Textos na Categoria 'Egoísmo'

Humanidade No Limiar Do Divórcio

Dr. Michael LaitmanTodo o método sobre o qual a Torá fala, desde o primeiro Adão (homem) até a entrada na terra de Israel, é o processo dentro de um grupo de Cabalistas que descobrem o mal dentro do grupo ao trabalhar na conexão espiritual entre eles. A partir de então, só o bem é descoberto.

A descoberta do mal é todo o ódio que separa as pessoas, e ele é descoberto na medida em que elas querem se conectar. No entanto, agora, em vez de discutir sobre diversos assuntos insípidos, se a humanidade desejasse se conectar, ela não precisaria descobrir o mal. Toda a sua maldade é encontrada dentro do povo de Israel. Portanto, as nações do mundo não podem corrigir sozinhas este mal. Eles fazem isso com a ajuda do povo de Israel e chegam à correção de uma só vez.

Afinal, se o verdadeiro mal do ego fosse revelado nelas no momento em que elas começam a se conectar, o mundo estaria se afogando no mal. Elas realmente estariam se devorando até o osso. Assim, o trabalho de conexão foi dado apenas ao povo de Israel, que se chama o “povo de dura cerviz”.

O povo de Israel faz o trabalho de conexão e se transforma numa “cola” que pode conectar toda a humanidade. Eles trabalham em conjunto com as nações do mundo, mas a sua inclinação ao mal não é revelada neste trabalho.

Este é um conceito interessante. Afinal, a inclinação ao mal é especificamente revelada no momento da conexão entre as pessoas, e nós precisamos trabalhar com isso. A Torá nos fala sobre isso em todas as etapas do deserto. Em outras palavras, elas são os estágios da revelação do ego que é gradualmente descoberto e corrigido. Parece como se os filhos de Israel tivessem errado, transgredido e violado os comandos do Criador. No entanto, é precisamente assim que eles se corrigiram e se prepararam para a entrada na terra de Israel.

Após a sua entrada na terra de Israel, eles ainda precisavam conquistá-la, mas essa já era uma guerra diferente, que foi a conquista das nações na terra de Israel: esta foi a utilização do ego através do poder de doação que eles adquiriram anteriormente. No entanto, em nossos dias, a fim de corrigir todo o ego humano, é necessário conquistar o mundo inteiro por meio do poder da doação. As nações do mundo não são obrigadas a lutar com a sua inclinação ao mal.

Toda a Torá fala sobre a descoberta do mal que se revela através da inclinação para se conectar. É como um jovem casal que passa por todos os tipos de conflitos quando eles tentam se dar bem na vida compartilhada. Eles se comunicam cada vez mais através do compartilhamento de uma cozinha, quarto, sala de estar, tarefas de casa, trabalho, uma conta bancária conjunta, e tempo livre.

Antes disso, eles se encontravam em algum lugar ao longo do tempo, e isso não os obriga a fazer nada. De repente, eles têm muitas razões para se conectar, e por isso a inclinação ao mal é revelada neles.

O mundo inteiro agora se sente como um casal recém-casado. Por isso, requer um método, a sabedoria da conexão, que é a sabedoria da Cabalá. Isso é necessário em todos os lugares, em nosso tempo não há possibilidade de se conectar de qualquer outra forma.

Por que as pessoas não estão prontas para se conectar hoje? Por que tantos casais se divorciam? Porque não só o ego é revelado, mas também a verdadeira inclinação ao mal. Isso ocorre porque a humanidade deve agora estar conectada em todo o mundo e em todos os níveis. Assim, todos serão obrigados a conhecer a sabedoria da Cabalá, que ensina como superar a inclinação ao mal.

Quando você quer se conectar com o seu filho, você deve saber como fazê-lo, especificamente com a ajuda da sabedoria da Cabalá. Você precisa aprender a atrair a Luz que Reforma ou, de outra forma, você não terá uma conexão com seus filhos. Hoje, os pais perdem a conexão com seus filhos que atingem a adolescência em torno de 13 anos de idade, e, em uma década, essa conexão já estará enfraquecida pela idade de sete ou oito anos, e ainda mais cedo.

Hoje, com a idade de três ou quatro, as crianças começam a se sentir completamente independentes. Para elas, um pai é simplesmente uma ferramenta para alcançar um objetivo, que é a realização de seus desejos e nada mais. Problemas desse tipo irão surgir em todos os lugares. É impossível atingir a conexão sem a sabedoria da Cabalá.

Em todos os lugares que as pessoas tentarem se conectar, no local de trabalho ou em casa, elas vão descobrir a sua inclinação ao mal. Elas vão querer se conectar mais e não vão estar prontas para isso. Assim, elas vão se divorciar. Mesmo os terroristas estão divididos e não estão prontos para conectar numa gangue. Há tantos grupos e tantas facções entre eles! A separação vai continuar a crescer em todos os lugares. Logo, todo mundo vai se sentar em sua casa com um rifle, e pronto.

Os amigos num grupo de Cabalistas trabalham conscientemente na conexão entre eles. Portanto, todos esses fenômenos se manifestam entre eles de uma forma muito clara e óbvia. No entanto, os Cabalistas têm as ferramentas para trabalhar contra o seu ego, contra a separação e contra o ódio. Os amigos desempenham o papel do povo de Israel com respeito a todos os filhos de Israel, assim como todo o povo de Israel desempenha com respeito a toda a humanidade. Então, todo o povo de Israel deve trabalhar como um grupo de Cabalistas com respeito a todo o mundo.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/09/14, Escritos do Rabash

Um Novo Abraão

A Torá, “Levítico”, 18: 1-5: E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: “Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Eu sou o Senhor vosso Deus. Após as obras da terra do Egito, em que habitaveis, não haveis de fazer; e segundo as obras da terra de Canaã, vos hei de introduzir, não haveis de fazer; nem andareis nos estatutos deles. Os meus juízos fareis, e os meus estatutos vós guardareis, para andardes neles: Eu sou o Senhor vosso Deus. Porém vós guardareis os meus estatutos, e dos meus estatutos, que se o homem fizer, viverá por eles: Eu sou o Senhor.

“Sob nenhuma circunstância devemos usar os desejos egoístas que nós tiramos da Babilônia, Egito, ou a da terra de Canaã, para onde em breve devemos retornar. Se usarmos todos os nossos desejos corretamente, gradualmente corrigindo-os e ascendendo para o nível anterior de Canaã, começaremos a transformar esta terra na terra de Israel, o que significa focar todos os nossos desejos no Criador, na doação. [Leia mais →]

Os Benefícios E Os Perigos Dos Feitos Científicos

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que há de tão ruim na ciência, se procurar o segredo da vida é uma inclinação natural que se desenvolve naturalmente numa pessoa?

Resposta: Nós temos uma inclinação para descobrir o segredo da vida porque a nossa fonte superior nos ilumina. A questão é apenas quando, como e por que meios eu posso procurá-lo? Na ciência normal eu o procuro pela minha mente e sentidos bestiais.

Será que eu quero encontrar a fonte superior por meios físicos? Não entendo que Ele é tão alto, influente, e distante do desejo de receber e de sua baixeza repugnante, de suas limitações?

O desejo de receber, o ego, que quer receber para si mesmo o tempo todo, não pode ser completo porque sempre sente uma carência. Por isso, ele não pode ser adaptado à fonte superior. Quanto mais ele quer para si e descobre suas limitações, mais baixo ele cai.

Por esta razão, os povos antigos pensavam que o sol era divino, uma vez que para eles era a origem da vida.

Pergunta: Como Abraão procurou o segredo da vida?

Resposta: Abraão passou a olhar para as estrelas, a lua e o sol, procurando a força que poderia ser chamada de universal e suprema. Mas esta era uma busca interior.

Pergunta: Será que ele não procurou isso com sua mente e sentidos físicos, como em qualquer ciência?

Resposta: Abraão não confiava em sua mente. Ele estava procurando por algo superior, separado dele, universal. Ele atingiu tudo, graças a sua alma, como o primeiro Adão (homem). Portanto, basicamente, ele conseguiu alcançar tudo sem um professor.

Com a gente isso não pode ocorrer, porque ninguém em nossa geração é capaz de descobrir o Criador por si mesmo. Há muitas pessoas que têm certeza que sentem o poder superior, mas, na verdade, nenhuma delas está nem perto. É assim que a nossa geração é, e este é o resultado do crescimento do egoísmo que provoca o declínio das gerações.

Nossos ancestrais estavam em uma situação única chamada de “mérito dos antepassados”, porque sua Shevirah (quebra) era de cima em sua fonte e foi derivada do próprio sistema. Mas depois de nossa queda, nós corrigimos nossa própria divisão, e não temos nenhum mérito ancestral. O mérito ancestral existiu até a descoberta da inclinação ao mal, que foi chamada de Faraó.

Depois da morte de Jacó no Egito, nenhum mérito ancestral permaneceu. Na verdade, poderíamos usá-lo, mas apenas por meio da adesão ao mesmo nível, e, na verdade, não por nós mesmos.

Pergunta: Abraão não foi um cientista como todo Cabalista? Então, por que a ciência é prejudicial?

Resposta: A ciência é como um veneno de cobra que pode ser usado como veneno ou remédio, dependendo de como é usado. É necessário usá-lo para descobrir o poder superior, onde entendemos que o nosso ego é inferior, e que é impossível atingir qualquer coisa de verdade com ele. Nós estamos limitados pelos nossos sentidos físicos e pelo desejo egoísta que está por trás desses Kelim (desejos).

Não podemos nos afastar desse desejo que nos obriga a pensar, ver, entender e sentir apenas o que é para o nosso próprio bem ou o que pode nos prejudicar. Isto significa que toda a percepção é direcionada apenas para o desejo de receber e não vemos mais nada. Em torno de nós poderia haver mundos inteiros e forças, mas não temos os sentidos para percebê-los.

Se esta é a forma como estamos organizados, não temos meios para procurar dentro de nós, não com a ciência que desenvolvemos. Desta forma, nunca alcançaremos a verdade, a divindade ou universalidade.

Assim, na ciência, há apenas o que a pessoa descobre em seus Kelim egoístas, e assim a ciência também é egoísta. Essa é a maneira como a descobrimos e como a usamos. Nós não podemos usá-la com qualquer outra intenção ou inclinação, porque todo o seu desenvolvimento é obtido para o nosso benefício egoísta.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/8/14, Escritos do Baal HaSulam

A Longa Jornada Pelo Deserto

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico”, 16:18-19: Então ele sairá ao altar, que está perante o Senhor, e fará expiação por ele; e tomará do sangue do novilho, e do sangue do bode, e o porá sobre as pontas do altar ao redor. E daquele sangue espargirá sobre o altar, com o seu dedo, sete vezes, e o purificará das imundícias dos filhos de Israel, e o santificará.

O trabalho no nível de Aarão (sacerdote) é um trabalho sublime e muito sério na revelação de todos os nossos atributos, desejos, impulsos, mente e pensamentos, em termos de com o que podemos trabalhar em amor e doação pelos outros e com o que não podemos. O que é revelado aqui por uma pessoa sobre o que está acontecendo não é nada simples.

Cada um de nós precisa atingir o nível do sacerdote, a fim de dividir esses desejos. A Torá fala apenas sobre uma pessoa, uma vez que o mundo inteiro está incluído em uma força. Portanto, eu tenho que avaliar e diferenciar o que todas as partes da Torá me dizem e entender precisamente que devo gradualmente estabelecer todos os vasos corrigidos dentro de mim.

Eu deixo a Babilônia como uma pessoa que quer atingir o sentido da vida e ir para a terra de Canaã na medida em que revelo todos os meus desejos, pensamentos e impulsos dentro de mim.

Depois, o estado da terra de Canaã começa a borbulhar em mim ao me puxar para o pântano egoísta. Isso significa que eu desci ao Egito, onde tento fugir de mim mesmo ao focar constantemente no “ama ao próximo como a ti mesmo”.

Por fim, quando eu começo a lutar comigo mesmo, com meu ego (Faraó) e meu altruísmo (Moisés e Arão), eu vou ao deserto (um lugar vazio). Aqui me é dito: “Reúna todos os seus desejos com os quais você pode avançar. Se você conseguir fazer isso, você será capaz de receber a Luz Superior neles, o que irá avança-lo e você será capaz de se mover no deserto”. Aqui, eu já estou avançando no deserto.

O principal é o discreto despertar que surgiu em mim na Babilônia, o qual é gradualmente coberto por um grande ego que é gradualmente corrigido no deserto. A Babilônia é o princípio, o pensamento e o objetivo. O ego que surgiu em mim é o exílio no Egito. No deserto, no entanto, eu trabalho com um enorme ego de quatro fases, a fim de levá-lo a um estado neutro. Eu não quero estar nele, eu quero estar acima dele.

Tudo isso é a revelação da minha atitude para com o ego. É como uma enorme bola preta, e eu esclareço o que posso iluminar nela sob a influência da Luz, uma parte, outra parte, mais uma, e depois outra. Estes são os 40 anos de peregrinação no deserto.

Cada vez eu descubro uma variedade de coisas e decido que posso subir acima de todos esses novos desejos que descobri nesta fase no deserto, para que nenhuma satisfação egoísta me incomode. A Luz e maiores prazeres são gradualmente revelados neles, enquanto eu estou acima deles, trabalhando apenas em doação, fora de mim.

Há desejos que eu sei que não vou ser capaz de superar, com certeza. Então eu os envio para o deserto, o que significa que ainda não posso tornar este deserto minha casa, meu abrigo, e assim, parte do meu ego permanece no deserto.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 06/03/14

Correção Dos Desejos: Madeira E Barro

Dr. Michael LaitmanA Torá, Levítico (Metzora) 15:12 – 15:13: E o vaso de barro, que tocar o que tem o fluxo, será quebrado; porém, todo o vaso de madeira será lavado com água…

Pergunta: Existe uma diferença entre um vaso de madeira e de barro (argila)?

Resposta: A madeira não absorve impurezas, pois tem uma origem vegetal, enquanto que um vaso de barro é feito de vários tipos de solo e absorve tudo. É por isso que é mais fraco.

Durante o seu crescimento, a madeira separa o que é certo e o que é errado e, em seguida, corrige-os dentro de si mesma. É por isso que é mais resistente à praga. Ela repele coisas que a prejudicam, absorve as coisas que são boas para ela. Esta é a forma como ela cresce. O barro absorve tudo e é mais vulnerável à contaminação.

Um vaso de madeira, ou seja, o desejo do nível vegetal, é mais propenso à contaminação egoísta do que os desejos do nível inanimado.

O vaso é um desejo moldado. Se um desejo vegetativo é atingido pelo egoísmo, para a sua correção ele precisa ser “lavado” pela Luz de Bina. Madeira é Zeir Anpin. Assim, ele pode ser impactado por Bina de cima. O barro é Malchut; Bina não pode influenciá-lo.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 05/03/14

Antecipar A Criatura

Dr. Michael LaitmanA sabedoria da Cabalá diz que o Criador é o bom que faz o bem. Para realizar a Si mesmo, Ele criou o desejo de receber, que é chamado de “criatura”. Este desejo deve ser desenvolvido de acordo com o plano do Criador, de acordo com seu programa, até que a criatura entenda e sinta-O como o bom que faz o bem, como grande.

Este é o desejo do Criador. Os Cabalistas nos explicam que não é porque Ele quer que reconheçamos Sua grandeza, Sua onipotência, e nossa dependência Dele. Nós estamos falando sobre o mais alto, portanto, é claro que isso é assim. Não, o Criador quer nos elevar ao nível Dele.

Portanto, nós temos que passar por certa consciência da força superior em nossa natureza e revelar como podemos ascender à sua altura. O Criador desfruta que O experimentemos, ou seja, que cheguemos ao Seu nível. De acordo com a lei de equivalência de forma, chegar à adesão com Ele significa adquirir as mesmas propriedades que as Suas.

O período de nossa autocorreção é o caminho, a escada, os degraus que nos levam para cima através dos cinco mundos. A criatura só pode realizar essa subida se tem certeza e sabe com certeza que deve fazer isso. Então, ela tem a força para realizá-lo.

De onde a criatura obtém o poder para realizar as ações que levam para cima, da recepção para a doação, em oposição à sua natureza? A criatura tem que ter uma compreensão, consciência, e sentir que está no mau estado egoísta de recepção, e tem que chegar a um bom estado de doação que é completamente oposto ao seu atual.

Dizem-nos que nós podemos fazer isso se tivermos a ajuda do Criador. A Luz Superior é derramada sobre nós, e assim nós começamos a falar de uma maneira diferente e entender que receber é ruim para nós e doar é bom.

Então, simplesmente deixem o Criador fazer isso! Ele criou o desejo de receber dentro de nós e agora pode “brilhar” em nós para transformar esse desejo em doação. Mas não, isso não pode ocorrer porque, então, perdemos a independência e nos tornamos como “anjos”, isto é, forças que executam apenas determinadas ações. Em vez disso, nós temos que admitir e aceitar para nós mesmos que receber é ruim e doar é bom.

Esta afirmação interna é chamada de “reconhecimento do mal”, e nada mais é necessário. Nós só precisamos reconhecer o mal do desejo de receber e o bem que é inerente ao desejo de doar. Uma vez que isso acontece dentro de nós, nós definitivamente paramos de usar o mal do desejo egoísta que se manifesta neste momento, e começamos a usar o desejo de doar, manifestado como bom.

Parece que isso não é brincadeira de criança: se um médico me explicasse o que é bom e o que é ruim, o que é prejudicial e o que é saudável, eu apreciaria e seguiria o seu conselho. No entanto, eu tenho que reconhecer o mal de mim. Assessores que me dizem o que é bom e o que é ruim não vão me ajudar. Eu tenho que descobrir com muita precisão por conta própria que o desejo de receber é mau e que o desejo de doar é bom.

Aqui, certa “corda” fina é esticada que não pode ser expressa em palavras. Eu preciso me manter neutro internamente, elevando-me acima da criatura, uma vez que o desejo de receber é definido como o mal e o desejo de doar como bom, com a primeira qualidade pertencendo à criatura, e a segunda ao Criador. No entanto, eu preciso me antecipar à criatura, ficar na sua frente, e olhar para esses dois desejos. Então, com base neste ponto completamente independente, eu preciso definir o desejo de receber como mal.

Esta será a verdadeira realização do mal. Isso não é feito “tudo sob encomenda” para mim, não com base no prazer e sofrimento que levam à minha decisão quando, repetidas vezes, eu jogo um “jogo de negociação”, escolhendo de acordo com os critérios do meu egoísmo. Nem o “perito”, o “juiz” e o “provador” em mim deve se destacar, nem do lado do Criador nem do lado da criatura, mas aparentemente um passo em frente.

Este é um pré-requisito. É impossível que o Criador seja bom aos meus olhos. Por que Ele é bom? Será que é porque Ele criou o meu desejo e está desfrutando Seus presentes? Não, é apenas um dado, a criação em que nos encontramos. O Criador deseja que nos “antecipamos” à criatura, para que possamos concordar com Ele, que Ele faça isso dessa forma.

O benefício disso é grande: nós não somos mais dependentes do que e como Ele nos criou. Nós temos que subir acima do bem e do mal, independentemente das intenções conectadas a eles. Nós devemos chegar a um outro grau, elevando-se acima deles até o início do plano da criação que existia antes mesmo Dele nos criar, antes Dele decidir ser revelado à criatura como o doador e ter criado a criatura receptora. Parece que nos encontramos antes desse momento e até mesmo antes de sua causa. E este é o lugar onde realmente nos encontramos.

Portanto, a realização do mal deve ir mais fundo, dentro da profundidade qualitativa. Não se trata do quão terrível é o meu egoísmo sem fim e quão bela é a doação. Trata-se da qualidade e essência: Por que eu defino alguém como mal e alguém como bom? Esta escolha deve ser feita em meus próprios sentimentos. Ela só mede os detalhes de percepção para mim “para as estatísticas”, e acima dela eu revelo um princípio superior, que está acima da criatura e antes dela. Assim, o reconhecimento do mal abrange a totalidade da realidade e nos eleva acima dela.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/09/14, Escritos do Baal HaSulam

O Segredo Essencial Do Judeus, Parte 42

Do livro: O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein:

Os Postulados da Teoria da Integralidade

A conexão dá uma sensação de vida.

A Natureza é um organismo comum.

O organismo da natureza passa sequencialmente através dos níveis inanimado, vegetal, animal e humano de desenvolvimento.

O ser humano inclui os níveis inanimado, vegetal e animal.

O egoísmo limita o ser humano. É por isso que ele não pode avaliar as perspectivas de desenvolvimento.

Sociedade Perfeita De Abraão, Parte 1

Dr. Michael LaitmanA antiga Babilônia recuou para as profundezas da história, mas ainda é refletida em nosso tempo. Todo o seu curso é um processo único, ligado do começo ao fim e do fim ao começo.

É por isso que quando vemos como a história se repete, mas em outro nível, temos que tirar as conclusões certas a partir do que aconteceu e está acontecendo.

Portanto, na Babilônia, que era governada pelo rei Nimrod, o grupo de Abraão foi formado, o qual desafiou o programa “oficial” de desenvolvimento com o seu próprio programa. Nimrod disse que o ódio e separação que deflagrou entre as pessoas deve ser superado de uma forma egoísta natural: estabelecer-se em lugares diferentes, a fim de ter menos contato um com o outro, em termos modernos, sair de acomodações compartilhadas para individuais.

A opinião de Abraão era diferente: nós não podemos fazer isso; nós devemos nos conectar. Agora nós temos que buscar não a divisão, mas a unidade.

Como resultado, três milhões seguiram Nimrod, e apenas cinco mil seguiram Abraão. Este pequeno grupo de pessoas angustiadas, que não estavam satisfeitas com o conceito geral das pessoas, chamava-se “Israel” e deixou a Babilônia. “Acumulando” anos, séculos e milênios de sofrimento, ele se moveu à sua maneira até os dias de hoje.

Pergunta: O grupo foi “empurrado para fora” da Babilônia e forçado a iniciar seu próprio movimento?

Resposta: Eu não diria que foi “empurrado para fora”. A pressão começou mais tarde, mas não no início.

Naqueles dias, Abraão era um grande sacerdote e sábio babilônico. As pessoas que se reuniram em torno dele perceberam que seu método de correção, ou o método de uma nova vida, as atraia pelo seu significado interior, que não é simplesmente um “divórcio” egoísta, uma separação, espalhando-se para lugares diferentes, mas um movimento interior. A mensagem correspondente, o pedido da alma, foi despertado nelas, e elas estavam prontas para isso.

Afinal, a humanidade não evolui apenas tecnicamente; ela muda de forma ao longo da história: escravidão, feudalismo, capitalismo, socialismo, etc. Em outras palavras, ela muda de forma, muda seu conteúdo. O crescimento quantitativo do egoísmo também adquire uma nova qualidade.

Assim, os seguidores de Abraão sentiram que não poderiam se desenvolver apenas egoisticamente; eles precisavam chegar a um nível completamente diferente, “saltar” para o próximo nível. Assim, eles aderiram a Abraão, que cumpriu a sua demanda interna.

De KabTV “A Babilônia Ontem e Hoje” 27/08/14

O “Selfie”

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (do DSNews): “Selfie é uma forma de inflar sua importância e obter popularidade instantânea. Este fenômeno ocorre quando o indivíduo se torna mais importante. A razão é a falta de comunicação real, incapacidade de revelar um mundo interior.

“Conteúdo complexo – público, social, informativo – toma apenas 20 a 30% do total das redes sociais.

“A maior parte do conteúdo é focado na vida pessoal. Esta tendência é ainda mais perceptível no Instagram devido ao conteúdo visual principal. Instagram, Facebook e Twitter são os mesmos em seus princípios e preferências do público.

“Fascinado com eles mesmos e chamando a atenção para si, usuários de redes sociais estão se tornando mais fragmentados; o selfie contribui para a fragmentação da sociedade. As redes sociais deixaram de pensar. Selfie é uma maneira de se comunicar com a sociedade com a perda das habilidades de comunicação ao vivo.

“Fotos engraçadas expulsam o pensamento. O declínio das massas é observado na seleção de informações específicas: uma imagem cria uma impressão maior do que um texto, porque o cérebro processa imagens visuais mais rápido, para que haja um maior envolvimento.

“Os consumidores de informação digital não gostam de ler, eles percebem apenas imagens. Imagens obtém mais circulação viral do que artigos analíticos.

“Os usuários de redes sociais estão muito mais interessados ​​em suas próprias fotos ou nas fotos de seus vizinhos do que nos eventos importantes do mundo. Grande interesse em informações positivas foi colocado no próprio princípio da estrutura das redes sociais”.

Meu Comentário: Esta é uma consequência do egoísmo crescente, para os qual o principal é a gratificação instantânea. Mas há um beco sem saída no seu desenvolvimento e ele será forçado a buscar satisfação e vai encontrá-la somente através da doação.

O Mundo Inteiro É Um Único Formigueiro

Dr. Michael LaitmanNós somos feitos da substância do desejo de receber, como toda a criação. Mas em contraste com todos os outros, o ser humano sabe como se dividir em dois: em ação e intenção. É possível agir como toda a natureza inanimada, vegetal e animal, ou como crianças pequenas que jogam sem qualquer intenção interior, tomando o que querem para si.

Mas quando a criança cresce e toma a imagem do homem neste mundo, não é mais possível saber suas intenções a partir de suas ações. Pode ser que o ato seja um ato de doação, mas como de costume, a intenção é em prol da recepção. Isso significa que nossa doação exige compensação em troca e nós estamos sempre agindo para o nosso próprio bem.

Disso fica claro que se não mudarmos a nós mesmos, vamos agir apenas para o nosso próprio bem. E como o ego cresce o tempo todo, toda a nossa atividade é baseada no novo ego, e a intenção torna-se cada vez mais egoísta. É assim que nós avançamos até que a distância entre nossas ações e intenções fique tão grande que começamos a prestar atenção nela.

Quando nós vemos um filme antigo que foi feito 50 anos atrás, ele parece realmente infantil. Apesar de mostrar pessoas fortes e heroicas, todos os seus discursos e suas ações parecem ingênuos como os de crianças pequenas. Isso ocorre porque o ego ainda era pequeno, não como em nosso tempo; seus comportamentos parecem ingênuos e primitivos para nós. A ação e a intenção estão muito próximas uma da outra, a ação corresponde precisamente à intenção como com uma criança pequena. Não há cálculos políticos desonestos por trás de tudo isso.

Mas, em nossos tempos, o ego se desenvolveu tanto que nos leva ao desespero, porque vemos que toda ação em nosso mundo é apenas com a intenção para si mesmo. Já não acreditamos em publicidade, em belas promessas, em palavras ou ações, já não acreditamos em ninguém, nem em políticos ou pessoas simples. Nós sequer acreditamos nos membros da família, pois vemos o quanto cada um é um egoísta e está preocupado apenas em si mesmo, tanto as crianças como os pais. Portanto, nós estamos nos afastando um do outro. É claro para todos nós que todos os nossos atos são apenas para o nosso próprio bem, sem consideração pelos outros em tudo.

Mesmo se estamos preocupados com outra pessoa, isso é só por causa da sensação de uma conexão com ela, e como resultado disso, seu problema torna-se o nosso problema. Por isso, nós pensamos nela como pensamos em nós mesmos. Mas, basicamente, este é apenas um cálculo egoísta, pois não há nada mais. É assim que alcançamos o reconhecimento do mal de nossa natureza, a compreensão de que tudo é “em prol da recepção”.

O ego se desenvolve tanto que não é possível para nós nos conectarmos a qualquer um. Nas gerações anteriores, o ego ainda não era tão desenvolvido e não o utilizávamos de forma tão grosseira como hoje. Mas em nossos dias ninguém importa para nós e ninguém tem vergonha de nada, ao contrário, é ainda orgulhoso de seu ego.

Políticos e empresários já não tentam disfarçar suas atividades e parecer agradáveis. Cada um age de acordo com seu desejo, temendo apenas a punição, e fazendo um cálculo egoísta simples.

E isso é bom, porque é um sinal de que a nossa geração alcançou o reconhecimento da verdade sobre si mesma. Nós finalmente entendemos o que somos e em que tipo de mundo nós existimos, e em que tipo de conexão encontramos entre nós. Todas as conexões se tornaram simples e claras, entre as nações, entre as pessoas, em todas as cidades e família. Enquanto for bom para mim estar com eles, vou permanecer, e no momento em que for ruim para mim, vou deixar tudo.

Não há nenhum outro cálculo. Ninguém fala sobre patriotismo, sacrifício pessoal em prol da pátria ou em prol de outra pessoa. Um herói moderno é famoso pelo número de pessoas que matou num filme e não pelo número de pessoas que salvou.

A questão é: será que podemos continuar a existir assim? Se continuamos a desenvolver nossa natureza egoísta, cuja fonte é o desejo de receber, então, sem vergonha nós começamos a usar o nosso ego instintivamente como animais.

Os animais agem instintivamente de acordo com o programa interno que é implantado neles, e os humanos só podem existir se algum tipo de conexão existe entre eles, como formigas num formigueiro. Nós somos sete bilhões de humanos, cada um deve ter consciência do seu lugar, seu papel e sua obrigação. É assim que, através do trabalho recíproco, vamos construir uma vida segura para nós mesmos.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 13/07/14, Shamati # 60