Textos na Categoria 'Estudo Cabalístico'

Deixe O Zohar Agir Em Mim

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você disse que, durante a leitura do Livro do Zohar, nós temos que deixar o livro agir em nós. Como devemos fazer isso?

Resposta: É através da simples leitura, na esperança de que ela vai me influenciar. Não é o livro que eu leio, mas um texto que foi escrito por Cabalistas que estão além da Machsom (barreira) e não apenas além da Machsom, mas em GAR (três Sefirot superiores) do mundo de Atzilut.

Eu me conecto a eles através dessas letras. Meu desejo de receber, minha mente e meu coração, de alguma forma estabelece uma conexão com o seu coração e mente. Sua mente e coração já estão em adesão com o Criador.

Assim, com a ajuda do livro, eu me conecto a força superior. Agora, tudo depende do que eu quero dele. Eu posso querer ganhar dinheiro no mercado de ações, graças à sua qualidade especial, ou melhorar a minha saúde, ou obter algum benefício para que eu me sinta bem. Se eu quiser que “minhas ações sejam como os feitos dos antepassados”, esta é realmente a intenção desejável.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/05/13, O Zohar

Ama O Senhor Teu Deus De Todo Teu Coração

Dr. Michael LaitmanO objetivo do ser criado é desfrutar todos os prazeres que o Criador quer lhe dar. Porém, de quais prazeres estamos falando? O Criador não pode dar ao ser criado menos do que Seu próprio nível, caso contrário, isso não é considerado doação e amor. A atitude do Criador para com o ser criado é determinada pela lei do “Ama teu amigo como a ti mesmo”. Ele exige isso de você, mas você tem o direito de peguntar-Lhe, em resposta, se Ele age de acordo com esta lei ou não. Se Ele age, então deve haver tal lei na natureza.

Esta lei existe! É a atitude de Keter para com Malchut, para com o ser criado, “Ama o teu amigo como a ti mesmo.” Malchut deve alcançar a mesma atitude do “Ama teu amigo como a ti mesmo” pela Luz de Retorno. Isso é chamado de doação mútua, amor mútuo. Tudo é muito simples.

O Criador é completo, Ele é todo amor e doação, e assim, Ele dá à criação tudo isso. Portanto, Sua atitude é chamada de quatro fases da Luz Direta.

No entanto, o ser criado não pode se relacionar com o Criador do mesmo modo direto e adquirir a mesma forma, uma vez que ele só recebe do Criador nas quatro fases da Luz Direta. Para se relacionar com o Criador da mesma forma, o ser criado deve percorrer todo o processo de desenvolvimento até o final da correção.

Afinal, tudo se resume à atitude. O problema não é receber prazer do Criador, mas sim como eu sinto o prazer e posso recompensá-Lo. Não há nenhum problema em receber prazer. Malchut de Ein Sof (Infinito) recebeu-o e isso também levou à “primeira restrição”. O Criador deu-lhe uma centelha enquanto ela ainda estava na fase um da Luz Direta, e ela sentiu que tinha a obrigação de doar de volta. Ela não quer apenas receber.

A fase dois se origina da fase um, uma vez que, de outro modo, tudo terminaria na primeira fase. Acontece que o problema não é receber do Criador, mas o sentimento de que você deve retribuir-Lhe e não tem nada para Lhe dar! Como você pode recompensá-Lo? Você não pode Lhe dar de volta a Luz que recebeu Dele, pois é como se você devolvesse ao anfitrião as delícias que Ele preparou para você, para que Ele as coma. Isso é impossível, uma vez que o próprio Criador está diante de você.

Ele mostra a você Sua boa atitude e ela é revelada como o prazer que preenche todos os seus desejos. Porém, o que você valoriza nisso? É a atitude Dele para com você? Trata-se do Seu amor ou o prazer em si, independentemente do Criador? Suponha que eu lhe traga algo que você realmente ama, e você o rejeita. Você rejeita por causa da comida em si ou porque eu lhe trouxe com tal amor que você não pode aceitá-la?

Se um garçom em um restaurante lhe trouxesse esse prato, você aceitaria sem hesitação e iria desfrutar seu sabor. No entanto, você se recusa a aceitá-lo de mim, já que você não pode retribuir a minha atitude, meu amor. Você se restringe no que se refere ao amor. Você não pode suportá-lo, pois ele exige reciprocidade.

Você deve calcular o amor, pois isso é o que lhe causa vergonha. Você não sente nenhuma vergonha com relação à comida, já que você pensa assim, que como o Criador criou você, Ele deve alimentá-lo e satisfazê-lo. É óbvio. No entanto, você não pode retribuir Seu amor! Assim, partindo da “primeira restrição” em diante, você procura uma maneira de lidar com esse amor, examinar o que é este amor, como ele é revelado, de onde ele vem, qual é a conexão entre esse amor e o prazer que você sente no seu desejo, e qual é a sua parte em toda a Luz de NRNHY que preenche os vasos.

Quando você chega a um estado em que pensa que pode receber a fim de doar no mundo de Nekudim, você está quebrado, e toda essa quebra é realmente por causa do amor, porque você não pode levá-lo em conta. Você ainda não compreende a sua raiz, já que ela pertence ao Criador. Seu amor chega até você a partir Dele, e este é o Seu sentimento. Ele evoca em você determinadas reações que você não entende.

Você não entende o que significa este sentimento e porque, de repente, você sente vergonha, desconforto e não pode suportá-lo, de tal forma que você começa a lutar com Ele, principalmente a fim de destruir o sentimento de desconforto que você sente por causa do Seu amor por você.

A quebra dos vasos nos permite estabelecer o ódio contra o amor, de modo que o “Monte Sinai” foi o ponto de partida da nação. Nós não seríamos capazes de começar a trabalhar nele sem a preparação no exílio do Egito e a peregrinação no deserto. Portanto, como está escrito, “Ama o Senhor Teu Deus De Todo Teu Coração”, que é a essência de toda a conexão.

Da 2ª parte Lição Diária de Cabalá 17/05/13, Talmud Eser Sefirot

Você Está Convidado Para Subir No Palco

Dr. Michael LaitmanMuitas pessoas no mundo estão conectadas a todos os tipos de grupos, associações, alianças e comunidades, e estão bastante satisfeitas com os “clubes de passatempo” (“hobby clubs”). Além disso, elas também cooperam com as empresas, a fim de lucrar em conjunto.

Existem os grandes e pequenos, supervisores e subordinados, mas, em última análise, existe um objetivo claro para todos, e eles entendem que precisam ter o seu próprio lugar e contribuir para o benefício dos demais. A imagem é clara quando o resultado é sentido no bolso ou quando o nosso desejo por prazer desfruta de alguma outra forma.

Todos os caminhos e formas de conexão diferem, incluindo as religiões. No entanto, em geral, as pessoas gostam da interação compartilhada que fornece a todos algum benefício.

Parece ser diferente quando a pessoa faz a pergunta sobre o sentido da vida: “Por que e para quê estou aqui?”. Depois de toda a busca, esta questão só cresce, deixando uma sensação de vazio interior. Então, finalmente, a pessoa chega à sabedoria da Cabalá.

No entanto, ela abre os livros e não encontra uma resposta. Basicamente, a sabedoria da Cabalá não revela nada. Pelo contrário, ela é chamada de “sabedoria oculta”, pois retira a cobertura e só mostra à pessoa que algo está escondido dela. O que é isso exatamente?

O que está oculto de nós é o Criador. Ele é o que está faltando. Se nós descobríssemos o poder superior da natureza, que ativa todas as suas formas – inanimada, vegetal, animal, e falante -, tudo se tornaria claro para nós.

Na verdade, em nosso mundo, na nossa vida, não há outra questão senão a descoberta do Criador. Desta forma, você vê que vamos resolver todos os problemas. Vamos entender o que está acontecendo conosco, como devemos agir, quais são as consequências de nossas ações, como elas voltam para nós, e assim por diante. Em breve, tudo será revelado. Quando nós ultrapassamos os limites deste mundo, sentimos não só a brevidade da vida material, mas também todo o caminho que se estende até o infinito. Tudo isso é proporcionado para que descubramos o Criador, compreendamos e sintamos a realidade da mesma maneira que Ele.

Fora isso, nós não entendemos e sentimos. Aqui, surge a pergunta: “O que eu faço para sair dessa compreensão e sentimento?”. A sabedoria da Cabalá responde assim: “Você pode entender e sentir na medida em que consegue se tornar como o Criador”. Em outras palavras, a sabedoria da Cabalá não possibilita que possamos reconhecer esse fenômeno particular chamado “Criador”, mas apresenta uma condição que não é característica do nosso mundo.

Aqui, nós olhamos para as coisas de lado. Por exemplo, eu vou a um espetáculo de balé e vejo as pessoas dançando no palco. Eu gosto de vê-las, mas não consigo fazer o que elas fazem. No entanto, de acordo com a sabedoria da Cabalá, isso não seria chamado de realização. A verdadeira realização requer que eu realize sozinho esta atividade. A partir daí, eu vou entender e sentir o que está sendo dito; eu devo subir “no palco”.

Neste caso, como podemos ser como o Criador? Inicialmente, isso é impossível, como a sabedoria da Cabalá explica. Você vê, o “Criador” é o poder de doação e amor, enquanto eu sou o poder de recepção e ódio. É assim que sou construído, um egoísta que só quer o seu próprio bem, e o Criador é o meu oposto, Ele me criou especificamente desta forma.

Para quê? Para me dar a possibilidade de escolher por mim mesmo o que eu quero da vida e decidir se estou interessado – a partir do meu atual estado, oposto ao Criador – em alcançar a doação. Se sim, então eu tenho a oportunidade disso.

Como posso usá-la? Eu posso fazer isso com a ajuda de diversos meios que me conectam ao Criador. Já que eu sou totalmente um desejo egoísta de receber e o Criador é um desejo absoluto de doar, nós somos opostos, estamos longe um do outro, e não temos nenhuma conexão. Para que eu possa de alguma forma estar aberto para ver, para percebê-Lo e ser como Ele, eu preciso de algum tipo de conexão, um fio, e eu tenho isso.

O Criador colocou um desejo de descobri-Lo dentro de mim que é chamado de “ponto no coração” (•). Este desejo é egoísta, mas pode ser transformado no seu oposto. Em sua essência, esse ponto é o lado de trás da alma, oposto à forma de doação, uma centelha da quebra dos vasos que cai no desejo de receber. Ele é 100% oposto à doação, e, especificamente, este fato faz com que seja possível que ele “inverta as polaridades”.

Portanto, eu descubro dentro de mim dois fatores: o egoísmo (Ego), querendo apenas receber, e o ponto no coração, que também quer receber, mas que já se relaciona com o Criador, tem uma conexão mútua com Ele.

No entanto, isso também não é suficiente. Eu preciso de algo entre nós, um poder com a ajuda do qual eu realmente me conectarei com o Criador. É verdade que ele desperta em mim este ponto do impulso inicial, mas com que meio eu vou ser capaz de dar um passo adiante em direção a Ele?

É claro que existe um “adaptador” especial, chamado “grupo”, através do qual eu posso me adaptar ao Criador. Em geral, isso se refere aos dez homens com quem devo trabalhar para atingir a meta.

Eu elevo artificialmente a importância dos amigos aos meus olhos. Eu lhes dou presentes (♡!), finjo que os amo, invisto num sistema de relacionamentos entre nós, e participo egoisticamente de atividades, como um comando. Então, eu recebo uma resposta deles. Você vê que eles falam sobre o amor dos amigos, sobre a doação, e este impulso influencia o meu ponto no coração e faz com que ele deseje aquilo que o ambiente está falando. Suponha que não exista amor verdadeiro e doação nos amigos, que isso não seja importante para eles, mas eu ouço suas palavras e aceito a mensagem simplesmente da maneira que parece. Da mesma forma, nós somos inconscientemente influenciados pela mídia.

Os amigos podem colocar todos os dados necessários dentro de mim. Quando eu estou com os amigos, eu adquiro deles a consciência da importância do Criador, que Ele é bom e faz o bem, e, através do grupo, eu começo a me relacionar com Ele nesse sentido. Lá, no “centro do grupo”, eu O encontro. Portanto, o meu grupo e eu nos transformamos num vaso (Kli) para uma alma, e nela, eu descubro a realização, a Luz.

Este é o processo através do qual devemos passar.

Graças ao grupo, nós podemos sair de nós mesmos, do nosso ego, para subirmos acima dele, para sermos incluídos nos amigos, e para encontrar lá a força interior chamada de “Criador”. Este é todo o nosso trabalho; esta é a patente do método Cabalístico, os meios de sair para o mundo vindouro. Você vê, quando estou no grupo, eu encontro a Luz que me preenche; o meu sentimento é chamado de “mundo vindouro”, a “dimensão superior”, o oposto do estado atual.

Portanto, não há nada mais importante neste mundo do que o grupo e o amor dos amigos. Este é o único meio que torna possível atingir a dimensão superior, para descobrir o Criador entre os amigos, na unidade entre nós. Se nós somos pelo menos dez pessoas, de acordo com a lei da raiz e do ramo, temos energia suficiente; através da influência mútua nós podemos descobrir o Criador entre nós.

Todo o resto depende de nós na medida em que há influência mútua entre os nossos dez. Neste trabalho, nós não apenas unimos os nossos esforços. Mesmo em nosso mundo, existe o fenômeno único da ressonância. No mundo espiritual, isso se expressa de uma forma muito mais forte. Quando nós estamos unidos, chegamos a um resultado muito além da soma nominal dos participantes.

Aqui, uma forma holística opera; um sistema completo de leis. Nós não apenas unimos as partes individuais. Em vez disso, fazemos um trabalho completo entre nós, a fim de descobrir o poder superior. Os jogadores de um bom time de futebol também estão prontos para cooperar de uma forma maravilhosa, mas nós adicionamos uma dimensão superior a isso. Como partes de um motor, nós estamos conectados de forma correta, e o nosso motor compartilhado recebe o combustível para funcionar.

Assim, é claro que o grupo é tão importante quanto o Criador. Você vê, ele se torna o vaso através do qual nós O revelamos. Através da nossa inclusão nele, cada um de nós perde o seu “eu” adquirindo todo o vaso. Se eu estou conectado com os dez, tudo é meu. Eu invisto numa conexão e me uno com os amigos na minha forma especial, no meu “estilo”. Portanto, tudo se encontra em minhas mãos e esta é a minha alma.

Desta forma, todos estão conectados ao grupo a partir do seu ponto no coração e adquirem a alma. Mesmo que o vaso seja compartilhado, ele se expressa com diferentes propriedades em todos, de acordo com suas qualidades e, no final do caminho, quando todos corrigem sua integração com os outros, nós nos unimos num todo e nos tornamos verdadeiramente uma só alma.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/04/13, Escritos do Rabash

Por Que Eu Me Sinto Tão Sonolento?

Pergunta: Por que eu tenho que fazer esses grandes esforços para não cair no sono durante a aula, embora eu exerça uma série de esforços no estudo e na disseminação?

Resposta: Eu vou lhe contar um segredo: as pessoas que são atraídas para a espiritualidade, que querem revelar o Criador, não gostam de estudar… É porque elas querem sentir! Elas podem até parecer um pouco estúpidas e sonolentas. Elas podem ler a mesma passagem dez vezes e não entender o que ela diz. Eu experimentei isso.

Se você deixar alguém de fora ler esta passagem, ela vai imediatamente “entender” o que diz. Isso é muito típico da sabedoria da Cabalá; desde que o ponto no coração é despertado em uma pessoa, quando ela lê, o ponto do sentimento é usado e não a mente. Um estranho percebe o texto de uma forma totalmente lógica, e por isso ele não tem nenhum problema de entender o que o texto diz.

Esta é a razão de que às vezes vemos como novas pessoas entram para o grupo e apreendem e dominam o material facilmente. É fácil para elas entenderem o que o texto diz, elas imediatamente começam a estudar o TES, e em um mês ou dois já começam a discutir a teoria mais complexa. Pessoas com o ponto no coração, no entanto, que estudaram durante dez anos, não conseguem entender o que o texto diz, uma vez que estão à procura de um sentimento e não da lógica, como um burro inteligente. [Leia mais →]

As Letras Que Voltaram À Vida

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós podemos dizer a qualquer momento, apesar de todos os problemas, que “Não há outro além Dele” e que “Ele é bom e benevolente”, se eu sinto o contrário no momento? Eu tenho que combinar os sentimentos com palavras?

Resposta: Nós começamos a trabalhar a partir de um estado de total incerteza. Nós apenas ouvimos e lemos que “Não há outro além Dele”. É assim que começa o primeiro artigo do Shamati: “Está escrito: Não há outro além Dele”. Isso é o que dizem os Cabalistas! Mas para mim estas são apenas palavras sem sentido. Então, como eu as desenvolvo?

Eu tento transformar estas palavras em ações que vão impressionar-me. Então, eu acho um grupo neste mundo que afirma que “Não há outro além Dele”, e eu sou incorporado nele para que ele me influencie e me convença que na verdade não há nada mais do que a força superior. Pelo menos eles falam sobre o que dizem os Cabalistas.

Eu me conecto a esse grupo e subjugo-me a ele, elevando meus amigos acima de mim, para que o princípio do “Não há outro além Dele” seja ouvido mais alto, e eu sinta como ele é importante. Eu tento estar sob a impressão deste slogan, que por enquanto existe apenas no papel para mim.

Mas se eu trabalho com os meus amigos, eu começo a receber a Luz que Reforma através deles. Esta Luz encontra-se em suas palavras, e na medida em que eu me esforço no grupo e subjugo-me a ele, servindo a meus amigos, a Luz muda este slogan. A Luz é vestida com estas palavras e as traz à vida. Eu começo a sentir a vida nas letras que compõem as palavras “Não há outro além Dele”.

Eu começo a sentir as letras como vasos vivos que estão cheios de Luz e, assim, os vasos, meus desejos, começam a se mover em conjunto com estas letras conforme a Luz que passa através deles. Não é apenas uma Luz, mas sim uma Luz “formatada” que tomou a forma dessas letras. Acontece que eu sou impressionado de várias maneiras pela frase “Não há outro além Dele” e começo a ver, entender e sentir como ela é expressa em diferentes estados e maneiras. Eu aprendo a trabalhar com ela.

A frase que costumava estar morta para mim, apenas um slogan por escrito, aos poucos começa a vir à vida. Assim eu tento realizá-la em diferentes estados, bons e maus. Eu me agarro a ela especialmente nos maus estados, já que, nesse meio tempo, eu sou um egoísta. Se a unicidade do Criador (“Não há outro além Dele” e “bom e benevolente”) é revelada a mim de forma desagradável, significa que eu estou adquirindo vasos de doação e que subo acima desta dor. Eu avanço para o estado chamado “Não faça a teu amigo o que é odioso para ti”. Eu odeio esse estado e quero elevar-me acima dele. Eu não acho que o Criador me causou todos esses problemas. Em vez disso, eu os atribuo ao meu ego. Assim, eu adquiro o atributo de Bina, “doar a fim de doar”.

Então, em estados muito desagradáveis, eu começo a receber os estados agradáveis, o que é muito mais difícil, pois eu tenho que elevar-me acima deles. Já é a fé acima da razão no segundo nível, não apenas acima do desejo de doar, mas também acima do desejo de receber. Eu já trabalho com AHP.

É como se eu trabalhasse contra o bom e benevolente, o que significa que recebo o bem e o mal igualmente, como a mesma coisa. Assim, eu alcanço o amor, sobre o qual se diz: “Ama o teu amigo como a ti mesmo” e, então, “Ama teu Senhor”, o mais alto nível deste estado, Keter.

Todo esse trabalho é feito na “fé acima da razão”. A Lua representa Malchut, que “santifica-se” em seu estado mais escuro, e por ele começa a iluminar com a Luz que Retorna. Ela não tem nada próprio, e nem precisa. Ela diz para o Sol que quer ser como ele. Quanto mais a Lua se torna como o Sol, mais a Terra determina todas as aparições da Lua, na medida em que Malchut é adaptada a Keter.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/04/13, Escritos do Rabash

Lavar “Nossas Vestimentas” Na Luz de Hassadim

Dr. Michael LaitmanEntão todo o povo respondeu a uma voz, e disse: ‘Tudo o que o Senhor tem falado, nós faremos’. E relatou Moisés ao Senhor as palavras do povo.

E disse o Senhor a Moisés: Eis que eu virei a ti numa nuvem espessa, para que o povo ouça, falando eu contigo, e para que também te creiam eternamente. Porque Moisés tinha anunciado as palavras do seu povo ao Senhor.

Disse também o Senhor a Moisés: Vai ao povo, e santifica-os hoje e amanhã, e lavem eles as suas vestimentas,

E estejam prontos para o terceiro dia; porquanto no terceiro dia o Senhor descerá diante dos olhos de todo o povo sobre o monte Sinai. (A Torá, “Êxodo”, “Jetro”, 19:08-11)

Nós começamos a entrar em contato com o atributo de doação, a ser atraídos a ele, e a absorvê-lo a partir do seu ponto mais alto, que é chamado de “Moisés” (da palavra “Moshech” ou “mover”, “puxar”), que puxa a si mesmo a partir do ego. Desta forma, este recebe energia superior, um atributo superior, e, portanto, começa a sentir de que forma agora é possível continuar a trabalhar pela doação ao Criador.

A pessoa começa a adquirir o mesmo atributo absoluto, como o Criador, diante de Quem ela está agora. Ela sente o Criador, mas ainda não pertence a Ele. Eles estão unidos, mas de uma forma externa.

A pessoa entende que agora precisa de todos os seus atributos egoístas, de modo que, tanto quanto for capaz, ela vai trazê-los para si, para puxar fortemente dentro do ponto no coração que está em contato com o Criador, para entrar gradualmente dentro dele a partir do seu ego, para se conectar, adicionar toda a nação, os atributos que ela deixou por um tempo, no ponto em que é chamado de “Moisés”.

Por esta razão, eles precisam passar por um determinado período de preparação final: três dias de separação do seu ego e a correção dos seus atributos externos, chamados de “vestimentas”.

Em cada um de nós existem cinco níveis: a raiz (Shoresh), a alma (Neshamah), o corpo (Guf), a vestimenta (Levush) e o palácio (Eichal). A parte interna (a raiz, a alma e o corpo) nós já corrigimos. Sem isso, não teríamos partido do Egito, o ponto no coração não teria se separado do ego. Agora, nós precisamos corrigir a roupa, as chamadas “vestimentas” da alma, e depois também o palácio, o resto dos atributos do mundo.

Os três primeiros discernimentos são: a raiz, a alma e o corpo. Ou seja, se nós expressamos isso de uma maneira pitoresca, então no início, nós corrigimos tudo o que existe no meu corpo, na carne, a minha parte interior. E a roupa é o que está em mim. Isso é o que eu troco, o que eu posso tirar e vestir. O palácio é o resto do mundo.

“E eles lavaram as suas vestimentas” significa lavar os atributos não corrigidos com a Luz de Hassidim e corrigi-los.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 04/02/13

Cordão Umbilical Para A Conexão Com O Superior

Dr. Michael LaitmanPergunta: Pode ser que o grupo não dê à pessoa o apoio que ela precisa?

Resposta: O grupo dá à pessoa todo o apoio que ela precisa de acordo com o quanto ela possa sentir. A questão é se ela é sensível o suficiente para sentir este apoio. Talvez ela não esteja conectada ao grupo, não se preocupe com o que se passa nele, e viva a sua própria vida. Ela vem para a aula, estuda e vai para casa. Ela pode vir para a aula novamente depois de alguns dias, quando não tem nada mais importante para fazer. Ela não se preocupa com o que acontece no grupo. Ela não desenvolve a sensibilidade interior para sentir uma resposta, uma impressão, uma inspiração deles. Ela simplesmente vem às aulas ocasionalmente. Desta maneira, ela nunca vai receber alguma coisa do grupo.

O grupo é um vaso, uma forma de aderir ao superior, ao lugar onde o embrião se adere ao útero da mãe, a placenta através do qual a pessoa adere ao Criador. Nesse meio tempo, ela está apenas sob a forma de um embrião, e o grupo é todo o seu mundo, como o ventre de uma mãe. No entanto, mais tarde, ela recebe a forma do mundo inteiro.

Da 1ª parte da  Lição Diária de Cabalá 29/04/13, Escritos do Baal HaSulam

A Chave Para Alcançar O Livro Do Zohar

Pergunta: Qual é a diferença entre O Livro do Zohar e sua “Introdução”, que começámos a estudar?

Resposta: Na “Introdução“, há um extenso e proeminente comentário para as pessoas que querem conhecer O Livro do Zohar, mesmo que eles não tenham começado a alcançá-lo ainda. Em qualquer caso, esta “Introdução” avança uma pessoa. Se ele o estuda, mais tarde será capaz de continuar e estudar O Livro do Zohar, embora O Livro do Zohar seja muito mais difícil do que a “Introdução”.

Há maiores forças auxiliares na “Introdução”. A “Introdução” é construída de modo que uma pessoa que a estuda amolece e assume uma forma adequada para mergulhar na profundidade de O Livro do Zohar. A imagem de uma pessoa torna-se adaptável ao Livro do Zohar. É porque tudo exige uma preparação e a “Introdução” fornece-nos isso.

Estudei-a com Rabash, e ele disse que a “Introdução” inclui todo o Livro do Zohar. Iremos descobrir o que isto significa no futuro.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala 01/05/13, O Livro do Zohar, Introdução “A Rosa”

O Que Depende De Nós?

Pergunta: Como podemos ampliar a influência da Luz sobre nós durante o estudo? O que exatamente depende dos alunos?

Resposta: Nós só estudamos sobre o que depende de uma pessoa. O que não é trazido a efeito pela pessoa não nos diz respeito, e não podemos compreendê-lo por enquanto.

Depende de uma pessoa vir para o grupo, estar entre os amigos, preparar-se para a aula e conectar-se à aula junto com os amigos, para que todos possam perceber que precisam de sentir o que estudam. Este é o significado da lição, e só podemos senti-lo na conexão entre nós.

Isto significa que os livros falam-nos sobre a conexão entre os amigos que querem desesperadamente se unir sob a influência do estudo, da Luz, de modo que através deste, possam alcançar o Criador ou a sua alma geral coletiva, na qual eles irão descobri-Lo. Este é o significado da nossa existência, do nosso desenvolvimento, do estudo, e de todas as nossas atividades.

A fim de fazer isto, temos que estudar os artigos de Baal HaSulam e Rabash sobre a conexão dos amigos no grupo, sobre como o estudo deve ser realizado, e sobre como devemos nos conectar em nossos pensamentos e intenções. É realmente muito simples: uma pessoa, um grupo e o Criador que é revelado no grupo. E isso é tudo. Apenas a concentração geral correta pode gerar o resultado desejado.

Da Lição Virtual 21/04/13

Mesmas Palavras, Mas Sem “Casca”

Nós viemos do lugar da quebra, começando com o desejo que não tem ideia do que é doação, santidade e espiritualidade. Nós construímos esse entendimento de forma gradual, ao longo do tempo. As palavras que usamos no início e no final do caminho são as mesmas: doação e amor, mas à medida que avançamos, nós sentimos mais profundidade, a forma mais precisa delas.

É como se você pegasse uma fruta coberta por camadas de casca e, gradualmente, retirasse uma camada de casca após a outra. É só bem no meio, no núcleo, por trás de dezenas de coberturas, que encontramos a fruta. Nós fazemos o mesmo quando retiramos cascas de palavras, sentindo exatamente o que cada noção significa e o que está escondido por trás delas.

Quando é esclarecido uma palavra ou conceito, lança-se luz sobre outras palavras também. Afinal, tudo está interligado. Assim, gradualmente, começamos a entender o que os cabalistas escreveram. [Leia mais →]