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Avançando Por “Entradas” E “Saídas”

É claro que só podemos avançar acima do desejo egoísta corrupto que se revela em maior medida, dia após dia. Somente pela superação e desejo para a meta espiritual com a inclinação certa é que vamos gradualmente avançar em direção ao fim da correção.

A principal coisa a fazer é começar de novo a cada dia, o que significa a cada momento. Vocês devem sentir os novos desejos egoístas, pensamentos, dúvidas e desacordos com o objetivo, e impulsos despertam em vocês de um momento para o outro. Vocês se tornam críticos em relação ao caminho espiritual, ao ambiente, ao professor, aos livros, e às fontes, e são atraídos para outros objetivos.

Também é importante o quão profundamente vocês mergulham em buscas próprias interiores, uma vez que podem enterrar-vos sob sua carga pesada. Vocês não devem gastar mais tempo com elas do que o necessário, mas apenas sentir onde vocês estão e procurar imediatamente sair da escuridão. Precisamos da atitude certa para começar.

Se vocês entenderem que o vosso avanço é baseado apenas em esclarecimentos negativos, então vocês podem estar gratos por eles e avançar. Vocês não vão ter medo de descobrir esclarecimentos cada vez mais desagradáveis a cada minuto. Pelo contrário, quanto mais “entradas” e “saídas” vocês fazem em relação ao objetivo, aos atributos espirituais, doação, amor e conexão, mais feliz vocês serão que vossa vida está cheia de correções.

Mesmo se vocês se prepararem com antecedência e chegarem a algum grande evento, a uma grande convenção, e passarem lá esclarecimentos internos muito sérios, honestos, no dia seguinte, vocês devem estar felizes que vocês começam tudo de novo a partir das mesmas correções e dos mesmos problemas em que já tinham aparentemente estado.

Nada se repete, embora possa parecer assim. No entanto, a pessoa deve se acostumar a começar de novo a cada vez, até que os esclarecimentos se somem a uma medida completa e forneçam a uma pessoa um novo nível para trabalhar. Aí, também, o trabalho começa de novo a cada dia, embora seja um tipo de trabalho totalmente novo.

Da preparação para a Lição Diária de Cabalá 07/07/13

Desenvolver-se Para Um Novo Desejo

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar,” Item 39:

Agora temos mostrado que a meta desejada pelo Criador para a Criação que Ele havia criado é doar às Suas criaturas, para que elas possam vir a conhecer Sua veracidade e grandeza, e receber todo o deleite e prazer que Ele tem preparado para elas.
Portanto, há algo de bom que Ele tem preparado para nós e nós temos que nos desenvolver a fim de estarmos prontos para receber esse prazer.

No momento não sentimos isso como prazer, mas sim o oposto, como os maiores sofrimentos e terrível escuridão.
Isto porque o Criador preparou o prazer de doação para nós, para estarmos no mesmo estado em que Ele está. O Criador gosta de doar e por isso temos de alcançar o reconhecimento do mal do nosso próprio estado atual e o reconhecimento da bondade do atributo de doação, do desejo de doar. Então tudo o que temos a fazer é munirmo-nos com um desejo de doar e sentir o prazer de doação nele.

Ao descobrir estas coisas, começamos a apreciar a grandeza do atributo de doação, o atributo do amor, tanto quanto este estiver ao nosso alcance. Nós entendemos o quão sublime, grande e especial que este é e, consequentemente, começamos a valorizar o Criador que é o atributo.

É dito: “Conhecemos-te a partir das tuas ações.” Esta é o meio e a segunda fase não chega até a primeira fase estar cumprida. Ao cumprir as ações de doação por nós mesmos, descobrimos e ficamos a conhecê-los e, deste modo, ficamos a conhecer o Criador. É só neste âmbito que podemos respeitá-Lo, “para conhecer a Sua verdade e Sua grandeza.”

Este é o objetivo da criação.

Da 4 ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/07/13, “Não há ninguém além Dele”

Remover O Véu Da Ocultação

A Torá, “Êxodo” 20:21: “E o povo estava em pé de longe e Moisés se aproximava das espessas trevas onde Deus estava.

O Criador é a força da natureza, o atributo de doação chamado Luz. Esta é a Luz de Hochma que criou vida e revive, é a Luz do calor.

A “escuridão” é uma alegoria para a ocultação da Luz. Há um Masach (tela) que esconde a Luz de Ein Sof (Infinito) como um véu, uma nuvem, como se fosse uma espécie de cápsula. Uma pessoa não percebe ou sente que ela existe! Mas quando ela começa a dar forma ao Masach, ela gradualmente remove as camadas desta nuvem de ocultação em conformidade.

Em outras palavras, existem cinco níveis de desejo em mim. Se eu adquirir o Masach em cima do meu primeiro melhor desejo, eu removo a camada mais fina de ocultação (que também é feita de cinco partes) e parece que parcialmente se entra nesta nuvem.

Quando eu continuo a trabalhar, concentro o Masach anti-egoísta mais precisamente sobre mim e avanço nessa nuvem. Na medida em que eu me possa revestir na intenção altruísta e no amor dos outros, eu entro na nuvem. Assim, eu atinjo um estado em que eu descubro a Luz, o atributo de doação diretamente em mim. Aos poucos, fico livre do meu ego e uma pessoa de luz.

Pergunta: Porque não é esta última fase descrita em nenhum dos livros?

Resposta: Ninguém ainda atingiu a fase do fim da correção, no entanto, isto vai acontecer apenas no final da correção geral. Portanto ainda mais presentes e grandes revelações aparecerão.

De “Segredos do Livro Eterno” de KabTV 3/4/13

Limpando Os Tubos Para A Luz Circundante

O tempo estipulado para a correção é de 6.000 anos, mas refere-se ao calendário corporal. Isso significa que em 6000 anos temos que completar a correção, ou podemos concluí-la muito mais cedo, pela preparação certa da nossa parte. Isso é chamado de “eu vou apressá-la” (aceleração do tempo), em vez de “ao seu tempo” (durante o processo natural de evolução) pelo caminho do sofrimento.

Portanto, se queremos chegar a novos estados, temos que atrair a Luz que Reforma e temos que verificar quais são as ações corporais que atraiam a Luz que nos prepara adequadamente. Enquanto isso nossas ações são corporais, o que significa a fim de receber. Mas, embora a nossa intenção seja egoísta, a fim de receber, podemos chamar a Luz da correção e por isso é chamado a Luz Circundante.

Se a nossa preparação está correta, a Luz nos influencia e nos desperta de acordo com os nossos esforços. Nossos esforços são em agir perante os amigos e mostrar o quão importante o objetivo é para nós, e como cada um de nós está pronto, anseia de forma ardente por ele. Mesmo se uma pessoa não se sente tal entusiasmo ele tem que agir dessa forma e mostrar entusiasmo muito maior no exterior do que ele realmente sente.

Uma pessoa que não faz isso, na verdade, peca e, portanto, destrói a si mesmo. Ele é jogado para fora e a Luz Circundante não cuida dele. A Luz Circundante ilumina e opera de acordo com a conexão entre as pessoas. A pessoa que não estimula os outros tanto quanto ele pode de acordo com as condições que recebeu do Alto afasta-se da Luz Circundante.

A Luz Circundante está em constante movimento e calcula automaticamente as coisas: até que ponto posso usar os meios que me foram dados, assim eu atraio a Luz para perto de mim ou longe de mim. Se eu me abrir para os outros e tentar estimulá-los, eu me tornei uma espécie de um tubo através do qual a Luz Circundante pode influenciá-los.

Assim, começamos por ações simples, totalmente mecânicos que nada têm a ver com a espiritualidade. Mas, graças a eles, a Luz Circundante começa a iluminar mais fortemente através de mim, e, assim, eu desperto-me e aos outros . É assim que funciona. Assim nos preparamos tentando nos conectar e, em seguida, nesta conexão somos recompensados com uma maior e mais potente iluminação e também com uma maior revelação.

Isso significa que tudo depende da preparação de nossos vasos e nós devemos começar a partir de ações corporais que estão longe de espiritualidade, que todo mundo pode fazer, mesmo a pessoa mais jovem subdesenvolvida. Não faz diferença se ele realmente não entende o que está acontecendo e tem dificuldade em se concentrar na intenção dado que o seu poder único que depende de seu esforço é levado em conta.

Crianças que correm e fazem grandes esforços crescem rapidamente! Em seguida, a pessoa começa a sentir-se preguiçosa e tem diferentes contas egoístas. Ele pára de correr ao redor e prefere descansar, e assim ele pára de se desenvolver. Quando chegarmos ao estado em que não precisamos de desenvolver fisicamente, mas sim espiritualmente, começamos a abrandar o ritmo de nossas mudanças até que paramos totalmente de desenvolver e, portanto, estamos dispostos a morrer.

A partir da conversa sobre os Preparativos para o Congresso da Lição Diária de Cabalá 26/06/13

Não Dê Ouvidos Ao Ego A Lamentar-se

Pergunta: Há muito tempo que eu não me sinto feliz por estar no caminho espiritual, o que é que eu estou a fazer mal?

Resposta: O teu ego está a envenenar-te e a apagar a alegria. Aparentemente, o meio envolvente não é suficientemente forte e por isso não te pode impressionar. Deves de ter o ambiente certo que te permitirá que trabalhe acima da lamúria.

Vamos ouvir constantemente a lamentação dentro do nosso ego. Todas as nossas forças malignas e escuras estão lá e tentam constantemente drenar toda a nossa energia para seu próprio benefício. É verdadeiramente o nosso inferno interior. Nós, no entanto, temos de as enfrentar construído o nosso Céu acima delas. Nós, porém, temos de enfrentá-las através da construção de nosso Céu acima delas: o atributo da conexão, da doação, amor pleno e completo, o sentimento de que eu sou como um bebê nos braços da sociedade. Eu dou-lhes tudo o que eu tenho e em resposta eu recebo total apoio.

Então, eu sinto alegria porque que eu descubro que mundo todo se preocupa comigo. Eu não tenho com que me preocupar visto que eu estou num mundo que é absolutamente bom. Tudo é maravilhoso e não pode ser de outra maneira, se temos tais relações com o nosso meio envolvente.

Apesar de tudo isto ser construído em cima das forças das trevas que restam dentro de mim e que nos querem separar, eu sinto realmente estas forças do mal no meu estômago; é claro que elas estão a fazer o seu trabalho de modo devotado, uma vez que são mensageiras do Criador. Depois de ter dado tudo de mim ao meio envolvente, eu estou absolutamente certo de que posso estar acima dessas forças do mal. Eu só quero anular-me e dissolver-me entre os amigos, e esta é a minha única esperança, sensação de segurança e alegria.

Eu não tenho outra opção, nenhum outro caminho. Eu atiro-me para o meio deles como numa piscina e estou entre eles pronto a dar-lhes tudo, contanto que eu receba a luz da segurança. Esta luz fornece segurança porque a Luz Superior está nela. Isso é o que nós devemos de fazer!

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 20/6/13, Shamati 58

Condenado Devido A Um Ego Vicíoso

Pergunta: Porque se diz que se uma mentira for pequena não conseguimos ver a nossa verdadeira condição?

Resposta: Supõe que estou a investigar uma acção criminosa e tenho de provar que a pessoa que se senta perante mim é um mentiroso e tudo depende da prova que tenho contra ele.

Se a prova não for clara e é duvidosa e não estou seguro que esta pessoa seja culpada, ela pode negar tudo. O tribunal não pode tomar uma decisão quando um caso é tão vago. Mas se trouxermos uma lista longa das ofensas da pessoa juntamente com as evidências e testemunhos das testemunhas oculares perante ele, então não há dúvida que ele é culpado, ele já não o pode negar mais.

Este é o estado que devemos alcançar quando temos provas irrefutáveis do nosso ego. Devemos descobrir que nossos atributos são tão maus que seu crime e resultado são evidentes não só para nós mas para o mundo inteiro.

Devemos ter provas irrefutáveis da nossa mentira e não seriam simples gritos tais como “porque estás a mentir!” que eu posso negar contando com minha natureza. Todos os crimes devem ser na realidade revelados, como se diz: “Um juiz tem somente o que seus olhos conseguem ver.”

Eu tenho de alcançar tal nível de revelação da mentira que quererei realmente abandonar as mentiras. Será muito claro para mim que o ego me está a mentir, isto é chamado um verdadeiro testemunho de uma testemunha, eu tenho na realidade ver todos os seus crimes no nível mais profundo Dalet de Dalet (quarto de quatro).

Então não terei argumentos de sobra e não serei capaz de o negar mais. Não terei poder para permanecer neste estado. Escaparei dele tal como escapas de uma sensação de grande vergonha.

Imagina que certo eléctrodo está conectado à tua orelha e todos conseguem ver os teus pensamentos e teus sentimentos. Preferirias morrer a sentir tamanha vergonha e isto é verdadeiro em respeito a cada um de nós. Então temos de ser impressionados pelo nosso trabalho em prol de na realidade querer morrer de vergonha devido ao meu ego. Somente então alcançamos a verdade e concordamos mudar. Permanecer no ego será pior para nós que vergonha, dado que os nossos pensamentos “criminosos” serão revelados ao mundo inteiro.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 11/06/13, Escritos do Rabash

Suba Para A Órbita Superior

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o prerrequisito para um desejo se unir? É o meu desejo de entender e sentir tudo dentro de mim?

Resposta: Durante o processo de trabalho espiritual, o nosso desejo de compreender e sentir tudo dentro de nós não se contrai, pelo contrário, cresce cada vez mais. E ele deve se expandir, porque está se tornando cada vez mais integral. Eu já começo a entender como a minha imagem da realidade muda e que o meu corpo, ocupando um determinado volume no espaço físico, me dá uma sensação de distância, o isolamento de outras pessoas, inclusive oposição e diferença dos outros.

Eu chego a um estado em que me sinto livre do corpo. O corpo não existe. Acima do meu corpo, ou seja, para além do ego, não existe conexão entre eu e os outros. E o corpo não existe, é algum tipo de imagem egoísta na minha imaginação, na nossa consciência. É assim que preciso aprender a descrever o meu estado futuro para mim. O que me interessa é apenas a unidade espiritual entre nós. Não há significado nos corpos. Mais tarde, vamos ver como eles desaparecem.

Na sabedoria da Cabalá nós aprendemos sobre o nascimento do Kli espiritual, sobre o seu crescimento e mudanças de estado. A mesma coisa acontece com a gente em nosso mundo, o nascimento e o crescimento do nosso corpo bestial, que, em princípio, é o ego. Nosso corpo é o que existe em nossa imaginação; na verdade, ele é formado dentro do nosso ego. Depois disso ele se derrete, desaparece, morre, e em seu lugar um outro corpo aparece, e outro, e assim por diante, até chegarmos ao nível da correção completa. Nós voltamos aos corpos o tempo todo, porque eles são fundamentais para nós, para a nossa realização, independente de cada nível espiritual.

Entre cada nível espiritual, há uma desconexão, uma divisão. A fim de atingir um determinado nível, você precisa cair para o nível deste mundo. Pelo menos por um momento, você deve sentir que existe somente neste estado bestial, e depois disso, começará a atingir o próximo nível espiritual mais elevado. Você cai para este nível o tempo todo, e, em seguida, você realiza novamente um salto enérgico para o próximo nível superior.

Somente com a conclusão de todas as correções, quando você realiza uma ação chamada (Samuel II 23:20) “… um homem valente de Kabtziel que tinha feito muitos atos” (o que significa: “Eu vou reunir”), quando você reúne todos esses níveis e os conecta integralmente, é que surge o último estado da plena realização da correção. Até lá, nós vamos corrigir todos os valores de uma forma discreta (isolada), tal como um elétron salta dentro do átomo para os próximos níveis. Mas, em geral, quando ele salta emite fótons, enquanto que nós fazemos o oposto, porque estamos subindo espiritualmente; portanto, nós aparentemente absorvemos a energia do campo energético circundante chamado “Criador” ou “Luz”, e isso nos obriga a subir para uma órbita cada vez mais elevada.

Da 2ª Preparação para a Convenção em Krasnoyarsk 13/06/13

Um Ponto Escondido Nas Nuvens Dos Desejos Humanos

A Torá, Êxodo, Jetró ( Itró), 19:20-19:24: E o Eterno desceu sobre o cume do monte Sinai e o Eterno chamou a Moisés ao cume do monte, e Moisés subiu.

E o Eterno disse a Moisés : “ Desce, adverte ao povo para que não ultrapasse a sua posição no termo para ver o Eterno, porque muitos deles cairão. E também os sacerdotes que se aproximam do Eterno, que eles se santifiquem, para que o Eterno não os atinja.”

E Moisés disse ao Eterno : Não poderá o povo subir ao monte Sinai, porque Tu nos advertiste, dizendo: “ Demarca limites ao monte e santifica-o.” E o Eterno disse-lhe: “ Anda, desce, e tu subirás, e Aarão virá contigo; mas que os sacerdotes e o povo não transpassem o termo para subir ao Eterno, para que não os atinja.”

As palavras do Criador que proíbem as pessoas de se aproximarem Dele significam que todas as ações e todos os desejos egoístas não devem entrar em contato com Ele, uma vez que ainda não conseguimos trabalhar em nome da doação. Moisés diz que as pessoas já ouviram falar deste mandamento. Por outras palavras, apesar de pensarmos já termos recebido avisos suficientes, ainda não podemos usar os nossos desejos egoístas, pois apesar de eles não serem controlados pelo poder evidente do Faraó, eles ainda não foram corrigidos. Eles ainda são desejos habituais, terrenos, egoístas, opostos a um “ponto no coração”, que está separado deles.

Moisés é um ponto em nós que está conectado com o Criador e que possui a Sua natureza. No entanto, ele está muito misturado com outros desejos e está assim porque é invisível. Ele ainda não brilha, mas interessa-nos ao desencadear pensamentos turvos sobre o significado da vida.

Outros pensamentos e desejos nossos continuam a ser entrelaçados com este mundo e esta realidade material. Assim, mesmo que nos pareça a nós que não queremos esta nossa existência inútil, uma vez que começamos a implementar os nossos desejos materiais, nós imediatamente “deslizamos” de volta. Os desejos que são orientados para este mundo acordam em nós e esquecemos o ” sublime material “.

Assim, temos que dividir estritamente o ponto no coração (a propriedade de Moisés e Aarão) do resto dos nossos desejos egoístas. Se não fosse o ponto chamado “Moisés” (desejos que descem do próximo nível superior, da propriedade de doação), seriamos simplesmente como animais.

Este ponto chega-nos de um plano totalmente diferente e personifica a qualidade do Criador em nós. Devido a isso, fazemos muitos erros. Parece-nos que já nos tornamos justos e que subimos ao topo. Na verdade, assim que começamos a fazer algo terreno, nossos pensamentos imediatamente “voam” para a direção oposta e nós experimentamos quedas profundas. Isso acontece por causa do ponto no coração. E, no entanto, não devemos ficar envergonhados, indignados ou surpresos, já que é assim a natureza humana. Temos que considerar isto como um mecanismo que age de forma imprevisível, sem qualquer ideia do que vai acontecer no momento seguinte.

Este estado de coisas dura até chegarmos a correção final antes da qual a maior queda sem fundo acontece. O que vivemos até hoje são apenas flutuações muito insignificantes, para trás e para a frente, mais e menos. Descobertas maravilhosas nos aguardam pela frente.

A partir de KabTV “Mistérios do Livro Eterno”, 25/02/13

A Dualidade Do Trabalho Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se cada um de nós está se esforçando e tira para fora seu ponto, em que momento ocorre a adesão destes pontos entre nós?

Resposta: Estejam sempre preparados para a dualidade. Se eu intencionalmente procuro medir e sentir alguma coisa, por um lado eu vou ser empurrado para longe disso, e, por outro lado, tenho que construir uma atração em mim. Por um lado, eu não vou entender, e por outro lado, eu poderia entender alguma coisa. Tudo isso vai existir em mim em igual proporção. Se eu trabalho para o grupo, por um lado tenho que olhar para ele como algo absoluto, uma unidade que está em perfeição, no mundo do Infinito. Cada um dos amigos é um anjo que completou todas as suas correções. Todos os amigos estão unidos. Há um ideal na minha frente, e o Criador está dentro dele.

É assim que eu imagino tudo o que está fora de mim. Eu vou ter algo pelo qual me esforçar, pela unidade com os amigos, para ser incluído neles. Eu os vejo como ótimos, eu desenvolvo a inveja, o ciúme e o desejo de me integrar a eles.

Por outro lado, este grupo me influencia, e eu tenho que ver e sentir como normalmente acontece neste mundo. Neste caso, eu tenho que me comunicar com eles como com iguais e, às vezes, como um professor para com os alunos, e é assim que cada um de nós faz. Eu tenho que excitar, organizar e motivá-los à meta, fazer comentários sobre o trabalho compartilhado, sobre a unidade, etc.

Assim, existe um tipo de “tesoura”. Por um lado, eu me refiro aos amigos como grandes, perfeitos e conectados uns aos outros. Por outro lado, eu me identifico com eles como àqueles a quem posso apontar, torcer; eu tenho que organizar alguém a quem possa influenciar.

Eu devo estar preparado para tratar o grupo de duas maneiras, e isso não deveria me incomodar. No trabalho espiritual a dualidade sempre emerge. De qualquer forma, um não anula o outro; há tempo para um e para o outro. Devido a isso, você precisa aprender a se bifurcar, a olhar para coisas mais “inclinadas”, e depois, entre essas duas direções oblíquas, você vai descobrir como ver o sistema superior.

Da Convenção em Novosibirsk 09/12/12, Lição, 5

Um Dilúvio De Água No Trabalho

Dr. Michael LaitmanDo artigo do Rabash “O que é um Dilúvio de Água no Trabalho”: No Zohar, Noé comenta as palavras “e eu estou trazendo um dilúvio de água na terra”… nós sabemos que quando uma pessoa começa a trabalhar a fim de doar, o corpo reivindica, “O que você quer com esse trabalho?”. Qual é o sentido em não querer trabalhar para seu próprio bem; afinal, você deve se preocupar em curtir a vida e doar significa que você não trabalha para seu próprio bem. Por isso, é contra a nossa natureza e isso é chamado de “uma reivindicação de que”. 

Mas há outra exigência, quando o corpo objeta o trabalho do Criador, quando a pessoa diz ao corpo que temos que acreditar no Criador, que Ele cuida e conduz o mundo como o bom e o benevolente. Então, o corpo chega até a pessoa com a reivindicação do Faraó que diz: “Quem é o Senhor que devo escutá-Lo?”, o que significa que é difícil para ele acreditar no Criador. Isso significa que ele diz que pode trabalhar em benefício do Criador, mas somente se sentir a grandeza do Criador é que ele entende que vale a pena trabalhar para Ele.

Esta duas perguntas: “Quem?” e “O quê?” têm que aparecer diante de cada pessoa no seu caminho espiritual e ser revelada em sua plenitude. A pessoa deve saber como lidar com elas e entendê-las profundamente. Estas são questões fundamentais que resultam do grande esforço investido no grupo, no estudo e nos grandes esforços para avançar à meta. 

Como resultado, as perguntas “Quem?” e “O quê?” são reveladas à pessoa e são estas perguntas que a equilibram e estabilizam, e a ajudam a esclarecer os poderes que ela precisa para construir seu vaso espiritual. 

Este vaso foi construído em duas linhas opostas em cada uma de suas partes, acima do qual a pessoa constrói a linha média; acima de todos os atributos e discernimentos ela tem que determinar um discernimento comum chamado linha média. 

Portanto, primeiro ela tem que esclarecer as duas perguntas – “quem (Mi)?” e “O quê (Ma)?” – o que significa com a água (ma-im) do dilúvio. Rabash escreve: “E se a pessoa está feliz com estas duas perguntas, que agora ela tem um lugar para trabalhar acima da razão, verifica-se que ela é salva do dilúvio de água”. 

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/10/12, Escritos do Rabash