Textos com a Tag 'Egito'

Por Que Não Sentimos O Egito Como Escravidão?

527.03Pergunta: É interessante que uma pessoa não se torne imediatamente escrava no Egito. De acordo com o Tanach, o Faraó, por meio de José, convidou os filhos de Jacó e deu-lhes a terra de Gósen.

O que significa que uma pessoa não sente imediatamente o Egito como escravidão no trabalho espiritual?

Resposta: Naturalmente. Existe até uma meia anedota que uma vez as pessoas marcharam com slogans “Viva a sociedade escravagista” porque era progressista em comparação com a anterior.

Após a formação de escravos, outros apareceram, e cada vez as pessoas correram para cumprir seu crescente egoísmo mais e mais.

Assim, verifica-se que elas se encontram constantemente em um novo ambiente social, que elas próprias criam.

De KabTV, “Estados Espirituais”, 26/03/21

Pragas Egípcias: Infestação De Gafanhotos

592.01Pergunta: A oitava praga egípcia é a invasão de gafanhotos. Gafanhotos são frequentemente mencionados na Torá porque representam um nível egoísta especial do homem que pode ser corrigido. Curiosamente, é proibido comer insetos, exceto gafanhotos. O que são gafanhotos dentro de uma pessoa? Qual é esse nível de desejo?

Resposta: Este é um golpe muito sério. Na verdade, a Torá diz que você pode comer gafanhotos. Sabemos as restrições que existem no uso de alguns desejos, propriedades espirituais, mas a propriedade do gafanhoto pode ser usada no nível humano.

O gafanhoto personifica o nível que alimenta o nível animado do homem. Ou seja, é um passo de transição de animado para humano. Portanto, pode ser usado como alimento para nutrir o próximo nível.

Pergunta: Em princípio, os gafanhotos destroem tudo. Como os Cabalistas explicam isso? Eles devem ter visto a raiz e o ramo. Sabemos que no egoísmo existe um estado em que o homem trabalha; então seu ego pega tudo e ele vê que não há mais nada para si.

Resposta: Mas ele se beneficia disso. Esta é a melhor ajuda porque graças a ela o homem avança. Ele tem a oportunidade de se voltar ao Criador.

De KabTV, “Estados Espirituais”, 30/01/20

Pragas Egípcias: Peste Do Gado

527.02Pergunta: A quinta praga egípcia é a peste do gado. De que tipo de gado se trata, se estamos falando do estado interior de uma pessoa?

Resposta: Trata-se de diferentes níveis de desejo. O gado representa nossos desejos animalescos. Este golpe é sentido como uma manifestação do meu egoísmo, que eu não conhecia antes e como a compreensão de que não posso usá-lo de forma alguma.

Existem dez desejos no homem que vão de Malchut a Keter, as dez Sefirot, nas quais os fundamentos egoístas desses desejos são manifestados. Quando uma pessoa percebe que não pode usar essas propriedades para doação, ela entende que não será capaz de sentir vida espiritual nelas.

Pergunta: Podemos dizer que todas as pragas vão de desejos externos para mais internos? Por exemplo, a sexta praga são bolhas e furúnculos que aparecem no corpo do homem e não no gado.

Resposta: Sim. Os desejos são manifestados de fora, distantes de uma pessoa, até aqueles mais próximos dela.

Esses desejos de uma pessoa em relação a si mesma, ao Criador, às outras pessoas, mostram a ela, antes de tudo, que eles não podem ser usados. De qualquer forma, cada um deles demonstra que não pode ser usado para fins de doação e, portanto, se eles se manifestarem em uma pessoa, ela não será capaz de deixar o Egito com eles e entrar no mundo espiritual.

De KabTV, “Estados Espirituais”, 30/01/20

A Terceira E A Quarta Pragas Egípcias

746.01Comentário: A terceira praga egípcia são os piolhos. Um enxame de piolhos desceu sobre o Egito, atacou os egípcios, agarrou-se a eles, subiu em seus olhos, nariz e orelhas. Então veio a quarta praga – moscas. Ainda assim, curiosamente, na área onde os judeus viviam, não havia tal fenômeno.

Minha Resposta: Devemos explicar que todas as pragas egípcias foram dirigidas principalmente aos egípcios e não aos judeus. Ou seja, esses são golpes internos ao nosso egoísmo, a fim de convencê-lo repetidamente da necessidade de nos elevarmos acima dele. Isso é chamado de sair do Egito.

Pergunta: Estamos falando de uma pessoa que não se associa mais ao seu egoísmo. Existe ela e existe seu egoísmo. Então quem é ele?

Resposta: Ele é a qualidade supraegoísta de doação, a qualidade de conexão mútua que está começando a se desenvolver nela.

Pergunta: Por que todo o processo deve ser descrito nesses termos: piolhos, moscas e assim por diante?

Resposta: Essa é uma linguagem puramente alegórica porque estamos em dez desejos, no que é chamado de dez Sefirot. O Partzuf, isto é, a estrutura egoísta de nossa alma, consiste em dez partes, e devemos abandonar cada uma delas. Só então saímos de nosso egoísmo, cruzamos o Mar Vermelho e corremos pelo deserto até chegarmos ao Monte Sinai.

Na verdade, chegamos a um estado em que não temos nenhuma chance de permanecer em nosso ego. O Criador nos empurra para isso. Ele nos dá tal sensação durante a escravidão egípcia que aparentemente na corporeidade você tem tudo e na espiritualidade nada. E você nem mesmo quer receber espiritualmente porque não recebe nada – tudo o que é corpóreo é empurrado para você.

Isso é muito semelhante ao nosso estado atual. Afinal, o mundo atingiu um estado corporal bastante bom, mas internamente, espiritualmente, tanto os judeus como todas as outras nações do mundo não têm realização, nenhuma sensação de vida: para que serve, qual é a motivação, por quê?

De KabTV, “Estados Espirituais”, 30/01/20

Disposição Para Deixar O Egito

592.04Pergunta: O Criador traz dez golpes ao Egito. O que são todas essas dez pragas?

Resposta: Não acho que isso possa ser facilmente explicado porque não entendemos quais são as qualidades egoístas reveladas em uma pessoa e, consequentemente, quais são as qualidades altruístas.

Pergunta: Por exemplo, o que é a escuridão egípcia?

Resposta: A pessoa vê que não há nada além de escuridão à sua frente em suas qualidades egoístas ainda não corrigidas, mas está pronta para isso e segue em frente. Para ela, a escuridão espiritual é mais preciosa do que a luz egoísta. Ela concorda em ir com os olhos fechados.

Pergunta: Quando todos os filhos primogênitos do Egito foram mortos, isso significa que a pessoa sente que não vê um vislumbre de luz em seu futuro?

Resposta: Ela não tem mais conexão com o Egito. Nada pode crescer lá. Então ela está pronta para deixar o Egito.

Pergunta: Ela toma sua própria decisão?

Resposta: Sim.

Pergunta: Por um lado, eu tenho que tomar minha própria decisão e, por outro lado, estou na dezena. Estamos tomando essa decisão juntos?

Resposta: Juntos, todo o trabalho está na dezena, mas em níveis diferentes. Claro, ainda estamos no ego, o nível não corrigido. Mas dentro de nosso egoísmo, as decisões correspondentes acima dele já estão sendo feitas.

Pergunta: Então, todos esses golpes não são recebidos em meu ego, mas aparentemente todos nós os recebemos juntos em nosso ego comum?

Resposta: Sim. A dezena é considerada um todo comum, e é por isso que é chamada de “nação”.

De KabTV, “Estados Espirituais”, 15/04/19

Não Fique No Egito Para Sempre

747.01Onde podemos obter o desejo de alcançar a luz do infinito? Agora estamos em um oceano de luz infinita, mas sentimos que carecemos dela? De jeito nenhum. Desejamos o que vemos à nossa frente, o que é perceptível ao nosso egoísmo.

É por isso que Abraão perguntou ao Criador: “Como vou saber que vou herdá-la”, uma vez que eles não têm os Kelim [vasos] ou a necessidade da grande herança que Você está me mostrando e que dará aos meus filhos; eles não têm necessidade”. De onde uma pessoa comum obtém esses pensamentos porque deseja apenas uma vida tranquila e nada mais?

Mas o Criador diz: “Não! Eu preparei para você o exílio egípcio como a quintessência de todo o mal. Você entrará neste período e adquirirá tantos desejos que desejará romper com eles. Você vai sentir que eles são prejudiciais a você”.

Por um lado, não há forças para se livrar deles e, por outro, é impossível permanecer neles. O exílio é uma prisão que te sufoca, te deixa sem respirar, mas você não pode escapar a tal ponto que o egoísmo te sufoca.

E você vê que está trabalhando apenas para o seu ego, que leva tudo para si. É como se você estivesse tentando beber de um balde cheio de buracos: você pega água, morre de sede, leva à boca, e ela fica vazia. Então não há saída a não ser escapar desta prisão.

Aquele que permanece egoísta e não quer aprender a dar é chamado de egípcio, não de judeu. Afinal, judeu significa unidade (Yihud), e um egípcio não luta pela unidade e permanecerá no Egito.

O Criador explicou tudo isso a Abraão.

Da Lição Diária de Cabalá 11/03/21, “Pessach”

Entrando No Egito

747.03Pergunta: Quando uma pessoa que luta pela unificação começa a investigar sua natureza, vê que esta resiste a isso. Esse estado é chamado de entrada do Egito?

Resposta: Sim. Ela entende que, por um lado, ela deve ir em direção à unificação. Essa propriedade é chamada de “Yosef” (José). Mas o resto de suas propriedades, que seus irmãos personificam, são egoístas. Eles discordam totalmente disso.

Como resultado, todos acabam no Egito (no egoísmo) e começam a trabalhar de alguma forma uns com os outros, para se unir, se multiplicar, ou seja, para aumentar sua conexão. A pessoa começa a entender o quão egoísta ela é e como seus desejos egoístas a estão destruindo.

De KabTV, “Estados Espirituais”, 15/04/19

Sete Anos De Abundância E Sete Anos De Fome

746.03Pergunta: Estando no Egito (no egoísmo), as pessoas passam por “sete anos de abundância”. O que é esse estado?

Resposta: Elas estão começando a entender que trabalhando juntas, o que não existia antes do Egito, as beneficia.

Elas veem o benefício no fato de compreenderem mais, saberem mais e alcançarem algum sucesso terreno em sua unidade. E isso é chamado de “sete anos de abundância”.

Comentário: Ainda hoje a ciência prova que quando as pessoas interagem, traz muitos benefícios.

Minha Resposta: Sim. Mas isso não é absolutamente um movimento em direção à compreensão do Criador.

Pergunta: Então começam sete anos de fome. O que isso significa?

Resposta: Elas começam a perceber que aquilo em que estão não as leva ao resultado correto, não lhes dá uma conexão com o Criador, para o que desejam alcançar, revelar e compreender.

Então elas começam a clamar ao Criador: “O que devemos fazer? Afinal, esse é o nosso desejo. Afinal, somos filhos de Jacó. Queremos revelar o Criador, compreendê-Lo. Para isso nós existimos. De repente vemos que tudo nos é dado no egoísmo, mas nada é dado nas propriedades do Criador. De forma alguma sentimos que estamos nos aproximando Dele”.

Esse estado, compreendido por elss, é chamado de “Pithom e Ramsés”.

Pergunta: Por que isso dura sete anos? De onde vem o número sete?

Resposta: A alma consiste em dez Sefirot, dez partes: três partes da cabeça (Keter, Hochma e Bina) e sete inferiores, nas quais as partes da cabeça são refletidas, ou seja, as preenchem, atuam nelas.

Portanto, as sete Sefirot inferiores (Hesed, Gevura, Tiferet, Netzach, Hod e Yesod) recebem da cabeça da alma. E assim continua: sete anos de abundância antes de perceber a inutilidade, o vazio e o beco sem saída do caminho, e sete anos de fome. Abundância no egoísmo, fome no desejo de sair dele.

De KabTV, “Estados Espirituais”, 15/04/19

Saímos Do Egito A Cada Segundo

747.02Toda a Torá escreve apenas sobre como sair do desejo egoísta e entrar no desejo de doação, o que significa sair do Egito. Portanto, todo o método de correção espiritual está associado ao Egito. Todos os dias, em cada ação, uma pessoa deve se lembrar de como saiu do Egito.

Com cada uma de nossas ações, queremos nos elevar acima das qualidades egoístas que são cada vez mais reveladas em nós a cada segundo. Acontece que estamos sempre saindo do nosso egoísmo, do Egito, seja física ou mentalmente.

O êxodo físico do Egito pode ser uma história antiga, mas não se trata de história e geografia. Trata-se de qualidades humanas. Eu estou constantemente descobrindo um novo egoísmo em mim mesmo e devo sempre elevar-me acima dele, o que é chamado de sair do Egito. Cada ação e esforço que fazemos é direcionado a como escapar da escravidão egípcia.

Para este êxodo, todos devem estar juntos. As pragas do Egito vieram com esse propósito, e o primeiro golpe ocorreu ainda mais cedo entre os filhos de Jacó e os forçou a descer ao Egito.

Os irmãos não queriam se juntar a José, cujo nome significa “coletor”, ou seja, uma qualidade especial que deveria nos unir. Eles não queriam se unir, então venderam José como escravo egípcio. Mas daí, por causa da fome e adversidade, eles próprios foram forçados a descer ao seu egoísmo, ao Egito, e quando encontraram José lá, eles se uniram.

A Torá nos fala sobre todas as situações que podem surgir no processo de nosso trabalho na conexão em dezenas e como começar a apreciar a qualidade de José devido à conexão correta.

Então de José chegamos a Moisés (da palavra “Moshech, puxe”). Afinal, Moisés foi puxado para fora das águas do Nilo ainda bebê, e por outro lado, ele tira todo o povo de Israel, todos que querem sair do seu egoísmo, do Egito, para o Criador.

“Terra (Eretz)” significa “desejo (Ratzon)”, e “Israel (Yisrael)” significa direto ao Criador (Yashar Kel). Desde a primeira introdução à ciência Cabalística até o fim da correção, estamos preocupados apenas em como sair do nosso egoísmo, isto é, sair do Egito.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/01/21, “Capítulo Shemot”

Êxodo Do Egito Por Todo O Mundo

laitman_570Os sábios dos tempos do Talmude fizeram correções na alma comum, o que tornou mais fácil a revelação do Criador, para a qual as restrições corporais não são mais necessárias. Você pode comer o que quiser e o quanto quiser, o principal é encher seus pensamentos e coração com a Torá.

Em nossa geração, o estudo da ciência da Cabalá se tornou ainda mais acessível: todos podem aprender. Não há nenhuma proibição de qualquer tipo, e a Cabalá é revelada ao mundo inteiro, não apenas aos judeus.

Hoje voltamos às verdadeiras definições da ciência da Cabalá: Israel, judeus, a Torá, que existiam na antiga Babilônia no grupo de Abraão, mas agora elas se aplicam a toda a humanidade. Essas definições adquirem um significado espiritual, não corporal.

Qualquer pessoa pode se envolver na Cabalá, superar seu egoísmo e lutar pelo Criador, não importa onde a pessoa nasceu: no Japão, China ou Síria, todos podem trabalhar para atrair a luz que reforma e corrigir o mundo.

E vemos como os golpes (pragas egípcias) que se desenrolam no mundo estão se tornando cada vez mais integrados. Já é impossível separar Israel das nações do mundo. Veja a situação nos EUA, a agitação e os problemas, e a mesma coisa em outros países também. O mundo inteiro está agitado.

Estamos apenas iniciando esse processo do “coronavírus”, mas ele já levou todos a perceberem seu completo desamparo. Ninguém sabe o que fazer ou entende onde estamos ou como sair desses problemas. Não há para onde ir, como se estivéssemos com as mãos e os pés amarrados. O vírus está tirando menos vidas do que qualquer guerra, mas nos liga completamente e não nos dá chance de mudar.

O mundo não sabe o que fazer e está procurando uma saída dessa situação e alguém para mostrar o caminho. Isso está acontecendo em todos os países. As pessoas pensam que a primeira onda da epidemia passou e a quarentena pode ser levantada até a próxima onda chegar.

Mas quem disse que já podemos facilitar nossas vidas? Fizemos as correções necessárias? Nós nos alinhamos à natureza integral e global? Fizemos melhorias na sociedade humana?

Nada disso aconteceu. Então, por que merecemos alívio? Não agimos na direção certa.

Podemos dizer que nossa geração tem uma “nova” Torá porque em todas as gerações anteriores era pessoal, individual. E hoje a Torá está se tornando global e integral, o que nos obriga a ser como a natureza global e integral.

Toda a humanidade deve fazer isso, mas essa demanda está crescendo gradualmente, passo a passo. Se fosse imediatamente solicitado a todas as pessoas, nos destruiria completamente. Portanto, cresce gradualmente, como acontece com uma criança de quem é exigido cada vez mais a cada ano, de acordo com a idade. É o mesmo conosco.

Mas este é um novo estado, a “última geração” da qual não há onde escapar. Devemos cumprir nossa missão, que não pode ser evitada, e levar toda a humanidade a um sistema global e integrado devido à luz de retorno que flui por meio do nosso grupo para o mundo. Isso é chamado de educação integral, que constrói de nós um sistema integral no qual todos estão conectados um ao outro.

A palavra “Torá” significa instrução (Oraa), orientação no caminho; é um guia completo que descreve todas as nossas descidas e subidas, todas as nossas relações entre nós e com o Criador, e mais importante, este é um meio de atrair de cima a luz da correção, do sistema corrigido da alma comum de Adam HaRishon em nosso sistema quebrado.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 01/06/20, “A Abordagem para Estudar a Sabedoria da Cabalá”