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A Quem Pedir Perdão E Para Quê? Parte 1

laitman_571_02Pergunta: Durante estes últimos dias do ano judaico é costume pedir perdão a entes queridos e ao Criador por tudo o que fizemos. De onde vem essa tradição?

Resposta: Em primeiro lugar, nós precisamos entender quem é o Criador: é a força superior da natureza. Não podemos alcançar essa força por si só.

Ela se manifesta no fato de ter criado a criação, que é o desejo de desfrutar, para receber preenchimento, e a preenche na medida em que esse desejo se torna semelhante à força superior.

Se a criação, o desejo de receber, torna-se semelhante ao Criador, doação, então o Criador a preenche, e, nessa medida, a criação começa a revelar seu criador.

Inicialmente, as pessoas são completamente opostas ao Criador; elas pensam no seu próprio prazer e não querem dar nada a ninguém.

No entanto, se soubermos como mudar nossa natureza com a ajuda da sabedoria da Cabalá, vamos começar a revelar o Criador, a força de amor e doação, que nos dá preenchimento, saúde, sentido de passado, presente e futuro e perfeição, e nos eleva acima do tempo, espaço e movimento par o mundo de bondade absoluta.

E tudo isso é apenas conforme a nossa equivalência com essa força de doação e amor que se chama Criador. Então, onde está esse Criador? Ele está na conexão entre as pessoas se nos unirmos uns com os outros. Todos os níveis da natureza: inanimado, vegetal, animal e humano estão conectados em um único sistema. O ser humano está acima de todos os outros nesta hierarquia, e a conexão entre todas as partes desse sistema depende somente dele.

Na medida em que uma pessoa for capaz de estabelecer boas conexões entre todos e transformar esse sistema em um único sistema integral, interconectado, equilibrado e amável, com base na ajuda mútua e amor, o Criador, a força superior, será revelado nesse sistema.

Toda essa rede na qual existe a criação é chamada de um “local” que é preenchido com a força superior. É impossível revelar essa força em qualquer lugar além deste, deste vaso, que é tecido a partir de nossas relações mútuas. Quanto mais forte a nossa conexão, mais forte é essa revelação. Essa é a única maneira de sentir o Criador; não há qualquer outra maneira.

A relação de uma pessoa para com outras pessoas define a relação dela com o Criador. Quanto mais amável tornamos nossas conexões mútuas, mais iremos revelar a força superior que se manifesta entre nós.

Não há razão para pedir perdão ao Criador até que a pessoa pague todas as suas dívidas às criaturas, às outras pessoas. Se estabelecermos boas relações entre nós e fornecer ao Criador o lugar para a revelação, esse será o nosso apelo a Ele e o nosso pedido de perdão.

Nós não somos obrigados a fazer qualquer outro arrependimento diante do Criador além daquilo que implementamos nas relações com os outros. Caso contrário, seria apenas hipocrisia.

Por que eu pediria perdão ao Criador se pudesse construir um lugar corrigido onde Ele poderia ser revelado e não o fiz? Afinal de contas, esse é todo o meu trabalho, e, em vez disso, eu choro e apelo a Ele em busca de ajuda. Por que Ele precisa me salvar se eu mesmo não fiz nada para isso?

De KabTV “Nova Vida” 27/09/16

Nova Vida # 441 – Os Feriados De Tishrei: À Procura Do Criador

Nova Vida # 441 – Os Feriados De Tishrei: À Procura Do Criador
Dr. Michael Laitman Em Conversa Com Oren Levi E Nitzah Mazoz

Resumo

Quais são os estágios que uma pessoa atravessa no caminho para procurar o Criador, como a conexão entre nós pode contribuir para descobri-Lo e por que especificamente na temporada de feriados nós temos a oportunidade de se aproximar Dele?

No início da criação, nós estávamos em contato com a força que nos criou. Éramos como um embrião no útero de sua mãe. A ocultação foi feita para possibilitar o nosso crescimento, para entender quem e o que é o Criador e para ser como Ele. Assim, uma pessoa não vê o Criador. E ela deve tentar localizá-Lo, como na brincadeira de esconde-esconde, dentro e em torno de si mesma. A divisão que separa uma pessoa e o Criador é composta de cinco mundos (Olamot), ocultações (Ha’alamot), 125 níveis.

Em cada nível nós transformamos a falta de compreensão e sentimento em compreensão e sentimento. Nós adquirimos as características do Criador. A ocultação é encontrada dentro do meu coração e mente. Eu expando e transformo as características de meu coração e mente. Tudo o que eu penso e quero vem Dele. Não há outro além Dele. E eu sou apenas um ponto que distingue isso. Descobrir o Criador é o papel de uma pessoa no mundo.

Os Cabalistas que já descobriram isso existem para ajudá-la. Em cada geração, há aqueles em quem o impulso é despertado para descobrir o Criador. Alguns deles deixaram escritos para nós.

Hoje é uma época singular em que há muitas pessoas que querem descobrir o Criador. Procurar em conjunto é muito mais fácil. Nos níveis da conquista do Criador, o nível de dificuldade sempre aumenta, mas os Cabalistas ajudam.

A futilidade e o vazio que se faz sentir hoje são projetados para aproximar a pessoa da procura do Criador. O feriado de Sukkot é quando aqueles que procuram o Criador começam a sentir ondas de calor e abraços Dele.

De KabTV “Nova Vida # 441 – Os Feriados De Tishrei: À Procura Do Criador”, 05/10/14

Nova Vida # 627 – Yom Kippur: Ascensão Espiritual

Nova Vida # 627 – Yom Kippur: Ascensão Espiritual

Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Tal Mandelbaum ben Moshe

Resumo

Qual a influência a sociedade tem sobre uma pessoa em conformidade com os costumes do Yom Kippur, qual é a essência do pacto que devemos fazer com a força superior, e sobre quais transgressões devemos expiar neste feriado? Yom Kippur tem um poder especial em Israel e influencia a todos. Yom Kippur é uma oportunidade para a introspecção, pensando em “por que estou vivo” e “qual é a essência de minha vida”.

Transgressões entre uma pessoa e outras pessoas é, basicamente, uma mudança na natureza humana, o ego. Sua atitude em relação a todo o seu ambiente deve ser como a sua atitude em relação a si mesmo. A transgressão é usar o seu ego para tirar vantagem dos outros. Transgressões entre o homem e Deus significa que “você não se relaciona com toda a realidade como se fosse você.

“Yom Kippur” significa que você precisa corrigir a si mesmo, até conectar-se com toda a criação, com um único coração.

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De KabTV “Nova Vida # 627 – Yom Kippur: Ascensão Espiritual”, 17/9/15

OBS: Audio e Vídeo em idioma inglês

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Nova Vida # 626 – Yom Kippur: O Eu E A Realização Social

Nova Vida # 626 – Yom Kippur: O Eu E A Realização Social
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Tal Mandelbaum ben Moshe

Resumo

Qual é a fonte desse sentimento especial em Israel durante os feriados de Tishrei? Como podemos voltar atrás e ser novamente uma nação coesa em sua terra e qual é o papel do Yom HaKippurim para o povo de Israel?

Yom Kippur é um dia especial porque as pessoas em Israel o tornam assim aqui. Ele é sentido de forma diferente no exterior, por exemplo. Em Yom Kippur a pessoa deve fazer um balanço pessoalmente, mas isso não pode ser feito sozinho; só pode ser feito em conjunto.

Rosh Hashaná é um dia para reconhecer que há um rei, uma força superior, o poder  total da natureza que cuida de tudo. A sabedoria da Cabalá nos ensina a expandir os limites do nosso mundo e descobrir essa força. Para fazer isso, a pessoa deve transcender seu egoísmo estreito, abolindo as fronteiras entre si e os outros.

Abraão falou sobre esse princípio: “E amarás o teu amigo como a ti mesmo” (Levítico 19:18), que era a base para nos tornar o povo de Israel. Quando anulamos os limites entre nós, somos verdadeiramente o povo de Israel, dignos da terra de Israel. Após 2.000 anos de exílio voltamos aqui para reconstruir. Essa é apenas uma oportunidade.

Nós temos que fazer alguma introspecção. Isto é representado para nós no Yom Kippur pela história do profeta Jonas. Jonas representa a nação de Israel e seu papel no mundo: ensinar as pessoas a se conectar melhor. Sabe-se que as pessoas pagam muito pelo direito de ler o “Maftir Yonah”. Este é um remédio para o sucesso. Na verdade, se entendermos qual é a nossa missão e a realizarmos tanto dentro de Israel como no mundo, tudo ficará bem.

Afinal, a Europa está em colapso, o Oriente Médio está em chamas, e o mundo inteiro está chocado e nos culpa, como sempre. Este ano, em Israel, nós estamos começando a entender que não há nenhuma conexão entre nós, exceto quando há problemas externos. Cabe a nós encontrar uma maneira de se conectar, e há um método claro e preciso para isso que vem da sabedoria da Cabalá.

De KabTV “Nova Vida # 626 – Yom Kippur: O Ego E A Realização Social”, 17/09/15

Nova Vida # 773 – Costumes De Rosh Hashaná

Nova Vida # 773 – Costumes De Rosh Hashaná
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Tal Mandelbaum ben Moshe

Resumo

A raiz de Rosh HaShanah (Cabeça do Ano, Ano Novo) é o nascimento espiritual do primeiro homem que descobriu a força geral da natureza. Essa é uma força oculta que inclui todas as leis e forças da natureza que podem ser descobertas se nos tornamos iguais a ela. Rosh Hashaná é considerado como o dia em que Adam HaRishon (o primeiro homem) descobriu o Criador, Bore, das palavras hebraicas “Bo-Reh” – “Venha e Veja”.

Nós fomos criados com um desejo de receber egoísta e devemos reconhecer o mal nele, nos mantermos afastados dele e nos voltarmos ao Criador. Rosh Hashaná é uma fase no caminho para a correção em que queremos coroar a força do bem acima do mal em nós. Todos os nossos costumes são uma réplica das ações espirituais internas da correção do mal em nós.

Soprar o Shofar simboliza ações espirituais sublimes, que são muito difíceis de explicar em linguagem simples. A saudação “um ano bom e doce” simboliza a necessidade de adoçar a inclinação ao mal, descascar o desejo de receber a partir da intenção egoísta, e cobrir o nosso desejo de desfrutar bruto com uma boa intenção, “a fim de doar”. Essa é a inclinação ao bem. A chave para um ano doce é como usamos o desejo de desfrutar: se é para o meu próprio bem ou para benefício dos outros.

O ditado, “que possamos ser a cabeça e não a cauda”, significa que não devemos seguir os nossos pensamentos egoístas, mas que o Criador deve nos controlar; que pelo poder do amor, da doação e da conexão, Ele deve reinar sobre nós e guiar cada ação em nossa vida.

“Que os nossos direitos (Zchuyot) devem ser muitos como uma romã” – vem da raiz “Zachut“, que significa “pureza” e refere-se à purificação do nosso ego para realizar o maior número de ações para o bem dos outros e, no caminho, também para o bem do Criador. As boas ações são ações que vêm após a correção da inclinação ao mal e antes disso tudo é ego.

Rosh Hashaná é de fato o tempo para o reconhecimento do mal, o desejo de mudar a nossa cabeça e de coroar o Criador. Em vez de ter a força de recepção, com a qual fomos criados, que nos governa, queremos que a força de doação nos governe.

De KabTV “Vida Nova # 773 – Costumes De Rosh Hashaná “, 27/09/16

Nova Vida # 772 – Selichot Entre Uma Pessoa E O Lugar

Nova Vida # 772 – Selichot Entre Uma Pessoa E O Lugar
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Tal Mandelbaum ben Moshe

Resumo

Deus, o Criador, HaVaYaH, o lugar, todos esses nomes se referem à força superior que criou o desejo de receber. O Criador preenche o desejo de receber na medida em que o desejo de receber se assemelha ao Criador que doa. O Criador reside nos laços de doação entre pessoas que se conectam. Este é o lugar.

Diz-se que é inútil pedir perdão ao Criador se você não tiver corrigido seus relacionamentos com os outros. Portanto, Selichot (orações de perdão) devem vir a partir da conexão entre as pessoas em um grupo. Este é o lugar onde o Criador é revelado. O ajuste de contas pessoal é até que ponto estou conectado a todos em boas relações. Não existe nenhuma conta de mim mesmo.

O distanciamento do Criador durante os 2.000 anos de exílio distorceu nossa verdadeira percepção da busca da alma. Tudo o que uma pessoa faz está escrito no livro; nós estamos todos encerrados em uma rede e cada movimento que fazemos é registrado na rede. Você afeta a rede, de modo que deve constantemente se certificar de que a rede está conectada e não desconectada. Não saber o seu dever não o exclui da punição. Se você não reforçou as conexões na rede, é como se você causasse a desconexão.

Perdão, remorso pelo passado, e receber no futuro estão todos incluídos na busca da alma de uma pessoa, e assim ela corrige sua atitude para com a rede; ninguém pode executar essa correção para ela. O perdão entre uma pessoa e seu amigo é se voltar a alguém em certo ponto, esclarecendo e corrigindo a atitude para com ele.

O perdão entre uma pessoa e o lugar é a atitude de uma pessoa para com todo o sistema integral; esclarecer e corrigir a sua atitude geral para com o sistema. Pedir perdão ao Criador é pedir perdão a todos em conjunto. “Eu habito no meio do meu povo”.

De Kab TV “Nova Vida # 772 – Selichot Entre uma Pessoa E O Lugar”, 27/09/16

Nova Vida # 771 – Perdão Entre Uma Pessoa E Seu Amigo

Nova Vida # 771 – Perdão Entre Uma Pessoa E Seu Amigo
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Nitzah Mazoz

Resumo

A natureza humana é egoísta, sua inclinação é má, e por isso, desde o princípio, a pessoa causa mal aos outros. A questão é apenas se ela reconhece isso, se sente que a sua natureza é má, e se se arrepende? Mesmo que a pessoa reconheça que está explorando os outros e queira corrigir isso, uma pergunta pode ser feita: o que a motiva? Quando ela explora alguém, ela se desliga do sistema porque fazer parte do sistema significa que ela está preocupada com o bem-estar do sistema.

O pecado não é sobre que mal conseguimos identificar e, portanto, que não nos relacionávamos bem com os outros. A principal coisa é examinar a si mesmo e entender em que nova atitude você deve se esforçar para considerar tudo fora de você. O resultado deste exame é uma verdadeira correção onde a boca e o coração da pessoa são iguais. Quando a pessoa identifica o mal, ela se abstém dele e desenvolve um bom relacionamento com os outros.

Isso já é “arrependimento”. Depois de um processo de correção interna, você precisa dar o bom exemplo aos outros. Se não houver uma resposta adequada do outro lado, às vezes você tem que se fechar e esperar. Para lidar com o atropelamento de sua dignidade, é preciso construir uma dignidade maior para si mesmo. Dignifique o sistema. Dignifique a construção de si mesmo como uma pessoa que está corrigida.

De KabTV “Nova Vida # 771 – Perdão Entre Uma Pessoa E Seu Amigo”, 20/09/16

Nova Vida # 770 – O Mês De Selichot (Perdão)

Nova Vida # 770 – O Mês De Selichot (Perdão)
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Nitzah Mazoz

Resumo

Nós temos que conhecer a estrutura da realidade para compreender o significado de Selichot. Nós estamos todos conectados em um único sistema, mas este sistema está quebrado. Nós temos que corrigir a rede entre nós, uma vez que ela não será corrigida por si só e apenas vai revelar mais e mais como está quebrada.

O perdão correto é resultado do reconhecimento do mal em nós, de nossa atitude em relação ao amor e mutualidade, que deve haver no sistema corrigido. Nós pedimos perdão por não dar um bom exemplo aos outros. Não se trata apenas da boca para fora, mas um exame de onde temos negligenciado na correção da conexão entre nós. Não há nenhuma razão de se iniciar um novo ano, uma nova mudança, antes de se realizar um sério exame de consciência e analisar se estamos sintonizados corretamente.

As orações pelo perdão começam com o autoexame, porque, por não estarmos corrigidos, somos a causa de todo o mal no mundo. Antes de correr para corrigir nossas relações com alguém é preciso primeiro corrigir a nós mesmos internamente. Então, a nossa atitude externa para como os outros também será corrigida, é claro. Antes da correção, nós precisamos adquirir uma “régua”, com a qual podemos medir o bem e o mal no sistema.

O sistema correto é baseado em uma conexão de coração para coração, como um só homem em um só coração, de acordo com a regra do “ama teu amigo como a ti mesmo”. O perdão correto inclui a correção da minha atitude má para com o mundo inteiro, a correção da inclinação ao mal em uma inclinação ao bem chamada de verdadeiro arrependimento. Através do amor, a pessoa se eleva ao nível do Criador.

De KabTV “Nova Vida # 770 – O Mês De Selichot (Perdão)”, 20/09/16

Nova Vida # 622 – Um Novo Ano

Nova Vida # 622 – Um Novo Ano
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Yael Leshed-Harel

Resumo

Por que estamos animados com a renovação? Porque somos pessoas, não seres inanimados, vegetativos ou animados. Nós estamos sempre em um estado de desenvolvimento.

A expressão “ano novo” imediatamente desperta esperança, mas, aparentemente, a situação não é muito boa este ano. A minha expectativa pessoal é que este ano as pessoas queiram mudar suas vidas para melhor e estejam inclinadas a ouvir a sabedoria da Cabalá.

O que pode trazer renovação hoje é a descoberta da essência da vida, um estado que abre uma porta para um mundo maravilhoso. Neste mundo bom tudo funciona de forma diferente, sempre avançando em direção ao que é bom e ainda melhor. É como quando éramos crianças, quando cada dia estava cheio de prazer e alegria, jogos e coisas divertidas.

A vida atual é muito desgastante. Às vezes nós tomamos um fôlego, mas dia após dia realizamos uma corrida louca e cansativa. Portanto, muitas pessoas não querem mais ter filhos. Em que tipo de mundo nós os criaríamos?

As mudanças são estressantes para nós porque exigem uma adaptação de nós, acomodando-nos a uma nova situação. No mundo futuro que descrevemos acima, as inovações seriam agradáveis porque não exigiriam esforço. A possibilidade de abrir uma porta para um novo mundo depende do nosso acordo para viver uma nova vida. A condição principal para esta nova vida é viver em conexão com os outros, se tornar uma única família.

Isso é contra a nossa natureza egoísta, por isso nós precisamos de um método que desenvolva um desejo em nós por conexão. O que vai ajudar a superar o medo da mudança é um acordo social de que é impossível que as coisas continuem assim.

De KabTV “Nova Vida # 622 – Um Novo Ano”, 08/09/15

Nova Vida # 621 – O Segredo Para Um Bom Ano

Nova Vida # 621 – O Segredo Para Um Bom Ano
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Tal Mandelbaum ben Moshe

Resumo

O que devemos esperar no próximo ano? Como podemos ter certeza de que o novo ano vai ser bom, e por que é que pela revelação do mal entre nós que podemos transformar o ano que vem em um ano bom?

O novo ano pode ser bom se entendermos que o ano passado foi ruim. É um momento de introspecção. A sociedade está começando a perceber que este não é o estado que sonhou. O mal está sendo revelado, e graças a ele as pessoas percebem que a situação que vivemos é falsa. Este é um passo muito importante em direção à verdade.

Nós temos que descobrir onde o remédio está. Ele está escondido na Torá, em sua interioridade, na sabedoria da Cabalá. Não se trata de se tornar religioso, mas da revelação da força superior que nos conecta, a Luz.

A meta que Israel deve definir para si no próximo ano é a da conexão. Conexão significa ser capaz de se conectar com os outros e preencher seus desejos. Nós somos todos partes de um sistema.

O mundo nos odeia porque não funcionamos corretamente. Não somos um exemplo de conexão. Quando começarmos a sentir que dependemos uns dos outros, vamos perceber que não há outra escolha senão aprender a se conectar.

Nós somos chamados de Israel, que vem das palavras “Yashar-El: direto à força superior da natureza”, a força de amor e doação. Quando entendermos que o ódio nos destrói e tentarmos nos conectar, vamos descobrir que precisamos da força superior.

A sabedoria da Cabalá nos ensina como usar a força superior para corrigir as corrupções em nossas vidas. O nosso egoísmo descreve todos os problemas, e a sabedoria da Cabalá nos ensina a atrair a força superior que o corrige.

Um bom ano é um ano em que vamos sentir a força superior entre nós, a força de amor e doação. Essa mudança é natural, como uma criança que cresce; nós sentimos a força da natureza que desenvolve a vida.

Nós temos que desenvolver um desejo para que o Criador habite entre nós, a força de amor e doação, a força de conexão. Quando reconhecermos o nosso estado mal, vamos alcançar o desejo de ungir essa força como o nosso rei, e esse é Rosh Hashanah (a cabeça do novo ano).

De KabTV “Nova Vida # 621 – O Segredo Para Um Bom Ano”, 19/05/14