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Não Há Distúrbios Que Não Possam Ser Superados

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você diz que não há distúrbios que não possam ser superados. Então, por que há casos em que os distúrbios permanecem, apesar de tudo?

Resposta: A única razão é uma fraca conexão preliminar com o professor, o grupo e as fontes.

Não há distúrbios que não possam ser superados. Um pensamento ou desejo é sempre enviado a nós dessa forma; é possível superá-lo. O próximo nível surge diante de nós, e é possível abordá-lo, quer na forma de sofrimentos (Beito – “a seu tempo”), ou num bom caminho (Achishena – “eu vou apressá-lo”). Se formos pelo caminho do sofrimento, eles nos cercam a tal ponto que estamos prontos para superar o obstáculo que é colocado diante de nós por qualquer meio. Mas, para isso, nós pagamos com tempo e sangue.

Se vamos pelo bom caminho, nós rapidamente superamos o distúrbio, porque estamos conectados com os amigos, os livros, e o professor desde o início, e sabemos que o distúrbio vem do Criador. Nós podemos agarrar este pensamento como um buldogue e não deixa-lo ir nem por um momento: “Pelo menos, aguente um pouco mais, mais um segundo, e depois outro”.

Não pensem no que está à nossa frente! Um bom atleta sabe que tem um segundo para aguentar, em seguida, mais um segundo, e depois outro; apenas neste caso, ele terá a força. Alguém que pensa à frente não é psicologicamente forte o suficiente. Nós só temos força se pensamos sobre o momento presente e nos concentramos no tempo, no lugar e no esforço, todas as circunstâncias em um ponto.

Não é a perturbação em si, nem a sua forma, ou circunstâncias; nada depende de nós, apenas a conexão com o centro do grupo.

Acolha Todas As Condições De Progresso

Dr. Michael LaitmanPergunta: Para que o nosso pedido pela espiritualidade seja correto, nós precisamos incluir nele a conexão, a anulação mútua de um para com o outro, assim como todo o mundo para o qual podemos transmitir a nossa conexão. No que nós precisamos nos concentrar acima de tudo? Seria em nosso ataque interno?

Resposta: Nenhum ataque é necessário. Nós sempre precisamos nos fortalecer em conjunto, para que o sistema em que estamos seja integral e eterno.

Nós precisamos viver num estado de unidade e, assim, vamos entender que estamos dentro deste volume o tempo todo, que somos eternos e perfeitos! E todo o resto é desarticulado, danificado, e morto; isso nos separa da eternidade, do acoplamento perfeito entre nós. Tente imaginar onde a eternidade e a plenitude estão, onde a nossa existência está, e por que elas são diferentes, e você vai ver que estes são dois planos paralelos. Não vale a pena cair no plano inferior.

Comentário: Mas se eu não estou no ataque o tempo todo, então, aparentemente, eu caio.

Resposta: Mas não ataque. Não é necessário atacar as Klipot (forças impuras), basta entender que elas vêm para o seu bom desenvolvimento. Você pode chamar isso de um ataque, se for mais fácil para você.

Depois disso, você começa a amar as Klipot, a abençoar o mal, assim como o bem, porque tudo isso é necessário para o seu avanço. E mais do que isso, todos esses distúrbios são o motor para o nosso avanço.

Comentário: Conclui-se que nos esforçamos por causa dos distúrbios.

Resposta: Com certeza! Pois tudo isso é da nossa matéria! Isso é revelado a você cada vez mais. Imagine que o seu intelecto e o seu desejo estão se tornando muitas vezes maior, e se você usá-los corretamente, os poderes também crescem em você. É assim que você cresce.

Em nosso mundo uma criança cresce porque aceita e digere o alimento. Este processo muito complicado também é construído sobre os problemas de processamento, o qual é completamente artificial para ele.

Lute E Não Se Renda!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Durante as últimas três convenções, em especial depois delas, há um ódio do Criador, dos amigos, e do “ponto no coração” que é revelado. Como a pessoa deve trabalhar com esse ódio?

Resposta: Se possível, não trabalhe com o ódio em si em qualquer forma. Quanto mais você “mastigar” em todas as características e emoções negativas que aparecem dentro de você, mais você vai estar ligado a elas. Você vai existir mais dentro delas, e vai ser alimentado pelas forças impuras (Klipot). Portanto, você não deve permanecer nesses estados.

Eu entendo que elas são como sanguessugas que se agarram à pessoa em todas as direções e chupam seu sangue. Mas, em todos os sentidos possíveis, você deve se elevar acima de estados como estes com um desejo interno pelos amigos, pelo Criador. É proibido em qualquer circunstância permanecer com as Klipot. Isso vai começar a preenchê-lo com uma satisfação completamente diferente, oposta ao Criador, da qual será muito difícil sair depois, porque você vai começar a se acostumar com ela.

Nós somos obrigados a fazer alguma coisa! Quando sentimentos como estes aparecem, nós temos que lutar com eles. Comece a jogar, cantar, ler algo dos nossos materiais, a se envolver com o trabalho espiritual, sob qualquer forma, só não permaneça num estado oposto à abordagem, não se torne distante Dele.

De forma alguma você deve começar a cavar em qualquer ódio que apareça, de onde ele vem e para quê. Mesmo no final, isso vai lhe trazer algo bom; apesar de tudo, não há necessidade desses pensamentos. Eles são dados a você como distúrbios, então comece a trabalhar contra eles, ou seja, deixe-os em repouso. Se você estiver em algum tipo de conexão com as forças impuras, com estes pensamentos, mesmo que dentro de si você comece a amaldiçoá-las e, aparentemente, não as ama, mas está com elas o tempo todo, você as está alimentando e elas vivem dessa ação.

Pergunta: Como podemos ajudar um amigo a sair de um estado como esse?

Resposta: Arraste-o para o grupo, organize uma festa para ele, mas não fique parado se queixando do seu destino: cantem, estudem, façam algo junto. Em outras palavras ajude o amigo, não o deixe com pensamentos negativos, e com todo o seu poder tire-o deles. Este é o único caminho.

Mas se ele for contra isso, você não é obrigado a permanecer com ele, mas sim, é preciso mostrar a ele que se ele não quiser a sua ajuda, você vai abandoná-lo. Você não tem que “morrer” junto com ele.

A Escada Do Amor Ao Próximo

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Arvut” (Garantia Mútua): “Um pecador destrói muito bem”, porque já foi demonstrado (item 20) que a impressão que chega até o homem ao trabalhar com as Mitzvot entre o homem e Deus é completamente a mesma que ele obtém das Mitzvot entre o homem e o homem. Porque ele está obrigado a cumprir todas as Mitzvot Lishma (em Seu nome), sem qualquer esperança de amor-próprio, o que significa que nenhuma esperança ou brilho vem até ele através deste trabalho na forma de recompensa ou honra, etc. Aqui, neste ponto exaltado, o amor a Deus e o amor ao seu próximo se unem e se tornam realmente um (ver item 15). Assim, ele afeta certa medida de avanço na escada do amor ao próximo em todos os povos do mundo em geral.

Assim, nós vemos o quão precisas são estas condições: doação, natureza, o Criador que exige que nós atravessemos as fases da evolução do nosso ego até que nos afoguemos totalmente nele, cheios do mal egoísta em todos os quatro níveis. Além disso, a quebra que se iniciou em nossas raízes deve ser totalmente concluída e nós devemos começar a descobrir seus resultados.

Se uma pessoa realmente quer avançar na espiritualidade, ou seja, em doação, ela começa a descobrir de forma lenta e gradual que estas condições são muito difíceis, praticamente impossíveis, e, claro, insuportáveis. É porque a pessoa deve executar ações contínuas, aproveitar todas as oportunidades que recebe, e olhar para medidas adicionais de doação aos outros, como resultado do amor ao próximo. Ao mesmo tempo, ela deve se sentir feliz e exultante, apesar de seu sentimento quando na verdade lhe falta tudo!

Nós devemos entender que isso é realmente chamado de espiritualidade: não receber nenhuma recompensa, mas agir apenas para o benefício dos outros. Se fosse pelo bem do Criador, a pessoa concordaria em fazer alguma coisa, já que Ele é grande e governa tudo.

É respeitável estar conectado a Ele, estar perto Dele, e doar a Ele. Mas quando falamos em doação aos outros e não ao Criador, ou seja, qualquer pessoa neste mundo que eu preciso deleitar, fazer sentir-se bem e agradar com meus esforços, parece uma missão impossível.

Neste ponto, nós percebemos que somente a Luz Circundante pode fazer isso, pode realizar tal mudança, e que esta ação é essencial, porque eu não tenho nada e não posso escapar dela. Este é realmente o objetivo da criação e a justiça do superior, e eu preciso da ajuda do Criador, porque sem Ele eu não posso fazer nada.

No final, eu concordo e entendo que esta é a justiça superior e que é assim que deve ser, apesar do fato de que sou totalmente contra ela. Eu estou pronto para pedir constantemente que a força superior venha, me corrija e me mude, de modo que vou aparentemente deixar de existir e só vou servir toda a humanidade, os meus adversários e meus entes queridos.

Não deve haver qualquer diferença na minha atitude para com a pessoa mais humilde e a pior pessoa do mundo e minha atitude para com o Criador. Só quando eu alcançar o amor absoluto pelos seres criados eu vou alcançar o amor do Criador. Afinal, o Criador deve ser revelado entre todos.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 04/03/14

Como Eu Posso Medir O Quão Perto Estou Do Professor?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Um estudante pode pensar que ele está perto do professor, mas não estar perto; e também pode ser o contrário: ele pode pensar que está longe o professor, mas na verdade está perto dele. Como podemos medir isso?

Resposta: Nós não medimos isso de acordo com o que o aluno pensa, mas de acordo com as oportunidades que ele teve de subjugar-se contra a sua vontade e os esforços que fez em fazê-lo. A proximidade, assim como outras coisas, é medida de acordo com o esforço que é feito acima do nosso ego.

Nós só podemos medir as coisas pelo nosso ego. A medida é determinada por quanto é que eu tenho: como eu posso tomar os meus desejos e pesá-los como pesos numa balança.

Tudo depende de autoanulação. Não espere chegar a certo sistema estático resistente que foi estabilizado uma vez e que já existe. O trabalho que nós temos que fazer é contínua, constante, de acordo com três estados: submissão, diferenciação e suavização, (purificação) que é o trabalho constante do inferior no que se refere ao superior, de uma pessoa no que se refere ao grupo, de um grupo no que se refere ao professor.

Pergunta: É verdade que se uma pessoa não consegue se conectar com o seu professor quando o professor está vivo, vai ser muito difícil para ela fazê-lo depois?

Resposta: Eu não acho que seja possível fazê-lo mais tarde. Tente conectar-se ao Baal HaSulam agora ou a qualquer outro grande Cabalista! Este mundo foi criado a fim de nos permitir chegar a uma conexão corporal, a fim de sermos capazes de perceber o superior de alguma forma. Se nós não temos nenhum contato corporal com o superior, como você pode agarrá-Lo? Agora há a forma aparentemente corporal do professor diante de você, certa representação corporal com a qual você pode entrar em contato. Você já pode se conectar a essa imagem, doar ao professor e servi-lo. Assim, você adquire um lugar para ele de acordo com seus esforços. É dito que se o noivo é um grande homem e recebe um anel de presente de sua esposa, é como se ele tivesse dado a ela. Se você realmente quer servir e doar, você sente que você recebe. As mesmas relações devem existir entre os amigos, e cada um deve se sentir desta forma em relação aos outros.

Pergunta: Quando eu me conecto com o professor: antes de transcender o Machsom (barreira) ou depois?

Resposta: Você não vai transcender o Machsom se não se anular perante o professor. Nós estamos aqui para estabelecer um sistema que vai assumir uma forma acima do Machsom. Se este sistema não é formado de relações que são necessárias acima do Machsom, como você pode transcendê-lo? Você não transcende a fronteira para o mundo espiritual marchando, mas sim através das conexões entre nós, superando o Machsom que nos separa.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 27/02/14, Tópico da Lição: “Professor”

De Modo Que O Criador Irá Trabalhar Em Nós

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo” (Ki Tissa), 33:21-23: E o Senhor disse: “Eis aqui um lugar junto a mim; aqui te porás sobre a rocha. E acontecerá que, quando a Minha glória passar, pôr-te-ei numa fenda da rocha, e te cobrirei com a Minha mão, até que Eu haja passado. E, havendo Eu tirado a Minha mão, verás Minhas costas; mas a Minha face não se verá“.

“Verás minhas costas” significa que o sistema inferior pode se conectar apenas com a parte posterior (Achoraim) do sistema superior.

“A rocha” são os discernimentos no ego de uma pessoa que começam a adquirir os atributos certos e a pessoa pode se esconder neles.

A expressão “te cobrirei com Minha mão” se refere a uma ocultação especial quando a pessoa pode olhar para o superior por meio de sua parte posterior e se conectar com ele, mas num estado de ocultação por parte do Superior. Esta conexão não é realizada como resultado da doação do Alto, mas como resultado da preparação correta por parte de uma pessoa. O Criador faz tudo o resto.

Assim, todo o nosso trabalho é chamado de “obra de Deus” (Avodat Hashem), enquanto que a pessoa faz a preparação. Se a pessoa está pronta, o Criador satisfaz o seu pedido.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 16/09/13

A Estrutura Do Caos

Dr. Michael LaitmanOpinião (Max Schupbach, PhD, cofundador do primeiro Centro de Processo de Trabalho na Suíça e programas mundiais de treinamento de Processo de Trabalho): “O que no momento parece como caos tem uma estrutura clara. Os eventos que parecem estranhos, na verdade, fazem a diferença, e eles são a força motriz da mudança. Que o que é marginalizado hoje esconde futuras organizações e o futuro da comunidade”.

“Existe um significado oculto por trás dos atritos, dos problemas. Se nos tivéssemos revelado todos os detalhes: mensuráveis e imensuráveis, racionais e irracionais, lógicos e emocionais – teríamos descoberto soluções únicas que originalmente eram inerentes à situação e como é possível tornar-se criativo, atingindo o objetivo”.

“Um líder não é quem sabe tudo, mas quem pode estabelecer relacionamentos sinceros, resolver conflitos. Sua principal habilidade é a compreensão dos processos que ocorrem, amor por mudanças, trabalhando consigo mesmo”.

“Um mestre não é um status, mas o caminho, no qual os métodos que você estuda se tornarão seu modo de vida. Você deve perceber que você vai estudar ao longo da vida. Um mestre que entende seu destino, seu caminho neste planeta, tem uma direção definida, e sua tarefa é atravessá-lo e fazer com que este caminho seja útil para os outros”.

“Na tentativa de conseguir isso, você estará constantemente tropeçando, aprendendo coisas novas. Mas, ao longo do tempo, você vai aprender a aceitar tanto o sucesso quanto o fracasso como positivos. Você vai parar para apreciar quando concluir uma tarefa como pretendido ou quando ficar aborrecido se algo não acontecer, porque vai entender que o sucesso e a derrota são apenas partes de algo maior”.

Meu Comentário: É um prazer ver conclusões psicológicas que se aproximam das Cabalísticas.

Transformar Um Conjunto De Pessoas Em Um Grupo

Dr. Michael LaitmanO grupo deve ser um meio de ascensão, para alcançar o estado pequeno (doação absoluta), para alcançar a importância da meta. Estar em um grupo não significa que a pessoa só é encontrada na companhia de uma centena de pessoas. Um grupo é um sistema no qual você quer estar na linha direita, seguindo o ponto de escolha.

Antes da escolha, este ainda não é um grupo, mas simplesmente um conjunto de pessoas, como a multidão que deixou o Egito que ainda não tinha se transformado em um povo, mas era apenas uma massa. Somente depois que eles receberam a Torá, entraram em garantia mútua, então se diz sobre eles: “Hoje vocês se tornaram meu povo”.

Depois que o ego é descoberto e o Monte Sinai (“Sina” – ódio em hebraico) foi encontrado entre todos eles, pensamentos que estavam destruindo aqueles que haviam se reunido no pé da montanha, só então a pessoa sente a necessidade de um grupo.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 02/03/14

Um Misturador De Cimento

Dr. Michael LaitmanA base do grupo é a lição diária da manhã. Alguém que não se junta, pelo menos durante as horas que são convenientes para ele, simplesmente não consegue conectar-se a mim. E também a lição em si deve tornar-se uma operação de “misturar” todos nós juntos a fim de nos ver como um todo e esperar a Luz que se abrirá entre nós.

A lição deve ser muito difícil, como se estivesse em um misturador de cimento onde você deve se transformar nessa massa toda através da qual a areia, o cimento e a água são misturados até que estejam completamente conectados. Assim é como devemos sentir a lição se desenvolvendo, com grande dificuldade e com muito esforço. Se uma pessoa não sente essa dificuldade e se opõe a ela, ela não constrói o Kli, não atrai a Luz. Este esforço deve ser sentido internamente o tempo todo, com tensão e pressão.

Aderir ao Rav, ao Elyon (Superior), não indica a adesão a alguma pessoa em particular. Elyon não é uma pessoa, mas um conceito, porque dentro desta pessoa a conexão é atraída para o que é mais elevado. Portanto, eu devo esclarecer:

•Por que ele foi escolhido para ser o Elyon no que se refere mim?

• O que significa exatamente esse termo “Elyon” ao qual eu devo aderir?

• E como, através desta forma externa de adesão, pela qual eu realizo a adesão ao Elyon, vou alcançar a adesão interna com Ele?

Da 1ª Parte da Lição Diária de Cabalá  27/02/14, Tópico da Lição: “Professor”

O Rav Ensina O Grupo A Caminhar

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós sabemos que para estar conectado ao Rav (professor) só é possível mediante a realização da equivalência de forma, do mesmo desejo. Porém, muitas vezes quando o Rav nos dá alguma tarefa, de repente é claro que a pessoa não está pronta para realizá-la porque isto é contra seu entendimento e suas convicções internas. Acontece  que ela tem 1 milhão de coisas que são mais importantes, e com isso perde esta oportunidade de se conectar com seu professor. Como o grupo pode dar à pessoa o poder para agarrar esta oportunidade imediatamente e transformá-la num elo, tornando seu desejo similar ao desejo do Rav?

Resposta: Na verdade, o desejo do Rav é o desejo do grupo. É esse desejo que deve estar no grupo, mas que ainda não pode ser atingido; isto se torna o desejo do Rav.

O Rav não tem seu próprio desejo. De onde ele poderia tirar um desejo com o qual  abordar o grupo, os alunos, a lição, tudo? Ele leva o desejo geral do grupo e de acordo com isso age e se comporta. Esse não é o desejo que está no grupo no momento; pelo contrário, é esse desejo que deve estar no grupo. Portanto, ele é seu guia.

O grupo está num estado de “-1”, e o Rav o direciona para um estado de “+ 1” de modo que eles vão saber em que direção devem prosseguir. Este é o papel do guia no caminho espiritual. Seu papel não é mostrar aos alunos onde ele próprio está ou onde está o Criador; em vez disso, ele deve lhes mostrar seu estado futuro, o próximo passo. Portanto o Rav deve sentir o estado corrigido que o grupo deve atingir e mostrar aos alunos como ele deve ser. Do mesmo modo, ele deve lhes mostrar o que deve ser feito para atingir esse estado. Este é o papel do guia.

O Rav demonstra o seu melhor estado futuro a você e nada mais. Portanto, você deve concordar com ele, render-se, trabalhar para ele e ajudá-lo, porque ele está lhe mostrando sua forma futura: se quiser, aceite-o; se não quiser, então não há nenhuma razão para estudar em vão, então saia.

Os alunos nunca verão ou saberão os desejos do Rav. Mas todo seu comportamento em relação aos alunos e o grupo é determinado pelo seu nível futuro, o próximo passo deles, como mãos estendidas para um bebê que o ensina a andar passo a passo. Este conceito, este princípio, é chamado de Rav, um professor espiritual, que é um pouco maior do que os alunos. Se ele tivesse que se voltar a eles de uma altura de dois níveis, então já não haveria uma conexão entre eles e isso não lhes traria benefício.

Da 1ª Parte da Lição Diária de Cabalá 27/02/14, Tópico da Lição: “Professor”