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Sete Bilhões De Formigas Conectadas Umas Às Outras

Dr. Michael LaitmanNós podemos extrair a força da natureza que vai nos transformar para que não prejudiquemos os outros. Nós vamos reconhecer o fato de que dependemos uns dos outros e com isso nos corrigimos. É assim que podemos alcançar, explicar e sugerir às pessoas uma forma de estabelecer novas e melhores relações.

Nós temos o poder pelo qual podemos corrigir as más relações entre as pessoas e, assim, tornar o nosso mundo um lugar melhor. Se conseguirmos fazer isso, a nossa vida vai ser boa e bonita.

Esta mudança será feita pela força de correção que levamos às pessoas, mas, para atrair esta força, nós temos que ter uma intenção totalmente diferente, uma intenção a fim de doar aos outros.

O desejo de viver uma vida boa na conexão entre elas será o suficiente para a massa de sete bilhões de pessoas. Para fazer isso, nós temos que organizar workshops, mesas redondas e reuniões nas casas para elas. Elas vão ouvir como nós estamos conectados uns aos outros e como somos dependentes uns dos outros, e, por fim, elas vão entender que vale a pena mudar a nossa natureza. Caso contrário, nós seremos como o escorpião que picou o sapo que o carregava nas costas para atravessar o rio, e assim os dois morreram. Nós não seremos capazes de fazer algo de bom com a nossa natureza egoísta; nós temos que mudar isso.

Não basta assistir a filmes sobre a forma como estamos conectados um ao outro. Nós temos que mudar nossa natureza de forma prática. Há uma enorme diferença entre um filme e uma verdadeira realização. Nós sabemos que podemos usar palavras agradáveis ​​durante a reunião dos amigos e depois sair para a rua e nos comportar como egoístas comuns. Não temos escolha, é a nossa natureza.

Porém, ter boas intenções basta para sete bilhões de pessoas. Nós vamos alcançá-las com a Luz que Reforma através da realização de workshops, e assim, através de nós, elas receberão o poder de Cima que vai transformá-las e corrigir as relações entre elas.

Porém, o nosso desejo de receber é muito maior e nós temos que realmente mudar a nossa intenção para que ela seja para doar. A diferença é que nós temos que parar de ser egoístas, e todos os sete bilhões só recebem o poder para não picar um ao outro, porque todo mundo começa a entender que, se ele fere o outro, ambos se afogam no rio tempestuoso, como o tolo que se senta num barco e faz um furo no barco embaixo de si mesmo.

Uma pessoa pode se proteger, de modo a não prejudicar os outros, pela força da Luz que ela recebe. Ela sabe que não deve fazer um furo no barco porque ambos irão se afogar no oceano de seu ego.

Como resultado da educação integral, a pessoa começa a sentir que toda a humanidade é um corpo, e que ela tem que tratar a todos como uma família. A Luz Superior me permite sentir dor quando eu pico alguém. Eu mesmo sinto isso e digo “Ai!”, e não é que ela sofre, mas eu sofro, uma vez que somos um só corpo, como bater o pé, mas sentir a dor em sua cabeça.

É assim que todas as pessoas do mundo irão se conectar e não vão precisar trabalhar contra a sua natureza. Seu trabalho será apenas em workshops, e ao se conectar, elas vão começar a sentir que são interdependentes, como formigas que vivem numa grande família, bilhões de formigas em um formigueiro.

Ou seja, elas não terão que chegar ao reconhecimento de sua própria natureza má. A natureza é a natureza, mas apenas a conexão entre nós fica mais forte que vamos realmente sentir isso. Nós vamos ver o sistema de conexões entre nós de forma tão clara que se eu fizer algo de ruim com alguém, vou me sentir mal.

Isso é chamado de ama teu amigo como a ti mesmo, e não é um mistério. É apenas a revelação do sistema natural em que estamos conectados uns aos outros.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/07/14, Shamati # 60

O Que É Melhor Para Os Outros Também É Melhor Para Mim

Dr. Michael LaitmanToda a humanidade é como um corpo e embora o nosso ego cresça e nos obrigue a fazer apenas cálculos egoístas, a conexão entre nós e nossa interdependência é cada vez mais revelada. Não há ninguém no mundo que não dependa de todos os outros, do mundo inteiro. Se não revelarmos esta conexão hoje em toda a sua intensidade, em toda a profundidade e largura da conexão entre nós, ela será revelada em um par de anos. Nós estamos avançando em direção a isso.

Nós vemos que há duas tendências que nos levam a um estado muito desagradável. Por um lado, eu dependo de todos, de toda a humanidade, e não posso prover até mesmo as necessidades básicas para mim se eu não estou conectado a todos

Nós vemos que é realmente assim que a nossa vida é gerenciada, e nós não podemos parar isso. Se observarmos o processo que cada pedaço de plástico, papel, madeira, fio elétrico, ou de metal passou, veremos que cada produto esteve em todo o mundo de alguma forma e que essa dependência cresce a cada dia, e a conexão entre nós se torna cada vez mais integral.

Por outro lado, ela está se tornando cada vez mais egoísta, aguda e agressiva, e, assim, nós chegamos ao ponto de crise, o ponto da virada especial. Quando alcançarmos este ponto, nós podemos decidir que seja melhor cortar as relações entre nós, uma vez que elas não são tão boas, como o divórcio numa família ou quando cortamos nossas relações com as pessoas que nos tratam mal.

No entanto, se esta desconexão ainda é possível quando se trata de indivíduos ou na família, ou numa dimensão maior quando falamos de países, nós chegamos a um estado de guerra. Se quisermos cortar nossas relações e estabelecer uma nova ordem mundial, a guerra é inevitável. A única opção é encontrar um meio, uma espécie de doce para adoçar a conexão entre nós e torna-la boa.

Nós vemos que a conexão entre nós é multilateral e integral. Portanto, nós temos que corrigir a nós mesmos de acordo com a conexão que nos é revelada. Nesse caso, não só vamos sentir que dependemos uns dos outros, mas que queremos estar conectados e estamos prontos para nos conectar de bom grado. Então, em vez de lutar e tentar cortar uma conexão ruim, vamos estabelecer uma conexão melhor em seu lugar.

Nós podemos realizar a correção da conexão entre nós que se torna mais forte a cada dia utilizando o método chamado de sabedoria da Cabalá ou, mais precisamente, o método da educação integral, a sabedoria da conexão.

Para resumir, nós vamos acabar com duas opções, como resultado do nosso estudo da evolução do homem e sua natureza: ou corrigimos a conexão entre nós, ou vamos chegar a grandes conflitos, violência e guerras terríveis, como já vemos em diferentes lugares do mundo.

Esta é a razão do método de educação integral, de acordo com o qual o homem deve mudar, estar sendo revelado no mundo. Afinal, enquanto o homem agir de acordo com a sua natureza egoísta, ele vai agir em seu próprio favor. Não importa o que ele diz e quão generoso tenta ser, as intenções de uma pessoa sempre serão somente para o seu próprio bem e para prejudicar os outros.

Nós devemos explicar às pessoas que hoje é impossível agir para o meu próprio bem e prejudicar os outros, se nós estamos conectados. Se eu dependo de você e você depende de mim, eu não tenho escolha, exceto pensar no que é bom para você e você pensar no que é bom para mim. É assim que a conexão entre nós vai agir, de modo que se eu machucar você, eu me prejudico através de você. É a mesma coisa quando se trata de fazer o bem: se eu faço o bem aos outros, eu faço o bem para mim mesmo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/07/14, Shamati # 60

O Mundo Inteiro É Um Único Formigueiro

Dr. Michael LaitmanNós somos feitos da substância do desejo de receber, como toda a criação. Mas em contraste com todos os outros, o ser humano sabe como se dividir em dois: em ação e intenção. É possível agir como toda a natureza inanimada, vegetal e animal, ou como crianças pequenas que jogam sem qualquer intenção interior, tomando o que querem para si.

Mas quando a criança cresce e toma a imagem do homem neste mundo, não é mais possível saber suas intenções a partir de suas ações. Pode ser que o ato seja um ato de doação, mas como de costume, a intenção é em prol da recepção. Isso significa que nossa doação exige compensação em troca e nós estamos sempre agindo para o nosso próprio bem.

Disso fica claro que se não mudarmos a nós mesmos, vamos agir apenas para o nosso próprio bem. E como o ego cresce o tempo todo, toda a nossa atividade é baseada no novo ego, e a intenção torna-se cada vez mais egoísta. É assim que nós avançamos até que a distância entre nossas ações e intenções fique tão grande que começamos a prestar atenção nela.

Quando nós vemos um filme antigo que foi feito 50 anos atrás, ele parece realmente infantil. Apesar de mostrar pessoas fortes e heroicas, todos os seus discursos e suas ações parecem ingênuos como os de crianças pequenas. Isso ocorre porque o ego ainda era pequeno, não como em nosso tempo; seus comportamentos parecem ingênuos e primitivos para nós. A ação e a intenção estão muito próximas uma da outra, a ação corresponde precisamente à intenção como com uma criança pequena. Não há cálculos políticos desonestos por trás de tudo isso.

Mas, em nossos tempos, o ego se desenvolveu tanto que nos leva ao desespero, porque vemos que toda ação em nosso mundo é apenas com a intenção para si mesmo. Já não acreditamos em publicidade, em belas promessas, em palavras ou ações, já não acreditamos em ninguém, nem em políticos ou pessoas simples. Nós sequer acreditamos nos membros da família, pois vemos o quanto cada um é um egoísta e está preocupado apenas em si mesmo, tanto as crianças como os pais. Portanto, nós estamos nos afastando um do outro. É claro para todos nós que todos os nossos atos são apenas para o nosso próprio bem, sem consideração pelos outros em tudo.

Mesmo se estamos preocupados com outra pessoa, isso é só por causa da sensação de uma conexão com ela, e como resultado disso, seu problema torna-se o nosso problema. Por isso, nós pensamos nela como pensamos em nós mesmos. Mas, basicamente, este é apenas um cálculo egoísta, pois não há nada mais. É assim que alcançamos o reconhecimento do mal de nossa natureza, a compreensão de que tudo é “em prol da recepção”.

O ego se desenvolve tanto que não é possível para nós nos conectarmos a qualquer um. Nas gerações anteriores, o ego ainda não era tão desenvolvido e não o utilizávamos de forma tão grosseira como hoje. Mas em nossos dias ninguém importa para nós e ninguém tem vergonha de nada, ao contrário, é ainda orgulhoso de seu ego.

Políticos e empresários já não tentam disfarçar suas atividades e parecer agradáveis. Cada um age de acordo com seu desejo, temendo apenas a punição, e fazendo um cálculo egoísta simples.

E isso é bom, porque é um sinal de que a nossa geração alcançou o reconhecimento da verdade sobre si mesma. Nós finalmente entendemos o que somos e em que tipo de mundo nós existimos, e em que tipo de conexão encontramos entre nós. Todas as conexões se tornaram simples e claras, entre as nações, entre as pessoas, em todas as cidades e família. Enquanto for bom para mim estar com eles, vou permanecer, e no momento em que for ruim para mim, vou deixar tudo.

Não há nenhum outro cálculo. Ninguém fala sobre patriotismo, sacrifício pessoal em prol da pátria ou em prol de outra pessoa. Um herói moderno é famoso pelo número de pessoas que matou num filme e não pelo número de pessoas que salvou.

A questão é: será que podemos continuar a existir assim? Se continuamos a desenvolver nossa natureza egoísta, cuja fonte é o desejo de receber, então, sem vergonha nós começamos a usar o nosso ego instintivamente como animais.

Os animais agem instintivamente de acordo com o programa interno que é implantado neles, e os humanos só podem existir se algum tipo de conexão existe entre eles, como formigas num formigueiro. Nós somos sete bilhões de humanos, cada um deve ter consciência do seu lugar, seu papel e sua obrigação. É assim que, através do trabalho recíproco, vamos construir uma vida segura para nós mesmos.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 13/07/14, Shamati # 60

Boa Vontade E Uma Boa Atitude

Dr. Michael LaitmanDepois de milhares de anos de desenvolvimento humano, a humanidade alcançou o reconhecimento do mal de sua natureza. Nós finalmente percebemos o que está acontecendo e vemos que todas as nossas vidas estão cheias de sofrimento e que toda a nossa história é uma história cheia de muita dor.

Nós pensávamos que éramos sábios, avançados, iluminados, e muito desenvolvidos, e, em última análise, somos vazios, sem esperança e sem um futuro para a nova geração que nasceu.

Numa situação tão difícil e crítica, eu estou pronto para pensar em um método e uma nova forma de vida. Essa não seria uma vida derivada de meus impulsos internos egoístas da exploração dos outros de geração em geração, mas de uma inclinação diferente: a exploração de mim para o bem dos outros.

Esta é a escolha que está diante de nós, a única abordagem que é ditada pela natureza, o dilema entre as duas inclinações: a inclinação ao mal (egoísta) e a inclinação ao bem (altruísta). Não há outra possibilidade. O ser humano se desenvolveu por milhares de anos com o desejo de explorar o ambiente, a natureza inanimada, vegetal e animal e os seres humanos, e tudo isso é para si mesmo e só para si mesmo. Agora só resta uma coisa: mudar esse modelo para um modelo oposto. Isto significa alcançar o equilíbrio com o ambiente. Na verdade, eu sofro porque todo mundo quer explorar o outro, como eu o faço. Em última análise, nós estamos esgotados. Nós esgotamos um ao outro. Nós ficamos chateados e indefesos. Em suma, nós chegamos a um beco sem saída.

Simplesmente não há outra escolha. Nós devemos examinar a nós mesmos, compreender como depende de nós mudar a nossa abordagem em relação à vida, e assim, em vez de “todo mundo puxando o cobertor para si mesmo” é claro que a única solução é falar sobre a cooperação e o equilíbrio entre nós.

Na verdade, a Terra está pronta para nos fornecer tudo o que precisamos, mas, por causa do nosso ego, somos como crianças tolas que roubam uma da outra, e, finalmente, ninguém é feliz e ninguém recebe qualquer satisfação real na vida. Assim, a única solução é equilibrar as relações entre todos nós. Nós começamos com isso: Como nós vamos mudar?

No momento, eu quero puxar tudo para mim, mesmo que eu não precise disso. A principal coisa é não deixar nada para os outros. É assim que eu desfruto não apenas a minha satisfação, mas também a privação dos outros. Não basta que eu tenha mais do que os outros. Eu não quero que eles tenham nada. Basicamente, o fato de que eles têm algo me incomoda, porque eu sempre meço a minha situação em relação aos outros, e estou feliz que eu tenho mais e eles têm menos.

Portanto, cabe a nós entender o que é bom e o que é ruim em nossa natureza e como podemos compensar, completar, e corrigi-la.

Pergunta: Mesmo se eu quiser alcançar o equilíbrio, em que bases eu posso avaliar minhas atividades? Como posso saber o que vai me ajudar e o que vai me prejudicar?

Resposta: O que torna as coisas melhores para os outros vai ajudar, e os outros vão pensar sobre o que é bom para mim. Nós tentamos fazer o bem uns aos outros, para fazer o oposto do que está acontecendo hoje.

Pergunta: Cada um dos outros tem seus próprios desejos. Será que isso significa que cabe a mim ser mudado internamente, para me ajustar a eles? Isso me obriga a ser muito sensível para com as pessoas.

Resposta: A principal coisa é o desejo de fazer o bem aos outros e ter uma boa atitude para com os outros. Primeiro de tudo, a atração a isso vem de uma falta de escolha, e nós continuamos a trabalhar nisso. Nós realizamos workshops, jogos, eventos e discussões, até que, dentro de nós, temos a certeza de que é possível conviver mutuamente (bem, com amor), elevando-se sobre o nosso ego, que não desaparece, mas permanece e se torna mais forte.

Nós organizamos a conexão especificamente a despeito do ego, acima das diferenças de opinião, acima da oposição, e construímos um bom relacionamento entre nós e nos conectamos com equilíbrio.

Com isso, nós projetamos um novo padrão de vida, um novo nível chamado homem (Adão), deixando o nível anterior.

Pergunta: Isto significa que o acordo fundamental não é suficiente? Ele não pode ser o botão que ativa o mecanismo de cooperação?

Resposta: Esse botão se encontra em mim, dentro do meu coração, e, para pressioná-lo, eu libero todos os meus bons impulsos e os utilizo em benefício dos outros, e eu fecho, contraio e congelo todos os meus maus impulsos.

Claro que, para isso, é preciso construir todos os sistemas auxiliares do novo mundo, construí-los com nossas próprias mãos. Com a ajuda deles, nós aprendemos a distinguir entre o bem e o mal, entre a doação aos outros e a recepção deles, entre usar a mim mesmo para o bem deles e explorá-los para o meu bem.

De KabTV “Uma Nova Vida” 10/04/14

Coloquem Juízes E Guardas Em Todos Os Portões

Dr. Michael LaitmanPergunta: Numa sociedade corrigida, quando alguém me prejudica, deve haver um juiz a quem eu posso me dirigir com minha reclamação?

Resposta: Não, eu devo me sentar junto com aquele que me prejudicou e analisar o incidente. Pode ser necessário convidar pessoas adicionais, então teremos dez pessoas num círculo. O problema não é que ele fez algo ruim para mim; mas que fizemos um mal geral para todos.

A disputa entre nós não é um problema particular entre eu e você. Através dela, nós machucamos toda a sociedade, e cabe a nós resolvê-la de uma maneira geral, com a participação da sociedade. Não há nada para se envergonhar e se esconder aqui. É muito importante analisar junto com todos como nós podemos corrigir este defeito. Você não me machucou pessoalmente; mas através de mim você machucou toda a sociedade. Esta abordagem é absolutamente diferente da que existe hoje. Então todos nós devemos examinar qual é o dano, por que isto aconteceu, e corrigi-lo juntos.

Basicamente, cabe a nós reconhecer que somos culpados de que você cometeu uma transgressão. Isto é assim porque para nós, como uma sociedade, não houve uma influência forte o suficiente para mantê-lo no caminho certo. Isto significa que a pessoa que cometeu a transgressão não é culpada; mas, em primeiro lugar, toda a sociedade, seu ambiente é culpado de não investir o suficiente nele, possibilitando que ele se comportasse desta forma. Este é um problema muito mais global do que nos parece hoje.

Pergunta: Em uma circunstância como esta, qual é o papel do juiz?

Resposta: O juiz só nos ajuda a alcançar o esclarecimento; ele nos explica que o problema não está em uma pessoa isolada, mas em seu ambiente. A pessoa é o produto de seu ambiente. Ela nasce com a gente e esteve sempre entre nós. Nós estamos familiarizados com ela, onde ela estuda, seu local de trabalho, sua família. Então o que aconteceu de repente que não conseguimos mantê-la na moralidade superior? Por que de repente ela caiu? Aparentemente ela perdeu a conexão com a gente, e então nós somos os culpados!

Pergunta: É lógico que o julgamento seja não só com respeito ao transgressor, mas toda a sociedade?

Resposta: Como é entendido, o julgamento não é de forma alguma em relação a ele. Ele é um produto da sociedade, então a culpa toda é do ambiente.

Pergunta: Se for assim, nós devemos examinar todas as controvérsias menores aqui e ali, entre uma pessoa e outra, juntamente com toda a sociedade, de manhã à noite?

Resposta: Pode ser que seja assim. Mas com isso todos nós avançamos. Nós descobrimos os lugares onde não trabalhamos o bastante na conexão entre nós, possibilitando que nos influenciemos uns aos outros. Desta forma toda a sociedade vai subir. Problemas cada vez mais recentes serão revelados, mas eles irão reforçar a unidade numa sociedade o tempo todo, até que ela se torne como “um homem com um coração”.

Pergunta: Isto é completamente diferente da nossa atitude atual onde há o acusado e os acusadores. Hoje, o tribunal determina quem está certo e quem se deve culpar. Numa sociedade corrigida, a culpa individual não existe de forma alguma e todos os escrutínios acontecem no nível da sociedade?

Resposta: Na verdade, mesmo hoje o criminoso pede ao tribunal um perdão, justificando-se dizendo que cresceu sem pais, fora de casa, num ambiente ruim, foi expulso da escola e lhe faltou educação. Ele também vem com reivindicações contra a sociedade.

Mas nós não estamos prontos para ouvir essas afirmações; em vez disso nós simplesmente o mandamos para a prisão por dez anos. Mas talvez valesse a pena ouvir, pode ser que ele se justifique. Mas a sociedade não está preparada para ouvir isso.

O sistema judiciário na sociedade corrigida encontra-se nas mãos do povo e dos juízes da nação. Através disso ele se eleva o tempo todo. Isto é o que quer dizer, (Deuteronômio 16:18) “Juízes e oficiais porás em todas as tuas cidades…”.

De KabTV “Uma Nova Vida” 17/06/14

A Arte Do Equilíbrio

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a definição absoluta de bem e mal?

Resposta: Bem é equilíbrio, harmonia e integridade entre todas as partes da natureza. Mal é o oposto, a falta de equilíbrio, falta de integridade, erupções de uma das forças, levando a guerras e desastres.

Em outras palavras, o bem sem o mal também não é uma boa situação. Parece evidente que um dia ensolarado é melhor do que um dia chuvoso, mas se isso aumenta a um nível extremo, este calor vai queimar tudo.

Assim, tudo de bom está escondido dentro do equilíbrio. Isso significa que eu tenho que manter o equilíbrio nos três níveis da minha existência: corpóreo (bestial), humano e espiritual. O nível corporal é saúde, economia doméstica, nutrição saudável, sexo saudável, e relacionamentos saudáveis ​​na família. Nó devemos ensinar às pessoas tudo isso porque elas, ao contrário dos animais, não herdam traços como estes instintivamente.

O nível humano é o meu relacionamento com a sociedade, com o ambiente. O nível espiritual é a minha aspiração espiritual: meu objetivo na vida, a minha percepção da realidade, como eu imagino o que é superior. Estes três níveis juntos exigem equilíbrio.

Pergunta: Como a pessoa pode descrever o equilíbrio no nível humano, nas relações com o ambiente?

Resposta: Nós não sentimos uma divisão entre nós, nós pertencemos a uma comunidade unificada, a um corpo humano; nós estamos conectados num único sistema. E entre nós, nós queremos providenciar relações equilibradas de cooperação mútua.

Em última análise, nada nos separa; nós somos um todo único. Nós dependemos uns dos outros e sequer sentimos esta dependência, as respostas para todas as minhas solicitações vêm nesse momento, imediatamente me abastecem com o que está faltando, e de bom grado eu dou aos outros o que eles não têm.

Isso é chamado de equilíbrio na sociedade humana, isto é uma interação recíproca com base em duas forças opostas que existem em todo o mundo. Um por todos e todos por um. Nós temos que alcançar isso.

Pergunta: Então, como vamos fazer isso? Como vamos manter a direção certa para o objetivo?

Resposta: Em primeiro lugar, temos que estudá-la. Se eu tentar organizar a minha vida na família e em outras estruturas como esta, eu vou começar a sentir o equilíbrio, a harmonia, entre nós e o ambiente. E nestas imediações algum tipo de poder compartilhado é revelado, o bom e benevolente.

Por um lado, nós o criamos, mas por outro lado, ele está latente na natureza, está acima de nós. Disto se segue que não criamos o poder em si, mas as condições para a sua descoberta. Então, nós nos conectamos a ele: ele nos preenche e nós o construímos e criamos, mais e mais, até que haja completa harmonia entre nós e essa força. Este é o objetivo, e ele é chamado de “o bem perfeito”.

Pergunta: Isso significa que a minha “bússola” é a boa força que é descoberta em cada conexão e interação entre eu e o ambiente?

Resposta: É precisamente entre nós. Nós somos iguais e, aparentemente, desaparecemos, deixando apenas um desejo, e isso é para manter o equilíbrio de toda a harmonia e unidade.

E de acordo com esse estado geral integral entre nós, eu agora definir o conceito do bem e mal. Eu chamo o equilíbrio de “bem” e a falta de equilíbrio de “mal”.

Eu repito: o mais importante é alcançar o equilíbrio com o ambiente imediato, na conexão de cooperação mútua. Aqui “mais” (positivo) e “menos” (negativo) se encontram, dar e receber, como a troca de materiais; aqui há uma troca de sentimentos e relações que estão sendo realizada. É como no nível inanimado, vegetal e animal, mas já num nível mental e espiritual.

E neste nível, nós desenvolvemos dentro de nós um “sentido” do mal, a capacidade de reconhecer o mal com base numa vara de medição universal: equilíbrio entre as pessoas, amor mútuo, conexão, tudo isso é o bem. E a partida da unidade, o distanciamento dela, é o mal.

Isto é o que deve se tornar a base da educação do ser humano moderno. Isso ocorre porque, basicamente, ele não precisa de nada mais do que isso. Isto irá trazer-lhe sucesso na vida.

De KabTV “Uma Nova Vida” 10/04/14

Oriente As Pessoas Para A Conexão Correta

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós estamos no meio de uma situação muito dramática nestes dias. Três rapazes foram sequestrados na região de Hebron: um de 19 anos e os outros dois de 16 anos. Militares e policiais se mobilizaram para procurá-los. A descoberta de seu assassinato indignou o povo israelense e levou a um assassinato de retaliação de um jovem palestino por extremistas israelenses. Ataques com foguetes de Gaza já se seguiram na medida em que as hostilidades aumentaram.

Estas situações costumam invocar um desejo de se conectar e unir entre as pessoas. As pessoas expressam amor, preocupação e empatia em relação a trazer de volta os meninos com segurança. O que realmente estava acontecendo em nosso país?

Resposta: Eu só posso dizer uma coisa: nós já estivemos em tais situações várias vezes, quando tivemos que nos unir sob pressão externa, e isso não nos levou a nada de bom. Esta é a forma como o país reage instintivamente. Mesmo os animais se unem quando se deparam com inimigos. Portanto, eu não vejo nada de especial nisso, apenas um desejo animal instintivo de se unir em tempos de perigo ou quando enfrentam um problema comum.

Por que isso não conduz a quaisquer resultados positivos, especialmente quando olhamos para o que acontece quando o perigo se foi? O despertar geral ocorre sob a pressão de forças negativas que nos ameaçam.

Se o desejo de se unir, de se complementar, e de sentir todos como tendo um único objetivo surgisse do próprio povo, ele teria tido uma grande influência positiva, uma vez que seria o nosso desejo de se unir sem os efeitos externos negativos que nos forçam a unir. Portanto, eu não vejo nada de positivo especialmente na explosão da unidade atual. Nós já estivemos em tais situações muitas vezes no passado. No momento, a impressão da nossa unidade atual no momento é sem sentido. A nação russa se uniu durante a Segunda Guerra Mundial e hoje nós também testemunhamos a unidade de forças positivas e negativas em muitos países. Esta não é a unidade que eu gostaria de falar.

A nação de Israel foi criada como resultado de sua unidade em torno de uma ideia de se tornar uma nação, como um só homem em um só coração, para estar em um desejo, para que todos possam ser iguais e bons uns com os outros, para que cada um pudesse sentir os outros e parasse de sentir a si mesmo nesta unidade. É como se uma pessoa se movesse para uma outra dimensão, sentindo e medindo tudo não dentro dela, mas do lado de fora. Isso é chamado de “ama ao próximo como a ti mesmo”.

Neste caso, nós adquirimos o sentimento de uma existência totalmente diferente e começamos a evocar a influência da imensa força integral e global da natureza sobre nós, que no momento é revelada na humanidade como uma força negativa, porque não somos compatíveis com ela e não avançamos em direção à conexão entre nós. Se começássemos a avançar em direção à unidade, seríamos semelhantes à natureza geral e alcançaríamos uma existência totalmente diferente, o nosso povo e também toda a humanidade. Então, todos os conflitos e problemas do mundo desapareceriam.

Pergunta: Por que é errado que o trágico rapto e assassinato de três jovens nos uniu?

Resposta: É errado porque nós avançamos em direção à unidade sob a influência de forças negativas. Este é um sinal de Cima que não estamos fazendo a coisa certa, e nada mais do que isso.

Tudo vai se acalmar, como de costume, e vamos todos voltar à nossa vida normal, onde ninguém se preocupa com os outros, e ninguém quer estar conectado a ninguém, cada um vivendo em paz, orgulhoso de seu ego, de sua singularidade, de estar separado dos outros.

Este estado de empatia geral é natural para qualquer nação. Esses estados não levam à correção e não trazem a nossa subida para o próximo nível.

Comentário: Mas não há exemplos na história de pessoas que se uniram quando as coisas iam bem. Isso só acontece quando há problemas.

Resposta: Isso é verdade, mas nós temos que entender a essência da unidade e por que avançamos dessa forma. Há uma razão. A crise global é uma indicação de que estamos num determinado campo que se manifesta como cada vez mais fechado e unificado. Ele tem leis gerais, e a humanidade é incompatível com elas. Todo o mundo ao nosso redor – os níveis da natureza inanimada, vegetal e animal – está num único desenvolvimento e numa clara interdependência mútua. E as pessoas não estão. É como se nós entrássemos na natureza, a despedaçássemos com o nosso egoísmo em vez de subir sobre ela e nos conectássemos para levar a nós mesmos e a natureza a uma subida ainda maior.

Muitos cientistas falam sobre isso, embora ninguém aja dessa forma, uma vez que é contra a nossa natureza egoísta. Nós devemos entender esse sentido do ego, que foi dado a nós para que possamos subir sobre ele e, assim, subir ao próximo nível de nossa evolução.

Nós passamos a fase egoísta da nossa evolução. Nós temos usado o nosso ego por gerações em sua plenitude e, durante o século passado, ele cresceu exponencialmente e atingiu um beco sem saída. Nós não temos mais para onde crescer. Nós estamos numa grave crise.

Nós podemos interpretar a crise como uma queda e também como o ponto do nascimento de um novo mundo; a palavra “crise” em grego significa nascimento, solução, um ponto de virada. Nós podemos continuar a subir a partir deste ponto, mas, para isso, temos que entender o significado da crise e a razão para ela. Sua essência está no fato de que não podemos continuar a nos desenvolver egoisticamente, separados uns dos outros. Nós só vamos ser capazes de continuar a nos desenvolver se estivermos conectados uns aos outros e, assim, nos assemelhar à natureza.

Nós não devemos olhar para trás. O passado acabou. Nós estamos numa encruzilhada em que temos que mudar a nossa atitude em relação a nós mesmos, para com a vida, e entender que a natureza nos obriga a nos tornar um todo. Assim como a natureza inanimada, vegetal e animal estão conectadas, a humanidade também deve alcançar o mesmo estado consciente, para que estejamos conectados corretamente.

O professor V. Vernadsky fala sobre isso, bem como muitos outros pesquisadores, cientistas e filósofos. Mas nós temos que realizá-lo! Como? Há um método de conexão para isso.

Portanto, eu acho que nós temos que tirar proveito da situação atual, a fim de orientar as pessoas para a conexão correta. Quando nós conectarmos as pessoas, vamos mostrar-lhes o poder de tal conexão e como este poder se expressa imediatamente. Esta é a primeira coisa.

Em segundo lugar, nós podemos fazer muita coisa, mesmo com pequenas forças. Quando as pessoas se conectam corretamente, quando são iguais entre si, elas invocam dentro delas a revelação da força integral positiva da natureza que influencia e corrige tudo.

Nós não precisamos corrigir ou fazer nada, exceto criar círculos integrais, onde as pessoas se reúnem e têm discussões especiais e esclarecimentos sobre os princípios de igualdade e unidade. Atualmente, eu gostaria de pedir a todos os nossos amigos em Israel (milhares de pessoas) que tentem organizar workshops onde quer que eles achem que seja certo: em parques, cafés ou locais de trabalho.

Nós só temos que discutir duas coisas: primeiro temos que discutir como podemos chegar a um estado em que cada um vê os outros como iguais. Isto significa que ninguém deve se ver como superior ou inferior aos outros. Nós somos todos iguais. Depois, nós devemos discutir o que devemos fazer para que todas as pessoas à minha volta sejam tão queridas para mim como eu sou para mim mesmo, o que significa se conectar com todos em um só.

Quando uma pessoa tenta combinar esses dois meios, ela chega a um ponto muito interessante em que ela se perde e começa a sentir todos como um só e uma certa força é invocada internamente. Afinal de contas, nós estamos todos dentro desta força da natureza e ela está sendo revelada em nós. É como se nós movêssemos nosso ego e criássemos um pequeno volume especial entre nós, onde esta força pode ser revelada e tomasse o lugar que nós organizamos para ela.

Assim, nós começamos a sentir que podemos atravessar a vida nos sentindo totalmente diferentes, em outro nível de relações entre nós. O ponto principal é que, ao permitir que a força geral da natureza preencha a distância entre nós, nós a permitimos agir. Ela começa a desacelerar, abrandar e organizar tudo; nós podemos realmente observar esses efeitos.

Não há necessidade de fazer qualquer outra coisa, exceto se conectar de forma sistemática e, ao mesmo tempo, esclarecer diferentes problemas. Mas todas estas questões devem ser focadas apenas numa coisa: na conexão entre pessoas iguais que querem se tornar como um, e quanto as outras coisas, deixe a força da natureza agir.

Pergunta: Pode uma pessoa mudar tão radicalmente? Afinal, as pessoas só entendem o poder. Nós precisamos de um exército aqui.

Resposta: Isso não vai ajudar! O mundo nem sequer entende mais o poder. O que eu sugiro é a única solução possível. Nós já vimos como as diferentes forças na Rússia, EUA e China agem e hoje mesmo na Ucrânia, em todos os lugares. E tudo isso, no final, não resolve nenhum problema.

Nós não sabemos o que fazer, o que vai acontecer amanhã, e como tudo vai mudar de repente para a direção oposta. Nós vemos que o mundo é totalmente inesperado e que a única coisa que podemos fazer é permitir que a força global positiva atue dentro de nós.

Esta é a força que nos gerou, nos desenvolveu, e foi conosco por todas as fases da evolução. Esta força causou o Big Bang e, depois desenvolveu o universo; ela deu origem à matéria e a desenvolveu desde o nível da natureza inanimada até o vegetal, animal e falante. Esta força é única e sustenta tudo.

Os níveis da natureza inanimada, vegetal e animal da matéria são similares à força integral da natureza e realizam suas ordens e leis instintivamente, mas o homem é diferente. Ele está num estado egoísta para que possa se assemelhar a esta força de forma consciente. Assim, ele vai subir para o nível dessa força, seus olhos se abrirão, e ele vai entrar no mundo superior, o que significa que vai começar a sentir e entender essa força e todo o sistema operacional.

Este é o estado que temos que chegar e para o qual estamos avançando. Portanto, a nossa situação hoje é especial e nós podemos subir para o próximo nível; nós recebemos todos os meios para fazer isso.

Pergunta: Com que frequência nós temos que participar de círculos integrais para sentir essa força?

Resposta: Vocês vão ver as mudanças graduais: em si mesmos, em suas famílias, em seus amigos, no trabalho, em todos os lugares. Se vocês não mudarem as pessoas, não serão capazes de mudar o mundo!

Comecem! Dessa forma, vocês vão atrair a força global superior para o nosso mundo. Vocês já estão atraindo-a. Nós estamos conectados nesta rede, e se vocês atraem essa força para si, ela começa a se espalhar entre todos através de vocês. Há centenas de milhares de pessoas em todo o mundo que estão prontas para nos ajudar a fazer isso.

Nós devemos entender que tudo isso está acontecendo só porque nós perdemos a oportunidade da correção. Assim, ao mesmo tempo que ações militares estão em andamento, nós temos que organizar mesas redondas em todos os lugares.

Pergunta: Será que a singular força integral da natureza pensa?

Resposta: Esta força criou todo o universo, incluindo você, e determina cada passo que você faz. É a mente do universo, o pensamento que sustenta todo o universo.

Se você se equivale a ela, ela reflete seus atributos em você. Se não, você se torna cada vez mais oposto a ele. Estas são as leis da física! Eu posso expressar tudo por fórmulas.

A lei da equivalência de forma: quanto mais você se assemelha à natureza geral, mais você se beneficia dela. Qual o objetivo de todas as leis que estudamos? Que nos tornemos semelhantes à natureza, a fim de nos beneficiarmos em qualquer outro processo técnico, químico, tecnológico, etc.

Pergunta: Você diz que durante os workshops nas mesas redondas nós devemos considerar todos como iguais, mas a palavra “igual” assusta as pessoas.

Resposta: A igualdade é necessária para conectar! Eu não estou dizendo que devemos impor a igualdade no mundo. Eu estou dizendo que ser igual é uma condição prévia para a conexão durante o workshop. Afinal de contas, as pessoas que não são iguais não podem se conectar.

Se você sente que não pode fazer isso, vamos ensiná-lo. Imagine que você é o maior, isso não deve ser difícil. Então, tente imaginar que você é inferior a todos os outros. Finalmente tente imaginar que você é igual a todos os outros. Tente fazer algo com você mesmo! Comece a trabalhar um pouco com os seus atributos!

Pergunta: Mas o que isso tem a ver com o sequestro e assassinato dos meninos, os ataques com foguetes de Gaza, e os ataques de mísseis do Líbano e da Síria?

Resposta: Tem a ver com tudo o que acontece no mundo. É por isso que temos que trabalhar constantemente nisso. Agora nós temos uma razão para fazê-lo porque estamos numa situação trágica, e é muito mais fácil fazer uma pessoa ver a conexão como a solução para todos os problemas numa situação trágica.

Nós temos um remédio universal para todos os problemas e todas as doenças: se conectar num círculo, e, assim, atrair a Luz Superior que faz todas as coisas no mundo. Quando eu a atraio a este mundo, ao nosso nível, eu me torno o condutor para esta Luz que pode ser revelada e corrigir tudo.

Pergunta: Suponha que pessoas se reúnam numa mesa redonda num determinado bairro; o vice-ministro sai de sua casa e de outra o dono de uma loja, e depois um engenheiro-chefe, e assim por diante. Você os coloca todos numa mesa redonda e lhes diz que o nosso objetivo é conectar em igualdade de condições, de modo que não haverá um vice-ministro, dono de uma loja, ou engenheiro-chefe, de modo que todos nós possamos abrir nossos corações e sentir um ao outro.

Será que as pessoas que se sentem bem e que não sentem nenhuma pressão especial farão isso?

Resposta: Nós somos todos iguais no que diz respeito à força superior geral da natureza. A pessoa quer atraí-la para que ela seja revelada em nós, e ela é revelada quando nos conectamos num todo, quando a conexão, a cola entre nós, se assemelha ao superior em seus atributos.

Pergunta: Mas qual seria a motivação do vice-ministro de se sentar com todos e se tornar um todo com eles?

Resposta: Ele não pode ser atraído para o círculo, é claro, se não tiver motivação. Portanto, nós temos que atrair a sua atenção de alguma forma. Descubra com o que ele lida, por exemplo. Mas se você não pode, então, deixe-o.

De qualquer forma, todo mundo vai sentir isso, porque todo mundo está conectado por inúmeras cordas escondidas. Ele vai começar a sentir isso e se ficará interessado em se juntar a nós. Ele vai entender que há uma oportunidade incrível para mudança aqui e não importa se ele é um ministro, dono de uma loja, ou um engenheiro; ele não pode realizar isso por si mesmo: nem por si mesmo, nem com seus filhos, e nem no trabalho, nem de qualquer maneira!

O que a pessoa tem a perder se ela se senta num círculo por uma hora e sente como muda e se torna mais refinada? Afinal, as pessoas não sabem nada sobre essa força, que está escondida delas. É por isso que usamos essas circunstâncias trágicas para atraí-las para uma discussão coletiva. Se tentarmos resolver o problema apenas por meios corporais, isso vai levar a nada, e todo mundo está ciente disso.

Comentário: Acontece que a solução só pode vir a partir do ponto de conexão entre nós.

Resposta: Não, você não encontra a solução pela conexão, e não tem que procura-la. Basta atrair a força que vai aparecer e corrigir tudo; não é problema nosso como ela faz isso.

Assim como a água enche todas as rachaduras, esta força corrige todos os defeitos. Em alguns lugares, ela pode parecer boa e em outros lugares pode parecer ruim; nós podemos pensar que as coisas se corrigiriam aqui um pouco e depois lá. Isto é porque nós não sabemos como todas as partes da criação estão conectadas e parece que algo tem que ser feito primeiro e depois outro.

Mas o sistema é construído de forma diferente do que imaginamos, e assim como a água sobe gradualmente e enche tudo, as partes da natureza que parecem irrelevantes, redundantes e sem importância vão gradualmente ser corrigidas.

Portanto, a igualdade e a conexão são dois estados a partir dos quais nós temos que começar o trabalho no círculo. Então, nós podemos trazer diferentes perguntas para a discussão.

Pergunta: Suponha que eu sou o vice-ministro e eu decidi fazer um esforço para me sentar em círculo e começar a trabalhar. Será que eu vou começar a acreditar que esta força realmente existe no processo? Eu vou começar a senti-la? Existe prova de que a força superior existe?

Resposta: Sim. E você vai começar a sentir um certo calor e proximidade entre você e as outras pessoas que é criado entre vocês, mas você tem que cultivar isso.

Pergunta: Isso significa que você acredita que tudo isso pode levar à restauração da paz em Israel?

Resposta: Eu estou dizendo repetidamente que não podemos influenciar nada. Nós só podemos atrair a Luz Superior e ela vai corrigir tudo. Isso significa que eu não posso prometer que no momento em que organizarmos um círculo integral ou mil dessas mesas redondas em todo o país que a paz prevalecerá imediatamente. Eu quero ser completamente honesto com todos. Não é invenção minha.

Pergunta: Então que invenção é essa?

Resposta: Não há invenção especial. A sabedoria da Cabalá disse isso milhares de anos atrás.

Eu quero explicar a todos que a sabedoria da Cabala é totalmente lógica. Não é misticismo, água benta, ou cordas vermelhas. É uma ciência da força geral da natureza e como podemos usá-la

Comentário: Isto significa que nós não resolvemos um problema específico, como as pessoas estão fazendo agora: elas querem resolver a crise econômica, os ataques em Israel, etc.

Resposta: Nós vemos que todos os problemas do mundo se conectam num único problema global. Não faz diferença que corda você puxa, tudo gira em torno do nosso egoísmo. E daí? Tudo desmorona em todas as direções.

Nós precisamos da força geral, e não das nossas próprias mentes, para organizar tudo; nós vemos que só somos capazes de coisas corruptoras. Tudo vai se desenvolver pela força única da natureza! Mas só o homem pode permitir a sua entrada no mundo. Ele é como uma rolha que bloqueia o seu caminho e não a deixa ser revelada em nosso nível.

Mas quando essa força for revelada, nós vamos sentir uma subida para outra dimensão, para outros valores, para diferentes estados e diferentes relações entre as pessoas, o mundo, a vida e a morte. Você vai começar a sentir que há uma atitude diferente para com o mundo, para com a vida e que podemos habilmente organizar tudo entre nós, em nossa existência corpórea.

Isso é algo que devemos pensar, uma vez que é o remédio para todos os nossos problemas individuais e gerais. Nós devemos fazer o nosso melhor para explorar de forma paciente e consistente este meio e aprender a usá-lo.

Jogando No Amor

Dr. Michael LaitmanComentário: Uma série de treinamento familiar, que terminou há pouco tempo, acabou com um dos casais num choque tão grande que eles estão realmente se separando agora.

Resposta: Isso significa que eles não encontraram o entusiasmo agradável, seguro e perfeito do apoio mútuo que deveriam encontrar em suas concessões mútuas.

Ou seja, eles fizeram concessões contra a sua vontade e sob pressão, porque isso é o que foi recomendado. Eles não fizeram esforços para se acostumar a elas, e não tentaram jogar com elas e ajustá-las para que essas ações pudessem se transformar num hábito, uma segunda natureza.

Esta fase de adaptação é bastante longa. Uma vez que não somos ensinados a fazer concessões mútuas na escola, na universidade ou quando nos casamos, nós perdemos essa abordagem para a maioria da nossa vida e agora temos que compensar isso.

Tudo deve ser forma voluntária e fácil, sob a forma de um jogo. Eu não viso fazer concessões, mas jogar nelas: na relação adequada, na família correta, no amor.

Nós participamos conscientemente deste jogo, e ele gradualmente se torna nossa vida. Não há mentira nisso, porque com isso nós nos reeducamos. Nós somos configurados como um computador; todos os tipos de programas foram instalados em nós sem nos perguntar se concordamos ou não, e agora nós vivemos sob a sua influência.

Normalmente as pessoas dizem: “Olhem para os pais da noiva ou o noivo, para o seu modo de vida, e vocês vão entender quem é a noiva ou o noivo”. Geralmente é assim. Portanto, nós temos que mudar a nós mesmos, para alcançarmos relações mútuas completamente diferentes, e isso só é possível com a ajuda de um treinamento constante, jogando, que vai se tornar um hábito.

Por exemplo, você pode sugerir o seguinte exercício para casais: “Pensem na sua última briga, quando você ameaçou sua esposa, enquanto ela estava pronta para golpeá-lo com uma frigideira. E agora joguem de forma contrária”. Eles, como num filme, rodam o filme de trás para frente, se aproximam um do outro, e tentam resolver o problema elevando-se acima de si mesmos. Por isso eles criam características completamente novas dentro de si, dando origem a uma nova natureza: de doação, amor e integração mútua entre si.

Nós nos propusemos para o que queremos ver: apenas qualidades positivas um no outro, como se não houvesse qualidades negativas. Claro, elas existem em todos, mas nós não as vemos. Isto significa amor. O amor é quando você olha para seu cônjuge e sente prazer. Outra pessoa olha e não entende o que você gosta.

Tal sentimento comum mútuo, que os cônjuges alcançam, é o seu próximo nível espiritual, onde eles se unem num todo e começam a atingir o estado mais elevado da natureza. Esta é uma meditação ativa, durante a qual eles dão à luz a uma nova qualidade, um novo nível de conhecimento, sentimento.

Ao mesmo tempo, eles se elevam a essas dimensões, onde começam a sentir como se fossem gerenciados por natureza, e como eles podem agora controla-la.

De KabTV: “Uma Conversa sobre a Família” 28/05/14

A Abordagem Sistemática Da Sabedoria Da Conexão

Dr. Michael LaitmanPergunta: A educação integral não é apenas jogos ou encontros agradáveis. Pelo contrário, é um método poderoso, tolerante e sistemático. O que é necessário para que possamos parar de procurar soluções para os problemas apenas no nível individual isolado onde nunca encontramos uma solução, mas abordarmos os problemas em conjunto, de forma sistemática?

Resposta: O método da conexão é um programa único para descobrir a verdadeira realidade através do desenvolvimento de nossos sentidos. Nós não temos as ferramentas para a compreensão da realidade. Fisicamente, nós temos cinco sentidos (visão, audição, paladar, olfato e tato) que trabalham em intervalos específicos. Se ampliássemos nosso campo de visão de menos a mais infinito, poderíamos ver uma imagem diferente, e então isso já não seria apenas chamado de “visão”, pois nós perceberíamos o mundo nas faixas de infravermelho e ultravioleta, além das frequências habituais.

A audição também é em ondas, como tudo o que sentimos. Suponha que fosse possível ampliar o alcance das ondas sonoras de zero a frequências mais altas, sem limite. Então, nós descobriríamos fenômenos mais maravilhosos os quais ainda não estamos conscientes. Afinal de contas, nós percebemos o que entra na faixa de frequências que sentimos, e, se o fenômeno está fora da nossa faixa de frequência, não o vemos ou ouvimos. Nossos sentidos da visão e da audição simplesmente rejeitam fenômenos como estes.

É interessante que a maioria dos neurônios em nosso cérebro pertençam ao sentido do olfato. Todo o cérebro está envolvido em células responsáveis ​​pelo sentido do olfato. Aparentemente, antigamente o sentido do olfato era uma função importante, como é com cães, onde ele é mais importante do que ouvir e até mesmo ver. No entanto, no curso da evolução humana, o sentido do olfato perdeu sua importância. Além disso, o sentido do paladar é mais limitado nas pessoas. Um cão só precisa tocar na comida para determinar imediatamente se ela está estragada. Um laboratório inteiro está trabalhando num cão que lhe dá resultados imediatos. No entanto, um ser humano não é capaz disso. Então, ele é obrigado a enviar amostras para um laboratório e esperar uma semana pelos resultados. Nos temos que treinar cães para trabalhar em aeroportos para encontrar drogas ou dinheiro pelo olfato.

Isto significa que os humanos carecem de sensações. Mas, mesmo se tivéssemos que desenvolver visão, audição, olfato, paladar e tato, e nos abríssemos a todas as frequências, ainda captaríamos apenas uma pequena fração da realidade, porque por trás de todos os sentidos, está o nosso desejo dentro do qual nós percebemos a realidade. A quantidade de desejo determina a intensidade da nossa percepção.

O problema é que o nosso desejo é muito pequeno. Quanto eu quero ver, ouvir, sentir, e provar? Só um pouco. Isto é, a percepção é limitada não só pela gama dos sentidos, mas também pelo desejo de que está por trás de todos eles.

No entanto, a principal limitação é que o nosso desejo possibilita que nós percebamos apenas o que interessa a ele, e não prestemos atenção ao que não interessa o nosso ego. Portanto, nós não vemos a realidade que está à nossa frente.

De tudo o que está na minha frente, eu só vejo a pequena parte em que estou interessado ou que é útil ou prejudicial para mim. Mas se algo não tocar o meu desejo desde o ponto de vista de ser bom ou ruim, eu simplesmente não vejo ou percebo isso.

Fora de mim, poderia haver infinitas fontes de influência, mas elas não me interessam. Eu não quero dar atenção a elas, portanto não as descubro. Eu não as sinto, e vivo como se elas não existissem, e, por enquanto, elas me influenciam sem meu conhecimento, assim como a radioatividade.

A única solução é mudar para uma forma diferente de percepção, não egoísta. Em outras palavras, cabe a mim perceber não o que é interessante ou prejudicial para mim, mas abrir-me a toda a realidade que está à minha frente, sem saber o que é.

De KabTV “O Encontro dos Mundos” 20/06/14

A Sentença Do Juiz: A Prescrição Para A Correção

Dr. Michael LaitmanPergunta: O sistema de justiça é projetado para determinar quais atividades estão corretas e quais não estão, para diferenciar entre bem e mal, para proteger a nossa sociedade, e incentivar o comportamento positivo. Como devemos construir adequadamente o sistema de justiça e qual é a sua função na sociedade?

Resposta: O sistema de justiça é um sistema com uma função educativa. O papel do juiz é explicar às pessoas a essência do que aconteceu em cada caso, os aspectos positivos e negativos do evento sobre o indivíduo e a sociedade, em relação aos animais, plantas, natureza e o Criador. Juízes devem explicar a essência desta ou outra ação.

A ação pode ser realizada num desejo, pensamento, ou ativamente, com relação à própria pessoa, seus parentes, e a nação. O juiz é uma pessoa que entende o significado profundo da criação, as leis da natureza, e explica a perversidade do comportamento interno e externo de uma pessoa que ela deve corrigir.

Por que o sistema de justiça é necessário? O fato é que a natureza inanimada, vegetal e animal opera instintivamente, gerida por um sistema interno que não pergunta sobre seus desejos e não os fornece com qualquer liberdade de escolha. Eles agem de acordo com a forma do sistema que os move.

Nós não podemos culpar o leão quando ele ataca os veados, pois esta é sua natureza. Isto não é nem ruim nem bom; isso é simplesmente instinto. No entanto, com relação a uma pessoa, podemos dizer que ela faz coisas boas ou más. Nós podemos julgar seus pensamentos, desejos e ações.

Por esta razão, as pessoas precisam de informação e educação. Elas devem ser ensinadas sobre tudo na vida. Em contraste, os animais não precisam aprender nada; basta alimentá-los e eles crescem, e junto com a adição de quilogramas, eles têm a atitude correta para com seu ambiente e serão capazes de sobreviver.

Nenhum animal envia a sua prole para a escola. Só os seres humanos precisam disso. Afinal, o ser humano foi intencionalmente criado dessa maneira para que precise preencher o espaço vazio que a natureza deixou dentro dele. Encher esse espaço vazio em um ser humano é criá-lo. Esta é a tarefa da família; a sociedade transmite a informação que a pessoa não recebe da natureza.

Assim, ao longo da história, a humanidade desenvolveu escolas de vários tipos que foram projetadas para ensinar às crianças tudo o que um ser humano adulto precisa saber para sobreviver e se tornar um bom membro da sociedade.

Se, depois de aprender tudo isso, a pessoa ainda se comporta de forma incorreta em relação às normas de sua sociedade, ela é julgada, a fim de esclarecer o que deve ser feito com ela, a fim de completar a educação que ela não recebeu na infância.

Suponha que eu tinha uma gripe e eu queria ir para a escola no dia em que nos ensinaram que roubar não é permitido. Então eu cresci sem saber sobre esta proibição. Alguns anos mais tarde, eu tenho a oportunidade de roubar; eu pego a carteira de alguém e eles me prendem.

Eu estou chocado e não entendo o que eles querem de mim. A carteira estava simplesmente ali e eu aceitei, e assim eles completaram para mim a educação que estava faltando. Afinal de contas, eu realmente não sabia sobre a proibição. Assim, o juiz diz: “Estas ações específicas podem corrigir essa pessoa e completar a educação que ela não tem”.

A pessoa que explica quais ações e de que maneira é necessário preencher as lacunas na minha educação é chamada de juiz. É claro que uma pessoa não pode se corrigir. Um sistema completo de correção está por trás dela. Nos EUA, a prisão é chamada de “instituição correcional”.

Uma pessoa vai para a prisão para correção. Isso significa que o tribunal deve examinar exatamente o que a pessoa não tem, a fim de se tornar um membro digno da sociedade em geral, para todas as pessoas, e por que meios a deficiência pode ser preenchida.

Pode ser que ele precise receber algum trabalho especial ou ser enviada a um zoológico para cuidar de animais, e pode ser que ela deva ser enviada para estudar numa escola com crianças pequenas, se não tiver o conhecimento necessário. O tribunal deve encontrar a solução certa.

Como está escrito: “Coloque juízes e guardas para si mesmo em cada portão”. Isso se refere a um portão que leva à formação de uma pessoa. É assim que completamos a pessoa e a transformamos num membro útil da sociedade.

Se o transgressor passou pelo sistema correcional escolhido pelo juiz e retorna ao crime, deve-se perguntar ao juiz! Aparentemente, ele cometeu um erro e não fez a observação correta sobre o problema do indivíduo e como corrigi-lo.

O juiz dá um veredicto como um médico passa uma receita. Devido à “punição” imposta a pessoa deve se recuperar. A punição é uma correção, não trancar alguém na prisão. De acordo com a Torá, não havia punição como uma prisão, e nós vemos que a prisão não ajuda. A pessoa passa por correção através de multas impostas, fazendo um trabalho especial, e preenchendo as lacunas. Se a pessoa não consegue passar por correção, é necessário “corrigir” o juiz.

O objetivo do juiz é entender por que a pessoa cometeu o crime, qual a deficiência educacional que causou esse mau comportamento, e como preencher a deficiência de modo que ela não vai transgredir assim novamente.

O juiz deve ser um psicólogo, conhecer a natureza humana e entender como o ambiente influencia as pessoas. Uma pessoa não deve ser colocada na prisão, onde vai se encontrar em um ambiente terrível e só vai aprender a ser ainda pior. Se colocarmos uma pessoa na prisão, não podemos nunca libertá-la de lá. Na verdade depois de cumprir sua pena, o transgressor será pior. A prisão é uma escola para criminosos.

De KabTV “Uma Nova Vida” 17/06/14