Textos na Categoria 'Casamento'

A Extraordinária Leveza Do Ser

Dr. Michael LaitmanO divórcio tornou-se muito comum hoje em dia. Há um aumento no número de casais divorciados recentemente e sua idade está caindo. Alguns casais se divorciam nos primeiros anos de casamento. Há uma teoria de que o casamento pode estar acabando. Afinal, a vida é cheia de tentações e é muito difícil viver com a mesma pessoa uma vida inteira.

Uma mulher que tem uma família e filhos, de repente sente que não ama mais seu marido. Ele pode ser um bom marido e bom pai, mas não importa, ela simplesmente não o ama. Há um novo fenômeno natural que é comum entre muitas mulheres que, de repente, perdem o sentimento de dependência interna e conexão com seu marido.

Isso nunca foi típico das mulheres. Uma mulher que vivia com o marido sempre se acostumava a ele e sentia que pertencia a ele. De repente, tudo isso se foi. Este é o resultado natural do nosso desenvolvimento. Não devemos culpar as mulheres se este é um fenômeno natural. Primeiro temos que estudar o fenômeno e ver o que fazer em relação a isso.

Isso é resultado do nosso desenvolvimento: nós deixamos o nível animal e subimos ao nível humano (Adão), que se assemelha (Domeh, em hebraico) à Natureza global. Uma vez que agora temos que nos conectar com esta Natureza geral, com toda a humanidade, isso quebra as nossas conexões pessoais. A Natureza quer “abrir nossos olhos”, para nos tirar do quadro familiar para que possamos voltar a ele mais tarde, porém num nível diferente.

Todo mundo se lembra da sensação de estar apaixonado, das emoções fortes e incomuns, do entusiasmo, da inspiração e da plenitude, pelos quais vale a pena estar juntos e construir uma família. Porém, com o tempo, esse sentimento desaparece. Então, por que naturalmente nos apaixonamos, e mais tarde isso desaparece, obrigando-nos a olhar para isso todas as nossas vidas?

A Natureza quer que alcancemos o amor verdadeiro e rompamos o amor egoísta animal que não dura. Nós temos que mudar a atração instintiva pelo sexo oposto, causada pela paixão natural e os hormônios, para uma conexão mais proposital.

A conexão normal é formada porque estamos vivendo pelos filhos ou por uma casa compartilhada. Além disso, é conveniente estar juntos, já que podemos ajudar uns aos outros e apoiar-nos mutuamente quando envelhecermos. Mas hoje nós temos que encontrar uma maior conexão interna. É impossível manter uma pessoa nos quadros antigos: ela pode jogar fora tudo e ir embora. Os filhos crescem e saem de casa e não há nada que nos mantenha juntos; por isso nós dividimos tudo o que temos e nos divorciamos. Vemos isso em toda parte.

A fim de manter a unidade familiar, nós precisamos de um motivo mais sublime. É assim que temos que alcançar a paz e a compreensão em todo o mundo, uma vez que não sobreviveremos de outra forma. Mas quando nos conectamos com o mundo todo, porque não temos escolha, de repente descobrimos que o lucro principal não é o sucesso econômico! Ele foi apenas a desculpa para nos forçar a construir melhores conexões.

De repente, nós realmente descobrimos que há um sentimento totalmente novo nessa conexão, que nos desprende da vida corpórea. Nós sentimos uma vida mais plena, mais espiritual. De repente, nós descobrimos uma satisfação que não sentimos em toda a nossa vida. Nós simplesmente flutuamos no ar, sentindo a extraordinária leveza do ser sem sentir a morte.

Antes, eu tinha que me conectar sob as pressões da Natureza, que definia a condição: “Você se conecta ou aqui será seu local de sepultamento”. Porém, depois eu me surpreendia ao descobrir que essas relações são totalmente diferentes. Eu simplesmente não podia imaginar que isso daria uma maior satisfação, acima de toda essa vida.

Não importa o quanto você diga a uma pessoa sobre isso, ela não vai entender. Portanto, a Natureza nos empurra por trás pelo sofrimento, obrigando-nos a conectar antes de nos destruir. Nós nos conectamos porque não temos escolha, exceto descobrir no final a beleza nessa conexão.

A mesma coisa acontece na família. Agora, nós nos odiamos e não queremos estar juntos; queremos nos divorciar. Mas se cada um de nós descobre no mundo a falta de amor, a necessidade e o desejo de amar, e se cada um de nós entende que satisfação sublime o amor traz, nós vamos querer ter essas relações em nossa família. Nós vamos voltar para a família depois que aprendermos a amar o mundo inteiro! Então, vamos querer chegar a uma conexão interna e pessoal com o cônjuge.

Portanto, não importa que nos tornemos velhos após vários anos e não sejamos tão atraentes quanto antes. Não vamos nem prestar atenção nisso. Vamos sentir o primeiro amor, mas de uma forma totalmente diferente, e só depois aprenderemos a construir relações internas, conectando-nos com o mundo inteiro.

Da “Discussão sobre uma Vida Nova” # 19, 02/02/12

Uma Aliança De Almas Relacionadas

Dr. Michael LaitmanPergunta: Não está claro como pessoas modernas que não querem ter filhos, de repente, tenham esse desejo.

Resposta: É graças ao fato de que começamos a nos conectar mutuamente em todo o mundo. Através da formação de conexões com base no amor acima da repulsa e do desprazer, começamos a entender o poder interno que está oculto nestas relações. Nós veremos em que medida a doação aos outros nos preenche

Então, a mulher vai gostar de estar em tal relacionamento com seu marido, com certo esposo, e não algum parceiro aleatório, como nós vemos nos dias de hoje. Em seguida, eles serão capazes de estabelecer uma relação mútua e construir uma família, não no nível biológico, sexual, mas no nível da conexão espiritual. Em tal família eles vão sentir que é possível expandir o relacionamento, realizá-lo através das crianças. Este é o resultado da aprendizagem de uma pessoa para se conectar com o mundo.

Nós sempre vivemos egoisticamente. Nós demos e recebemos egoisticamente, mas agora o mundo inteiro vai chegar a uma conexão altruísta. Primeiro, é sob a forma de “doação a fim de doar”; depois, é sob a forma de “receber a fim de doar”. Vamos entender que vale a pena chegar a uma forma de receber, a fim de aumentar nossa doação.

Pode parecer uma linguagem sublime, mas de acordo com o ritmo do nosso desenvolvimento esse futuro está muito próximo. Claro, é muito difícil compreender isso, visto que a pessoa não muda. Mas mudando gradualmente, começamos a compreender o nível em que estamos e um pouco acima dele.

Eu acho que quanto mais a pessoa se corrige, tornando-se mais integrada e conectada aos outros, ao tratar os outros com amor, doação, preocupação, compreensão mútua e garantia mútua, a sua atitude para com o outro sexo, para com seu parceiro ou parceira, também será alterada, bem como suas atitudes em relação aos laços familiares e às crianças.

Afinal, nós nunca sentimos o que é amor. Nós agimos de acordo com nossos instintos naturais e, dessa forma, escolhemos o cônjuge direito. Mas agora nossos relacionamentos mais próximos serão baseados num sentimento interno, depois que aprendermos a viver acima do nosso ego.

A Natureza nos obriga a estabelecer tais relações globais em todo o mundo. Assim, nós não vamos olhar para o outro sexo no plano animal, físico, onde a família já entrou em colapso. Vamos criar uma aliança familiar num nível espiritual mais elevado, e estabelecer conexões de doação mútua.

Através dessa doação eu vou começar a me sentir de forma diferente em relação ao meu cônjuge e ele vai se sentir da mesma forma em relação a mim, de modo que haverá uma nova conexão entre nós, como se diz: “um homem e uma mulher, se tiverem sido agraciados, a Divindade está entre eles”, o que significa uma conexão especial. Graças a esta conexão, vamos começar a pensar em filhos. Esta será uma família totalmente diferente, não vamos voltar ao que era no passado, mas sim aumentar a nossa conexão, do nível material e físico, ao nível das almas, ao nível espiritual.

A família terá a mesma forma: um homem, uma mulher e filhos, mas o significado e o objetivo serão totalmente diferentes.

Da “Conversa sobre uam Nova Vida” #19, 02/02/12

O Casamento De Acordo Com Cálculos Espirituais

Dr. Michael LaitmanSe eu pudesse espiar para fora do meu pequeno envelope e ver onde estou neste mundo global, como eu trato toda a humanidade, que como uma alma única passa por diferentes mudanças ao se aproximar de seu estado perfeito, eu perceberia a minha vida um pouco diferente. Eu não olharia para minha vida pessoal, para uma vida que é tão pequena quanto a vida de uma formiga e que não deve ser levada em consideração.

Se você estiver incluído no grande processo global, juntamente com os outros, você vai sentir que está no fluxo infinito da vida. Entretanto, nós devemos aprender o que fazer para sentir a eternidade da natureza e ser incluído nela. Então, a partir desta altura você será capaz de resolver todos os seus problemas pessoais.

Mas se nós tentarmos corrigi-los no nível comum corpóreo, não seremos capazes de resolver nada. Prova disso são todas as tentativas fúteis de corrigir a situação atual, tomadas pelos governos. Não há outros meios de corrigir o nosso estado pessoal, exceto a educação e formação integral.

Portanto, uma mulher que se sente miserável hoje, já que não consegue encontrar um parceiro com quem construir uma família e ter filhos, deve compreender que é assim que a natureza quer obrigá-la a ser incluída em todo o mundo como mulher.

Como resultado de estar incluída no mundo, que é o resultado da educação integral, ela começa a entender as conexões que deve ter com os outros. Ela começa a sentir como é boa essa conexão em reciprocidade com o mundo inteiro.

Assim, ela vai encontrar o homem certo e eles vão começar a aprender como podem se apoiar mutuamente, a fim de subir ao nível espiritual e se tornar um, embora eles ainda possam ser diferentes e ficar cada um em seu próprio ego.

Quando a percepção pessoal mudar, tudo vai dar certo, imediatamente. Eles vão querer estar mais fortemente conectados e ter filhos, para que a conexão mútua possa ser implantada espiritualmente. Este espírito vai obrigá-los a construir uma família.

Da “Conversa sobre uma Vida Nova” # 19, 02/02/12

Vamos Construir Um Telhado Comum Para O Mundo

Dr. Michael LaitmanMesmo que sejamos diferentes, nós ainda progredimos de alguma forma como em uma família. É verdade, não é fácil. Digamos que eu tenho uma mãe e pai, minha esposa também tenha, e cada um de nós tem irmãos e irmãs de ambos os lados, seus filhos, os nossos filhos. Temos de levar em consideração o outro, já que somos mutuamente dependentes, tanto na forma positiva quanto na negativa. É por isso que não temos intenção de mudar e reformar o outro.

É compreensível que, se no passado eu conheci uma mulher que possivelmente difere de mim em sua personalidade, mas de acordo com outras considerações, decidimos ficar juntos, então, nesta decisão de estar juntos, nós basicamente aceitamos e concordamos, mesmo sem falar isso, que estaremos levando uma vida compartilhada que nem sempre estará indo bem. Nós teremos que fazer concessões mútuas e concordar com a opinião do outro, parcial ou totalmente, e assim por diante. Mas nós nos conectamos com o outro, não tendo outra escolha, porque queremos criar uma família, aumentar a nossa prole e apoiar um ao outro.

Casais jovens não têm esse tipo de educação, que ensina como se dar bem entre si apesar das diferenças. Mesmo que nós pensemos que escolhemos livremente o parceiro de vida mais adequado para nós, na realidade, nós ainda somos muito diferentes. Para os animais, o acasalamento acontece instintivamente, mas as pessoas, já que seus cálculos estão corrompidos, procuram algo de especial, talvez até mesmo raro, não percebendo que, exatamente por causa disso, terão dificuldades de comunicação.

A falta de educação, compreensão e formação com relação à vida em comum, bem como a incapacidade de se submeter ao outro nos leva a uma crise da instituição familiar. Em nossos dias, mais da metade da população da terra, especialmente os jovens, são solteiros. Eles não estão prontos para se casar e não querem ter filhos porque se sentem incapazes de cuidar de alguém.

Esta crise já se arrasta há décadas, e hoje também somos obrigados a resolver problemas semelhantes entre os países. Afinal, cada um de nós, pelo menos em relação aos países vizinhos, está tanto dando quanto recebendo, assim como um casal. É por isso que é necessário aprender também como fazer concessões a nível internacional para se conectar acima de todas as diferenças e divergências. No entanto, nós também nunca fomos ensinados a fazer isso.

Então, como isso pode realmente ser feito? Qual é a técnica de fazer concessões, pois somente através da concessão que demonstramos a nossa boa intenção?

Por falta de outras opções, nós atualmente nos encontramos na crise que nos ensina as coisas mais urgentes. E as pessoas sentem essa urgência de tal forma (e é aí que reside a nossa esperança) que se recusam a aceitar o “divórcio”, pois o “divórcio” entre os países é a guerra.

Espero que nós percebamos que não temos uma escolha e que devemos exercer a moderação. É por isso que nós criamos a ONU, um lugar onde supostamente todos podem se reunir e discutir a cooperação pacífica, bem como muitas outras organizações que lidam com educação e saúde.

Por exemplo, em Genebra, há organizações internacionais que eu nunca sequer percebi que existiam. Há uma comissão sobre frequências de radiodifusão que assegura que cada estação de rádio e televisão no mundo tenha sua própria freqüência e não interfira nas outras. Há um conselho de fabricação de medicamentos, produtos médicos, e serviços, que determina normas neste domínio. Isto nos permite compreender uns aos outros e, assim, um médico, ao enviar seu paciente para tratamento em um país diferente, é capaz de explicar ao seu colega todas as nuances de procedimentos necessários.

Há ainda organizações que monitoram as bandeiras de cada país para que, de repente, não surjam duas bandeiras idênticas. Existem padrões em todos os campos, porque estamos nos tornando tão interligados e próximos uns dos outros que é preciso estabelecer leis para regular todas as áreas da nossa interação.

Assim como o parlamento de cada país, que define as leis para a interação dos seus cidadãos, isso também é feito em uma escala global hoje, para o mundo inteiro. Essas organizações foram criadas há algumas décadas, e sem elas as coisas seriam muito difíceis para nós.

Mas hoje o problema não está no estabelecimento de um lugar para todos. A situação atual nos obriga a construir uma “teto” comum que consiste na compreensão mútua e sensação de que estamos na mesma sala, por assim dizer. Nestas circunstâncias é muito difícil para nós estarmos juntos se não tivermos uma boa conexão entre nós.

Nós devemos sentir não só a proximidade, mas a interdependência que exigirá que todos mudem sua atitude para com os outros. Quer queiramos ou não, somos interdependentes, estamos conectados e unidos em diferentes níveis: alimentação, vestuário, educação, cultura, tecnologia, suprimentos de energia, água e até mesmo ar.

Se a indústria de alguém polui a atmosfera, não temos nada para respirar. Estamos todos familiarizados com o Protocolo de Kyoto que estabelece limites para as emissões de derivados de resíduos e poluição atmosférica.

Eu acho que vale a pena apresentar uma lista de organizações internacionais e as questões com as quais trabalham. Então, nós vamos sentir o escopo de nossa conexão. Parte destas organizações está localizada em Paris, Londres e Nova York, mas a maioria delas está em Genebra.

Isto é muito importante porque dá às pessoas uma idéia de dependência mútua, de tal forma que é difícil de acreditar. É muito maior do que numa família. Em uma família, eu posso parar de falar, discutir e até mesmo me distanciar por algum tempo.

Mas aqui, isso é impossível. Acontece que todos os países existentes já estão dentro de um mosaico único, e ninguém é capaz de sair dele ou se comportar da forma que agrada a si. Vemos que sempre que alguém tenta fazer algum movimento independente, nunca consegue. Depois de algum tempo eles regridem, ou talvez nem sequer vão além das tentativas verbais, nunca chegando a quaisquer ações práticas, porque no nosso tempo isso não é possível.

De KabTV “Uma Nova Vida” Episódio 5, 02/01//12

Na Busca De Um Parceiro Espiritual

Dr. Michael LaitmanCerca de 40 anos atrás, o divórcio era considerado um ato desonroso; hoje, não há nada de incomum nisso. As pessoas não entendem por que devem se casar, ter filhos, e por que eles deveriam continuar a viver juntas!

Se a resposta a esta pergunta não for encontrada, a pessoa não precisa ter uma família ou dar à luz filhos. Eu posso continuar vivendo sozinho o mais confortavelmente possível; o que vai acontecer mais tarde não me preocupa. Hoje, é assim que o nosso ego se relaciona com a vida.

Mas se eu descobrir uma meta maior, como por exemplo abrir as portas para um outro mundo, para a intenção eterna e, além disso, se eu sei que isso pode acontecer aqui e agora, mesmo que seja preciso mais responsabilidade e imponha certas responsabilidades em mim, tal como me anular para atingir essa meta e chegar a sua importância, isto me obrigará a criar uma família.

Depois, eu me caso com uma mulher que eu escolhi não por causa de meus instintos animais, mas sim como um resultado da minha busca por um parceira espiritual! Minha esposa fica comigo o tempo todo e se torna um indicador através do qual eu rastreio se ainda estou no caminho certo.

Então, nós realmente atingimos a meta, a qual nos conecta; em vez de apenas tolerar um ao outro, nos unimos como um todo! Isso é chamado de: “Um homem e uma mulher e a Shechiná (Divindade) entre eles”.

Nós começamos a nos relacionar com o outro através do Criador, uma vez que não estamos sozinhos: Ele sempre está entre nós. É por isso que eu percebo minha esposa através do prisma do Criador, isto é, eu vejo ambos, ela e o Criador. Assim, ela vê a mim e o Criador.

Se não levarmos em conta o terceiro fator não seremos capazes de construir um triângulo (o homem, a mulher e a meta), nem seremos capazes de viver juntos. No nível animal, é possível, mas no “nível falante” não é viável.

Eu não serei capaz de identificar o Criador se eu não olhar para o meu marido ou esposa por este prisma.

Originalmente, nós éramos partes de uma alma comum: Adão e Eva. Agora, temos que reviver esta “estrutura”, embora a serpente (o nosso ego enorme) tenha nos dividido. Temos que corrigir esta “serpente” e revelar o Criador entre nós.

Pergunta: Então, é inútil esperar por um “príncipe num cavalo branco”. Ou pelo contrário, nós devemos procurar o Criador?

Resposta: O Criador está acima de qualquer outra coisa! Mais tarde, você deve se concentrar em quem pode provê-Lo aos seus olhos.

Da Palestra “Sobre a Feminilidade” 14/12/10

Não Espere Até Ficarmos Velhos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Digamos que um homem e uma mulher comecem a discutir no grupo um futuro integral, do jeito que imaginam essa imagem integral…

Resposta: Para que eles não fantasiem sobre a imagem ideal baseando-se na prosperidade material que eles não conseguiriam assegurar para si, é melhor que eles partam do princípio resumido num ditado russo, “o amor faz de uma casa um castelo”: “Vamos construir o nosso lindo ‘castelo’”.

Pergunta: Mas, “o amor faz de uma casa um castelo” é uma noção puramente psicológica.

Resposta: É claro! Nada mais é necessário. Eles verão que podem se satisfazer com o mínimo e, ao mesmo tempo, ser perfeitamente felizes. Eles não vão continuar se destruindo em busca dessa abundância fantasma; em vez disso, conseguirão construir a sua felicidade imediatamente. Mas para isso eles precisam ser muito inteligentes. Para alcançar isso, é necessário educar as pessoas e, seriamente, continuar sua educação, para elevá-los a um nível muito sério.

Normalmente, muitos casais chegam a este ponto, só que isso acontece numa idade muito avançada. Um estado de compreensão mútua, concessões e impregnação um no outro surgem entre eles. Eles conhecem as fraquezas e os hábitos de cada um, pois entendem que há coisas que não podemos mudar na outra pessoa e, portanto, não é necessário tentar fazê-lo; eles começam a amar as fraquezas um do outro. Mas tudo isso ocorre com a idade. Em outras palavras, pelo caminho do sofrimento, porque décadas se passam antes que isso aconteça (se passarem sem terminar em divórcio antes).

Nós precisamos educar as pessoas sobre isso.

Da “Discussão sobre a Educação Integral” # 6, 14/12/11

É Possível Fazer Amizade Com A Sogra?

Dr. Michael LaitmanPergunta: A psicologia social fala do papel da “conversa fiada” e afirma que para ter um bom relacionamento com seus vizinhos é suficiente simplesmente dizer “Olá” durante cada encontro. Se eu não fizer isso sistematicamente, então, no sistema geral, fico em dívida com meus vizinhos. Quando esta “dívida” atinge o seu máximo, os vizinhos podem simplesmente se livrar de mim. Pode este tipo de informação ajudar a pessoa a construir uma sociedade integral?

Resposta: Claro que pode. Esta informação fala sobre o fato de que estamos todos conectados integralmente e, portanto, precisamos receber determinados sinais uns dos outros, pelo menos para interagir no nível do “Olá”. Este é um bom exemplo.

Pergunta: Posso dar outro exemplo. Falamos sobre a interação peculiar entre parentes. Por alguma razão, a maioria das pessoas tenta construir um relacionamento amigável com, digamos, a sua sogra. Obviamente, elas não conseguem isso; elas ficam sobrecarregadas com esses laços, que então se transformam em ressentimentos. Nos cursos de educação integral, nós podemos dizer às pessoas que elas não devem tentar ser amigas de suas sogras, que esta é uma forma diferente de interação?

Resposta: As pessoas precisam aprender muito a este respeito, em particular sobre quais níveis de conexão deveriam ter. No entanto, eu não acho que precisamos agir como os psicólogos fazem hoje. Se entrarmos no nível da integração mútua, a simples atitude bem-intencionada das pessoas entre si vai, involuntariamente, construir as conexões corretas, onde não rejeitamos ou nos exibimos uns aos outros.

Justamente essas interações sinceras e mútuas é que vão nos colocar em nossas posições correspondentes em relação uns com os outros, semelhante à engrenagens interligadas. Há pessoas com quem a minha conexão é mais estreita, assim como aqueles que estão mais longe de mim. Eu não deveria fingir o contrário e me insinuar numa aderência estreita com todos.

Portanto, se eu estou ligado ao meu cônjuge por laços familiares, isso não significa que eu tenho que estar conectado de maneira semelhante com a sua mãe e outros parentes, já que tudo isso é realizado somente através dele, e de nenhuma outra forma. Se não fosse por meu cônjuge, eu, possivelmente, sequer os conheceria. É necessário que nós mostremos estas conexões diretamente, para esclarecê-las.

Quando chamamos as pessoas para a integralidade mútua, elas entendem que a separação ou a proximidade mútua devem se originar precisamente do nosso estado no sistema geral. É por isso que não deve haver qualquer ofensa ou ressentimento aqui.

Eu saúdo meus vizinhos porque o fato de vivermos na mesma ala de um edifício ou no mesmo chão me obrigam a fazê-lo, enquanto que eu não tenho nenhuma obrigação de agradar pessoas que vivem numa casa vizinha ou até mesmo na ala vizinha.

Em outras palavras, é precisamente a nossa compatibilidade um com o outro e nossa proximidade que determinam em que medida eu preciso expor essa conexão mútua, essa coesão com os outros. Assim, se esta é reconhecida pelas pessoas, elas não são obrigadas a nada. Pelo contrário, elas naturalmente realizarão, desde dentro, qualquer contato em conformidade com o sistema geral, a interconexão global entre todos.

Eu não vejo um problema nisso e acho que tudo isso vai brotar de dentro da pessoa

Da “Discussão sobre a Educação Integral” # 6, 14/12/11

Nosso Amigo, o Egoísmo

Pergunta: Quando os jovens, um homem e uma mulher, estão fazendo planos para o futuro, eles sonham sobre a maneira como eles vão viver. Poderia cônjuges discutir a imagem ideal de uma família integrante, de um grupo de educação integral para que todos pudessem contribuir com a sua própria visão disso?

Resposta: Isso é útil até hoje. Ao criar uma imagem de uma família ideal, precisamos entender nossa natureza egoísta e ter uma atitude completamente objetiva em relação a isso. Se eu puder objetivamente me abrir ao meu grupo, para “dissecar” a mim mesmo diante dele, e além disso, o grupo também poderia explicar-me desde o seu ponto de vista quem eu sou e de outra forma, então, por compreender os pontos de vista, hábitos e motivações um do outro, todas as coisas dadas pela natureza e instilada em nós, então iríamos tentar subir acima além disso, chegar a um sistema completamente novo de relações mútuas.

Nós não iríamos tentar quebrar uns aos outros, porque estamos criando algo mútuo  que é confortável e bom para nós. E todos os nossos impulsos negativos interiores egoístas seriam automaticamente transformados inversamente em unificação acima deles.

Começamos a ver que, se esse nosso egoísmo  não existe, então não somos capazes de entrar em contato uns com os outros. Mas, graças ao fato de que podemos construir esta superestrutura comum acima dele, o egoísmo é realmente nosso parceiro, amigo e auxiliar, agindo aparentemente contra nós, enquanto, na realidade, demonstrando que, precisamente através da resistência a ele, girando-a de dentro para fora em nossos relacionamentos mútuos criamos uma nova família, uma nova sociedade anti-egoísta.

O egoísmo desempenha um papel crucial nesta sociedade, pois sem ele, não seríamos capazes de conseguir qualquer coisa. É o próprio tecido da natureza, intencionalmente incutido em nós. O que diferencia uma pessoa de um animal? É precisamente o fato de que, ano após ano, geração após geração, o egoísmo cresce dentro do homem. Usando o egoísmo, exceto na direção oposta, criamos reciprocidade entre nós: em vez que repelindo-nos, chegamos mais perto, em vez de rejeição e ódio, há amor. Tudo está contido no presente.

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Da “Discussão sobre a Educação Integral” # 6, 14/12/2011

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O Segredo de uma família Integral

Pergunta: Como a família integral difere da família tradicional que estamos acostumados a ver?

Resposta: As aspirações de homens e mulheres, que constituem diferentes fardos, naturezas diferentes, devem ser destinadas à criação de um dipolo entre eles, isto é, o tipo de interconexão, que poderia tornar-se um bloco de construção do universo.

Como diz a Bíblia, juntos, marido e mulher são um único todo ou “da mesma raça. “Eles são duas pessoas que são opostas uma a outra e ligados entre si, ao mesmo tempo. Ou eles estão ligados de uma forma natural, ou através de um método especial, pois aqui a natureza realmente nos mostra os dados completos de forma oposta. Isto é importante ter em mente.

Mas isso não é simplesmente a ligação ou a solidez de uma família. Particularmente, é a solidificação de uma família para alcançar a harmonia geral. Portanto, conclui-se de uma forma completamente diferente, em um sentido diferente. Isto é muito importante! Neste caso, o casal sente a responsabilidade não só para si, mas também para os outros, pois eles são parte de um todo maior, e por não “conectar” a esse todo maior, engatilha na natureza uma reação negativa proporcional à perturbação que introduzíu.

Suponha que minha esposa e eu introduza um valor de 10 gramas “de perturbação no sistema geral, porque somos apenas uma pequena parte, estas 10 gramas são, então, multiplicadas pelo fator de complexidade de todo o sistema, assim transformando-se em quilogramas ou toneladas. E depois tudo volta para nós, pressionando-nos e nos obrigando a mudar.

Mesmo os erros que cometemos hoje e no futuro provoquem a conseqüência correta, que é sentida por nós como indesejável, forçada e desagradável. Mas é precisamente as conseqüências dos nossos erros que nos empurram para a frente.

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De uma “Discussão sobre a Educação Integral” de 12/12/11

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Cursos De Gestão Familiar

Cursos De Gestão Familiar

Dr. Michael LaitmanCada curso no sistema de educação integral carrega uma enorme carga de sentido na mudança de cada um de nós como uma personalidade e como um indivíduo integrante da sociedade. A partir daqui surgem mais cursos práticos sobre a gestão familiar. Isso envolve a conduta numa família, entre cônjuges, com os filhos e com os pais, a educação, e a gestão da casa. Uma grande quantidade de questões de natureza ética e moral surgem aqui.

Eu acho que todos esses cursos devem ser conduzidos por um psicólogo, com muitos exemplos de nossa vida: o que era e o que deveria ser, como construir uma ponte para fazer a transição dos nossos estados do passado (doméstica, conjugal, pertencente à manutenção da casa e a educação dos filhos) para os novos estados.

A educação das crianças e a influência dos pais sobre seus filhos são consideradas separadamente. Nós não desagregamos a família, não exercemos nenhuma pressão sobre os pais, e não os afastamos de seus filhos, como foi feito durante os tempos soviéticos, quando as crianças eram enviadas para o internado ou os kibutzim israelenses, quando eram simplesmente tiradas de seus pais e foram criadas separadamente. De um modo geral, eles perseguiram metas boas, mas tudo veio para exercer força sobre o indivíduo. Não deve ser desta forma.

Sob nenhuma circunstância nós destruímos a família. Nós simplesmente ensinamos às pessoas a inclusão correta entre si. Elas devem se fundir internamente, se conectar de tal forma que a família se torna um pilar da sociedade integral e incorpora uma unidade, um único sistema de pequeno porte que se une com outros sistemas.

Comentário: Como isso pode ser feito? Como eles podem ser unidos?

Resposta: Se tanto os pais como as crianças completarem, essencialmente, os mesmos cursos, exceto que cada um segundo sua idade e mentalidade, então não há problema deles começarem a mudar involuntariamente e discutir essas mudanças em seu círculo familiar. Vergonha e censura não têm lugar aqui, porque toda a sociedade é obrigada a mudar.

Agora todos nós temos que jogar este jogo especificamente, a fim de posicionar-nos sob a influência da natureza. Caso contrário, a natureza vai nos forçar a fazer isso com o seu desenvolvimento posterior mostrando nossa contradição com ela, e vamos experimentar tremendo sofrimento.

Da “Palestra sobre a Educação Integral” 12/12/11