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Israel Da Alma


A divisão dos povos em nação de Israel e nações do mundo, que o Baal HaSulam descreve em seus artigos, pode ser interpretada em dois sentidos: interior e exterior. Quando compreendida no sentido interior, ela descreve de que forma as qualidades são divididas dentro de cada pessoa, onde “Israel” designa a aspiração da pessoa “direto ao Criador”, ou o ponto no coração que despertou na pessoa, enquanto as nações “do mundo” são os desejos de recepção.

Qualquer pessoa cujo ponto no coração (aspiração de revelar o Criador) despertou pode ser chamada de “Israel”, que significa “direto ao Criador”. Se o ponto no coração dessa pessoa ainda não despertou, então ela pertence às nações do mundo, ou seja, a todos os outros objetivos na vida.

Todas as pessoas podem ser classificadas deste modo e serem divididas em Israel e outras nações. Isso é o mesmo que ocorreu anteriormente na antiga Babilônia.

Ao considerar aqueles cujo ponto no coração ainda não despertou, a ciência Cabalística deve, em primeiro lugar, ser disseminada entre a nação de Israel, no sentido material. Depois, ela deve alcançar as outras nações. Além disso, as nações do mundo incluem as dez tribos de Israel, que cairam do nível do Primeiro Templo (Mochin de Haya) ao nível das “nações do mundo”.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 8/04/10, “Exílio e Redenção”

Levantou-se Um Novo Rei Sobre O Egito

O Zohar, Capítulo “Shemot (Êxodo)”, Item 250: Por medo de que eles misturassem as tribos com o resto das nações … Ele exilou-as no Egito, que estava orgulhoso e desprezado, e odiava Israel. E elas ficaram lá até que a iniqüidade dos Amorreus estivesse saciada e elas viessem para a sua terra, pois havia o medo de se misturarem com o resto das nações.

Como nós podemos nos aproximar do estado desejado quando construímos a linha do meio dentro de nós? A linha do meio, que é a nossa semelhança com a Luz, com Aquele que dá, ou com o Criador, acontece justamente devido ao estado chamado de “Exílio Egípcio”, que se revela dentro de nós.

O meu desejo egoísta se torna tão grande que eu sinto que estou encerrado nele e que ele me controla. Então, eu começo a discernir entre eu e a minha natureza, entre eu e o meu egoísmo, ou entre eu e minhas qualidades.

Eu gostaria de mudar minhas qualidades, mas sou incapaz de fazer isso. Eu vejo que elas me prejudicam; eu percebo que eu me corrompo, que corrompo a minha vida, a vida daqueles que estão perto de mim, e o mundo inteiro. Eu coloco a mim mesmo e todos os outros em perigo, porque existo neste egoísmo infinitamente crescente que não consigo controlar. Mesmo assim, eu sou incapaz de fazer qualquer coisa com ele.

Em seguida, surge um estado onde a pessoa começa a perceber que a força que atua sobre ela é uma força estranha. Ela não se identifica mais com essa força. Ela começa a percebê-la como seu feroz inimigo. Isso é chamado de “Levantou-se Um Novo Rei Sobre O Egito” (Êxodo, 1:8). A pessoa começa a sentir que um novo domínio foi revelado, e que este não é ela, mas alguém que estabelece tudo isso para ela. Poderia ser a Natureza ou o Criador, mas não é ela. Ela ainda não sabe como se livrar dele.

Como se, de lado, a pessoa agora percebesse o seu desejo de receber prazer como algo alheio a ela. Ele começa a discernir o Criador como Aquele que organiza tudo isso para ela. Ela já tem a mesma atitude em relação ao faraó e o Criador.

Depois, ela experimenta uma divisão interna, a percepção de que existe uma Força Superior que determina tudo o que acontece com ela. No entanto, essa revelação não acontece por si só, mas só depois de várias horas de estudo, união com amigos no grupo, e trabalho na disseminação, durante os quais a pessoa está praticamente engajada na sabedoria Cabalística.

Quando Os Malvados São Libertados


O Zohar, Capitulo “Miketz,” Item 85: Sempre que se decreta um juízo sobre Israel, e se diz, “fardo”, é aparentemente um fardo para o Criador punir Israel. Este é um fardo de ambos os lados, como se Ele estivesse sobrecarregado quando Ele os pune ou não os pune. Se Ele não os pune, eles irão permanecer na imundice do pecado. E se Ele os pune, Ele está aparentemente a sofrer pela aflição de Israel. É por isso que é mau quando se escreve, “fardo”, a respeito deles.

É impossível fazer progresso espiritual sem revelar o desejo de desfrutar. O nosso desejo de sermos preenchidos com prazer é infinito, mas ele está oculto dentro de nós. Quando este desejo se revela gradualmente na sua forma por corrigir, começamos a experimentar os nossos problemas. O nosso coração torna-se pesado e o nosso avanço torna-se ainda mais difícil. Contudo o processo que atravessamos é inevitável, pois a nossa correcção ocorre sobre o nosso desejo de desfrutar. Desta forma, ele deve ser revelado desta maneira.

A revelação dos nossos desejos por corrigir é um sinal que estamos prontos a ser corrigidos. É por isto que novas camadas do desejo de desfrutar por corrigir são reveladas, permitindo-nos a trabalhar sobre elas. Por esta razão, devemos apreciar tanto o bom como o mau.

Não há tal coisa como “mau”, mas apenas o que é chamado a “Revelação do Mal”. Quando o que estava anteriormente ocultado a nós se torna revelado a nós na forma de desejos “cruéis” (egoístas), o processo da correcção torna-se possível.