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Todos São Iguais No Trabalho Espiritual

Dr. Michael LaitmanDe O Estudo das Dez Sefirot, Parte 3, Capítulo 13: Isso significa que, já que Keter é primeira em mérito da perspectiva da Ohr Yashar, Malchut é última em mérito, pois recebe por último, e está o mais distante de Shoresh. É o oposto da perspectiva da Hitpashtut de Ohr Hozer, ou seja, a Sefira Malchut se tornou Shoresh e é a primeira em mérito, e Keter a última. Acontece que todos os Kelim se igualam exatamente no mesmo nível pela vestimenta da Ohr Yashar em Ohr Hozer. É assim porque tudo o que é melhor em Eser Sefirot de Ohr Yashar é pior em Eser Sefirot de Ohr Hozer, e vice-versa, tudo o que é melhor em Eser Sefirot de Ohr Hozer, é pior em Eser Sefirot de Ohr Yashar. Assim, todos os Kelim tornam-se iguais.

Todos os desejos reabastecem-se mutuamente; se a Luz Direta e de Retorno estão presentes, isso significa que uma ação espiritual já aconteceu e não há diferença em quem exatamente é realizada. Amigos não diferem um do outro. Se a Aviut (profundidade do desejo) de alguém completou o trabalho que este deveria executar, então ele fica igual a todo mundo.

Quanto maior (superior) a Sefira da Luz Direta, menor (inferior) é a Sefira da Luz de Retorno que a veste; quanto menor a Sefira da Luz Direta, maior a Luz de Retorno. Consequentemente, elas são iguais. Na espiritualidade, não há nenhuma diferença entre nós. Um tem uma alma maior, o outro tem uma alma menor e mais “grosseira”, mas, no final, todos fazem o mesmo trabalho.

A alma maior (superior) está mais perto da Luz, mas esta “altura” não permite que a pessoa suporte uma grande quantidade de Luz de Retorno. Devido ao fato de que os desejos mais inferiores interagem com ela, ela alcança uma maior profundidade de desejos e adquire uma tela maior, obtendo assim mais Luz de Retorno. Isto acontece para cada Sefira, que inclui todas as outras Sefirot e atinge o mesmo nível que todas as outras.

Então, quando eu invisto minha inspiração espiritual no grupo, eu recebo de volta deles a força do meu próprio desejo (Aviut) corrigido, juntamente com a sua “finura ou pureza” (Zakut), que faz com que todos nós nos igualemos. Eles precisavam de minha aspiração, enquanto eu exigia seu desejo corrigido. É semelhante a um feto dentro de sua mãe que define os processos em seu corpo que ele tem que passar.

Um pequenino é mais importante para o adulto que ele próprio, uma vez que uma maior profundidade do desejo torna-se imperativa; de igual modo, Malchut determina o que fazer em relação à Bina. De acordo com o objetivo da criação, se um desejo maior é adicionado ao processo de correção, ele sempre se torna mais importante. Cada parte de Malchut que se conecta a Bina define o que ela deve fazer, e Bina é obrigada a cumprir este requisito.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/08/12, O Estudo das Dez Sefirot

Ardendo Com O Trabalho Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você descreveu muitos obstáculos que uma pessoa encontra quando começa a trabalhar no grupo. Um deles consiste em que eles podem aparecer como oportunidades para uma pessoa; podem parecer muito tentadores e atrativos, capazes de melhorar a sua vida e não interferir com o seu compromisso no trabalho espiritual.

Resposta: Todos eles interferem no trabalho espiritual. Caso contrário não seriam obstáculos. Apenas lhe parece a si que se algo quebra, se algo ocorre, então você tem de o consertar, e então você pode voltar ao trabalho espiritual, mas na verdade é um obstáculo que é especificamente contra o seu trabalho espiritual. Cada um deles!

Pergunta: Se uma pessoa quer lidar com alguns dos seus desejos corpóreos habituais de forma que não a distraiam, então será isso também um obstáculo?

Resposta: Como está escrito, “Se não há farinha, não há Torá”. Devemos criar todo o tipo de condições para a existência, necessárias e suficientes, como na Matemática. Isto significa levar uma vida normal. Hoje, também, isso pode não ser tão simples. Tudo depende no que eu considero suficiente para mim mesmo.

Uma vez perguntei ao Rabash sobre isto, e ele deu-me uma resposta muito interessante, “O nível essencial de autossuficiência é um tal grau que você seria feliz se não houvesse necessidade de lidar com ele”. Isto significa que você seria feliz se não precisasse de comer, beber, dormir, comprar um Chevrolet, ou ir de férias ao Caribe. O nível essencial é aquele com que você está realmente forçado a lidar – forçado – e você não está de modo algum feliz acerca disso uma vez que deve manter a vida deste corpo de forma a elevar-se ao nível seguinte. O que é que você precisa para isso?

Se a mente da pessoa estiver no local certo, ela simplesmente não presta atenção ao que é essencial para ela. Tome um músico ou escritor que “vivem” no seu trabalho. Para qualquer pessoa criativa, criatividade é tudo. Ela não precisa de nada mais!

Não lhe interessa como aparenta e o que come. Ela “arde” com o seu trabalho. Assim, quando você arde com o seu trabalho, então não há necessidade de tal questão.

Da Convenção na Carcóvia “Unir para Ascender” 17/08/12, Lição 2

Cirurgia Espiritual

Dr. Michael LaitmanA coisa mais importante no trabalho espiritual é dirigir-se rumo à meta usando muitos parâmetros, levando em conta as diversas condições que o cercam e guiam diretamente ao alvo.

É o mesmo em nosso mundo. Digamos que eu sou um artilheiro atirando em um alvo distante. Eu não consigo ver o alvo, já que está a 15 quilômetros de distância de mim. Tenho que calcular a quantidade de explosivo que preciso usar em relação à massa do projetil, de modo que este atinja o alvo. Além disso, eu preciso levar em conta a umidade do ar, vento, temperatura e milhares de outros parâmetros. Anteriormente, utilizavam-se tabelas, mas hoje todas estas numerosas condições são programados num computador. Isto não é simples.

Em nosso mundo, nós primeiro disparamos alguns testes, usando-os para determinar o tangenciamento, e só depois é que vamos realizar o tiro no alvo.

Mas não há tal coisa na espiritualidade; não podemos “disparar” e calcular o nosso erro, verificando se “atingimos” ou não o Criador. Precisamos nos dar conta de todas as condições. O grupo é criado para esse propósito, e todos os componentes necessários existem para fazer os cálculos para atingir o objetivo. É por isso que a sabedoria da Cabalá é uma ciência sobre como chegar à possibilidade de revelar uma nova propriedade dentro de nós: a propriedade da revelação do Criador.

Avançar não é suficiente para nós, porque eu não consigo ver nada à minha frente. Eu estou num estado tal que não sei o que significa “avanço”. Eu não o vejo! Talvez eu esteja me movendo numa direção completamente oposta! Um grande ponto de interrogação paira sobre tudo isso. O que pode ser feito?

É por isso que o nosso egoísmo existe, de modo que, empurrando-o, poderemos determinar “o que exatamente é isso, esse algo que ‘não é’ o nosso egoísmo?”. E nesse ‘não é’ é precisamente onde estaria o Criador. Ou seja, o egoísmo age em tudo, exceto em uma direção, aquela oposta a ele.

A fim de encontrar o primeiro e único objetivo, a propriedade de doação e amor, que é chamada de “Criador”, começamos a partir do seu oposto. Nós não a conhecemos, porque todos os nossos desejos, inclusive o amor e a doação em nosso mundo, são todos egoístas e não têm nada a ver com a espiritualidade, com a verdadeira e genuína propriedade de doação e amor. Nós podemos esquecer isso, nós não estamos nela de forma alguma; de qualquer maneira, ninguém está!

A fim de nos levar para o mundo espiritual e nos orientar corretamente, nos foi dado o egoísmo, o grupo, o estudo e, finalmente, a Luz superior, que em última análise, realiza esta cirurgia espiritual. Ela “opera” em nós com seu raio e liberta a alma, “liberando-a para fora”.

Da Convenção de Vilnius 25/03/12, Lição 5

100% De Trabalho Espiritual Nas Cadeias Do Ego

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como devemos trabalhar para que uma ação esteja acima do nosso desejo de receber?

Resposta: É difícil imaginar isso no momento, porque, para nós, mesmo uma ação de doação deve-se ao desejo de receber. Mas isso também é bom e é chamado de “Lo Lishma” (não por causa Dele).

Se eu doo a fim de ganhar mais, este é um ego grande e desenvolvido em nosso mundo. Um egoísta subdesenvolvido simplesmente toma para si, como um assaltante que ameaça com uma arma e leva tudo para si mesmo como o egoísta mais simples e ingênuo opera.

Se o banco rouba de você, aparentemente ajudando-o, dando-lhe um empréstimo, mais tarde você verá que eles tiveram um grande lucro à sua custa, mas isso já é um ego maior e mais desenvolvido. Mesmo durante a história da humanidade, no início houve muitas guerras e roubos e as pessoas tinham que se esconder atrás dos muros da cidade.

Mas depois as pessoas ficaram mais sábias e aprenderam a mentir entre si e a roubar hábil e legalmente. As pessoas já calculam as coisas e percebem que não há nenhuma razão para o uso de armas e derramamento de tanto sangue se isso pode ser feito de forma diferente, fazendo negócios que trarão lucros maiores e mais seguros. No entanto, todos estes cálculos resultam do mesmo desejo de receber.

Mas quando eu alcanço o desejo de doar, minhas ações são chamadas de “Lo Lishma”, porque apesar de eu fazê-las egoisticamente, para mim, eu tento não fazer para mim. Eu simplesmente não tenho escolha, porque estou no exílio, escravizado pelo meu ego, e tenho que ouvi-lo e pensar em mim mesmo.

Às vezes eu quero dar tanto, para se conectar com os outros, mas depois vejo que fiz tudo para mim. Se não fosse meu interesse fazê-lo, eu não poderia fazer nada, nem mesmo pensar nisso. Mas eu já discordo disso e tento fazer pelo menos alguma coisa para doar. É por isso que é chamado de “Lo Lishma“. É 100% trabalho espiritual, porque a pessoa não tem culpa de estar no exílio, sob o domínio do seu desejo de receber.

Ela não tem escolha e deve passar por este processo, desenvolvendo uma velocidade alta o suficiente para atingir uma deficiência completa, um vaso inteiro para doação. Nós ainda temos que agir em “Lo Lishma“, tentando imaginar todos os estados onde a própria doação é “Lishma” (por causa Dele), para realmente tentar física, mental e internamente, com todo o nosso coração (desejo), participar desta ação, forçando-nos a ser incluídos nela.

Mesmo se eu conseguir de alguma forma pensar na doação e tudo o mais for egoísta, eu ainda tentei. Por isso, isso é chamado de “trabalho espiritual”, porque mesmo se eu sei que estou trabalhando para mim, pelo menos externamente, eu faço tudo que posso para agir a fim de doar. É por isso que é chamado de “Lo Lishma“. Já é o trabalho espiritual e não apenas falso altruísmo como vemos em nosso mundo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/04/12, Escritos do Rabash

“Eu Habito Em Meu Povo”

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos combinar corretamente a internalidade e a externalidade em nosso trabalho?

Resposta: Nós ficamos confusos quando se trata do que é realmente importante e corremos de um lado para o outro. Cada vez a pessoa tem que decidir com clareza o que deve ver como mais importante. Tudo se resume à intenção: quem recebe os resultados do meu esforço? Isto é o que você deve esclarecer.

Pergunta: Nós disseminamos o tempo todo. Qual deve ser a coisa mais importante para mim aqui?

Resposta: Como dar alegria ao Criador.

Disso você pode extrair toda uma cadeia de ações intermediárias e intenções. Como você pode dar alegria ao Criador? Nós temos que compreender o que Ele quer. Ele quer a correção do vaso a fim de ser revelado nele. O que é um vaso corrigido? O que é revelado nele exatamente? A Luz de Hochma que é revelada na Luz de Hasadim. E tudo isso está no desejo geral.

Isso significa que eu preciso do desejo geral que é corrigido pela Luz de Hasadim. Então, ele se tornará o vaso no qual a Luz de Hochma é vestida. Este é o estado de Ein Sof (Infinito), do Gmar Tikun (o fim da correção).

Onde podemos encontrar esse desejo? Em todos os sete bilhões de pessoas no mundo. Onde podemos encontrar a Luz do Hasadim, a vestimenta interna? Esta sou eu quando o meu vaso atinge o nível de Hafetz Hesed e pode atrair a Luz de Hasadim para o mundo inteiro. Então, o Criador se vestirá nele.

Qual é o papel de Israel e qual é o trabalho das nações nesse processo? As nações devem desejar uma boa vida no nível do seu desenvolvimento, sem qualquer misticismo. Israel deve fornecer a todos as necessidades básicas. Israel dá a Luz de Hasadim de si mesmo e com isso permite que o Criador revele a Luz de Hochma, o que significa ser revelada a todos.

Primeiro, Israel pode levar todas as nações à primeira restrição, depois, para o nível de Hafetz Hesed que está acima do ego, e até mesmo a um estado de receber a fim de doar.

Pergunta: Suponha que eu encontre um chefe de um governo quando dissemino. Será que eu tenho que primeiro construir toda esta cadeia?

Resposta: É dito: “Eu habito em meu povo”. Deve no meio do povo e não no governo. Esta é a lei: nós temos que nos dirigir às pessoas, a fim de conseguir a correção. É impossível se dirigir somente aos cientistas, aos ricos e aos tomadores de decisão; eles não podem ser o suporte para a revelação do Criador. A “riqueza” os cega.

Entre as pessoas nós temos alguém com quem trabalhar. Nós só podemos explicar à elite de uma forma racional que vale a pena estabelecer uma educação e ensino integral na sociedade, porque isso serve aos seus interesses. Nós nos dirigimos a cada pessoa de acordo com seu desejo.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/04/12, “O Papel de Israel e do Mundo”

Mesmo Se Você Fingir, Mas Honestamente E Até O Fim

Dr. Michael LaitmanTodas as forças e detalhes da percepção nos vêm de Cima, da Luz que atua em nós. Mas ela age de acordo com os nossos esforços, quando queremos fazer algo, mesmo que não sejamos capazes. De um lado, não somos capazes de fazê-lo, mas por outro lado, tentamos de qualquer forma.

E este é o verdadeiro esforço: eu não tenho chance, mas eu quero de qualquer maneira. Sim, eu sou um egoísta. Isso é claro para mim. No entanto, sem esquecer isso, eu realizo determinadas ações como se elas fossem ações de doação.

Isso é um jogo, mas um jogo sério, e eu quero jogar pelas suas regras. Foi-me dada esta oportunidade, e eu quero aproveitá-la. Mesmo que eu tenha brinquedos de plástico, o que posso fazer, eu trabalho com o que tenho. Claro, isso não é suficiente para mim, mas não me enfraquece. Eu quero, pelo menos de alguma forma, ser semelhante ao Criador, como um macaco que imita o homem.

Então, eu atraio sobre mim a Luz Circundante. Ela se chama “Circundante” porque ilumina de longe sobre os desejos com os quais a Luz não tem absolutamente nenhuma conexão devido à sua oposição. No entanto, eles tentam e a Luz ilumina-os de longe. Graças a isso, eles começam a compreender e sentir um pouco mais, recebem mais peso no coração, e continuam o trabalho até que preencham a medida necessária de esforço.

É impossível realizar qualquer ato espiritual até que a Luz superior nos conceda atributos espirituais. Até lá, nós temos que continuar nos envolvendo com a “simulação” e sermos gratos que recebamos, pelo menos, o acesso a isso. Mesmo que o Criador queira que eu faça isso até o fim da minha vida, embora eu não seja nem preguiçoso nem resignado, eu concordo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/04/12, Escritos do Rabash

Sal E Pimenta No Trabalho Espiritual

Dr. Michael LaitmanMesmo quando a pessoa finalmente começa a ouvir o que está sendo dito sobre os diferentes tipos de doação que precisam ser alcançados, ainda há uma grande diferença em qual doação ela quer desfrutar. Então, é importante com qual doação ela quer dar alegria – mudanças também ocorrem lá. Afinal, ela começa a entender que existe a doação egoísta.

É isso que nós revelamos no grupo. Nós gostamos de ficar juntos, isso levanta nossos ânimos e nos sentimos inspirados. Portanto, porque não nos unir? Além disso, nós pensamos que isso nos ajuda a avançar espiritualmente. Mas vamos pensar: em direção a que nós estamos avançando? Ao prazer, mesmo que pareça ser devido a doação! Este prazer já é espiritual ou ainda não?

No entanto, em ambos os casos, nós nos esforçamos e a Luz nos afeta, esclarecendo os nossos desejos. Como consequência, nós começamos a entender melhor os diferentes tipos de recepção e doação – para quem eles são realizados – até que finalmente começamos a perceber novos sabores, o que acontece somente com a ajuda da Luz que Reforma, apenas pelo esforço do grupo.

Agora, a pessoa é capaz de distinguir os “temperos fortes” dos “alimentos” em si. Por um lado, ela precisa de seus desejos para receber como “tempero”. Mas, por outro lado, elanão os aprecia, exceto o verdadeiro “alimento”, cujo sabor eles revelam – seu grau de doação. Um é construído sobre o outro.

E não é preciso muita pimenta, sal ou mostarda para realçar o sabor dos alimentos, mesmo que você não possa viver sem eles. O mesmo acontece com os nossos esforços para acrescentar nossa própria aspiração ao trabalho da Luz. Ela não precisa ser grande; um grande esforço não é exigido de nós. Mas esse esforço é necessário e isso nos ajuda a “encontrar”.

É por isso que precisamos tentar avaliar todos os estados que experimentamos: se os nossos estados são realmente espirituais e representam avanço espiritual? Ou talvez sejam aditivos com sabor oposto: pimenta, sal e mostarda, e não o sabor da Luz e doação. Estes aditivos ajudam a separar a forma de doação, a Luz que vem até nós, em seu pano de fundo: a forma que é esperada de nós pelo Alto.

Mas este trabalho é muito importante, porque é necessário para a preparação dos vasos espirituais. O nosso trabalho é nos esforçar, o que leva a uma “descoberta”, como está escrito:. “Eu trabalhei e encontrei”. Esse é o princípio fundamental no avanço espiritual.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/03/12, Shamati # 117

Sem Timão

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que vai nos ajudar a não esquecer um ao outro?

Resposta: A necessidade de um trabalho espiritual, a compreensão da importância da meta. Eu não esqueço o que é importante para mim.

Se a meta espiritual não é importante para mim, eu tenho que ganhar a sua importância dos amigos. Mas e se eles não a valorizam? Acontece que nós estamos nadando juntos no oceano sem um timão. Há muitas pessoas a bordo, mas elas não têm uma direção. Poucos marinheiros no convés estão gritando que temos que chegar a terra firme, mas os outros estão apenas se divertindo e não têm nenhuma preocupação no mundo…

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/01/12, Talmud Eser Sefirot

Alegre-se Por Trabalhar Duas Vezes Mais

Dr. Michael LaitmanExiste uma regra: “se você Me deixar um dia vou deixá-lo por dois”. Isto é semelhante à regra “revelar uma parte e ocultar duas”. É uma condição preliminar para a criação do vaso.

A pessoa recebe intencionalmente a opção de falhar, que é chamada de “se você Me deixar um dia”, e ela tem que trabalhar para se corrigir por dois dias. Isso significa que ela deixa o nível em que estava, cai e erra. Mas ela cai para um nível ainda mais baixo: não no nível egoísta que é o inverso do nível de doação que ela tinha alcançado, mas em um nível ainda mais baixo. Não em menos um (-1), mas em menos dois (-2), e ela tem que subir para o segundo nível, ao mais dois (2).

Quando ela finalmente chega a + 2, ela cai para -3, e ela tem que subir para +3. Nós progredimos desta forma; todas essas ações beneficiam o nosso avanço. Quando caímos, temos que trabalhar duas vezes mais.

A principal coisa é não perder a persistência, para não ficar parado, porque você vê que não está recebendo nenhuma recompensa. Cada vez nós precisamos encontrar uma recompensa maior que esteja cada vez mais separada da vida corporal. Nós devemos aprender a medir a recompensa em relação ao bem comum: até que ponto eu posso trabalhar e os outros receber.

Eu tenho que me esforçar de modo que a Luz que reforma me aproxime mais dessa atitude na qual eu receberei cada vez mais energia para trabalhar pelo bem de todos os outros e não o meu. É assim que o meu avanço é medido.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/01/12, Shamati # 108

A União É Um Trabalho Espiritual

Dr. Michael Laitman with StudentsEu recebo a força para alcançar a espiritualidade do ambiente, e ela é uma força única. Chegamos à sabedoria da Cabalá com o desejo pela espiritualidade, mas esse desejo é egoísta: obter tanto este quanto o mundo futuro.

Este desejo enorme empurra a pessoa para frente, mas quando ela pretende relacionar-se com os amigos, ela tem que anular-se e aumentar a importância do amigo. Assim, ela eleva a sua atitude para com o amigo a um nível espiritual mínimo. Ela anula-se, deseja unir-se, e reconhece o amigo como o mais importante.

É um esforço muito desagradável e repulsivo, mas não há outra escolha: precisamos nos unir. E se fizermos isso, eu recebo do amigo a importância do objectivo, a força para subir. Esta força é espiritual. Afinal de contas, a fim de voltar ao amigo, eu me anulava e realçava o seu valor. Visto que eu me relacionei com ele de acordo com a regra espiritual, a importância do amigo, eu recebi dele a força para subir, apesar do fato dele ser igualzinho a mim.

Mesmo se eu atuar sem esperança, porque quero obter o mundo espiritual de forma egoísta, recebo o verdadeiro poder do amigo, que me eleva acima de mim mesmo. Agindo desta maneira com os amigos, eu adquiro a abordagem correta para com a espiritualidade. Além disso, os amigos podem não prestar nenhuma atenção a isso, nem sequer ter consciência do que me abastece com energia espiritual. Eu adquiri isso através da realização de um ato egoísta, anulando-me em relação a eles, apesar da força do ressentimento.

É muito difícil, mas se eu conseguir me superar, eu recebo dos amigos a força para avançar. Esta é a essência do nosso trabalho, e este é o objetivo da futura Convenção.

Da Palestra no Dia da União 31/10/10