Textos na Categoria 'Anti-semitismo'

Nós Devemos Preferir A Internalidade

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar”, Item 71: Cada um de nós remanescentes deve tomar para si a responsabilidade, em alma e coração, de intensificar de agora em diante a internalidade da Torá, e dar a ela seu lugar de direito, de acordo com seu mérito sobre a externalidade da Torá.

Então, todos nós seremos recompensados com a intensificação de sua própria interioridade, ou seja, Israel dentro de nós, que são as necessidades da alma sobre a nossa própria exterioridade, que são as nações do mundo dentro de nós, ou seja, as necessidades do corpo. Essa força chegará a Israel, até que as nações do mundo dentro de nós reconheçam o mérito dos grandes sábios de Israel sobre elas, e os ouça e obedeça.

Além disso, a internalidade das nações do mundo, os justos das nações do mundo, vai dominar e submeter a sua exterioridade, que são os destruidores. E a internalidade do mundo, também, que é Israel, deve se elevar em todo seu mérito e virtude sobre a exterioridade do mundo, que são as nações. Então, todas as nações do mundo reconhecerão o mérito de Israel sobre elas. Elas devem seguir as palavras (Isaías 14, 2), “E as pessoas devem levá-las e trazê-las ao seu lugar, e a casa de Israel as possuirá na terra do Senhor”. E também (Isaías 49, 22), “E eles trarão os teus filhos nos braços, e as tuas filhas serão levadas em seus ombros”.

Em cada nível, tudo depende da correlação entre a interioridade e exterioridade, e os níveis superiores determinam o que vai acontecer nos níveis mais inferiores. Então, cada um de nós, ou seja, qualquer um que estiver estudando a sabedoria da Cabalá e que pertença a “Israel”, isto é, à categoria que aspira diretamente ao Criador (Yashar-El), determina como as coisas vão se desenvolver, preferindo a internalidade sobre a externalidade, colocando o avanço espiritual, o amor, o respeito e a doação sobre a parte externa dentro de si, que se baseia no interesse próprio, sucesso, honra, no desejo de controlar os outros, etc. Este conflito interno dentro de cada um de nós e a forma como está expresso no grupo determina onde o mundo caminha.

Mas se tudo depende de nós, pra que precisamos da disseminação? A questão é que hoje o mundo inteiro precisa examinar a relação entre a internalidade e a externalidade. Em cada grau, em todos os níveis, todos devem tomar uma decisão sobre isso e preferir a unificação, a fim de se juntar a nós. Então, “as nações do mundo”, ou os nossos desejos egoístas, apoiarão a parte altruísta que leva o mundo adiante.

Assim, como eu disse, tudo depende da correlação entre a interioridade e a exterioridade, entre o avanço espiritual e todos os interesses corpóreos. Assim, a grande pergunta é: O que podemos fazer para que não haja mais desastres? Por mais difícil que possa parecer, devemos aceitar o que o Baal HaSulam diz: “Não há outro além Dele”, e “a lei é dada e não pode ser transgredida”, e ninguém pode influenciar o avanço do mundo, exceto aqueles que têm acesso à Luz que Reforma.

Portanto, nós temos que admitir que somos responsáveis ​​pelas aflições do mundo e os problemas que vivemos. Isto é o que Baal HaSulam diz: Como Israel preferiu a externalidade sobre a internalidade e não abrir revelou a sabedoria da Cabalá na hora certa, desta forma atraiu o Holocausto sobre si…

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/04/12, Dia em Memória do Holocausto

A Época Da Livre Escolha

Dr. Michael LaitmanÉ difícil falar sobre o Holocausto porque este tema está intimamente ligado aos sentimentos das pessoas. É mais fácil discutir as guerras que ocorreram milhares de anos atrás, apesar de terem sido muitas vezes travadas entre os nossos povos, por exemplo, entre os judeus helenistas e aqueles que aderiram aos princípios fundamentais. No geral, o povo de Israel certamente comnadou muitas guerras com os inimigos externos: os romanos e outros.

Nós sabemos que todas as guerras passadas foram resultado de Israel não cumprir o seu objetivo. Sabemos da Tanach e Gemara que se o povo de Israel agisse corretamente, nenhuma nação reinaria sobre nós. Baal HaSulam escreve sobre isso no artigo “Arvut (Garantia Mútua)”. Mesmo antes, o Ari tinha dito que se tivéssemos permanecido como fiadores uns dos outros, como no período do Primeiro Templo, e se não tivéssemos caído dele, as forças impuras não teriam ganhado poder sobre nós.

No entanto, a nossa queda estava prevista no programa da criação, de modo que neste mundo, como analogia do mundo espiritual, passaríamos pela quebra dos reis de DaHGaT (a destruição do Primeiro Templo) e a quebra dos reis de TaNHYM (a destruição do Segundo Templo). Em nosso mundo material nós também tínhamos que passar por essas duas quebras, e é por isso que caímos do nível espiritual até o fundo.

Na época, o rabino Akiva riu quando viu o terreno baldio no lugar do Templo. “Eu nunca acreditei que isso iria acontecer”, disse ele, “e desde que o Segundo Templo foi destruído, agora não há dúvida de que o terceiro se levantará e que a redenção completa virá”. Portanto, essas duas destruições e o longo exílio foram necessários. Pode-se dizer que ainda não havia liberdade de escolha: todos os estados eram determinados pela interação da Luz com o vaso no caminho.

E hoje, quando chegamos ao nível mais inferior e atingimos o maior egoísmo, um novo mundo está começando a emergir. Ele já está “arredondando”, já manifesta a quebra, e como o Baal HaSulam diz, nós estamos no limiar da redenção.

Como conseqüência, novas leis estão agora agindo em nós, não os princípios “mecânicos” que anteriormente nos impulsionavam juntamente com toda a humanidade. Em paralelo com o seu desenvolvimento, nós passamos por vários estados de subidas e descidas por todo o caminho até o presente momento, mas deste ponto em diante, uma nova época está começando, a era da livre escolha.

Após a quebra, após a queda e a inclusão mútua com o mundo, hoje tudo está pronto para a correção. Nós somos os únicos que percebem essa correção através das boas ações e do pedido que vem das almas quebradas. No entanto, essas almas perdidas não são capazes de pedir e realizar boas ações. O que podemos fazer?

Nós estamos tentando nos unir num todo, como antes da quebra, antes da destruição do Templo. Mesmo se não possamos realizar isso, os nossos esforços é que são as “boas ações”. Eu continuo tentando até o momento em que imploro por ajuda, até eu clamar: “Salva-me”. Dessa forma eu elevo MAN, o pedido de correção e, em resposta, a ajuda vem do Alto, chamada MAD.

E nisso nós temos livre-arbítrio: podemos acelerar nossa história, o processo que temos de percorrer. Se não realizarmos a cada segundo tudo que somos capazes, através de nossa livre escolha, então o estado em falta e não realizado não chega como um amanhecer muito aguardado na propriedade da misericórdia (Hassadim), mas transforma-se nas propriedades de superação (Gevurot). Como conseqüência, no lugar de “águas paradas” surge “águas turbulentas”, em vez das águas de Bina surgem as águas do dilúvio, e assim por diante. Em vez de avançar no caminho da Torá e da Luz, no amai ao próximo como a si mesmo, nós vagamos, impulsionados por problemas que não nos fazem avançar, mas simplesmente nos obrigam a realizar as ações que perdemos. Afinal de contas, de uma forma ou de outra, somos obrigados a completá-las.

Isso levanta uma pergunta. No começo, eu era capaz de produzir determinada ação, auxiliado pela unificação dentro do grupo, através da compreensão e do sentimento, da inclusão mútua com os amigos, apoio mútuo, e assim por diante. Eu conseguia alcançar isso sem uma necessidade premente, mesmo que isso significasse aumentar artificialmente a importância desta ação aos meus olhos. Mas agora, quando estou sendo estimulado por catástrofes e pela necessidade, será que estou realmente realizando o meu livre arbítrio? Não. Será que eu estou indo em direção ao fim da correção como um animal que foge dos golpes de um chicote? E este é o desenvolvimento espiritual? Onde está o livre arbítrio nisso?

A única coisa é que as desgraças vão nos levar a pensar e refletir, e através de sua ajuda, vamos começar a tatear e reconhecer o mal. No entanto, para isso, teremos que pagar, e neste caso a nossa livre escolha será muito mais complexa e multifacetada. Afinal, não existem concessões aqui; a pessoa ainda tem de ir pelo seu livre arbítrio através de cada degrau dos 125 degraus da subida, desde o ponto mais baixo até o fim da correção. Caso contrário ela não será um “ser humano”.

Assim, nós elevamos um pedido de correção (MAN) e receber uma resposta (MAD) de Bina. Se isso não acontecer, nós fazemos a transição para as propriedades da superação, Gevurot. Isso significa miséria e desastres, tanto pessoais quanto coletivas, incluindo o Holocausto. Em geral, este processo assola toda a humanidade, mas o povo de Israel é afetado várias vezes mais, uma vez que não está cumprindo sua função.

No final da “Introdução ao Livro do Zohar“, Baal HaSulam escreve sobre o fato de que o mundo está dividido em duas partes: interna e externa, “Israel” e as “nações do mundo”. “Israel” também é dividido em duas partes: a interina inclui aqueles que estudam a sabedoria da Cabalá para se corrigir, e a externa inclui aqueles que não se preocupam com a correção. Por sua vez, a parte interna das “nações do mundo” é seus “justos”, e a parte externa é seus “ímpios”, “aqueles que causam danos”.

Um mecanismo de conexão age dentro deste sistema: a maneira como as duas partes se relacionam dentro de “Israel” é a mesma como elas se relacionam dentro das “nações do mundo”. Portanto, quando aqueles que estudam a sabedoria da Cabalá se elevam, correspondentemente, dentro das “nações” as pessoas que anseiam por união e boa convivência também ganham força.

Inversamente, se “Israel” ignora a Torá, a sabedoria da Cabalá, em outras palavras, se desconsidera o seu propósito, então, dentro da “nações” a pirâmide também se inverte: os externos se elevam e tomam o poder sobre todo o mundo . Claro, esses eventos são de longo alcance e têm um impacto negativo sobre “Israel”, cuja mensagem e propósito descem, dando lugar no topo aos ímpios e lançando ao fundo aqueles que estudam a Cabalá e que estão perto de espiritualidade. Assim é como a “hierarquia do poder” é colocada.

Isto é o que aconteceu conosco nos tempos de Hitler. Israel agiu em contrariedade com o seu papel, preferindo a materialidade à espiritualidade e, com isso, dentro das nações do mundo a parte destrutiva elevou-se acima do bem, até que a pirâmide inverteu-se. Nesse ponto, “aquele que traz dano” surgiu e fez o seu trabalho.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/04/2, Dia em Memória ao Holocausto

As Raízes Do Nazismo

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam “A Última Geração”: O mundo erroneamente considera o nazismo um resultado particular da Alemanha. Na verdade, é o resultado de uma democracia e socialismo que ficaram sem costumes, religião e justiça. Assim, todas as nações são iguais nisso; não há esperança do nazismo perecer com a vitória dos aliados. Amanhã, o britânico vai adotar o nazismo, já que eles também vivem num mundo de democracia e Nazismo.

Se a democracia e o socialismo não são corrigidos, se não são incluídos corretamente no processo de correção, deles resulta o Nazismo. E isto pode acontecer em qualquer parte do mundo. No século XX, a Alemanha era o país mais progressista, com a ciência avançada e a cultura rica; no entanto, o desenvolvimento da sociedade não tomou a forma nazista.

Portanto, Baal HaSulam continua: O que aconteceu com os alemães é uma das maravilhas da natureza. Eles eram considerados entre as nações mais civilizadas, e, de repente, durante a noite, eles se tornaram selvagens, a pior entre as nações mais primitivas da história. Além disso, Hitler foi eleito pelo voto da maioria.

Tudo isso é resultado do poder do mal que vem ao mundo se não trouxermos o bem a ele. Afinal de contas, em geral, o bem e o mal são revelados de forma igual. Primeiro, a inclinação ao mal é revelada, e se não atrairmos até ele a Luz que Reforma, ele adquire as piores formas. E já que este é o desejo mais forte, ele absorve a cultura, educação, ciência e tudo mais, e manifesta-se como o maior mal, arrogância, orgulho e desejo de poder sobre os outros. Tudo é misturado neste desejo egoísta. E se não nos apressarmos em trazer a Luz que Reforma, esse mal vai sair de nós.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/04/12 , “Dia Memorial do Holocausto”

Com o Nosso Rosto Voltado Para o País e o Mundo

No verão de 1940, Baal HaSulam publicou o jornal “A Nação”, na última tentativa de chegar a quaisquer ações práticas antes do Holocausto e em face dos problemas que envolviam o mandato da Palestina daqueles tempos. Ele queria de alguma forma pressionar a nação a ficar mais próxima da unidade e fez tudo que podia para conseguir isso. No entanto, assim que a questão foi publicada, os seus inimigos imediatamente levantaram-se e informaram o jornal para as autoridades britânicas, que fecharam o jornal por conta de uma acusação de agitação socialista.

Hoje, nós também não temos qualquer outra solução além de perceber o caminho oferecido por Baal HaSulam – o caminho da unidade. A situação que se criou em Israel e no mundo não é menos ameaçadora do que a situação no seu tempo. Mas as condições agora são diferentes, incomparavelmente mais favoráveis.

Temos que assumir a responsabilidade sobre nós mesmos e perceber isso. E somos capazes disso. Temos a base de preparação para isso, as oportunidades e as condições necessárias interior e exterior. Tudo está sendo construído apenas para podermos nos organizar corretamente, e quando o fizermos, o sucesso é certo de vir no nosso caminho muito em breve. [Leia mais →]

Vamos Tomar o Bom Caminho para a Unidade

Pergunta: O que você acha sobre os acontecimentos atuais e da tendência atual, e , em particular, como você se sente sobre os eventos que foram desvendados nos últimos dias na Inglaterra e no Chile?

Infelizmente, o mundo inteiro em breve estará envolvido em um incêndio de caos, porque não há remédio para o que está acontecendo, e ninguém vai encontrá-lo também. Por que você espera até que as pessoas vejam que nada ajuda, e então concordem em ouvir a sua opinião?

Muitos anos atrás, durante seu cargo de PM da Grã-Bretanha, o historiador britânico, Gordon Brown, juntamente com muitas outras pessoas influentes, disseram que o mundo é um. Eles entenderam que só a unificação de todas as pessoas vão dar a este mundo a solução para todas as suas dúvidas e crises. Por que, então, que eles não resolvem essas questões por meio da unificação, através da introdução de um novo tipo de educação e promulgação da garantia mútua, como você está fazendo?

Resposta: Ao longo de toda a história, a humanidade foi empurrada para frente pelo egoísmo que se desenvolveu individualmente dentro cada um de nós. Queríamos perceber e preenchê-lo. Toda existência totalizaou isso. Mas, no nosso tempo a natureza não está nos guiando para desenvolver ainda mais o nosso egoísmo, porque já desenvolveu ao máximo e foi nos mostrando seu vazio em 50 anos. [Leia mais →]

Edward Topol: Salvem Israel!

saveisraelUm jornal russo publicou um artigo de Edward Topol, um famoso romancista, roteirista e ensaísta, chamado “Savem Israel!”. Abaixo estão algumas passagens do artigo.

Recentemente Barack Obama declarou que Israel tem que retornar às fronteiras de 1967. Para a maioria do mundo civilizado, isso caiu como um raio num céu claro, porque assinalou uma clara mudança dos políticos americanos para pro-Árabes, e mesmo uma posição pro-Hamas, pois retornar Israel às fronteiras de 1967 seria limitar o país a oito milhas de distância ao longo do oceano, e ele poderia ser destruído por qualquer brigada de tanques árabes em um par de minutos…

Em Setembro, isto é, imediatamente depois das férias de verão, a ONU vai organizar seu próximo encontro, onde a maioria das vozes há muito pertencem aos países muçulmanos. Uma vez que essa resolução passe, qualquer agressão contra Israel será legitimada, e mais importante – inevitável, porque Israel protegido pelos Estados Unidos e Israel abandonado pelos Estados Unidos são duas coisas bem diferentes…

Por mais estranho que pareça, a única pessoa saindo em defesa de Israel hoje é um alemão, Glenn Beck, um jornalista americano trabalhando para a “Fox News”. Alguns anos atrás ninguém sabia sobre ele, mas tão logo ele recebeu um show com uma hora de duração na Fox e começou a abrir os olhos da América para as ambições comunistas de seu líder, ele se tornou praticamente a principal estrela da televisão e um inimigo odiado de toda imprensa liberal pro-Obama…

E agora esse Glenn Beck está convidando sua América patriarcal para se levantar em favor de Israel. Em 24 de Agosto ele programou um encontro em Israel com todas as pessoas que são da mesma opinião dele: que o iminente extermínio de Israel, programado para Setembro-Outubro, vai ocasionar uma total islamização da Europa e dos Estados Unidos.

Hoje, eu me volto para todos aqueles que entendem que a morte de Israel (não importa o que você pense de Israel) irá desencadear uma total expansão árabe do sul da Rússia e Europa e será o começo da morte de toda civilização cristã, européia e russa. Vamos ajudar Glenn Beck antes que seja tarde demais e não permitamos o extermínio de Israel! E, finalmente, acreditem em minhas palavras e nas palavras de Glenn Beck: a História designou somente dois meses para essa operação de resgate…”.

Mais Uma Vez Sobre Os Judeus Americanos

Com respeito à posição dos Judeus Americanos durante a Segunda Guerra Mundial (Fonte: Fumaça Humana: O Começo da Segunda Guerra Mundial, o Fim da Civilização, Nicholson Baker, 2008)

“Milhões de fortes e corajosos refugiados Europeus poderiam ser assentados, propôs Baruch, em um lugar chamado Estados Unidos da África – uma grande república  não confessional montada com partes do Quênia, Tanzânia e Rodésia do Norte, todas sob o ‘controle soberano da Inglaterra’. Baruch se opôs a mudanças nas políticas de imigração Americana – afinal, os Estados Unidos estavam em depressão afinal.

‘Os Senhores Baruch e Morgenthau estão preocupados em salvar e esconder suas próprias ‘posições’ na América, e quase não se preocupam com a sorte das vítimas de Hitler’, escreve o professor e futuro Ministro da Suprema Corte Felix Frankfurter numa carta a um amigo. ‘Esses homens se comportam exatamente como fizeram os ricos e poderosos judeus que ajudaram a encorajar o desenvolvimento do Hitlerismos como meio de evitar o Bolchevismo’”.

Poderia Ser Que O Faraó Fosse Um Judeu?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu fiquei chocado com a sua afirmação de que os judeus americanos são contra Israel e sua existência como nação. No que se baseiam as suas palavras?

Resposta: Há um efeito puramente psicológico: quando uma pessoa vive em um determinado ambiente, ela quer justificar sua existência nele. Mas se ela tem um ambiente adicional, isso significa que ela não é totalmente fiel àquele na qual ela existe e, portanto, o ambiente a percebe como “não um de nós”.

Por exemplo, isso é evidente na reação das pessoas em relação ao caso Pollard, e no meu contato com muitos judeus americanos. Eles são muito críticos de Israel, porque seria mais confortável para eles se fosse diferente, mais atraente para os americanos. A opinião predominante entre eles é, “Israel não está agindo certo!”. Sem mencionar seu amor e apoio de Obama … E o que dizer de seus conselheiros judeus, que se incomodam com a própria existência de Israel no contexto de seus planos globais…

De modo geral, eu sugiro que você olhe para a história, a forma como a América se fechou à emigração dos judeus europeus, indiretamente enviando-os para as câmaras de gás. No entanto, o presidente Roosevelt era conhecido como “Presidente Rosenfeld” por causa do grande número de judeus em sua administração, e Bernard Baruch, financista e conselheiro de Roosevelt, era conhecido como o “presidente não-oficial”.

Um tempo atrás houve um documentário sobre a história da televisão, chamado “O Presidente dos Judeus”, que mostrou um conflito completo entre Bernard Baruch, do Departamento de Estado, e os judeus no Departamento do Tesouro e nos tribunais. Finalmente, o Departamento de Estado criou obstáculos burocráticos adicionais, tais como a exigência de apresentar um certificado de bom comportamento da polícia alemã.

Veja também: American refugee policy and European Jewry, 1933-1945, Richard Breitman, Alan M. Kraut, 1987

Página 102: O chamado “plano Baruch” propôs a criação de uma comunidade para a confissão de refugiados nos EUA.

Página 233: Baruch aparentemente planejou assentar os judeus (organizar colônias judaicas) em alguns territórios selvagens e abandonados, em vez da Palestina.

Uma Pergunta Retórica: “De Quem É A Culpa?”

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que precisa acontecer para que as massas comecem a adotar o método de correção?

Resposta: As massas ainda não compreendem de onde todos os problemas estão vindo. Não tem a ver com o governo, planos, manipulações políticas e econômicas, ou intrigas “por baixo dos panos”. A pressão norte-americana e a mão de obra barata da China são apenas o lado externo do jogo, mas as pessoas pensam que alguém neste mundo ainda tem poder sobre elas, como se os líderes políticos como Ahmadinejad, Obama, ou Merkel pudessem realmente determinar algo.

Qual é o objetivo de ir para as ruas reivindicar alguma coisa em voz alta se isso não está funcionando mesmo assim? Quantos governos precisam mudar para nos mostrar alguma utilidade? Temos que entender de uma vez por todas que as mudanças só podem vir de Cima, pela força da natureza, e não pela vontade de algum governante. Ele é exatamente igual ao seu povo. O que ele sabe? O que ele pode eventualmente fazer no mundo global, onde o bem-estar de cada país depende de todo o resto?

Há uma lógica simples nisto. Existem mais de 250 países do mundo. O que um primeiro ministro pode fazer com determinado país sob condições de total interdependência? Quais as opções que eles têm no mercado comum? A economia global é governada por leis cruéis, e é impossível dar um passo à direita ou à esquerda uma vez que todos estão ligados à sua própria zona de influência. Será que cada chefe de Estado tem direito a uma varinha mágica, juntamente com sua cadeira?

As massas têm esperança de uma mudança de poder, quando, na verdade, isso só vai piorar, não por causa de certos líderes, mas porque eles estão olhando na direção errada. As pessoas ainda estão para perceber quem está realmente no comando da situação. Se nós não disseminarmos a sabedoria da Cabalá no mundo, elas nunca irão saber, embora vão sentir que isso é culpa nossa. Elas não estão cientes da Cabalá, que escondemos em nossas mãos, mas elas estarão apontando o dedo somente para nós.

Então, como é descrita a era de Gog e Magog, o mundo inteiro estará fazendo se queixando de nós. Primeiro, haverá guerras entre as nações, e depois elas se voltarão contra Israel. Isso natural, visto que elas estão em conflito e não têm idéia do que fazer sobre isso.

Eles vão culpar os outros, até começar a entender que todos estão em perigo, todo mundo está desesperado, mas não há salvação em nada. De onde é que veio este infortúnio? De quem é a culpa? Não, não é do Obama, Ahmadinejad, Merkel ou Sarcozy . Eles não têm culpa, mas só os judeus. Como assim? É assim que eles se sentem.

É uma reação natural de um anti-semita: “É tudo culpa sua!”. Francamente, estão eles errados? Não, eles não estão. Isso é como vai ser se não disseminarmos o método de correção no momento certo e mostrar a vontade de dividi-la com o mundo.

Temos de agir à frente de todos os seus protestos e estar prontos para responder ao desejo do mundo. Temos de aplicar o medicamento antes que a doença se torne grave. No entanto, não é porque nós temos medo deles, mas porque essa é a vontade do Criador, que não quer ver ninguém sofrer.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/05/11, “A Paz”

A Nação Não Possui Nada, Exceto Uma Idéia

Dr. Michael LaitmanPergunta: Pode o genocídio contra os judeus ser apontado como um fenômeno específico?

Resposta: Ele não é um mero evento histórico, mas sim um fenômeno natural. Ele se origina na própria natureza. A extinção de outras nações durante a Segunda Guerra Mundial tem particularmente a ver com os planos da Alemanha de “limpar” territórios e foi proposto para resolver o problema do suprimento de produtos. Tudo isso foi calculado de forma antecipada.

No entanto, a raiz do “problema Judaico” é sentida instintivamente, começando com os tempos antigos até os dias de hoje. A nação de Israel é um povo especial, a detentora do método de correção do mundo. Assim, quando uma outra nação pretende reforçar o seu sistema (digamos, o Nazismo), e estabelecer a sua própria ordem mundial, ela instintivamente sente que o mundo tem alguém que possui um outro método que contradiz os seus próprios.

“Eu afirmo que a unidade só é possível se o nosso povo alemão se unir e submeter o mundo à sua ordem e seu poder. A Terra inteira deve pertencer a nós. No entanto, existe uma outra nação que afirma ter o método. Ela não tem um poder real, nem um país, nem um exército, nada, exceto uma idéia. Esta ideia tem vivido nos judeus por milênios; e se localiza na natureza, e não há nada que eu possa fazer. Mas, por enquanto, a minha atual solução é totalmente oposta à deles “.

Isso tem a ver com ideologias concorrentes: “Eu preciso não apenas suprimir os judeus, mas eliminá-los da face da terra. Só a sua extinção total vai provar que estou certo, que natureza, a força superior, o Criador, irá aopiar. Se, no entanto, eu os deixar viver, não serei capaz de provar para mim mesmo que a minha solução para o problema da unidade nacional e mundial está correta”.

Os alemães queriam unificar a nação, forçar uma ordem correta (do seu ponto de vista), e, neste caso, eles não tinham inimigos mais odiosos do que os judeus, que têm um método diferente de unificar o mundo. Os ideólogos chegam a ver isso naturalmente. Isto é o que está na raiz do desejo coletivo do mundo.

Uma nota, em referência ao tema: Julius Streicher, um ideólogo racial executado após o Tribunal dos Crimes de Guerra de Nuremberg condená-lo por crimes contra a humanidade por sua propaganda anti-semita e apelo ao genocídio, durante a sua execução, na parte inferior do andaime, gritou: “Festa de Purim 1946!” (o feriado judaico de Purim é a celebração da vitória sobre os inimigos dos judeus).

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/05/11 no Dia de Memória do Holocausto