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Aderir-se Face A Face

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu descubro o jogo que Criador joga comigo se não entendo nada e examino Seu comportamento com base no meu egoísmo?

Resposta: Em cada momento da minha vida, eu preciso avaliar meu estado não como ele é percebido em meus sentidos, mas pensar como o Criador age dentro de mim, como a mão dentro de uma luva ou de um fantoche. Isso significaria que eu me conecto com o Criador, o escravo com o mestre e quero revelar a força que age no escravo. Essa força superior é o Criador.

Eu me esforço para revelá-Lo não a partir da curiosidade inútil, como um pesquisador, e nem por ganância, como um ladrão. Eu quero ter certeza de que Ele age em tudo para o meu benefício. E se eu acho que alguma coisa não é assim, então eu tenho que corrigir a minha atitude. Assim, eu chego à adesão com Ele.

Nós temos que estar constantemente dentro dos dois princípios ao mesmo tempo, “Ninguém vai me ajudar exceto eu mesmo” e “Não há outro além Dele”. Eu executo todas as ações, e não há outro além Dele que está dentro de mim. Sua mão controladora me move desde dentro e me dirige em tudo.

Mas, ao mesmo tempo, enquanto eu obedeço a Ele em tudo, eu sou como um cavalo que é como um com o cavaleiro, e executo o meu trabalho por mim mesmo. Eu tenho muitas perguntas, pensamentos e dúvidas que me lançam de um lado para o outro, mas nós com o Criador, eu tenho que alcançar o estado no qual não interferimos um com o outro. Ele vai me manejar com Sua mão da maneira que Lhe agrada, e eu me sentirei completamente livre como se Ele não me controlasse.

Nós achamos difícil de entender como esta separação é possível, mas não há nenhuma distância entre estes dois conceitos. Portanto, você deve entender o que significa união. Eu atuo 100% por mim mesmo, o Criador atua 100% em mim e, ao mesmo tempo, não interferimos um com o outro e participamos juntos em cada ação, sincronizados de forma ideal. Isso é chamado de adesão.

Eu não estou desistindo dos meus sentidos e mente, mas utilizo-os plenamente, com todo meu julgamento crítico. Eu não me anulo para que o Criador faça comigo o Ele quiser. Só então é chamado aderir-se face a face.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/07/13, Escritos do Baal HaSulam

Morrer Para Dar Vida Ao Próximo Nível

Dr. Michael LaitmanQuem ferir um homem, de modo que este morra, certamente será morto. Porém se lhe não armou cilada, mas Deus lhe entregou nas mãos, eu indicarei a você um lugar para onde ele fugirá (A Torá, “Êxodo”, 21,12-13).

Pergunta: Há um grande debate a nível corporal com respeito a matar um homem e sobre se devemos condenar um assassino à morte ou não. Cada estado tem suas próprias leis. Há estados que têm pena de morte e há estados que não. A Torá diz claramente, “quem ferir um homem, de modo que este morra, certamente será morto”.

Resposta: No nível corporal você deve primeiro provar que um crime foi cometido intencionalmente, se foi um assassinato premeditado e se há provas de que a pessoa realmente morreu de certo golpe, etc. Talvez houvesse espaço para tais casos antigamente, já que é uma indicação do nível moral de uma sociedade e que, em princípio, não deveria nem poderia acontecer.

Não havia tais casos em que a pessoa era forçada a matar alguém, e como resultado o assassino e a vítima tinham que ser condenados à morte. Neste caso, deve haver um desejo egoísta tão grande dos dois lados, de modo que o Criador providencie isso para eles, e como resultado ambos seriam mortos. Se houvesse uma sentença de morte a cada setenta anos, isso era considerado uma coisa horrível.

Em termos espirituais, em nossa réplica interna, isso significa que um desejo anula outro desejo, já que eles não podem coexistir na sua forma atual e se complementar num ato espiritual. Por conseguinte, ambos devem morrer.

Um desejo mata o outro desejo, anula-o e também desaparece, e parece haver uma destruição dos dois. Nada desaparece assim à toa. A anulação mútua de ambos os desejos está criando espaço, já que eles não podem coexistir sendo tão opostos entre si. No nível seguinte, eles nascem na forma de um desejo unificado e crescem juntos. Isso é uma correção. Nós devemos entender que cada ação é um ato de correção. Não é ruim de nenhuma forma como percebemos egoisticamente. Se no nível corporal uma pessoa mata outra por acaso (como percebemos egoisticamente), uma determinada ação acontece e ela é punida em conformidade.

No entanto, no nível espiritual isso se refere a dois desejos opostos, entre os quais não pode haver uma linha média, e eles devem se anular mutuamente. Mas esta anulação é o começo do próximo nível, da linha do meio, e cresce a partir daí.

Esses dois desejos estão dentro de mim para que eu não possa destruir um sem destruir o outro. Eu quero matar o desejo egoísta dentro de mim e faço isso com a ajuda do desejo altruísta, que também desaparece neste desejo, já que ele não pode existir se não for compatível com o desejo egoísta; o positivo não existe sem o negativo.

Há um desejo altruísta em contraste com todos os desejos egoístas, e o movimento em direção à linha média que está entre eles é sempre em tais pares. Mas é impossível se conectar na própria linha média neste estado, e assim eles se destroem e se transformam num vácuo do qual se origina o próximo nível. Este vácuo é físico; é um estado físico, um tamanho, um objeto.

Pergunta: Você é a favor ou contra a pena de morte no mundo corporal?

Resposta: Acredito que nós podemos corrigir o mundo: todo mundo! Aliás, esta é a lei da qual a Torá fala. Se você pode corrigir certo desejo, sob nenhuma circunstância você deve matá-lo. Morte, assassinato, incluindo a nossa morte, é uma das ações de correção.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 11/03/13

Dois Níveis De Desejo: Pai E Filha

Dr. Michael LaitmanE se um homem vender sua filha para ser serva, ela não sairá como saem os servos”. (Torá, Êxodo 21:7)

A Torá fala apenas sobre a correção dos desejos. A escravidão é quando um desejo pertence a outro desejo mais forte que pode corrigi-lo. Assim, nos tempos antigos as pessoas viviam uma vida coletiva, social.

“Minha filha” representa os desejos que eu descubro, mas que não posso corrigir sozinho. Eu não posso me casar com minha filha; eu não posso gerar os próximos níveis da minha descendência. Assim, desenvolvendo meus desejos, eu não me conecto aos desejos chamados “filha” como um pai, eu não venho até ela com minha Masach (tela), já que outra Masach tem que controlá-la, outro desejo. Isso significa que ela pertence a outro. Eu a vendo para que ela passe a pertencer a outra pessoa.

Portanto, diz-se que “ela não deve sair como os servos saem”, já que o desejo feminino deve pertencer somente a onde está Bina.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 11/03/13

Eu Estou Pedindo Pelos Meus Irmãos

Dr. Michael LaitmanQuando todo mundo anula o seu ego e tenta se conectar com os outros, isso significa que todos estão tentando ser incorporados entre si. É claro, nós descobrimos no caminho que é impossível ser incorporado e alcançar a conexão por nós mesmos, e, então, uma oração nasce em nós.

Todos devem chegar a certo grau de doação aos outros e ser incorporado neles, mas no final, todos devem alcançar o nível de “Jacó”, que é chamado a linha média. Graças aos nossos esforços coletivos, nós alcançamos nossa raiz, a rede que conecta todos nós. Isso é chamado de querer doar a Malchut desde Yesod.

Quando nós chegarmos a este estado, elevamos MAN, uma oração, para que a Luz Circundante nos conecte corretamente. Em seguida, sob a influência de Yesod em Malchut, nós chegamos a Keter, e, então, o Criador é revelado em nossos vasos.

Neste processo, nós nos conectamos numa Sefira de Yesod, a partir de todas as diferentes Sefirot que representam cada um de nós à medida que todos se anulam. Através da anulação geral, nós alcançamos Malchut e doamos a ela, e através disso nos tornamos um vaso para receber a Luz de Keter, o que significa que alcançamos a realização do nível de Keter.

Este processo inclui toda a realidade até o final da correção, mas a nossa missão agora é que cada um de nós tente subir acima de si mesmo e seja incorporado nos outros. Através disso, nós somos incorporados no esforço coletivo. Esta deve ser a nossa preparação agora antes da Convenção. Neste esforço coletivo, nós descobrimos a oração coletiva onde todo mundo está ciente, compreende e sente o esforço dos amigos que desejam se conectar, e quer ajudá-los.

Eu sinto que grande desejo eles têm de se conectar para doar ao Criador. Portanto, como está escrito, “pelo bem de meus irmãos e companheiros, agora vou dizer: ‘Que a paz esteja dentro deles'”. Isso significa que eu peço pelos amigos, para que eles alcancem o vaso corrigido no qual serão capazes de doar ao Criador.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/07/13, Escritos do Rabash

A Porta Fechada Como Desculpa Para Entrar

Dr. Michael LaitmanMesmo se nós soubéssemos que há apenas uma força que age em nossas vidas, apesar de tudo isso, se nós víssemos alguma coisa que não gostamos, nós experimentaríamos algo indesejável, esquecendo imediatamente que nossa visão, nossos pensamentos, nossos desejos e nossas emoções são gerenciados e moldados pelo Criador. Pelo contrário, nós pensamos que somos independentes.

Algum sentimento, ação ou pensamento que seja excepcional e não corresponda às minhas expectativas, é suficiente para que eu não mais esteja pronto para ligar o evento ao Criador. Eu só posso manter a conexão com Ele se eu pensar bem Dele, e inversamente, no momento em que penso mal Dele, isso nos separa; então eu penso em outra força e atribuo isso a outras pessoas, a mim mesmo, à natureza, mas não à Fonte única.

No entanto, mais tarde eu volto novamente a pensar no único poder que atua em tudo. Assim é como nós aprendemos a conectar todos os estados e tudo ao Criador. Ele desperta vários estados desagradáveis dentro de nós, para que, apesar ou acima da separação, nós nos conectemos a Ele, para que não sejamos dependentes de nossos sentimentos, de nossa compreensão, mas desejemos nos conectar à Sua emoção e poder.

Uma pessoa não tem outra correção, exceto atribuir todos os momentos pelos quais ela passa agora e no futuro diretamente ao Criador. Desta forma, ela justifica a criação, porque todos os mundos e todos os tempos foram criados apenas para dar forma dentro dela ao sentimento do Criador. Tudo é concebido apenas para nos dirigir à descoberta do Criador.

Nós supomos que a realidade atual oculta o Criador de nós. No entanto, isso não é assim, porque, se nos relacionamos corretamente com tudo o que está acontecendo, em vez de com uma realidade que se oculta, nós vemos uma realidade que se revela. Tudo depende especificamente do nosso relacionamento para com isso. É precisamente através da ajuda dos poderes da repulsa que podemos avançar.

Por conseguinte, a sabedoria da Cabalá divide as pessoas em “ímpios” e “justos”. Sempre que o ímpio rejeita, o justo avança, porque ele quer justificar que tudo o que acontece com ele é feito para o seu avanço.

O objetivo principal de uma pessoa é chegar à sensação da realidade do Criador que preenche tudo, a única força que atua em todo o sistema, em toda a realidade. Cabe à pessoa investir toda sua energia nisto sem envolvimento em qualquer outra coisa, sem se confundir com outras metas.

Sentir o Criador significa adquirir a força de doação. Assim, não vale a pena pensar em mais nada, porque a recompensa por todos os nossos esforços ao longo da vida é que em cada momento nesta realidade nós temos o privilégio de estar com o poder de doação, através do qual podemos começar a compreender e sentir o Criador. Nós O vemos como o doador.

Para que a pessoa aborde esta questão corretamente, ela não existe sozinha. Em vez disso, ela se encontra no âmbito dos sistemas sociais que irão ajudá-la. Não é por acaso que, ao longo da história, as pessoas se reuniram em vilas, cidades e nações; e hoje elas estão misturadas em determinadas unidades sociais.

No entanto, existe um tipo de conexão que nós devemos construir artificialmente. Ao contrário de outras formas, ela não é derivada do processo evolutivo natural, embora sem ela, o progresso seja impossível. Nós estamos falando de uma única sociedade ou grupo em que, especificamente, dentro dele, nós precisamos ver as mudanças pelas quais passamos no caminho para o Criador.

Além disso, Rabash escreve que, apesar de eu ver os rostos das pessoas ao meu redor, eu devo crer que o Criador está por trás deles, que Ele faz todas essas ações, obrigando-as a fazer o que estou vendo. Algumas sorriem, choram, gritam ou dão gargalhadas para mim; isso não importa. Cabe a eu ver o Criador em tudo isso, apresentando-Se a mim desta forma. Na vida normal, através do ambiente, eu devo penetrar através deles na fonte que os governa.

O Criador faz tudo, escreve Rabash, mas a pessoa julga de acordo com o que seus olhos veem, de acordo com o comportamento, de acordo com as faces, de acordo com as leis da natureza e assim por diante, e não de acordo com sua crença.

Estando entre bilhões de pessoas, eu devo entender que tudo o que está acontecendo, desde as notícias mundiais até os eventos menores a minha volta, é uma apresentação do Criador para mim. Isso é o que eu preciso entender e aceitar, para tentar descobrir a boa vontade por trás das “cortinas”, para me aproximar Dele, para descobri-Lo apesar de todo este “teatro”.

Rabash continua e diz que alguém que vê o rosto de seu amigo está, na verdade, vendo o Criador. Fora do seu corpo, existe somente o Criador. Então, nesse sentido, a pessoa é a verdadeira criatura.

Especificamente, eu sou a criatura, e tudo o mais é a parte do Criador que quer que eu me sinta separado de Sua realidade através disso. No entanto, além de mim, só Ele preenche tudo. Dessa forma, eu vejo diante de mim o Criador, a Luz superior, e todas as formas que Ele recebe são desenhadas pelo meu ego, dividindo-O em partes com diferentes formas e tamanhos. No final, eles retratam diante de mim as várias partes da natureza: inanimada, vegetal, animal ou humana.

Além disso, o Criador preenche tudo, e, portanto, se eu estou mentindo para um amigo, eu estou mentindo para o Criador. Se eu machuco um amigo, eu machuco o Criador. Se me relaciono com os amigos substantivamente, eu posso avançar rapidamente para uma correta compreensão. O mundo inteiro será visto por mim como inteiro, perfeito e sujeito a uma maior orientação, de que tudo é direcionado para me levar à Raiz.

Se for assim, então não há realmente quaisquer outras pessoas em toda a realidade. Há apenas eu e o Criador. Todos os outros componentes agem na capacidade de um elo, um “intermediário”, um adaptador entre nós.

Portanto, Baal HaSulam escreve que, antes de cada ação, eu devo dizer a mim mesmo que estou agindo de forma independente e que o sucesso depende de mim, e após a ação, eu devo compreender e me responsabilizar pelo que aconteceu. Eu devo tentar compreender que tudo foi construído desde o início pelo Criador. O resultado era conhecido desde o início. Portanto, depende de mim aceitar tudo incondicionalmente, pois isso foi estabelecido desta forma desde o início.

No entanto, é proibido declarar que tudo era conhecido desde o início e que não há nenhuma necessidade em fazer algo. Se nós aceitamos a conduta do Criador sem realizar as ações, apenas porque é possível atribuí-las a Ele, então nós não mudamos. Assim, nós vemos o mesmo resultado em uma forma diferente, pois se eu não estou mudado, eu me sento com os braços cruzados ou faço algo sem ligação com a minha independência e sigo o “redirecionamento” do Criador; seguindo, então eu avanço através do sofrimento e golpes.

No entanto, se por trás da conduta do Criador, eu dedico tempo para agir por conta própria, e depois levo tudo de volta à “autoridade suprema”, ao Criador, se eu ajo a fim de igualar a minha participação a participação Dele, então assim, eu sou mudado. Num salto, eu me elevo a um novo nível por meio do “eu vou acelerá-lo”.

Esta é toda a diferença. O mundo passa por muito sofrimento porque quer mudar algo por conta própria. A mudança é necessária, mas a outra metade está faltando, e isso é o que nós queremos explicar à humanidade.

Da Convenção em Nova Jersey 11/05/13, Lição 3

A Deficiência É A Recompensa

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu posso medir a minha disponibilidade para a Convenção em São Petersburgo?

Resposta: De acordo com o nível de sofrimento que você sente. Afinal de contas, eu sofro quando me falta algo importante.

Eu vejo um carro de luxo na vitrine de uma loja, um reluzente Rolls Royce que custa um milhão de dólares, o tipo de carro que atrai a atenção de todos na rua e pára o trânsito. Ele está na minha frente, eu sou cativado por ele e sinto que a minha vida não tem sentido sem ele. Eu peço às pessoas para me ajudar a levantar um milhão de dólares. Peço-lhes para me ajudar tanto quanto podem…

Eu não durmo à noite, não consigo comer, beber ou relaxar por causa da imagem do veículo brilhante: “Eu preferia morrer a viver sem o Rolls Royce”. Eu sofro desesperadamente quando vejo o meu carro dos sonhos através da janela que nos separa.

Então, o que eu deveria fazer? Quebrar a janela? Começar uma revolução e dividir a propriedade de todos? Roubar um banco? Eu olho para diferentes soluções para que eu possa comprar o que me falta. É porque eu tenho uma forte sensação de que esta é a única coisa que me falta.

É de acordo com tal tristeza que nós medimos a nossa preparação com a Convenção, mas no nosso caso, não basta. Eu também preciso de um ponto no coração, a centelha no ego em relação a qual eu meço o objetivo pelo qual os amigos e eu ansiamos. A centelha ilumina o objetivo sublime e maravilhoso, e embora eu realmente anseie por ele, eu não quero borrar ou apagá-lo. Ao contrário, eu tenho certeza de que ele vai ser meu e que vou alcançá-lo. Portanto, eu estou cheio de alegria, juntamente com o sentimento de tristeza.

A combinação de tristeza e alegria é a linha do meio que tenho que formar. Então eu meço a minha preparação de acordo com o nível de tristeza que sinto, como resultado de não ter alcançado o que quero. Eu verifico a tristeza que sinto no meu coração, no meu ego, a partir do ponto no coração.

Portanto, antes da Convenção de São Petersburgo, nós colocamos uma grande ênfase não na grandeza do objetivo, mas na preparação que determina a recompensa. Você receberá exatamente o que preparou.

Na vida comum, nós levamos o vaso à fonte de água e o enchemos. Na espiritualidade é diferente; lá você receberá exatamente o que preparou. Seu vaso se torna o enchimento (a satisfação) e você não pede mais nada. O anseio, a deficiência, o desejo pelo objetivo é que satisfaz você. Não há nenhuma alteração no exterior e nada entra em você; a deficiência torna-se a recompensa. A preparação molda a deficiência de tal forma que se torna o enchimento.

Quais são esses truques? Um vaso vazio em troca de nossos esforços?

Não, ele não está mais vazio, está na verdade cheio… Isso é doação.

Baal HaSulam fala sobre isso na Carta n º 19: “Durante a preparação, a beleza e a graça surgem e a essência da perfeição pela qual a pessoa anseia e almeja. No entanto, no momento da correção, quando ‘a terra se encherá do conhecimento do Senhor’, então, ‘eu vou ver um mundo oposto’, porque só o temor e o anseio são a essência da perfeição desejada. Então, a pessoa sente que durante o tempo de preparação, ela estava mentindo para si mesma”.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/07/13: “Todos Me conhecerão, do Menor ao Maior Deles”

A Raiva Retarda A Digestão Dos Alimentos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como você pode explicar o que Rambam diz: “Nunca coma quando você está com raiva”?

Resposta: Se uma pessoa está com raiva, enquanto ela come, os sistemas internos são ativados e queimam tudo, levando a um curto-circuito interno. Portanto, o alimento não é digerido. É porque a pessoa acrescenta interrupções suplementares no processo de digestão. Se ela está com raiva durante uma refeição, é uma interrupção. A raiva é digerida no sangue e a pessoa queima a comida em vez de absorvê-la corretamente.

Além disso, neste estado, ela não consegue mastigar e engolir os alimentos corretamente. É difícil mastigar o número certo de vezes. A pessoa tem que mastigar a comida por uma média de 32 vezes e, se não, então pelo menos 14.

Quem pode mastigar a comida 14 vezes enquanto se concentra antes de engolir a comida? Se nós não fizermos isso, vamos engolir veneno. Tudo está mutuamente conectado.

Além disso, os idosos, as mulheres, as crianças, e os homens precisam uma densidade diferente de comida, de acordo com a sua saúde, seu caráter e seu estado interior.

Se eu sou velho e tenho dentes fracos, eu preciso do alimento certo, já que não posso sequer mastigar folhas verdes com os meus dentes. Isto significa que ele deve ser triturado primeiro ou ser outro tipo de alimento. As pessoas mais velhas não precisam de dentadura por natureza. Elas precisam do alimento certo que seu estômago e os sistemas corporais precisam, um tipo totalmente diferente de alimento. É impossível servir a uma pessoa idosa um pedaço de carne, se ela não tem dentes. Então, ela precisa de comida macia e menos condensada que seja cozida por mais tempo e moída, uma vez seu estômago não pode tolerar qualquer outra coisa.

Curiosamente, as tribos primitivas consumiam principalmente comida cozida. O homem civilizado moderno acredita que tudo tem que ser suculento, verde, natural e não transformados, direto do campo, enquanto diferentes tribos costumavam processar tudo. Além disso, elas cozinhavam os alimentos de uma forma que parecia destruir todos os elementos benéficos nela, mas elas viviam uma vida muito longa, o que é muito interessante.

De KabTV “A Medicina do Futuro”, 07/04/ 13

Por Que Nós Descemos Das Árvores?

Dr. Michael LaitmanPergunta: As pessoas dizem que não se deve consumir comida estragada.

Resposta: O homem moderno perdeu esse sentimento. Eu conheço pessoas que mantêm animais em casa, e, se eles comem a comida, então o dono também pode comê-la. Esta é a forma como foi durante guerras ou em tempos de pragas. Se um cão bebia água, isso significava que as pessoas podiam beber também. É porque um cão é um animal e a pessoa também é um animal, mas falta-lhe o sentido que tem o cão. Ela o perdeu há muito tempo ou só tem restos destes sentidos naturais.

Não é nem mesmo o sentido do olfato. Um cão vê outro cão, lambe sua urina e já sabe tudo sobre ele, se ele deve entrar em contato com ele e quando. Nós, por outro lado, precisamos de um laboratório inteiro, 500 testes, e ainda não sabemos nada sobre o outro. Um cão sabe tudo, se outro cão é o parceiro ideal para ele ou não, o seu caráter, e se ele é amigo ou inimigo. O animal determina o estado da mente do proprietário e o seu humor de acordo com o seu cheiro, sentindo as vibrações. Nós perdemos essa capacidade há muito tempo.

Durante o processo de nossa evolução, nós nos afastamos da natureza. Antes nós estávamos habituados a viver nas árvores, e como macacos, sentíamos e sabíamos tudo o que precisávamos. Depois, nós descemos das árvores para o chão uma vez que já precisávamos de alimentos proteicos e não apenas comida vegetariana, a fim de desenvolver o nosso cérebro. No final, nós perdemos muitas funções que são necessárias para uma existência natural.

Os animais também perderam estas funções, especialmente aqueles que vivem perto de nós. Hoje em dia, como resultado da poluição ambiental em todo o mundo, os pobres animais se alimentam principalmente do jogamos fora, de modo que eles também perdem gradualmente as suas propriedades.

Visto que o programa geral de criação é levar o homem a um determinado estado em que ele vai subir os níveis mentais e espirituais até o nível do Criador, tudo está certamente destinado a isso. Portanto, nós certamente precisamos sacrificar alguma coisa, o que significa nos afastar do estado animal e permanecer nele apenas no corpo físico nominal e continuar a desenvolver tudo o resto em direção ao próximo estado, o nível do “ser humano”.

De KabTV “A Medicina do Futuro”, 07/04/ 13

“Seres Humanos: A Verdadeira Ameaça À Vida Na Terra”

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (do The Guardian): “A Terra é o lar de milhões de espécies. Apenas uma domina. Nós. Nossa inteligência, a nossa criatividade e nossas atividades têm modificado quase todas as partes do nosso planeta. Na verdade, nós estamos tendo um impacto profundo sobre ele. Na verdade, a nossa inteligência, a nossa criatividade e nossas atividades são agora as condutoras de todos os problemas globais que enfrentamos. E cada um desses problemas está se acelerando à medida que continuamos a crescer em direção a uma população global de 10 bilhões. Na verdade, eu acredito que nós podemos justamente chamar a situação em que estamos agora de emergência: uma emergência planetária sem precedentes”.

“Nós, seres humanos, emergimos como uma espécie cerca de 200.000 anos atrás. Em tempo geológico, isso é incrivelmente recente. Apenas 10 mil anos atrás, havia um milhão de nós. Em 1800, pouco mais de 200 anos atrás, havia 1 bilhão de nós. Em 1960, 50 anos atrás, havia 3 bilhões de nós. Existem hoje mais de 7 bilhões de nós. Em 2050, seus filhos, ou os filhos de seus filhos, estarão vivendo num planeta com pelo menos 9 bilhões de outras pessoas. Algum dia no final deste século, haverá pelo menos 10 bilhões de nós. Possivelmente mais.

“Nós chegamos onde estamos agora através de uma série de ‘eventos’ que deram à civilização e à sociedade, mais notadamente a revolução agrícola, a revolução científica, a revolução industrial e – no Ocidente – a revolução da saúde pública”…

“Até este ponto sinais iniciais das consequências do nosso crescimento foram começando a aparecer. …Existem agora mais de 7 bilhões de pessoas na Terra. Como nossos números continuam a crescer, nós continuamos a aumentar a nossa necessidade por muito mais água, muito mais comida, muito mais terra, muito mais transporte e muito mais energia. Como resultado, nós estamos acelerando o ritmo em que estamos mudando nosso clima. Na verdade, nossas atividades não estão apenas totalmente interligadas mas agora também interagem com o sistema complexo em que vivemos: a Terra. É importante entender como tudo isso está conectado”. …

“A única solução que nos resta é mudar o nosso comportamento, de forma radical e global, em todos os níveis”.

Meu Comentário: É gratificante ver como a consciência das questões muda. A causa está se tornando mais óbvia: o ser humano; ele deve mudar seu comportamento! Mas como? Não há outro método, exceto a educação e a formação integral! Isso ocorre porque, ao fazer isso, a pessoa atrai a influência da Luz superior sobre eles, mesmo que ela não tenha nada a ver com a Cabalá. Por suas ações de subir acima da sua natureza, ela avança em direção às propriedades da Luz. Assim, ela atrai a influência da Luz sobre si mesma.

Equilibrar O Corpo É Equilibrar O Mundo

Dr. Michael LaitmanRambam, Mishne Torah, Capítulo 4, Lei 1: A pessoa deve comer apenas quando está com fome e beber só quando está com sede. Ela também não deve atrasar a micção ou a defecação um minuto sequer.

Todos os resíduos do corpo (saliva, suor, e secreções naturais) devem ser constantemente secretados pelo corpo, por isso a pessoa não deve se conter quando sente o desejo do corpo de secretar esses resíduos.

Além disso, a pessoa também deve se livrar da tensão nervosa e de seus impulsos emocionais. Se você não consegue ficar parado, não se sente, se você não pode ficar de pé, não fique, se você tem que correr, corra. Isso significa que você não deve construir quaisquer tensões e não deve acumular quaisquer resíduos, sejam espirituais, morais, físicos ou mentais.

Isto é muito importante, pois a pessoa deve trabalhar em si mesma, a fim de se equilibrar totalmente. Em geral, se ela pensa seriamente no autoequilíbrio, ela pensa na adesão com o Criador, em como se conectar corretamente com o mundo ao seu redor.

Nós devemos ser compatíveis com o equilíbrio geral de todo o sistema global, de todo o mundo, de todo o universo. A fim de fazer isso, nós precisamos primeiro receber conhecimento especial. Rambam estava certamente nesse nível, enquanto que o homem moderno não sabe nada sobre isso.

Pessoas que viveram milhares de anos atrás tinham um mecanismo naturalmente equilibrado, de modo que ele automaticamente evocava nelas o desejo de certas ações e não outras que as equilibrava com a natureza.

Elas dormiam numa determinada posição e em certas horas, se elas tinham constipação, comiam ervas especiais e, portanto, se equilibravam em relação aos métodos naturais. Elas faziam isso de forma instintiva, internamente, como os animais fazem.

No entanto, na medida em que o ego cresce, a pessoa se afasta e se desprende do estado animal natural. O homem construiu um ambiente artificial e parou de sentir o equilíbrio natural com a natureza, com aqueles ao seu redor, consigo mesmo, em si mesmo, causando assim grandes tensões corporais internas e está contendo todas as secreções dentro dela: as mentais, morais, físicas e fisiológicas. Isto leva a um bloqueio e ao envenenamento de todos os organismos. Diferentes “venenos” são criados na forma de maus pensamentos e más relações começando no nível das células em diante, uma vez que tudo é um único sistema.

De KabTV “A Medicina do Futuro”, 07/04/ 13