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O Tempo Para A Redenção Espiritual

Tudo aquilo que os cabalistas fizeram no passado fizeram, cada um agindo de acordo com as suas próprias condições e tempo, foi a preparação para o nosso estado presente. Graças a isso, temos todas as fontes primárias, hoje tão necessárias, que nos permitem avançar: os escritos do Ari, O Livro do Zohar com o comentário do Sulam, os escritos do Baal HaSulam e Rabash. Nunca houve uma época como a nossa antes. Os cabalistas do passado não tiveram a oportunidade de trabalhar em condições semelhantes às que temos hoje: a crise global que se assemelha a crise da antiga Babilônia e reflete a quebra da alma comum no mundo superior.

Cerca de 80-90 anos atrás, Baal HaSulam escreveu que viveríamos na geração do Messias, na era da redenção espiritual. Como a nação de Israel já adquiriu suas terras e estabeleceu um estado, isso significa que temos agora uma oportunidade de construir tudo de acordo com a lei espiritual de amor ao próximo como a ti mesmo e unir-se como uma só nação espiritual. [Leia mais →]

Não Chore No Deserto

O Criador nunca nos unirá “porque”, a unidade não vai acontecer até que nós pedimos por ela. Devemos perceber que o que falta e só o desejo da unidade. O desejo de unidade fica em frente de todos os outros desejos que surgem, desejos, cujo propósito é obscurecer o nosso anseio pela unidade. Erguendo-se acima de todos os obstáculos que só aumentam o nosso desejo de se unir, o desejo de unidade irá crescer tão intenso que vamos começar a chorar. Essa é a nossa meta, em frente a todos os outros desejos, como está escrito: “E os filhos de Israel clamaram por causa da escravidão.” Somente com este grito a vontade do Criador nos unirá. Se você ficar sentado e esperando para que este tome seu próprio curso, ela nunca vai vir. Nenhuma ação espiritual irá ocorrer até que haja um desejo completo e definitivo para ele.

Tal desejo deve ser uma chama dentro do grupo. Certifique-se de acordar os outros e exigir que eles despertem você. Esteja disposto a pagar qualquer preço para que possam ser acordados e que mantenham você acordado. [Leia mais →]

Exílio É Um Nível Espiritual

No Zohar, Capítulo  “ VaYigash (E Judah Aproximou),” Item 120: …Também está escrito, “Eu vou para o Egito contigo,” significa que Divindade desceu para o exílio com ele, e onde quer que Israel exilou, Divindade exilou com eles.

Não seria um exílio ao contrário. O exílio significa que você sente a ocultação. Você sente que a espiritualidade (o Criador) existe, mas você percebe seu lado reverso. Ela brilha para você de uma forma que permite que você sinta a presença do Criador, mas de uma forma velada. Ou seja, quando é chamada exílio.

Se a sua sensação de supressão  do Criador está ausente, isto não é exílio. Tanto quanto você se preocupa Ele simplesmente não existe, o que significa que existe um nível abaixo da espiritualidade. Exílio é uma sensação espiritual que está acima do nível do nosso mundo. Portanto, não podemos dizer que as pessoas neste mundo estão no exílio. [Leia mais →]

Suba Um Degrau Em Direção Ao Criador

O Zohar, “Capítulo Vayikra (O Senhor Chamou),” Item 83: … como está escrito: “Eis o teu rei virá a vós”, certamente, não você a Ele. Ele virá a você para aplacá-lo, Ele virá a você para levantá-lo, Ele virá a você para complementá-lo em tudo, Ele virá a você para levantar-lhe a seu palácio, de se relacionar com você em ligação eterna, para todos os tempos, como está escrito: “E eu vou desposar-te a Mim em fidelidade.”
Devemos levantar Malchut das cinzas por nossa conta, ou o Criador Misericordioso levanta a tenda caída de Davi para nós? Precisamos esperar no exílio e tudo será revelado do Alto? Ou será que temos de reconhecer que o Rei chegou, fez seu trabalho, estende-se a nós, e nós precisamos nos agarrar a Ele e evoluir?

Há pessoas que dizem que tudo o que virá e se revelará a partir do Alto, que o Terceiro Templo vai “cair” do céu, e não precisamos fazer nada, mas apenas continuar esperando. Este é o “Galut” (o tempo do exílio) o tipo de pensamento. [Leia mais →]

Leo Tolstoy: Sobre Judeus

Laitman_021O que é um Judeu? Esta pergunta não é tão estranha como possa aparentar à primeira vista. Examinemos esta criatura livre que foi isolada e oprimida, atropelada e perseguida, queimada e afogada por todos os governantes e nações, mas no entanto vive e prospera apesar do mundo inteiro.

O que é um Judeu, que não sucumbiu a quaisquer tentações terrenas oferecidas por seus opressores e acusadores para que ele renunciasse a sua religião e abandonasse a fé de seus pais?

Um Judeu é um ser sagrado que procurou um fogo eterno dos céus e com ele iluminou a terra e os que vivem nela. Ele é a nascente e a fonte da qual o resto das nações extraíram suas religiões e crenças.

Um Judeu é um pioneiro da cultura. Desde sempre, a ignorância era impossível na Terra Santa, muito mais que nos dias de hoje na Europa civilizada. Além do mais, naquela época quando a vida e a morte de um ser humano não valia nada, o Rabino Akiva falou contra a pena de morte que é agora considerada uma punição aceitável nos países mais civilizados.

Um Judeu é um pioneiro da liberdade. Nos tempos primitivos, quando a nação foi dividida em duas classes, mestres e escravos, o ensinamento de Moisés proibia manter uma pessoa como escravo por mais que seis anos.

Um Judeu é um símbolo de tolerância civil e religiosa, “Então mostre teu amor pelo estranho, pois tu foste estranho na terra do Egipto”. Estas palavras foram proferidas durante tempos distantes e bárbaros, quando era comummente aceito entre as nações se escravizarem mutuamente.

Em termos de tolerância, a religião Judaica está longe de recrutar seguidores. Pelo contrário, o Talmude prescreve que se um não-Judeu se quer converter à fé Judaica, tem de lhe ser explicado a ele quão difícil é ser um Judeu e que os justos de outras religiões também herdam o reino celestial. Um Judeu é um símbolo de eternidade.

A Nação que nem massacre nem tortura puderam exterminar, que nem fogo nem espada das civilizações foram capazes de apagar da face da terra, a nação que primeiro proclamou a palavra do Senhor, a nação que preservou a profecia por tanto tempo e a passou ao resto da humanidade, tal nação não pode desaparecer.

O Judeu é eterno; ele é a personificação da eternidade.

Leo Tolstoy, 1891

A Importância Da Disseminação Da Sabedoria Da Cabalá. Parte I

Baal HaSulam, Introdução ao livro, The Tree of Life (resumida): “A libertação do sofrimento” e “a chegada do Messias” significa a realização do Criador, como é dito: “E não ensinará mais ao seu vizinho, dizendo: Conhece o Senhor, porque todos Me conhecerão, desde o maior deles ao menor deles”.

“Quando os filhos de Israel receber o conhecimento completo, as fontes de inteligência e conhecimento fluirão para além das fronteiras de Israel e aguará todas as nações do mundo, como está escrito, “porque a terra estará cheia do conhecimento do Senhor …. E deverá vir ao Senhor e à Sua bondade”. [Leia mais →]

Quando o Exílio Chega A Sua Conclusão

No Zohar, o capítulo “Shemot (Êxodo),” Item 340: “E sucedeu que, no decurso de muitos dias.” Este foi o fim de seu exílio, quando Israel foi escravizada em qualquer trabalho. “Em muitos dias”, que significa muitos dias de estadia de Israel no Egito, quando o fim chegou. E quando seu exílio chegou à sua conclusão, está escrito: “O rei do Egito morreu”, significando que o ministro do Egito, foi derrubado e caiu de seu orgulho. É por isso que está escrito sobre ele, “O rei do Egito morreu”, já que a descida foi a morte para ele. E desde que o rei do Egito – o ministro – caiu, o Criador de Israel lembrou-se e ouviu a sua oração.

Temos que alcançar um estado em que o todo o Malchut do Egito, o que significa este mundo, todos os seus objetivos, toda a nossa vida e realizações, perdem o seu significado nos  nossos olhos. Vamos nos sentir inúteis, infelizes, e transitórios. Nós nos perguntamos: “O que eu recebo de tudo isso?” Este mundo será desprovido de qualquer importância para nós.

Isso é chamado de “O rei do Egito morreu.” Começamos a nos perguntar: “Por que eu preciso de tudo o que eu tenho neste mundo?! Para quê? O que eu ganho com isso? “Esta situação marca o começo da saída do Egito”. [Leia mais →]

Quando O Ódio É Benéfico

O Zohar, Capitulo “Shemot (Êxodo)”, item 250: E quando o Criador viu a grande alegria deste mundo, quando este melhorou para ser como acima, Ele disse: “Que as doze tribos não se misturem com o resto das nações, deixando um defeito em todos os mundos”. Que fez o Criador? Ele sacudiu todos para lá e para cá até que descessem ao Egipto para habitar em suas moradias dentro da nação obstinada, que despreza seus costumes e os degrada ao não se casarem com eles ou se misturarem com eles, e ao considerá-los escravos. Os homens ficaram aborrecidos com elas e as mulheres ficaram aborrecidas com eles até que tudo foi melhorado pela semente sagrada sem se misturar com estrangeiros….

Há uma análise do estado de uma pessoa à medida que ela tenta livrar-se do egoísmo, e depois há a análise do seu estado quando ela deseja permanecer no (adaptar-se ao) seu egoísmo. Se eu desejo permanecer no meu egoísmo, o egoísmo empurrra-me através do seu ódio por mim, pois sente dentro de mim o ponto no coração que é oposto a ele. Como está escrito: “O Faraó trouxe a nação de Israel para mais perto [via a opressão apontada] de Israel”, e “Eu criei o ego como uma ajuda contra ti”. Ele opõe-se a si, e precisamente nisto está a sua ajuda.

Da mesma forma, quando o governo Soviético impulsionou uma rígida agenda anti-Sionista nos anos 60-70, ao fazer isso, ele na verdade impulsionou o Sionismo. São precisamente as forças do mal (o lado inverso do Criador) que ajudam a elucidar o mal, e não o Criador ou a Luz Superior, aberta ou directamente.

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“O Mundo Foi Criado em Dez Pronunciamentos”

Laitman_712_03O Zohar, Capítulo “Shemot (Êxodo)”, item 249: O mundo foi criado em dez pronunciamentos. Mas quando você observa, ele foi criado com apenas três: Hochma, Tevuna e Daat. E o mundo foi criado apenas para Israel. Quando o Criador quis sustentar o mundo, Ele agiu por Abraão em Hochma, por Isaac em Tevuna, e por Jacob em Daat. Isso é considerado: “E com o conhecimento são preenchidas as câmaras…”.

Existe uma força superior que nos revela toda a realidade, que desce de HBD (Hochma, Bina, Daat) ao longo de três linhas. Esta é a forma como o Criador influencia-nos de cima.

E nós, por sua vez, devemos assumir uma forma idêntica abaixo. Assim, entenderemos a natureza dessa influência e de que modo podemos senti-la; de que modo podemos nos equivaler e nos fundir a Ele.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/04/10, O Zohar

Democracia Espiritual

Laitman_507_04A verdadeira democracia é a divisão correta da sociedade em “cabeça” e “corpo”. A cabeça (líder) sabe o que é melhor para o corpo (a nação) e toma decisões com base nisso. A igualdade é quando todo mundo dá e recebe da sociedade o que quer que possua. Aqueles que pertencem à cabeça, não devem ter qualquer interesse pessoal (a propriedade de Bina, GE, doação absoluta, Hafetz Hesed), mas devem somente considerar os desejos do corpo. A cabeça é apenas o conjunto das intenções de como beneficiar o corpo, como satisfazê-lo. (Note como isso é oposto aos nossos líderes!)

A cabeça tem de se relacionar com o corpo como os pais se relacionam com seus filhos. Os pais esclarecem as necessidades da criança, como satisfazê-las para o máximo benefício da criança. O governo também precisa considerar os desejos da nação, aspirar corrigir e satisfazê-los.

Da mesma forma que nós nos preocupamos em dar brinquedos que beneficiem o desenvolvimento de nossos filhos, os líderes precisam dar “brinquedos” úteis à nação. Estes brinquedos devem servir à conclusão do programa de desenvolvimento da nação.

Assim, conclui-se que apenas as pessoas espirituais podem ser líderes de uma nação. É por isso que se diz que aqueles que aspiram ao Criador (Isra-El) e possuem o atributo de doação podem ser Líderes da sociedade e governar as massas (corpo) corretamente. Assim, “Isra-El” também significa “Li Rosh” – Eu sou a Cabeça.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 19/04/10, Artigo “A Liberdade”