Pergunta: Depois de uma de suas palestras, via de regra, uma pessoa vem estudar a sabedoria da Cabalá toda entusiasmada. Ela sentiu algo incomum. Essa sensação dura um pouco e depois esfria. Este é o problema dela ou não?
Resposta: Não, é assim que deveria ser!
Por que eu deveria mantê-la sob minha influência? Absolutamente não! É necessário que ela comece a entender o que eu lhe disse e o que sugeri por sua própria vontade. Sob nenhuma circunstância ela deve ficar entusiasmada, porque isso será como uma droga para ela.
Ela não receberá mais nenhum sustento de mim. Na próxima vez que me encontrar, não terá mais aquela admiração e percepção inicial. Ela vai ligar a análise, a exigência do aparato conceitual, porque precisa progredir.
É como acontece com as crianças: na primeira vez conseguimos atrair uma criança, mas depois queremos envolvê-la nas ações.
Pergunta: Normalmente, aquelas pessoas que inicialmente admiram tudo se tornam “lobos experientes” mais tarde. Você olha para elas e sua inocência infantil desaparece. Mas como uma pessoa pode evitar entrar numa espécie de isolamento?
Resposta: Não posso dizer nada aqui. Você não precisa pensar em como ela deveria ser. Ela será como deveria ser. Não determinamos seus estados futuros. O que quer que aconteça com ela é como deveria funcionar.
O principal é dar-lhe informações sobre o desenvolvimento interno, sobre as oportunidades externas, o que deve fazer, como deve estudar, ler, trabalhar em grupo e disseminar – enfim, como deve absorver todo o material.
De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Narcótico Leve”, 21/01/12
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