Textos na Categoria 'Feriados'

Nova Vida # 469 – O Significado De Chanuká

Vida Nova # 469 – O Significado De Chanuká

Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Tal Mandelbaum ben Moshe

Resumo

Qual é o significado do feriado de Chanuká, o que nós comemoramos e qual é o importante papel que temos para com o mundo inteiro que isto nos lembra?

A nação de Israel nasceu do compromisso mútuo para ser como um homem com um coração, com amor aos outros. Sempre que há separação entre nós, outros levantam-se para nos destruir. Então, algo vem para lembrar-nos que precisamos nos unir.

Também precisamos aumentar o amor entre nós, na família, até que nos tornemos “Todo Israel é amigo”. Hoje, em Israel, há muitas ameaças de segurança. Se nos unirmos, em Israel, tudo desaparecerá.

O milagre do óleo simboliza que é possível alcançar a luz, a força superior, que nos ajudará a conectar. O templo simboliza a ligação entre os corações quando eles se tornam um grande coração. O menorá simboliza o que nós atingimos: através da conexão é possível ser resgatado de todos os problemas e tudo derrotar.

Os Macabeus simbolizam a tendência de conectar-se, e eles despertam a totalidade de Israel de sua hibernação. O homem, em si mesmo, inclui os gregos, os helenistas e os macabeus. Os gregos simbolizam os atributos egoístas, os macabeus simbolizam a pequena tendência para conectar e para o amor, o ponto no coração. Se o homem quiser encontrar essas forças da alma, ele pode ganhar a guerra interna dentro de si.

Os helenistas simbolizam a tendência judaica de ser como a Europa, cada um apenas para si mesmo.

O espírito judaico é para conectar e amar, para descobrir a força superior entre nós, e para trazer luz para as nações. A vida judaica é quando todos estão preocupados com todos os outros e cada um pensa em como pode fazer o bem para o coletivo.

Quando nós, como israelenses, adotamos a abordagem europeia do individualismo, não temos luz.

O mundo depende da Luz que trazemos, a energia da vida. A falta de luz traz o ódio a Israel.

Quando não há interesse mútuo e todos são apenas para si mesmos, problemas acontecem à pessoa. E quando há conexão e amor, então tudo funciona, ou seja, em casa, com os filhos e a família, com a saúde, e no trabalho.

Ao nível político, se acendermos a luz entre nós e iluminarmos o mundo, a atitude do mundo em relação a Israel mudará para melhor.

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De KabTV “Nova Vida # 469 – O Significado De Chanuká”, 11/12/14
OBS: Áudio/Vídeo em idioma inglês

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Vida Nova # 654 – Chanucá: Luz E Escuridão Na Vida

Nova Vida # 654 – Chanucá: Luz E Escuridão Na Vida
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Yael Leshed-Harel

Resumo

O desejo de desfrutar: se eu sou aquele que se beneficia, a Luz não desfruta, e há escuridão. Há mais desejos superiores que não estão em nós desde o nascimento: o desejo de preencher os outros, de dar, de doar. Não é a doação que nos traz alegria, mas elevar-se acima do ego. Assim, o homem se torna a fonte da Luz.

Então a pessoa coincide com a fonte geral da Luz na natureza, o Criador, descobre-O e sente imenso prazer.

A vida espiritual é conectar-se à fonte de Luz e à influência da Luz sobre os outros; hoje, o nosso dever é aprender isso. A busca para preencher seus desejos privados são os “Gregos” e doar satisfação aos outros são os “Macabeus”. O verdadeiro desenvolvimento de sua personalidade é somente quando você aprende a ser equivalente ao Criador, ou seja, doar.

Os Gregos santificaram o ego, o prazer para si mesmo sem a consideração dos outros, apenas as conquistas pessoais. A abordagem judaica diz que, dessa forma, destruímos a nós mesmos e ao mundo, como um crescimento canceroso que engole tudo. A busca em preencher seus desejos particulares lhe traz uma pequena centelha de Luz aqui e ali, nada mais do que isso.

A abordagem judaica diz que é possível alcançar a grande Luz somente quando você mesmo se torna a fonte da Luz. Então o homem se torna eterno e completo, e explode através de todas as fronteiras da percepção, e torna-se igual à força superior.

Quando você se torna a fonte de Luz para os outros, você se torna ilimitado. Você não tem que produzir a Luz, mas ser a fonte da Luz, com a Luz passando por você, como uma tomada elétrica. Quando você quer passar a Luz de um para o outro, descobre que todos estão conectados a uma rede e conectados à fonte da vida. Um fluxo interminável de energia preenche nossas emoções, intelecto, consciência; é a vida da alma.

Hoje nós damos e recebemos de dentro do desejo de explorar tudo para o nosso próprio benefício. A espiritualidade é amar uns aos outros. Não é apenas entender o que é isso, você deve vir e estudar seriamente e alcançar isso na prática.

Chanucá é o feriado da Luz. Nós precisamos aprender a acender a Luz através da conexão entre nós. Quando nos conectamos com os outros, suas emoções e intelecto passam para nós. E nos tornamos infinitamente mais inteligentes e sensíveis. Minha bênção para Chanucá é que a Luz venha entre nós e nos preencha e nos direcione para a boa vida superior.

De KabTV “New Life # 654 – Chanucá: Luz E Escuridão Na Vida”, 01/12/15

Nova Vida # 655 – A Abordagem Dos Gregos E A Abordagem Dos Macabeus

Nova Vida # 655 – A Abordaem Dos Gregos E A Abordagem Dos Macabeus
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Nitzah Mazoz

Resumo

Desde os tempos antigos as pessoas têm se perguntado por que estão vivendo. O primeiro a descobrir o objetivo da vida foi Adam HaRishon (o Primeiro Homem). Ele descobriu que o objetivo da vida é melhorar a maneira em que percebemos a realidade.

Nós estamos vivendo em uma ampla realidade e percebemos apenas um aspecto estreito dela porque filtramos tudo: “O que é bom para mim”.

Adam HaRishon descobriu que é possível mudar essa percepção para: “O que é bom para os outros” e “Amarás a teu amigo como a ti mesmo” (Levítico 19:18). É assim que absorvemos uma realidade ilimitada que é, na verdade, uma força única e superior, e nós estamos dentro dela.

Vinte gerações depois, veio Abraão. Na antiga Babilônia havia uma crise de egoísmo, e ele ensinou como transcendê-la. Aqueles que conseguiram sair de si mesmos para a recepção altruísta da realidade tornaram-se o povo de Israel. Este grupo continuou a se desenvolver, o ego crescia constantemente, e eles o transcendiam cada vez mais. Faraó, Egito, Torá, Terra de Israel: o ego cresceu de novo, os Macabeus contra os Gregos. Isto está constantemente falando sobre uma guerra de percepção.

O ego continuou a crescer; As pessoas estão vivendo hoje em uma percepção egoísta da realidade, exceto por alguns Cabalistas individuais. Hoje, é evidente que é impossível continuar; o ego está destruindo o mundo, todo mundo se odeia. Não temos escolha senão retornar à abordagem da Cabalá, a percepção da realidade através de “Amarás a teu amigo como a ti mesmo”.

De KabTV “Nova Vida # 655 – A Abordagem Dos Gregos E A Abordagem Dos Macabeus”, 09/12/15

Nova Vida # 653 – Chanucá: Correção Do Mundo

Nova Vida # 653 – Chanucá: Correção Do Mundo
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Yael Leshed-Harel

Resumo

Nós estamos constantemente progredindo para uma maior escuridão visto que o mundo é gerido pela força crescente do ego. No momento, estamos prestes a concluir o período do ego em desenvolvimento, a era do ego terminou. Por um lado, guerras e sofrimentos, por outro lado, educação e conscientização; de qualquer forma, estamos avançando em direção à era do equilíbrio com a natureza.

É possível continuar tentando corrigir o mundo em vez de corrigir a pessoa, mas isso não vai ajudar. A escuridão vem porque não estamos conectados uns aos outros e os nossos problemas vêm com isso.

Chanucá simboliza o despertar; as pessoas estão percebendo que só a conexão pode salvá-las. A percepção grega nos diz que não temos que nos corrigir, mas sim corrigir o mundo, que é oposto ao judaísmo. Como podemos nos calibrar corretamente? Ao se conectar “como um homem com um só coração”, você vai ver tudo corretamente. Hoje, a abordagem egoísta grega faliu e exige uma nova abordagem de conexão e equilíbrio.

A sabedoria da Cabalá nos ensina que vemos o mundo através de óculos distorcidos e estes devem ser substituídos. Nós precisamos matar o paradigma grego que existia entre nós e passar para a percepção do mundo de acordo com a sabedoria da Cabalá.

A resposta para os problemas com a ecologia? A abordagem grega diz “cúpula do clima”; a sabedoria da Cabalá diz que educação, proximidade e conexão. Hoje, nós estamos conduzindo o mundo com o conceito grego – ciência e tecnologia – em vez de corrigir a pessoa. A essência da guerra entre os gregos e os Macabeus era sobre quem precisava de correção, o mundo ou homem.

De KabTV “Nova Vida # 653 – Chanucá: Correção Do Mundo”, 01/12/15

Nova Vida # 444 – Chanucá: A Guerra Dos Macabeus Contra Os Gregos

Nova Vida # 444 – Chanucá: A Guerra Dos Macabeus Contra Os Gregos
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e YaelLeshed-Harel

Resumo

O que Chanucá simboliza? O que é a guerra que ocorreu entre os Macabeus e os gregos e como ela se relaciona com o objetivo da criação e o papel que a nação de Israel tem que cumprir?

Chanucá simboliza a primeira ascensão espiritual de uma pessoa.

O domínio grego é uma casca (Klipa), uma força do mal que limita a nossa consciência, de modo que não vamos sentir o Criador. Os gregos não exigiram uma mudança em nossa vida corporal; eles queriam controlar o nosso espírito. Os gregos se opuseram a nossa adoração do nosso Deus, segundo a qual, através do amor ao próximo, a pessoa se conecta ao Criador.

A guerra dos Macabeus foi uma guerra ideológica sobre a definição de quem e o que é a força superior. A guerra principal foi entre a nação de Israel, entre os Macabeus e os helenistas. A nação de Israel só existe porque tem uma raiz espiritual. Se não estivermos conectados, não há nenhuma nação de Israel.

Yashar-El significa que através do amor e conexão entre nós chegamos a um amor maior, que é a força superior. Nós construímos um abrigo pelo amor entre nós que será capaz de absorver a força superior que é amor e doação absoluta.

A idolatria existe até hoje. Nós adoramos o “Deus da ciência”, por exemplo.

Chanucá simboliza o nosso retorno à nossa guerra interna, à conexão com os outros e à descoberta da força superior entre nós.

De KabTV “Nova Vida # 444 – Chanucá: A Guerra Dos Macabeus Contra Os Gregos”, 07/10/14

Ynet: “Simchat Torá Para Iluminar O Ano Novo”


Da minha coluna no Ynet: “Simchat Torah Para Iluminar O Ano Novo”

Alguns de nós são avessos a ela, outros são curiosos, e às vezes ela desperta controvérsia. Uma coisa é certa, é impossível ficar completamente indiferente a ela. O provocativo artigo do Rav Laitman sobre a alegria e a força interna da Torá.

“Regozijo em Simchat Torah” é o hino não oficial das celebrações de Simchat Torá, um antigo costume de celebrar o dia em que completamos a leitura da porção semanal da Torá (Parashat HaShavua) e começamos a lê-la novamente. Mas há algo no livro mais popular da história humana que nos deixa tão felizes e alegres? Riqueza? Saúde? Bem-estar da família? Se não for para nos trazer alegria, para que serve a Torá?

A Torá não é apenas um pergaminho decorado enrolado na Arca Sagrada, ou um sinônimo para os cinco Chumashim. De acordo com a sabedoria da Cabalá, há uma força espiritual interna, uma força superior, escondida na Torá, ou como os Cabalistas chamam: a Luz, que é a fonte de todo o bem no mundo.

O ARI abre seu livro, A Árvore da Vida, com as palavras: “Eis que antes das emanações serem emanadas e as criaturas criadas, a Luz simples superior preenchia toda a existência”. A Luz é a força que precedeu a criação, que criou a matéria do universo no Big Bang 14 bilhões de anos atrás e se espalhou em todas as direções.

Os Cabalistas descrevem a Luz como uma espécie de força, uma lei da natureza, ou um atributo que pode doar abundância infinita. A Luz é a força posta à nossa natureza egoísta, a qual aspira apenas a receber mais e mais prazer. Como resultado do atributo da Luz de doar, dar e gerar vida, as galáxias, as estrelas, e toda a natureza inanimada, as plantas e os animais, e, finalmente, nós, seres humanos, fomos criados para recebermos bondade eterna e absoluta. Mesmo que não estejamos conscientes disso, toda a nossa vida gira em torno da Luz. Nós a exploramos com as ferramentas que temos, mas mesmo quando atingimos o ápice da pesquisa global pela física moderna e parece que estamos prestes a revelar a essência da Luz, de decodificar o segredo da vida, e de ascender à nova dimensão, o oposto é revelado: a Luz tem atributos que a nossa limitada psicologia não pode perceber.

Doação versus Recepção

Ao contrário dos cientistas, os Cabalistas exploram as leis da criação e a realidade espiritual. Tendo atingido a bondade eterna e absoluta, eles nos descrevem a realidade que sentiram: a cada momento a Luz nos fornece abundância infinita, mas como os nossos atributos são opostos ao atributo da Luz, não podemos receber o prazer dela. Eles nos dizem que uma pessoa naturalmente opera apenas para desfrutar, e que vai se sentir bem, mesmo se a conquista desse prazer envolve ferir os outros, abusar deles, ou prejudicá-los. “Todas as aflições que uma pessoa sente são apenas devido ao seu inato atributo de receber” (Baal HaSulam). É assim que nascemos; essa é a nossa natureza, e não há nada de errado nisso. O problema começa quando a força de doação e a força de recepção se chocam e nos sentimos mal …

Hoje nós estamos em um ponto de transição para uma nova era no desenvolvimento humano, como os Cabalistas nos dizem. Para ser exato, já estamos vivendo em uma realidade que une toda a humanidade em um único sistema global. É um sistema fechado em que somos afetados uns pelos outros e estamos conectados não só por infinitas estações de retransmissão e canais de comunicação, mas também em nossos corações. As leis de doação fazem o sistema girar de acordo com o atributo de doação da Luz Superior. Nós vivemos em um mundo que é gerido por certa regularidade, que não compreendemos. Se quisermos conhecer essas leis, agir de acordo com elas, e sermos capazes de desfrutar de uma vida melhor, teremos que descobrir novos sentidos por nós mesmos e desenvolver atributos que sejam semelhantes à Luz. Enquanto continuarmos mantendo nossos atributos egoístas, haverá um confronto contínuo entre forças opostas, ou em outras palavras, estamos em uma crise.

A crise simboliza o fim da atual fase do nosso desenvolvimento, o último ponto após o qual seremos capazes de nos desenvolvermos ainda mais. Isso não significa que a partir de agora não vamos continuar a melhorar a nossa vida, mas é uma fase delicada no processo da evolução humana que significa o ponto profundo e qualitativo da crise. Basta olhar para toda a abundância que temos desenvolvido nas últimas décadas, a fim de perguntar para onde tudo isso está nos levando? Será que somos mais felizes ou alegres? Será que a grande quantidade de bens que acumulamos preenchem nossas vidas com satisfação e interesse? Mesmo quando se trata de responder a essas perguntas, as humanidades, ciências sociais e a economia chegaram a um beco sem saída.

Com a Ajuda da Luz

A palavra “crise” tem uma conotação negativa de dificuldades e quebra, mas de acordo com os sábios, também pode ter um significado positivo em hebraico: o assento onde a mulher dá à luz, o lugar onde uma nova vida é criada. Em grego antigo, a palavra “crise” significa uma decisão ou uma virada, ou seja, renascimento. Em chinês, a palavra “crise” significa perigo combinado com oportunidade. Da mesma forma, a crise que passamos hoje, em todos os aspectos da vida: ciência, política, educação, sociedade, e até mesmo a vida dos indivíduos e a vida comunitária, está em uma espécie de trabalho de parto, uma fase intermediária que se destina a acelerar o nosso desenvolvimento e nos ajudar a renascer para uma nova vida.

Por gerações, os Cabalistas nos abriram o caminho para a próxima fase usando um método confiável e sério, o método da conexão, a sabedoria da Cabalá. Em todos os seus escritos, eles dizem, de forma aberta ou oculta, que a pré-condição para o nosso progresso é estreitar a unidade entre nós. Se nós mudarmos apenas a nossa natureza egoísta de amor próprio para amor ao próximo, e amarmos ao invés de odiarmos, se nos aproximarmos e nos conectarmos em vez de nos afastarmos, seremos capazes de experimentar prazer infinito, assim como a Luz. Nós só podemos mudar a nossa natureza pela força da Luz que está oculta nos escritos dos Cabalistas.

Ao tentar se sentir como um, como uma força, um ponto minúsculo de contato com a Luz superior, com a força da Torá, desperta. Assim, nos tornamos gradualmente preenchidos com o sentimento de vida. Assim como as chamas de uma fogueira aquecem todos que se sentam em torno dela, a conexão entre nós ilumina e aquece os corações. Mas para acender a chama, temos que desistir cada vez mais de partes egoístas e adicioná-las ao fogo. Somente quando gradualmente erradicarmos todas as partes ocultas em nós que pedem para si mesmas, vamos alcançar o amor geral entre nós, a Luz da Torá, ou como se diz: “ama teu amigo como a ti mesmo é a grande regra da Torá”.

Então o que podemos fazer agora? Nesse ponto, basta tentarmos unir nossos pequenos desejos em um único desejo comum. A influência da Luz em nós vai crescer de acordo com a intensidade da conexão entre nós, e em vez de nos forçar a conectar devido a problemas e crises, a Luz simplesmente vai iluminar e nos atrair a ela como um
objeto brilhante. Está em nossas mãos. Quanto melhores e mais atenciosas forem as relações entre nós, mais a Luz irá nos afetar e vamos nos tornar seres humanos, Adão, (Homem) da palavra hebraica “Domeh”, “assemelhar-se ao de cima” (Isaías 14:4). Portanto, vamos começar a viver uma vida eterna e sentir dimensões que estão acima das limitações de tempo, espaço e movimento, assim como os atributos da Luz.

Para O Seu Próprio Bem

Perto do final da temporada de férias, é importante que nós resumamos o nosso autoexame nessa época. Devemos esclarecer um ponto importante: o nosso desejo opera para o nosso próprio bem ou para o bem dos outros? Não nos preocupamos com aqueles que nos rodeiam, assim como nos preocupamos com nossos próprios filhos, ou estamos talvez motivados em se preocupar com o nosso próprio benefício? Isso é exatamente o que nos separa do sentimento de felicidade, da Luz que ansiamos.

Mesmo se após o autoexame nós descobrimos que nos preocupamos apenas conosco, por um milésimo ou mesmo um centésimo por cento, há espaço para alegria. Por quê? Porque descobrimos uma oportunidade de atrair a Luz Superior para agir sobre nós, para corrigir as relações corruptas entre nós de amor próprio em amor ao próximo. Cada pequena mudança que nos aproxima, também nos aproxima da sensação da Luz Superior. Quanto mais agirmos em garantia mútua, como a nação de Israel deve agir, mais vamos cumprir o nosso papel no mundo e ser uma Luz para as nações do mundo, e a Luz Superior vai se espalhar através de nós para toda a humanidade. “Os filhos de Israel tornaram-se responsáveis uns pelos outros, a fim de corrigir o mundo inteiro pela força da Torá, já que tudo depende dos filhos de Israel. Todos os seres criados irão segui-los na medida em que eles próprios se corrigem” (Sefat HaEmet).

A conexão entre nós é uma fonte de vida, e as boas relações entre nós geram a alegria da Torá. Na verdade, hoje, ao contrário da época em que vivíamos no exílio, nós podemos alcançar grande alegria. Não é só como resultado do cerco da sinagoga, ao cantar e dançar com os rolos da Torá em Simchat Torá, mas a verdadeira alegria que deriva da conexão com a fonte da Luz, com a Torá.

De acordo com o Livro do Zohar, a Torá é Luz e uma pessoa que se envolve na Torá recebe a Luz superior. A Luz da Torá é a força que nos reforma da divisão para a conexão; é a força que nos constrói como uma nação, que nos preenche de amor e calor, que nos eleva para completar a vida eterna, e que garante alegria.

“Uma vez que a parte que cada membro de Israel tem na Torá é a sua própria Torá, e todos e cada um com a sua parte e seu livro estão incluídos em um, a Torá é plena e os Dinim (julgamentos) no mundo são mitigados, e quando todos se tornam um, é uma grande alegria, a alegria da Torá, Simchat Torah (“Likutei Halachot“).

Do Artigo no Ynet 20/10/16

Nova Vida # 436 – Rosh Hashaná

Nova Vida # 436 – Rosh Hashaná
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Yael Leshed-Harel

Resumo

De acordo com a sabedoria da Cabalá, Rosh Hashaná (Ano Novo Judaico) é o início de uma mudança. Qual é a mudança? Qual introspecção vamos fazer neste feriado, e como uma pessoa se torna compatível com o sistema da natureza que opera no mundo?

Um novo começo se inicia pelo resumo do ano que passou, por encontrar o mal em nós no que diz respeito ao amor. É um autoexame como se eu me dirigisse à força superior cuja natureza é amor e doação. “Para que possamos ser cabeça e não cauda” significa que não vamos encontrar golpes sem entender o porquê, que devemos avançar por nós mesmos rumo ao amor. A natureza tem um plano para levar todos nós a um estado de doação mútua, conexão e equilíbrio para sermos como um só homem.

Nós podemos corrigir nossa atitude para com este plano a cada dia. Nós não precisamos esperar Rosh Hashaná. O “dia do juízo” refere-se ao programa evolutivo da natureza chamado Deus. Eu posso transformar o juízo em misericórdia. Pelo o que sou julgado? Até que ponto posso me opor ou apoiar o programa de desenvolvimento, como um programa de computador. Nós temos que fazer esse autoexame a cada dia, mas Rosh Hashaná é uma espécie de símbolo geral.

Eu não posso afetar esse programa pessoalmente, mas apenas corrigir a minha atitude para com os outros. O objetivo do nosso desenvolvimento é a conexão, amar ao próximo como a nós mesmos, e não fazer aos outros o que é odioso para nós. A nação de Israel tem de realizar este autoexame uma vez que ela deve levar o mundo inteiro à correção.

O Shofar, a romã, a maçã mergulhada no mel, e a cabeça de peixe, todos simbolizam a mitigação dos Dinim (julgamento), respeitando a doação em vez da recepção. Coroar o rei significa que o objetivo do nosso desenvolvimento deve nos levar e que devemos ser como um feixe.

Ser selado e assinado no Livro da Vida significa que estamos todos conectados em uma rede. Estabelecer uma conexão com os outros é ser selado e assinado no Livro da Vida. Uma pessoa sela sua própria sentença, uma vez que isso cabe a ela e à sua atitude para com os outros na rede. A fim de ser selada e assinada no livro dos justos, a pessoa tem que aprender as leis do sistema, que são pura doação.

De KabTV “Nova Vida # 436 – Rosh Hashaná“, 28/09/14

Nova Vida # 629 – Sucot E A Temporalidade

Nova Vida # 629 – Sucot E A Temporalidade
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Nitzah Mazoz

Resumo

O homem, como qualquer outro animal, aspira à segurança e estabilidade. No passado, a vida era previsível e estável, mas hoje tudo é mutável, inesperado e incerto. Nós poderíamos ter construído uma vida boa para toda a humanidade, mas o ego não nos deixa fazer isso, e metade do mundo está morrendo de fome. No século XXI, milhões de pessoas estão vagando de um país para outro, tudo é instável, mutável, incerto e inseguro.

A mensagem de Sucot é que apenas se mudarmos nossos valores seremos capazes de construir um mundo estável, bom e belo. A essência da mudança é a mudança do amor próprio para o amor ao próximo, para a preocupação com todos.

A imigração de milhões de um país para outro é parte do programa evolutivo da natureza. Nós podemos ser atingidos por desastres naturais que farão com que milhões de pessoas vagueiem: japoneses, chilenos e outros.

A única solução prática é explorar o programa da natureza em profundidade e se adaptar a ele. A certeza com a qual podemos contar é o conhecimento universal, a conexão com a força superior da natureza. A fórmula para se agarrar à força superior é a regra do “ama teu amigo como a ti mesmo”, de mudar os nossos sentidos e o mundo.

De KabTV “Nova Vida # 629 – Sucot E A Temporalidade”, 27/09/15

Nova Vida # 443 – Simchat Torá

Nova Vida # 443 – Feriados: Simchat Torá
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Nitzah Mazoz

Resumo

O que é a Torá, o que nos faz feliz em Simchat Torá (Júbilo na Torá), como vamos chegar a essa felicidade ilimitada, e o que descobrimos quando a alcançamos?

Torá significa a Luz da Torá. É uma força única que reforma uma pessoa, mudando a inclinação ao mal em bem.

  • A Luz na Torá localiza o mal em nós e o transforma em bem.
  • Quando a Luz transforma o mal em mim em bem, me torna similar ao Criador.
  • Uma pessoa que chega a esse estado exaltado, merece sentir o que Simchat Torá é a partir de um aspecto espiritual. Simchat Torá vem depois de Sucot, que simboliza as sete luzes que vêm para corrigir uma pessoa.
  • No final do processo de correção, completa doação e amor por todos são construídos em uma pessoa, e através deles ao Criador.
  • Mas não há aqueles que estudam a Torá em quem não vemos o amor pelos outros? Certo, isso é porque existem condições especiais para isso.
  • É preciso aprender especificamente a Torá a partir dos livros de Cabalá que são projetados para a nossa geração, e com o professor certo. A Cabalá é chamada de Torá oculta porque torna o que está escondido em mim visível.
  • No período de exílio, a Cabalá foi escondida do público em geral; hoje ela é novamente revelada a todos.
  • Simchat Torá hoje é por termos recebido a possibilidade de revelar a Luz que Corrige ao mundo inteiro.

De KabTV “Nova Vida # 443 – Simchat Torá”, 05/10/14

Nova Vida # 628 – O Segredo Da Sucá

Nova Vida # 628 – O Segredo Da Sucá
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Nitzah Mazoz

Resumo

Eu me lembro de que não havia Sucot quando eu era uma criança vivendo no exterior. Quando me interessei nas profundezas da Torá, na sabedoria da Cabalá, descobri a razão para os nossos costumes. É assim que descobri o segredo da Sucá: A Sucá é o símbolo de um novo mundo que podemos construir para nós mesmos.

A Sucá é um novo mundo que construímos a partir dos resíduos do celeiro e da adega, de materiais em que podemos colocar nossas mãos e que não consideramos importantes. Meu mundo é feito de coisas que são importantes para o meu ego, e eu não sinto coisas que não são importantes para mim. Se eu mudar a minha atitude de modo que de agora em diante tudo o que não é importante se torna importante, vou viver em um mundo novo.

Uma grande parte da realidade está oculta de mim agora já que me acostumei a não prestar atenção a ela desde que nasci. Hoje o que importa para mim é o que é bom para mim, e o que é bom para os outros não importa para mim. Essa é toda a ideia da Sucá.

Eu gostaria de estar conectado a todos, para chegar ao “ama teu amigo como a ti mesmo”, pelo menos por uma semana.

Os resíduos do celeiro e da adega: “celeiro (Goren)” refere-se ao trigo, ao pão, e “adega” refere-se ao vinho.

Os resíduos dos dois são geralmente sem importância para nós. Por que “ama teu amigo como a ti mesmo” é importante? É por essa atitude que me transformo e construo um novo mundo.

De KabTV “Nova Vida # 628 – O Segredo da Sucá “, 27/09/14