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O Mandamento Mais Elusivo

Dr. Michael LaitmanA Torá, Êxodo 20:03-20:05: Não terás outros deuses diante de Mim. Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, ou que nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra; tu não te curvarás diante delas, nem as servirás, porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que Me odeiam, e uso de misericórdia até milhares de gerações dos que Me amam e guardam os Meus mandamentos.

Mandamentos são considerados a base de todo o código humano de toda a existência humana. Eles são reconhecidos por todas as religiões, por todas as sociedades, e servem como base para uma vida social. No entanto, na Cabalá, eles têm um significado totalmente diferente.

Em outras palavras: “Eu sou o Único! Eu sou Incorpóreo! Eu não posso ser representado, imaginado ou entendido! Eu não lhe dou nenhuma dica de quem Eu sou! Eu não posso ser colocado no bolso, no canto, ou pendurado na parede. É impossível fazer um amuleto de Mim, nem posso ser moldado como uma espécie de sinal! Nada disso é possível”!

Os seres humanos são bastante diferentes. Uma criança pega um brinquedo e não o joga fora por um mês ou dois. Isso a acalma.

Uma pessoa vai a um templo, ora, confessa, e se acalma. Tudo vai ficar bem! Para todos, é um medicamento, remédio, para resolver as suas preocupações, a prevenção de vários problemas sociais, familiar e outros problemas.

Nós não temos nada de concreto aqui. Se imaginá-Lo é impossível, ou seja, que não há ninguém a quem apelar, este é um grande problema. Será que isso se traduz no fato de que Deus não existe para uma pessoa normal que vive neste mundo? Nós somos incapazes de visualizá-Lo ou senti-Lo. Ele é uma propriedade de doação abstrata, algo disforme que preenche tudo e, ao mesmo tempo, nada. Que sensores nos permitirão revela-Lo? Nós devemos começar a senti-lo de uma forma ou de outra. No entanto, não há nada que nos rodeia.

Nós simplesmente não podemos imaginar que o Senhor, o poder superior, tal como descrito na Torá, nem podemos estabelecer contato com essa força. A fim de permanecer em contato com Ele, nós devemos nos agarrar em alguma coisa, apelar para alguém, e retratá-Lo de alguma forma.

Pergunta: Por que esses “fios” são cortados de nós? É como se estivéssemos flutuando no ar. Por que é assim?

Resposta: É porque temos que encontrá-Lo num nível completamente diferente. Nós devemos subir ao Seu grau. Então, vamos sentir algo que não tínhamos percebido antes e definir as coisas que anteriormente éramos incapazes de compreender. Isso vai se tornar possível porque vamos adquirir um novo conjunto de sensores que são chamados de cinco Sefirot.

Antes de conseguir isso, não existe tal coisa como “Deus” para nós. Não há nada! Claro, não é a natureza que nos torce, nos puxa pela frente, e brinca com a gente, nos obriga a continuar vivendo, a gerar alguém, controla o nosso comportamento em nosso ambiente e na sociedade, e, em seguida, nos enterra no chão. É isso aí.

Eu estou exagerando tudo, mostrando que as pessoas não têm nenhuma conexão com o Criador ou com a Torá. É por isso que se diz que a Torá é perfeita, já que ninguém jamais a tocou, sequer uma vez.

A Torá é um ensinamento, é um mecanismo espiritual que está totalmente desconectado dos seres humanos. O fato de que nós a escolhemos como a fonte de nossas belas regras e leis jurídicas é muito reconfortante. Sem ela, seríamos apenas bárbaros.

No entanto, eu quero enfatizar que essas regras e leis não têm nada em comum com o a autêntica Torá. Nós devemos entender que o poder da Torá, sua veracidade e o próprio cerne da questão não se referem às regras ou leis. Não importa o que estamos fazendo neste mundo. Em vez disso, o que importa é se conseguimos subir ao próximo nível, onde o Criador se revela a nós. Para isso, não precisamos que Ele seja observável ou apareça como uma imagem ou um fenômeno. Nossa consciência se eleva a um nível tal que não precisamos mais de quaisquer imagens, já que conseguimos sair de nós mesmos.

Isso explica por que o mandamento: “Não terás outros deuses diante de mim”, vem em primeiro lugar, por que ele é considerado um grande mandamento, e por isso ele precede todos os outros. Cada mandamento seguinte (a ordem não é aleatória, pois eles são organizados de certa maneira) delineia a execução deste mandamento principal.

Se a pessoa não consegue observar esse mandamento, todos os outros mandamentos não valem nada. Eles não nos levam à meta. Nós devemos sempre ter em mente este mandamento primário. Para isso, nós devemos cumprir todos os outros mandamentos.

De KabTV “Mistérios do Livro Eterno” 25/02/13

Nova Terminologia Para o Que É Importante

Devemos entender que não há diferença entre a sabedoria da Cabala e a educação integral. É simplesmente a mesma idéia transmitida em palavras diferentes. De acordo com os artigos do Baal HaSulam, o método baseia-se no reconhecimento da importância da meta, em sair do ego, em ascender acima de nós mesmos, na unidade na qual descobrimos o Criador, a força superior, a força integral da natureza. Todas as condições sobre as quais nós falamos e lemos são verdadeiras e também podem ser implementadas na educação integral. Mas lá não usamos termos como “Criador”, “ser criado”, “Luz Circundante”, “Sefirot”, “Parztufim”, etc..

No seu conjunto, descrevemos as mesmas condições e os mesmos processos utilizando uma linguagem comum. Dizemos que a força da unidade integral aparece gradualmente na unidade e na adesão entre nós, ou como se diz hoje “a sabedoria da multidão”. Este é o Criador, esta é a Luz. Isso não acontece de uma só vez, mas gradualmente até atingirmos o nível verdadeiro, mas no geral é a mesma coisa.

Na verdade, quando usamos a terminologia de educação integral, você começa a entender melhor os termos Cabalísticos, o seu significado oculto. Afinal, estamos acostumados a certas palavras- mas o que se esconde por trás delas? Qual é a sua carga? Qual é a mensagem? Nós não sentimos exatamente isso. [Leia mais →]

Um Ponto Escondido Nas Nuvens Dos Desejos Humanos

A Torá, Êxodo, Jetró ( Itró), 19:20-19:24: E o Eterno desceu sobre o cume do monte Sinai e o Eterno chamou a Moisés ao cume do monte, e Moisés subiu.

E o Eterno disse a Moisés : “ Desce, adverte ao povo para que não ultrapasse a sua posição no termo para ver o Eterno, porque muitos deles cairão. E também os sacerdotes que se aproximam do Eterno, que eles se santifiquem, para que o Eterno não os atinja.”

E Moisés disse ao Eterno : Não poderá o povo subir ao monte Sinai, porque Tu nos advertiste, dizendo: “ Demarca limites ao monte e santifica-o.” E o Eterno disse-lhe: “ Anda, desce, e tu subirás, e Aarão virá contigo; mas que os sacerdotes e o povo não transpassem o termo para subir ao Eterno, para que não os atinja.”

As palavras do Criador que proíbem as pessoas de se aproximarem Dele significam que todas as ações e todos os desejos egoístas não devem entrar em contato com Ele, uma vez que ainda não conseguimos trabalhar em nome da doação. Moisés diz que as pessoas já ouviram falar deste mandamento. Por outras palavras, apesar de pensarmos já termos recebido avisos suficientes, ainda não podemos usar os nossos desejos egoístas, pois apesar de eles não serem controlados pelo poder evidente do Faraó, eles ainda não foram corrigidos. Eles ainda são desejos habituais, terrenos, egoístas, opostos a um “ponto no coração”, que está separado deles.

Moisés é um ponto em nós que está conectado com o Criador e que possui a Sua natureza. No entanto, ele está muito misturado com outros desejos e está assim porque é invisível. Ele ainda não brilha, mas interessa-nos ao desencadear pensamentos turvos sobre o significado da vida.

Outros pensamentos e desejos nossos continuam a ser entrelaçados com este mundo e esta realidade material. Assim, mesmo que nos pareça a nós que não queremos esta nossa existência inútil, uma vez que começamos a implementar os nossos desejos materiais, nós imediatamente “deslizamos” de volta. Os desejos que são orientados para este mundo acordam em nós e esquecemos o ” sublime material “.

Assim, temos que dividir estritamente o ponto no coração (a propriedade de Moisés e Aarão) do resto dos nossos desejos egoístas. Se não fosse o ponto chamado “Moisés” (desejos que descem do próximo nível superior, da propriedade de doação), seriamos simplesmente como animais.

Este ponto chega-nos de um plano totalmente diferente e personifica a qualidade do Criador em nós. Devido a isso, fazemos muitos erros. Parece-nos que já nos tornamos justos e que subimos ao topo. Na verdade, assim que começamos a fazer algo terreno, nossos pensamentos imediatamente “voam” para a direção oposta e nós experimentamos quedas profundas. Isso acontece por causa do ponto no coração. E, no entanto, não devemos ficar envergonhados, indignados ou surpresos, já que é assim a natureza humana. Temos que considerar isto como um mecanismo que age de forma imprevisível, sem qualquer ideia do que vai acontecer no momento seguinte.

Este estado de coisas dura até chegarmos a correção final antes da qual a maior queda sem fundo acontece. O que vivemos até hoje são apenas flutuações muito insignificantes, para trás e para a frente, mais e menos. Descobertas maravilhosas nos aguardam pela frente.

A partir de KabTV “Mistérios do Livro Eterno”, 25/02/13

“Lembra-Te Do Dia Do Sábado”

A Bíblia, Êxodo, 20, 8-11: Lembra-te do dia do Shabat (sábado), para santificá-lo. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o Shabat do Eterno, teu Deus, no qual tu, teu filho, tua filha, teu servo, tua serva, teu animal e teu prosélito que estiver em teus portões, não farão nenhuma obra, porque o Eterno fez os céus e a terra, o mar e tudo o que há neles em seis dias e repousou no sétimo dia, e por isso o Eterno abençoou o dia do Shabat e o santificou.

Uma pessoa que quer avançar em direção à espiritualidade deve manter esta condição uma vez que a Torah não fala sobre dias corpóreos , mas sim de dias espirituais. O situação é que temos de corrigir a nós mesmos, a fim de nos assemelharmos mais a forma espiritual especial chamada Zeir Anpin. É feita de seis partes, e nós chamamos a esta réplica os seis dias da semana.

Não se trata de trabalhar numa fábrica ou num escritório, não é de todo considerado trabalho. Logo não vamos de todo trabalhar fisicamente , o nosso trabalho vai ser realmente alcançar os níveis espirituais.

Isto significa que, no primeiro dia de trabalho assemelho-me à primeira Sefira ,Hesed. No segundo dia assemelho-me à segunda Sefira, e assim por diante. Estes não são dias corpóreos , e não importam as 24 horas do dia, nem a rotação da Terra em torno de seu eixo.

Ao trabalhar em mim mesmo estou a corrigir o meu desejo geral: Eu classifico-o de acordo com as sete partes e corrijo-o , de tal modo que ele assume a forma de Hesed, Gevura ,Tiferet , Netzah , Hod e Yesod . Eu não posso corrigir a sétima parte do meu desejo.

Todos os meus desejos que são corrigidos durante os seis dias são acumulados e acabam no sétimo nível chamado Malchut. Este nível não pertence aos seis dias do meu trabalho de correção, é uma espécie de presente do Alto, um complemento para os seis dias.

Devemos dizer que a divisão em sete dias não existe de todo no nosso mundo do ponto de vista astrológico. Há um mês, um ano, a rotação da lua, a rotação da terra, a rotação do sol, mas não existe qualquer coisa como uma semana. A rotação completa da terra em torno de seu eixo é um “dia.” “Mês” é a rotação da Lua ao redor da Terra, e um “ano” é a rotação da terra em torno do sol, etc.

Além disso, existem feriados chamados de “um mês novo”, um “ano novo”, e assim por diante. Um feriado de um mês novo, o que significa o início do mês, tem uma mensagem clara ,uma vez que há uma lua nova, quando a terra não consegue escondê-la completamente, e aos poucos a revela. A lua parece crescer gradualmente e é um sinal astronômico. Você olha para o céu, vê-a, e você pode medir tudo de acordo com isso. Se você mora em Jerusalém, você mede-o em relação a Jerusalém, etc, dependendo da sua longitude.

Mas uma semana é apenas um conceito espiritual. Ninguém a comemora. Na verdade, se originou no grupo de Abraão, cujos membros começaram a dirigir-se para as forças espirituais dessa maneira.

Ela não só pertence a Jerusalém. É comemorada em qualquer longitude onde você está. Se eu celebro agora o Shabat (sábado) em Jerusalém , o meu amigo, no México não estão a celebrá-lo, sendo ainda um dia de trabalho. Isto é, este sinal não existe no nosso mundo.

O que isso indica? Se uma pessoa realiza um trabalho espiritual e corrige as seis partes dentro dele, seis Sefirot de sua alma – Hesed , Gevura , Tiferet , Netzah , Hod e Yesod, ele atinge um estado em que todos eles se conectam, uma vez que Yesod é a peça de ligação. Tudo isso entra no sétimo dia da semana, Malchut.

Este estado espiritual não tem nada a ver com os dias da semana do calendário. Ele pode durar um minuto ou dez minutos, não faz diferença uma vez que o tempo não importa. Naquele dia, o que significa naquele estado espiritual, uma pessoa não deve fazer nada, já que ele tem que receber o resultado da chamada semana de trabalho, um dos seis estados de correção, dentro dele. Como resultado deste trabalho alternando as seis partes de correção com a sétima parte e da sua ligação, uma pessoa chega ao fim da correção, quando toda a sua alma está totalmente corrigida.

Da KabTV “Segredos do Livro Eterno” 25/02/13

Dois Níveis Da Torá

Dr. Michael LaitmanA Torá nos é dada em dois níveis. Um deles é o nível do homem comum, que determina a estrutura de sua comunidade e família. Afinal, ele tem que acreditar em alguma coisa, manter-se na estrutura, talvez até mesmo para aspirar a alguma coisa, se ele desenvolve algum tipo de desejo mais elevados. Mas, em princípio, a Tora foi dada para elevar as pessoas até o nível do Criador, onde não existe matéria, organismos, ou imagens.

Por um lado, esta força incorpórea controla tudo, incluindo a nossa matéria; ela leva a algum tipo de imagem, a algum propósito. Por outro lado, ela própria não é sentida. Como nós podemos tratá-la? Não há como. É por isso que há milhares de anos as pessoas oram, choram e se atormentam, não importa o que elas fazem, e não há reação.

E com razão ela está ausente. Nós não chegamos ao Criador. Para entrar em conexão com Ele, nós precisamos estar no mesmo nível com Ele, ou pelo menos tentar estar no mesmo nível.

É por isso que a sabedoria da Cabalá foi revelada, e explica como é possível solicitar essa força, que não é sentida, para nos elevar ao nível de senti-la, ao nível do diálogo, e ao nível da integração com ela.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 25/02/13

Transmitindo Espiritualidade De Uma Pessoa Para Outra

O professor fica na frente, ele vê mais longe e orienta os alunos. Mas, se um aluno tem suas próprias ideias a respeito de seu desenvolvimento e da correção do mundo, ele já é seu próprio professor. Ele pode continuar a ser um estudante e acreditar que o professor está errado sobre a direção do desenvolvimento. Ele não pode receber a realização espiritual do seu professor, mas só pode receber o conhecimento teórico, a sabedoria. Assim, ele não estuda Torá, que é o meio, as instruções de como alcançar o atributo de doação; estudar significa estar em contato com o superior através da realização de ações diferentes. Não tem nada a ver com a mente, como ele diz, “não é o sábio que aprende.” Um aluno recebe a força de doação do seu professor por sua conexão com ele.

A força da doação é transmitida por um canal interno, uma vez que não é filosofia nem a ciência teórica. Assim, todos podem receber essa força, tanto o mais estúpido e o mais sábio. Sua transmissão depende apenas das ações necessárias que cada pessoa realiza com o meio ambiente, submetendo-se, elevando o seu professor, e conectando-se com o grupo, para que todo o grupo se conecte ao professor que representa o nível superior, recebendo, assim, a correção dele. Isto é o que acontece em cada nível.

Se um aluno sobe, seu professor também sobe com ele, e se um aluno desce, então seu professor, certamente, desce com ele. Isto não é o estado real do professor, mas como ele é retratado para o aluno, tudo é em relação a quem alcança.

Quando uma pessoa só vem para estudar, ele não entende tudo isso em primeiro lugar. Ele tem que esperar até que ele começa a ouvir. Pode levar um par de anos, mas quando ele finalmente começa a ouvir, o grupo deve ajudá-lo pois caso contrário pode demorar décadas. Os amigos devem explicar-lhe que é impossível alcançar a espiritualidade, a menos que ela seja transmitida de uma pessoa para outra e somente se existe uma ligação entre eles e contato físico, o que significa que eles podem ver, ouvir, sentir, entender, e de alguma forma impressionar um ao outro, executar determinadas ações, estar em contato, e estar em interação mútua. Esta é a forma como foi organizado durante anos, e não pode mudar, já que é uma réplica das raízes espirituais.

A maravilha do último nível deste mundo é o lugar onde por minhas ações corporais posso trazer-Lhe contentamento ao subjugar-me, conectar-me a Ele, aderir a Ele por algum tipo de assistência material, e assim receber a revelação espiritual d’Ele. Como isso é possível? No entanto, eu posso fazer esforços no nível que eu possa fazê-lo já que não posso fazer mais nada. Entretanto eu não entendo o que é doação, não tenho a intenção de “a fim de doar”, mas posso atuar no nível corporal e é o suficiente para o momento.

Da 1 ª parte da Lição Diária de Cabala 6/05/13, Escritos do Baal HaSulam “Um discurso pela conclusão de O Zohar“

Cortando Decisivamente Todos Os Laços

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo”, “Jetro”, 19:16-19: E aconteceu que, ao terceiro dia, ao amanhecer, houve trovões e relâmpagos sobre o monte, e uma espessa nuvem, e um sonido de Shofar mui forte, de maneira que estremeceu todo o povo que estava no arraial.

E Moisés levou o povo fora do arraial ao encontro de Deus; e puseram-se ao pé do monte.

E todo o Monte Sinai fumegava, porque o SENHOR descera sobre ele em fogo; e a sua fumaça subiu como fumaça de uma fornalha, e todo o Monte tremia grandemente.

E o sonido do Shofar ia crescendo cada vez mais; Moisés falava, e Deus lhe respondia em voz alta.

Tudo o que é descrito na Torá acontece dentro de nós. O trecho acima descreve a primeira aparição da propriedade de doação que a pessoa sente dentro de suas propriedades. Elas ainda são egoístas e contrárias à doação, mas, ao mesmo tempo, já aspiram à equivalência, à união com essa propriedade, e começam a sentir que é algo valioso e superior. Dentro desta propriedade, nós continuamos reavaliando nossos valores. No entanto, este processo é acompanhado pelo medo de perder e devastar o nosso egoísmo interno: “Com o que eu devo ficar? Onde está minha família? Onde estão os meus entes queridos? Como eu posso abandoná-los?”.

Afinal de contas, nós estamos apegados a este mundo pelos fios de várias conexões. Algo está mais perto de mim, algo está mais distante; este eu amo, o outro eu odeio… Tudo é compartimentado. Toda a nossa existência se refere a esses tópicos. É assim como as nossas vidas são estabelecidas.

Apenas algumas pessoas são capazes de cortar decisivamente estas ligações e ver o que acontece em seguida. Para nós, isso é pior do que a morte, uma vez que perdemos completamente o autocontrole. Nosso egoísmo não consegue tolerar isso. Esta sensação pode ser comparada ao processo do nascimento, quando a criança sai do ventre de sua mãe e passa a existir no mundo que a separa completamente de sua mãe. Você consegue imaginar alguém que nos dá vida sendo cortado? É como ser privado de oxigênio.

E agora? Não há mais antecipações egoístas, sem sonhos do futuro… Não há nada a que você esteja acostumado!

Pergunta: Portanto, isso significa que o treinamento que passamos não nos prepara para esta fase?

Resposta: O período de preparação serve para fazer você entender que ainda não está pronto. Os animais que vivem ao nosso lado não compreendem estas questões. Esta condição só pode ser sentida pela propriedade chamada “homem” em nós, que não tem nada a ver com a propriedade do “animal” em nós. O período de preparação é essencial para nos elevar ao nível em que começamos a sentir essas nuances. Caso contrário, por que essa revelação acontece, em relação a quem?

A consciência de nossa oposição e despreparo já é uma realização. Nós começamos a perceber que a propriedade de doação é contrária a nós, que não estamos lá ainda, ou que simplesmente não a entendemos (negação da negação). Assim, nós avançamos.

De KabTV “Mistérios do Livro Eterno”, 18/02/13

Tocando A Ascensão Espiritual

Dr. Michael LaitmanTorá, “Êxodo”, 19:12-13: E marcarás limites ao povo em redor, dizendo: Guardai-vos, não subais ao monte, nem toqueis o seu termo; todo aquele que tocar o monte, certamente morrerá.

Nenhuma mão tocará nele; porque certamente será apedrejado ou asseteado; quer seja animal, quer seja homem, não viverá; soando o cifre do carneiro longamente, então subirão ao monte.

Pergunta: Por que existem todas essas condições para se aproximar do Monte Sinai?

Resposta: Um “Monte” significa 125 graus de ascensão ao Criador, e inclui todo o ego de uma pessoa. Cinco mundos X cinco Partzufim X cinco Sefirot (5X5X5) = 125 graus. Estas são as etapas de acordo com o que a pessoa deve mudar internamente enquanto sobe os níveis até o topo, fundindo-se com o Criador.

Entretanto, a nação está na base do monte. Ela ainda não recebeu a Torá, as instruções para a correção do ego, e assim não pode “tocar” a ascensão espiritual sem estar pronta para isso.

Quando uma pessoa trabalha com seu ego e deseja começar a subida espiritual com ele, em sua forma atual, ela só irá se confundir e se destruir. É como uma criança que grita “eu quero” e entra num lugar que não deve, e nós temos que protegê-la de se machucar. É a mesma coisa aqui, quando uma pessoa que não sabe as instruções, não consegue se aproximar da ascensão espiritual, a menos que as conheça.

Afinal, as instruções dizem como ela deve gradualmente se corrigir, de acordo com quais etapas e de que forma, e é a única maneira da pessoa subir. E mais, ela terá que enfrentar problemas em todos os níveis: ela será empurrada para baixo do monte, vai cair e subir novamente, tentando subir de um nível para outro, como uma criança que ainda não é forte o suficiente para levantar uma perna.

A pessoa é jogada de volta, ela cai, rola alguns níveis para baixo e, em seguida, tem que subir novamente, mas como ela sobe para os níveis anteriores, ela já os entende melhor. Ela pensa: “Uau! Agora eu entendi”! Ela tenta subir um pouco mais alto, e cai dois níveis para baixo. Depois, quando ela sobe do nível mais baixo para o nível médio e, em seguida, para o superior, ela começa a entender o nível médio, melhor, pois já descobre nele não a Luz de Nefesh, mas a Luz de Ruach.

Ela começa a entender melhor esse nível, e depois cai três níveis para baixo. Caso contrário, como ela pode entender isso? Para entender todas as razões ela tem que descer. É a partir deste estado, quando ela é criada como “existência a partir da ausência”, antes mesmo da criação do nosso mundo, e antes do seu atual entendimento de como ela é e o que ela é, é justamente a partir deste ponto que ela tem que entender seu eu atual e como continuar.

Portanto, do ponto atual de nossa vida, nós nos lembramos dos anos que se passaram e os compreendemos melhor do que quando estávamos apenas vivendo-os. Por isso dizemos: “Foi assim ou eu estava sonhando?”

Ou seja, nossa vida era como um sonho. Agora, se nós atingimos os níveis superiores e olhamos para trás a partir do nosso nível atual, nós começamos a entender que tudo isso era predeterminado precisamente para que agora, na minha forma atual, eu seja capaz de ver todo o meu passado e concorde com aquele que preparou tudo isso para mim: o Criador.

Pergunta: Será que isso significa que eu justifico todo o meu sofrimento, não importa o que eu tenha passado?

Resposta: A questão é que agora eu não vejo mais todo o sofrimento. Eu vejo as mudanças necessárias que eu tinha que percorrer para estar em contato com o Criador hoje. Eis porque há sempre mais descidas do que as anteriores.

O Livro do Zohar nos fala sobre o Rabi Shimon que passou por todos os níveis da realização espiritual, e quando ele estava a um nível antes do fim da correção, ele desceu até o fundo e só então sentiu que estava enfrentando o último nível (125º nível).

Pergunta: Isso significa que ele tinha a centelha do último nível nele?

Resposta: Caso contrário ele não estaria na parte inferior, uma vez que só é possível medir a si mesmo em relação ao topo. Assim, a pessoa não pode progredir espiritualmente se não recebe o método de correção e não passou pelos três dias de afastamento em relação ao seu ego.

Os três níveis são necessários para separar totalmente o seu eu do seu atributo, e para passar para o próximo. É porque os dois níveis que estão próximos um do outro têm algo em comum, e a pessoa tem que estar não entre dois níveis, mas entre os três níveis, o que significa que ela tem que passar do nível inferior para o superior e, em seguida, para uma ainda maior. Então, através do nível médio, ela se desconecta do nível mais baixo.

Depois, é possível corrigir a si mesmo para “lavar sua vestimenta”, o que significa corrigir um determinado nível do ego, a quarta parte.

Então você pode chegar perto do Monte Sinai num determinado círculo. Você tem que ver este círculo e compreender a si mesmo, seus atributos egoístas em comparação com os altruístas. Quanto mais a pessoa se corrige, mais alto ela pode subir o monte, que simboliza o ego, e subir acima dele. Afinal de contas, todo o ego do Faraó, tudo o que o Egito representa, o ego universal, se transformou no Monte. Sinai.

Você só podia escapar do Egito, mas aqui você tem que subir acima do seu ego e começar a trabalhar com ele. A diferença entre estes dois estados é que, no meio, você recebe esse método de correção, a Torá. Afinal, sem o método de correção, você não pode sequer começar a se corrigir. Agora você tem a chance de subir o monte.

Pergunta: O que significa “nenhuma mão tocará nele; porque certamente será apedrejado ou asseteado”, e “soando o cifre do carneiro longamente, então subirão ao monte”?

Resposta: Uma pedra significa o ego, “o coração de pedra”. O chifre do carneiro é a descida da Luz Superior da realização, da revelação. Eu a recebo ao ouvir (o atributo de Bina). Quando eu começo a ouvir o som do chifre do carneiro, ele me corrige, e eu começo a ver, o que significa que a visão, a compreensão, é revelada em mim. A visão é um nível mais elevado.

De Kab Tv, “Segredos Do Livro Eterno” 18/02/13

O Conselho de Jetro

Dr. Michael LaitmanA Torá, Êxodo, Conselho de Jetro, 18:21-23: … Além disso, procura homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que odeiem a avareza; e põe-nos sobre eles por maiorais de mil, maiorais de cem, maiorais de cinquenta, e maiorais de dez. E deixe-os julgar o povo em todos os momentos.

Todo o negócio grave tragam a ti, mas todo o negócio pequeno eles o julguem; assim a ti mesmo te aliviarás da carga, e eles a levarão contigo. Se isto fizeres, e Deus te mandar, poderás então subsistir; assim também todo este povo em paz irá ao seu lugar.

Nós estamos falando de propriedades humanas. A pessoa começa a reconhecer quais qualidades nela são corrigidas sob a influência da Luz superior (a propriedade de doação). Alguns desejos tornam-se mais próximos da propriedade de doação, alguns se tornam ainda mais distantes. A pessoa estuda a sua progressão, sistematiza-os numa pirâmide. Há apenas algumas propriedades especiais que são “adjacentes” à doação, enquanto que o número das qualidades mais distantes, mais egoístas, é enorme.

Uma vez que a propriedade chamada “Jetro” deriva do egoísmo, ela está entrelaçada com os próprios desejos e sua hierarquia. Afinal, o ego é composto de cinco (5) níveis de desejos. Quando o desejo chamado “Moisés” faz uma tentativa de corrigir o ego humano, a propriedade chamada “Jetro” o ajuda.

Esta massa é semelhante à toda a massa humana, mas apenas ela está dentro de uma pessoa. Usando a linguagem da Cabalá, é o AHP de Galgalta ve Eynaim. Galgalta ve Eynaim é a propriedade de “Moisés”, enquanto AHP é o povo de Israel que ainda tem que ser corrigido. Ele se apoia no egoísmo, e por essa razão Jetro sabe como trabalhar com ele.

De acordo com a propriedade denominada Hassadim, Moisés com a sua “mão generosa e coração aberto” não é apto para o processo de correção. O egoísmo tem que ser corrigido de forma gradual, passo a passo. Assim, a propriedade de Jetro aparece e coloca tudo em ordem.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno”, 18/02/13

Sabendo O Que Perguntar E A Quem

Avanço espiritual é, de acordo com a fórmula de “Israel, a Torá e o Criador são um “. “Israel” é aquele que exerce a disciplina em si mesmo, a fim de construir uma deficiência dentro de si cumpra o desejo do Criador permitindo assim que Ele seja revelado. A fim de fazer isso, o vaso dos seres criados tem que ser inteiro. Quem anseia por descobrir todo o vaso é chamado de “Israel”. Afinal, o Criador, a Luz superior, está em repouso absoluto e precisa apenas dos vasos.

A Torá é realmente o instrumento que precisamos para descobrir o amor para os seres criados e do amor do criado para alcançar o amor do Criador. Nós esforçamo-nos pelo desejo de amar os seres criados, subindo acima de nosso estado, e para estar incorporados no ambiente, organizando-o de acordo com todas as condições necessárias para que ele nos influencie e nos corrija. É impossível alcançar o despertar certo sem um ambiente; só é possível por influência externa.

Quando nós nos esforçamos o suficiente, nós descobrimos que não podemos fazer nada. E outra vez, descobrimos que não podemos alcançar o amor dos seres criados e, eventualmente, nós entendemos que precisamos da ajuda do Criador. Em seguida, uma oração explode por si só e nos leva ao Amor do Criador.

Acontece que as três condições: Israel, a Torá, e o Criador nos levam ao objetivo, como é dito: É impossível saltar imediatamente à frente sem primeiro “eu tenho trabalhado e tenho encontrado, acredite.” Moldando a si mesmo, isto é, sem a Torá, sem oração, sem um pedido, é impossível alcançar o Criador. Seria um pedido egoísta para o qual não vais obter uma resposta. Não tens as letras da oração, uma vez que são criadas apenas pelo esforço de uma pessoa. Somente quando a sua medida é preenchida vais saber como voltar para o Criador com o pedido.

Antes, não tens sequer uma deficiência ,eis porque o Criador ta quer dar , para que não voltes para o Ele com o mesmo pedido, e isso diz claramente por que não ganhas nada antes de a adquirir.

Se quiseres economizar tempo e energia, e para alcançar a meta rapidamente, deves agir no sentido de “Israel, a Torá e o Criador são um” para que, eventualmente, eles se unam em um todo. Acontece que a direção certa é o esforço de conexão no grupo, a fim de descobrir o Criador e trazer-lhe felicidade. Como está escrito: “. Desde o amor dos seres criados para o amor do Criador” Todos os sábios dizeres “referem-se apenas a esses três estágios: Israel, a Torá e o Criador.

Da preparação para a Lição Diária da Cabala 10/04/13