Textos na Categoria 'Egoísmo'

Sob O Poder Do Temor

Dr. Michael LaitmanRabash, “Artigo 31”: Diz-se: O que o Criador exige de nós? Apenas temor diante Dele.

Isso significa que o Criador (um sistema da natureza superior que possui apenas uma força que se manifesta através do sistema) insere “algo” em nossos pensamentos… isto é, Ele nos faz uma pergunta.

Não há nenhuma outra força no universo, exceto “não há outro além Dele”. Claro, o Criador nunca faria uma criação que fosse contra Ele; no entanto, Ele criou o pensamento (contra Si mesmo) para que apareça o temor Dele…

É como se uma pessoa seguisse o Criador no seu desejo de encontrar e revelá-Lo examinando em que tipos de interações entre nós Ele pode ser encontrado.

Nós não podemos imaginar como isso é fácil. Tudo está bem diante de nós, mas nós olhamos para longe e não vemos o que está ao nosso lado. Não há nada além de uma barreira psicológica. Assim que mudamos e saímos de nós mesmos, nós começamos a sentir o Criador nas conexões entre nós.

Eu me movo em direção aos outros e saio de mim. De repente, revela-se que a força natural que conecta, regula e mantém tudo junto sob a forma de um perfeito equilíbrio existe bem aqui, junto conosco.

Nós somos aqueles que distorcem o equilíbrio e a harmonia de nossas intenções, desejos e relacionamentos egoístas. Nós sentimos que somos nós que estamos estragando o equilíbrio e a harmonia. Então, é claro que o mundo é algo que é criado exclusivamente por nós contra o pano de fundo da perfeição.

A realização se refere a procurar o Criador usando a fé acima da razão. A realização acontece quando encontramos as propriedades que estão além deste nível material, acima de nossas considerações terrenas e contrárias à nossa lógica. Todas as nossas percepções se originam do desejo de receber para o nosso próprio bem. É por isso que não podemos concordar com algo que contradiga este desejo.

Por outro lado, o mundo real está fora de nós; é a nossa percepção externa. Por isso é que a fé acima da razão é uma condição que todos nós temos que finalmente alcançar ao sentir as coisas que acontecem fora de nossas necessidades e aspirações naturais egoístas.

Por causa da questão do pecador, a pessoa tem que concordar repetidamente com o poder do Criador sobre nós. Este processo é chamado de “temor”.

As questões do pecador são o constante elevar das necessidades, demandas e pensamentos sobre as maneiras de agradar a nós mesmos. É um movimento permanente para nós mesmos. É quando nós cuidamos apenas de nós mesmos em todas as possíveis formas e em todos os níveis. As questões dos pecadores nos sãos dadas de propósito para que depois de nos livrarmos delas, começamos novamante a avançar.

E assim por diante, sem fim, nós caímos no egoísmo ao cuidar de nós mesmos em nossos pensamentos e desejos. Então, nós fazemos esforços e subimos novamente. Esse processo continua até que nos cansamos e nos recusamos a cumprir este trabalho. Ele continua até que chegamos a compreender que somente o ambiente pode nos apoiar nesse processo e nos ajudar a aprender a pensar nas outras pessoas.

Se ficássemos no estado de garantia mútua e mantivéssemos o pensamento sobre ajudar uns aos outros, não apenas a nós mesmos, tudo seria muito bom. Por que isso é assim então? Porque nós somos incapazes de pensar nos outros. Nós continuamos a cair em nossos próprios desejos. No entanto, se formos capazes de pensar nos outros e ao mesmo tempo, pedir ao Criador para nos ajudar, Ele irá estender a ajuda para nós já que Ele responde apenas a esses tipos de pensamentos e orações, porque eles são semelhantes às Suas propriedades.

Portanto, assim que começamos a aspirar servir aos outros e a pedir ao Criador para nos conceder assistência, Ele responde imediatamente e nos ajuda, uma vez que nós, o grupo e o Criador estamos na mesma sintonia e num movimento comum. Se fizermos isso por conta própria, sem o Criador, nada vai acontecer. Mesmo se nós estivermos junto com o grupo, não vai acontecer. Deve haver o sistema de um triângulo: eu, o grupo e o Criador.

Essa estrutura deve também ser acompanhada pelo temor. Nós temos que ser cuidadosos e vigilantes para não nos desviarmos do nosso caminho ou perdermos a direção correta. Nosso egoísmo irá nos separar, nos dividir interiormente e sussurrar: “Por favor, esqueça o Criador e o grupo. Nada há de errado em abandoná-los! A principal coisa é também pensar em si mesmo, ou apenas nos outros sem envolver o terceiro elemento.”

Neste ponto, nós precisamos de um apoio tremendo. Quantos mais nós participarmos deste movimento, melhor. A massa geral das pessoas que assegura um avanço absolutamente correto é chamada de 600000 almas.

É um número condicional que sequer é um número, mas um avanço geral que causa o impacto de Zeir Anpin em Malchut. Como Zeir Anpin consiste de seis Sefirot que influenciam Malchut, influenciando um ponto em Malchut com a Luz de Hochma, seu nível multiplica por 600.000.

Assim, ao receber apoio, nós realmente nos tornamos capazes de sentir temor e permanecer constantemente em estado de permanente aspiração para avançar.

Isto explica o significado da frase: “O Criador fez todos O temerem”. Cada estado ruim que a pessoa sente é essencial para mantê-la em seu estado atual.

Em outras palavras, se ela ainda não subiu as escadas da grandeza do Criador, ela não tem chance de superar a si mesma. Somente quando a pessoa sente a grandeza do Criador, seu coração se rende. Isso significa que ela já subiu os degraus do temor.

Como a pessoa pode entender que atingiu o estado de temor, o nível correto de excitação, e sabe como cuidar dos outros? Isso acontece quando ela percebe que ao cuidar os outros ela sente a satisfação do Criador. O Kli (vaso) só se torna corrigido quando recebe satisfação. Até então, nós temos que continuar procurando a realização, tanto em quantidade e qualidade para que nossa preocupação, apreensão e temor sejam formulados corretamente e coincidão com o nível que está acima do nosso ego.

Por isso, nós recebemos a grandeza do grupo, a importância dos nossos amigos, como um meio de conexão entre nós, como uma ferramenta de exercício. Isso é feito exclusivamente para sentir a satisfação do Criador no final do processo; a gratificação dentro de nossas dez Sefirot que só podemos sentir juntos na conexão entre nós. Quando nós nos amarramos num nó, nós começamos a nos sentir como uma unidade dentro do unificado.

Naturalmente, a pessoa desaparece quando chega a um estado de conexão global. Ela perde a “individualidade”. De um “eu” individual, ela muda para “nós”, de “nós” para a unidade onde “eu – nós – o Criador” é um todo. Diz-se: “Ele e Seu nome são Um”. O Criador é a Luz e Seu nome é um Kli (vaso).

Portanto, todas estas perguntas e outros inúmeros obstáculos levam a pessoa a sentir a necessidade do Criador, de Sua ajuda.

Em outras palavras, nós não somos capazes de fazer perguntas e sequer conseguimos corrigir erros, uma vez que quando nos deixamos levar, nós cometemos erros que imediatamente nos fazem cair. A fim de cometer erros corretos, nós temos que aspirar a avançar. É dito: “Eu criei a inclinação ao mal e a Luz para corrigi-la”. Como o mal se manifesta? Onde o podemos detectar e vê-lo?

Acontece que estas palavras não são sobre o mal que existe neste reino material, e não é o mal de nossos relacionamentos mútuos. Nem uma única pessoa no mundo sabe o que o mal feito pelo Criador é na verdade. A maldade que deve ser corrigida se revela em nós apenas quando aspiramos à unidade no caminho certo.

Se nós aspiramos pela unidade e nos esforçamos em nos conectar corretamente no avanço mútuo e se ao compartilhar o temor, nós conseguimos ajudar os outros, não só a nós mesmos, então podemos começar a sentir nossa natureza egoísta, percebemos quão fortemente somos repelidos por ela e quão extensivamente nós odiamos, não só uns aos outros, mas também a nós mesmos. Esta revelação é tão nojenta que a repelimos. Nós paramos de procurar por outras qualidades negativas internas.

Neste momento, ocorre o reconhecimento do mal. O Criador nos avisa antecipadamente que é Ele quem fez a inclinação ao mal e que somos nós que devemos revelá-la ao aspirar por Ele. Então, nós precisamos de um tipo especial de temor. Nós temos que fazer esforços não para nos esquivar deles, e nos controlar, inspecionar e verificar regularmente.

Nós temos que dar uma olhada se nós evitamos inconscientemente a revelação do nosso egoísmo como algo muito desagradável para nós. Pelo contrário, nós temos que apreciar o processo de revelação do mal dentro de nós, uma vez que é uma etapa essencial no nosso avanço. É por isso que temos que estar preparados para lidar com sensações muito desagradáveis e apreciá-las, porque elas estão acompanhando o nosso avanço rumo ao Criador.

Ao mesmo tempo, nós nunca devemos esquecer sobre a grandeza do Criador. Não podemos imaginar o que é a força superior, o que, de fato, existe no universo e não apenas na imagem limitada que sentimos agora. É impossível compreender em que medida a imagem que habita em nossos pensamentos e sensações é artificial.

Os cientistas já descobriram que estamos num estado dormente, que vivemos de ilusões e dentro de uma matriz que cria uma imagem distorcida, um sonho. Nosso egoísmo nos tranca dentro de nós mesmos, razão pela qual consideramos tudo o que acontece como se acontecesse dentro de nós. Somente quando nós saímos e paramos de nos sentar na concha de nós mesmos é que começamos a sentir o mundo real.

Antes que isso aconteça, é muito difícil visualizar o que é a realidade superior. Não é como o nosso universo, nada como o sistema solar e a Terra ou a sua superfície. Nós apenas visualizamos estas coisas como se estivéssemos dormindo, em nossos sonhos.

Da Convenção em São Petersburgo “Dia Um” 19/09/14, Lição 1

Temor Espiritual Não Pode Ser Sem Amor

Dr. Michael LaitmanNo Livro do Zohar, está escrito: Evocar o temor de ambos os lados do amor (durante os períodos de “julgamentos” e períodos de misericórdia e benevolência) é essencial. Durante o tempo de misericórdia e sucesso em Seus Caminhos, é necessário que o temor desperte diante do Criador para se evitar cometer pecados e evitar que nosso amor por Ele “esfrie”.

Não existe tal coisa como o temor da punição. Não há punição alguma. Só para o nosso desejo egoísta parece que estamos sendo punidos por nossos erros.

Semelhante à forma como nós egoístas nos relacionamos neste reino, nós assumimos que há recompensa ou castigo para tudo. Toda a nossa vida se passa entre essas duas categorias e esclarecimentos: “Como eu posso me sentir melhor, como posso me recompensar? Como posso me esconder de punições?”

O caminho espiritual encontra-se acima deste nível. Não há qualquer ajuste de contas egoísta, nem com o sinal de mais nem com o de menos. Lá, não tem nada a ver com recompensas ou retribuições. Na espiritualidade, nós somos os únicos que criam uma escala de recompensas e reembolsos espirituais.

Quando a pessoa recebe a chance de se preocupar com os outros, é uma recompensa. Se por algum motivo ela é incapaz de cuidar dos outros, considera-se que seja um castigo.

A verdadeira realidade só pode ser alcançada quando expomos nossos sensores corporais fora de nós mesmos e começamos a sentir a vida não internamente, mas externamente. Nós temos que reconhecer e senti-la. É por isso que se diz: “Você vai ver o seu mundo enquanto ainda estiver vivo”. No entanto, mover-se nesta direção só se torna possível se conectarmos temor com amor.

Dos artigos do Baal HaSulam e do Rabash e pela nossa própria experiência, nós sabemos que o amor nunca vem sem temor. O verdadeiro temor espiritual não pode ocorrer se não for acompanhado pelo amor. Nós trememos porque estamos com temor de que o nosso amor possa enfraquecer ou que o amor daqueles que se preocupam conosco diminuirá. Nós estamos em perigo, não porque só gostamos de estar juntos como dois egoístas que estão muito contentes por estarem juntos. Em vez disso, nós nos preocupamos que não vamos deixar que o Criador nos ame porque não O agradamos amando ao próximo.

Estas são sensações comuns. Nós as experimentamos somente no nível do temor. O temor é necessário para nos fazer subir acima do nosso egoísmo e trabalhar com ele inversamente.

…A fim de evitar cair na maldade e diminuir nosso amor pelo Criador, nós temos que conectar o temor com amor.

O mesmo acontece no “outro lado do amor”, no momento dos julgamentos rigorosos quando Ele nos julga por nossos atos. O despertar de temor diante do Criador é essencial para que nós não vamos caíamos no estado de julgar a nós mesmos de acordo com critérios egoístas.

Da Convenção em São Petersburgo 19/09/14, Lição 1

Quando O Coração É Silencioso

Dr. Michael LaitmanPergunta: Há um sentido muito forte de unidade na nossa dezena (Grupo de Dez), mas, ao mesmo tempo, há uma sensação como se o coração estivesse coberto com uma crosta, e nada pudesse agitá-lo. O que vamos fazer com isso?

Resposta: Beije este estado como se você beijasse a vara que bate nele.

Na verdade, é uma revelação maravilhosa, mas a pessoa percebe isso como um estado desagradável, já que, com ele, você cai num desespero maçante e silencioso.

Além disso, o conceito de Criador é um pouco nebuloso. Você parece ouvir o que é dito sobre Ele, mas não sente nada. Agora, é uma noção abstrata para você, não propriedades e forças. Você não consegue liga-Lo a nada, porque o Faraó (ego) enche o seu coração comum.

No entanto, há um pequeno ponto a partir do qual você determina que está sob a influência de Faraó, e esse, na verdade, é o próprio estado de desespero, a partir do qual, aparentemente, não há saída. É melhor esquecer, apagar tudo, pressionar algum botão dentro de si mesmo, e acabar numa terra muito, muito distante.

Tais estados vão continuar a tomar conta de você cada vez mais. Isto continua além do êxodo do Egito, porque você precisa anexar todos esses desejos egoístas a si mesmo durante os quarenta anos de peregrinação no deserto e a ascensão de Bina, e na conquista da terra de Israel, que é o trabalho com os vasos (Kelim) de recepção. Você sempre terá essas descidas, e elas serão cada vez mais profundas.

O que nós podemos fazer? Nesses casos, nós imediatamente começamos a ler as nossas fontes. Se possível, a pessoa deve correr imediatamente para o grupo. É a coisa mais eficaz possível. Ela pode se envolver em alguma forma de disseminação, mas o melhor de tudo é o contato físico. Se você está sozinho e não existem outras opções, então tente escutar ou ler, mas faça isso de forma muito clara e intensa. Nós precisamos lavrar o nosso egoísmo.

Da Convenção em São Petersburgo 20/09/14, Lição 3

Exílio: À Beira Da Luz E Da Escuridão, Parte 2

Laitman_115_04Pergunta: O que significa “partida” da Babilônia e a construção do Segundo Templo?

Resposta: Essas noções representam a construção de pontes positivas entre as duas tribos remanescentes de acordo com o princípio “não faça aos outros o que não deseja para si mesmo”. É um nível espiritual que existia há centenas de anos até que entrou em colapso.

Pergunta: Em outras palavras, a mensagem de Abraão nos guia para cima, mas o caminho que buscamos é cheio de “solavancos”, que muitas vezes nos levam para baixo. Isso é verdade?

Resposta: O caminho não é fácil. Depois da ascensão espiritual inicial, eles caíram para o Egito. De lá, eles subiram para o nível do Primeiro Templo, e depois caíram para a Babilônia. Depois, eles subiram ligeiramente ao nível do Segundo Templo, e depois desceram até a destruição interna. Em outras palavras, eles inclusive perderam o nível de “não faça aos outros o que não deseja para si mesmo”. Eles simplesmente não foram capazes de continuar a implementar este princípio por mais tempo, já que seu egoísmo crescente quebrou os restos de seu amor anterior.

Assim, no início do primeiro século de nossa era, o amor desapareceu completamente.

Comentário: Eles até começaram a brigar e se matar.

Resposta: Essas coisas começaram na época do Primeiro Templo. Depois que ele entrou em colapso, diversos segmentos, tais como capitães, comerciantes, autoridades, administradores, etc., surgiram entre o povo. Eles exibiram enorme egoísmo, apesar de estarem em níveis elevados.

É muito diferente de construir relacionamentos em níveis mais baixos, como em pequenas aldeias ou entre aqueles que possuem uma vaca ou uma ovelha ou um cavalo. Para sobreviver, eles tiveram que emprestar o seu gado um para o outro.

No entanto, quando você e eu temos bilhões, e os outros também têm tanto quanto nós, guerras e batalhas são inevitáveis. Cada um possui seu próprio exército e se agarra firme a seus interesses. É por isso que os problemas surgem.

Pergunta: Portanto, cair do nível espiritual nos leva profundamente à manifestação do mal. É isso mesmo?

Resposta: Sim, é verdade. Por outro lado, é um fenómeno natural. Esses problemas acontecem em todos os países que estão passando pela fase de declínio. O mundo moderno enfrenta a mesma ameaça: russos, europeus e americanos ricos em breve criarão seus próprios exércitos e lutarão uns contra os outros.

Para os judeus, esses períodos geralmente acabam muito mal, já que na época do colapso espiritual, os conquistadores aparecem e destroem os templos.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 03/09/14

O Jogo Comum Contra O Ego Privado De Cada Um

Pergunta: As crianças na diáspora geralmente vão para escolas judaicas, chamadas escolas hebraicas. Estas são escolas especiais que estão abertas aos domingos, onde as crianças aprendem hebraico, história judaica e costumes judaicos. Vamos tentar imaginar uma escola onde a unidade é ensinada. Com o quê isto poderia assemelhar-se? O que vai acontecer lá?

Resposta: As pessoas aprendem lá por união, através de jogos de conexão e por terem discussões em círculos. Naturalmente, as crianças também se envolvem em atividades físicas como jogos com bolas, etc., mas eles não jogam uns contra os outros, apenas em conjunto.

Devemos desenvolver jogos que não são baseados na competição entre os indivíduos e entre as equipes. Em vez disso, a pessoa tem que competir contra si mesma, a fim de ser devidamente incorporada dentro da atividade comum e ver a si mesma como seu próprio concorrente. [Leia mais →]

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 54

Do livro, O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

Os Postulados da Teoria da Integralidade

Todos os nossos desejos e pensamentos são dirigidos numa direção: como usar o mundo para benefício próprio.

Por enquanto, os seres humanos são apenas animais desenvolvidos, apenas um pouco à frente dos outros animais.

Não há criatura mais oposta à natureza que o ser humano. Ao contrário de outras criaturas, ele continuamente se machuca.

O desenvolvimento humano não para nem um minuto: de geração em geração, de ano a ano, e dia a dia. O ser humano é a coroa da natureza, mas até agora apenas em potencial.

As Previsões Dos Profetas Se Materializaram?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que o mundo vai começar a pensar e sentir o mesmo que nós, através da disseminação externa, ou deve haver uma unidade interna muito profunda para isso? De que maneira isso vai acontecer?

Resposta: Eu não sei. Você está me perguntando sobre formas que nunca foram vestidas na substância do nosso mundo, mas para a qual há livre arbítrio.

Malchut de Ein Sof, através de todos os tipos de emanações: Shevirah (quebra), descida, correção, evolui em cinco mundos e desce ao nosso mundo. No mundo físico, a natureza desenvolveu a força este desejo egoísta quebrado a existir até o nosso tempo. Mas nada nesse processo aconteceu de acordo com o desejo de uma pessoa.

O desenvolvimento da criatura é realizado em três etapas: a descida de cima para baixo, o desenvolvimento direto, e ascensão de baixo para cima. Nós estamos agora começando a nos engajar em corrigir os desejos quebrados, o que é feito dentro da “linha média”. Somente a terceira fase prevê livre arbítrio, aonde eu vou me desenvolver mais rapidamente do que a natureza me obrigaria a fazê-lo.

Através do desenvolvimento de um desejo pela correção através do grupo, dos amigos, por inveja, eu me impulsiono para frente. Os amigos me ajudam a avançar, desenvolvendo em mim um sentimento egoísta astuto e cruel de que eles estão satisfeitos e têm sucesso, e eu não, e isso é o que me ajuda a avançar.

Isto significa que, em nossa ascensão de baixo para cima, existe a possibilidade de liberdade de ação, onde nós não apenas aceleramos o tempo do nosso desenvolvimento, mas também alteramos o seu fluxo, seu caráter e a forma em que a correção será realizada: numa forma melhor e mais rápida, ou por um lento caminho de sofrimento. Isso depende unicamente da nossa escolha. Para isso nós nos reunimos num grupo.

Portanto, quando você me pergunta o que vai ser, como a pessoa deve agir, de que forma nós podemos incorporar tudo no futuro, eu não sei. Nem mesmo um profeta sabe disso. Eles escreveram sobre estados futuros e os descreveram apenas na forma em que serão obrigados a representar pela nossa natureza brutal.

Mas se nos incluirmos neste desenvolvimento e aplacarmos o nosso caminho, então ele vai ser completamente diferente. Portanto, não há nada para ler o que os profetas escreveram, e sentar e pensar sobre quando sua profecia será materializada, pois é duvidoso que ela vai ser como foi prevista. Nós já fizemos muitas correções apropriadas.

De que maneira isso vai realmente ser realizado amanhã, nós ainda não sabemos. Mas já que estamos avançando pelo caminho da doação, como isso vai acontecer não nos diz respeito. Nós queremos apenas um resultado do nosso caminho: que haja doação ao Criador.

Mas se eu pergunto sobre o futuro, este é um sinal de que sou um egoísta.

Da Convenção em Sochi 13/07/14, Lição 2

Isolamento Para O Bem Da Sociedade

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significam as “Treze Partes da Correção dos Cabelos” em relação ao ego?

Resposta: Esta é uma manifestação externa dos desejos que são dados para serem corrigidos. Nós os corrigimos como todos os desejos habituais, mas eles se revelam como exteriores e externos.

Isso significa que, de acordo com o estímulo que se revela na pele, que está em contato com o cabelo, a cabeça, e também o queixo, entende-se o que deve ser feito com essa pessoa e de que maneira ela deve ser isolada da sociedade. Isso é porque atualmente ela não é útil para a sociedade, porque está num estado patológico e se torna uma fonte de câncer. Através do seu desejo egoísta, ela só infecta a sociedade.

Isolar essa pessoa da sociedade significa não só mantê-la fisicamente longe, mas isolando-a do contato com outras pessoas. Ela não precisa estar associada a qualquer outra pessoa na sociedade de alguma forma até que se corrija separadamente. O tempo vai geralmente fazer isso quando ela estiver a sós com o Criador.

Problemas como estes aparecem em níveis superiores e corrigem uma pessoa, como no caso de Moisés, quando ele escondeu sua mão dentro, tirou-a para fora, e não havia lepra nele. Ele colocou a mão de novo, tirou-a, e ela estava limpa. Esta é uma manifestação de uma profunda patologia egoísta.

Pergunta: Suponha que num grupo existam pessoas que estão numa descida, dormem nas aulas, e não querem participar de eventos. Sua hora ainda não chegou; não é permitido tocá-las.

Mas há pessoas que são prejudiciais e elas começam a transmitir sua filosofia. Estas pessoas devem ser suspensas por um tempo, que pode até ser permanente. Esse é um estado de lepra que começa a roer a todos e que pode inclusive derrubar todo o grupo?

Resposta: Certamente, pois o leproso é uma pessoa muito forte, muito avançada, mas que descobre problemas como estes dentro de seu ego que deve de alguma forma conquistar por si mesmo, para não influenciar o grupo. Ele faz isso por si mesmo, já que está no nível de um sacerdote e pode se isolar, mas não pode curar.

Além disso, ele não se isola fisicamente. Pelo contrário, ele está trabalhando em si mesmo o tempo todo para não afetar o grupo. Isso é chamado de “expulsando-o do campo”, onde ele é alertado a não influenciar o grupo negativamente, e então ele gradualmente se cura da lepra.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 20/02/14

O Declínio Da Babilônia, Parte 4

Dr. Michael LaitmanPergunta: Após o ego ter sido inflamado, ele forçou os babilônios a se espalhar sobre a face da Terra. Será que a humanidade se desenvolveu apenas sob a influência desta força negativa?

Resposta: Não é que uma força positiva não exista numa pessoa. Ela existe em todos os seres humanos, mas não é claramente revelada, nem os dirige e impulsiona para frente.

Os discípulos de Abraão eram diferentes dos discípulos de Nimrod, visto que descobriram em si as duas forças: o ego explícito e o desejo implícito por algo, a doação e o amor. Mas eles ainda não sentiam isso. Num primeiro momento, eles simplesmente procuraram o sentido da vida. A segunda força foi descoberta dentro do sentido da vida, que está além da terra física, acima do egoísmo.

Neste plano, o ego nos mostra o que é possível obter aqui e como é possível satisfazer-se. A segunda força vai acima deste plano porque é construída sobre a conexão, sobre a unidade. Este é o próximo nível.

Sim, essa força existe em todos nós, mas, nos discípulos de Nimrod, ela não foi claramente revelada naquele momento. Como resultado, eles fizeram o que era possível fazer em seu estágio atual. Eles se dispersaram ou criaram novas conexões, se misturaram ou lutaram, fizeram alianças, casamentos, ou o contrário. No entanto, tudo isso foi no nível físico.

E só agora é que o chamado para o sentido da vida começou a ser despertado neles. No entanto, uma vez que eles não vêem Abraão entre eles, eles se afundam em drogas, em todos os tipos possíveis de excessos, em guerras, etc. Qualquer coisa só para encher e satisfazer seu vazio.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 27/08/14, Parte 4

Exílio

De “Quem é Você, Povo de Israel”:

Uma vez que o povo de Israel, os discípulos de Abraão, deixou a Babilônia, eles viveram em união por cerca de 2000 anos. Durante esse período, eles experimentaram problemas, mas ao longo desses anos, a unidade foi o princípio chave que mantinha o povo, e os seus conflitos ocorriam somente com a finalidade de intensificar o amor entre eles.

No entanto, cerca de 2000 anos atrás, o ego irrompeu entre eles com tal intensidade que não poderiam manter sua unidade. O ódio infundado e o egoísmo emergiram entre eles e infligiram um exílio sobre eles. Este exílio, mais do que qualquer outra coisa, é o exílio da unidade.

A alienação dentro da nação de Israel levou-os a dispersar entre as nações. Além disso, a separação entre eles fez com que os C​abalistas escondessem a sua sabedoria, que, assim, tornou-se o segredo de poucos Cabalistas escolhidos em cada geração.

O texto completo do folheto está aqui.