Textos na Categoria 'Estudo Cabalístico'

O Mesmo Método, Mas Uma Abordagem Diferente

Dr. Michael LaitmanPergunta: O método da educação integral é uma das maneiras de transmitir a sabedoria da Cabalá. No entanto, a maioria das pessoas que estuda a sabedoria da Cabalá não entende como isso está relacionado com a sabedoria. Para eles, ambos existem separadamente: o trabalho interno e o método da educação integral.

Resposta: Mas nós não nos envolvemos no método da educação integral entre nós? Afinal de contas, a fim de revelar o mundo superior nós o preenchemos em nós mesmos, realizamos workshops, Convenções, reuniões de amigos, nos abraçamos e dançamos juntos, estudamos os artigos do Rabash sobre a sociedade e sobre o trabalho no grupo.

Nós fazemos a mesma coisa, mas para nós há uma parte adicional que unifica a nossa conexão, a conexão geral ao sistema chamado de “Dez Sefirot” ou “alma”. Há certa hierarquia neste sistema de forças que nos influencia. Como nós podemos ativar essas forças? Pela conexão.

As pessoas comuns simplesmente realizam o método integral, e ao fazer  isso, elas vão corrigir a si mesmas e toda a natureza sem saber como isso funciona.

Nós (como um cérebro) também temos que entender o princípio da conexão e participar ativamente neste sistema, tentando organizar uma rede entre nós, para minimizar a nós mesmos, para aceitar o grupo como maior do que nós, para apoiar um ao outro e para estar em garantia mútua.

Nós cumprimos tudo o que Rabash diz em seus artigos nas relações entre nós. Além disso, nós também estudamos como essa estrutura é criada entre nós.

Suponha que nós sejamos 10 pessoas sentadas aqui, e existam “Dez Sefirot“, a conexão entre nós. Nós estudamos como elas começam a agir sobre nós e como nós trabalhamos com elas mutuamente, como agimos exatamente, o que está acontecendo agora, como levantar-se dos “círculos”, Zeir Anpin, Aba ve Ima, Arich Anpin, Atzilut, etc, que se espalham de nós para o verdadeiro centro, para o estado de conexão completa.

Eles estão todos em rede entre nós e nós estudamos todos eles quando estudamos o TES. Não há nada, exceto as “Dez Sefirot“. Mesmo agora, nós as sentimos num nível mínimo chamado de “nosso mundo”. Quando nós começarmos a nos conectar, vamos começar a sentir o estado superior da conexão, e lá, na conexão entre nós, é revelada a força que determina e que sustenta tudo: o Criador.

Portanto, eu não vejo nenhuma diferença entre o método espiritual e o método da educação integral. Nós simplesmente somos como especialistas em informática, por exemplo: nós conhecemos o software e entendemos quais são as suas partes mecânicas.

Quando você chama a sua mãe, por exemplo, você pressiona o botão do telefone celular e sua mãe recebe a chamada e lhe diz alguma coisa em resposta. Afinal, você não sabe o que está acontecendo internamente: tudo é codificado em pulsos e os pulsos são transferidos para outro lugar onde sua mãe os decifra (embora ela mesma não esteja ciente deles).

Portanto, nós, os especialistas que conhecem todo esse sistema, sabemos como fazer as pessoas se acostumarem a isso, como ensiná-las a usar este instrumento como toda a humanidade. Afinal, 99% das pessoas não sabem de nada; elas vivem automaticamente.

A fim de subir a um nível de vida bom e normal hoje em dia, nós precisamos começar a elevar todos os 99% da humanidade. Isto é o que temos que fazer. Portanto, como especialistas, nós estudamos tudo cuidadosamente e depois levamos as pessoas para cursos e lhes explicamos como utilizar este instrumento, o que significa este mundo, de modo que as mudanças nele ocorrerão de uma forma boa.

Assim, não há diferença entre a sabedoria da Cabalá e a educação integral, exceto para aqueles que aspiram a atingir o sistema e que participam ativamente nele e alcançam a sabedoria da Cabalá. Aqueles que vão segui-los vão usá-la simplesmente através de workshops. Eles vão entender aso poucos, à medida que será explicado a eles até que ponto isso os influencia para melhor e também o mundo inteiro, as suas famílias, os seus lucros, os preços nas lojas, etc. Eles vão usar isso como todas as outras pessoas.

Uma pessoa comum ganha dinheiro e depois compra alimentos e, depois descansa em casa, a fim de sair de novo para ganhar a vida, para comprar comida e descansar… É o mesmo aqui: ela não sabe o mecanismo do sistema, conhece apenas o ângulo limitado que temos para apresentar a ela.

Da Lição Virtual 07/04/13

Onde Quer Que O Destino Te Ponha…..

Pergunta: Como pode um estudante que mora longe, em outro país receber a mesma força especial sentida no grupo que está fisicamente ao seu lado?

Resposta: Eu quero esclarecer essas dúvidas de uma vez por todas .Se um aluno está 10.000 quilómetros de distância daqui, em algum lugar no Chile, por exemplo, e recebe uma impressão de “1 Kg” durante a aula, é igual em valor a estar aqui na sala de estudos e receber uma impressão de “100 Kg “.

É o mesmo. Simplesmente não se está a levar em conta a influência que se sente aqui. Lá, é cem vezes mais fraca do que aqui. E quando vens aqui, parece que te estás a esforçar por 1 g, mas aqui todos se esforçam por 100Kg. Vês que aqui a tensão é cem vezes maior, e assim preocupas-te com o que deves fazer.

Mas não está a levar em conta que a força do campo magnético opera em ti, mesmo à distância, mas apenas mais fraca. Ao mesmo tempo, tu esforças-te mais em comparação com aqueles que estão aqui no centro. Assim, embora possa parecer que te está perdendo alguma coisa, não estás perdendo nada.

O Criador recebe o esforço de uma pessoa tendo em conta o estado que ela está. A questão é saber se estás a construir o teu ambiente corretamente onde quer que estejas. Faz o melhor no teu grupo, anulando-te diante deles, diante do Criador, e através disso chega á revelação da força de doação , a fim de trazer contentamento ao Criador. Se fizeres isso, estejas onde estiveres, então nada mais é exigido de ti.

Se estás a pensar em mudar-te para um lugar onde a maior impressão é sentida, não estou certo de que isto é o melhor a fazer. Porque exercendo-se em outro lugar de acordo com as diferentes condições, é igual ao esforço de uma pessoa aqui, sob as condições que eu forneço para o meu grupo. Assim, podes muito bem ganhar mais em estar longe do que estar aqui.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 09/04/13, Escritos de Baal HaSulam

Outro Planeta – E O Caos

Dr. Michael LaitmanOpinião (Julia Fang and Jean-Luc Margot, da Universidade da Califórnia, Los Angeles): “Os planetas em nosso sistema solar são delicadamente organizados, de acordo com os astrônomos. Se um novo planeta de repente fosse introduzido, a atração gravitacional adicional resultaria em colisões e ejeções de órbita. Agora que significativos sistemas planetários foram descobertos em torno de outras estrelas, os astrônomos estão tentando determinar se esses sistemas são igualmente delicados. Para esse fim, Julia Fang e Jean-Luc Margot da UCLA criaram milhões de simulações de sistemas solares com três e quatro planetas, com base nas disposições daqueles que foram descobertos pelo telescópio espacial Kepler. O espaçamento médio dos planetas simulados era muito semelhante ao dos planetas em nosso sistema solar. Quando Fang e Margot introduziram um novo planeta em cada um dos sistemas simulados, eles descobriram que pelo menos um terço dos sistemas de três planetas e quase metade dos sistemas de quatro planetas tornaram-se catastroficamente instáveis. Embora os pesquisadores alertem que as observações de Kepler permitem algumas variações nas disposições planetárias, eles acreditam que são comuns sistemas equilibrados como o nosso”.

Meu comentário: Em tudo há um plano, dependência do sistema, total conexão mútua e propósito. O único trabalho correto do homem é estar em conformidade com a lei absoluta da natureza, o que é conseguido através do estudo e aplicação da educação e formação integral. O conhecimento do sistema superior nos permitirá viajar além do tempo e do espaço, transformando-os ao transformar nossas propriedades. Como realizar isso de forma prática é explicado e estudado na ciência da Cabalá.

Harmonia De Fatos E Números

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a diferença nas intenções quando nós estudamos O Livro do Zohar ou O Estudo das Dez Sefirot?

Resposta: Em princípio, não há nenhuma diferença. Os dois livros foram escritos a partir do nível de GAR do mundo de Atzilut. Estas duas linguagens simplesmente se completam e nos ajudam nesse sentido.

Se  lermos livros que foram escritos apenas no idioma do Midrash, então não está claro para nós quanto ao que atribuir a eles. Uma pessoa poderia captar detalhes isolados e procuraria um sentido para eles, outra tentaria traçar paralelos, e assim por diante.

Portanto, a fim de estabelecer, de estabilizar-nos com a abordagem certa e não transformar O Livro de Zohar no que tem sido feito com a Torá, onde todo mundo acha o que gosta: psicologia, sociologia, história, direito, e assim por diante, o Baal HaSulam inseriu uma espécie de “física” ou “mecânica” de atividades espirituais mútuas em nossa aprendizagem. Graças a isso, nós sabemos realmente o que ele estava falando. Seus livros descrevem de forma metódica um sistema espiritual de conceitos, e mesmo que eu não esteja lá emocionalmente, eu já posso imaginar exatamente a essência: as 10 Sefirot, a relação entre elas, suas ações em relação à Luz superior encontrada acima delas, como elas se identificam com ela e são preenchidas por ela.

Assim, desde o início, eu posso me manter na direção certa, sem fugir; depois disso, eu posso começar a esclarecer por que o autor escreve assim, transmitindo emoções como estas, usando palavras como essas do nosso mundo. Baal HaSulam comunica o sistema superior a mim, onde tudo é determinado de acordo com a natureza das coisas encontradas na parte inferior do sistema, onde eu vejo a natureza inanimada, vegetal e animal, e os seres humanos em toda a sua diversidade e riqueza e todas as conexões recíprocas entre eles. Meus sentimentos são derivados do mundo em que me encontro, mas, simultaneamente, Baal HaSulam descreve o mundo superior para mim: “Veja como ele é construído”. Assim, sem escolher fazê-lo, eu começo a receber algum tipo de estímulo, começo a conectar detalhes aparentemente separados, e assim avanço.

Há muitas coisas escondidas lá que nós não sabemos. Quando começamos a ficar um pouco mais sensíveis, mesmo que inconscientemente, com um sentimento um pouco maior, nós recebemos uma iluminação que nos desenvolve…

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/03/13, O Zohar

Se Nós Encontrássemos Adão …

Pergunta: Como é possível que no mundo que é “feito a partir do nada” aparecesse uma metodologia que descreve a verdadeira natureza que é oposta à natureza da criação? O que serve como uma ponte entre os mundos e os conecta?

Resposta: 5772 anos atrás, vivia um homem que foi o primeiro ser humano a se perguntar: “O que está acontecendo no mundo? De onde eu venho e por que fui criado? Quem é o ‘chefe’ que governa este mundo? Por que tudo gira em torno dele e, junto com Ele?”.

O nome dessa pessoa é Adão. Ao fazer estas perguntas, ele tentou resolver o mistério e não só desvendou o “segredo”, mas também escreveu um livro , “O Anjo Secreto”, que significa “força secreta”, já que a palavra “anjo” significa “força”. A partir deste livro, vemos exatamente o que ele alcançou, sentiu, viu e descreveu em suas histórias alegóricas.

Adão começou um universo inteiro de Cabalistas que descreveram a espiritualidade de uma forma inédita e emocionante. Nós sentimos as mesmas coisas ao ler seus livros, já que a natureza superior é imutável. Isso significa que hoje os Cabalistas contemporâneos que revelam o sistema da natureza e os que viveram 500, 1000, 1500 ou até mesmo 5500 anos atrás (como o Adão) falam sobre as mesmas coisas.

Eles descrevem uma e somente uma força que cai em muitas subforças que nos influenciam e definem tudo o que acontece conosco. Esta ciência é chamada de “a sabedoria da Cabalá”. Se eu ler um livro que foi escrito 50, 500, 1.500, ou 25 séculos atrás (para mim, é a mesma coisa!), não há qualquer diferença entre eles. Todos eles descrevem as mesmas coisas.

Então, se eu encontrasse o autor que escreveu um livro há quatro mil anos atrás, digamos, Abraão, eu seria capaz de facilmente falar com ele sobre esses temas e ele iria responder às minhas questões atuais sobre o que devemos fazer e em que nos concentrar. Nós não teríamos nenhum problema de falar com ele, pois nossas perguntas e esclarecimentos seriam exatamente os mesmos e facilmente compreenderíamos as preocupações, pensamentos e aspirações de cada um. Ele entenderia nossas perguntas e nos daria explicações detalhadas que seriam muito evidentes para nós já que estamos lidando com a matéria eterna, a força eterna e o movimento perpétuo. É sobre isso que a sabedoria da Cabalá fala.

Da Lição Virtual de 03/03/13

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Você Tem Todas As Cartas Em Suas Mãos

Dr. Michael LaitmanEm cada estado espiritual nos níveis espirituais, há a Luz Interna e a Luz Circundante. Mas em nosso estado, enquanto não conseguimos alcançar uma restrição e o Masach (tela), só podemos ser assistidos pela Luz Circundante.

A força da Luz Circundante depende de quanto a valorizamos na nossa apreciação do superior, do próximo nível, ou seja, o Criador. Mas não podemos valorizá-Lo. Nós só recebemos alguns meios pelos quais podemos desenvolver um sentimento interno de grandeza do superior. O superior para nós é o grupo, o professor e os livros, ou seja, o estudo que nos fala sobre o mundo espiritual e o Criador escondido por trás de todos esses meios.

Nós começamos a valorizar o superior que é externo a nós usando todos esses meios: o grupo, o professor, os livros, com a intenção de alcançar a equivalência de forma com o Criador, a fim dar alegria a Ele. Apesar de não sentirmos isso agora, mesmo que apenas falemos sobre isso tentando senti-lo de vez em quando, nós elevamos a grandeza do superior em nós através disso. Então, em certo ponto Ele se torna tão importante que nos permite sentir Sua presença ao nosso lado.

É porque tudo o que é externo à  pessoa é a Santa Shechiná, a presença divina. Mas tudo depende de quanto nós A valorizamos. Todas as outras regras de comportamento no grupo a respeito de como devemos falar, o que exigir dele, e como tratá-lo, decorrem dessa condição, da necessidade de valorizar o superior.

Assim, a Luz Circundante brilha sobre a pessoa. É a verdadeira Luz superior, mas, por enquanto, ela age no inferior como a Luz que Reforma, ou seja, ela traz mudanças em nós ao nos aproximar gradualmente da doação. Então, finalmente, ela vai nos dar a “restrição” e o Masach, a capacidade de trabalhar espiritualmente.

Então, vamos começar a entender onde estamos e o que está acontecendo conosco, mas, ao mesmo tempo, temos que trabalhar na fé acima da razão e valorizar o superior apesar de todos os problemas que o superior nos envia e todas as razões para uma atitude oposta. Este é o nosso trabalho, que se baseia no nosso grande apreço pelo superior até nos aderirmos à parte posterior do superior como se fosse Sua face. Assim, vamos ver que nunca foi sua parte posterior, mas que Ele sempre virou sua face cheia de Luz para nós. Assim nós deixamos o exílio e alcançamos a redenção.

No início, era como se você estivesse inconsciente, mas depois você começa a sentir que está em exílio. Assim, passo a passo, você começa a se aproximar da redenção e, finalmente, você deixa o exílio e se aproxima da Luz. Estes são os níveis de subida de acordo com o seu apreço pelo superior, e mais tarde a sua adesão a Ele.

Nós temos todos os meios, todos os caminhos estão abertos, e tudo depende de nós. Não precisamos de mais nada. O Criador nos deu todas as oportunidades possíveis e tudo o mais é com a pessoa. Nós não seremos perdoados e não há concessões de Cima se não fizermos o nosso trabalho, pois caso contrário não vamos construir os nossos vasos espirituais.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 08/03/13

A Luz Fere Seus Olhos Que Estão Acostumados Com A Escuridão

Dr. Michael LaitmanDe acordo com a parte do Criador, você está sempre num estado corrigido. Mas de acordo com a forma como você percebe e entende as coisas, isso parece bem diferente e esta é a falha. O bem absoluto vem do Criador, mas Ele tem que escondê-lo e reduzir a Sua doação a você, de modo que ela não pareça tão ruim. É porque você é oposto a Ele e recebe tudo de forma oposta.

Portanto, o Criador não pode derramar sua doação infinita sobre você, já que você se sentiria um infinito negativo e não seria capaz de suportar esse estado horrível. Portanto, o Criador tem que diminuir a Si mesmo, reduzindo-Se a quase zero, deixando apenas uma pequena centelha para sustentar a vida, uma pequena gota de Luz. E mesmo esta mínima Luz é percebida por vocês como um mundo cruel cheio de maldade e dor.

Gradualmente, através do estudo e da influência dos amigos e do professor, de acordo com seus esforços, a Luz vem, corrige você, e mudanças começam a ocorrer em você. Então, você gradualmente descobre que está realmente num bom estado e que sente que é ruim por causa de seus atributos não corrigidos. Então você começa a trabalhar para mudar a si mesmo usando todos os meios que tem: o grupo, o estudo, a disseminação e o professor.

Se você trabalha corretamente e se esforça para ver a si mesmo num estado de doação, amor e conexão, através do professor, do estudo, e desejando o Criador, então isso age em você. Obviamente, isso não é imediato, mas aos poucos você descobre que doação e amor, a melhor atitude, o cerca; finalmente você entende, sente e interpreta isso corretamente.

Assim, você se eleva para o seu primeiro nível espiritual. Você concorda com o Criador e vê que todas as forças que investiu foram para a correção de sua percepção, para a correção de seus vasos. Você não teve que pagar ninguém, mas você se corrigiu. Assim, você corrigiu o vaso de percepção e agora sente um estado completo.

Você tem que sentir o mundo de Ein Sof (Infinito), a perfeição no estado atual, sem mudar nada nele, exceto a sua atitude interior. Se você não sente isso, é um sinal de que você está amaldiçoando o Criador, em vez de agradecer e abençoa-Lo.

Nós podemos dizer isso em cada estado, não importa o quão terrível seja. Nada muda na realidade, exceto a nossa atitude, o que é chamado de correção do vaso de percepção.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/03/13, Escritos do Baal HaSulam

Aprenda Com A Rainha Ester

Pergunta: Tenho estudado Cabala por dois anos. Como posso ajudar meu marido a juntar-se aos estudos da Cabala se ele se recusa?

Resposta: Você pode ajudá-lo em apenas uma coisa: não inclua-o em coisa alguma e não influencie-o de forma alguma. Basta deixá-lo sentir que você é grata a ele por permitir que você estude. Caso contrário, isto será pior.

Você não pode forçar uma pessoa, presionando-a. Se ela não quer estudar, ela não precisa. A única coisa que é exigido dela é que ela não impeça você de estudar. Isto é suficiente para fazê-la mover-se gradualmente em direção a isso, por ela mesma. Se você não a pressionar, você verá que ela vai gradualmente tornar-se interessada no que você está estudando. Dê-lhe um livro que está distante da Cabala, mas fala sobre nossos problemas mundanos para que ela entenda que isto não é misticismo ou algo assim.

Em geral, aja de uma forma um tanto escondida, como a rainha Ester. Não é por acaso que ela simboliza uma característica especial do sexo feminino, uma abordagem especial para o homem de quem ela não pode escapar.

Homens são mais diretos, mas uma mulher pode tranquilamente e calmamente incliná-lo para o que ela deseja.

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Da Lição virtual de 24/02/13

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Pergunte A Hamã E Faça O Oposto

Dr. Michael LaitmanRabash, “E Ele Deve Considerar em Sua Torá (Ensinamentos)”: Assim, nós lemos na Meguilá, “e depois de tudo isso, o rei elevou Hamã”. Literalmente é difícil de entender. Afinal de contas, depois do que fez Mordechai, que foi bom para o rei, o rei deveria elevar Mordechai e não Hamã, e isso precisa ser explicado…

Quando a pessoa não consegue ver a verdadeira face do seu mal, o que significa a verdadeira forma de Hamã, ela não consegue orar ao Criador, para que Ele a salve do mal. Somente quando a pessoa vê a grandeza de Hamã, que quer matar e destruir todos os judeus, ou seja, que Hamã queria destruir tudo o que pertencia ao judaísmo, que não o deixa fazer tudo o que está relacionado à Santidade, então a pessoa pode elevar uma verdadeira oração. Assim, o verso “o Criador o ajuda” é cumprido.

Só se nós ansiamos pela unidade como Mordechai, que evocou o anseio pela unidade ao descobrir a conspiração contra a unidade e a matando-a (dois dos cortesãos do rei que o traíram), Hamã é evocado. A inclinação ao mal enfrenta a boa inclinação, o desejo de receber de eleva diante do desejo de doar, e uma luta entre os dois começa dentro da pessoa.

Apenas ao elevar e capacitar a força boa é que a força do mal cresce e, então, nós elevamos o bem de novo e o mal também cresce. Este processo continua até chegarmos a um estado em que temos que tomar uma decisão nesta luta. Não podemos pedir a boa inclinação, uma vez que ela não precisa de nada, não quer nada, mas apenas doar sempre que recebe. Portanto, nós sempre perguntamos a inclinação para o mal, e daí fazemos o oposto.

Isso é chamado “trabalhar na fé acima da razão”. Nós sabemos como o nosso desejo de receber sente e segue a fé acima da razão. Caso contrário, não temos como imaginar como o mundo espiritual é, o que significa estar acima de mim mesmo, o que significa doar. Mas nós sabemos que ele é oposto ao nosso desejo de receber egoísta, que nós conhecemos muito bem.

Portanto, quando o desejo de doar cresce, nós temos que elevar o desejo de receber e perguntar-lhe o que ele acha que deve ser feito, e depois fazer o contrário! É assim que funciona.

É porque nós não vemos a imagem do bem; nós não temos uma imagem que possa se assemelhar ao Criador. A única maneira é criá-la como uma imagem oposta do desejo de receber. Por isso, nós recebemos um ambiente que deve nos ajudar a transformar o desejo de receber, ou seja, a intenção de receber numa intenção de doar. Isso é chamado de “arrepender-se”, voltar ao Criador, a subida de Malchut à Bina.

Nós não temos ideia do que é a imagem do bem, mas apenas que é oposta ao mal.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 25/02/13

Os Segredos Da Leitura Do Zohar

Dr. Michael LaitmanPergunta: É verdade que as pessoas dizem que quando olhamos para as letras do Livro do Zohar escrito em aramaico ele automaticamente nos conecta à Luz, apesar de não entendermos o idioma?

Resposta: Nada acontece automaticamente. Isso pode ser comparado a um bebê que nasce e vive neste mundo e que cresce porque cuidam dele, já que ele se anula perante os adultos. É um atributo inato, e, por isso, ele permite que os pais cuidem dele. Eles tomam conta dele, e ele cresce.

Se a pessoa se anula durante o estudo, na leitura do Livro do Zohar, ela está sob a influência e o cuidado dos amigos, mesmo que não entenda e não sinta nada, mas quer se colocar sob a influência das Luzes, dos amigos e da sociedade principal que ela lida. No entanto, ela precisa ter essa intenção. Mesmo que ela se esqueça disso, ela ainda precisa sentir que pertence.

Pergunta: Como podemos seguir o texto durante a leitura do Livro do Zohar e ao mesmo tempo manter a intenção correta?

Resposta:
O principal é a intenção, e o texto é importante na medida em que a pessoa pode atribui-lo à intenção correta. Aos poucos, ela começa a ver o significado correto das palavras nele: uma “criança”, “sábios”, Sefirot, Malchut e Bina. Ele vai ver isso. Sob a influência da Luz que Reforma, que age de forma muito lenta e gradual, pouco a pouco, a pessoa vai começar a sentir diferentes impressões. Ela vai sentir uma conexão com o que lê.

Pergunta: Qual deve ser a nossa abordagem durante a leitura do Livro do Zohar ou o que deve mudar nela para que a Luz nos influencie e mude?

Resposta: Nós temos que nos conectar. A pessoa deve sentir que está num grupo unido como uma tropa de elite, como num todo que é formado de partes separadas. Ela precisa sentir isso naturalmente. Caso contrário, suas intenções não são as intenções corretas.

Portanto, à medida que ela sente toda a realidade conectada nela, ela quer pertencer ao Criador junto com tudo isso, se conectar e aderir a Ele. Ela entende que isso acontece como resultado de sua mudança interior e espera por isso.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/02/13, O Zohar