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O Centro Do Grupo É O Lugar Da Correção

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”, item 141:  “Agora você pode entender o significado das palavras ‘Abandone-Me e mantenha minha lei’. Eles interpretaram, ‘Eu desejava que eles tivessem Me abandonado e mantido Minha Torá – a Luz nela os reforma’”.

Existe uma ligação entre você e o Criador (a Luz): o seu desejo de receber corrompido. Se você o corrigir, você vai sentir o mesmo resultado chamado de Luz ou Criador, ou seja, “Venha e veja” (Boreh, em hebraico) no mesmo material. O Criador é revelado no seu desejo corrigido conforme a sua correção.

Em geral, o método pelo qual você corrige gradualmente o seu desejo, a fim de sentir, entender e revelar o Criador, é chamado de “Torá”. Com sua ajuda, você evoca uma força especial, a força de doação, que está fora de você e que corrige o seu desejo. Na medida em que você pede por ela, esta força muda o desejo vestido nela e você sente a Luz, o Criador, seu estado sublime.

Esta é a única maneira de você avançar. Se você não pedir a correção e se voltar ao “Criador” que você inventou, seu trabalho será inútil, uma vez que não corresponde à realidade.

Pergunta: O que se entende por “manter a minha lei”?

Resposta: Isso significa que todas as suas ações devem ser destinadas apenas à correção do vaso danificado de acordo com o princípio: “Eu criei a inclinação ao mal e criei a Torá como tempero para ela”.

Se você trabalha corretamente na correção do desejo, ele começa a tomar a forma do Criador. Então, você começa a compreender, reconhecer e se aderir a Ele. Você tem um “material” que assumiu uma nova forma, a forma de doação e amor. Assim, através da matéria do desejo você alcance a adesão com a forma do Criador.

Pergunta: Se estamos falando de ter que encontrar o ponto no centro do grupo, o que isso tem a ver com “manter a minha lei”?

Resposta: É ali, no centro do grupo, que você corrige a sua inclinação ao mal. É lá, e só lá, que você descobre o Criador, seus estados espirituais avançados. Não há outro lugar onde a “matéria” má do desejo pode ser revelada, exceto no centro do grupo, que deve ser revelado como uma montanha de ódio, como o “Monte Sinai”.

Portanto, ao nos comprometermos com a garantia mútua, a aliança e a ajuda mútua, nós começamos a descobrir a Luz que Reforma. Isto também é chamado de “recepção da Torá”: nós a recebemos se sentimos que não podemos corrigir a nossa conexão, mas nós não tentamos fugir do problema. Depois, nós recebemos a Torá, corrigimos a separação e o Criador é revelado.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/05/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot “

Permanecer Acima Da Rejeição

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu devo trabalhar com o mal que está sendo revelado?

Resposta: O método da Cabalá é destinado para a correção da nossa inclinação ao mal, ou seja, o desejo corrupto que está totalmente voltado para seu próprio benefício, em vez da doação a outra pessoa. Essa correção nos ajuda a ser semelhantes à Luz, ao Criador. De acordo com a equivalência de forma, a Luz se torna revestida de um vaso, e nós sentimos a realidade superior.

Pergunta: O que acontece na relação entre os amigos quando eu sinto inveja ou ódio?

Resposta: Apesar dos vícios estarem sendo revelados, você vai continuar e tentar se unir com seus amigos acima dessa corrupção. Há a natureza, mas devemos estar acima dela. É assim que nos corrigirmos. Não estamos destruindo o egoísmo, mas estamos trabalhando acima dele.

Eu não suporto meu amigo e não desejo interagir com ele. No entanto, eu estou tentando me conectar com ele acima dessa rejeição.

Afinal, essa rejeição é o resultado do meu desejo corrupto, egoísta. Sendo o meu objetivo a correção, eu vou tentar subir acima da rejeição e tratar o meu amigo de forma oposta, com amor.

Ambas as formas coexistem dentro de mim. Eu reconheço a minha rejeição e, ao mesmo tempo, decido expressar uma atitude diferente, vendo meu amigo como uma grande pessoa.

Este é o nosso trabalho.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/05/12, O Estudo das Dez Sefirot

A Vida De Doação: Fácil E Bonita

Dr. Michael LaitmanHoje, gradualmente, uma conexão mais profunda e rigorosa entre os países, nações e pessoas está sendo revelada. Mesmo individualmente, estamos conectados por meio de cadeias com vários links. No entanto, existe certo problema: Não somos ainda capazes de perceber adequadamente esta conexão.

A crise moderna está se expandindo e abrange o mundo. Ela não vai acabar, embora muitos estejam prometendo que logo as coisas começarão a melhorar.

Os problemas não terminarão até que alcancemos o equilíbrio. Afinal, a causa da crise é o desequilíbrio, em outras palavras, a falta de conexão entre nós.

Aqui é onde nós descobrimos a lei da garantia mútua. A Torá nos explica que no final a pessoa vai amar ao próximo como a si mesma.

“Amor” é a união sistemática adequada quando cada pessoa trabalha para o benefício de todos, e há uma harmonia absoluta entre nós. No fim, quando chegarmos à correção final, todos nós passaremos novamente a ser partes de uma única alma, como órgãos do corpo que funcionam de maneira totalmente diferente, mas existem em harmonia unificada, e é por isso que o corpo vive.

Cada órgão executa seu trabalho, sua própria função, mas no âmbito de um programa comum, que abrange e obriga todos a trabalhar juntos. Por outro lado, quando existe um desequilíbrio entre as partes do corpo, as doenças aparecem.

Nós devemos tratar a nossa correção de acordo com o mesmo princípio. Hoje, eu existo em egoísmo absoluto, total. Eu quero que tudo “gire” sob meu comando, realize meus desejos, e pense como eu. Todos nós começamos a nossa jornada neste estado.

Na primeira etapa do trabalho em mim mesmo, eu devo chegar ao grau de Hafetz Hessed. Eu não fico no caminho dos outros. Como uma engrenagem, eu corro livremente no meu eixo, de acordo com os desejos dos meus vizinhos (próximos). Façam o que quiser comigo. Estou pronto para “girar” a seu pedido, como se eu não tivesse desejos próprios, como se não fosse eu, mas uma força de apoio destinada a vocês.

Nós estamos falando de um grau muito elevado. Afinal, eu devo trabalhar com o meu egoísmo para que ele não fique no meu caminho quando eu servir aos outros.

Para fazer isso, eu preciso conhecer os desejos dos outros e nunca ficar no caminho de sua realização, sendo absolutamente neutro. Nós estamos nos falando de uma enorme correção, durante a qual eu levanto telas dos níveis zero, primeiro e segundo sobre o meu desejo.

Então, eu me elevo ao próximo nível. Eu dirijo meus desejos, habilidades, qualidades e todo o potencial da minha força e energia, tudo, para o benefício dos meus vizinhos (próximos). Agora, o meu egoísmo não apenas está neutralizado, eu não estou apenas correndo livremente no eixo, mas eu estou conectado ao meu próprio motor que funciona em seu benefício. Este é o grau do amor. Eu dou tudo para o bem dele.

Este caminho se estende desde o nosso mundo até o mundo do Infinito (∞) através de 125 graus. Parte deles eu percebo no grau de Hafetz Hessed, sendo neutro, e a outra parte eu percebo ativamente colocando meus esforços para beneficiar meus vizinhos.

Durante a primeira fase, eu corrijo 248 desejos e durante a segunda fase, eu corrijo 365. No geral, a correção de 613 desejos é chamada de observar os mandamentos. Desta forma, o desejo comum é dividido de acordo com a minha estrutura interior.

Tudo isso para alcançar a completa e absoluta garantia mútua, um estado onde eu vou interagir com todos em harmonia, assim como qualquer outra pessoa.

Portanto, é claro o tipo de correção a que a humanidade deve chegar: todos vão perceber e incluir neles toda a realidade, a ponto da plena identificação com ela. É por isso que a Cabalá está sendo revelada agora, porque se nós não soubermos como realizar isso, nosso caminho vai ser muito difícil e doloroso; na verdade, será realmente o “caminho do sofrimento”.

No entanto, se tentarmos agir no grupo, o nosso caminho não será fácil, mas vai ser bom. Nós ficamos juntos, sentimos um ao outro, evocamos a Luz, e ela age em nós, nos influencia e nos desperta. Ao sentirmos mutuamente um ao outro, permitimos que a Luz faça seu trabalho.

Esta é a essência do método. Você não sabe nem entende nada, você não é capaz de nada, mas você quer “engolir” todo o prazer, e você só precisa aprender a evocar a Luz. Se você aprender, você vai alcançar o sucesso de forma tão fácil e maravilhosa, juntamente com todos, em alegria.

Da Convenção One em Nova Jersey 12/05/12, Lição 3

Como Falar Sobre Um Mundo Desconhecido

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que é muito mais fácil manter a intenção correta ao ler o Estudo das Dez Sefirot (TES) que ao ler O Zohar?

Resposta: A questão é que precisamos de uma linguagem para explicações. Afinal, não há palavras no mundo espiritual e os Cabalistas tem que usar a linguagem dos ramos, que nos confunde.

A linguagem dos ramos é boa para aqueles que já estão no mundo espiritual. Se eu estou acima da Machsom (barreira), eu não tenho problema com a compreensão, não importa a linguagem da explicação. Isso é porque eu realmente sinto este mundo, eu o entendo e percebo no nível dos 125 graus ao qual eu ascendi. Eu vou entender o que está acontecendo a partir da explicação da mesma forma que entendo um conto sobre este mundo com o qual estou familiarizado.

How To Speak About An Unfamiliar World

Mas se eu estou abaixo da Machsom, eu sou incapaz de compreender a linguagem alegórica dos ramos. É mais fácil para eu entender a linguagem do TES, que fala em termos técnicos e usa definições espirituais, nomes das Luzes, Sefirot, Partzufim, e as alturas dos níveis. Eu posso entender isso de alguma forma; pelo menos é claro para mim que o grau 120 é menor que o grau 125, e Nefesh é menor do que Ruach.

Mesmo que eu não entenda o que é isso, eu ainda posso de alguma forma comparar e avaliá-los. E isso é muito importante. Mesmo que eu não sinta esses conceitos em meu coração, eu posso, pelo menos, separá-los em níveis em minha mente: Reshimot Dalet/Gimel, Gimel/Bet, Partzufim AB, SAG, MA, BON.

Aqui qualquer um pode ser sábio se estudou o material. Mesmo que não tenha atingido praticamente nada, ele ao menos aprendeu a terminologia e pode explicar-se. É por isso que ele é tão necessário para nós e não seríamos capazes de expressar alguma coisa sem ele. Afinal, os Cabalistas devem estabelecer certa conexão conosco, a fim de usá-lo para atrair a Luz que Reforma sobre nós.

Eles precisam de certo fio que os conecta conosco para serem capazes de derramar constantemente um medicamento sobre nós através dele. Caso contrário, não conseguimos nos conectar a eles, porque eles estão em outro mundo que está separado de nós. Nós não vemos os canais pelos quais a informação flui até nós.

Os Cabalistas criam esse canal, contando-nos sobre os Partzufim AB, SAG, MA, e BON. À medida que nós os estudamos teoricamente e estabelecemos uma conexão externa com eles, basicamente sem qualquer entendimento, mas apenas repetindo obedientemente as palavras depois deles, desta forma nós expressamos nosso desejo de receber o medicamento a partir deles, a Luz da correção, e é por isso que nós a recebemos. Mas esta conexão é necessária.

Se os Cabalistas, em vez de falarem a linguagem do TES (Talmud Eser Sefirot – O Estudo das Dez Sefirot), falam a língua do Tanach, você imediatamente imagina que eles estão falando deste mundo e que você entendeu tudo. Este é todo o problema. As pessoas não entendem que a lenda pertence ao mundo espiritual, às ações de doação (chamada de Bina Sagrada, a qualidade de doação), e elas a atribuem a este mundo, que gera todas as religiões e crenças.

No entanto, à medida que as noções de grupo, conexão e disseminação se aproximarem de você, você vai sentir que o material no TES está se tornando mais claro. Você nunca será capaz de compreendê-lo apenas teoricamente com sua mente. Você pode memorizar todas as palavras, mas não vai avançar mais do que isso. Se a pessoa deseja avançar através da realização sensorial dentro de seu desejo, ela não vai entender o TES até conectá-lo a certa correção pessoal já atingida. Já antes da Machsom, ela vai começar a perceber o significado interno das noções, e se tornará mais fácil para ela estudar.

Quando uma pessoa avança corretamente, a realização vai da sensação à mente. É por isso que não é preciso ter uma grande mente para aprender. O conhecimento teórico não está de forma alguma ligado ao avanço espiritual.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/05/12, O Estudo das Dez Sefirot

Sequência Eterna

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos ter certeza que a nossa correcção no grupo é suficiente para o trabalho que queremos realizar?

Resposta: Vocês podem realmente descobrir isto se em vez da fricção, vocês tentarem se conectar e trabalhar juntos. Então vocês trabalham em dois níveis: embaixo estão os argumentos, ódio, rejeição e a falta de entendimento, por outras palavras, o ego que nos separa; e acima, vocês são o oposto, conectados em amor.

Na manutenção de ambos os níveis, vocês sobem constantemente em ambos: o ego cresce acima do amor, e vocês se odeiam, e depois o amor se eleva acima do ego, e isto ocorre uma e outra vez; semelhante a como andamos com duas pernas. O positivo e o negativo se alternam constantemente, como engolir e regurgitar. Toda a vida é construída em sequência, e é impossível avançar de outra forma.

Mas se o ódio que cresceu pressiona o amor e vocês concordarem com isso, então a conexão entre vocês será rompida, e o grupo será destruído. Assim, a pessoa precisa lembrar que o Criador diz: “Eu criei a inclinação ao mal”. Ele renova constantemente o seu ego, de forma que vocês se elevem constantemente assim dele na inclinação ao bem.

Desta forma vocês se conectam a Ele uma e outra vez. Ele reforça especificamente o seu amor-próprio, de forma que vocês expandam a conexão e peçam ajuda. Este processo deve ser tão claro para vocês como a luz do sol. Apenas desta forma, nós avançamos como grupo; caso contrário, podemos esperar um colapso.

Da Convenção no Brasil 6/5/12, Lição 5

Olhando Para O Grupo Na Luz Do Amor

Dr. Michael LaitmanPergunta: Que esforços o grupo deve fazer de forma a atingir a correcção na mesma vida em que seus membros descobrem a sabedoria da Cabalá?

Resposta: Os esforços devem ser em não julgar qualquer membro do grupo de acordo com o estado em que se encontra. Todos nós somos “trapos”, como o Rabash costumava dizer; somos todos corrompidos (não corrigidos). Todos os pecados e atributos negativos estão em cada um de nós.

A pessoa que atinge os altos níveis espirituais descobre no caminho desejos repugnantes e repulsivos que ela tem, e fica chocada com o facto de poder ter tais desejos. É mesmo impossível de imaginar! Como resultado da quebra, todos têm todo tipo de desejos dentro de si. Assim, não devemos ver ninguém como corrupto.

“É preciso um para conhecer um”. Se eu vejo um defeito em alguém, é apenas porque eu estou corrompido. Se eu estivesse corrigido, eu poderia ver o outro de acordo com o meu nível de correcção, como totalmente corrigido, porque todos estes níveis já existem. O que eu vejo agora é o reflexo do meu ego. É o meu ego que retrata para mim esta imagem.

Assim o trabalho principal no grupo é aceitar cada membro como a sua criança amada. Não importa o que ela faça: se ela não o deixa descansar, se faz confusão, se quebra tudo, você sabe que ela é a sua criança. É assim que você deve tratar o amigo. É um sinal de amor.

Eu falo de um amigo e quero dizer que a pessoa pode tratar os outros desta forma também, e não apenas vindo aqui, juntando-se ao grupo. Ajuda mútua significa considerar os estados pessoais de cada indivíduo.

Da Convenção One em Nova Jersey 12/5/12, Lição 2

Uma Sociedade Para A Proteção Da Natureza Ou Da Alma?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu tenho três filhos, e fiquei muito preocupada quando você disse que a nossa geração está esgotando todos os recursos naturais, não deixando nada para as nossas crianças. Como podemos corrigir esta situação?

Resposta: A nossa família geral inclui sete bilhões de pessoas e nós temos que pensar em todos, nos preocupando com o que vamos deixar para a próxima geração e não apenas com os seus três filhos ou nossos netos. Ao mesmo tempo, eu vejo que estamos curtindo a vida, consumindo os recursos vitais sem dar-lhes qualquer pensamento ou sentimento, e não nos preocupando com aqueles que virão depois de nós. Este é apenas um exemplo de como o nosso ego é cego e não entende o que está fazendo.

Se olharmos para o comportamento de todos os países e governos, podemos ver que ninguém está pensando no futuro. Nosso único desejo é sugar mais recursos da terra, produzir mais bens e jogá-los fora. O fato de que ao mesmo tempo estamos poluindo o ar e a água não nos impede. Eu tenho viajado muito ao redor do mundo e vejo que mesmo em países não industrializados, o ambiente ainda é muito poluído. Quase não existem lugares naturais e limpos, tudo está envenenado.

Este é um processo natural, visto que apenas a força do ego nos dirige. Se não houver outra força para contrabalançar o ego, a força de doação que possa equilibrá-lo, ele vai nos matar. Nós não seremos capazes de segurá-lo. Apenas um momento antes do final, não tendo escolha, vamos clamar, “Socorro!”, e então seremos salvos. Mas é melhor não chegarmos a este estado; é melhor disseminar a sabedoria da Cabalá o mais amplamente possível antes de chegar a este estado.

Devemos entender que se lutarmos apenas contra a poluição externa da Natureza, como uma sociedade pela proteção da Natureza, isso não vai ajudar. Nós recebemos todos os problemas ecológicos a fim de nos empurrar na direção da correção da alma. Se nós tratarmos apenas de melhorar o ambiente, não vamos corrigir nada ao fazê-lo.

Agora os cientistas estão começando a ver isso, dizendo que se começarmos a usar fontes alternativas de energia para preservar o meio ambiente, isso só vai levar a outros resultados inesperados. Por exemplo, os geradores que funcionam a energia eólica, que são considerados ecologicamente amigáveis, na verdade têm um forte impacto sobre o aquecimento global que não justifica a energia que produzem. Afinal, eles empurram o ar para o chão com muita força, causando maior dano do que benefício.

Existe a lei da conservação da energia. Nós não podemos produzir energia a partir do nada. Mesmo se usarmos a energia solar, ela tem um enorme impacto negativo sobre a terra. Portanto, não podemos cobrir todo o planeta com painéis solares, isso não vai nos ajudar a melhorar o ambiente, mas sim causará danos.

Na Natureza tudo é organizado de modo que apenas avançando em direção à meta da criação é que alcançaremos o equilíbrio com a Natureza. Tudo o resto que fazemos, não importa o quão bom isso possa parecer, só faz mal. Não importa o quanto tentemos proteger a Natureza, nada vai ajudar.

A tal ponto que podemos parar de pensar em salvar o ambiente e os recursos naturais da Terra, os detritos que a contaminam, o plástico que enche os mares e oceanos, mas sim, devemos lidar apenas com a nossa correção interna. Então, tudo funcionará imediatamente, porque o nível superior corrige todos os níveis que estão abaixo dele.

No Livro do Zohar e no artigo “A Introdução à Sabedoria da Cabala” do Baal HaSulam, diz-se que tudo depende da correção do homem, enquanto os níveis inanimado, vegetal e animal da natureza sobem e descem com ele, e não por conta própria. Assim, a proteção da ecologia não vai nos ajudar. Em vez disso, o principal é nos preocuparmos com a nossa alma.

Da Convenção em Nova Jersey 09/05/12, Shamati # 25

Viver As Preocupações Dos Outros

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que você quer dizer com a noção de “amor”?

Resposta: Quero dizer que cada um de nós vive constantemente as preocupações dos outros.

Isso funciona da mesma maneira no grupo, onde começamos a trabalhar de modo prático, onde cada um de nós pretende criar o estado mais confortável para os outros. Ou seja, eu tenho que entender e sentir os outros. Devo enviá-los continuamente os sinais correspondentes: verbais, físicos, pensamentos e etc.

Eu devo existir na garantia mútua com eles, onde cada um de nós oferece tudo aos outros com tal atitude ou sensação entre nós que eu estou certo de que ao influenciá-los, eu recebo a mesma influência deles sobre mim. Portanto, estamos constantemente subindo juntos acima do nosso egoísmo em qualidades opostas a ele. Este tipo de trabalho mútuo é o trabalho mais importante no grupo.

Depois de adotar este método, vamos sentir constantemente várias descidas ao egoísmo, a “gravidade”, e o surgimento de vários obstáculos. Isso continuará até a correção total, até a subida total acima do egoísmo.

No entanto, em qualquer estado dentro do grupo, e mesmo fora (em casa e com os outros), eu vou imediatamente me concentrar na mesma ideia, na mesma prática. Como resultado, eu vou ser capaz de interagir com o mundo inteiro corretamente.

Da Palestra sobre a Educação Integral, 27/02/12

Mesclando Grupos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Vamos dizer que existam dezenas de grupos de aprendizagem integral num determinado bairro. Como eles podem mais tarde se fundir num só grupo?

Resposta: Hoje em dia, devido aos poderosos meios de comunicação de massa e às formas que as pessoas têm de se conectar, nós simplesmente precisamos inventar muitos jogos, formas para as pessoas serem incluídas mutuamente, como programas de TV ou atrações divertidas, como jogos de painel, quando grupos diferentes se encontram e interagem um com o outro. Eles começam a nos mostrar maneiras de mudar um ao outro, como uma pessoa se posiciona para afetar outras de uma maneira específica.

Mais tarde, os grupos geralmente tornam-se difusos. Eles não ficam para sempre estáticos, como uma organização, comunidade, cidade, habitação, ou união congelada. Eles não o fazem. No final, esta será uma sociedade onde muitas pessoas, ou mesmo todas (refiro-me ao futuro), vão entender como podem fazer cada situação trabalhar para elas e, ao mesmo tempo, ser para o bem dos outros.

Uma vez que elas entendam isso, vão ver claramente como interagem e se comunicam entre si. Em outras palavras, qualquer momento que elas interagirem será para ajudar a si mesmas e os outros a ter uma melhor interconexão integral. Elas irão trabalhar para se integrar com os outros a cada momento, e assim sempre sentirão certa união, que já sentirão e perceberão como se estivessem juntos num estado completamente diferente do mundo.

Elas se sentirão acima do nosso mundo nesta união, como se estivessem flutuando num concentrado humano completamente diferente, onde existem diferentes leis de comportamento, chamadas “leis de comutação”, leis de união e integração. Ao se apoiarem nisso e estando constantemente acima do nosso egoísmo, elas começam a perceber um tipo diferente de realidade.

Quando a pessoa está cercada constantemente de pessoas que concordam em jogar este jogo, este jogo gradualmente se transforma num tipo completamente novo de comunicação, e, depois, a percepção de um espaço diferente, onde, em vez de receber dos outros, damos aos outros. Nós trabalhamos numa direção que é oposta à nossa direção atual.

Esta nova orientação nos permite nos libertarmos de nossas limitações. Em vez de ver cada estado como um estado que me obriga e me oferece a oportunidade de tomar de fora, eu os considero como estados que me oferecem a oportunidade de sair de mim mesmo, tornar-me mais livre, e deixar de ser limitado e confinado a mim mesmo.

Além disso, todo mundo me apóia nisso. No final, eu vou chegar a um estado confortável, sem restrições. Ele não me obriga a nada. Pelo contrário, me dá a oportunidade de me sentir livre.

Refiro-me às relações entre as pessoas que ainda não se vêem em lugar algum hoje, mas se ensinarmos às pessoas esses tipos de relacionamentos, no final elas vão aspirar a esse estado. Uma vez que existem muitas pessoas como estas, elas vão vencer sua resistência egoísta e se comunicar com os outros de uma nova maneira, acima do seu egoísmo. Elas vão perceber uma realidade mais elevada. Nós precisamos trazê-las a isso.

Da “Discussão sobre Educação Integral” 27/02/12

Verificando A Conexão Com O Grupo

Dr. Michael LaitmanNós temos que entender que existem apenas dois estados na nossa vida, em nossa realidade: um estado de escuridão, uma sombra, ou um estado de Luz, conexão, a revelação do bom e benevolente. Não há nada entre eles. Se ao ouvir sobre ele a pessoa constantemente tenta esclarecer o estado que atravessa, se é uma sombra ou a revelação do Criador, ela avançará pela linha do meio.

Baal HaSulam, Shamati, artigo 8: ” Qual é a diferença entre a Sombra Kedusha e a sombra de Sitra Achra“: “Em vez disso, todas as mudanças são nos receptores. Devemos observar dois discernimentos nesta sombra…”.

A primeira é quando a pessoa ainda consegue se unir com os amigos, superando os pensamentos sobre a separação e a “confusão” dos sentidos. Ela ainda consegue superar a escuridão e a ocultação; ela ainda entende que perdeu a meta, o caminho para o Criador.

Mas, no geral, ninguém realiza uma verdadeira autocrítica: “Por que me sinto assim? De onde vem este sentimento?”. Eu não sou o meu próprio psicólogo, eu simplesmente me sinto bem ou mal, como uma criança. Eu não calculo quem me envia esses pensamentos e sentimentos. Eu os “cozinho”, e afundo em meu corpo, como uma criança pequena.

No entanto, a pessoa deve conhecer e examinar a si mesma: “O que atraiu meus sentimentos e pensamentos? Como posso subir acima de mim mesma, do estado atual? Como posso sair deste pântano puxando-me pelo cabelo?”. A pessoa sempre olha para si mesma de lado: “Sim, estou no fundo do meu desejo egoísta. Sim, ele me controla. É verdade, ele não me permite conectar, não me deixa me levantar para a lição, me obriga a desconectar, torna a vida diária, com todas as suas relações, parecer mais importante. Mas eu vejo que estou neste estado e que ele é oposto ao objetivo”.

Como eu posso compreender e reconhecer isso? Quando eu ainda estou conectado a algo externo, ao grupo. Aí vem o momento da verdade, eu posso verificar se estava realmente conectado ao grupo ou não. Se eu não estou conectado, eu só sinto a mim mesmo: eu me sinto mal, não quero nada, etc. Além disso, eu nem dou satisfação e simplesmente sigo o fluxo, sem quaisquer pensamentos especiais ou desejos.

Mas se eu estivesse ligado ao grupo, se eu tivesse uma aliança com os amigos, segundo a qual eles devessem me ajudar, mesmo se eu caísse e me virasse para outra direção, as conexões internas seriam mantidas, eu me importaria com a forma que eles me veem, e eu não esqueceria do meu compromisso. Eles me apoiariam e eu seria capaz de me ver de lado e esclarecer meus sentimentos.

Assim, eu serei dividido em dois: o meu próprio eu e a minha atitude para com o grupo. Só então, ao me agarrar à conexão com os amigos, eu serei capaz de esclarecer e verificar a mim mesmo, e com isso iniciar a subida que se segue à descida. Caso contrário, eu não tenho chance, eu simplesmente caio e saio. Assim, a pessoa pode superar o primeiro tipo de sombra, justificando o estado atual e a compreensão de que ele foi enviado a ela pelo Criador. Então, ela pode pedir ajuda ao Criador.

Por que eu me volto a Ele? Não para me sentir melhor, porque aí eu estaria pedindo para anular a minha inclinação ao mal, que Ele criou, adicionando a Torá como tempero para ele. Então, eu deveria pedir o tempero, para que o poder do amor e doação, o poder de conexão, venha de Cima e me permita avançar em direção à outra linha.

“Quando alguém ainda tem a capacidade de superar as trevas e a ocultação que sente, justifica o Criador e ora ao Criador, para que Ele abra seus os olhos para que ele veja que todas as ocultações que sente vêm do Criador”.

Quando a pessoa fica impotente e não vê saída, quando ela amaldiçoa o Criador, os amigos e a vida, ela ainda está olhando para si mesma de lado e, de repente, vê uma chance para um grande avanço, e pode exigir que o Criador a salve. Por quê? Porque ela não aceita o estado quando a providência do Criador parece ruim, e não pode justificá-lo. A pessoa se sente mal porque pensa coisas ruins do bem e benevolente, por estar oposta à Ele. Se a vida parece ruim, é um sinal de que sou oposto ao Criador.

Nós temos que construir uma Masach (tela) e a Luz de Retorno (Ohr Hozer) acima de todas as situações difíceis. Mesmo nas piores situações eu preciso ver o Criador como fonte, como a Luz que está cheia de toda a abundância infinita, mas que está quebrada dentro de mim e se transforma num sentimento ruim, numa sombra, na escuridão, já que meus atributos são opostos ao bom e benevolente, oposto ao atributo de doação e amor.

Assim, nós podemos avançar cada vez que esclarecemos as coisas corretamente. O principal é descobrir constantemente este ponto: “O que eu sinto? Quem está me enviando esse sentimento? Por que estou enfrentando esse sentimento?”. Este é o princípio geral do nosso trabalho e isso é o que divide a humanidade em 1% e 99%.

Da Lição do Brasil 03/05/12 , Shamati # 8