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A Última Gota de Esforço

Pergunta: Quando você está incorporado em uma ação coletiva, às vezes você se sente unido com os amigos, mesmo em seus pensamentos, mas no último momento você sente que algo está faltando, um esforço dentro de um esforço, a última gota. Como podemos alcançar essa última gota para que possamos chegar ao clamor geral, de modo que seremos capazes de abrir os nossos corações de uma vez por todas?

Resposta: Essa última gota é exatamente o ponto de nascimento, a ponto do êxodo do Egito , e é a mais difícil. Uma pessoa está pronta para ir quase até o fim, e então ela vê um muro na sua frente, algo que ela não pode superar, e, de repente, tem desculpas sem fim. Sua inclinação para o mal lhe diz: “Você ainda tem que cuidar disso e daquilo, e  você não estudou todo o Estudo das Dez Sefirot, no entanto, você não sabe todos os artigos do Shamati,  no entanto, ainda há tanta coisa que você tem que fazer “, e assim por diante.

E é o mesmo em relação aos amigos, o que significa que quando você realmente chegar ao ponto que agora você pode quebrar o seu ego e se conectar, fazer o ponto de solda entre você e os amigos, você pode “fazê-lo”. Criar um ponto de solda significa que esta gota de cola agora caí sobre a conexão entre você e os amigos, e se cola junto a uma adesão única. Você não pode fazer isso. No último momento, de repente você recua.

Somente um esforço geral vai ajudar aqui. Portanto, a oração de um indivíduo não ajuda. A oração deve ser a “oração de muitos,” quando você reza para os amigos e não para si mesmo, e quando todo o grupo ou a maioria do grupo reza unido. Mas você está nos falando de um esforço individual. Você pode me dizer sobre um esforço individual por mais mil anos –  nada vai acontecer com você. A direção é familiar, mas é errada, porque você não se preocupa com a conexão com os amigos.

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A partir da  Convenção de Arava Arvut Lição # 3, 24/2/12

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Para Sair Da Escuridão, Comece a Se Preocupar Com os Outros

A oração de muitos significa orar pelos outros. Você vai sair do escuro, só se você se preocupar com os outros. Este é o nosso único trabalho. Mas veja que tívemos que passar neste mundo ao longo da história da nossa evolução por golpes diferentes e preparações, até alcançarmos isso. E o que é tudo isso, o que significa ciência, tecnologia, todas essas crises, os problemas economicos? A partir da negatividade de tudo ao nosso redor, vamos chegar ao entendimento de que não há outra escolha, mas se conectar.

Nós não podemos chegar à conexão diretamente. Somente quando uma pessoa analisa suas relações e vê que elas são fúteis é que ela está pronta para exercer-se no trabalho espiritual. Mesmo assim, ela não está pronta, mas vem para o grupo e é habilitada lá. Ela tem o poder de forma positiva e negativa e então está pronta para a conexão.

Claro, isso é feito por golpes –  As pragas do Egito são todas para a conexão. Nós experimentamos desapontamentos com o grupo individualmente, e isto é para que nós percebamos nossa própria impotência e entendamos que não há outra maneira de avançar, mas por conexão. Só então estaremos prontos para sair do Egito.

Através de todos os sofrimentos, todas as pragas do Egito que lemos a respeito, todo o trabalho duro, e quando eles queriam construir belas cidades, com trabalho duro e ingrato, de repente, descobrimos que eles não receberam nada de tudo isso. Todos os anos de fome que experimentamos, todas as pragas estão em seu ego, que não lhes permitem conectar-se.

Quantas pragas que eles têm que experimentar até que eles entendam que não há escolha a não ser fugir para dentro da escuridão, não importa onde ou como somente escapar? Mas esse trabalho pode ser feito facilmente. Estamos em um nível de desenvolvimento diferente do nível de que a Torá fala. Nós não temos experimentado tudo isso fisicamente. Eles passaram por tudo isso já. Toda ação espiritual deve ter uma cópia na realdiade corpórea, e tal ação já ocorreu na história, então agora ela só pode ter lugar na espiritualidade.

Assim, nosso caminho é realmente muito mais curto. Há apenas o esforço espiritual que sobrou sem sofrimento em cativeiro material, vagando no deserto, e sem passar por todas essas fases. Resta apenas fazer um esforço espiritual para nos conectarmos!

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Da  Lição # 3 da Convenção de Arava, Arvut.

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Ocultação Simples Antes Do Encontro Com Faraó

Dr. Michael LaitmanA diferença entre a ocultação dupla e a ocultação simples é muito grande. É uma fase que dura um longo período de tempo, até mesmo anos. No passado, os Cabalistas precisavam de um tempo ainda mais longo.

A diferença aqui é que na ocultação dupla a pessoa não sabe com certeza, nem mesmo aproximadamente, o que é a doação, mas só fala dela quando repete o que está escrito sobre ela nos livros. Assim, isso é muito difícil para ela, uma vez que todos estes termos são artificiais.

Nós vemos isso em sua conversa, mas ela deve fazer como uma criança que, no meio tempo, imita os adultos e brinca com bonecas e carros. Isto é assim, até que ela atinge o estado onde a Luz superior doa a ela, e torna-se suficiente para começar a sentir o valor da doação.

Ela começa a descrever a si mesma, em sua imaginação, o que é a doação, como ela sai de si mesma em relação aos outros e se perde lá, como ela começa a senti-los e não a si mesma. Isto ainda não é “nós”, ou seja, que estou em conexão com os outros. Em vez disso, ela deixa de sentir a si e sente apenas o que é externo a ela. Não é possível transmitir essa sensação com palavras, mas esta começa a ser compreendida dentro da pessoa.

Isto se chama “atingir a ocultação simples”. Então, ela começa a exigir a revelação da doação. Agora ela entende que a doação chega apenas com a ajuda da Luz que reforma. Na transição da ocultação dupla para a ocultação simples ela vê que tudo é realizado através da força superior e que só ela pode despertar essa força através de todos os tipos de ações, mas não mais do que isso.

Aqui, a exigência amadurece nela, que ela deve ter a força superior que irá produzir dentro de si a qualidade de doação. Nós estamos neste estado agora, antes do Congresso no deserto, antes da reunião com o Faraó e a saída do Egito.

Da 4ª parte da Lição Diária da Cabalá 12/02/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

Na Beira de Uma Ascensão Geral

Baal HaSulam, “Herança da Terra”: E assim Abraão perguntou: “Como vou saber que vou possuí-la?” Significa – como vou saber que os Filhos de Israel receberão uma recompensa tão grande, uma vez que onde conseguirão vasos tão grandes que serão dignos de receber esta maravilha, e para isso, o Senhor respondeu-lhe: “Sabe com certeza que a sua descendência será peregrina em uma terra que não é deles, e os servirá, e serão afligidos por 400 anos, e depois eles farão grandes esforços na Torá e mitzvot…. “Este é o caso para aqueles que lidam com a Torá, mas aqueles que lidam com os recheios deste mundo e não estão preparados para lidar com ela, como irão receber esses vasos? Na verdade, a resposta é que isso é o que está dito no Midrash, que Israel não será resgatada até que esteja unida….”.

Então, vemos que temos que conectar com o mundo que nos fornece as suas deficiências, porque não temos suficiente deficiências da nossa parte. Da mesma forma que recebemos os desejos dos egípcios, no tempo do Êxodo do Egito.

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Exílio É A Separação Dos Irmãos

Pergunta: O que é o exílio egípcio em relação aos amigos?

Resposta: O exílio significa que eu não posso estabelecer o tipo certo de conexão com os amigos, porque o Faraó fica entre nós e pondo regras. Acontece que eu sou forçado a trabalhar para o Faraó em vez de trabalhar por causa dos amigos. Isso significa que estou no exílio egípcio, na escravidão.

No início, eu me sinto bem neste exílio. Eu não me importo com os amigos, eu só me preocupo com o Faraó, o rei, que me permite viver bem e me traz satisfação egoísta, realizando a minha inveja, cobiça, ambição e o desejo de força e poder. Uno-me ao Faraó e estou pronto para trabalhar para ele.

No entanto, aos poucos, começo a revelar que isso não é bom e eu não posso viver assim. Desde que eu não avance desta maneira e não esclareça o objetivo da criação, eu começo a sentir que estou no exílio. Como se diz: “E os filhos de Israel clamaram do trabalho”, quando revelaram que as esplêndidas cidades de Pitom e Ramsés, que eles estavam construindo para o Faraó, estavam se tornando pobres e infelizes para eles. [Leia mais →]

Deserto Que Flui Leite e Mel

Estamos em um lugar muito especial, um deserto. Na verdade, esta é a mesma paisagem, o mesmo lugar onde as pessoas que estavam dispostas a sair do seu ego (do seu Egito) e chegar a um desejo dirigido “direto para o Criador”, o superior, passaram.

Este deserto parece morto, mas isso não é certo pois encontramos uma terra cheia de vida. Há de tudo aqui, e as pessoas podem viver em um deserto. Existem águas subterrâneas, ar especial, animais e plantas aqui. Para uma pessoa,é como se não houvesse nada aqui, porque ela não está acostumada a viver em um estado, no qual ela se eleva acima de si mesma. Quando ela revela esse estado, ela vê que não precisa de mais nada, só subir.

Assim, existe um deserto em um desejo egoísta, mas quando nos elevamos acima dele com nossos próprios esforços, sentimos que ele é realmente uma terra que emana leite e mel, que tem todo o necessário. Assim, o deserto se transforma na terra de Israel onde se revela o mundo superior.

Já que esse lugar é extremamente especial de acordo com sua raiz e ramo, tem que nos ajudar. Não há pensamentos estranhos aqui, nem desejo estranho. Vamos tentar fazer isso! Todo mundo tem que tentar superar-se internamente no desejo comum, da mesma forma que gotas de água se unem para tornar-se uma gota, um todo, e não um conjunto de algumas gotas. Essa é a natureza da qualidade de doação. Da mesma forma, temos a sensação de que aqui existe apenas um desejo, um pensamento, uma intenção.

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Da Lição 1, Arvut, Convenção no Deserto Arava  de 18/11/2011

Hoje Nós Saímos Do Egito

Dr. Michael LaitmanDiz-se que a cada dia a pessoa deve ver a si mesma como se tivesse saído do Egito, o que significa que ela deve procurar a inclinação ao mal dentro de si, a fim de precisar da Torá, a Luz que Corrige. Se a pessoa chega a este estado, a partir desse momento em diante ela começa a viver – segue no caminho certo.

Se ela não sente a necessidade de corrigir a si mesma, se ela não sente o desejo quebrado dentro de si (o ego, o Faraó, os vasos que foram levados do Egito, a partir do estado em que ela descobriu sua inclinação ao mal com relação à conexão com os outros), ela não tem nada com que chegar ao monte Sinai. É porque você chega lá apenas para se conectar.

Se nós estamos prontos para isso, nós recebemos a Torá, a Luz que corrige, a qual percebe a nossa conexão. Com relação a isso é dito: “Vocês estão todos aqui hoje…”. Mas se isso não existir, não há nenhum ponto a partir do qual tudo pode começar.

Então, primeiro há o trabalho mais simples que nós podemos realizar em nosso estado. É este mundo material que nos permite começar a trabalhar, porque nós podemos fazer coisas nele, mesmo sem a intenção correta. É por isso que eu me conecto com outras pessoas, embora eu não tenha nenhum desejo por isso, ou tento alcançar diferentes objetivos egoístas, na esperança de ganhar algo com isso.

É por isso que nós fomos trazidos a este mundo material, e a partir dele nós começamos a subir. Cada vez nós tentamos reproduzir o estado espiritual de forma mais natural, e assim atraimos a Luz que Corrige sobre nós. O mundo espiritual está em ocultação, e se nós ansiamos por ele, é o suficiente para atrairmos a Luz de lá.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/10/11, Escritos do Rabash

O Que Está Faltando Para Avançar

Dr. Michael LaitmanUma vez, quando eu estudava com o Rabash, o grupo estava num estado de inspiração especial, e eu perguntei ao Rabash: “O que nos falta para avançar?”. Ele respondeu: “Está faltando um ataque”.

Foi um ano em que investimos grandes esforços nos preparativos para o feriado de Sucot. Nós construímos uma nova Sucá de acordo com regras rigorosas que o Rabash queria defender. Ela foi feita totalmente de madeira, sem um único prego de metal, e com a cobertura tão densa que a luz não poderia passar por ela.

Nós investimos muito nela, trabalhando juntos, e talvez por isso uma atmosfera muito especial e calorosa tenha sido criada. O Rabash deu explicações especiais em suas aulas, ou ele só nos parecia assim, porque conseguíamos entender mais. Então, eu perguntei: “O que mais nos falta? Durante uma semana, nós estamos juntos diariamente numa Sucá, aprendendo, conversando. Por que não aconteceu?”.

Então, ele disse que isso ainda não era suficiente. A fim de atingir uma conexão, era necessário um ataque. É assim que ocorreu durante a saída do Egito. As pessoas se uniram e escaparam. Não é possível sair sem uma conexão. Também foi assim antes, quando o povo de Israel suspirou pelo trabalho duro nas cidades de tendas de Pitom e Ramsés e chorou junto ao Criador, sentindo que não teria sucesso.

Também foi assim na abertura do Mar Vermelho quando o povo de Israel sentiu as tropas do Faraó o alcançando por trás, e a frente o Mar Vermelho estava bloqueando o caminho. E quando ele ficou ao pé do Monte Sinai, de um lado as mulheres empurravam (e está escrito que o povo saiu do Egito graças às mulheres justas que pressionaram os homens), e do outro lado o Criador colocou uma condição: ou vocês se conectam ou este será o lugar de seu sepultamento.

Nós vemos que as condições que são reveladas aqui não são de modo algum simples. Elas são como as dores de parto. Somente se aceitarmos estas condições é que realmente nasceremos num novo mundo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/10/11, Escritos do Rabash

Uma Aplicação Para Uso Interno

Ao longo de toda a nossa história de desenvolvimento, além do período do Êxodo do Egito até a destruição do Templo quando Israel existia como uma nação espiritual, durante os últimos dois mil anos, os Cabalistas tinham o costume de estabelecer pequenos grupos entre si e isso era o suficiente.

Mas agora, temos que construir o novo sistema de guarantia mútua de uma forma absolutamente tangível, como todas as conexões e sistemas operacionais neste mundo. Ou seja, devemos construí-la não apenas nas relações internas entre nós, como os grupos de cabalistas que revelam a qualidade de doação entre si, mas sim, hoje a qualidade de doação tem que se percebida na matéria deste mundo! [Leia mais →]

Pavimentar O Caminho Para A Luz

Dr. Michael LaitmanA escravidão no Egito começa com o desejo de José de se unir com seus irmãos, mas, ao invés disso, o ódio se revela entre eles. Esse é ponto quando eles entram no Egito e o vendem.

José (o homem justo, o fundamento do mundo) é o que é chamado de solo (base), Sefira, que conecta todas as Sefirot precedentes a ela, ou “os filhos de Jacó”. Ele quis unir todos eles, mas eles não acataram; cada um deles desejou ficar sozinho. E José diz: “Vocês devem se unir em mim”, uma vez que a Sefira Yesod une dentro dela todas as outras Sefirot; ela não tem nada dela mesma.

Porém, todas as outras qualidades no homem são opostas a ela, e por isso eles começaram a experimentar o exílio no Egito. Em outras palavras, todo nosso trabalho pertence somente à unificação, na qual você tem o grupo mundial, bem como os grupos locais. E cada um de nós tem oportunidades de avançar quer nos grupos físicos ou nos virtuais. Ademais, todos já fizeram alguma preparação para a união, mas nós ainda não fomos capazes de tomar a decisão final.

E pode ser que nós tenhamos que tomar a decisão final a cada instante e que nada irá acontecer a menos que nos unamos, acima do egoísmo pessoal de cada um. Lá, no ponto de nossa união, está a espiritualidade. Esse minúsculo ponto escuro de repente se revela e nós encontramos nele a entrada para o mundo espiritual . Ele é como uma passagem estreita e apertada e seria difícil de acreditar que algo realmente pudesse se abrir ali.

É semelhante a dar à luz. Primeiro, a saída está fechada, o embrião permanece dentro do útero, considerado como “Mem Stuma” (a letra “Mem” é a qualidade de Biná, fechada por todos os lados). E só depois, quando o enorme desejo de nascer está presente, essa letra “Mem” se divide em duas portas (as letras “Dalet”, da palavra “porta” ou “Delet”) em duas articulações (“Tzirim” ou “dobradiças”, a palavra que também significa contrações do parto), e é assim que o bebê nasce.

Mas, no instante que antecede, o recém-nascido não tem nenhuma chance de saber, prever, ou sentir que o estado em que está pode se abrir. Desta forma, um ambiente forte é necessário. Ele irá pressionar constantemente cada um de nós e nos assegurar a garantia: o poder de apoiar, a força de despertar que sempre ira me trazer de volta à intenção pela união.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 21/04/11, Beit Shaar HaKavanot