Textos na Categoria 'Crianças'

Crime E Punição

278.02Pergunta: Por que todo o sistema de nossas atividades da vida diária é baseado em punição? Por exemplo, as regras de trânsito são construídas de tal forma que se uma pessoa cruzar alguma linha, ela deve ser punida.

Resposta: Nosso egoísmo não entende nada de outra forma. De que outra forma ele pode entender o que está acontecendo? Se não for punido, não saberá onde estão seus limites e fará o que puder para se machucar ainda mais.

Comentário: Mas se mandarmos pessoas para as prisões, elas se tornam pessoas ainda piores lá.

Minha Resposta: De acordo com a Torá, não deveria haver prisões. Não existe punição como prisão. Os judeus nunca as tiveram. Todos os países tinham punições diferentes, mas os judeus não. Eles só tinham a reeducação compulsória, não detenção ou deportação para lugares remotos. Isso não vai melhorar as coisas. Podemos ver isso.

Uma pessoa não deve ser isolada da sociedade. Se a sociedade pode corrigir tudo, por que isolar uma pessoa?! É por isso que nunca tivemos isso. Somente as nações que não conhecem a sabedoria da Cabalá e o que está acontecendo com a humanidade e com o mundo tiveram isso.

Pergunta: Como as pessoas eram punidas na Judeia antes?

Resposta: Elas não eram punidas! Havia seis cidades de refúgio no país (Arei Miklat), onde aqueles que cometiam homicídio involuntário poderiam fugir da vingança. Em princípio, ninguém iria se vingar deles porque as pessoas de então viviam de acordo com as leis espirituais.

Nas cidades de refúgio tudo era como nas cidades comuns. Havia o que se chama de “lavagem cerebral” intensa, que significa educação intensa realizada com eles.

Pergunta: Então, de onde veio a prisão como tal?

Resposta: Para o egoísmo, a prisão, no sentido literal da palavra, é o castigo mais fácil que pode existir. Acabamos de nos livrar de uma pessoa. Basicamente, é como a morte, mas muito mais doce.

Digamos que você executasse um criminoso, mas qual é a utilidade disso? Aqui, porém, ele está sozinho, morrendo aos poucos, percebendo o que você fez com ele. Ou seja, a sociedade trata as pessoas com uma crueldade especial.

Mais importante ainda, prisão não é correção. Portanto, não deve haver tal condição. As pessoas saem da prisão como pecadoras e monstros ainda maiores do que quando entraram.

Isso se deve ao fato de que, por um lado, elas são libertadas da prisão de acordo com o tempo de reclusão, e não de acordo com a vontade de uma pessoa de estar na sociedade. Afinal, o que importa a pena de prisão? Se uma pessoa melhorou depois de um ano, deixe-a voltar à liberdade. Se ela não melhorou em dez anos, não a liberte em nenhum caso, ela só fará mal. O que a prisão dá? Bem, ela cumpriu formalmente sua sentença. É feio, é estúpido e não faz nenhum sentido.

Digamos que um juiz proferir uma sentença, então o que acontece? Se eu fosse condenado à prisão, a punição deveria me purificar, me corrigir de alguma forma. Se eu saí depois de algum tempo e não me corrigi, e fiz algo de novo, o que você quer de mim? Coloque o promotor e o juiz na cadeia! Foram eles que me deram esse tipo de correção que não deu certo.

Eu sou apenas um ser humano. Significa que fui detido injustamente, mandado embora para algum lugar, e algo foi feito comigo. Erroneamente! Portanto, aqueles que me atribuíram esse tipo de punição deveriam ser presos. A punição deve ser uma correção! E não há nada disso.

Do ponto de vista das leis espirituais, nosso mundo é totalmente pequeno e completamente irracional.

Não deve haver punição, deve haver correção. A punição é que uma pessoa cometeu um crime. Este é o seu castigo. Agora ela deve alcançar um nível corrigido diante de si mesma, da sociedade e de tudo.

Pergunta: A sociedade do futuro será uma sociedade sem prisões?

Resposta: Sem dúvida! Sem nenhuma prisão. Qual é o sentido de manter as pessoas nelas se elas não corrigem uma pessoa?

Da Palestra, “Recebi uma ligação. Crime e Punição”, 21/01/14

“Como Realmente Preparar As Crianças Para A Vida” (Medium)


Medium publicou meu novo artigo: “Como Realmente Preparar As Crianças Para A Vida”

Um novo programa educacional em Israel propõe preparar alunos do 12º ano para a vida. Eles participarão durante os seis meses finais de seus anos K12 e aprenderão como gerenciar suas finanças e como se comportar com sucesso em um mercado de trabalho em mudança. Preparar as crianças para a vida é uma ótima ideia, mas se você começar nos seis meses finais de sua frequência no sistema educacional, então a) você não vai prepará-las realmente para nada, e b) o que você tem feito durante os onze anos e meio antes dos seis meses finais? Para preparar uma criança para a vida, devemos primeiro preparar os pais para a paternidade e depois preparar os filhos desde o momento em que nascem.

Ao falar sobre a preparação para a vida, devemos incluir todos os aspectos da vida. A educação financeira é apenas um aspecto, e não o mais importante. As crianças precisam de conhecimento em todos os aspectos da vida, mas o aspecto mais importante e menos ensinado são as relações humanas. Podemos nos destacar em nosso campo de especialização, podemos ganhar muito dinheiro e ser ricos, mas se não pudermos nos comunicar positivamente com outras pessoas e fazê-las se sentir bem ao nosso redor, não seremos felizes.

Hoje, a condição médica mais comum é a depressão. A maioria das outras condições, como vários vícios, violência, distúrbios alimentares, vício em trabalho e assim por diante, em última análise, decorrem da depressão que se manifesta por meio de vários sintomas. Atualmente, o tratamento comum para a depressão envolve medicamentos. No entanto, as drogas não curam a depressão, apenas atenuam a dor. Se, por outro lado, as pessoas deprimidas pudessem formar relacionamentos positivos e de apoio, sua depressão desapareceria como se nunca tivesse existido e sem nenhum medicamento.

Hoje, a maioria dos adultos não sabe se comunicar positivamente com os outros. Portanto, para ensinar as crianças a construir relacionamentos positivos com os outros, os adultos também devem aprender o ofício.

Pode parecer ingênuo ou irreal pensar que as pessoas podem se relacionar umas com as outras sem malícia em seus corações, mas continuar a viver como temos vivido até agora não é apenas irreal, também está destruindo nossa sociedade e nosso planeta, e representa um risco real de que estoure outra guerra mundial.

Portanto, mesmo que não consigamos estabelecer uma conexão positiva, não faz mal a ninguém se nos esforçarmos. Mas se não nos esforçarmos e continuarmos como estamos, certamente destruiremos a nós mesmos e o planeta em que vivemos, e o futuro que deixaremos para nossos filhos será muito sombrio. Após a catástrofe, eles ainda terão que aprender a se dar bem uns com os outros, então não seria melhor se aprendêssemos esse ofício e o ensinássemos aos nossos filhos enquanto ainda estamos todos aqui?

Como Falar Com As Crianças Sobre A Guerra

627.2Comentário: Muitos espectadores, um grande número, estão fazendo esta pergunta: “Como você fala com as crianças sobre a guerra? Como explicamos a elas o que está acontecendo?” Como se explica por que eles estão bombardeando e por que a infância acabou para aquelas crianças que estão se escondendo com seus pais em abrigos antiaéreos e no metrô?” E outras crianças cuja infância continua, aquelas que não ouvem sirenes e explosões, mas veem o que está acontecendo com seus pares, perguntam por que isso acontece.

E a principal pergunta é: como criar filhos em um momento como esse, quando as guerras, o sofrimento e as lágrimas não param?

Minha Resposta: As crianças podem entender porque também brigam umas com as outras. Afinal, o egoísmo funciona desde muito jovem.

Portanto, não há nada aqui que precise ser escondido delas. De fato, se não criamos as crianças corretamente, então, assim como elas brincam na infância e querem se afastar umas das outras e se tornarem valentes, elas continuam na idade adulta, e é por isso que acabamos com a guerra como um resultado. Os homens crescidos não têm mais apenas pás ou paus nas mãos, agora é algo sério. E é aí que a guerra começa.

Então o que deveríamos fazer? Enquanto as crianças são pequenas como vocês, lembrem-se, nós dizemos às crianças, precisamos ensiná-las, criá-las para serem capazes de conversar umas com as outras, chegar a um acordo entre si e aprender a se comprometer. Então vocês não terão problemas tão terríveis e grandes como esses homens que iniciam essas guerras. Isso é o que vem do fato de que na infância eles não obedeceram à mãe.

Pergunta: Você acha que uma criança vai ouvir isso?

Resposta: Quando ela vê isso? Ela está extremamente impressionada.

Pergunta: Quando ela está sob fogo? Pode ser dito assim?

Resposta: Diga a ela exatamente assim. Claro. Esta é a verdadeira educação. Esta é a base da educação em tempo de guerra.

Pergunta: Então não é para insistir em “inimigo”, “ódio” ou “contra nós”?

Resposta: Não, elas não vão entender; elas não têm nenhum conceito disso, nenhum fundamento. Mas quando você explica em termos de brincadeira de infância de dar e receber, “quando você queria pegar alguma coisa, mas ele não deu para você”, você pode falar sobre tudo.

Não é assim que realmente funciona? Esses jogos de petróleo e gás e todo tipo de relações internacionais não são os mesmos jogos infantis?

Comentário: Tornou-se algo perigoso.

Minha Resposta: Sim, porque eles não pararam a tempo ou não conseguiram explicar a tempo. Então foi assim que ficou. Porque na infância eles não sabiam explicar para entender que nunca é necessário resolver disputas pela força. Você pode convencer os outros? Se sim, ótimo. Se não, comprometa-se.

Pergunta: A criança deve entender que as disputas não são resolvidas pela força?

Resposta: Elas não podem ser resolvidas pela força; caso contrário, destruiremos um ao outro. Você pode imaginar isso no mundo moderno?

Pergunta: Como as disputas são resolvidas? O que a criança que estamos criando deve entender? Como você explica a uma criança como resolver disputas?

Resposta: Somente por persuasão, quando você não força outra pessoa à paz, mas quando você explica um ao outro como vocês podem chegar à paz juntos, com concessões mútuas, e não com a abordagem de “eu estou certo e você está errado, e agora você vai entender”.

Comentário: Agora você disse uma coisa muito séria, que uma criança deve ser capaz de se comprometer.

Minha Resposta: Claro! Isso é o mais importante na educação. Caso contrário, para que serve toda a educação? Ensinar a bater primeiro? A bater mais forte? Ou melhor? É para poder parar e se comprometer.

Comentário: Esta é a coisa mais difícil, especialmente para as crianças.

Minha Resposta: Claro. Porque expuseram o egoísmo, pequeno, mas revelado.

Pergunta: Então você propõe ensinar concessões, ensinar uma criança para que ela possa ceder aos outros?

Resposta: Tudo precisa ser explicado. Então sentem-se em círculo e façan exercícios práticos.

Comentário: Se houver uma discussão, vamos resolver? Como podemos não lutar, mas fazer a paz. Este é um sistema tão longo…

Minha Resposta: Caso contrário, levará ainda mais tempo.

Pergunta: Isso pode ser explicado para crianças que estão sob fogo?

Resposta: A todas! Tudo depende das palavras, vocabulário e expressões que você usa. Você está explicando isso ao ego, que é o mesmo em uma criança pequena e em um homem adulto, é o mesmo egoísmo.

Comentário: O principal problema aqui é treinar professores, preparar aqueles que podem ensinar o que significa chegar à paz e o que significa anulação.

Minha Resposta: Sim, isso é o mais importante.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 03/03/22

Criando Um Novo Homem

229Pergunta: As estatísticas atuais mostram que em um futuro próximo uma grande porcentagem da população estará desempregada. O que acontecerá se essas massas de pessoas não souberem sobre o propósito da criação?

Resposta: Vamos fazê-las estudar. Quando uma pessoa começa a aprender, ouvir, falar e discutir os tópicos de explorar e dominar o próximo nível superior de sua existência, ela traz uma grande correção para o mundo.

Sete bilhões de pessoas não precisam trabalhar doze horas por dia. Meio bilhão é suficiente para prover para todos nós, para nos alimentar, etc.

Distribuir uniformemente as responsabilidades por um nível razoável de sustento permitiria que todos fossem alimentados, vestidos e fornecidos com ótimas condições de vida. O resto do tempo, digamos cinco ou seis horas por dia, eles se engajarão em auto-aperfeiçoamento interno através da televisão e do resto dos canais de mídia de massa.

É necessário que uma pessoa realmente suba para um novo grau. Ou seja, este é o nosso trabalho, não produzindo bugigangas desnecessárias, mas elevando-se ao nível da eternidade e perfeição e tornando-se igual à natureza e harmoniosamente conectado a ela.

Todos devem participar disso. Essa é a razão pela qual haverá tanto tempo livre. Uma pessoa é obrigada a gastar metade de suas horas de trabalho em seu desenvolvimento espiritual interior. Para fazer isso, temos que estabelecer um sistema educacional massivo: virtual, em tempo integral, em meio período, não importa o quê.

É necessário criar a nova pessoa que se tornará Adão, semelhante ao Criador.

De KabTV, “Close-Up. Acordo de Parceria”, 07/04/10

“O Sistema Educacional Israelense Está Implodindo” (Times Of Israel)

Michael Laitman, On The Times of Israel: “O Sistema Educacional Israelense Está Implodindo”

Ayala Moshe, uma aluna minha, foi professora em Israel nos últimos quinze anos. Este ano, ela desistiu. A audácia dos alunos, os baixos salários, o desrespeito e a grosseria dos pais e as agressões físicas tornaram-se demais. “Já levei tapas, fui jogada escada abaixo por estudantes e tive que assistir a imagens de câmeras de segurança mostrando-me sendo arremessada, quando tive que me defender no tribunal por ter sido vítima de uma agressão”.

Ayala é apenas um dos milhares de professores em todo Israel que já tiveram o suficiente. De acordo com um relatório especial do Escritório Central de Estatísticas de Israel, 13% dos professores desistem no primeiro ano de trabalho. Dentro de cinco anos, um quarto dos professores estará à procura de uma nova ocupação. Pior ainda, quanto maior a formação de um professor, maior a probabilidade de ele sair em busca de uma carreira mais gratificante. Claramente, o sistema educacional está implodindo.

Se me perguntassem o que recomendar, eu aconselharia todos a desistirem, todos os professores. Este pode ser o único movimento que fará os pais perceberem que a educação não pode ser encarada levianamente. O sistema educacional deve ser o sistema mais importante do país, assim como o status dos professores. Não podemos jogar a responsabilidade pela educação de nossos filhos no colo de professores que não estão preparados ou destinados a lidar com isso, que enfrentam pressão crescente de fontes conflitantes, recebem um salário embaraçoso, depois enfrentam repreensão pública e escárnio a torto e a direito por suas pobres realizações. Os pais devem ser responsabilizados pelo comportamento de seus filhos, e eles devem tomar parte para consertá-lo.

Se o sistema já está desmoronando, é hora de pais e professores juntarem suas cabeças, imaginarem o tipo de país e sociedade que querem ver e traçarem um plano para que isso aconteça. Uma situação em que nem pais nem professores podem educar as crianças para serem seres humanos, onde ninguém sabe quais valores as crianças absorvem de fontes online duvidosas e em outros lugares, essa situação é intolerável.

Atualmente, as crianças vão à escola para serem alimentadas à força com o conhecimento com o qual não se importam nem precisam para a vida. Elas odeiam e, portanto, odeiam as pessoas que os alimentam com isso. Dada a crescente intolerância na sociedade, não é de admirar que algumas delas se tornem violentas.

Em vez de memorizar o material, elas devem primeiro aprender a se relacionar. Depois, precisam aprender a aprender, pois aprenderão a vida inteira e, por fim, precisam aprender a cooperar em equipes que aprendem e alcançam juntas.

No mundo real, não existem indivíduos. Tudo se consegue em equipes e através da cooperação com outras equipes. Se as pessoas saem da escola sem terem aprendido a ser bons companheiros de equipe, elas foram criadas para serem desajustadas. Nesse estado, ou se adaptarão a uma realidade para a qual a escola não as preparou, ou não conseguirão viver adequadamente. As habilidades sociais são, portanto, vitais para o sucesso no mundo de hoje, e praticamente nenhuma escola as ensina.

As habilidades sociais são críticas não apenas no trabalho. Elas são a base de todo relacionamento – com o outro significativo, com os filhos, no trabalho e até mesmo com animais de estimação. Se você deixar uma pessoa crescer desde a infância até a idade adulta sem fornecer habilidades sociais, você a aleijou por toda a vida.

Agora que o sistema educacional está entrando em colapso, há uma oportunidade de construí-lo corretamente, e toda a nossa sociedade colherá os benefícios.

Trabalhadores Da Nova Geração

269Comentário: O grande número de pessoas que ficam desempregadas deve receber uma renda necessária. Você disse isso há 20 anos. Hoje se discute cada vez mais.

Ou seja, a produtividade global de hoje é grande o suficiente para fornecer a todos alimentos, roupas e abrigo necessários sem ter que trabalhar. Você sugere colocar essas pessoas nas salas de aula para que elas estudem alguma coisa.

Minha Resposta: Não apenas para estudar. Proponho fazer dessas pessoas trabalhadores de uma nova geração para que possam transformar seu egoísmo em altruísmo com a ajuda de um estudo especial. Este é o trabalho mais interior que uma pessoa pode fazer em sua vida neste mundo.

Se começarmos isso, veremos em primeira mão como nosso mundo mudará. Traremos uma força positiva, energia e direção que faltam agora. Essa força só pode vir do homem, pois ele é o único portador do mal ou do bem possível. Isso levará a grandes mudanças positivas no mundo. Isto é como afirmado pela Cabalá, bem como por mim pessoalmente.

Pergunta: As aulas regulares, de acordo com uma metodologia especial, podem realmente fazer isso? É só ler ou trabalhar com professores?

Resposta: Envolve pessoas trabalhando em si mesmas e entre si. Nada mais é necessário.

É melhor começarmos cedo do que esperar até que o mundo esteja completamente esgotado, caindo em todos os tipos de estados problemáticos e descendo para guerras que agora são bastante viáveis.

De KabTV, “Mundo Virtual”, 09/02/22

Justiça Do Futuro

265Pergunta: No artigo “A Última Geração”, Baal HaSulam abordou o tema da justiça no futuro. Estou interessado em sua opinião sobre isso. Gostaria de saber: haverá justiça na geração futura?

Resposta: No futuro, uma pessoa julgará a si mesma sabendo e entendendo como realizar esse julgamento sobre si mesma. Tudo existirá apenas para o bem comum, coletivo. E os chamados tribunais ajudarão todos a se elevarem acima de si mesmos e se conectarem uns com os outros e com o Criador.

Eles permitirão que cada um veja em que nível está, o que ainda precisa corrigir e quais conexões com os outros podem levar à sua correção.

Pergunta: Se a motivação de uma pessoa que vive na última geração é sentir proximidade com o Criador, com a qualidade de doação, e se tornar como Ele em qualidades, pode acontecer que seja o respeito que ela recebe da sociedade que irá alimentá-la e não a própria fusão com o Criador?

Resposta: É basicamente a mesma coisa.

Pergunta: Acontece que eu trabalho pelo respeito da sociedade?

Resposta: Não, isso é uma recompensa totalmente egoísta. O que se quer dizer aqui é bem diferente.

Eu trabalho para a sociedade e estou pronto para fazer qualquer coisa por ela. Mas para dar ao meu egoísmo a energia para trabalhar, eu preciso obter combustível dessa sociedade. Portanto, faço tudo o que posso para obter uma recompensa disso. E a recompensa é receber energia disso para que eu possa dar tudo à sociedade além do meu egoísmo.

Pergunta: Acontece que os tribunais não devem julgar, mas educar uma pessoa?

Resposta: Claro. Eles devem se engajar em seu avanço espiritual e criar a intenção correta em uma pessoa.

Pergunta: Você acha que isso vai acontecer no futuro?

Resposta: Isso pode acontecer ainda hoje. Esperemos.

De KabTV, “Estados Espirituais”, 11/01/22

“Crianças, Imaginação E Criatividade” (Medium)


Medium publicou meu novo artigo: “Crianças, Imaginação E Criatividade”

Quando as crianças assistem a um filme, elas ficam grudadas na tela. As crianças são naturalmente imaginativas; elas “vivem” o que veem. Não distinguem entre fantasia e realidade como os adultos. Sua imaginação pode levá-las a qualquer lugar – aos lugares mais maravilhosos ou a lugares que as deixarão traumatizadas. Portanto, é nossa responsabilidade fazer com que elas vão para bons lugares.

Depois que as crianças assistem a um filme, muitas vezes podemos ver como isso as impressiona profundamente. Podemos encontrar a linguagem corporal, o tom de voz e as frases dos personagens que assistiram refletidas espontaneamente nas crianças. Essas não são apenas impressões transitórias, mas influências que moldam toda a sua visão de mundo e têm um impacto significativo em seu futuro.

Como as crianças aprendem naturalmente pelo exemplo e percebem o que veem na tela como realidade, elas percebem os eventos do filme como exemplos da vida real. Como resultado, elas tentarão imitar na vida real o comportamento e a atitude dos protagonistas que viram no filme.

Consequentemente, se quisermos que nossos filhos cresçam sãos e mentalmente capazes, devemos expô-los a um entretenimento que lhes dê os exemplos certos. Há várias coisas que precisamos considerar quando se trata de dar às crianças os exemplos certos.

Primeiro, os filmes infantis devem apresentar personagens realistas, não mutantes ou personagens distorcidos de qualquer tipo. Por exemplo, se os animais não falam como humanos, não deveriam fazer isso em filmes infantis. Animais falantes podem ser um bom entretenimento para nós, mas distorcem a percepção da realidade das crianças.

Segundo, um bom filme não deve pregar nem assustar. Pelo contrário, deve cativar as crianças e levá-las a uma jornada que incuta nelas uma atitude positiva em relação a si mesmas, seus amigos e familiares e ao meio ambiente. O pensamento deve ser o seguinte: boas conexões sociais produzem bons resultados. Quando trabalhamos juntos, doamos, amamos, compartilhamos e cuidamos, podemos mudar qualquer coisa para melhor.

Terceiro, devemos preparar as crianças antes de assistir a um filme e conversar com elas depois. Preparar e concluir juntos as ajudará a processar as mensagens corretamente e aproveitarão ao máximo a experiência.

Finalmente, seria uma boa ideia dar-lhes uma tarefa, de preferência para um grupo de crianças, como irmãos ou colegas de classe. A tarefa deve ser mais ou menos assim: em uma folha de papel em branco, desenhe um mundo novo e perfeito ou uma cidade perfeita. Descreva as relações entre as pessoas, onde e como elas constroem suas casas, como são as escolas, parques e lojas e tudo o mais que faz parte de suas vidas.

Depois, tenha uma discussão séria sobre sua tarefa; há muito o que aprender com isso. Ao final do projeto, você pode levar as crianças para ver profissionais e perguntar sobre o trabalho deles. Por exemplo, pergunte aos professores como eles veem seus empregos, como os policiais se sentem sobre a relação entre eles e os civis, como os arquitetos tomam decisões sobre vários aspectos das casas que projetam e como essas decisões afetam a vida das pessoas que moram nelas, etc.

Como William Shakespeare escreveu: “Todo o mundo é um palco, e todos os homens e mulheres meros atores”. Cabe a nós determinar se nossos filhos assistem a filmes de terror ou a filmes alegres. Em grande medida, isso determinará se eles crescerão pensando que a vida é um pesadelo ou uma aventura maravilhosa.

“O Valentão Também É Uma Vítima” (Linkedin)


Meu novo artigo no Linkedin: “O Valentão Também É Uma Vítima”

Um dos fenômenos sociais mais dolorosos, mas muitas vezes não detectados entre as crianças, é o ostracismo. Normalmente, acontece quando um líder de um grupo social, como uma turma ou um time esportivo, escolhe uma criança como alvo de exclusão e coloca o restante do grupo contra a vítima. Para a criança, é uma experiência horrível que pode marcar uma alma jovem por toda a vida. Pior ainda, um valentão que se comporta dessa maneira se sente encorajado por isso e, portanto, é provável que repita isso com a vítima ou com outras crianças. Para curar essa doença social, precisamos entender por que os agressores se comportam dessa maneira e como podemos ajudá-los a adotar padrões de comportamento mais positivos.

Os agressores têm como alvo crianças que consideram fracas, que não os enfrentam ou que estão socialmente isoladas. O objetivo do agressor não é tanto fazer a vítima se sentir mal, mas sim fazer com que o agressor se sinta bem consigo mesmo.

Muitas vezes, os agressores vêm de lares onde se sentem inseguros. Eles podem estar sofrendo de abuso físico ou emocional e se sentirem pisoteados em casa. Para compensar seu sentimento de inferioridade em casa, eles precisam se sentir superiores em outro lugar, e esse outro lugar provavelmente será a escola ou um time esportivo, ou qualquer ambiente social em que o agressor participe.

Comparado a outras formas de bullying, o problema da exclusão é que o agressor “recruta” o resto do grupo conspirar contra a vítima, deixando-a socialmente isolada e sem apoio emocional. Para uma criança, tal situação pode ser devastadora.

Para enfrentar o fenômeno, não basta punir o agressor. Uma punição pode impedir o agressor de continuar a assediar a vítima por quem foi punido, mas não impedirá o agressor de procurar outras vítimas porque a necessidade de intimidar continuará. Pior ainda, pode fazer com que o intimidador continue a intimidar, mas de maneiras mais furtivas e sinistras.

Portanto, é essencial entender por que o agressor se comporta dessa maneira e fornecer a compensação pela falta que o agressor precisa de maneiras mais construtivas. Em vez de o agressor buscar compensação por si mesmo, a sociedade deve oferecer a compensação de uma maneira que preencha a deficiência emocional do agressor e não machuque os outros.

A natureza humana exige que nos sintamos bem com nós mesmos. Se houver um lugar onde nos sentimos inferiores, não descansaremos até compensarmos isso. Portanto, se uma pessoa se sente amada e apoiada, ela nunca se sentirá inferior e, portanto, não desejará fazer com que os outros se sintam não amados ou excluídos.

A solução para o problema do bullying, portanto, e especialmente do ostracismo, está nas mãos da sociedade: criar um ambiente caloroso e amoroso para todas as crianças, onde elas possam crescer e expressar suas qualidades únicas de maneira socialmente construtiva, em benefício de toda a sociedade.

Se as crianças trabalharem juntas em projetos que exijam as habilidades de todos, elas aprenderão a confiar umas nas outras e se deliciar com os talentos umas das outras. Mais importante ainda, elas virão a cuidar uma da outra. Em vez de inveja, seu senso de interdependência as levará a apoiar uns aos outros, pois as habilidades únicas de cada criança beneficiam todo o grupo. Quando todas as crianças cooperam dessa maneira, formam uma sociedade harmoniosa onde cada indivíduo está plenamente satisfeito e ao mesmo tempo cuida do resto de todos os membros do grupo.

“Como Podemos Ajudar Crianças Com Deficiência?” (Quora)

Dr. Michael LaitmanMichael Laitman, no Quora: “Como Podemos Ajudar Crianças Com Deficiência?”

As viagens escolares não são uma experiência comum para Mayan Hanan, de 12 anos, que tem uma doença rara que o faz lutar contra dores fortes durante longas caminhadas. Sua classe providenciou uma cadeira de rodas especial capaz de navegar pelos variados terrenos. Mayan compartilhou: “Nesta viagem, senti que sou como todo mundo e que sou igual entre iguais. Todos realmente fizeram um grande esforço por mim”.

Esse é um exemplo de que o que ajuda uma criança com deficiência é apoiá-la, participar com ela e se identificar com ela.

Identificar-se com elas significa compreender seu sofrimento, aceitá-las como iguais e desejar que vivamos e participemos de tudo juntos. E participação significa compartilhar tudo o que temos 50-50.

Como podemos compartilhar a deficiência de outra pessoa? Podemos tirar metade da deficiência delas adicionando nossa força à delas. E a pessoa com deficiência apoia a pessoa fisicamente apta, oferecendo uma oportunidade de ajudar e sentir que contribui.

O que exatamente uma pessoa com deficiência nos dá? Este é o cerne da questão. Parece-nos que a pessoa sem deficiência dá a uma pessoa com deficiência apenas porque não conseguimos entender o quanto a pessoa com deficiência dá. A participação nos dá a oportunidade de nos conectarmos e agirmos juntos.

Qual é a atitude correta em relação às pessoas com deficiência? Para os fisicamente aptos, é um chamado das forças gerais da natureza que precisamos levar essas pessoas supostamente deficientes para nossa sociedade, cuidar delas e trazê-las a um estado em que não sintam nenhuma deficiência. Depende apenas de nossa atitude correta em relação a essas pessoas: que não há deficiência e que somos iguais em tudo na vida.

Como somos iguais? Somos iguais porque compartilhamos todas as coisas boas e ruins entre nós igualmente. Quando chegarmos a esses sentimentos, mesmo que apenas um pouco, nos sentiremos em um estado diferente. Estaremos em um mundo diferente, de verdadeira igualdade, no qual vale a pena viver.

Baseado no vídeo “Igualdade na Deficiência da Perspectiva de um Cabalista” com o Cabalista Dr. Michael Laitman e Oren Levi. Escrito/editado por alunos do Cabalista Dr. Michael Laitman.