Textos na Categoria 'Estudo Cabalístico'

Homens, Não Subestimem O Desejo Das Mulheres!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como as ações físicas das mulheres num grupo são importantes para o avanço espiritual?

Resposta: Elas são 100% importantes, porque ninguém pode tomar ações físicas de você. Todos os seus pensamentos são autoengano. Tudo o que você transfere através da cabeça ou do coração é ego total. As ações físicas são ações reais.

Invistam, mesmo que vocês não tenham sentimentos ou tenham sentimentos negativos. Mostrem a todos, através de suas ações e atos, que a meta é importante para vocês, de modo que os outros ao seu redor tenham que ver isso! Isto é muito importante! Diga-lhes que vocês querem ver que elas sejam propositais, pois você dependem deles.

Pergunta: Eu disse isso, mas eles não escutam.

Resposta: Nesse caso, eu devo me voltar aos homens: os desejos das mulheres são assim, os anseios são assim, não devemos tirar proveito em qualquer circunstância!

Se vocês rejeitarem o desejo de uma mulher, vocês precisam entender que não vão conseguir nada. Digo isto com seriedade! Nós aprendemos isso da correspondência entre “Zeir Anpin” e “Malchut“. Se, como representantes do “Partzuf Zeir Anpin”, vocês rejeitarem os desejos de “Malchut“, que tipo de realização séria vocês podem estar falando! Vocês não terão êxito em nada!

Vocês devem sentir o desejo das mulheres e o que as mulheres esperam de vocês! Vocês precisam esperar essa pressão, porque é especificamente o desejo das mulheres, denominado “Mei Nukvin“, que é essencial para a subida!

Portanto, se os homens “não ouvem”, isso é muito ruim e é a acusação mais grave que pode ser dirigida a eles, e não apenas das mulheres.

Da Convenção em Krasnoyarsk 13/06/13, Lição 3

Pelo Bem Da Alma Comum

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós passamos por vários estágios. Anteriormente, você falou da necessidade de estudar as fontes Cabalísticas, e agora você presta mais atenção à educação integral…

Resposta: Eu não nego o que eu disse uma vez. Eu vejo nisso a sequência do nosso movimento em direção à criação do Kli (vaso) comum. Não há nenhuma contradição.

Eu venho para a classe matinal e não sei o que vamos estudar, nem o tema, nada; não me importa. Em princípio, nós estudamos a mesma coisa. O mesmo material é repetido o tempo todo. Embora o Rabash tenha um grande número de artigos, muitos deles nós não abrimos ou lemos. O Estudo das Dez Sefirot contém volumes inteiros que nós também nunca estudamos e assim por diante.

Além disso, além das obras do Baal HaSulam e do Rabash, há muitos livros interessantes sobre Cabalá que não tocamos. Nós simplesmente não temos tempo para isso, e, francamente, não precisamos disso. Nós temos de estar envolvidos na realização, em vez de estudar toda a literatura Cabalística que foi criada antes de nós. É impossível aprender tudo isso. Há dezenas, até centenas, de fontes Cabalísticas autênticas, mas nem todos os Cabalistas podiam apresentar bem o material, apesar de terem sido grandes na realização do mundo superior. No entanto, a apresentação de materiais de forma acessível exige outras qualidades. Moisés falou sobre suas dificuldades, porque ele não podia se expressar bem.

É por isso que praticamente estudamos apenas o mais necessário. E eu confio nos alunos. Eles escolhem o material e estabelecem a forma externa da classe, mas o conteúdo interno da lição segue determinada linha. Assim, não há nenhum desvio.

Da 1ª Preparação para a Convenção em Krasnoyarsk 13/06/13

Nós Devemos Tomar A Iniciativa

Dr. Michael LaitmanPergunta: A sabedoria da Cabalá usou quatro linguagens ao longo da história: a linguagem da Bíblia, a linguagem da Halachá (lei judaica), a linguagem da Hagadá, e a linguagem da Cabalá. Nós podemos dizer que a linguagem da educação integral é a quinta nova linguagem que usamos para nos comunicar com o mundo?

Resposta: Não. É mais como a linguagem da Cabalá adaptada para “bebês”. É porque nós falamos com as pessoas sobre amor, conexão, submissão, sobre a força coletiva de doação que é revelada na conexão entre nós. Esta força é revelada a partir de um nível mais elevado e habita entre nós como sabedoria para as massas. Nós explicamos a psicologia da educação integral usando a terminologia de hoje, por trás da qual não há outra senão a sabedoria da Cabalá: Sefirot, Partzufim, os mundos, subidas e descidas, conexão mútua, Reshimot (reminiscências), etc.

Pergunta: Se, no passado, bastava eu estudar a sabedoria da Cabalá e me conectar com os amigos e o grupo, será que eu também tenho que estudar este estilo de linguagem Cabalística hoje?

Resposta: Sim. É a singularidade da educação integral. Da mesma forma, nós explicamos às crianças e adultos as mesmas coisas de maneiras diferentes. A conexão com o mundo passa por um nível diferente de comunicação e nós temos que aprendê-lo.

É a Luz que Reforma que corrige todos. Ela não chega às massas se não participarmos do processo. Se o mundo começar a se conectar de forma independente, ela vai acelerar o ritmo de avanço ao longo do caminho do sofrimento.

Por exemplo, se a Europa começar a fortalecer a união que tanto necessita hoje, isso vai levar a regimes nazistas e comunas locais que abusam dos outros. Mas se trabalharmos na unidade da Europa, então ela vai assumir uma forma espiritual, de acordo com a regra do “ama ao próximo como a ti mesmo”. Por isso, não devemos dar tempo ao mundo para iniciar a conexão egoísta. Só se iniciarmos o processo de conexão entre eles, isso conduzirá a um resultado positivo.

Pergunta: Como podemos fazer isso?

Resposta: Ao utilizar os meios de comunicação, através dos nossos grupos e, principalmente, através da rede geral, que conecta todos nós “abaixo da superfície”. Através dela, nós vamos influenciar as pessoas e elas vão começar a entender que nós temos o método certo de correção e ninguém mais.

Na verdade, aceitar a educação integral é o critério de que a pessoa está preparada para ser corrigida. Este é o cumprimento da sabedoria da Cabalá, como se diz nos artigos “Matan Torá” (A Entrega da Torá) e “O Arvut” (Garantia Mútua). Portanto, o nosso papel é nos tornarmos professores, um “reino de sacerdotes e uma nação santa” no que diz respeito às nações do mundo. Este é realmente o campo onde realizamos nossas ações externas: “um campo abençoado pelo Criador”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/06/13, Escritos do Baal HaSulam

O Ponto De Honestidade

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Paz”: O rabino Akiva descreve dois tipos de pessoas: as primeiras são do tipo “loja aberta”, que consideram este mundo como uma loja aberta, sem um lojista. Ele diz sobre elas, “O livro está aberto e a mão escreve”, ou seja, apesar de não ver que há uma conta, todas as suas ações são, no entanto, escritas no livro, como explicado acima. Isto é feito através da lei do desenvolvimento impressa na Criação contra a vontade da humanidade, onde as ações dos malvados necessariamente instigam as boas ações, como vimos acima.

O segundo tipo de pessoas é chamado de “aquelas que querem tomar emprestado”. Elas levam o lojista em consideração, e quando tomam alguma coisa da loja, apenas a tomam como um empréstimo. Elas prometem pagar o lojista o preço desejado, ou seja, alcançar a meta por ele. E ele diz a respeito delas: “Todos os que quiserem podem vir e pedir emprestado”.

Pergunta: Como uma pessoa pode verificar que tipo ela é?

Resposta: De acordo com a sua intenção, de acordo com o que ela receber do estudo.

Primeiro, se eu sou como o hóspede que quer agradecer o anfitrião, eu tenho que imaginar o próximo estado. Eu estou diante da “loja” ou em frente à “mesa com as bebidas”, que é na verdade o grupo. Em outras palavras, a “mesa” é o meio pelo qual eu posso receber os presentes do anfitrião e também dar-lhe presentes. O grupo é como a mesa que está pronta e preparada para mim pelo anfitrião, de modo que eu gosto do que Ele preparou para mim e, assim, doar a Ele. Por isso, diz-se: “tudo está preparado para a refeição”.

Pergunta: Então, qual é o cálculo que eu faço aqui?

Resposta: Existem duas opções:

  • Eu me aproximo da mesa sem sequer perguntar quem criou isso e começo a saborear as bebidas e satisfazer-me.
  • Eu me aproximo da mesa, mas primeiro pergunto quem é o anfitrião, e só então tomo alguma coisa.

Esta é a forma como as pessoas diferem em sua atitude para com as bebidas na mesa, ou mesmo em sua atitude com relação ao hospedeiro. Mas ainda assim elas tomam tudo para si mesmas. Há aquelas que apreciam as bebidas que o anfitrião preparou para elas. Para elas, não é apenas bebidas, mas bebidas que foram servidas pela força superior, pelo Criador: “Que bom que Ele preparou todo este mundo para nós e também o mundo vindouro, o céu…”. Esta é a forma como as pessoas usam toda a criação.

Para elas, o Criador é uma fonte de prazer que podem desfrutar. Elas querem que o Criador as proteja e beneficie. A criação foi dada a nós pelo Criador para nos ajudar a assemelhar-nos a Ele, embora as pessoas ainda a vejam como um meio para desfrutar.

Isso levanta algumas questões difíceis, é claro: “Por que o Criador nos envia tais sofrimentos? Talvez sejamos culpados de alguma coisa? Ou, talvez, os problemas não venham Dele? Poderia haver alguém? Talvez seja apenas por acaso?”.

Mas há também outras pessoas, e se eu pertenço a elas, eu estou diante da mesa e admito que “não há outro além Dele”, e que tudo é destinado somente para que eu possa tentar me assemelhar a Ele, usando minhas próprias forças. Então, eu me identifico com tudo de uma forma perfeita. Eu entendo que tudo depende de mim sozinho e que os problemas são revelados porque, desta forma, eu vejo que não estou corrigido. Mas se eu me corrigir tudo vai ficar bem.

Pergunta: Mas como é que eu sei que tenho que pagar pela mercadoria na “loja”?

Resposta: Se eu já sou atraído para o que se encontra além da “loja”, se eu tenho o ponto no coração, eu vou a um grupo, aos amigos, a um professor, e aos livros que me dizem tudo. É porque eu tenho um ponto de verdade em que posso entender que não há coincidências. O ponto de partida da honestidade foi revelado em mim e eu não posso suportar um mundo que é tão “sujo” e baixo. Eu não posso suportá-lo internamente…

Mas há muitos em quem a semente da honestidade foi plantada e ainda suportam a rotina diária, como resultado de sua educação, sua experiência na vida e diferentes obrigações. Como resultado, eles afundam no pântano de onde são incapazes de sair… Outros que normal sentir que tudo está bem e que só precisam encontrar o seu lugar sob o sol.

Nós estamos à procura de pessoas que tenham o ponto da honestidade e quem não suportam a maneira que o mundo se encontra atualmente. Aquelas que anseiam pela espiritualidade pertencem a este tipo. Apesar de levar suas vidas como todo mundo, elas estão num conflito interno constante, incapazes de aceitar o que está acontecendo.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 24/05/13, “A Paz”

Uma Chave Para Compreender O Zohar

Dr. Michael LaitmanSe quisermos entender O Livro do Zohar, temos que imaginar as relações entre nós: como a intensidade da conexão aumenta e diminui de acordo com nossas ações e esforços. A rede que nos une é descrita em detalhes no TES (Talmud Eser Sefirot): Keter, Hochma, Bina, Zeir Anpin e Malchut ou os Partzufim de Atik e Arich Anpin que é Keter, Abba e Ima, que é Hochma e Bina, e ZON, que é Zeir Anpin e Malchut.

Nós estamos ligados por esta rede, incluídos nela. Quanto mais clara esta rede se torna, mais alto podemos subir. Quanto menos clara ela se torna, mais baixo descemos. É assim como atuamos.

Assim, todo o nosso trabalho é evocar a conexão mais forte possível com as dez Sefirot em que existimos. Deste modo, cada um vai se ver como Malchut que opera todas estas dez Sefirot, até que todas elas assumam sua forma final, a forma do mundo de Ein Sof (Infinito).

Portanto, o TES, e especialmente O Livro do Zohar, foram escritos para nos incitar a ver que estamos em Malchut do sistema superior, do qual queremos evocar todo o sistema.

Nós somos parte de uma rede, e devemos estimular esta rede. Então, cada um será impressionado e sentirá o outro, e também será capaz de analisar e entender como operar todo este sistema.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/06/13, “O Livro do Zohar, Introdução”

Um Caminho Inevitável

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Amor do Criador e o Amor dos Seres Criados”: A fase imediata após o “ama ao teu amigo como a ti mesmo” é a adesão.

O mandamento do amor ao próximo nos leva ao nível do amor do Criador. É um caminho seguro, com todas as oportunidades, estados e meios que precisamos. É impossível escapar dele por diferentes desculpas, como dizer que não sabíamos ou que não podíamos agir já que todo mundo recebeu o que precisa.

A correção do “ama teu amigo como a ti mesmo” inclui todas as outras correções e é a mais odiosa, porque é oposta à nossa natureza, embora não tenhamos escolha, exceto entender que ela é a nossa única base. Enquanto não descobrirmos a necessidade dessa correção, não poderemos entrar no caminho que conduz à meta.

Pergunta: Como podemos dar satisfação ao superior ao tratar os outros bem?

Resposta: Basicamente, é a mesma coisa. Imagine que todos os seres criados, todas as pessoas são “filhos do Criador”. Isso é o que diz as fontes. Então, se você faz o bem para o filho, você certamente satisfaz o pai.

Uma vez o Criador disse a Jonas, o profeta, que Ele não podia simplesmente abandonar a grande cidade de Nínive, com 250.000 habitantes, apesar de seus pecados. A mensagem é clara: “Se você os tratar com amor e os salvar, você vai me dar satisfação”.

O Criador não tem vaso (Kli) para receber satisfação de nós, de modo que os meios para isso é toda a realidade que se espalha entre nós, entre cada um de nós e o Criador. E nesta realidade as outras pessoas vêm em primeiro lugar.

Portanto, a disseminação do método de correção e a preocupação com o mundo inteiro são as ações mais preciosas que nos foi autorizado realizar e nós temos que nos concentrar nelas. É claro que primeiro nós temos que corrigir a nós mesmos, a fim de saber como nos relacionar com o mundo.

O cálculo é o seguinte: “Eu faço tudo para dar satisfação ao Criador. Eu expresso esse desejo ao me preocupar com o mundo, ou, mais precisamente, ao me preocupar com as pessoas. Os níveis inanimado, vegetal e animal da natureza também vão participar de sua correção. A fim de cuidar das pessoas, eu tenho que me corrigir e por isso tenho que começar por me corrigir”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/06/13, Escritos do Baal HaSulam

Um Convite Para Uma Reunião

Dr. Michael LaitmanAs 22 letras do alfabeto hebraico refletem os atributos das 22 Sefirot espirituais por sua forma, a maneira como são desenhadas, e seus sinais: nove em Bina, nove em Zeir Anpin e quatro em Malchut. Cada letra representa certa Sefira e reflete a maneira como ela difere das outras letras. Portanto, ao ler O Zohar, nós podemos ser impressionados pelo texto como se estivéssemos nessas Sefirot espirituais.

Essa deve ser a nossa inclinação durante a leitura, já que as letras são como notas musicais para as nossas cordas internas, para os atributos do Criador que entram no desejo de receber da criatura e reunem nela sentimentos e impressões. O desejo começa a calibrar e ajustar-se, como um vaso musical, de acordo com o espírito do Zohar e esse espírito toca as cordas de sua alma e a executa, como no violino do Rei David.

É assim que nós queremos sentir O Livro do Zohar, para que a Luz que vem dele chegue até nós, preencha-nos e vibre nossos desejos. Estas cartas são um convite para uma reunião, para uma impressão mútua com o Criador. Então, vamos experimentá-la!

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/05/13, O Zohar

Feixe De Frequência Da Luz Superior

Todas as mudanças são feitas pela Luz que Reforma, mas o desejo de mudar vem do ambiente. O Criador mantém o pacto entre nós, mas nós a isso O obrigamos, como é dito: “Meus filhos derrotaram-me.”

Nós temos que estabelecer o ambiente certo abaixo que se tornará “Knesset Israel, ou reunião de Israel, clamando pelo Criador,” uma reunião é Minyan, um grupo de dez.

Se cada um de nós se anular totalmente perante os outros nós obrigamos a Luz Superior a revelar-se entre nós. É revelado o momento que estabelecemos um contacto sistemático, quando conectamos este modo a um circuito eléctrico como se de fios que se assemelham à Sua natureza.

Isto acontece de acordo às leis de indução espiritual, a equalização de frequências e a equalização de atributos. Não é você quem muda e não é você que muda algo, mas é você que realiza as acções que trarão a mudança em si. Isto é como acontece em cada passo: você tem que realizar as acções e o Criador faz as mudanças. Se as suas acções não têm sucesso ainda, significa que ainda não teve sucesso em alcançar uma adaptação para a Luz nas suas conexões com os outros. Você não alcançou o feixe de frequência certa ainda.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/05/13, O Zohar

Vamos Nos Derreter Um No Outro

Dr. Michael LaitmanPergunta: Que tipo de anulação é necessário do Grupo de Dez na próxima Convenção dos homens?

Resposta: Nós devemos alcançar a autoanulação total em relação ao Grupo de Dez. Isso não irá ocorrer imediatamente, mas sim de forma gradual. Por fim, eu devo desaparecer, derreter-me no grupo como um líquido que é derramado em outro líquido e é misturado até que haja uma fusão total. Eu quero me derreter em todo mundo, penetrar todos. Esta é a autoanulação que eu deveria alcançar com relação ao meu Grupo de Dez.

No momento em que eu alcanço o desaparecimento completo nele, no momento exato em que eu desapareço, eu começo a sentir o Criador. É o buraco por onde eu entro no mundo espiritual, que é chamado de “o buraco da agulha”.

É um trabalho duro, mas pode se tornar muito mais fácil se cada um apoiar a todos, e todos se ajudarem. Todo mundo deveria dar o exemplo aos outros com respeito a quanto ele mesmo se anula, e como se rebaixa e se submete. Você deve mostrar isso, porque isso também vai ajudá-lo e despertará os outros. Então, eles vão impressioná-lo por sua vez. Isto é muito importante.

Um grupo é um útero, e, no momento em que uma pessoa desaparece, ela é concebida na espiritualidade, como uma gota de sêmen, e começa a crescer como uma formação espiritual. Só a centelha inicial permanece com ela, e em torno dela, o seu novo vaso espiritual é formado, criado com todas as suas futuras concessões.

Depois da primeira autoanulação total, esta lhe transforma num embrião espiritual, novos desejos egoístas são evocados em você, sobre os quais você continuar a se anular perante o ambiente e o Criador. Você já sente a Sua Luz Circundante que não é apenas a Luz que Reforma, mas você sente o Criador na Luz Circundante, como um pilar de fumaça ou uma nuvem.

Você já começa a identificar a Sua presença, até certo ponto, o que significa o atributo de doação. É porque você já se anulou e continua a ceder. Você ainda não consegue ver formações claras no vaso que é formado por sua autoanulação e concessão, mas já pode senti-las. É por isso que é chamado de nuvem ou fumaça.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/05/13, Escritos do Rabash

Executando Ordens Que São Independentes Do Tempo

Dr. Michael LaitmanUm tempo atrás, nós começamos a trabalhar em Grupos de Dez e até agora têm surgido muitas perguntas a respeito de porque tal trabalho em grupo foi escolhido. Está bastante claro que as dez Sefirot são a base da realidade espiritual e do mundo corpóreo. No entanto, eu ainda quero explicar mais detalhadamente, de modo que vamos entender melhor o nosso estado atual.

A Torá é a ordem eterna. É impossível mudá-la de acordo com o tempo e espaço. As leis espirituais são fixas e absolutas, e a nossa atitude para com a Luz que Reforma deve ser de acordo com o sistema geral. Este sistema não muda, já que nós avançamos em nosso ego aqui neste mundo à medida que nos tornamos mais humildes, grosseiros e egoístas.

Assim, o nosso estado se torna mais sensível e nos aproxima do “reconhecimento do mal”, por enquanto no sentido corporal. No entanto, os princípios descritos na Torá não mudam e nunca mudarão. Assim, qualquer pessoa que sente que está apontando diretamente para o Criador (Yashar El), o que significa qualquer um que pertença a Israel, vai ter que passar por todo o processo que a Torá nos fala, incluindo o tempo do dilúvio, da Babilônia, o exílio no Egito, a recepção da Torá diante do Monte Sinai, e a peregrinação no deserto do Sinai, até que ela atinja um desejo chamado de Yashar El, a “Terra de Israel”.

Nós estamos nos aproximando disso. A Torá é independente do tempo em conceitos de mais cedo ou mais tarde. Tudo o que é descrito nela é cumprido em todos os níveis, uma vez que, em cada nível, em cada estrutura espiritual, cada Partzuf pequeno ou grande sempre é feito de todas as dez Sefirot, um HaVaYaH completo. A única diferença é o nível, como em cada gota de sêmen na realidade e em cada criança e adulto, já que o individual e o geral são iguais.

Portanto, nós sempre passamos por todos os estados do início até o fim em cada situação, e a única diferença é a intensidade dos estados que são revelados em nós e o que sentimos neles e entendemos. Toda a realidade e cada estado são feitos de dez Sefirot. Portanto, se nós realmente pudéssemos revelar certo estado, entraríamos no nível de toda a realidade.

Nós avançamos de acordo com os níveis, um HaVaYaH após o outro, mas, ao mesmo tempo, constantemente descobrimos sutilezas adicionais em cada HaVaYah e esclarecemos outra parte dele. Uma nova formação completa aparece em cada nível de HaVaYah, pois cada vez há novos esclarecimentos que dependem do nível de Aviut (grossura), que decorre a partir da raiz espiritual.

Assim, nós passamos por diversos estados durante a nossa evolução. Certamente, você não pode esperar por eles, de modo que as mudanças que realiza possam parecer artificiais. De repente, eu lhe digo que devemos nos dividir em Grupos de Dez em nosso trabalho espiritual, como se esse pensamento viesse a mim por acaso. No entanto, eu não apenas lhe dou ordens aleatórias. É claro que nós estamos avançando numa ordem precisa, e se você não identificá-la, acredite que eu a vejo. Portanto, o nosso progresso deve ser em Grupos de Dez.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/05/13, Palestra sobre Dezenas