Textos na Categoria 'Convenções'

O Sexto Fator

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que todas as pessoas, potencialmente, têm um sentido adicional, o senso da conexão integral com os outros, ou não?

Resposta: Ninguém tem esse sentido. Ele nasce quando começamos a nos conectar. Isso acontece num grupo sob a orientação de um educador, que nos ensina a estar conectados e, de repente, nós sentimos que somos partes de um sistema. É como um corpo onde todos os órgãos (coração, pulmões, rins e fígado) agem de uma maneira diferente, mas todos agem em conjunto pelo benefício da conexão integral, para que todo o corpo exista.

Depois, no grupo coletivo isso se torna intimamente conectado e há o sentimento de todo: um pensamento novo, uma sensação nova. O coração e a mente surgem, os quais se relacionam a nós, ligados entre si nessa conexão.

Este sentimento interno evoca a oportunidade na pessoa de perceber a natureza integral. Nós somos egoístas e não podemos sentir isso como um todo. Desta forma, ao nos ajustarmos, nós nos tornamos uma espécie de detector da oscilação do circuito que pode perceber a natureza integral e suas flutuações. As flutuações que percebemos nesse sentido representam um novo tipo de conhecimento, um novo sentimento do mundo superior, do próximo nível chamado “Adão” (humano).

Então, nós começamos a sentir que o mundo não é apenas o inanimado, vegetal e animal. É também o mundo do conhecimento, o mundo onde o presente, passado e futuro estão conectados acima do tempo. Nós começamos a senti-lo como infinito, eterno, pleno, e em harmonia com todas as suas partes.

Quando a pessoa atinge esse nível, ela começa a sentir seu corpo como menos importante, porque esse conhecimento, esses desejos, esses pensamentos não estão mais ligados ao nosso corpo bestial. Se os seus desejos e pensamentos são apenas sobre o seu corpo bestial, então eles realmente estão conectados a ele. Mas se eles alcançam a conexão com os outros, eles estão fora do corpo, entre você e todos os outros. Então, você como que começa a “sair de si mesmo”, para este espaço, para a “natureza superior”. Basicamente, isso é o que foi preparado para nós.

Há muitos artigos científicos sobre o tema. Minhas ideias têm base científica. Cientistas muito sérios escrevem sobre isso. Estes conceitos não estão muito próximos de nós em nossa vida diária, mas se a pessoa chega a um grupo integral e estuda nele, ela começa a sentir essas coisas muito rapidamente. Esta é a psicologia materialista, e não há misticismo aqui. É simplesmente sentir-se em conexão com os outros, e hoje a natureza está nos empurrando para isso com muita firmeza.

Da Convenção de Vilnius 22/03/12, Lição Preliminar,

Convenção Como Uma Necessidade Premente

Pergunta: Como posso fortalecer a minha ligação com os amigos em um grupo virtual?

Resposta: Não é fácil. Afinal, uma pessoa responde ao que ela percebe nos cinco sentidos. É assim que são construídos os níveis do “animado”: Nós reagimos aos que estão perto de nós, que estão no nosso campo de visão e audição, e que podemos alcançar e tocar.

Há uma razão por que as pessoas de negócios gastam tempo viajando tanto. Será que não conseguem chegar a um acordo remotamente? Todas as condições necessárias existem para que exista acordo. Por isso há diferença com quem você mantém relações comerciais? Pode ser alguém da China, Taiwan, América do Sul ou na Europa, mais importante, no entanto, é o lucro. Ainda assim, os empresários precisam de pleno direito a reuniões, não apenas contatos virtuais e correspondência. Assim, uma necessidade natural de contato está realmente enraízada no homem. Ele tem que “sentir na pele” o que é importante para ele.

Não é o nosso caso, mas nós também temos de nos conhecer e sermos imbuídos de sensações, impressões dessas reuniões. É por isso que temos convenções.

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O Sucesso De Um Congresso Depende Da Preparação Para Ele

Pergunta: O que você espera de sua viagem à América do Sul e a futura Convenção no Brasil?

Resposta ao Brasil: Estou ansioso por esta viagem com emoção, pois me dá a oportunidade de alcançar alguns resultados na missão a qual me dediquei toda a minha vida. Mas por outro lado, este resultado não depende de mim, e é por isso que estou simultaneamente inspirado por esta oportunidade e cauteloso nas minhas expectativas.

E, naturalmente, o resultado da convenção depende não só daqueles que virão a Brasil, mas de todos os nossos amigos de todo o mundo de todos que compreendem isso muito bem. E é por isso que eu acho que precisamos realizar uma preparação muito séria, que é extremamente importante para cada um de nós individualmente e para todos nós juntos.

Vamos realmente nos preparar como Rabash descreve em seus artigos “A Necessidade do Encontro de Amigos” e “preparação para o Encontro de Amigos. Preparação “para um encontro inclui esclarecer por que eu preciso desses amigos, o que eles dão para mim e eu a eles. Mesmo antes de eu vir para a reunião, devo esclarecer o propósito da criação e como ele pode ser alcançado de modo que esta convenção, isto é, a unificação em que todos são iguais, se torna um meio de atingir a meta desejada. [Leia mais →]

A Evocação Da Luz do Amor

Pergunta: A meu ver, as pessoas desempregadas acabam afundando-se em seus problemas e isso não lhes dá nenhum incentivo para descobrir de onde os problemas estão vindo de…

Resposta.: Nosso ego sente o sofrimento dentro de si. O sofrimento está cada vez maior e tomando formas diferentes. Por que levamos uma pessoa a perguntar sobre o sentido da vida? É porque ela está se perguntando: “Por que eu preciso sofrer?” Na verdade, ele pode levá-lo ao ponto de suicídio.

O que a sabedoria da Cabalá está fazendo? Ela diz a uma pessoa: Você tem que substituir esse sofrimento com outro sofrimento, o chamado “sofrimento do amor.”

De fato, quando você ama alguém anseia por ele, mas você ainda não está conectado com ele ainda, ou você está sendo rejeitado, esnobado, ou a distância separa você e agora você não pode vê-lo, então um grande desejo de chegar perto, para se conectar, e abraçar aparece, mas é impossível.

Tudo isso também é sofrimento! Mas eles são doces para nós, nós não queremos nos livrar deles… [Leia mais →]

Entender a Linguagem do Criador

Pergunta: Distúrbios vêm nos ajudar no nosso progresso em direção à meta. Como é possível entender o que a força superior está tentando me dizer enviando esse distúrbio específico? O que ela quer de mim, enviando-me isso em particular?

Resposta: Para que, acima deste distúrbio, você não esqueça do Criador e anseie por Ele.

Pergunta: Existe uma receita, certa e específica, ou existe uma necessidade de trabalhar separadamente com cada perturbação?

Resposta: Não trabalhe com os distúrbios! Você precisa se elevar imediatamente acima deles. Não há necessidade de prestar atenção para a perturbação em si, o principal é subir acima dela.

Tratar uma perturbação que vem a você como um suporte, como um trampolim que o está saltando para cima. Tente olhar para ela assim e você verá que ela foi feita dessa forma propositalmente.

Nos parece como uma perturbação só psicológica. Na verdade não é um distúrbio, mas sim um meio para evoluir.

Pergunta: Mas como, no entanto, ouvimos o que ele está tentando me dizer? O que eu tenho que corrigir, acima do que eu tenho que subir?

Resposta: Você não sabe agora. Mas se você trabalha acima dos distúrbios, você vai ver o que está sendo corrigido em você. E das novas qualidades já corrigidas, você vai começar a aprender a língua do Criador.

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Da Convenção de Vilnius de 24/3/12, Lição 4

Material Relacionado:
Não Há Nenhum Avanço Sem Obstáculos
Trabalhando com Distúrbios

Congresso Latinoamericano De Cabalá – 4 a 6 de Maio de 2012

Olá amigos
Estamos felizes em informá-los que as inscrições para o Congresso Latino Americano de Cabalá, “Celebrando a Vida” já estão disponíveis. O Congresso ocorrerá de 4 a 6 de maio de 2012, em Águas de Lindóia, São Paulo, com a participação do Cabalista Rav Michael Laitman.

Inscreva-se Agora

Também gostaríamos de convidá-los a assistir uma conversa especial com o Dr. Laitman sobre o Congresso no Brasil.
Para maiores informações – CLIQUE AQUI

Dissolver-Se No Grupo

Dr. Michael LaitmanTodos os nossos vários anos de estudo (temos pessoas que já estudam por 10-15 anos) são destinados apenas a fazer você alcançar o estado onde começa a trabalhar no grupo, à medida que você percebe que não há mais nada além dele. E tudo o que você fez ao longo de muitos anos foi destinado apenas para finalmente fazer você entender que a única coisa que pode mudá-lo e revelar-lhe que o que você quer está bem na sua frente, mesmo que este seja o último passo.

Normalmente, nós levamos muito tempo para chegar lá, para convencer a nós mesmos; de alguma forma, nós tentamos nos esquivar disso, tentando ir para algum outro lugar. Nós estudamos a Cabalá, fazemos qualquer coisa que precisamos fazer no que diz respeito à disseminação, tudo mesmo, só para evitar o trabalho no grupo.

E mesmo quando já entendemos que não há outra solução, ainda, no último momento, fugimos encontrando razões para não participar deste processo. Nós não nos permitimos fechar os olhos, joguar-nos dentro do grupo, como na água, e desaparecer completamente nele. Passa-se muito mais tempo, meses, algumas vezes anos, até que a pessoa finalmente entra no grupo.

Mas nós podemos encurtar este tempo com o nosso esforço conjunto, e vamos tentar fazê-lo.

O período de tempo que a pessoa estuda não importa, nem seu conhecimento, se ela é inteligente ou não, forte ou fraca, persistente, estável ou preguiçosa. Quando você entra no grupo e participa de sua força comum, você “desaparece” nele, se dissolve nas qualidades comuns de seus amigos, a tal ponto que adquire a integração de todas as suas habilidades, e todos elas se tornam suas.

Não precisa vir com desculpas, tais como eu ainda sou jovem, não estou pronto para isso, talvez depois de algum tempo, na próxima convenção. Agora! Não deve haver outro pensamento! Não há mais nada além deste lugar e desta ação que devemos tomar.

E a ação é muito simples: tente realizar a chamada Primeira Restrição (Tzimtzum Aleph), suba tanto quanto possível acima do seu egoísmo, sem levar em conta quaisquer das suas persuasões, razões, truques e peculiaridades. Nós devemos entender que isto aponta para as falhas em nossa aspiração, em nossa intenção.

Quando a minha intenção e aspiração não são fortes o suficiente, vou sentir que algo me distrai. E cada perturbação aponta para o que eu preciso adicionar a minha intenção de para dirigi-la de forma séria e torná-la forte o suficiente no seu tamanho e vetor. Em outras palavras, eu preciso ir direto ao objetivo e ter força suficiente para dirigir-me a ele.

É por isso que nós percebemos os distúrbios como um presente. Nós nunca nos ressentimos deles, nunca ficamos com raiva de nós mesmos; pelo contrário, cada vez que eles aparecem, nós subimos acima deles e nos esforçamos ainda mais, nos tornando mais próximos dos outros.

A principal coisa é ter paciência para com os nossos amigos, como somos pacientes com as crianças pequenas, com nosso filho favorito. Não há nada que possamos fazer sobre isso; isso também é o nosso egoísmo, que não nos permite nos conectar com os outros e nos mostra onde devemos nos aproximar e nos posicionar.

Da Convenção de Vilnius 23/03/12, Lição 2

Três Níveis Num Grupo

Dr. Michael LaitmanNós geralmente estamos em um dos três níveis em relação aos nossos amigos:

1. Quando o amigo e o grupo são maiores do que nós; em outras palavras, nós consideramos nossos amigos e o grupo superiores a nós, a fim de sentirmos a sua grandeza;
2. Quando os amigos e o grupo estão abaixo de nós;
3. Quando eles são iguais a nós.

Quando eu os considero como maiores do que eu, eu me coloco num estado em que sou capaz de aprender com eles, receber deles o que eles têm, como alguém pequeno que aprende com aqueles maiores do que ele. Eles são capazes de me influenciar. Eu recebo a sua energia, força e entusiasmo.

Se eu os percebo como sendo menores do que eu, então eu sou capaz de dar a eles como alguém que é grande dá ao pequeno.

De qualquer forma, eu tenho certo tipo de comunicação com eles, quando eu recebo a grandeza do seu objetivo, ou quando a inflamo neles introduzindo meu poder, meu investimento na grandeza da meta, na grandeza da união. Tudo isso é para atingir um estado de equivalência com eles. Então, seremos realmente amigos.

Quando eles estão acima de mim, eles são o meu professor. Quando eles estão abaixo de mim, eles são os alunos. Somente quando somos iguais é que somos amigos. É assim que sintonizamos nossos pensamentos em relação ao grupo. Eu sempre vejo: onde eu posso acrescentar, o que eu posso receber e onde eu posso me tornar completamente igual a eles.

A comparação deve ser sempre a meta. E o estado de estar abaixo ou acima deles é o estado quando eu me ajusto em relação a eles.

Da Convenção de Vilnius 23/03/12, Lição 2

Sintonizando O Grupo

Dr. Michael LaitmanEm relação aos nossos amigos, nós levamos em conta não as suas qualidades pessoais, mas sim algo que pertence ao nosso caminho espiritual. Eu não me preocupo com seus problemas cotidianos. Nós deixamos tudo de lado e esquecemos tudo o que existe ao nosso redor. Nós estamos interessados ​​apenas em uma coisa: sua aspiração para cima, seu ponto no coração, e eu estou lidando com isso! Este é o meu ponto de sintonia!

Não me importa que qualidades eles tenham. Eles podem ser impacientes, bons ou não tão bons: não importa! Todas são nossas qualidades animais terrenas. Todas permanecem no nível do nosso mundo. A coisa mais importante para mim é me unir com seu ponto no coração. Isto é o que eles aspiram, da mesma forma que eu.

O ajuste no grupo é uma ação muito especial e fina.

Da Convenção de Vilnius 23/03/12, Lição 2

Minta, Mas Honestamente

Dr. Michael LaitmanRabash, Shlavei HaSulam (Os Degraus da Escada), “O Que é uma Bênção e uma Maldição no Trabalho”: A cada dia, o homem precisa começar de novo e dizer que hoje será recompensado em ver “Eu sou o teu Deus” e que ele não vai fugir da batalha. Ele não deveria dizer “eu já orei muitas vezes que Deus me dê os vasos de doação, e que eu vou sair do desejo de receber por mim mesmo, e não recebi nenhuma resposta pela minha oração; então, qual é o benefício de orar de novo?”.

A verdade é que nós nunca pedimos vasos de doação porque isso é impossível.

Sim, nós pedimos o que é chamado de “doação”. Nós pedimos para sermos capazes de amar o outro, mas é assim que a chamamos; isso não é doação, não é amor ao próximo ou desejos de doar. Nós nunca oramos realmente pelo mundo espiritual, ou pelo estado espiritual, ou vasos espirituais. Em nosso desejo atual, em nossa mente e sentimento atuais, nós simplesmente somos incapazes de pedir, e nem sequer sabemos o que é.

Portanto, é dito: “Eu trabalhei (me esforcei) e encontrei”. A pessoa precisa se esforçar naquilo que os Cabalistas nos dizem para fazer, seguir rigorosamente suas recomendações e entender claramente que não temos qualquer chance de chegar de forma direta e independe à correta oração; nós não podemos quebrar o nosso coração e fazer um pedido pela correção (MAN).

No início, cada uma das nossas orações é baseada em como receber, ganhar e tirar vantagem dos amigos, do Criador, de qualquer um. Essa é a verdade e não há como fugir disso. Mas acima de nós, existe o sistema da quebra que traduz nossas ações, nossos pedidos quebrados, pela correção.

No caminho de cima para baixo, os desejos quebraram, e no caminho de volta, quando eu me elevo do estado quebrado, eles são corrigidos neste sistema. Eles sobem como se eu pedisse o que é necessário, como se eu realmente implorasse por amor e doação ao outro e pela conexão com os amigos e com o Criador, a quem estou pronto a aceitar como bondade.

Este sistema é o mundo quebrado de Nikudim, e o mundo de Atzilut que foi criado mais tarde é o adaptador: de um lado deste sistema, há o falso mundo, os mundos de BYA que estão desconectados do Criador, e os estados oposto à doação, nós quais existimos. Por outro lado, há o Criador, a perfeição.

O meu apelo pelo o amor é uma mentira, mas todos nós dispomos esta mentira de forma correta, como se realmente quiséssemos algo além do benefício pessoal. Se entre nós, nós nos reunimos da forma correta, organizamos o estudo e todas as nossas ações corretamente, o nosso pedido passa por este sistema que o corrige, e isso é o que se chama “Eu trabalhei e encontrei”.

Apesar de não conhecer o mundo de Atzilut, ele faz o seu trabalho. É por isso que nós precisamos fazer exatamente o que os Cabalistas nos dizem sem mentir a nós mesmos ou ficar envergonhados. É verdade que não pedimos a espiritualidade, mas gritamos como um bebê e a mãe sabe o que ele precisa. A mãe precisa apenas de um pequeno grito do bebê para saber quais são suas necessidades.

Isto é o que é exigido de nós. “Faça tudo o que está em seu poder fazer”, e isso trará bons resultados.

Da Convenção de Arava 25/02/12, Lição 7