Textos na Categoria 'Feriados'

Nova Vida # 442 – As Quatro Espécies

Vida Nova # 442 – As Quatro Espécies


Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Nitzah Mazoz

Resumo

O que a Sukkah simboliza no contexto das nossas relações com a força superior; como é que as quatro espécies simbolizam nossa acomodação a ela, e que emoções a pessoa sente procurando por ela?

Todo o nosso trabalho em Elul, Rosh HaShanah e Yom Kippur é para descobrir a ausência do Criador, e depois vem Sukkot.

O Skakh (palha) simboliza que já fizemos a sombra que esconde o Criador para que possamos gradualmente descobri-Lo.A Sukkah simboliza que o Criador nos abraça e rodeia com Sua Luz. As quatro espécies simbolizam que a pessoa vai adaptar-se ao Criador.

Os sete dias, Luzes, Ushpizin (convidados), constroem sete características em mim, que são fundamentais para sentir o Criador. Reter as quatro espécies simboliza o desejo da pessoa a acomodar-se ao Criador.

O Criador é totalmente doação e amor. Eu posso entender e senti-Lo se doação e amor estiverem dentro de mim. Hesed, Gevura, Tifferet, Netzah, Hod, Yesod e Malchut – estas são as formas de doação do Criador para nós. Uma pessoa não pode relacionar-se com o Criador melhor do que através de seu relacionamento com os outros. Por meio dos outros alcançamos o Criador.

[145213]

De KabTV “Nova Vida # 442 – Feriados: As Quatro Espécies”, 5/10/14

Video: Reproduzir Agora | Download

Audio: Reproduzir Agora | Download

Nova Vida # 440 – Feriados: A Sucá No Coração

Nova Vida # 440 – A Sucá No Coração
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Tal Mandelbaum ben Moshe

Resumo

O que a Sucá e sua estrutura especial simbolizam? Qual é o significado das luzes e sombras que são típicas deste feriado, e o que isso significa para a construção da Sucá no coração?

O Criador é a força geral de toda a realidade, amor absoluto e doação. Cada fenômeno natural é sentido apenas depois que uma pessoa prepara o sentido correto para si. O Criador é a força de amor e doação. Se houver um pouco de amor e doação em mim, vou senti-Lo. A sabedoria da Cabalá é a sabedoria da absorção e de como nos sintonizar com o mesmo comprimento de onda que o Criador.

A cobertura da Sucá simboliza a Masach (tela), o que significa que não quero receber essa iluminação para meu próprio prazer, mas para a correção. A alma não está na Sucá que construímos no quintal, é claro, mas é o nosso desejo destinado à doação. Como podemos apontar nosso desejo à doação aos outros? Pelas Luzes, as forças de correção, chamadas Ushpizin.

As quatro espécies (usadas em Sucot) representam as quatro partes da alma, Yod – Hey – Vav – Hey. O etrog (cidra amarela) é muito importante, uma vez que representa a Sefira Malchut, a base da nossa criação. Nós seguramos as quatro espécies e as movemos de um lado para outro. Diferente do costume externo, temos também que mover a alma de um lado para outro.

Além do costume de construir uma Sucá no quintal, também temos que construir uma Sucá em torno do nosso coração. Essa é a principal coisa.

O desenvolvimento do nosso amor e doação, assim como o do Criador, é chamado de construir uma Sucá em torno da minha alma. Sete Sefirot me separam do meu próximo estado. As Sefirot são os níveis de correção da alma. A cobertura da Sucá simboliza o fato de que eu não quero receber a abundância para meu próprio prazer, mas para que ele me corrija. Depois de Sucot, Simchat Torá e Chanucá vem Purim, o fim da correção, quando tudo é permitido.

Construir uma Sucá no coração é estabelecer as condições para o nosso desejo e nossa intenção de sermos corrigidos para o amor e doação.

De KabTV “Nova Vida # 440 – A Sucá No Coração”, 02/10/14

Nova Vida # 439 – As Luzes De Sucot

Nova Vida # 439 – As Luzes De Sucot
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Tal Mandelbaum ben Moshe

Resumo

Qual é o significado interno de Sucot? O que as luzes, que são típicas deste feriado, simbolizam e como isso está relacionado com a transição de uma pessoa do mal para o bem?

Em Rosh HaShanah nós coroamos a força de amor e doação. Durante os Dez Dias de Arrependimento, separamos os desejos em nós que podem ser corrigidos e os que não podem. Os sete dias de Sucot são sete iluminações especiais que transformam o mal em nós em bem.

As Luzes que vêm são chamadas de Luzes Circundantes. Elas simbolizam a Sucá e a cobertura da Sucá. As medições da Sucá coincidem com as medições da alma. Na Sucá, essas são Amot (o comprimento de um antebraço), na alma, isso se refere aos desejos e Luzes.

A alma é um desejo totalmente voltado ao amor ao próximo. O arrependimento é o exame do coração: que desejos estão em mim e em que medida estou disposto a trabalhar para o bem dos outros. Sucot são as Luzes que corrigem o mal em nós em bondade até Shemini Atzeret (o oitavo dia de Sucot) quando não há mais nada para corrigir.

De KabTV “Nova Vida # 439 – Feriados: As Luzes De Sucot“, 02/10/14

A Quem Pedir Perdão E Para Quê? Parte 4

laitman_236_01Pergunta: No Dia da Expiação (Yom Kippur), há um costume de orar e pedir perdão por todos os pecados que você cometeu. Podemos, de fato, receber tal perdão de cima?

Resposta: Este cálculo não é com algum tipo de divindade que nos observa de cima, mas com o sistema comum da natureza, onde existimos. Uma pessoa deve trazer este sistema para a forma totalmente perfeita com relação a si mesma, para que todos nela estejam conectados e recebam através dela uma força de bondade que preenche todos. Cada um deve fazer isso: qualquer homem e mulher.

A única maneira de corrigir nossos pecados é avançar e corrigir o passado através deste avanço. Não há necessidade de se devorar por causa dos pecados do passado, devemos sempre olhar para a frente. Tudo o que fiz até hoje não foi feito por mim, mas porque o programa da natureza foi se desdobrando desta forma.

No entanto, a minha inocência pelos crimes do passado não me alivia da obrigação de corrigi-los. Depois de tudo, o problema existe! Portanto, o Criador nos diz que Ele criou a inclinação ao mal, e cada dia esta ação de criação é atualizada; em outras palavras, esse mal se renova a cada dia.

Ele próprio confirma que tudo o que fizemos até hoje é registrado em sua conta. Mas o estado em que estamos hoje, precisamos corrigir. Ninguém nos culpa pelo passado; no entanto, devemos pagar a nossa dívida.

Pergunta: Então, o que significa que as transgressões podem ser em relação ao amigo e em relação ao Criador?

Resposta: Pedir perdão aos amigos pela transgressão significa examinar e corrigir as nossas relações com todos, uma após a outra, ponto por ponto. E se eu me relacionar com o sistema em geral, na forma integral, abordando a sua qualidade comum, chamado de Criador ou “venha e veja”, então eu faço um cálculo em relação a Ele. Afinal de contas, eu criei este “lugar” e o corrigi.

Pedir perdão ao Criador significa pedir perdão a todos em conjunto. Então eu descubro que existe uma força dentro deles que conecta todos. E se eu causei isso, significa que atingi o arrependimento completo.

Se na conexão com os outros eu me conecto com o Criador, meu pedido de perdão foi aceito. O Criador preenche o sistema que eu construí e isso se torna eu.

A conexão com as outras pessoas é o que nos leva à conexão com a força superior, o pedido de perdão de todos é o arrependimento diante do Criador, e a bênção de todos é a bênção do Criador.

De Kab TV “Nova Vida”, 27/09/16

Nova Vida # 438 – Yom Kippur

Nova Vida # 438 – Yom Kippur
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Nitzah Mazoz

Resumo

Qual é o significado espiritual dos costumes de Yom Kipur e como eles nos despertam para examinar nossos desejos internos e intenções em nossa atitude para com os outros, para a conexão, e para o amor verdadeiro?

Quase todo mundo vai à sinagoga no Yom Kippur. De acordo com a sabedoria da Cabalá, Yom Kippur é um estado muito especial no ciclo do ano para a pessoa que se desenvolve espiritualmente.

Estamos acostumados a examinar nossas ações, mas também devemos examinar nossas intenções, especialmente no que diz respeito aos outros: aonde eu permaneço no que diz respeito à força superior cuja natureza é amor e doação? O exame, assim como um raio-X da intenção do coração, é feito pela Luz que vem do estudo da Cabalá.

Os Dez Dias de Penitência são dez raios-X do coração, que mostram onde estou para o meu próprio benefício e onde estou para o benefício dos outros.

A Torá requer que a pessoa corrija o seu coração. A Natureza, Deus, examina apenas a intenção no coração. O jejum simboliza a necessidade de primeiro parar de receber somente para o meu próprio benefício, restrição. Então nós podemos doar. Aprendemos com a história do profeta Jonas que temos que nos colocar de lado e agir para o benefício dos outros. Uma pessoa não pode se voltar ao Criador se existem pessoas no mundo que ela machuca.

A verdadeira reconciliação com os outros não é que eles devem perdoar você, mas que você deve construir em seu coração todo o amor por eles.

De KabTV “Nova Vida # 438 – Yom Kippur“, 30/09/14

Nova Vida # 434 – O Significado Dos Feriados De Israel

Nova Vida # 434 – O Significado Dos Feriados De Israel
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Nitzah Mazoz

Resumo

Quais são os significados espirituais dos feriados de Israel, como eles estão conectados à realização do objetivo de nossas vidas, e qual é a diferença entre eles e os feriados de outras nações?

Abraão estudou a tendência de desenvolvimento na antiga Babilônia. Ele entendeu que tudo avança para a conexão. Ele descobriu que a humanidade tem que alcançar a identidade com a natureza, se equilibrando e harmonizando com ela. Para estarmos equilibrados com a natureza, precisamos entender esse enorme sistema, que é profundo.

Abraão descobriu a lei pela qual toda a realidade evolui rumo à unidade geral, e a humanidade é parte disso. O processo de aproximação da união da humanidade tem etapas, como durante o curso da vida humana. A conexão é expressa em “O que é odioso para você, não faça ao seu amigo” (Shabbat 31a), e depois disso, “E amarás o teu amigo como a ti mesmo” (Levítico 19:18). Abraão disse isso aos babilônios. A maioria deles não quis ouvi-lo. Dezenas de milhares de pessoas o seguiram até o amor ao próximo. Os estágios de desenvolvimento no caminho para a conexão podem ser chamados de “Ciclo Anual”. Ele se repete em cada nível.

Segue-se que os feriados de Israel são espirituais e não uma comemoração de datas históricas como em outras nações. Os feriados de Israel são determinados pela natureza como estados de desenvolvimento no caminho para a conexão plena.

  • Desde o início, nós estamos dentro da conexão e harmonia da natureza em um estado oposto de divisão e destruição. É necessário fazer algum exame de consciência. Isso é chamado de mês de Elul.
  • Coroar o poder que conecta todas as partes da natureza para nos governar: Rosh HaShaná
  • Conectar toda a humanidade a isso, e não apenas nós, o povo de Israel: Yom Kippur, a leitura do livro de Jonas.
  • Em Sucot: conectamos as quatro espécies juntas, correspondendo aos quatro estágios de correção do egoísmo que nos separa.
  • Simchat Torah (Regozijo da Torá): nós estamos contentes que a força superior nos conecta.
  • Chanucá: um feriado espiritual acima do ego.
  • Purim: nós corrigimos todo o ego, todas as más tendências que estavam em nós, e podemos comemorar.
  • Pesach (Páscoa Judaica): simboliza como nós sempre nos afastamos da escravidão do egoísmo para a liberdade.
  • Contagem do Ômer: contamos quantos dos nossos desejos já corrigimos.
  • Shavuot: a entrega da Torá, o poder de correção. Através da Torá nós construímos a nós mesmos, mas não podemos manter isso e quebramos.
  • Tisha B’Av: disso aprendemos que profundidade devemos realmente nos corrigir através de uma conexão completa.

De KabTV “Nova Vida # 434 – O Significado Dos Feriados De Israel”, 16/03/14

A Quem Pedir Perdão E Para Quê? Parte 3

Laitman_043Pergunta: Por que existe uma tradição de redenção antes do ano novo (Rosh Hashaná), e por que os sábios alertam que o Criador registra todas as nossas ações e nos apresenta uma conta? Soa como se Ele nos prescrevesse penas para os nossos comportamentos abusivos?

Resposta: Isso é muito simples. Nós estamos todos ligados em um sistema fechado que nos conecta uns aos outros com bilhões de fios: todas as pessoas, pedras, plantas e animais. Tudo está conectado; portanto, o “livro de penalidades” é essa própria rede.

Toda vez que eu faço algum movimento, não um externo com os braços ou pernas, mas um interno, em relação à conexão entre nós, nos aproximando das pessoas ou nos afastando delas, isso é imediatamente percebido e sentido em nossa conexão. Isso significa que eu já estou registrado no livro da natureza pelo benefício ou dano que causei. Há uma conta geral de quanto eu afetei o sistema, uma vez que ele é integral e fechado.

É como as células de um corpo, onde cada uma está ligada a todas as outras. Assim, verifica-se que todas as minhas ações e influências sobre o sistema são registradas nele e o transformam de alguma forma.

Além disso, eu não estou em um único ponto do sistema, mas espalhado por todo ele, entre todos os bilhões de pessoas, animais, plantas e matéria inanimada, e afeto a todos. Eu estou em absolutamente todos e os levo à unidade ou à separação com minhas ações. Isso significa que estou registrado no livro.

Nosso desejo egoísta está crescendo a cada momento porque a evolução avança de forma constante, e nós nos desenvolvemos de geração em geração e durante toda a nossa vida. Portanto, todos os dias eu devo cuidar em como corrigir todas as oportunidades perdidas de conectar todas as pessoas em um único sistema.

Se eu negligencio meus deveres, contribuo para a separação geral. Mesmo a minha ignorância não me exime da punição. Já que eu não contribuo para a conexão, eu levo à discórdia.

Se quando me levanto de manhã, não atuo para unir o mundo inteiro, ou pelo menos a totalidade de Israel em uma só família, isso se chama um comportamento prejudicial ao sistema. Afinal de contas, o egoísmo está em constante crescimento e nós não o corrigimos, não consertamos a nossa conexão.

Se eu fizer algo ruim ou bom para uma pessoa, isso afeta todo o sistema. E mesmo se eu simplesmente não fizer nada bom, isso também conta como uma destruição, porque o egoísmo que nos separa cresceu. Tudo isso está gravado na minha conta em duas colunas: débito e crédito.

Pergunta: Se eu pedir perdão na véspera do ano novo, todas as minhas dívidas vão ser anuladas?

Resposta: Nada será anulado. A ideia é que a pessoa faz um cálculo interno com ela mesma e decide que a partir de agora deve causar somente a conexão do sistema. Ela realmente se arrepende de seu passado e toma uma decisão para o futuro. Essas não são palavras vazias, sem nada por trás delas, mas resultado de uma preparação séria.

Ela jura que a partir desse dia irá verificar constantemente e corrigir cada um de seus desejos. No final, todos nós devemos alcançar o estado em que todo o sistema está corrigido. Ninguém vai fazer essa correção, exceto nós. O que eu posso corrigir ou danificar dentro da minha alma, como na célula de um organismo, ninguém pode corrigir além de mim.

Portanto, minha redenção não anula pecados passados, mas me dá a oportunidade de começar como se do zero e corrigi-los. Devido ao fato de que a partir de agora eu começo a fazer boas ações, eu acrescento meus erros passados a elas e os corrijo.

De KabTV “Nova Vida” 27/09/16

Ynet: “O Segredo Para Um Ano De Sucesso”


Da minha coluna no Ynet, “O Segredo Para Um Ano De Sucesso”

Por que é costume ler o Livro de Jonas no Yom Kippur? Será que a baleia realmente engoliu Jonas ou é apenas uma alegoria? Qual é o segredo de como expiar as nossas ações e bloquear todas as flechas de ódio dirigidas a Israel? Guia dos Perplexos dos Rav Laitman para Yom Kippur.

Alguma vez você já parou para perguntar por que você jejua no Yom Kippur, por que vai à sinagoga no Yom Kippur, por que pede a um amigo ou a alguém que tenha prejudicado para perdoá-lo? Nós temos nos acostumado a manter esses costumes desde a nossa infância, e parece que a principal razão para isso é que todos nós queremos ser considerados inocentes, pelo menos em algum grau, no Yom Kippur.

Aqueles que têm recursos inclusive competem com uma soma em dinheiro para pagar pelo direito de ler o Livro de Jonas em público, um mérito bem conhecido para riqueza e sucesso nos negócios no próximo ano. As somas sobem de ano a ano, mas eles entendem o que estão pagando?

A história do profeta Jonas começa com a missão que ele recebe de Deus: advertir os gentios, o povo de Nínive, a se arrepender de seu mau caminho, do ódio infundado ao amor ao próximo. Assim como no passado, assim como Jonas, assim como nós, o povo de Israel hoje têm um papel que não podemos evitar. O mesmo papel que nos acompanha desde o tempo da antiga Babilônia quando Abraão nos uniu em uma nação com base no amor ao próximo, para estabelecer entre nós a unidade que irá servir como exemplo para o mundo inteiro. Cumprir este papel é o nosso direito de existir.

Nós temos experimentado como essa lei opera em toda a nossa história: quando estamos unidos, nós prosperamos e o mundo prospera também. Quando caímos no ódio infundado, recebemos golpes e o mundo se deteriora. Com o tempo deixamos de construir a conexão entre nós a tal ponto que não acreditamos que podemos restabelecer as boas relações entre nós novamente. Ficamos indignados ao ouvir que o nosso papel é ser uma Luz para as nações do mundo. Nós esquecemos o nosso papel e quando fugimos dele a tempestade chega ….

A Tempestade

Jonas escapa de sua missão, embarca num navio e navega para além mar. Sua fuga gera uma tempestade, e os marinheiros percebem que a razão para o seu sofrimento é o judeu que está a bordo de seu navio. Eles o jogam ao mar.

No mundo global de hoje, as nações do mundo também nos culpam por toda crise que existe. O destino da nação de Israel é inevitável. Os marinheiros da história mudam a cada vez, mas o nosso destino é o mesmo. Se não despertarmos de nosso sono profundo e concordarmos em cumprir nossa missão, chegará o momento em que certamente seremos lançados ao mar.

Jonas foi lançado ao mar e engolido por uma baleia. No final de sua autoanálise, ele concorda em cumprir a missão que recebida, e só depois é que o peixe o leva para uma praia segura, Nínive.

O Acordo

Como Jonas, nós carregamos dentro de nós um método para se conectar.  Esse é o genoma nacional que nos une em uma só nação e não podemos fugir dele. Quando nos conectarmos, serviremos como exemplo de unidade para todas as nações. A única questão é se vamos ser responsáveis o suficiente ou se, Deus nos livre, seremos lançados nas profundezas do oceano para que possamos concordar em cumprir o nosso destino.

Nosso papel é transformar o ódio infundado em amor mútuo, mas em vez de ser uma Luz para as nações, fazemos tudo para sermos como todas as outras nações. Mas o rolo compressor do desenvolvimento faz com que mais e mais pessoas e nações inconscientemente sintam que os judeus são responsáveis ​​por todas as suas angústias, e assim as nações não vão mudar a sua atitude em relação a nós para melhor até que cumpramos o nosso dever.

O objetivo do Yom Kippur é nos permitir fazer alguma introspecção profunda, e é uma oportunidade para assumirmos a nossa missão e chegarmos à decisão de se conectar e ser uma Luz para as nações do mundo. Só então a turbulência global em torno de nós se acalmará e toda a humanidade viverá em paz, e uma Sucá da paz será espalhada por todos nós.

Um bom ano novo e que todos em Israel sejam assinados e selados no Livro da Vida!

De Ynet 10/10/16

A Quem Pedir Perdão E Para Quê? Parte 2

laitman_534Pergunta: Será que isso significa que é um erro pensar que existe um Deus acima que está assistindo nossas ações e de quem precisamos pedir perdão?

Resposta: A pessoa passa por vários estágios de desenvolvimento. Portanto, é impossível dizer que algumas de suas crenças estejam corretas e outras não. Ela pensa dessa maneira hoje, mas aos poucos corrige sua percepção, aumentando o conhecimento e sentimento.

Portanto, é claro que o conceito de “Eu e o Criador” muda completamente. Eu sinto cada vez mais que a força superior é resultado da minha conexão com outras pessoas e não existe fora dela. Apenas a essência do Criador (Atzmuto), que é totalmente inacessível para mim, existe independentemente.

Nós devemos entender bem que o Criador existe apenas na conexão com as pessoas. Não pode haver apelo ao Criador com exceção da nossa unidade; depois de tudo, nós criamos o lugar para a Sua revelação através dela.

Cada um deve julgar a si mesmo: o quanto está conectado com os outros. Essa é toda a sua redenção. É impossível julgar uma pessoa individualmente. Esse é um imenso erro que fazemos sempre instintivamente: pensar em nós mesmos, contar conosco mesmos, e agir sozinho.

Esse é um erro fatal que continuamos a fazer há milhares de anos. A separação do Criador é a razão do nosso terrível esquecimento.

Comentário: Lamentavelmente, isso parece muito relevante, porque causa separação, desacordo e hostilidade entre diversas correntes e facções.

Resposta: O povo de Israel já passou por esses estados durante a destruição do Primeiro e Segundo Templos. Os judeus estavam se matando, não só com palavras, mas também com armas reais, derramamento de sangue fraterno nas guerras civis. Eu espero muito que hoje não cheguemos a esse ponto. Nós ainda não sacamos nossas espadas, mas sinceramente lutamos uns com os outros por todos os outros meios.

Isso é porque nos esquecemos de quem somos, qual é a base da nossa nação, e nossa responsabilidade em ir em direção à unidade; embora, de fato, essa seja a nossa própria correção e a correção de todo o mundo.

De KabTV “Nova Vida” 27/09/16

Ynet: “Hoje É Feriado: O Diário De Uma Viagem Espiritual”


Meu artigo recente no Ynet: “Hoje É Feriado: O Diário De Uma Viagem Espiritual”

Qual é a razão para todos os costumes que tão constantemente realizamos: comer o peixe tradicional que a mãe cozinha para Rosh Hashaná, o jejum no Yom Kippur, e as decorações suspensas em uma Sucá? Eu explico os feriados de Tishrei de acordo com a sabedoria da Cabalá, e revelo como podemos mudar nossas vidas para melhor com a sua ajuda.

Costuma-se pensar que os feriados marcam eventos históricos, a vitória na guerra, o nascimento ou morte de uma pessoa especial. De acordo com a sabedoria da Cabalá, os feriados de Israel são essencialmente diferentes dos feriados de outros povos, e descrevem estações no caminho para o desenvolvimento espiritual de cada pessoa.

Os feriados de Israel e seus costumes foram introduzidos pelos grandes Cabalistas milhares de anos atrás. Os Cabalistas são pessoas como nós, que através do estudo da sabedoria da Cabalá conseguiram alcançar uma vida de amor ao próximo e através disso o amar ao Criador: a força geral de amor que existe na realidade. Eles descobriram que existe um único objetivo para essa força superior: nos levar a ser conectados, felizes e cheios de amor como Ele enquanto ainda estamos vivos. Essa força recebeu vários nomes: Criador, Luz, Natureza, Amor e até mesmo Rei, como é costume chamá-la nos Dez Dias de Arrependimento: “Não temos rei, exceto você” (Ta’anit 25b).

Para descrever as estações que o Rei nos passa no caminho para o Seu reino mágico, para se familiarizar com Ele e descobrir todo o bem que Ele preparou para nós, os Cabalistas estabeleceram o calendário hebraico e o ciclo das festas e festivais nele. Assim, um momento antes de mergulhar a maçã no mel e pendurar decorações em uma Sucá, vamos parar e esclarecer de uma vez por todas por que nos incomodamos tanto a cada ano e como podemos extrair desse costumes algo melhor para todos nós.

A Primeira Estação: Rosh Hashaná

“Rosh (cabeça) é considerada uma raiz … De acordo com a raiz e a Rosh que uma pessoa estabelece para si mesma em primeiro lugar, ela continua a sua vida” (Os Escritos do Rabash , “Carta 29”).

A primeira estação na jornada espiritual da pessoa é Rosh Hashaná – “O princípio da criação da pessoa” (Os Escritos do Rabash, “Dargot HaSulam” 882). Nesta fase, a pessoa é como um recém-nascido. Ela olha as coisas boas e ruins que passou na sua vida e se pergunta: O que é tudo isso? Por que estou viva ano após ano? Quem está gerindo esta realidade e qual é o propósito da existência?

Se tiver sorte, essas questões não a deixarão partir e vão levá-la à meta, à estação final e significativa da viagem: a descoberta da rede de conexão harmoniosa entre as pessoas dentro da qual ela vai sentir o poder positivo da conexão em toda a sua intensidade – a Força superior que gere a sua vida.

O primeiro Rosh Hashaná foi “comemorado” pela primeira vez 5777 anos atrás, quando um ser humano fez perguntas semelhantes. O nome dessa pessoa era Adão. Como uma criança que quer crescer e ser como seus pais, nós precisamos ser como a força que nos criou e quer ser descoberta. Todo esse desejo vai nos dar o poder para superar nossa natureza egoísta limitada, acima da preocupação particular por nós mesmos, e nos tornar “filhos de Adão”.

Os Cabalistas chamam o desejo de saber por que estamos vivos pelo nome de “ponto no coração”. O “coração” representa a totalidade dos desejos egoístas da pessoa que continuam a crescer, começando com os desejos mais básicos – por sexo, alimentação e família, até os desejos mais desenvolvidos – por dinheiro, respeito, e conhecimento. O ponto no coração é o desejo espiritual mais desenvolvido em uma pessoa na escada dos desejos. E quando é despertado, ele sopra em uma pessoa o espírito de vida e um novo desejo de autorealização. Este desejo não é satisfeito por dinheiro, respeito ou conhecimento, mas apenas pela realização do propósito da vida. E quando pela primeira vez a mudança é sentida dentro de uma pessoa, ela celebra Rosh Hashaná.

De Rosh Hashaná em diante, a pessoa aumenta o ritmo de sua jornada. Equipada com novos poderes, ela se esforça para chegar a um verdadeiro ponto de conexão com os outros e perceber o ponto que está ardendo em seu coração. Mas a esperança é uma coisa e a realidade é outra. Em vez de unidade, ela descobre uma grande separação, o mais terrível julgamento de todos. “O dia do julgamento foi criado em Tishrei, uma vez que estes são dias de desejo. E esse desejo desperta em nós naquela época a cada ano, e é necessário despertar para completar o arrependimento mais do que durante todo o ano. E a essência do arrependimento é se unir com todos com amor e com um só coração” (” Meor veShemesh “). Essa descoberta leva a pessoa à próxima estação na viagem, Yom Kippur.

A Segunda Estação: Yom Kippur

“Nós vemos a verdade através de Rosh Hashaná, depois a pessoa pode pedir a expiação. Portanto, Yom Kippur é depois de Rosh Hashaná “(Os Escritos do Rabash”, Dargot HaSulam”, 891).

No Livro do Zohar está escrito: “‘… na medida em que luz é mais excelente do que as trevas’ (Eclesiastes 2:13), pois o benefício da luz não vem senão da escuridão”. Não há luz sem escuridão, não há doce sem amargo, e não há bem sem mal. Para alcançar o bem, também temos que descobrir o mal. De acordo com a sabedoria da Cabalá, Yom Kippur é o reconhecimento de que a nossa natureza egoísta é má desde a sua juventude. Mas é precisamente este reconhecimento que nos possibilita atingir o bom. Se em Rosh Hashaná o desejo de se conectar com outras pessoas é despertado em nós, tudo bem é produzido através da conexão com elas. Assim, durante os Dez Dias de Arrependimento, somos gradualmente introduzidos na força egoísta negativa que nos impede de alcançar a unidade. Afinal de contas, em Yom Kippur não há lugar para se esconder a quebra e o ódio mútuo que nos dividem. Assim já é possível pedir a correção de nossa inclinação ao mal, o que é bom.

“Israel não tinha feriados como o 15º dia de Av e como o Yom Kippur” (Mishná Ta’anit 4: 8). Por quê? Porque esse era um dia especial de introspecção e profundo exame de consciência. Um dia de remorso em que era costume pedir perdão “Pelo pecado que fizemos em sua presença através da inclinação ao mal” (oração de Yom Kippur).

A sabedoria da Cabalá explica que “perdão” não é apenas um pedido verbal, “Nós temos sido culpados, traídos, roubados ….”; ao contrário, é uma fase em que a pessoa se torna consciente do seu verdadeiro estado – quão longe está da conexão correta com os outros, e, como resultado disso, de conexão com a força do bem que controla sua vida. Essa difícil revelação realmente deixa a pessoa feliz, porque, como resultado, um grito irrompe dela pela mudança interior. Este pedido particular de perdão é esperado de nós, e quando chega, é atendido.

A Terceira e Quarto Estações: Sucot e Simchat Torah

“… A festa de Sucot explica todas as perguntas, mesmo as mais difíceis e piores ….” (Os Escritos do Rabash , “Carta 36”).

Na terceira estação na jornada espiritual, chamada “Sucot“, a resposta ao pedido interno chega e nós temos uma força positiva especial que transforma o mal em nós em bem. Está escrito no Talmude: “Deixe a sua morada permanente e habite em uma morada temporária” (Sukkah 2a). A mudança pela qual devemos passar é deixar a morada permanente, ou seja, o narcisismo, para uma nova morada, ao altruísmo. Então, a nossa imagem da realidade é alterada. Nossos sentidos são aparentemente invertidos. O cérebro e o coração mudam de direção: do narcisismo para o altruísmo, e a imagem de toda a realidade se revela diante dos nossos olhos. A pessoa começa a obter uma resposta ao pedido em seu coração, e todos os seus desejos que se opunham à conexão entram na “Sucá“.

A Sucá simboliza a forma completa que cada pessoa vai alcançar no futuro. As leis da sua construção simbolizam a maneira pela qual a pessoa se eleva acima do seu ego e adquire a capacidade de amar e doar. Assim, por exemplo, o Shach (palha) em uma Sucá deixa mais sombra do que luz, como está escrito: “A sua sombra é mais do que seu sol” (Mishná Sucá 2:2). Esse costume simboliza uma ação na qual a pessoa “esconde”, restringe, o uso de seu ego para que possa sair dele em direção à Luz, para a conexão e o amor.

Então, ela está pronta para Simchat Torah: ela desenvolve a capacidade de ler os textos de Cabalá e atrair para si a Luz Superior, que também é chamada de Torá, para elevar a conexão entre nós até o ápice da escada de valores, e mudar a sua vida para melhor. Isto é porque a Torá é a força que está preparada para corrigir o ódio e a separação entre nós e transformá-los em conexão e amor, que é uma descoberta chamado de “Simchah” (felicidade). Então, a pessoa sente dentro de si toda a vasta extensão ao seu redor, e ganha uma vida eterna, plena e feliz.

Eu espero, desejo e oro por um ano de mudança, um ano de construção de sistemas adequados de relações entre nós.

Um bom ano para todo o povo de Israel!

Ynet 29/09/16