Textos na Categoria 'Alma Comum de Adão'

Fusão — O Ponto De Correção Da Criação

232.07Entidades espirituais se separam umas das outras apenas pela disparidade de forma. Em outras palavras, se uma entidade espiritual adquire duas formas, ela não é mais uma, mas duas. …

Agora você vê que, assim como uma matéria corpórea é dividida, cortada e separada por um machado e um movimento que aumentam a distância entre cada parte, uma matéria espiritual é dividida, cortada e separada pela disparidade de forma entre cada parte  (Baal HaSulam, O Estudo das Dez Sefirot – Observação Interior).

O Criador criou o desejo geral de receber, que foi dividido em 600.000 partes principais, que por sua vez se dividiram em bilhões de partes (desejos). A distância entre os vários desejos (os círculos vermelho e verde no diagrama) é determinada pela diferença em suas qualidades.

Se a diferença nas qualidades diminui devido a uma ou outra, então, consequentemente, ou o primeiro desejo se move em direção ao segundo, ou o segundo em direção ao primeiro.

Quando a diferença se torna zero, eles se conectam e se tornam um.

O programa da criação reside no fato de que todas as 600.000 partes que compõem o desejo geral devem se conectar.

Inicialmente, elas se organizam em grupos de dezenas (pequenos círculos verdes no diagrama). Então essas dezenas se reúnem até formarem um Kli (vaso) comum chamado Adão. Dessa forma, o sistema alcança sua correção.

Pergunta: Existe alguma correspondência nisso com o microcosmo humano, no qual existe um número enorme de diferentes micróbios, átomos e moléculas? O mesmo ocorre no macrocosmo, onde há uma infinidade de estrelas, planetas e corpos celestes.

Resposta: Há uma correspondência absoluta. Tudo consiste nos mesmos pequenos desejos, cada um dos quais está no mesmo estado: aproximando-se, dissolvendo-se e distanciando-se um do outro. Tudo isso com o propósito de alcançar um denominador comum. Toda a natureza caminha nessa direção.

Isso não é evidente em toda a história, no que estudamos nas ciências? Hoje dizemos: o mundo está se tornando integral, revelando-se cada vez mais como um sistema integral. Antes, isso não era revelado, mas agora já o vemos.

Pergunta: Então tanto o macrocosmo quanto o microcosmo têm uma raiz espiritual?

Resposta: Tudo! Tudo é um sistema que existe dentro de um desejo criado pelo Criador.

Todos os desejos particulares, à medida que são corrigidos, estabelecem uma conexão altruísta com as outras partes e se fundem em um todo unificado.

No desejo unificado, eles se tornam semelhantes entre si e não diferem em nada. Este é o ponto exato da correção de toda a criação.

Da Lição de Cabalá em Russo, 15/04/18

Uma Alma Semelhante Ao Sistema Da Criação

243.04A alma comum, que era una e conectada, foi dividida em muitas partes após a quebra. Precisamos reunir e unir essas partes e, através delas, revelar o Criador.

A diferença entre o vaso original e aquele restaurado após a quebra é que a quebra revela novas qualidades que antes não eram claras. É precisamente por causa dessas qualidades que a alma se quebra. Quando elas são corrigidas, qualidades adicionais de luz são reveladas contra esses desejos quebrados.

Dessa forma, esclarecemos as qualidades internas do Criador que criou esta alma e a corrige com Sua luz.

Se não houvesse quebra e correção, não sentiríamos mais do que o primeiro homem, Adão, antes do pecado, apenas o pequeno estado de Nefesh de Ruach de Ruach. Ao passo que, após a quebra e a correção, revelamos toda a luz de NRNHY, ou seja, aderimos ao próprio Criador, alcançamos a equivalência de forma com Ele e compreendemos Seus caminhos e a sabedoria inerente à criação.

Portanto, é impossível prescindir da quebra e da correção. O fim da correção é o ponto inicialmente colocado no programa da criação.

A alma deve corrigir-se para corresponder a todo o sistema da criação, que inclui todos os mundos de AK (Adam Kadmon) e ABYA (Atzilut, Beria, Yetzira e Assiya). A alma é a parte mais interna de todo o sistema da criação. Portanto, em nossa correção, ela deve assumir a mesma forma que todos os mundos superiores e consistir em três partes: cabeça, corpo e extremidades; e depois em três linhas e em muitas formas complexas.

Quando se conectam, as diferenças não desaparecem, porque “o amor cobrirá todos os crimes”. A alma corrigida preserva dentro de si todo o grande egoísmo, todos os imensos desejos e contradições.

Tudo o que era antes permanece; nada é apagado. Ao contrário, as manifestações negativas nos auxiliam na revelação da luz, cuja vantagem é discernida de dentro da escuridão.

Temos um grande trabalho pela frente, porque Adão não tinha cabeça, corpo e extremidades; ele tinha apenas um corpo e existia em um nível pleno da luz de Hassadim. Ele nasceu “circuncidado”, como um anjo, em um estado pequeno. Uma criança não tem mente e não consegue ficar em pé, apenas se deita, o que significa que sua cabeça está no mesmo nível do seu corpo.

Mas precisamos erguer essa alma quebrada até os pés, até a sua altura máxima, como convém a um ser humano. É por isso que, em nosso trabalho, selecionamos as partes da alma que pertencem à cabeça e ao corpo, e esclarecemos a função de cada uma.

Todas as partes da alma após a quebra já estão preparadas para a correção, mas devemos atrair a luz superior, esclarecer os locais da quebra e corrigi-los.

Aqueles que são atraídos pelo trabalho espiritual serão chamados de cabeça de Adão, a alma comum. E o restante são as partes do seu corpo. É por isso que Israel, isto é, “direto ao Criador”, é chamado de “Li-Rosh, uma cabeça para mim”.

Da Lição Diária de Cabalá de 09/05/18, Escritos do Baal HaSulam,O Arvut [Garantia Mútua]”

Trabalho Na Restauração Da Alma

544Comentário: Para implementar o método da Cabalá, três componentes são necessários: um grupo de indivíduos com ideias semelhantes, fontes originais e um instrutor. Trabalhar em grupo com indivíduos com ideias semelhantes é o trabalho de aproximação mútua para revelar o objetivo de que a Cabalá fala: a revelação do Criador.

Minha Resposta: Nosso mundo foi criado para que realizemos o trabalho chamado restauração da alma. De acordo com a sabedoria da Cabalá, o Criador criou um sistema de uma única alma comum chamada “Adão”. Esse sistema, em seu estado original, consistia em desejos egoístas conectados e trabalhando em prol de um único objetivo: apoiar uns aos outros.

Então, ocorreu uma quebra, e toda a estrutura se fragmentou em um vasto número de elementos inanimados, vegetativos, animados e humanos, que agora estão em um estado de conexão relativa entre si. Relativa porque suas relações entre si implicam apenas complementação mútua, isto é, uso mútuo, e, por outro lado, um desejo de se desenvolver constantemente à custa dos outros, de se absorverem mutuamente. Este é o princípio egoísta da existência de todo o sistema.

Agora, precisamos devolvê-lo ao seu estado original, no qual todas as suas partes se relacionarão entre si, não egoisticamente, a partir de uma perspectiva puramente consumista, mas com a compreensão de que é necessário trabalhar por todo o sistema como um todo, para o bem de todos. Portanto, cada elemento maduro e sadio do sistema deve atingir o estado de “amar o próximo como a si mesmo”.

Somente sob essa condição todos os elementos se unirão acima de seu egoísmo inicial e formarão um sistema único, unificado e integral, que poderá existir adequadamente e ser preenchido por uma força especial chamada Criador.

Este trabalho devemos realizar aqui neste mundo, agora em nossa geração. Somos aqueles que compreendem a importância deste trabalho, as condições que a natureza ou o Criador nos proporciona, a importância da nossa missão, e que sentem tal impulso e responsabilidade por ela.

É por isso que nos reunimos em grupo para nos unirmos em ajuda mútua, em esforços mútuos, e para conectar todos os nossos laços em equivalência com a força global do Criador. O Criador representa a força de doação, conexão, amor e complementação mútua. E devemos gerar essa força entre nós de forma a nos tornarmos semelhantes a Ele em nossos relacionamentos.

Não podemos fazer isso sozinhos, porque inicialmente somos opostos uns aos outros. Cada um de nós é egoísta e não consegue pensar nos outros. Mas podemos pedir a Ele que nos transforme. Então, em grupo, seremos capazes de concretizar essa ideia.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 25/12/18

O ARI (Rav Isaac Luria), Homem de Deus

628.1Nossos sábios já disseram: “Vocês não terão uma geração sem pessoas como Abraão, Isaac e Jacó”. De fato, aquele homem piedoso, Rav [professor, grande] Isaac Luria [o ARI], nos agitou e nos forneceu a medida mais completa.

Ele fez maravilhosamente mais do que seus predecessores, e se eu tivesse uma língua que o louvasse, eu louvaria aquele dia em que sua sabedoria apareceu quase como o dia em que a Torá foi dada a Israel  (Baal HaSulam, “Introdução ao Livro Panim Meirot uMasbirot”).

De fato, todo o método de correção veio até nós do ARI. Ele realizou tudo o que havia sido estabelecido por todos os Cabalistas anteriores.

A alma do ARI ocupa tal lugar no sistema geral de almas que, a partir dela, a luz começa a influenciar todas as almas, levando-as à correção final (Gmar Tikkun).

Antes do ARI, todo o desenvolvimento ocorria nos estágios 0, 1, 2, 3, e somente o ARI, com suas correções no sistema de almas, entrou no 4º estágio e começou a construir a autêntica Malchut em sua forma final.

Ele é a Sefira Yesod (a última antes de Malchut), e por isso é chamado de Mashiach ben Yosef (Yosef significa Sefira Yesod), após o qual Malchut começa a se corrigir.

Todas as almas anteriores fizeram parte das almas do período de preparação para a correção. E somente a partir do ARI é que se inicia o despertar geral de todas as almas.

Claro, esse processo leva centenas de anos, mas o ARI abriu o caminho para a luz dos três estágios anteriores até o último, o quarto, e a correção começou!

Mashiach é a revelação da luz no sistema geral das almas. Essa luz entra em Malchut através de Yesod. O ARI abre os portões para a luz e, portanto, é chamado de Mashiach ben Yosef.

O Messias é a força da correção. O ARI retrata essa força percorrendo sua alma. Estando no sistema geral, ele realiza correções em sua alma, e agora a luz flui através dela para Malchut e afeta as almas.

Mas agora, cabe a nós preparar nossas almas para a ascensão de Malchut a Bina. Este processo já se relaciona com a correção de Malchut: Mashiach ben David.

Da Lição Diária de Cabalá de 05/08/10, Escritos do Baal HaSulam, “Introdução ao Livro Panim Meirot uMasbirot

O Caminho Para A Revelação Do Criador

528.03Quando lemos o Livro do Zohar, buscamos criar um espaço comum onde desejamos unir todos os nossos pontos no coração dentro dele; é isso que significa estudar a Torá. Sem tal intenção, não há estudo da Torá.

O ponto no coração é Israel (Yashar-El), que significa o desejo direcionado ao Criador. Através do estudo, nos esforçamos para alcançar a Torá, a luz que nos reforma. Então, dentro da conexão entre nós, revelamos o Criador.

Dentro desta conexão entre nós e, portanto, dentro da revelação do Criador, existem 125 graus, ou 5 mundos, as 5 luzes de NRNHY.

A completa ausência de conexão a partir da qual iniciamos nossos esforços de união é chamada de este mundo. O ponto final de união entre nós é chamado de mundo do infinito.

É assim que todo o sistema da Alma coletiva é revelado, chamado Adam HaRishon, Shechina, ou Malchut do infinito. A forma deste vaso espiritual (Kli) é chamada de Criador (Kadosh Baruch Hu), a qualidade de doação e amor que revelamos.

Tudo existe dentro deste sistema. Toda a sabedoria da Cabalá fala apenas de como revelar o Criador de acordo com a lei da equivalência de forma, como está escrito: “Do amor das criaturas ao amor do Criador”. Ao nos conectarmos, formamos um sistema de conexão entre nós que é semelhante à força superior de doação.

Esta imagem deve estar sempre diante dos nossos olhos enquanto lemos o Livro do Zohar. Eu devo examinar constantemente onde estou nesta escada de conexão entre nós, sobre o que O Zohar está falando neste momento, se desejo me conectar com os outros ou resisto a isso, e o que me impede.

Devo pensar constantemente apenas nisso: como eu (Israel) estou conectado aos outros pela força que nos une (Torá), e como dentro de nossa conexão correta, a qualidade original de doação (o Criador) é revelada.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 14/09/10, O Livro do Zohar

O Que É A Torá?

276.02Pergunta: O que é a Torá?

Resposta: É a força que nos corrige, nos conecta e chega até nós em suas múltiplas manifestações. Essa força é capaz de nos trazer o reconhecimento do mal, sua correção, a conexão com o bem e nos mostra exemplos de unidade; ou seja, todo o sistema de nossa correção é chamado Torá.

ZA (Zeir Anpin) do mundo de Atzilut é chamado de Torá porque eu tento me assemelhar a esta imagem, a este sistema, reunindo todas as almas em Malchut do mundo de Atzilut de tal forma que a conexão entre elas se assemelhe à estrutura de ZA do mundo de Atzilut.

Neste caso, todas as almas incluídas em Malchut do mundo de Atzilut se unem e entram em adesão (Zivug) com ZA do mundo de Atzilut, com o Criador. É assim que revelamos a conexão e a adesão entre nós.

Tudo acontece, começa e termina em ZON (ZA e Nukva) do mundo de Atzilut. Malchut, do mundo de Atzilut, passa por sete estados até atingir o nível de ZA, equivalência total a ele. Ao final da correção, eles se tornam como duas grandes luzes. Portanto, ZA do mundo de Atzilut, chamado Torá ou o Criador, serve como um exemplo para nós em sua estrutura, poder e influência.

E devemos, antes de tudo, nos esforçar para nos unirmos uns aos outros, na escuridão, e revelar a necessidade da Sua ajuda. Quando, em todos os nossos esforços para nos unirmos, descobrimos que somos incapazes disso, então, como crianças pequenas, começamos a chorar e exigir Dele a correção, um exemplo.

Então, o superior nos dará um exemplo e nos dará o poder de nos unirmos. Mas nosso pedido e exigência devem vir apenas de nossos esforços para nos unirmos uns aos outros. Caso contrário, não seremos dignos de uma resposta. Caso contrário, não estaremos na conexão de Malchut com ZA do mundo de Atzilut, não estaremos em Malchut. Malchut sente apenas a conexão.

E estamos todos abaixo, nos mundos de BYA (Beriya, Yetzira, Assiya). Em Malchut, apenas nossos desejos de nos unirmos uns aos outros para revelar o Criador e alcançar a qualidade da doação.

Da Lição Diária de Cabalá de 14/09/10, O Livro do Zohar

A Estrutura Das Almas

243.03Pergunta: Como a garantia mútua se encaixa na estrutura piramidal que também existe dentro do grupo?

Resposta: Não importa. É como perguntar se todas as almas são diferentes, como é possível que todas existam em uma só alma “como um só homem com um só coração”, sem diferenças entre elas, cada uma recebendo a medida completa e contribuindo tanto quanto todas as outras? Afinal, todas são diferentes umas das outras.

Se estamos em um único sistema, mutuamente interconectados, um em todos e todos em um, onde a estrutura de cada um é a mesma de todos, então não há diferenças.

É claro que existem diferenças nos pontos básicos das almas. Ou seja, o ponto no coração é diferente em cada alma, mas os outros “primeiros nove” que uma pessoa adquire são os mesmos: eu e inclusão, você e inclusão, ele e inclusão, e acontece que as estruturas de todos são as mesmas.

Pergunta: Qual é essa diferença?

Resposta: Essa diferença vem do Criador, sobre quem você diz: “Vá ao Mestre que me fez”. Você não pode mudar isso.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá de 14/05/25, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”

A Razão Da Quebra Da Alma Comum

264.01Cada pessoa pode influenciar o mundo inteiro, tanto positiva quanto negativamente. Isso é consequência da interpenetração das almas e da quebra de um único Kli da criação, chamado de alma comum de Adam HaRishon.

Inicialmente, existíamos em uma união maravilhosa, criada pela luz. Em sua presença, todos os desejos eram suprimidos, adoçados, combinados e, é claro, tinham a intenção de se doar uns aos outros. Tudo isso era uma manifestação da luz, que assim sustentava esses desejos desde o momento em que os criava.

Então ocorreu a quebra. Ou seja, a luz que saiu do Kli fez com que o Kli permanecesse em suas propriedades naturais, em sua natureza, o que nunca havia acontecido antes.

Descobriu-se que a natureza da criação é o desejo de desfrutar. Como a criação não sente a luz, a natureza do doador, ela passa a existir dentro de si mesma, imersa em si mesma, e, claro, pensa, verifica e faz cálculos apenas de acordo com o desejo de receber, cada um de acordo com o seu próprio desejo.

Então, ocorreu uma quebra entre todos os desejos que antes pareciam unidos, como um organismo no qual vários órgãos funcionam em conjunto e pensam apenas em ajudar os outros. Ficou claro para eles que se tratava de um sistema que não poderia existir de outra forma.

De repente, um desejo irrompeu em todos, um desejo alheio aos desejos dos outros. Todos começaram a se preocupar apenas com sua existência pessoal. Assim, houve uma quebra entre todas as partes da alma comum, o Kli comum de Adam HaRishon.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá de 12/05/25, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”

Para Que O Mundo Foi Feito?

232.05Pergunta: Por que a intenção não está relacionada ao corpo físico?

Resposta: Porque o corpo físico é o desejo de receber. O desejo de receber não pode dar. Portanto, sua ação pode ser uma de duas coisas: restringir-se e não receber, ou receber. O que acontece com o desejo de receber quando a propriedade de Bina é adicionada a ele?

Comentário: A capacidade de dar foi adicionada.

Minha Resposta: Como assim? O desejo de receber pode dar? O desejo de receber pode começar a dar quando o segundo estágio entra no quarto estágio? Ele pode criar uma restrição, mas nunca pode dar! Apenas a intenção por trás da ação é adicionada a ele.

Portanto, dizemos que, tanto na educação quanto na correção, de fato prestamos atenção não ao desejo de receber, mas apenas às intenções. É isso que importa para nós. Na medida da nossa intenção, tomamos o desejo de receber e os combinamos.

Utilizo o desejo de receber apenas na medida em que posso aumentar a intenção. Para que existe o mundo? Para a intenção ou para o desejo de receber? Para a intenção! Para nutri-la constantemente. Ao mesmo tempo, o desejo de receber é matéria, matéria-prima. Assim como pertenceu ao Criador, assim pertence agora. A criação é aquela que constrói uma intenção acima do desejo de receber.

Da Lição Diária de Cabalá de 13/05/25, Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”

O Povo De Israel Deve Cumprir A Lei Da Garantia Mútua

221.0Ao nos envolvermos com garantia mútua, devemos, antes de tudo, cumprir essa lei dentro do povo de Israel, e somente depois o mundo inteiro se juntará a nós.

Em última análise, todos, sem exceção, são obrigados a cumprir esta lei. Baal HaSulam escreve que mesmo nos estados mais avançados, chamados de “a última geração”, ainda haverá pessoas incapazes de compreender a interpretação precisa da lei “Ame o seu próximo como a si mesmo”. No entanto, elas se juntarão a ela mesmo sem consciência da necessidade do Arvut.

Mas em qualquer caso, porque na alma coletiva de Adam HaRishon existem muitos tipos de almas que diferem em caráter, profundidade, realização, compreensão e participação, então, naturalmente, para cada tipo, a realização de Arvut e a participação relativa diferirão de acordo com sua capacidade, realização e profundidade do desejo que os governa, ou que já adquiriram.

Ainda assim, é Israel — aqueles que aspiram ao Criador — que deve ser o primeiro a alcançar essa realização.

Então, como escreve Baal HaSulam, uma pequena comunidade deve ser organizada na qual todas as leis serão estabelecidas, como se fossem uma única nação. Posteriormente, mais e mais grupos devem se juntar a eles até que essa lei se torne um modelo para o mundo inteiro.

Mas, como escreve Baal HaSulam, eles se juntarão gradualmente de acordo com a compreensão da responsabilidade colocada sobre cada um daqueles que estão dentro do grupo cuja carta é Arvut.

Da Lição Diária de Cabalá 11/05/25, Escritos do Baal HaSulam, O Arvut (Garantia Mútua)