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O Privilégio De Ser Feliz Doando


De uma lição do Rabash: Nós estudamos que devemos estar em equivalência de forma. O que é a equivalência de forma? Assim como o Criador doa, nós devemos doar. Esta é a equivalência de forma. Quando nós temos que doar, nós não temos amor próprio, nós choramos. Dói ter que fazer isso. O Criador doa, e a questão é: será que Ele tem prazer nisso ou não há prazer para quem doa? Portanto, não há equivalência de forma! Portanto, deve haver prazer quando doamos, caso contrário, não há equivalência de forma. Você pode doar sem dor; doar, eu não preciso da sua dor, apenas doar.

Desfrutar da doação, quem dá isso a você? Ele quer trabalhar, o corpo não quer! Não é que eu precise sofrer, não há escolha, o corpo não quer trabalhar. Por que eu deveria sofrer, eu não quero sofrer. Eu preciso do esforço! Esta não é uma condição! A pessoa que não sente o esforço, isso é sinal de que sua intenção é para receber, não para doar. O corpo não concorda em doar.

Você nunca deve ansiar por coisas ruins. Se for necessário sentir as diferentes mudanças, elas virão por si mesmas. A pessoa não deve pensar numa descida, mas sempre ansiar por uma subida, tanto em seus sentimentos quanto em seus pensamentos: a bondade, adesão, conexão e integridade. Mas, ao mesmo tempo, ela deve avaliar a si mesma criticamente, entendendo que se não há nada dentro dela que tenha como objetivo a doação, isso é sinal de que há uma questão egoísta aqui. Se a pessoa consegue avançar alegremente e sem esforço, é sinal claro de que ela faz isso egoisticamente, a fim de receber. Só quando ele receber acima da força de doação, ela será capaz de doar e ao mesmo tempo ser feliz.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 01/04/12

Sinais De Um Período De Transição

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você disse que uma pessoa é como uma célula cancerosa no corpo da natureza. Há quanto tempo isso ocorre?

Resposta: O nosso egoísmo se desenvolve gradualmente e nós já atravessamos algumas etapas de seu desenvolvimento. Do século V A.C. até o século V D.C., a humanidade se desenvolveu em sua aspiração pela riqueza. Do século V ao XV a humanidade se desenvolveu em sua aspiração pelo poder. Do século XV ao final do século XX o desenvolvimento foi na aspiração pelo conhecimento. Estas são as tendências prevalecentes.

No início do século XX, um acadêmico chamado Vernadsky definiu o nosso desenvolvimento como final, dirigindo-se a uma noosfera ou equilíbrio com a natureza. Mais tarde, essa idéia foi abraçada por muitos outros cientistas. Esta pesquisa foi continuada pelo famoso Clube de Roma e mais tarde outros ramos apareceram.

Basicamente, o egoísmo terminou o seu desenvolvimento na década de 1960 durante o nascimento de uma nova cultura entre os jovens: o desapego da vida, a geração “Beatles”, os hippies ou “paz e amor”, e assim por diante. Este foi o início de um ceticismo interior, o que significava que a nova geração não queria nem achava necessário esforçar-se constantemente para frente devido ao fato de que se sentia vazia.

Nós estamos constantemente nos desenvolvendo sob a influência de nossos desejos. Afinal, a pessoa é um desejo. Nós não sabemos o que fazer quando nossos desejos por riqueza, fama, ou conhecimento se esgotam e, de repente, sentimos que já não recebemos a satisfação necessária para eles.

É quando surge a depressão. Isto é o que nós vemos agora em nossa sociedade: taxas crescentes de suicídios, as famílias se desintegram, uma atitude desinteressada das crianças e assim por diante. Este é um período de transição, que deve ser relativamente rápido. Nós estamos no meio de uma séria aceleração do desenvolvimento.

Da Palestra na Universidade Šiauliai, Lituânia, 22/03/12

O Bastão Vai Nos Ajudar A Não Tropeçar Ao Longo Do Caminho

Dr. Michael LaitmanExistem os termos “vara” e “serpente”. Se eu sempre tento manter o Criador acima e eu abaixo, então isso é uma vara; se ela estiver abaixo em sua importância (mesma raiz em hebraico) então ela me apóia no caminho. Mas se eu não trabalho dessa forma e meu desejo egoísta toma todas as decisões, isso significa que eu jogo a vara no chão e ela se transforma numa serpente. Então, eu estou sob o controle do meu ego.

A pessoa deve verificar constantemente para ter certeza que não é uma divisória no mar da Luz; assim ela se anula, se rende e é incluída na Luz. Ela deve verificar constantemente a si mesma dessa forma e ver a si mesma em relação aos amigos e o grupo. Eles garantem que você não vai começar a imaginar que está completamente corrigido, completamente justo. É por isso que nós recebemos um método específico de medição, para que possamos sempre avaliar e verificar corretamente onde estamos em relação ao grupo.

Eu devo verificar constantemente se sou “transparente” em relação ao grupo, de modo a não perturbá-lo, mas participar dele. Assim, eu construo relações equilibradas e iguais. Neste caso, eu sempre encontro algo no trabalho que vai me manter em equilíbrio com a Luz superior. Isso vai continuar até que todo este trabalho se torne um hábito para mim, e eu comece a sentir a Luz superior permanentemente.

Este trabalho é feito no “exílio”, quando não sentimos a grandeza do Criador, mas apenas queremos imaginar sua grandeza, a grandeza do atributo de doação, acima de todos os obstáculos que nos impedem de sentir a sua importância. Eu constantemente verifico a mim mesmo em relação ao grupo, porque agora eu não sinto a espiritualidade, e eu me vejo como uma pessoa justa, que é totalmente transparente e não fica no caminho da Luz.

Eu posso achar que eu já estou no nível da harmonia com a Luz que Retorna, repetindo seus movimentos, doando a todos como ela faz. De que outra forma eu posso saber se isso é verdade ou não? Não há outra maneira de eu verificar a mim mesmo, exceto em minha atitude para com os amigos.

Se eu conseguir ser a parte da conexão e equilíbrio que equaliza todos e os atrai para um centro coletivo onde existe a nossa conexão, então não há dúvida de que, desta forma, eu me igualo e não fico no caminho da Luz, o Criador, que preenche toda a realidade.

Isto só é possível no grupo, e não há nenhuma outra maneira de verificar isso. Esta é a razão para a quebra e toda a preparação do trabalho: criar um sistema de medição para nós.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/04/12, Shamati # 59

Luz É Quando Ela Ilumina Dentro

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu posso chegar à Luz da Fé?

Resposta: O nosso desejo determina tudo, mas a Luz não muda. Todas as mudanças ocorrem apenas dentro da pessoa: para onde ela dirige seu desejo e, em relação a este, que força ele precisa. Ele recebe de acordo com isso.

Nós estamos sempre sob a influência de alguma Luz, mas ela é muito fraca. Nós não combinamos com esta Luz, mas sentimos sua falta, e é por isso que nós não a percebemos.

A Luz é uma força, mas ela nos afeta tanto conforme a nossa semelhança com ela ou o oposto. É por isso que a Luz do feriado da Páscoa é uma Luz enorme, mas que não se manifesta abertamente.

Nós pensamos que está iluminado é quando há Luz fora. Mas não há nada fora: o mundo inteiro está dentro de nós. É por isso que Luz significa a Luz da mente, a Luz do sentimento, revelando-se em nosso coração e pensamentos.

Um vasto mundo que parece nos cercar é revelado, de fato, em nossas sensações e mente. E a Luz é a força da revelação no sentimento ou pensamento.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/04/12, Shamati 59

Um Caixa Preta Navegando Nas Ondas De Luz

Dr. Michael LaitmanÉ muito difícil explicar o que é a espiritualidade, porque isso é uma questão de sentimento. Se a pessoa compartilhar tais sentimentos, ela vai entender o que está sendo descrito. Mas se ela não estiver no mesmo nível e não sentir o que o autor fala, ela não vai entender nada.

Todo o nosso trabalho acontece no “Egito”, no exílio, quando ainda não sentimos o Criador, a força superior que pode nos ajudar a superar o nosso desejo de receber. Este é o momento da escolha e é o melhor momento, porque é quando aprendemos a trabalhar contra o nosso desejo.

Eu tenho que constantemente pensar que já estou em doação, no mundo espiritual, em santidade, e eu não estabeleço qualquer limitação, barreira, no caminho da Luz superior que preenche toda a realidade. Eu anulo a minha personalidade, meu “eu” egoísta, e apesar de eu sentir que diferentes estados passam por mim e evocam diferentes reações no meu ego, eu tenho que tentar estar só em doação pura.

É como se eu já estivesse no mundo espiritual. Eu estou imerso num mar de Luz, sendo totalmente equivalente a ela. Isto porque tudo o que realmente me separa da Luz é o meu desejo de receber, o meu ego, que se assemelha a uma caixa que não deixa a Luz passar. Eu coloquei obstáculos para mim, eu sou o único que se sobressai com o seu ego na Luz. Exceto por mim tudo está corrigido e pronto.

Apenas sou eu quem vejo que essa realidade está distorcida, que estou corrupto e que o Criador é mal e me trata mal. Além disso, parece-me que há outra autoridade que não o Criador.

Todo o nosso trabalho reside em imaginar o nosso estado corretamente, a maneira como ele realmente é, e não o que é retratado no nosso ego. Não há nada, exceto o Criador, mas meu ego me diz que há muitas forças diferentes que tomam decisões e que também existe eu.

Parece-me que eu sinto e decido alguma coisa por mim mesmo, mas mesmo isso não é verdade. O Criador é o único que me envia todos esses sentimentos, para que com base nas impressões que recebo Dele a cada instante, eu seja capaz de fazer o trabalho e anular a mim mesmo, meus pensamentos, que eu aparentemente penso e sinto de forma independente, que eu recebo algo do ambiente, do grupo e de todo o mundo externo. Em vez disso, eu tenho que imaginar que eu estou totalmente sob o controle da Luz superior que preenche toda a realidade.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/04/12, Shamati # 59

Para O Brasil Com O Mundo Inteiro

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como devemos nos preparar para a Convenção no Brasil da melhor maneira possível?

Resposta: Primeiro, eu gostaria de dizer que no início eu terei breves reuniões com os grupos na Colômbia e no Chile. Mas isso não substitui a Convenção de forma alguma. Portanto, eu estou convidando todos os nossos amigos da América do Sul e, em geral, do mundo inteiro para esta Convenção. Eu recomendo fortemente que você vá ao Brasil. Acho que teremos um “carnaval” maravilhoso lá.

É muito importante assistir a uma Convenção pelo menos uma vez. Eu não sei quando vou visitar novamente a América do Sul. Portanto, vamos nos encontrar. Não é apenas uma reunião qualquer, mas outro tipo de contato, não como pela Internet. Se você não puder, vamos nos encontrar na Colômbia e no Chile, mas se você puder, venha para o Brasil.

Esta Convenção será multilíngue. Talvez seja mais fácil para aqueles que vivem na Austrália ou no Extremo Oriente ir ao Brasil do que para as nossas outras convenções, e vale a pena. É um problema se a pessoa nunca participou de uma Convenção “fisicamente”. Afinal, em nosso mundo nós existimos num corpo e precisamos desse tipo de interação. Nós ainda não conseguimos formar uma conexão virtual que deixe uma impressão tão forte.

Não é por acaso que os empresários voam para reuniões em todo o mundo, embora eles possam se comunicar usando o Skype. Nós podemos nos perguntar por que uma pessoa gasta tanto tempo em voos. Seria melhor se ela se sentasse no escritório; ela poderia fazer muito mais trabalho. Mas as pessoas ainda precisam de uma comunicação direta, mesmo que não tenham nenhum sentimento e entusiasmo. Secos, perspicazes e longe de serem honestos, esses contatos pessoais ainda exigem reuniões “face a face”.

Então, confie em mim que para nós isso é muito importante. Ao criar esse contato nós seremos capazes de prosseguir, e sem ele é muito difícil avançar.

A preparação coletiva é tão importante. Esta é uma Convenção coletiva, e por isso, devemos senti-la. A indiferença vai causar um grande dano para todos nós. Não podemos sentar e esperar que alguém organize as coisas. Se isso acontecer você não vai se beneficiar da Convenção. Sem a preparação é até mesmo inútil se conectar através da Internet, porque isso será um roubo, um verdadeiro roubo. Você tem que se esforçar e, consequentemente, você vai se beneficiar. Se ninguém pensar nisso, se preocupar com isso, se importar, a Convenção só vai trazer prejuízos.

Todo mundo tem que ter um papel ativo, pelo menos de alguma forma, de acordo com suas capacidades. A pessoa deve se preocupar, pelo menos no coração: “O que eu fiz por ela?”. Sem participar, você não terá nenhum vaso. Então, o que você vai ser capaz de receber? No que você vai recebê-la? Certamente, somente através do nosso trabalho conjunto é que estamos criando este vaso.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/04/12, “Introdução ao TES

Substituindo A Educação Desatualizada

Dr. Michael LaitmanA nossa abordagem para substituir o método atual de ensino inclui tanto desenvolvimentos teóricos quanto trabalhos práticos, e se refere tanto às crianças quanto adultos. Hoje em dia existem muitos outros no mundo que realizam pesquisas semelhantes e trabalhos práticos, tanto concordando conosco ou se baseando em nosso trabalho.

Atualmente, a situação nas escolas tornou-se tão complicada que é perigoso para as crianças estarem lá. Muitas vezes elas se tornam vítimas da pressão dos colegas, assédio moral, crueldade e violência. Parece que a única razão pela qual as crianças frequentam a escola é para aprender maus exemplos.

Em contraste, nós estamos implementando um novo sistema de educação e formação. O método integral rejeita a forma de educação em que as crianças se sentam em frente a um instrutor, que está diante delas e exige delas certo conhecimento, que resulta em exames. Em primeiro lugar, nós transformamos o estudo em um jogo, uma discussão ou uma conversa. As crianças sentam em círculo com o instrutor em condições de igualdade, e não como indivíduos menores diante de alguém maior do que eles, e discutem algum tema. Através desta discussão mútua elas começam a entender o material, absorvendo-o internamente de forma fácil de natural.

Tendo passado por essa educação, nossas crianças ingressam em universidades já com 13-14 anos de idade. Elas percebem o material de forma completamente diferente: livre e facilmente. Elas reconhecem todos os itens particulares que estudam como partes de um todo integral.

Além disso, nós temos grande sucesso com crianças mais jovens sendo ensinadas por mais velhas, como quando jovens de 12-13 anos ensinam crianças de 9-10 anos. Esta prática tem provado ser muito benéfica para ambos. As crianças mais velhas têm orgulho de ser capaz de ensinar as mais jovens, e este orgulho eleva sua autoestima. E as crianças mais jovens ficam orgulhosas de que as mais velhas prestam atenção a elas.

Desta forma, nós resolvemos muitos problemas e questões psicológicas através da remoção de todos os conflitos e tensões na sala de aula e na escola.

Da palestra na Universidade de Siauliai 22/03/12

Não Há Lugar Mais Seguro Do Que Os Braços De Sua Mãe

Dr. Michael LaitmanUm embrião se anula e este é o seu único trabalho. Ele agradece por tudo o que acontece com ele e sempre percebe o superior como bom e benevolente.

O meu trabalho é apenas me anular, não importa o que aconteça, sejam quais forem as mudanças que aconteçam de um extremo ao outro do mundo. Eu me mantenho num estado de doação, Hafetz Hesed, de qualquer forma. Isso significa que eu existo no superior, anulo a minha personalidade, minha independência e não perturbo o superior, à medida que Ele me influencia – eu O deixo fazer comigo o que quiser. Eu sou como um bebê nos braços de sua mãe, que não pensa em nada.

Se você fosse carregado nos braços de alguém, como você se sentiria? Imagine que dez pessoas estão segurando você agora e você é levantado no ar. Embora eles sejam sem dúvida forte o suficiente para segurar você, você vai tremer e sentir medo de estar nos braços de outros. Você vai ter medo de que você possa cair e duvidará que eles tenham forças suficientes para segurar você.

Um bebê não tem essas dúvidas. Você já viu como um bebê dorme tranquilamente nos braços de sua mãe? Este é o atributo de auto anulação em relação ao superior. O bebê faz isso naturalmente. Mas graças a essas forças o embrião cresce no ventre de sua mãe. Isso significa que estando no AHP do superior, ele se anula não importa o que aconteça: para melhor ou pior, não importa o estado em que esteja. O embrião só aumenta a sua lealdade e anulação.

Isso é chamado de nível da raiz do desejo (Aviut Shoresh), e este trabalho não é simples, é realmente muito difícil. Através dele você esculpe sua primeira forma. Não importa de onde venha a Luz, você só se anula sem importar o que você sente: dor ou prazer, escassez ou abundância. Assim, você se forma e se torna semelhante ao Criador em sua primeira forma chamada de “embrião”.

O embrião está nas águas de sua mãe e molda-se dentro do Partzuf espiritual: as 10 Sefirot que são preenchidas pela Luz de Nefesh. Quando ele termina a sua auto anulação e não há nada mais que possa fazer a esse nível, no nível da raiz do desejo, ele tem que avançar, e isso é chamado de nascimento.

A diferença entre estes estados é imensa, já que por ter nascido, o embrião espiritual começa a trabalhar com os vasos de recepção. Ele sente que está separado do superior. O nascimento é a mudança mais significativa de todas as mudanças em nosso caminho.

Um embrião é cada um de nós que se anula perante os outros, os quais se tornam o ventre da mãe para ele. Nosso embrião coletivo é o campo que nos conecta, que queremos criar entre nós. Se todos se conectam, o ventre da mãe se torna a revelação geral da força superior, onde todos nós existimos.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/03/12, TES

O Escudo Protetor Da Ocultação

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é possível que não devamos pedir para revogar a ocultação, mas ao mesmo tempo, somente a revelação pode corrigir e nos conectar?

Resposta: A questão é qual a revelação que eu estou pedindo? Eu preciso pedir pela revelação do atributo de doação, que eu quero adquirir. O Criador me deixa sentir que Ele existe, mas está como que Se escondendo atrás de uma cortina. Tudo isso é para que eu queira revela-Lo. Eu só posso revelá-Lo desenvolvendo o atributo de doação dentro de mim.

Mas o que eu peço agora, no meu desejo egoísta? Eu peço que Ele se revele a fim de me satisfazer, e é por isso que estou na ocultação. A ocultação protege o meu ego como um disjuntor num curto-circuito.

A ocultação me coloca a certa distância, me mantém num determinado limite, e permite-me entender que se eu me corrigir, eu serei capaz de me aproximar. Se não, vou ficar à distância.

Agora, a pergunta é o que vou pedir quando estiver a uma distância tão grande: Será que peço que o Criador se revele e me satisfaça para o meu próprio prazer pessoal, como se eu quisesse me divertir, ou eu primeiro quero adquirir o desejo de doar, e nele receber a satisfação, ou seja, eu quero ser preenchido pelas ações de doação e não pelas ações de recepção?

A ocultação é feita para me permitir decidir o que eu quero.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/03/12, “Prefácio do Livro do Zohar

Mantendo A Direção Para O Criador

Dr. Michael LaitmanEstá escrito: “Não há outro além Dele [além da única força da natureza]”. Isto significa que não há nenhuma outra força no mundo… que seja oposta ou semelhante a ela, que exista além dela. Isto é, há apenas uma força no mundo, a Natureza, que inclui tudo nela.

Na verdade, ela não inclui nada nela; só nos parece que ela é dividida em muitas partes. Parece-nos que há muitas forças, razões, resultados e acontecimentos diferentes no mundo, mas tudo decorre desta força única.

Nós estamos entre muitas pessoas, com grandes problemas, preocupações e ações que constantemente mudam de propósito, de modo que apesar de tudo, apesar de todas essas ações, problemas e interrupções, nós vamos concentrar nossa atenção apenas na força que criou tudo que nos cerca.

Tudo o que parece interrupções, que nega a singularidade desta força (Natureza) e que resulta de um plano, um pensamento, um objetivo, tudo isso se destina a repelir-nos dela para que possamos voltar para o mesmo caminho, como um míssil que deve constantemente seguir o mesmo curso. Ele verifica constantemente a si mesmo quando está fora do rumo, e só assim ele pode se dirigir novamente à meta, como um sistema comum de vigilância.

Eu tenho que me dirigir à meta, mas eu estou no caminho, sem saber como avançar, como que suspenso no ar, e não há sinais de trânsito ao redor. Então, como posso fazer alguma coisa? Este é o estado em que nos encontramos: nós não vemos a meta. Ela está totalmente escondida de nós pela tela que a esconde.

Como há uma tela, nós não sabemos o que se passa por trás dela. Portanto, como podemos alcançar esse objetivo?

Para isso, nós temos “sinais de trânsito” e certos desvios, e verificamos constantemente a nós mesmos e, assim, avançamos. Ao me desviar da meta, eu calculo o erro e retorno ao estado normal. E isso acontece o tempo todo.

Mas que estado é considerado normal? Como eu sei isso? Afinal, eu nunca vi essa meta tão grande. Portanto, como posso aspirar a ela? Eu aspiro a ela quando dirijo todos os meus pensamentos, anseios, ações, razões, resultados, e tudo o que acontece no mundo para uma única fonte. Eu tenho que atribuir todas as desvantagens e vantagens, tudo o que acontece comigo a uma única coisa: a essa fonte.

Isto significa que existem forças individuais da força única da Natureza, que agem propositalmente com a intenção de desviar a pessoa da meta.

Da Convenção de Vilnius 24/03/12, Lição 3