cabalá lida com este método de conexão.

Israel tem uma grande obrigação para com o mundo; nós devemos levar todos à conexão e amor. O trabalho de conexão mútua leva à força superior que é revelada nas conexões entre nós. É precisamente através da divisão e do ódio que podemos avançar em direção à conexão, “… assim como a luz é melhor (mais excelente) do que as trevas” (Eclesiastes 2:13).

De KabTV “Nova Vida # 620 – Feriados e Festivais: Selichot“ 01/09/16

Tu B’Av: O Amor Que Transcende O Ódio

laitman_285_01Queridos amados amigos, filhos e netos!

Congratulo-me com todos vocês pelo feriado de Tu B’Av! Tu B’Av é um feriado especial que simboliza o amor, relacionamentos construídos acima do ódio, acima da destruição do Templo, que foi destruído por causa do ódio pessoal e mútuo entre nós. Nós o corrigimos quando subimos acima dele e, assim, atingimos o grande amor: “E amarás o teu amigo como a ti mesmo” (Levítico 19:18).

Este é um sentimento especial de conexão entre nós chamado de amor verdadeiro, que nos eleva ao nível da eternidade, plenitude e expansão infinita de nossos sentimentos e pensamentos. Nós começamos a sentir que existimos eternamente, totalmente em cada sentimento, em todas as informações, tudo, que todas as outras pessoas se relacionam conosco apenas com amor. Imagine a sensação de que todo mundo ama você; todo mundo olha para você e se relaciona com você como seu filho! Precisamos dar a cada um de nós este sentimento.

Isto é o que Tu B’Av simboliza, construído especificamente acima do ódio entre nós que descobrimos entre nós hoje. Vamos apressar a sua descoberta!

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 11/08/16

O Dia Do Amor

laitman_572_02Comentário: O dia 15 de Av, o dia do amor, ocorre uma semana após o trágico dia 09 de Av …

Resposta: De acordo com nossas fontes, esse é o dia em que as mulheres jovens de Jerusalém saíam vestidas de branco para os pomares e vinhas e cantavam Os jovens se juntavam a elas e escolhiam a sua noiva. Isso é o que caracteriza este feriado.

Comentário: Muitos acreditam que o dia 15 de Av é semelhante ao Dia dos Namorados e que não está profundamente enraizado na tradição judaica.

Resposta: Este feriado é mencionado nos escritos há 3000 anos, e por isso eu acredito que é uma tradição. Os nossos feriados e dias especiais devem ser divididos entre os que já têm sido cumpridos em nosso calendário e aqueles que ainda não foram cumpridos. Nós devemos entender que há feriados e datas especiais que só Israel já passou e aqueles que o mundo inteiro, toda a humanidade, tem que passar.

Nós celebramos determinadas datas, visto que elas aparecerão somente no futuro, como Purim, por exemplo. Na verdade, elas foram reveladas até certo ponto, e houve tal evento como esse na nossa história, tal problema surgiu, e como de costume eles quiseram destruir toda a nossa nação na antiga Babilônia, e nós conseguimos evitar isso com sucesso; nós saímos do exílio, etc. … Mas este feriado é basicamente a encarnação de um futuro estado e não de um evento histórico.

É o mesmo com o dia do amor. O dia do amor é basicamente o maior dia, o maior feriado! Amem! No entanto, não é o amor que os homens e mulheres jovens procuram nas vinhas, mas um tipo totalmente diferente de amor que é construído acima da correção do ego que provocou a destruição do Primeiro e Segundo Templos e que o período entre o dia 17 de Tamuz e 9 de Av simboliza. Trata-se do período da destruição dos dois templos e outros problemas e aflições que o povo judeu passou. E apenas uma semana depois, quando tudo isso passou e foi corrigido, um novo período começa.

É o momento em que vamos construir o templo, mas este templo está em nossos corações, na conexão entre nós. Nós procuramos um parceiro espiritual, e o parceiro espiritual, tanto para homens como para mulheres, é a força superior, o Criador. Nós nos conectamos a Ele e, juntos, recebemos satisfação, prazer e iluminação absoluta, a revelação do mundo real. Nós existimos nele e não apenas em um pequeno fragmento deste mundo. Todo o processo simboliza a correção, a reconstrução do Templo, e a transição do ódio ao amor.

Pergunta: É isso o que o dia 15  de Av, o dia do amor, simboliza?

Resposta: Basicamente sim, mas é um feriado para o qual não temos nenhuma data especial, porque é aparentemente comemorado em Purim. Purim é o feriado da liberdade, o feriado de correção somente para o povo judeu, enquanto que agora estamos nos aproximando de um estado em que vamos celebrá-lo com o mundo inteiro. É dito no livro dos Salmos que o Terceiro Templo será chamado de “casa de oração para todas as nações”. Essa é a razão do dia 15 de Av parecer semelhante ao Dia dos Namorados. Simbolicamente isso indica que este será um feriado de amor para o mundo inteiro.

Pergunta: Nós podemos compará-lo com os feriados de todas as religiões?

Resposta: Sim, parece ser externo à religião, como a sabedoria da Cabalá.

Comentário: O senhor disse que ele vai ser um feriado que pode ser celebrado a qualquer momento …

Resposta: Isso é verdade, pois o que mais queremos dizer com a reconstrução do Terceiro Templo? É um estado em que nos conectamos em um único sistema chamado homem, Adam, da raiz hebraica “Domeh – assemelhar-se”, assemelhar ao Criador. Quando este sistema estiver conectado pelas forças positivas, quando toda a humanidade estiver conectada junto, ele será chamado de Terceiro Templo. O Criador será revelado no sistema de conexão positiva, a força superior do mundo, e, portanto, vamos viver no que chamamos o Terceiro Templo, em um mundo totalmente diferente, em uma sensação de eternidade e plenitude. Será como um verdadeiro dia de amor, como está escrito: o amor irá cobrir todas as nossas transgressões, e ama teu amigo como a ti mesmo, etc., o que significa que este é o estado final de toda a humanidade. Vamos alcançá-lo pela força, pela vara, ou de uma forma racional e inteligente, como a sabedoria da Cabalá nos aconselha a fazer, de forma rápida e fácil.

Comentário: O dia 15 de Av é um indício do estado sublime que nós chamamos de Terceiro Templo.

Resposta: Sim, ao mesmo tempo, uma jovem mulher simboliza toda a humanidade e um jovem simboliza o Criador. Isto é o que a sabedoria da Cabalá descreve e explica. É impossível imaginar que o rei Salomão, um grande Cabalista que nos deixou uma obra-prima, simplesmente escrevesse sobre o amor! O dia 15 de Av, o dia do amor, é o maior feriado porque todos os outros feriados representam como nós o alcançamos, e ele vem no final, no final do nosso desenvolvimento.

Pergunta: O que nós encontramos por trás do amor absoluto que alcançamos?

Resposta: É apenas uma condição, a conexão de duas forças opostas, de dois atributos, em um; a nova energia que se desenvolve no topo dessa conexão, a consciência, a compreensão, a sensação, nos eleva ao próximo nível, que não é descrito em nenhum lugar. A sabedoria da Cabalá apenas nos fala sobre como devemos chegar a esse estado. O que há além disso? Não nos é dito, porque não podemos compreendê-lo. Nós não temos os sentimentos ou a mente para compreender o próximo nível.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 11/08/16

O Dia 9 De Av

laitman_229O dia 9 de Av é um estado em que o egoísmo nos domina, separando e destruindo tudo de bom que pode existir entre nós. É um estado chamado de destruição do Beit HaMikdash (Templo).

Hoje nós estamos exatamente nessa situação. Ninguém tem bons sentimentos para com os outros, por isso cabe a nós começar a reconstruir o nosso templo, a construção do Terceiro Templo: o estado de unidade e complementação mútua, elevando-se acima do ódio, arrogância e orgulho.

Nós precisamos criar uma conexão entre nós onde a força do bem chamada Criador será revelada. Por enquanto, ela ainda está oculta em nosso mundo. No momento em que estabelecermos conexões adequadas e boas, a bondade do mundo será revelada em nós e nós vamos mostrar ao mundo inteiro como construir o Terceiro Templo para todos os povos, como está escrito: “A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos “(Isaías 56:7).

Eu desejo que todos os trágicos acontecimentos que estão acontecendo com o nosso povo parem, que possamos reconhecer e compreender o que está causando-lhes, e possamos arrancá-lo, elevando-se acima com uma conexão de amor. Que possamos fazer isso com sucesso!

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 10/08/16

 

Esteja Preparado Para O Dia Nove De Av

laitman_293Comentário: O dia 9 de Av é um dia trágico na história judaica, quando o Templo foi destruído, quando o Monte do Templo foi destruído, e quando os judeus foram expulsos da Inglaterra, França e Espanha. O primeiro gueto foi fundado no dia 9 de Av. E foi no dia 9  de Av que os judeus foram retirados do Gueto de Varsóvia para serem mortos.

Resposta: Esta é uma data crítica. Hoje, o maior egoísmo está sendo revelado, ou seja, o atributo negativo dos seres humanos, que é oposto à força natural positiva, que chamamos de natureza ou Criador. É o atributo positivo que devemos expor e revelar.

Uma pessoa armada com o conhecimento vê com antecedência o que é permitido e o que é proibido, onde pode pisar e onde não deve. Assim, ela passa com mais facilidade pelas mesmas situações que uma pessoa que não tem nenhuma informação.

Embora ela possa gastar muito tempo estudando e se desenvolvendo em aprender a sentir o perigo, vale a pena, porque, no final, ela avança de uma forma normal. Ela entende que deve resistir ao seu ego, e sabe como combatê-lo. Ela sabe que é necessário estudar sistematicamente sobre si mesma em um grupo com os outros o que aprendemos com a sabedoria da Cabalá.

Assim, nós podemos superar todos os problemas que devem ser revelados dentro de nós em uma ordem pré-determinada, porque se eles não são revelados, eles estão em ocultação e é impossível corrigi-los.

Se nos preparamos adequadamente para esses problemas com antecedência, eles são revelados a nós na medida em que queremos e em um ritmo que somos capazes de corrigi-los. No entanto, se não estamos preparados para eles, eles ocorrem na forma de desastres como Holocausto, expulsão, pogroms e outros problemas.

É assim que sempre acontece. Portanto, a sabedoria da Cabalá nos adverte e diz que temos que avançar conscientemente, cada vez mais fortemente conectados uns aos outros. Na verdade, não estamos conectados a todos, e estamos ficando ainda mais distantes e cada vez mais divididos a cada dia.

Há grandes círculos em Israel que estão dividindo a nação e dando um exemplo de oposição aos outros. Eles funcionam apenas para seu próprio benefício, não em prol do Estado ou do povo. Infelizmente, tudo isso está nos levando para outro desastre, e estamos nos aproximando de acontecimentos desagradáveis, enquanto que nós, de acordo com a sabedoria da Cabalá, apesar da nossa separação, do imenso egoísmo que sempre reside em nós e cresce constantemente, devemos nos unir, apesar de tudo e acima de tudo, como está escrito: “o amor cobre todas as transgressões”. Ele não vai corrigi-las, mas cobri-las.

Nós não precisamos prestar atenção ao fato de que temos esses motivos negativos entre nós. Isso é natural como a nação mais desenvolvida, mas, apesar de tudo, temos que nos aproximar.

Existe um método para se aproximar, que a sabedoria da Cabalá explica de forma precisa, e nós temos que implementá-lo.

Pergunta: A preparação para uma possível queda no dia 9 de Av é que quando a queda vem ela possa ser imediatamente coberta por amor?

Resposta: Sim, uma semana depois do dia 9 de Av é o dia do amor, porque de acordo com o plano da criação, depois de todos os problemas, chegamos à unidade e amor.

Está basicamente em nossas mãos, e eu espero que as pessoas que estão longe da sabedoria da Cabalá, incluindo aquelas que se opõem a ela, ainda entendam que o método de unidade está nessa sabedoria. Nós temos que tomá-lo sobre nós mesmos para realizá-lo e mostrá-lo a todo o mundo. Somente assim o mundo chegará à paz e tranquilidade.

Vamos esperar que possamos construir em nossos corações, entre nós, em nossa boa unidade, o que chamamos de Terceiro Templo e revelar o Criador nele, a força do amor entre nós.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 10/08/16

Os Muros Do Templo

laitman_937Pergunta: Por que especificamente no dia 17 de Tamuz houve um cerco no Templo e seus muros foram destruídos?

Resposta: Na verdade, a destruição física do Templo aconteceu neste dia, pois tudo o que acontece no nosso mundo desce e evolui desde o mundo superior. Isso é realizado pela primeira vez como um “campo de energia” e, depois, também em nosso mundo material.

O Templo é chamado de mundo de Atzilut; é a morada do Criador. Em todo o mundo de Atzilut existe o que se chama um Parsa (barreira, muro). Fora desse muro, abaixo do mundo de Atzilut, está todo o resto das características do nosso mundo. A função do muro que está entre o mundo de Atzilut (as características do Criador) e o nosso mundo (os nossos desejos e características) é possibilitar somente aqueles que são dignos de estar nesse nível a passar para o mundo de Atzilut, para o Templo. Ele aparentemente filtra as características. Dessa forma, impede aqueles que não são dignos e joga-os de volta.

A destruição dos muros do Templo simboliza que o mundo de Atzilut adquiriu as mesmas características existentes em nosso mundo, encontradas fora de seus muros. Como resultado da destruição, acontece uma mistura de todas as características do mundo de Atzilut e do nosso mundo inferior. Depois disso, começa o reconhecimento gradual de que as características do mundo da Atzilut são diferentes, apesar de tudo, e o esclarecimento e compilação das características do mundo de Atzilut, a partir da pilha geral das características misturadas.

Cabe a nós percorrer esse estado e construir o “Terceiro Templo” a partir das características corretas. Em seguida, ele não vai mais precisar de um muro, porque todo mundo vai habitar dentro do Templo. Sobre isso está escrito: “A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos” (Isaías 56:7). “Atzilut” (da palavra “Etzlo” – aproximar-se Dele) é a característica do Criador, para a qual todo mundo vai subir sem exceção. O mundo inteiro vai adquirir essas características e não haverá restrições em nada.

Se imaginarmos o templo em ruínas na forma de limalhas de ferro e o mundo da Atzilut como um ímã, então, as limalhas cujas características correspondam ao ímã começarão a ser atraídas a ele e ascenderão da mais leve a mais pesada. Está escrito: “Todos eles Me conhecerão, do menor ao maior Deles” (Jeremias 31:33).

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 11/07/16

Ynet: “Sair Dos Estreitos”


O meu artigo, “Sair Dos Estreitos” foi publicado no The Jerusalem Post em 28 de julho, de 2016.

As Três Semanas, ou Bein ha-Metzarim (“Entre os Estreitos”), que começam no dia 17 de Tamuz (comemorado no último domingo) e terminam no dia 9 de Av (comemorado este ano no domingo, 14 de agosto) marcam um período muito obscuro em nosso passado. Nos dias de Candy Crush e Pokémon Go, ninguém realmente quer saber disso, mas nós realmente devemos, porque a doença que devastou nossa nação 2.000 anos atrás nunca foi curada. Hoje, tal como naquela época, ela está criando todos os nossos problemas.

A Triste História sobre Kamtza e Bar Kamtza

O Talmude (Masechet Gitin) nos diz que antigamente, quando o Templo ainda estava de pé, um judeu rico em Jerusalém tinha um amigo chamado Kamtza, e um inimigo chamado Bar Kamtza. Um dia, o judeu rico decidiu fazer uma festa. Ele mandou o seu servo convidar seu amigo Kamtza para a festa, mas o servo convidou por engano seu inimigo, Bar Kamtza. O surpreso Bar Kamtza tomou isso como um gesto de reconciliação e aceitou o convite. Ele colocou suas melhores roupas e foi para a casa do homem que ele pensava não ser mais seu inimigo.

Quando o anfitrião percebeu que Bar Kamtza estava lá, ficou furioso e exigiu que ele fosse embora de uma vez. O mortificado Bar Kamtza pediu que o anfitrião deixasse-o ficar. Ele até se ofereceu para pagar a sua própria comida e bebida, e para todos os outros também. O anfitrião não só se recusou impiedosamente, mas ainda arrastou Bar Kamtza para fora de sua casa e o jogou na rua.

Humilhado e desonrado, Bar Kamtza prometeu vingança não só contra o seu exército, mas também contra os convidados, que apoiaram o anfitrião. “Eu vou caluniá-los diante do Imperador”, ele decidiu.

Bar Kamtza foi ao Imperador Nero e lhe disse que os judeus estavam planejando se rebelar contra ele. Depois de alguma astuta persuasão, o imperador estava convencido de que Bar Kamtza estava dizendo a verdade, e enviou o seu exército para destruir Jerusalém e o Templo.

Ao longo das gerações, essa famosa história tem simbolizado o ódio infundado que levou ao nosso declínio moral e social e ao nosso subsequente exílio. No atual clima social, ela não poderia ser mais pertinente. Como podemos ver, ler e ouvir todos os dias, os conflitos, as manipulações e a desonestidade nunca foram mais prevalentes entre nós. O sarcasmo e a zombaria que usamos um contra o outro apontam não para a nossa inteligência, mas para o nosso desagrado mútuo.

Hora de Reconectar Nossos Laços de Amor

As Três Semanas marcam o tempo entre a quebra dos muros de Jerusalém e a ruína do Templo. O Santo Shlah escreveu que “o ódio infundado causou a ruína do Templo”. De fato, como Baal HaSulam observou: “É uma vergonha admitir que um dos mais preciosos méritos que perdemos é o sentimento natural que conecta e sustenta cada um e cada nação. Os laços de amor que conectam a nação, que são tão naturais e primitivos em todas as nações, se degeneraram e se desprenderam de nossos corações, e se foram”. Como resultado, a única coisa que nos mantém juntos como uma nação é o ódio do mundo para conosco.

O mundo ocidental de hoje ainda oferece liberdade de expressão e liberdade de movimento aos judeus. Nós devemos usar essa liberdade para restabelecer o amor fraternal acima da nossa alienação e reconstruir nossa identidade. Agora, antes da porta da liberdade se fechar mais uma vez, a nossa nação deve trabalhar incansavelmente para se reconstruir a partir das ruínas do ódio infundado e perceber a vocação do nosso povo: para se tornar o modelo de uma nação verdadeiramente unida, que todas as nações vão querer imitar, a fim de que elas, também, possam se beneficiar desse poder exclusivo de unidade.

Construir Do Templo Interior

Ao refletirmos sobre a ruína do Templo, devemos considerar também o futuro. Quando O Livro do Zohar descreve a construção do Terceiro Templo, ele não fala de tijolos e arcos; fala de nossas conexões. Ele descreve o conserto de nossos corações despedaçados, que sofrem com a doença do ódio infundado. O Zohar explica como o mundo inteiro virá abraçar a conexão que irradia do povo unido de Israel. Portanto, a construção do Terceiro Templo é feita dentro de nós e entre nós, consertando nossos laços quebrados e cobrindo o nosso ódio com amor, ou como o rei Salomão escreveu: “O amor cobre todos os crimes”.

Assim como nós invocamos uma força negativa quando nos separamos, nós invocamos uma força positiva quando nos conectamos. Essa força inverte nossa desconfiança mútua em interesse mútuo e nosso isolamento em responsabilidade mútua. A beleza desse poder é que mantemos a nossa individualidade e cumprimos nossas características pessoais, contribuindo simultaneamente para a sociedade e recolhendo benefícios provenientes das contribuições dos outros. Desta forma, nós tecemos um “cobertor” de conexão que cobre a nossa separação.

O Gene da Unidade

O judaísmo de hoje está quebrado e fragmentado em mais peças do que qualquer um possa provavelmente contar. Mas o “gene” da unidade encontra-se latente em cada um de nós, e podemos trazê-lo de volta à vida, se assim desejarmos. Se, apesar dos nossos egos rotos, nós lutarmos para unir forças rumo ao nosso objetivo comum como uma nação judaica – para dar à humanidade o exemplo de unidade num momento em que ela tanto necessita – iremos realizar a nossa vocação.

Agora é a hora de ser proativos. O mundo está numa espiral descendente, e é claramente visível que o ego tem pelo menos um grande jogo nessa descida. Mas ninguém sabe como parar a nossa conduta suicida coletiva. Nós, os judeus, portadores do princípio “ama ao próximo como a si mesmo”, devemos enfrentar o desafio, rebaixar nossos egos, e se unir acima deles. Essa é a verdadeira e positiva mensagem que devemos tomar das Três Semanas, e é a única coisa que vai garantir a nossa segurança e felicidade em Israel e em todo o mundo.

Do The Jerusalem Post 31/07/16

A Queda No 17 De Tamuz

Laitman_632_3Pergunta: No 17 de Tammuz, depois que não restou nenhum animal aos Cohanim (sacrifícios) para os sacrifícios, estes cessaram no Beit HaMikdash (Templo). Quais eram esses sacrifícios?

Resposta: Sacrifício é uma ação muito interessante. Se eu reflito sobre quem somos nós, nós somos animais. Eu existo dentro do meu corpo e constantemente penso nisso. Enquanto ele está vivo, eu também estou vivo, e quando ele morre, já não existo. O sacrifício de meu animal indica que estou realmente sacrificando toda a minha vida bestial ao Criador.

Sacrifício (Korban) vem da palavra “Karov” (próximo). Ele simboliza a pessoa se aproximando do Criador. A pessoa anula seus desejos egoístas um após o outro e se eleva acima deles. Dessa forma ela se aproxima do Criador, a característica de doação e amor, anulando seu ego bestial. Ela gradualmente atinge proximidade com Ele.

O 17 de Tammuz, a data em que os sacerdotes terminaram com seus animais de sacrifício, indica que eles já não podiam se aproximar do Criador. Eles caíram de um nível espiritual e voltaram ao nível da besta; eles mesmos se tornaram “bestas”. Hoje, nós temos que nos elevar desse nível, uma vez que é também o que se diz sobre o nosso mundo: “Eles são todos como bestas” (ver Salmos 49:13).

O 17 de Tammuz simboliza a queda inclusive daquelas grandes pessoas que estavam em um nível espiritual, e aquelas características que estavam em cada pessoa ao sentir o Criador caíram ao nível da besta. A descida em prol da subida é uma mistura das características do Criador com as características da criatura.

Assim, o 17 de Tammuz também simboliza a queda coletiva do povo, a queda dos Cabalistas Cohanim mais elevados entre o povo e a queda de cada pessoa de seu nível espiritual, de tal forma que depois disso não resta nada além de destruição absoluta. Como resultado, nós começamos a perceber as condições para a correção.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 11/07/16

A Destruição Do Templo: O 17 De Tamuz

Laitman_633_4Pergunta: É dito no dia 17 de Tammuz, que Antíoco Epifânio queimou a Torá e trouxe a estátua de um ídolo para o Templo. Se olharmos para isso de uma perspectiva espiritual, o que isso significa?

Resposta: A Torá não se refere simplesmente às tábuas ou um rolo de papel com algo escrito nele. A Torá é Luz, uma força espiritual que desce de um nível superior que está cheio de amor e doação até pessoas que aspiram por esse nível.

O Templo se refere ao coração de uma pessoa. O fato de que uma pessoa está acima do seu egoísmo é chamado de santidade. Assim, quando o estado de amor e doação desaparece, a Luz Superior, a Luz de Hassadim (Misericórdia) desaparece e a santidade também desaparece, e em vez disso, a estátua de um ídolo (de egoísmo e amor próprio) é colocada no templo, que significa em nossos corações.

Esta é a razão dos seres humanos se curvarem aos ídolos. É claro, nós devemos purificar profundamente nossos corações, nossos atributos, nossas intenções e nossos sentimentos de todos os ídolos egoístas até que sejamos capazes de apontar nossos desejos na conexão integral entre nós, de modo que cada um de nós vai pensar apenas no bem-estar dos outros.

Pergunta: A queda do nível sagrado de conexão também é um ato de destruição?

Resposta: Sim, mas ele é essencial, pois, caso contrário, o Criador não será capaz de inserir seus atributos na criatura. Os atributos devem ser opostos e, ao mesmo tempo, incluir um ao outro dentro deles: o Criador deve incluir os atributos da criatura, e a criatura deve incluir os atributos do Criador.

Assim, eles vão começar a criar atributos que entram em contato, que podem se assemelhar um ao outro, um oposto ao outro; o Criador desce até a criatura graças à incorporação dos atributos da criatura dentro Dele, e a criatura pode subir, pelo menos um pouco, acima da sua vida, o que significa acima de seus atributos e desejos, e chegar ao nível do Criador.

Assim, eles cooperam mutuamente. Isso resume todo o princípio da correção chamada Tzimtzum Bet (a segunda restrição).

É importante dizer que a penetração mútua dos atributos opostos não decorre do dia 17 Tammuz ou do dia 9 de Av, mas do pecado de Adão, porque é lá que existe o sistema de conexão mútua e equivalência de forma da criatura com o Criador graças ao pecado e o choque dos atributos polares.

Assim, a cadeia de subidas e descidas deve ocorrer regularmente em cada pessoa. Portanto, eu lhes desejo todas as descidas exitosas, que devem ser seguidas cada vez por uma subida!

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 11/07/16

O 17 De Tamuz

Laitman_043Pergunta: O que você pode nos dizer sobre o dia 17 de Tamuz?

Resposta: Todo o período após o feriado de Shavuot e a entrega da Torá, ou seja, a “descida” do sistema de unificação e elevação acima do ego humano, é retratado por nós como uma fase muito complexa. É impossível simplesmente conseguir a realização do método de correção entre o povo judeu ou toda a humanidade sem complicações sérias. Nós vemos que cada ação, até mesmo a melhor, deve começar com um sofrimento, um impulso, um entendimento de que ela não pode ser realizada, que exige sacrifícios, e isso representa, especificamente, os eventos do 17 de Tammuz que fornecem uma resposta a esse assunto.

O 17 de Tamuz é uma data trágica na história do povo judeu. Foi o início da destruição do Beit HaMikdash (Templo) em Jerusalém. Em todas as épocas essa data foi marcada pela tristeza. Ela simboliza o começo de se tornar-se consciente da nossa incapacidade de realizar o plano da criação, ou seja, a correção direta da natureza humana.

Afinal, para corrigi-la, devemos incorporar todas as nossas características com as do Criador. Esse é um ponto muito interessante porque não há nada de positivo sobre nós!

A incorporação das características positivas do Criador com as características negativas da pessoa, a fim de mudar a sua forma a partir de uma “confusão”, só pode acontecer com destruição, com uma quebra. Caso contrário, é impossível reunir as duas características, as duas categorias opostas.

Isso é conseguido apenas através de uma “explosão”, como na formação de ligas metálicas ou na formação de uma mistura de óleo e água. É realizado somente através de uma colisão forte e agitada.

É assim como as paredes do Templo foram desintegradas e, em seguida, o próprio Templo foi destruído. Tudo foi quebrado e moído em pó! Então, por milhares de anos, o povo judeu suportou muito sofrimento, incluindo o Holocausto, expulsão, extermínio e pogroms.

Nós chegamos a um estado onde, através do estudo da sabedoria da Cabalá, sob a influência da Luz Superior, nós estamos começando a diferenciar a verdadeira bondade da maldade, as características do Criador das características da criatura. Ao separar e corrigi-las, nós as colocamos como duas linhas umas contra as outras e permanecemos na linha média entre elas, combinando bem e mal na correta relação recíproca uns com os outros.

O 17 de Tammuz (Yud-Zayin Tammuz) representa o início da quebra explosiva através e pelo poder da entrada mútua das duas propriedades opostas do Criador e da criação.

O egoísmo e as características do Criador (a propriedade de amor e doação) podem existir separadamente por si mesmos. Mas quando eles entram em contato, uma explosão ocorre sem a qual é impossível reconhecer o mal da nossa natureza e começar a sua correção.

É nessa entrada explosiva das forças do bem na força do mal, que têm dentro delas as chamadas Reshimot, registros informacionais pelos quais gradualmente, com a ajuda da Luz Superior, é possível colocar o ego no menor estado e obriga-lo a servir a bondade das características de doação e amor, uma vez que não se pode fazer qualquer coisa.

Portanto, do ponto de vista da sabedoria da Cabalá, estes são períodos essenciais. Eles existiam desde o início dentro do plano da criação, mesmo antes de sua realização em nosso mundo, começando com o cerco do Templo em Jerusalém seguido por sua destruição.

Nós já passamos por tudo isso, e agora, se nos comportarmos corretamente, poderemos esperar apenas bons tempos de correção e a realização correta das Reshimot que são encontradas dentro do nosso egoísmo.

Para isso, devemos atrair a Luz Superior para sermos capazes de distinguir com a sua ajuda onde há uma característica má e onde há uma característica boa, como separar entre elas, e a forma de corrigir uma em relação à outra. Se abordarmos a correção corretamente, nenhum mal mais será revelado no mundo, porque todas as características negativas da criatura já foram reveladas no passado.

A sabedoria da Cabalá nos possibilita começar com uma limpeza fundamental e o esclarecimento de nossas características, para avaliar de forma clara os estados que atravessamos, para escolher o lado positivo em relação ao negativo, e para colocá-los corretamente um diante do outro.

Assim, a partir da conexão entre eles, poderemos construir um único campo e uma conexão correta entre nós que será chamada de “Terceiro Templo”, o desejo comum que irá revelar a força superior e um novo nível de existência para nós.

Eu espero que esses dias sejam usados como um impulso para reconhecer o que está acontecendo e que as pessoas comecem com uma correção para se mover correta e facilmente pelo esclarecimento do mal em sua natureza.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 11/07/16