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Mantenha Seus Atributos

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo” (Ki Tissa), 33:12-13: E Moisés disse ao Senhor: “Eis que Tu me dizes: ‘Faze subir a este povo’, porém não me fazes saber a quem hás de enviar comigo; e Tu disseste: ‘Conheço-te por teu nome, também achaste graça aos Meus olhos’. Agora, pois, se tenho achado graça aos Teus olhos, rogo-Te que me faças saber o Teu caminho, e conhecer-Te-ei, para que ache graça aos Teus olhos; e considera que esta nação é o Teu povo”.

A pessoa compreende que tem que levar todos os seus atributos ao Criador. É por esses atributos que ela forma a imagem do Criador dentro dela. O Criador não tem nenhuma imagem e Ele é revelado somente dentro da pessoa. Portanto, a pessoa é chamada de Adan, alguém que alcançou uma semelhança com o Criador.

Assim Moisés os guarda percebendo que todos os seus atributos são necessários para a realização desta imagem. Em estados anteriores nós nos agarramos firmemente a todos os nossos atributos egoístas, mas quando chegamos ao reconhecimento de que eles são o oposto do Criador, nós queremos nos livrar deles. No entanto, quando nós sentimos que eles são essenciais para nos parecermos com o Criador, nós começamos a valorizá-los.

Esta é a razão porque Moisés pede tão avidamente por seu povo, o que significa por todos os atributos egoístas, porque caso contrário ele não pode obter uma imagem completa.

O Criador suborna a pessoa com a promessa de destruir metade de seus atributos egoístas porque para assemelhar-se completamente ao Criador, basta corrigir a metade deles.

Mas a pessoa certamente não deveria parar, porque graças aos seus atributos mais egoístas, ela pode deleitar o Criador tornando-se como Ele.

De Kab TV “Segredos do Livro Eterno”, 16/09/13

Transformar O Veneno Em Remédio

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo” (Ki Tissa), 33:14-16: Disse, pois: “Irá a Minha Presença contigo para te fazer descansar”. Então Lhe disse: “Se Tua Presença não for conosco, não nos faças subir daqui. Como, pois, se saberá agora que tenho achado graça aos Teus olhos, eu e o Teu povo? Acaso não é por andares Tu conosco, de modo a sermos separados, eu e o Teu povo, de todos os povos que há sobre a face da terra”?

O Criador deve levar todos ao nível em que eles se assemelhem a Ele. Não há concessões.

A pessoa tem que reconhecer o fato de que ela não consegue se livrar de qualquer um de seus atributos, porque ela deve corrigir todos eles. Ela começa a considerar com cuidado as coisas mais egoístas que ela revela sobre si mesma, entendendo que, no final, estas devem ser invertidas. Sem anular nada, ela olha direto para seu atlas espiritual interior percebendo que a imagem correta do Criador não pode ser sem a correção absoluta de todos os seus desejos de amor e doação.

Ao mesmo tempo, a pessoa odeia esses atributos e os despreza! Ela gostaria de apagar tudo, desprender-se do seu passado, que constantemente a persegue. Ela culpa a si mesma, o Criador e todos que possa, por aquilo que ela deve passar e pelos muitos erros que cometeu em sua vida! O reconhecimento gradual de que eles eram necessários para a conquista do objetivo final, mas que aquilo que foi até agora só precisa ser corrigido, e essas ações são completamente certas, mas simplesmente precisam ser invertidas — isto já é uma grande revelação para a pessoa.

Ela não deveria culpar ninguém pelo passado, porque todos os seus pecados foram determinados intencionalmente. Eles estão nela desde o início e serão revelados em modos ainda mais selvagens. Mas eles são necessários. Ela está pronta para passar por tudo apenas para não perdê-los e ser capaz de corrigir tudo.

Pergunta: O que dá a uma pessoa a força para chegar a isso?

Resposta: A importância do Criador e o fato de que esta é a única maneira de deleitá-Lo. Suponha que eu me sento em uma mesa que o Criador arrumou para mim, que está cheia de iguarias diferentes. Cada prato diante de mim é um veneno: tem um gosto terrível, amargo e horrível! Eu tenho que mudar dentro de mim, de modo que eu vou sentir um prazer infinito ao degustar e comer algo que é nojento e, ao mesmo tempo, sentir que ele é doce porque eu recebi Dele. Tudo depende da intenção que pode transformar o veneno em remédio.

De Kab TV “Segredos do Livro Eterno” 16/09/13

O Soldado Adormece E Os Comboios Passam

Dr. Michael LaitmanDo Livro do Zohar, “O Condutor de Burros”, item 109: Todos os justos se encontram no Jardim do Éden inferior, vestidos em preciosas vestimentas, similares em qualidade e forma às que eles vestiram neste mundo, isto é, na mesma forma que as pessoas neste mundo e de acordo com as ações do homem neste mundo. Eles encontram-se lá e voam para longe através do ar, ascendendo à Assembleia no Celestial Jardim do Éden, voam para lá e banham-se no orvalho do rio puro de Afarsemon (dióspiro), então descem e voam abaixo no Jardim do Éden inferior.

Pergunta: Até agora eu não entendi qual é o benefício da leitura do Livro do Zohar. Eu o percebo como abstrato e ele não desperta qualquer emoção em mim e os meus pensamentos sobre a conexão entre nós não estão conectados ao que estamos lendo.

Resposta: Suponha que eu chequei a temperatura e descobri que o meu corpo necessita de mais calor, caso contrário ele vai ficar frio e não estará pronto para manter o metabolismo normal. Para aquecer o meu corpo eles sugerem que eu acenda um forno. O forno requer material de aquecimento, etc. Qual é a conexão entre o corte de árvores ou colocar um gasoduto e o metabolismo do meu corpo? Se perguntarmos a uma criança pequena, ela lhe dirá que não é necessário cortar árvores ou perfurar e produzir petróleo. Quem precisa desse líquido negro?

O fato é que você é como aquela criança e não vê a conexão entre as coisas. Mas os sábios Cabalistas dizem que, definitivamente, há uma conexão entre o que lemos no Zohar e a conexão entre nós. No exemplo do combustível, há uma conexão direta, uma vez que eles estão envolvidos apenas com causas externas. E aqui nós estamos falando de sua alma que você deseja corrigir. O Livro fala sobre os fenômenos mais internos que estão acontecendo dentro dele.

Quando você está no nível mais baixo, você faz algum esforço apenas para se sentar na lição e ouvir a minha voz que você odeia no momento. Você quer dormir e em vez de isso, você deve se sentar e ouvir todas essas explicações que você não entende. Mas se você investir o menor esforço, obrigando-se a ler e ouvir, o que você lê e ouve está acontecendo dentro de você. Mas esses fenômenos estão acontecendo nos mais altos estados e níveis conectados ao mundo do Infinito.

De você para o mundo do Infinito há um fio, um canal através do qual você recebe algum tipo de energia. No momento em que você mostra pelo menos um pequeno despertar de baixo, não dorme na sala de aula, não dorme durante toda a lição, mas tenta ouvir em algum grau, a transferência já está começando a agir. E todos os níveis estão nele, incluindo aqueles sobre os quais lemos no Livro do Zohar, mas eles são muito elevados. E eles são ativados por seu pequeno desejo que você pode despertar agora.

Suponha que você está pronto para olhar com apenas “meio olho”, a partir da metade de um sonho e seu cérebro está 99% adormecido. Mas isso não é importante, pois, apesar de tudo isso, você desperta o desejo e o canal começa a agir. Mesmo que esta conduta esteja selada, pelo menos algo está passando através dele. E graças a essa pequena quantidade que passa, todos os níveis sobre os quais você está lendo no Livro do Zohar começam a agir. Você olha para nós com um quarto do seu olho aberto e está conectado à leitura com um por cento de sua mente; isso não importa, pois nos níveis superiores há uma Luz que é muito mais forte e o maior desejo. E você os ativa e obriga a trabalhar.

Portanto, eu estou pronto para tolerar aqueles que estão prestes a dormir na lição porque eles ainda têm algum pequeno desejo. Enquanto isso, eles não estão cientes de que estão ativando todos os níveis elevados que são descritos no Livro do Zohar.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 25/02/14, Escritos do Baal HaSulam

Tentativas Desesperadas De Decifrar O Rav

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se um Cabalista vive em dois mundos, no mundo físico e no mundo espiritual, como o físico e o espiritual são divididos dentro de si? Será que o físico influencia as decisões e o comportamento de um Cabalista?

Resposta: De acordo com minha experiência, eu posso dizer que é impossível compreender isso de fora. Uma pessoa não vê ninguém fora de si mesma. Ele sempre vê tudo através dos seus olhos, do seu cérebro, do seu desejo de receber, do seu coração. Portanto, ela nunca vê outra pessoa como ela é, mas sim apenas através do seu filtro.

Ainda mais quando ela olha para o seu Rav, ela não consegue decifrar onde a espiritualidade e a fisicalidade estão aqui. Ela não sabe o percentual que o físico entra no espiritual com o seu Rav. O inferior não pode fazer esses cálculos em relação ao superior.

O entendimento só é possível se você tem um sistema interno “judicial” dentro de você idêntico ao que está no superior. Mas se você não tem esse sistema, como você pode julgar alguém? Portanto, isso é impossível.

É até impossível conseguir isso com você mesmo, ainda mais com outra pessoa; isso é algo completamente desconhecido. Nós só vemos as imagens que são retratadas dentro de nós. Portanto, nós precisamos ir com fé acima da razão no que diz respeito a todas as pessoas e, certamente, no que diz respeito ao Rav. Com relação ao Rav existe uma relação num nível muito mais elevado, porque, neste caso, o nosso ego retrata para nós todos os tipos de decisões, ações e pensamentos que sempre transformam tudo em nosso favor e tornam a vida mais fácil para nós.

Portanto, eu não vejo outra possibilidade além de seguir o Rav com os olhos fechados e fazer todo o possível, como é dito, “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças” (Eclesiastes 9:10). E o mesmo ocorre a respeito de um amigo, pois desta forma nós consideramos o amigo como superior, como um Rav.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/02/14, Tópico da Lição: “Professor”

“Marx Estava Certo: Cinco Maneiras Surpreendentes Que Karl Marx Previu 2014”

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (da RollingStone): “Há muita conversa no ar sobre Karl Marx nos dias de hoje… Mas poucas pessoas realmente compreendem a crítica mordaz de Marx ao capitalismo. A maioria das pessoas é vagamente consciente da previsão do economista radical de que o capitalismo seria inevitavelmente substituído pelo comunismo, mas estas pessoas muitas vezes não entendem por que ele acreditava que isso fosse verdade…

“Aqui estão cinco fatos da vida em 2014 que a análise de Marx do capitalismo previu corretamente mais de um século atrás:

1. A Grande Recessão (Natureza Caótica do Capitalismo)

A natureza inerentemente caótica e propensa a crises do capitalismo era uma parte fundamental dos escritos de Marx. Ele argumentava que o impulso implacável por lucros levaria as empresas a mecanizar seus locais de trabalho, produzindo mais e mais bens, exprimindo os salários dos trabalhadores até que eles já não pudessem comprar os produtos que criavam. Com certeza, eventos históricos modernos da Grande Depressão à bolha pontocom podem ser rastreados até ao que Marx chamou de “capital fictício” – instrumentos financeiros como ações e swaps de risco de incumprimento (credit-default swaps). Nós produzimos continuamente até simplesmente não exista ninguém para comprar os nossos produtos, nenhum novos mercado, nenhuma dívida nova. O ciclo ainda está se desenrolando diante dos nossos olhos: de um modo geral, é o que criou o crash do mercado imobiliário em 2008. Décadas de aprofundamento da desigualdade reduziu a renda, o que levou mais e mais norte-americanos a contrair uma dívida. Quando não havia mais nenhum empréstimo de subprime no esquema, toda a fachada ruiu, assim como Marx sabia que aconteceria.

2. O iPhone 5S (Apetites Imaginários). Marx alertou que a tendência do capitalismo de concentrar alto valor em produtos essencialmente arbitrários poderia com o tempo levar ao que ele chamou de ‘uma subserviência planejada e sempre calculada aos apetites desumanos, sofisticados, antinaturais e imaginários”. É uma maneira dura, mas precisa de descrever a América contemporânea, onde desfrutamos de luxo incrível e ainda somos movidos por uma necessidade constante de mais e mais coisas para comprar… Enquanto as famílias chinesas ficam doentes com câncer com nosso lixo eletrônico, megacorporações estão criando campanhas inteiras de publicidade em torno da ideia de que devemos destruir produtos perfeitamente bons sem motivo.

3. O FMI (A Globalização do Capitalismo). As ideias de Marx sobre a superprodução levou-o a prever o que agora é chamado de globalização: a expansão do capitalismo em todo o planeta em busca de novos mercados. “A necessidade de um mercado em constante expansão para os seus produtos persegue a burguesia por toda a superfície do globo”, escreveu ele. “Ela deve se aninhar em todos os lugares, instalar-se em todos os lugares, estabelecer conexões em todos os lugares”. Enquanto isto pode parecer um ponto óbvio agora, Marx escreveu essas palavras em 1848, quando a globalização estava há mais de um século de distância. E ele não estava apenas certo sobre o que acabou acontecendo no final do século XX – ele estava certo sobre por que isso aconteceu: a busca incessante de novos mercados e mão de obra barata, bem como a procura incessante por mais recursos naturais, são bestas que exigem alimentação constante.

4. Walmart (Monopólio). A teoria clássica da economia assumia que a concorrência era natural e, portanto, auto-sustentável. Marx, no entanto, argumentava que o poder de mercado seria realmente centralizado nas grandes empresas monopolistas, na medida em que as empresas depredavam cada vez mais uma a outra …Os políticos fazem um discurso de quão pequeno é o lobby que permanece das pequenas empresas e julgam o mais violento dos abusos antitruste – mas para a maior parte, nós sabemos que um grande negócio está aqui para ficar.

5. Baixos Salários, Grandes Lucros (O Exército de Reserva do Trabalho Industrial) Marx acreditava que os salários seriam diminuídos por um “exército de reserva de mão de obra”, o qual ele explicou simplesmente usando técnicas econômicas clássicas: capitalistas desejam pagar o mínimo possível pelo trabalho, e isso é mais fácil de fazer quando há muitos trabalhadores flutuando em volta. Assim, depois de uma recessão, com uma análise marxista, nós poderíamos prever que o alto desemprego iria manter os salários estagnados enquanto os lucros subiriam, porque os trabalhadores estão com muito medo do desemprego para abandonar seus terríveis trabalhos de exploração.

Em Conclusão: Marx estava errado sobre muitas coisas. A maioria de sua obra centra-se numa crítica do capitalismo, em vez de uma proposta do que substituí-lo. Mas seu trabalho ainda molda o nosso mundo de uma forma positiva. Quando ele defendeu um imposto de renda progressivo, no Manifesto Comunista, nenhum país tinha um. Agora, há apenas um país sem um imposto de renda progressivo, e é uma pequena forma de como os EUA tentam combater a desigualdade de renda. A crítica moral de Marx ao capitalismo e seus ávidos insights sobre o seu funcionamento interno e contexto histórico ainda merecem atenção. Como Robert Heilbroner L. escreve: “Portanto, nós nos voltamos a Marx não porque ele é infalível, mas porque ele é inevitável”.

Meu Comentário: A opinião de Baal HaSulam é que, seguindo o mecanismo de desenvolvimento natural, Marx observou apenas os resultados das forças positivas e negativas, ou seja, criação e destruição que são produzidas na sociedade.

Assim, ele planejou suas táticas e não prestou atenção para os fatores causais que levam a tais conseqüências. É como um médico que não presta atenção à raiz da doença e trata o paciente com base apenas em suas manifestações externas (a medicina moderna age no mesmo princípio).

Universo De Einstein

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (da Nature): “Um manuscrito que permaneceu despercebido pelos cientistas durante décadas revelou que Albert Einstein uma vez se envolveu com uma alternativa para o que hoje conhecemos como a teoria do Big Bang, propondo em vez disso que o Universo se expandiu de forma constante e eterna. O trabalho recentemente descoberto [ele foi guarado à vista nos Arquivos Albert Einstein em Jerusalém] escrito em 1931, é uma reminiscência de uma teoria defendida pelo astrofísico britânico Fred Hoyle quase 20 anos mais tarde. Einstein logo abandonou a ideia, mas o manuscrito revela sua contínua hesitação em aceitar que o universo foi criado durante um único evento explosivo”…

“O manuscrito foi provavelmente ‘um esboço que começou com entusiasmo sobre uma ideia pura, e logo foi abandonado, na medida em que o autor percebeu que estava enganando a si próprio’, diz o cosmólogo James Peebles, da Universidade de Princeton, em Nova Jersey. Não parece haver nenhum registro de Einstein ter mencionado estes cálculos novamente.

“Mas o fato de que Einstein experimentou o conceito de estado estacionário demonstra sua contínua resistência à ideia de um Big Bang, que ele primeiro achou ‘abominável’, embora outros teóricos tivessem demonstrado que é uma consequência natural de sua teoria geral da relatividade”.

Meu Comentário: Embora em minhas palestras eu sempre mencione o Big Bang como o ponto de partida do início do nosso mundo, tudo o que nós estudamos é visto apenas em relação ao homem, ao observador, que, neste caso, sente e percebe o que é sentido “em si mesmo”, em suas propriedades e, portanto, é preciso falar não sobre o mundo à nossa volta e suas mudanças, mas sobre a mudança da nossa “percepção dentro de nós mesmos” e suas mudanças, na medida em que novos Reshimot se manifestam em nós. Veja a percepção da realidade na “Introdução ao Livro do Zohar“.

Com Relação Às Encruzilhas

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 69:  Quando a pessoa aumenta o seu trabalho na interioridade da Torá e seus segredos, nessa medida ela faz com que uma virtude da interioridade do mundo – que é Israel – suba muito acima da exterioridade do mundo, que são as nações do mundo. E todas as nações reconhecerão o mérito de Israel sobre elas.

No fim das contas, se explicarmos a nossa mensagem ao mundo juntamente com o processo de desenvolvimento, tudo vai avançar de forma suave, boa e sem problemas.

Mas se não nos tornarmos um “canal” para a influência da Luz que Reforma, esta Luz irá influenciar e despertar os desejos de receber da maneira usual. Assim, as nações do mundo não vão sentir o poder do bem, da doação e do entendimento; elas não vão sentir o objetivo de nós. Em vez disso, na medida em que o desejo de receber aumentar nelas, tumultos e confrontos começarão entre elas; depois, isso vai ser dirigido ao povo de Israel em particular.

Desta forma, nós estamos numa encruzilhada: ou conseguimos transmitir ao mundo a linha de conexão com a Luz, ou como de costume, a Luz vai agir sobre o ego de cada um, e todo mundo vai realmente começar a enlouquecer, vai querer matar, “comer” o outro, até que isso aconteça ativamente…

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 02/03/14, Escritos do Baal HaSulam

Plenitude E Deficiência Num Partzuf

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que agrada mais o Criador: realizar um workshop com os amigos ou ler O Livro do Zohar juntos?

Resposta: No workshop, junto com os amigos, nós esclarecemos em nossa mente e coração as nossas deficiências e nossos vasos. Nós os despertamos e ativamos, por isso temos que discutir, sentir e invertê-los em diferentes direções. Assim, o workshop é bom e benéfico para o nosso trabalho interior. Durante o workshop de meia hora, a pessoa tem muitos pensamentos e mergulha em si mesma tentando coisas de um jeito ou de outro, sabendo e não sabendo. O workshop é a preparação de nosso vaso, nosso desejo, como se escavássemos a nós mesmos, esclarecendo o que temos dentro de nós, o que acontece conosco lá dentro.

Mas ao ler O Livro do Zohar, por um lado nós temos que sentir uma deficiência, e por outro lado uma plenitude. Durante este tempo nós estamos na fonte da Luz do Infinito, e através da nossa conexão com ela, temos que sentir que somos completos. Mas, ao mesmo tempo, temos que sentir uma deficiência, porque não conseguimos usar corretamente a Luz Infinita. Isto significa que devemos sentir essas duas coisas ao mesmo tempo.

A fim de descobrir toda a Luz do Zohar, nós temos que passar por todas as fases: Ibur (concepção), Yenika (sucção), Mochin (maturidade), e toda a escada dos níveis espirituais; só então seremos capazes de entender o que O Zohar afirma. Os autores do Zohar atingiram todos os 125 níveis e é desta altura que escreveram O Livro. Eles não escreveram do primeiro, segundo, terceiro, quinquagésimo ou septuagésimo nível, enquanto estavam avançando para o 125º nível. Primeiro eles atingiram todos os 125 níveis, e só então escreveram tudo desta altura.

Mesmo quando eles escrevem sobre níveis que são inferiores ao 125º nível, eles olham para eles e escrevem sobre eles da altura do 125º nível. É como um professor que ensina à primeira série que 1 + 1 = 2. Há uma grande diferença entre a maneira como ele compreende isso e a maneira como explica para seus alunos. Primeiro, eles ascenderam ao 125º nível e depois escreveram sobre os níveis inferiores.

Assim, mesmo durante a leitura de artigos que se referem às forças impuras (Klipot) ou ao nível mais inferior, nós ainda recebemos a Luz do Infinito através deles. Esta é realmente a altura de onde eles escreveram O Livro do Zohar. Por isso, não importa se nós estudamos uma curta passagem num nível inferior.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 25/02/14, Escritos do Baal HaSulam

Um Escudo, Nosso Caminho Seguro Para O Futuro

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a ordem das ações na aquisição de novas deficiências?

Resposta: Em primeiro lugar, nós temos que organizar um grupo e ver que criamos um determinado sistema nele. Depois nós começamos a aprender a sair do grupo para o público. No grupo nós estamos conectados de acordo com uma ideia interna, pelo nosso desejo de descobrir o Criador. Nós aprendemos este sistema a partir dos livros de Cabalá e descobrimos que deficiências devemos ter, o que exatamente vamos sentir quando descobrirmos o Criador, a força superior, e o que vamos ver e entender.

Nós aprendemos o que significa a revelação do Criador; o que significam as Luzes de NRNHY e os vasos de Keter, Hochma, Bina, Zeir Anpin e Malchut; o que são os níveis do superior e do inferior, e as fases de Ibur (concepção), Yenika (sucção) e Mochin (mente). Assim, nós nos preparamos para a revelação, recebemos o conhecimento de como atrair a Luz que Corrige, e também desenvolvemos os nossos sentimentos a fim de ansiar pela Luz que Reforma, pela correção. É assim que trabalhamos no grupo.

Mas se quisermos expandir a nossa deficiência, porque vemos que isso não é o suficiente, não podemos ficar apenas dentro do grupo. Nós podemos estudar e “estufar” desta forma entre nós por mais dez ou vinte anos e nada vai mudar. Esta é a razão pela qual o Criador abre vasos externos para nós e por isso nós vamos até eles. Nós começamos a estudar o método de educação integral, workshops, jogos, mesas redondas, etc., e assim saímos para o público.

Ao trabalhar com o público, nós realmente preenchemos o sistema espiritual que conecta os três níveis: o inferior, o superior e o superior do superior, e assim entendemos melhor o que fazemos. Nós nos incorporamos nos desejos do público e queremos ter êxito. Assim, nós sentimos um sofrimento adicional porque queremos doar às pessoas e fazê-las se sentir melhor. Nós sentimos que estamos interessados ​​nelas, visto que investimos nossos poderes nelas.

Além disso, o Criador providenciou razões diferentes para irmos ao público. Não importa se é por razões corporais ou espirituais. De alguma forma, Ele nos mostra que nós precisamos do público e que é ele o nosso escudo e o nosso caminho para o futuro. Os Cabalistas nos aconselham e a vida também nos mostra que temos que nos envolver com a disseminação. Assim, nós devemos constantemente ansiar pela expansão de nossas deficiências, no grupo e com o público, para aprofundá-las e esclarecer que forma elas devem ter e, assim, pudermos avançar.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 25/02/14

Um Grande Desejo Significa Uma Grande Intenção

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar “, Item 65: Você já sabe que existe uma relação inversa entre Luzes e vasos: nos Kelim, os superiores crescem primeiro (ver item 62), razão pela qual o primeiro era mais completo na parte prática do que o último. Mas com as Luzes, onde as inferiores entram primeiro, a última é mais completa do que a primeira.

Pergunta: Qual é o significado da “parte prática”? Ela se refere às Mitzvot (mandamentos) práticas?

Resposta: Estas são Mitzvot que realizamos entre nós no nível físico, porque nossas intenções ainda não foram suficientemente reveladas. Nós ainda não temos um desejo que seja profundo o suficiente.

A mesma coisa também é típica da evolução da humanidade. Com o tempo, nós gradualmente avançamos do trabalho físico para o trabalho mental, para áreas mais delicadas, quer se trate de mecanismos de precisão, nanotecnologia, biologia, etc.

Este já é o trabalho dos vasos pesados, aqueles que têm um grande Aviut (espessura) do desejo. Quando você resiste, há toda uma variedade de Luzes que correspondem à profundidade atual do seu ego. Você começa a trabalhar com as Luzes, com as intenções, com os vasos delicados, mas fortes, como com um feixe de laser em vez de instrumentos manuais. Até mesmo o pensamento torna-se um meio que nos permite mudar o mundo, e nós já estamos perto disso.

Antes, quando tínhamos um pequeno desejo, não conseguíamos penetrar no interior do mundo e descobrir todos os seus componentes. Sem uma grande inclinação ao mal não poderíamos dividir, classificar e organizá-lo.

Há o trabalho prático e o trabalho em nossa intenção: o primeiro é sempre em GE, enquanto o último é em AHP. Contanto que os vasos sejam puros, no nível de Aviut da fase da raiz, da fase um e dois, há uma vantagem para as ações. Em outras palavras, a intenção neste estado é chamada de uma ação. Diz-se: “Faça tudo o que estiver em seu poder”.

Essa ação não é realizada manualmente, mas a intenção é pequena. No entanto, ela não é suportada pela grande espessura do desejo e não é estabelecida acima da resistência. Eu ainda não estabeleço uma intenção oposta ao que é revelado dentro de mim.

Por outro lado, a verdadeira intenção sobe acima do desejo mais forte, no nível três e quatro de Aviut. Este é o lugar onde o verdadeiro ego está oculto, contra o qual eu tenho que trabalhar. Não é mais pouca coisa. Quando uma criança pequena obedece sua mãe mesmo quando ela não quer, é uma coisa, mas se você perguntar a um rapaz de 15 anos que já se sente maduro o suficiente e vence a mais forte resistência interior para fazê-lo, é algo totalmente diferente. Esta é a diferença entre uma ação e uma intenção, e isso tem a ver com as Mitzvot de fazer e não fazer.

Pergunta: Portanto, o que, neste sentido, são as ações físicas que realizamos no grupo: deveres, etc.?

Resposta: Essas ações também são consideradas de acordo com a intenção. Diz-se que Mitzvot não precisam de uma intenção, o que significa a intenção correta a fim de doar. Ainda assim, tudo é considerado de acordo com a intenção, mesmo que por enquanto ela seja egoísta, mas dirigida à meta.

“Eu quero chegar ao Criador”

“O que significa isso?”

“Eu não sei, ser bom”

“Mas ser bom significa a fim de doar”

“Portanto, eu quero agir a fim de doar!”

A verdade é que eu não tenho ideia do que significa doar e só digo que a quero, mas é o suficiente para fazer parte da correção.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/02/14, Escritos do Baal HaSulam