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O Extremismo De Direita Na Europa, Parte 1

Laitman_419O Extremismo De Direita Levanta Sua Cabeça

Pergunta: Na Europa, o nacionalismo extremo está se tornando cada vez mais popular, levando consigo a xenofobia, o neonazismo e a oposição à União Europeia. Recentemente, políticos radicais de direita comemoraram uma grande vitória nas eleições para o Parlamento Europeu.

Pela primeira vez, uma representação considerável foi recebida por um setor que se opõe à imigração e, por vezes, vizinho da ideologia neonazista, se não que a apoia.

A Frente Nacional Francesa sozinha, liderada por Marine Le Pen, ganhou 24 assentos no Parlamento Europeu. O Partido Progressista da Noruega, de extrema direita, recebeu mais de 16% dos votos. O Partido Finlandês ganhou 18%, e os holandeses de extrema-direita tomaram 10%. Os mesmos processos estão ocorrendo na Áustria, Hungria e outros países.

Analistas e comentaristas citam três razões principais:

  1. Elevada taxa de desemprego, deixando muitos jovens sem trabalho.
  2. A crise econômica que varre todo o continente europeu.
  3. Decepção com as políticas anteriores que não conseguiram atender às expectativas.

No geral, vemos como a difícil situação está levando à intensificação dos sentimentos de extrema-direita. Como exatamente funciona esse mecanismo? Como problemas e dificuldades em diferentes reinos levam as pessoas a acreditar que este segmento específico do espectro político irá ajudá-los?

Resposta: Eu acho que os conceitos de direita apelam aos europeus. Afinal, eles propõem cuidar de si mesmos, não dos imigrantes: “Nós não temos trabalho, temos subsídios sociais reduzidos; por que devemos cuidar de pessoas de fora?” Se nós os utilizamos para realizar determinadas tarefas por um determinado período de tempo, isso é outro assunto. No entanto, em vez disso, a maioria deles se estabelece no país e não se preocupa com emprego.

Em muitas cidades europeias, esta se tornou uma cena familiar: no meio do dia, as ruas estão cheias de pessoas de origem imigrante. Elas passam o tempo de braços cruzados enquanto os europeus nativos trabalham. Então, por que eles deveriam assimilá-los e pagar-lhes dinheiro?

Além disso, muitos estão insatisfeitos com o choque de civilizações, dizendo que eles são contra nossa cultura, contra o nosso sistema educacional. Eles não querem saber de nós, se tornar como nós, se integrar na nossa sociedade. Eles geralmente são repelidos pela absorção no ambiente europeu. Então, por que eles estão na Europa?

Eu fiz pessoalmente essas perguntas décadas atrás, quando o Reino Unido abriu pela primeira vez as suas fronteiras aos imigrantes de suas ex-colônias. Era totalmente incompreensível para mim que os europeus se regozijassem por receberem pessoas que eram extremamente distantes da Europa em sua mentalidade. Um símbolo de boa vontade é uma coisa, mas uma porta aberta para o bem de metas partidárias no quadro da luta política é algo totalmente diferente.

Enquanto os partidos que chegavam ao poder se preocupavam com a sua própria reputação e antecipavam qualquer crítica em sua direção, o afluxo de imigrantes continuava em expansão. Por fim, milhões de novos cidadãos preencheram grandes cidades, demarcando bairros inteiros e estabelecendo a sua própria ordem, por vezes no lugar da polícia que prefere ignorar essas áreas. Mesquitas estão sendo construídas, feriados muçulmanos celebrados, e um espírito totalmente diferente é trazido de seus países de origem reina lá.

Nos EUA, a coexistência de diferentes nacionalidades originalmente foi construída em princípios diferentes. Os Estados Unidos foram criado como um “crisol” onde todos se misturaram entre si e formaram a cultura americana, ainda que em torno de um núcleo anglo-saxão. Na sua base reside o elemento de pioneirismo, conquista e desenvolvimento de novas terras, uma mensagem totalmente diferente.

A Europa, no entanto, com a sua cultura milenar, assimilou povos que a ignoram completamente. Portanto, há um grão de verdade nos atuais movimentos de direita. Eles querem proteger sua pátria, seu país e seus filhos, a quem eles preferem dar os recursos que são atualmente despendidos com imigrantes. Em suma, há muitas premissas justas em suas reivindicações, e elas certamente vão se intensificar cada vez mais.

Enquanto elas permanecerem dentro da lei, eu não vejo do que eles podem ser acusados​​. Nos que eles estão errados? No fato de que não querem aceitar imigrantes e pagar por eles? Eles devem ser responsáveis ​​por isso? Onde está escrito? Alguém está ganhando capital político com isso, o tempo todo, depois de subir ao poder, extraindo ganho pessoal disso. Portanto, por que a Noruega, Suécia e outros países deveriam ser preenchidos com imigrantes quando viveram por centenas e milhares de anos num estado “congelado”? Enquanto isso, a Europa abriu as suas portas, e este processo ganhou impulso.

Pergunta: Será que podemos dizer que a história está se repetindo? Antes da Segunda Guerra Mundial, houve uma crise econômica e massas de pessoas não conseguiam encontrar trabalho. Isso se tornou uma base “notável” para a ascensão do fascismo.

Resposta: Se na Europa de hoje todos estivessem trabalhando e imigrantes também se juntassem à força de trabalho para que a produção crescesse e contribuísse para a prosperidade, os gritos do radicalismo de direita não teriam lugar.

No entanto, existe uma escassez de postos de trabalho e orçamentos sociais estão sendo cortados. Além disso, eles são cortados de tal forma que os fundos fluem de cidadãos nativos para os novos, e as pessoas não concordam com isso.

Além disso, a incapacidade de estabelecer relações internacionais adequadas está desempenhando um papel aqui também. Os iniciadores da unificação europeia esperam benefícios econômicos disso, mas falham em considerar essa unidade das nações numa cultura comum, educação comum, e em geral, numa base comum. Afinal de contas, a União Europeia não é apenas uma palavra; ela deve significar um determinado território unido, uma reserva comum, um espaço sócio cultural conjunto.

A Europa de hoje, no entanto, não tem nada disso. Bancos? Indústria? Eles mal lidam com o papel de unificadores quando são capazes de demonstrar benefícios momentâneos. É claro que essa unidade está destinada a se tornar um fiasco e só fornece mais uma razão para a ascensão da extrema-direita.

Continua…

De KabTV “Uma Nova Vida” 09/09/14

O Caminho Do Meio Na Educação Das Crianças

Dr. Michael LaitmanPergunta: É prejudicial para uma criança quando um pai não cria o ambiente certo para ela e não lhe explicam o que acontece no mundo exterior, ou seja, que não age como um mediador entre a criança e este mundo?

Resposta: Se eu isolo meu filho em estruturas muito rígidas e coloco uma coleira em seu pescoço e só assim lhe mostro como ele deve agir, eu não o deixo se desenvolver. Ele vai crescer e se tornar uma pessoa muito tacanha que só faz o que é exigido dela e não está preocupada com qualquer outra coisa, desde que todos a deixem sozinha.

Mas se eu o mantenho num vácuo e não lhe dou todas as orientações, ele se torna ainda mais miserável, porque procura algo para fazer. Nesse caso, ele é propenso a explosões internas e pressões fortes que aparecem numa pessoa na forma de ações e resultados indesejáveis ​​em todas as idades.

Portanto, ambos os métodos são totalmente inaceitáveis. Deve haver um meio-termo segundo o qual eu dou ao meu filho orientações corretas e digo-lhe o que é o que e dou-lhe exemplos. Ele vê seus pais como um modelo do que esperamos dele.

Além disso, numa sociedade saudável este exemplo é dado não só por seus pais, mas também por outras pessoas ao seu redor, como seus vizinhos, parentes, pessoas na escola e amigos. Assim, não tendo outra escolha, ele tenta formar e incorporar internamente tudo o que vê à sua volta.

De KabTV “A Última Geração” 09/07/15

Autismo: Um Índice Para Examinar A Sociedade

laitman_600_02As crianças autistas têm um papel decisivo para testar os pais e a sociedade. Mas nós não estamos prontos para aceitar essas crianças, porque não temos a flexibilidade da consciência social. Basicamente não temos isso.

No sentido global atual das escolas, o professor é dirigido para trabalhar com crianças normais, e o resto não lhes interessa; ele não precisa de crianças autistas na classe.

Certamente entre os professores há indivíduos que se relacionam muito bem com crianças como estas, mas, infelizmente, há muito poucos.

Mas essas crianças, como regra, são muito conectadas, muito fieis aos outros, muito conectadas aos que estão perto delas; elas não são duas caras, em seu comportamento não existem intenções ou pensamentos maliciosos. Portanto, elas estimulam uma atitude honesta em quem as rodeia.

De KabTV “A Última Geração” 09/07/15

Educação: Será Que Uma Criança Sabe O Que É Bom Para Ela?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nos últimos anos, a educação dos filhos mudou muito. No passado, os pais davam instruções a seus filhos, e se um filho se recusasse a manter suas solicitações, era punido.

Hoje, cada pai está reconsiderando sua atitude para com o filho, tentando construir outra conexão com ele.

Isso resulta em situações que não são inteiramente compreensíveis, quando, por exemplo, um jovem pai diz a um filho de três anos de idade, “Eu não gosto dar instruções diretas a uma criança e exigir disciplina. Eu não quero que ela cresça carregando o que lhe dizem para fazer sem questionar. A criança sabe melhor o que é bom para ela, para que possa decidir por si mesma”.

No entanto, na maior parte do tempo, ela nem sempre entende o que é bom e o que é ruim para ela. O que você acha em relação a isso? Quão certos estão esses pais?

Resposta: Se os pais querem que seu filho cresça, precisam criar um ambiente adequado para ele, um ambiente social em que até mesmo uma criança de três anos de idade receba sinais particulares do ambiente, despertando nela algum tipo de consciência, ação proposital, e assim ela irá se desenvolver como eles querem, enquanto que desta forma, apenas num lugar vazio, no vácuo, onde o pai e a mãe não exigem nada e não explicam nada, a própria criança não sabe o que é o quê. Então, de onde ela receberia a orientação adequada?

Ela deve necessariamente se comunicar. Na infância, esta é a coisa mais importante. Nos primeiros dois anos de vida, ela não sente os outros, somente a si mesma, e pode cooperar mutuamente apenas com a natureza inanimada, vegetal e parcialmente com a natureza animal. Depois disso, uma aspiração pela cooperação mútua com outras crianças aparece, e às vezes com adultos. Então, temos que pensar num ambiente.

Assim, os pais não devem deixar; “Ela deve pensar e fazer as coisas por si mesma”. O que significa “por si mesma”? Eles aparentemente suspendem a criança num vácuo. O que os pais primeiro completam para ela, agora amigos, adultos e todo o imenso mundo devem completar.

De KabTV “A Última Geração” 09/07/15

Crise = Perigo E Oportunidade

laitman_600_02Opinião (David Servan-Schreiber): “Ajudar os outros ativa áreas do cérebro que estimulam uma sensação de prazer em nós. Portanto, especificamente por causa disso, nos momentos difíceis nós devemos enfatizar a comunicação entre as pessoas.

“Uma nação que se dedica ao crescimento do seu Produto Interno Bruto (PIB), interpreta todas as medidas em unidades monetárias. Mas é impossível medir com o dinheiro a saúde das crianças, a felicidade, o canto, a estável vida de casado, a honestidade de quem está no poder, o humor, a educação, a sabedoria e o amor. O PIB da nação mede tudo, mas simplesmente não os aspectos para os quais realmente vale a pena viver.

“O desenvolvimento positivo de uma nação não precisa ser medido pelo crescimento na fabricação de armas e a construção de presídios, mas através do verdadeiro bem-estar dos seus cidadãos. As pessoas ficam felizes quando seus empregos não estão conectados ao consumo. Criar uma conexão com os outros, ser ativo, concentrar-se em eventos compartilhados, aprender o tempo todo, tentar algo novo e dedicar-se aos outros; esta é a fórmula para a felicidade!

“Vai levar uma crise financeira mundial para que estes valores eternos finalmente se tornem objeto de debate público”.

Meu Comentário: É especificamente o sofrimento que nos obriga a prestar atenção nos outros, mesmo que pareça que o sofrimento encerre uma pessoa dentro de si. Mas, basicamente, apenas através do sofrimento é que uma pessoa chega à compaixão e misericórdia. Assim, a crise em desenvolvimento vai nos forçar a prestar atenção aos que nos rodeiam e, desta forma, alcançar a felicidade. Mas isso seria apenas depois de muito sofrimento! Em vez disso, a sabedoria da Cabalá oferece a sua própria maneira fácil de alcançar juntos a felicidade rapidamente. Portanto, agora escolham! Não é por acaso que o caractere chinês para “crise” é composto de dois caracteres: “perigo” e “oportunidade”.

Crianças Autistas: O Ambiente Determina Tudo

laitman_565_02Pergunta: Hoje, uma em cada cem crianças sofre de autismo. O que é este mundo autista do ponto de vista da sabedoria da Cabalá? Como é possível perscrutá-lo? Como é possível compreender essas pessoas?

Resposta: A alma humana é um fenômeno diversificado com múltiplos níveis.

Provavelmente, existe uma classificação de crianças como autistas de acordo com alguns sinais externos e internos, de acordo com testes e assim por diante. No entanto, na minha percepção da humanidade e da realidade em geral, eu não consideraria essas pessoas como separadas das outras, pois, afinal de contas, todos nós somos autistas em algum grau.

De alguma forma, nós somos normais, de alguma forma gênios, e de alguma forma completamente estúpidos, camponeses, trabalhadores, homens livres, senhores e servos. Isto é, em cada pessoa, tudo se encontra em diferentes combinações.

Tudo depende da integração das pessoas autistas no ambiente circundante, porque o ambiente é a principal coisa que nos diferencia mais das outras pessoas. Então, eu acho que nós simplesmente ainda não encontramos o método certo com cuja ajuda seria possível conectar pessoas autistas com pessoas normais.

O autismo é um problema social da relação com o ambiente. Se o ambiente certo é criado em torno da criança – o grupo ou os amigos para organizar as interações bem-sucedidas com crianças mais velhas que sabem como se comportar – então estou certo de que é possível tirar a criança de qualquer estado, porque a influência do ambiente, especialmente sobre a pessoa autista, proporciona um efeito imenso.

Eu não que medicamentos os especialistas usam, mas na minha percepção e compreensão, a correta influência proposital, não apenas numa criança, mas em qualquer pessoa, é capaz de movê-la para qualquer estado. Ela pode tornar qualquer pessoa normal autista, e vice-versa.

De KabTV “A Última Geração” 09/07/15

Educação Dos Pais – Benefício Garantido Para As Crianças

Comentário: Em nossos tempos, os pais não querem ser envolvidos com seus filhos. Eles sentam a criança na frente da televisão e, assim, a casa fica tranqüila.

Resposta: Isso está acontecendo porque hoje os adultos mudaram; eles tornaram-se diferentes. Eles não querem dedicar muita atenção a uma criança. É mais fácil para eles comprar um computador para que ela vá sentar-se em seu quarto, e eles não pensarão, absolutamente, com o que ele esteja envolvido lá. Além disso, eles não sabem como abordar a criança, mesmo se quisessem.

Por conseguinte, um monte de trabalho deve ser feito para ensiná-los a forma correta de comportamento com uma criança. E o fato de que eles sempre se queixam é porque, basicamente, a educação deles próprios e das crianças está confusa; de repente descobrem que há uma criatura que cresce em sua família que não os compreende. Este não é um problema da família, mas da nação, das escolas.

Questão: Mas, entretanto, cursos especiais para os pais não foram desenvolvidos. Como podem os pais, que têm problemas com seus filhos, superar isto?

Resposta: Não há nenhuma maneira se eles não estão incluídos em algum tipo de sistema educacional e informacional, especialmente educacional. Eles precisam educar-se. E a nação e a sociedade são os responsáveis por isso. [Leia mais →]

Uma Criança Autista Numa Sala De Aula Regular

Laitman_088Pergunta: Nas escolas que integram crianças autistas, muitas vezes há conflitos entre os pais de crianças autistas e pais de crianças comuns que não querem que seus filhos estudem na mesma sala de aula com as crianças autistas. Como podemos explicar aos pais que eles deveriam aceitar isso corretamente?

Resposta: A questão é que este não é um problema dos pais, mas de todo o sistema de educação que realmente não tem o elemento da educação. Infelizmente não educamos as pessoas, mas nos envolvemos em ensinar uma pequena máquina humana para depois crescer até ser um robô, um parafuso em algum sistema maior.

Quando as escolas ensinam uma criança, isso não significa que a educam para ser um ser humano: uma pessoa que pode se conectar com outras e cooperar mutuamente com elas, para construir a si mesma, a família, a sociedade, o mundo. As escolas não têm capacidade, poderes ou pessoal treinado para fazer isso.

Esta é a razão pela qual não podemos esperar que os pais vejam as coisas com a mente aberta e entendam que a presença de uma criança autista na sala de aula permite que as outras crianças vejam o mundo e a sociedade de forma diferente, e aprendam a cooperar mutuamente com os outros.

Eles não entendem que todas as crianças em sala de aula se beneficiam de ter um menino como este entre si, uma vez que ele precisa da cooperação mútua delas e elas devem ajudá-lo. Do ponto de vista social, é o grande trunfo num grupo de estudantes.

Mas as escolas modernas são construídas de acordo com princípios totalmente diferentes e, portanto, qualquer coisa que possa ser considerada uma interrupção no processo “criativo” que força uma pequena criatura a adquirir o máximo de informação é indesejável. Nada é exigido dela, exceto ser um bom egoísta, competir contra todos os outros e ao inferno com os outros; você tem que ser o primeiro.

A quem podemos nos voltar? Aos pais? Os pais foram criados exatamente da mesma forma que seus filhos; eles vivem no mesmo mundo. Portanto, o que é necessário aqui é uma mudança profunda do sistema.

De KabTV “A Última Geração” 09/07/15

Uma Escola Para Pais Jovens

laitman_281_02Comentário: Hoje, muitos pais dizem timidamente: “Meu filho fala comigo de forma desrespeitosa, argumenta sobre cada pequena coisa, reclama de tudo, e está relutante em fazer até mesmo as coisas mais básicas”.

Eles estão terrivelmente preocupados com o comportamento de seus filhos, mas ao mesmo tempo não entendem o que eles estão fazendo errado.

Não há mais distância entre adultos e crianças e nenhum respeito pelos adultos. As crianças se transformam em criaturas totalmente loucas e é muito difícil de se comunicar com elas. Os pais realmente não sabem o que fazer com seus filhos.

Resposta: A questão é que nós não definimos padrões normais de comportamento para as crianças. É dito: “eduque a criança de acordo com suas próprias necessidades”. Esta é a razão dos pais precisarem se submeter a um programa de treinamento especial.

Se um jovem casal quer ter um filho, eles devem fazer cursos de autoeducação e de educação infantil, mesmo antes de se casar. Porque todas as mudanças que eles passarem serão transmitidas ao embrião, já que estamos num sistema fechado que é mutuamente e totalmente conectado.

Nossa sociedade não está pronta para criar os filhos, e os pais não querem assumir qualquer responsabilidade que pais têm que tomar.

Esta é a razão de termos que obrigar os pais a estar prontos para o nascimento de seu filho e saber como trazê-lo para cima. Eles têm que estar o tempo todo num ambiente de aprendizagem como uma escola; vamos chama-la de escola para jovens pais. Esta deve ser uma lei estadual.

De KabTV “A Última Geração” 09/07/15

Autismo: Um Sinal De Um Período De Transição Para Uma Nova Realidade

laitman_627_2Pergunta: Por que o número de crianças autistas, que vivem em seu mundo fechado, teve um aumento de 50 vezes nos últimos 30 anos?

Resposta: Eu acho que essa tendência será mantida e crescerá.

As pessoas autistas são aquelas que já são obrigadas a ter a percepção da próxima realidade. Elas podem sentir algumas realidades simultaneamente, alguns níveis da humanidade.

Nós estamos agora numa etapa qualitativamente nova do desenvolvimento humano. Nós vemos que perdemos a conexão com este mundo. Nós não podemos nos encontrar dentro dele. Ele nos assusta. Ele está abalado o tempo todo, e nós perdemos nossas formas anteriormente precisas de cooperação mútua com ele. Eu considero que as pessoas autistas têm mais de uma inclinação para perceber o próximo quadro do mundo do que outras.

Elas são mais desenvolvidas. Se fôssemos pegar uma pessoa moderna e compará-la com as pessoas incivilizadas que viveram há milhares de anos, ela iria parecer estranha também, lavando as mãos, escovando os dentes, dizendo olá e adeus a todos e assim por diante.

Assim, o aparecimento de tal número de crianças autistas é um sinal claro de um período de transição. Nós devemos simplesmente compreender de onde tudo isso vem.

Isso está conectado ao sistema ecológico geral, mas não há necessidade de procurar uma causa, uma vez que todo o sistema do mundo, todos os seus níveis (inanimado, vegetal, animal e humano) estão se movendo em paralelo, e o fato de que o número de crianças autistas tem crescido 50 vezes nos últimos 30 anos mostra que estamos indo a passos largos em direção à próxima fase da humanidade.

Eu acho que nós simplesmente precisamos aceitar este ponto de vista, pelo menos como uma adição, e a partir daí começar a discernir estas mudanças como práticas, imperativas para a humanidade.

Em outras palavras, é necessário considerar o autismo não como uma doença que deve ser curada e nem reprimir as pessoas autistas com a ajuda de drogas e transformá-las em pessoas supostamente normais. Pelo contrário, devemos estudá-las, usar suas características para entender que nelas o próximo estado da humanidade é revelado um pouco.

De KabTV “A Última Geração” 09/07/15