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A Guerra Dos Macabeus

laitman_742_02Pergunta: Como podemos ver as ações descritas na história de Chanucá no mundo moderno? Nós podemos vê-las?

Resposta: No mundo moderno só podemos ver escuridão, a nossa hostilidade mútua, e destruição, os terríveis estados egoístas até a total rejeição mútua.

Mas não vemos a luta em si, a luta que é descrita nas guerras dos Macabeus, porque ela ocorre dentro de uma pessoa que atinge a sabedoria da Cabalá e quer subir acima do seu egoísmo através desse método. A guerra contra o ego é chamada de guerra dos Macabeus.

A vitória nessa guerra é a subida de uma pessoa sobre o seu egoísmo, o desapego dele. Então ela começa a sentir o mundo superior. Portanto, Chanucá simboliza o feriado da Luz, um feriado em que saímos da escuridão do nosso mundo e entramos em um novo estado, uma nova dimensão eterna e iluminada.

Uma pessoa que está na estrutura do nosso mundo não vê nada disso, apenas celebra e come sonhos.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 19/12/16

O Significado Interno Do Feriado De Chanucá

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o significado espiritual do feriado de Chanucá?

Resposta: Chanucá simboliza a ascensão da pessoa acima do seu egoísmo, quando ela derrota os “gregos” dentro dela. Essas são todas aquelas características que anseiam pelo conhecimento e querem dominá-la.

Na verdade, a realização espiritual não é considerada científica porque se baseia na superação do ego através de crises, como acontece em nosso mundo, e não usando-o.

Portanto, o feriado de Chanucá é cheio de Luz. Expressa a vitória da nossa superação sobre nossos impulsos internos egoísticas.

Pergunta: Será que isso significa que eu não tenho necessidade do conhecimento, chamado de “gregos” dentro de mim?

Resposta: Não, desde o tempo de Abraão em diante, a humanidade precisava se desenvolver de uma forma completamente diferente, não fisicamente nem intelectualmente, mas espiritualmente, através do desenvolvimento de nossas emoções a um estado em que começamos a sentir a natureza que está oculta de nós.

O feriado de Chanucá, que é a personificação da Luz, simboliza a descoberta da natureza oculta.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 19/12/16

Chanucá É Uma Parada

laitman_222_0Em algum momento de sua vida, a pessoa começa a senti-la como pequena, insignificante e temporária que não traz nada para si e para os outros. Na verdade, o que há nela além dos indivíduos comuns?

O que ela deixa para seus filhos e netos, e o que eles deixam? Nada! Tudo é sem objetivo – estupidez! Nós jogamos jogos nessa vida como crianças que competem constantemente entre si. Mas, basicamente, é tudo uma espécie de jogo da natureza que, aparentemente, zomba de nós.

A pessoa, de repente, começa a sentir que precisa desvendar esse mistério da natureza. Não pode ser que a natureza tenha criado tudo em vão: um aglomerado de estrelas, grandes galáxias e nós – tão pequenos nessa Terra! Nós nos sentimos como se estivéssemos em um pequeno barco em um oceano de escuridão. Como entendemos o que está acontecendo? Eu quero saber! Quero controlar meu próprio destino!

Quando a pessoa tem essa pergunta, começa a procurar e, gradualmente, chega à Cabalá.

Em princípio, pode demorar algumas vidas até que ela alcance a metodologia correta através de seu desejo desenvolvido: como desvendar o sentido da existência, sua essência e seu mistério.

A Cabalá responde a isso de forma muito simples. Você quer abrir os olhos? Não é difícil. Os olhos devem ser dirigidos para fora e não para dentro. Quando você realmente os abrir, não verá o mundo que vê na frente de você agora, porque o vê dentro de si! Está em sua mente!

A fim de abrir os olhos para o mundo real que existe fora de você, você precisa de uma influência externa especial: a Luz Superior. Você tem que lutar consigo mesmo para parar de olhar para dentro vendo apenas a si mesmo e todo o resto através de si mesmo.

À frente está a escuridão, a travessia do Mar Vermelho, mas gradualmente você vai sair da velha visão do mundo, e com a visão interior, começará a olhar para fora, fora de si mesmo. Ao mesmo tempo, seu corpo físico permanece com você, mas se tornará completamente extrínseco, porque você já existe em uma nova visão, numa nova compreensão do mundo, e lá tudo é diferente: outras forças e outros objetos.

Agora você não está dentro de sua “caixa” que constantemente engana você e mostra imagens ilusórias, mas vê forças e universos. A transição do estado corporal ordinário para o estado de revelação do mundo eterno e perfeito, o enorme sistema acima das estrelas, acima de tudo o que você observa agora é chamado de “alcançar à Chanucá”.

Esse primeiro passo do “você” material para o “você” espiritual é chamado de um passo rumo a batalha com seus inimigos egoístas internos que constantemente atiram em você imagens cada vez mais novas, irritam você e fazem tudo o que querem com você.

Mas se você ganha essa luta, chega ao estado de Chanucá que é um estado intermediário no trabalho espiritual, como uma parada (escala) no caminho, uma pausa, umas férias curtas.

Depois vem o próximo estágio de desenvolvimento, o próximo período, de Chanucá a Purim, que é a conquista do mundo superior, sua verdadeira revelação, quando você toma posse dele e começa a usá-lo claramente, o gerencia e possui.

A realização completa do mundo superior é Purim, que não é apenas uma parada como Chanucá, mas a estação final: a grande revelação do universo inteiro à pessoa, onde ela obtém todas as respostas, conquistas, condições eternas e perfeitas.

Assim, Chanucá é a primeira e única parada na estrada, a meio caminho da perfeição, e é muito importante. Nós a celebramos como uma parada completamente espiritual, porque é uma separação completa do estado egoísta anterior, mas ainda não uma aproximação do estado espiritual. É por isso que é tão etérea, suspensa, como em uma criança, quando você ainda não possui o mundo, em que você apareceu.

De KabTV do “News com Michael Laitman” 19/12/16

Chanucá, O Feriado Das Crianças

laitman_600_02Pergunta: Por que Chanucá é considerado o feriado das crianças?

Resposta: É porque um bebê que começa a perceber o mundo é basicamente apenas uma criança pequena. Assim somos nós, que estamos em uma situação como crianças quando estamos revelando o mundo superior.

Em outras palavras, quando chegamos ao feriado espiritual de Chanucá, nosso estado é chamado de estado de Katnut (pequenez) da alma: “Galgalta ve Eynaim“.

Assim, em nosso mundo, nós cantamos com as crianças e comemos sonhos com geleia (sufganiyot). Em geral, o feriado é muito feliz, suave e infantil, porque é assim que começamos a revelar o mundo superior; na realização espiritual ainda somos crianças.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 19/12/16

Chanucá É A Celebração Da Vitória Sobre Nós Mesmos

Laitman_155Chanucá parece um feriado infantil, não muito sério. Mas, de fato, é o feriado mais significativo porque fala sobre a entrada de uma pessoa no trabalho espiritual, seu primeiro passo, seu cruzamento da fronteira entre os mundos material e espiritual.

A fim de atravessar a fronteira, a pessoa deve ir contra os “gregos” nela, contra o seu egoísmo. Ela derrota essas forças impuras e egoístas porque vai contra elas e não tem medo.

No entanto, nós revelamos que não temos forças para nos posicionarmos contra o desejo egoísta. De onde pode vir isso, se somos um produto completo desse egoísmo e tudo o que temos é uma pequena centelha que se opõe a ele.

Mas se nos mantivermos e não recuarmos, um milagre acontece: a Luz superior vem repetidamente, realiza o seu trabalho, e “transmite o forte nas mãos dos fracos”. Nosso desejo de doar é muito fraco, quase imperceptível. No entanto, o milagre acontece e a ajuda vem de cima, dando-nos a força de doação, a intenção altruísta e a fé, através da qual podemos vencer.

A vitória vem quando a pessoa, por um lado sente que é obrigada a ganhar essa guerra, mas, por outro lado, não tem nenhuma força e alcança o desespero, tendo esgotado todas suas possibilidades. Vemos pela história que muitos judeus deixaram o caminho da luz e adotaram a abordagem grega da vida. Somente os Macabeus permaneceram, um punhado pequeno do povo que começou a guerra.

“Os gregos atacaram-me”, e ao mesmo tempo a pessoa sente que deve continuar a lutar com sua última força, sem qualquer esperança de sucesso. Ela não pode desistir, porque senão permanecerá escravizada pelo egoísmo. Então um milagre acontece e ela ganha essa guerra. O êxodo do Egito e a Chanucá, a vitória dos Macabeus sobre os gregos, são todas as fases da mesma guerra.

Toda essa guerra está na fronteira dos mundos material e espiritual, entre as forças egoístas e as forças de doação e amor. A pessoa vê que entre ela e o mundo espiritual está um muro. Somente se ela puder desistir de seus desejos e pensamentos egoístas, começará a sentir o mundo espiritual neste espaço vazio.

Essa realização não vem imediatamente, mas depois de muito tempo e muito esforço porque é necessário encontrar novas medidas e novas sensações para que a pessoa obtenha a conexão com a espiritualidade. Então ela descobre os “gregos” que não viu antes e percebe que vai ter uma guerra com eles.

É uma grande alegria porque ela finalmente descobre que enfrenta uma barreira formidável. Essa barreira está dentro da pessoa, em sua percepção do mundo e da realidade, e nos valores de sua vida anterior.

Agora ela precisa vestir-se em uma nova pessoa que pensa e vê de forma diferente, prefere outros valores e adquire uma mente, percepção e sentimentos completamente novos do mundo. Assim começa a Guerra dos Macabeus com os nossos “gregos” internos.

Da Lição sobre o Tema “Chanucá pela sabedoria da Cabalá” 20/12/16

Por Que Nós Comemos Sonhos Em Chanucá?

laitman_627_1Pergunta: Por que comemos sonhos (sufganiyot) em Chanucá?

Resposta: Em primeiro lugar, é porque eles são redondos. O círculo representa a plenitude.

O óleo é algo etéreo, de onde vem a Luz. Afinal, a Luz estava sempre na lâmpada, erguendo-se do óleo queimando no pavio.

Durante Chanucá, nós comemos sonhos doces porque esse feriado simboliza a saída da amargura deste mundo na doçura espiritual. Esse é um feriado doce.

Nova Vida 804 – O Segredo Do Poder Da Cultura Grega

Nova Vida 804 – O Segredo Do Poder Da Cultura Grega
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Nitzah Mazoz

Resumo

A Sabedoria da Cabalá ensina como uma pessoa pode subir acima de sua mente, acima da razão.

A filosofia grega vem da informação que os filósofos gregos tiraram da sabedoria da Cabalá, mas não sabiam como compreendê-la. Até hoje, nós seguimos a abordagem grega. Uma pessoa desenvolve sua razão e pensa que lhe fará bem.

Todo indivíduo pode ascender acima da razão para um novo nível superior. O mundo é a realidade que eu percebo. Se você expandir seus instrumentos de percepção, vai captar mais. A Cabalá nos diz como avançar para uma percepção diferente da realidade.

Depois que desenvolvemos o mundo inteiro de acordo com a abordagem grega, vimos que não conseguimos nada. Nossas emoções nos dizem que não conseguimos nada como resultado do desenvolvimento de nossa mente, e a Cabalá oferece uma nova abordagem, que é antes de tudo emocional. Ela permite que a pessoa abra a vida de forma ilimitada.

De KabTV “Nova Vida 804 – O Segredo Do Poder Da Cultura Grega”, 22/12/16

Nova Vida # 473 – Os Milagres E As Maravilhas

Nova Vida # 473 – Os Milagres E As Maravilhas
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Nitzah Mazoz

Resumo

O que é um milagre de acordo com a sabedoria da Cabalá? O que há de especial no milagre que aconteceu em Chanucá e o que podemos fazer para que ele também aconteça em nossos dias e remova todos os problemas e angústia no mundo?

Um milagre é algo que acontece contra as leis da natureza. A Torá, ou mais precisamente a sabedoria da Cabalá, que é considerada a sabedoria da verdade, explica o que é um milagre.

Parece que o mundo é controlado pela força do ego. Um milagre é quando a ação da força oposta é revelada, a força do amor. Há duas linhas em nosso desenvolvimento: o fluxo egoísta natural e a força oculta do amor acima dele.

Amuletos da sorte, bênçãos, etc., não têm nada a ver com milagres ou algo sobrenatural. Estas são simplesmente coisas que capacitam psicologicamente uma pessoa.

Nós tivemos que lutar contra a força do ego que nos separava e nos unir em amor para derrotar os Gregos. O milagre ocorre somente após grandes esforços para ascender acima do ego, mas não conseguimos e precisamos de ajuda. A mesma guerra se repete em cada geração. A força do ego nos domina e precisamos nos conectar no amor.

Há uma terrível corrupção em Israel, mas, na verdade, é a partir da maior escuridão que a Luz é revelada. Se as pessoas começarem a se conectar, o mundo inteiro mudará sua atitude em relação a nós e nos carregará em seus braços. Hoje nos comportamos de acordo com a abordagem egoísta dos Gregos, e essa é a razão pela qual o mundo nos odeia.

Todo mundo sofre com a falta de conexão. Israel tem que ser um exemplo de viver em conexão e amor. Esse é o significado de ser uma Luz para as nações do mundo. Esse será o grande milagre de Chanucá de nossos tempos.

A sabedoria da Cabalá está sendo revelada hoje, a fim de nos ensinar como nos conectar apesar do nosso grande ego. Há um mérito especial na sabedoria da Cabalá: ela visa alcançar um milagre, ou seja, uma mudança na natureza humana.

De KabTV “Nova Vida # 473 – Os Milagre E As Maravilhas”, 14/12/14

Haaretz: “Chanucá, Ou Porque Comemoramos Uma Guerra Civil”


Na minha coluna regular no Haaretz, meu novo Artigo: “Chanucá, Ou Porque Comemoramos Uma Guerra Civil”

A unidade é como nós derrotamos o separatismo helenístico (grego) dentro de nós, e nos tornamos os Macabeus modernos, guerreiros da luz.

Na próxima semana nós (judeus que observam festas judaicas) comemoramos Chanucá, também conhecida como o Festival das Luzes. Mas o milagre de encontrar um minúsculo jarro de óleo que deveria ter mantido óleo suficiente para iluminar a Menorah por apenas um dia, embora a tenha iluminado por oito dias, é apenas o fim da história. Seu começo foi muito mais sombrio e sangrento, mas também sublinha a eterna batalha do judeu: de preservar os valores de fraternidade e responsabilidade mútua acima de tudo.

Nossa missão, o legado de nossos antepassados ​​para trazer a luz da unidade ao mundo

No ano 167 a.C., um judeu helenizado avançou para oferecer um sacrifício a um ídolo no lugar de adoração do sacerdote, Matatias, o Asmoneu. Esse era um procedimento de rotina, parte de uma campanha orquestrada dirigida pelo Império Selêucida para forçar a cultura e o sistema de crenças helenísticas sobre o povo judeu. Em sua ajuda, os selêucidas usaram judeus que foram levados pelo encanto da cultura e da filosofia gregas para infundir a cultura helenística na vida judaica e forçá-la àqueles que não a desejavam. Mas os selêucidas e seus cúmplices não tinham conhecido Matatias antes. Quando o judeu helenizado avançou na tentativa de cumprir a ordem do oficial do governo, Matatias levantou-se e matou tanto o judeu como o oficial.

Temendo a retribuição do governo, Matatias levou seus cinco filhos e, juntos, eles fugiram para as montanhas que cercavam sua cidade, Modim. Lá eles poderiam se proteger ao infligir mais vítimas aos Helenistas.

Ouvindo o ato de desafio de Matatias, dissidentes judeus começaram a correr em direção às montanhas para se unir a Matatias e seus filhos em sua luta pelo destino do Judaísmo. Assim começou a revolta dos Asmoneus.

A Guerra Civil Judaica

Nós podemos não gostar de pensar em nosso alegre festival de Chanucá em termos tão sombrios, mas a revolta dos Macabeus não era contra os gregos, como as canções infantis de Chanucá descrevem, mas contra nossos irmãos desonestos. Foi uma guerra civil. Pelo menos durante o primeiro ano da revolta, os combates não atingiram os soldados selêucidas. A maioria dos combates ocorreu entre os Macabeus, como os Asmoneus e suas tropas foram chamados, e os Mityavnim: judeus que abraçaram a cultura helenística ou convertidos ao sistema de crença pagã grega. Só muito mais tarde, depois que os Mityavnim foram derrotados, os exércitos selêucidas os uniram numa tentativa de esmagar os Macabeus.

Por Que Um Judeu Lutaria Contra Um Judeu

Ao contrário do que muitos na nossa tribo gostam de pensar, nossa nação não é como qualquer outra. Maimônides nos diz (Mishneh Torah, Capítulo 1) que, quando Abraão fugiu da Babilônia, fez isso porque percebeu que a fraternidade era o único remédio para consertar as quebras em sua terra natal, mas Nimrod, Rei da Babilônia, o perseguiu para sua condenação.

Séculos mais tarde, Moisés nos uniu oficialmente em uma nação quando nos comprometemos a nos amar como a nós mesmos e a sermos “como um só homem com um só coração”. Sem esse compromisso, não somos judeus; voltamos a ser os individualistas marginalizados que fugiram de suas tribos domésticas e ainda não encontraram os princípios unificadores de misericórdia e amor ao próximo que os transformarão em uma nação. Sem esses princípios, nos tornamos inimigos uns dos outros.

A guerra entre os Macabeus e os judeus helenizados nunca termina. Dentro de cada judeu existe um helenista.

No entanto, o amor ao próximo é antinatural. A Torá nos diz que “o pecado jaz à porta” (Gênesis 4:7). Desde a nossa criação, tivemos que combater a inclinação ao mal em nosso meio. Sempre houve membros de nossa nação que renunciaram ao caminho da fraternidade e optaram pelo caminho do egoísmo. Ainda assim, se abandonarmos o legado de Abraão, Isaque, Jacó e Moisés, quem será uma luz para as nações? Quem vai mostrar ao mundo que, quando o egoísmo reina, como o faz hoje, o único remédio para a nossa sociedade é cobri-lo com o amor ao próximo?

Nós devemos lembrar que toda a nossa Torá, como o rabino Akiva nos ensinou, é “amar ao próximo como a ti mesmo”. O Talmude também escreve (Masechet Shabat, 31a) que, quando um prosélito veio a Hillel e pediu para aprender a Torá, Hillel respondeu: “O que você odeia, não faça ao seu próximo. Essa é a totalidade da Torá”.

Portanto, a guerra entre os Macabeus e os Helenistas não foi sobre a terra. Tratava-se de manter a adesão judaica à Torá: a lei da fraternidade. Os judeus que escolheram o helenismo abandonaram essa lei em favor de adorar o ego, a competição e o poder, e queriam impor seu dogma aos judeus que permaneceram autênticos.

Tivessem os judeus sucumbido à agenda do Mityavnim, não teria havido ninguém para mostrar ao mundo o caminho da responsabilidade e cuidado mútuo. Isso, por sua vez, teria negado ao mundo um exemplo de que é possível transcender o ego e se unir, e o mundo estaria condenado à destruição por guerras motivadas pelo ego.

Por essa razão, os Asmoneus não tiveram outra escolha senão destruir os judeus que desejavam impedir que seus irmãos cumprissem sua tarefa: ser uma “luz para as nações” e mostrar o caminho para a unidade. A vitória que celebramos em Chanucá não é sobre a terra que recuperamos dos selêucidas. Nós celebramos nossa vitória sobre aqueles entre nós que desejavam negar ao mundo a tentativa de unidade, a tentativa de felicidade e paz duradouras.

O Helenista Dentro de Nós

A guerra entre os Macabeus e os Mityavnim nunca termina. Dentro de cada judeu há um helenista sussurrando que é melhor não se unir e ser como todos os outros, perseguindo prazeres egoístas. Afinal, não é este o caminho da natureza?

Chanucá nos lembra que nunca devemos parar de lutar contra nossos Helenistas internos. A história do nosso povo prova que, se desistirmos da unidade, o ódio prevalecerá. A vitória dos Asmoneus não deu a Israel uma paz duradoura. Menos de dois séculos depois de seu triunfo heroico, o ódio infundado conquistou até o melhor de nós e infligiu a ruína do Templo e nosso exílio de nossa terra.

No entanto, nossa missão, o legado de nossos antepassados ​​para trazer a luz da unidade ao mundo, não mudou ou diminuiu ao longo dos anos. Como mostrei em muitos de meus escritos, as nações sentem que sua incapacidade de estar em paz uns com os outros é nossa culpa. Eles nos odeiam por seu ódio mútuo, e até mesmo o raciocínio mais perfeito não vai convencê-los de outra forma. Você não pode raciocinar com um sentimento intuitivo.

O mundo de hoje precisa de unidade mais do que de ar limpo, e realmente precisa de ar limpo. Quanto mais as relações das pessoas se deteriorarem em todos os níveis da interação humana, mais eles nos culparão por isso. Nós fomos, somos e sempre seremos o povo escolhido: não para dominar o mundo de maneira condescendente, mas para introduzi-lo amorosamente no método de conexão através de nosso exemplo pessoal.

As mudanças em nosso mundo estão acelerando exponencialmente. Nós somos cada vez mais perversos e violentos a cada instante. Ninguém sabe quando uma guerra total entrará em erupção, mas o risco de uma erupção está ficando cada vez mais iminente. Nesse Chanucá, o Festival das Luzes, devemos nos lembrar que a luz que o mundo precisa agora é unidade e que somos os chamados a iluminá-la.

Nesses dias de altas tensões políticas, nossa tribo está mais separada do que nunca. No entanto, essa é também a nossa chance de escolher se queremos nos tornar Helenistas egoístas ou Macabeus cuidadosos. Nós somos aqueles que devem acender a chama da unidade entre nós e colocá-la em nossas janelas para que todos possam ver e seguir o exemplo.

A fraternidade é como nós derrotamos o separatismo helenístico dentro de nós e entre nós. É também assim que aprendemos a amar nossos próximos como a nós mesmos, e nos tornamos os Macabeus modernos, guerreiros da luz.

Que tenhamos um Chanucá feliz e unido!

Do Artigo Haaretz 22/12/16

Vida Nova # 470 – Chanucá Antes E Agora

Nova Vida # 470 – Chanucá Antes E Agora
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Tal Mandelbaum ben Moshe

Resumo

Que significado especial desperta deste feriado especificamente hoje em dia, e por que em cada geração eles se levantam para nos destruir, e que milagre esperamos que aconteça?

Chanucá fala de confrontos ideológicos entre duas abordagens da vida: materialista versus espiritual. A elite judaica adotou a abordagem materialista dos gregos. Eles abandonaram a abordagem altruísta do amor ao próximo.

Abraão ensinou a se conectar com amor, a ser um e a descobrir a força suprema. Quando nos unimos e nos tornamos um, somos semelhantes à força suprema, e ela brilha sobre nós. Mas uma conexão como essa requer uma luta contra as tendências egoístas que naturalmente despertam em nós.

Quando nós paramos de trabalhar na conexão, perdemos a conexão com a força superior e a Luz da vida deixou o mundo. Como resultado, os problemas do mundo exterior vêm sobre nós. Eles nos forçaram a se conectar mais uma vez. Isso acontece em ondas. Hoje nós estamos em um estado semelhante. Nós vivemos em Israel, mas não há conexão e amor entre nós durante os tempos normais.

Durante dois mil anos nós vivemos entre as outras nações do mundo e causamos seu desenvolvimento. Há uma energia superior na natureza chamada Luz, que pode se conectar entre as diferenças. Nossa tarefa é trazer essa Luz a todos. Nós queremos ser como a Europa, cada um por si e apenas ser deixado sozinho. E isso é anti-Israel. A garantia mútua é a base da nação de Israel e sem ela não temos o direito de existir.

A escuridão do dia é a falta de nossa capacidade de compreender que se não nos unimos, não somos uma nação. Um forte impulso egoísta desperta em nós, ódio e separação, para que possamos ajudar uns aos outros a se levantar. Cada pessoa é como um barril de pólvora, que pode explodir a qualquer momento. É especificamente dentro da grande escuridão que a Luz chega.

Chanucá simboliza que o mundo está esperando a Luz de nós, a força da vida que conectará tudo em harmonia.

De “Nova Vida # 470 – Chanucá Antes E Agora”, 11/12/14