Textos com a Tag 'Conexão'

Conexão Como Um Meio De Salvação

Dr. Michael LaitmanÀ luz da crescente crise global, o nosso objetivo principal é prover o mundo com o método de educação integral. A Luz que Reforma vai cuidar de tudo e dirigir o desenvolvimento, para que as pessoas não precisem de mais nada de nós: “Apenas nos ensinem esse caminho para que sejamos capazes de realizar a conexão entre nós”. Nosso impulso continuará a viver nelas, a “conversar” com elas, e elas vão encontrar os meios para se realizar, sentindo a conexão geral.

O mundo inteiro está se aproximando de uma nova fase onde as nações não são mais capazes de prover seus cidadãos. Mesmo se quisessem, os governos não seriam capazes disso. Falências serão generalizadas e os orçamentos não terão nenhum dinheiro sobrando para “excessos sociais”.

Se não mudarmos a tendência econômica e passarmos da economia atual para uma nova economia, só haverá um declínio gradual e uma cadeia de colapsos.

Em geral, todo mundo já concorda com isso e vê que não há como voltar para trás. Nem um único setor da sociedade, da nação, será mais capaz de receber do Estado. Pelo contrário, o “bolo” só vai ficar cada vez menor. Hoje, mesmo os países desenvolvidos estão chegando à conclusão de que precisam aumentar os impostos.

Em última análise, em face da recessão iminente só há uma solução: um sistema integral formado pelo povo, pelo povo. Não há outra maneira.

As coisas vão funcionar de modo que as pessoas vão estar internamente prontas para a educação integral, e vão criar elas mesmas os derivados. A Luz vai proporcionar-lhes uma mente e um sentimento diferente de um nível diferente, onde um único sistema opera. Então, não lhes faltará nada, pelo contrário, e elas vão sentir prosperidade e conforto. Elas vão ficar satisfeitas com um padrão normal de vida e vão desfrutá-lo tanto que a sua felicidade vai subir a novas alturas.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/10/13, Escritos do Rabash

Unidade Fragmentada

Dr. Michael LaitmanNós estamos todos ligados uns aos outros como órgãos, nervos e células de um corpo. Nosso corpo é um entrelaçamento de relações infinitas entre as minúsculas partes, sistemas e células. Isso também é como nós estamos interligados entre nós e ligados uns aos outros. Nós aparentemente nos encontramos em alguma esfera que é inteiramente preenchida com todos os tipos de laços e de conexões que nos ligam em um. Há bilhões de ligações e todas elas agem na “velocidade da luz”, realmente com velocidade infinita.

Nós não precisamos organizar e estabelecer estas ligações em nós mesmos, elas são reveladas em nós prontas. Isso nos é revelado a partir do estado de Malchut do mundo do Infinito; isso passa por uma quebra e estas partes são reveladas diante de nós como aparentemente distantes entre si.

Mas, na verdade, essa distância entre elas é necessária para que possamos criar uma “sensibilidade”, para focar na “resolução”, tornando possível vê-las e as ligações entre eles. Caso contrário, isso é impossível; nós só podemos distinguir os detalhes da imagem com a condição de que eles estejam separados, apenas no espaço entre eles.

Portanto, a fim de ver todo o sistema geral e ser incluído nele, nós temos que perceber o princípio do “E amarás o teu amigo como a ti mesmo”. Pois “teu amigo” não é um estranho, mas sim, eu mesmo. E não importa o que eu olho, eu vejo as minhas partes que se encontram fora de mim e que parecem distantes e remotas, opostas a mim, para que desta forma eu descubra melhor o conceito de quebra. Quanto mais forte a quebra age sobre mim, mais o mundo parece fragmentado e inatingível. Esta fragmentação atesta a intensidade da quebra em mim.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 18/10/13, Escritos do Baal HaSulam

Num Submarino

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós podemos sentir todos os amigos, a fim de aspirar por mais conexão?

Resposta: Para fazer isso, nós devemos trabalhar juntos para cumprir uma missão. Suponha que entramos num submarino e saímos para o mar. Vai ser uma experiência difícil e perigosa em que todos dependem dos outros. Eu tenho um sentimento muito forte de que o erro de uma pessoa ou o defeito de outra signifique que todos vamos nos afogar.

Nós estamos no meio de um grande oceano, a milhares de quilômetros de distância de qualquer costa, nas profundezas, e, de repente, uma das válvulas estraga. Agora é impossível bombear a água dos tanques de lastro. Juntos, vamos tentar encontrar uma solução para subir à superfície.

Em tais circunstâncias, neste estado, nós temos que ascender à unidade.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 02/10/13, Escritos do Baal HaSulam

O Oceano Atrás Da Porta

Dr. Michael LaitmanPergunta: Na verdade, nós só precisamos corrigir o nosso egoísmo que impede a conexão. Então, por que desenvolvemos toda a metodologia da educação integral? O que mais podemos falar além da separação e unidade?

Resposta: Na verdade, não existe mais nada. No entanto, quando você começa a ir mais fundo, quando você entra, verifica-se que aí reside toda a sabedoria superior. Ela é inerente ao desejo de receber e ao desejo de doar.

Afinal de contas, todas as nossas ações convergem para esse dualismo. Não é apenas o “mais” (positivo) e o “menos” (negativo), duas forças opostas. No entanto, observe para o que elas produzem, interagindo entre si neste mundo: todas as ciências, incluindo a física, química, biologia, zoologia, astronomia, medicina, psicologia, e assim por diante. Tudo é construído na interação de dois opostos, o mundo inteiro, o universo com o seu conjunto de leis e uma série de detalhes.

Na espiritualidade, nós somamos a isso a tela e a Luz Refletida. A resposta do “menos” é a da matéria que quer ser como o “mais” (ou seja, a Luz) e, assim, algo totalmente novo emerge. Não é apenas a relação entre o positivo e negativo, mas a sua relação entre si. O “menos” começa a se relacionar com o “mais” de forma completamente diferente. Ele sobe acima de si mesmo, do seu conhecimento, da sua mente, e age contrário à sua própria natureza, à semelhança do “mais”. O ser criado aprende com o Criador  o que fazer, e ele faz isso.

Leis muito mais complexas se manifestam aqui, que nós estudamos. Esta é uma sabedoria grande e verdadeiramente ilimitada. Ela cresce aparentemente do nada, de dois opostos, um dos quais só quer ser como o outro. Pareceria como se um tornaria como o outro. No entanto, você abre a porta um pouco, e, por trás disso, você descobre o oceano sem fim.

Da Lição Diária de Cabalá 02/09/13, Escritos do Baal HaSulam

Conexão Com O Criador: Não Desligue!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Todos os tipos de pensamentos e desejos são despertados em mim e eu me encontro em todos os tipos de estados na vida. Se eu sei que todos eles vêm do Criador, como devo reagir a eles? Como posso fortalecer a conexão com o Criador através deles?

Resposta: Primeiro, se eu estou desconectado do Criador, eu devo me lamentar por isto. Afinal de contas, em nosso mundo não pode haver nada pior do que o desprendimento da conexão com Ele.

Portanto, eu preciso me manter “na linha” e não me esquecer de que é o Criador que constrói toda a realidade para mim. Ele retrata na minha imaginação esta “imagem da existência” que é desenhada com os cinco sentidos: há eu mesmo, o mundo em que eu existo, e não há nenhum tipo de força externa que provoca esta sensação para mim. Por isso, eu não quero desviar meu olhar desta “imagem” com os três componentes: eu, o mundo e o Criador. Na medida em que eu  relaciono o sentimento de mim mesmo e do mundo dentro de mim ao Criador, nesta medidad eu me encontro numa conexão com Ele.

Por enquanto, este elo não é aparente, não está claro, mas já é sentido internamente. A fim de fortalecê-lo, eu preciso de um grupo, do estudo e do professor — a única parte da realidade que posso usar. Toda a realidade é o oposto do Criador e O esconde de mim. El só me confunde, mesmo que isto seja para o meu próprio bem. Em contraste com isto, o estudo, o grupo e o professor me ajudam no caminho se eu me relaciono corretamente com eles, não os menosprezo, mas os valorizo e respeito. Quando eu quero me aproximo deles, eles se aproximam de mim, estão prontos para me ajudar e me influenciar mais fortemente. Assim, eu também tento em cada momento da minha vida  ir junto com o poder superior.

E a imagem da realidade é o divisor entre nós até que eu descubra a sua atividade em tudo o que acontece entre eu e o poder superior. Então, o mundo inteiro se transforma numa ponte que nos liga.

Quando eu olho para tudo o que acontece comigo, em pensamentos e desejos, e o que acontece no mundo exterior, eu quero ver o pensamento da criação por trás de tudo isto: por que o Criador age assim? Como se entende, Ele age para meu próprio bem e me ajuda a construir a conexão correta. E eu sou estimulado o tempo todo e de manhã à noite passo por uma incessante série de exercícios.

Em outras palavras, eu devo me manter na direção da união de Israel, a Torá e o Criador. “Israel” sou eu tentando descobrir o Criador, e especificamente ao descobrir o Criador, eu vejo o meu objetivo, a “Torá”, o mundo inteiro que eu devo conectar em um Kli, um desejo. Gradualmente, eu descubro minha parte e meu Kli, aos quais já me relaciono sem ódio, mas com amor e empatia. Afinal, eu sei que por trás deles esta o Criador, e, portanto, estas partes perdem seu caráter negativo. Agora eu olho para elas como se olhasse para o Criador, que as ativa a fim de mudar minha atitude.

Numa forma como esta, eu começo a amar as piores coisas do mundo, e elas se transformam nos melhores meios de avanço para mim. Isto se refere ao ódio, aos eventos mais feios, guerras, etc. De repente eles se transformam em estados que me aproximam do Criador, e por meio deles, sobre um fundo de ameaças e dor,  eu sinto como a negatividade se transforma num sentimento bom, maravilhoso, em amor absoluto por parte do Criador. O mal se transforma em bem.

No ensaio, “A Ocultação e a Revelação do Criador”, Baal HaSulam explica essa transformação. A ocultação adiciona um menos (negativo) a tudo e, assim, tudo aos meus olhos é prejudicial, todas as pessoas são más, o pagamento não é suficiente e a família sofre com doenças e assim por diante. De repente, eu vejo uma imagem oposta: todo mundo é saudável, o pagamento é suficiente, não há inimigos, não existem pessoas más e desagradáveis, e assim por diante.

Tudo depende de descobrir a supervisão superior. Não é necessário corrigir nada externamente; há apenas uma tarefa: descobrir a orientação do Criador.

Isto muda a nossa relação para com a correção da raiz. Torna-se claro que apenas o trabalho entre nós, com a ajuda do qual somos fortalecidos a fim de descobrir a supervisão superior, pode mudar o mundo. Portanto, se nós avançamos num grande grupo que faz uma disseminação massiva e generalizada, na medida em que o Criador revela seu potencial, com isto nós transformamos todas as partes da realidade em partes ativas dirigidas à descoberta do Criador.

Afinal, eu sinto o mundo e eu mesmo com meu desejo como duas partes: um Kli interior e um Kli exterior. Isso significa que eu simplesmente me conecto comigo mesmo, atribuo cada vez mais partes a mim mesmo, em especial aquelas que estão relacionadas com a natureza humana, onde há liberdade de escolha, e depois disso, de acordo com o grau de correção, também as partes da natureza inanimada, vegetativa e animada.

Isso acontece assim. Primeiro nós atraímos para nós mesmos os componentes do inanimado, vegetal e animal que se relacionam com a natureza humana. Depois, seus equivalentes, que nos são retratados como animal, vegetal e inanimal desse mundo, também são combinados conosco. Assim, toda a realidade se transforma num único Kli corrigido.

O que deduzimos de tudo isto é que nos falta apenas uma coisa — conexão máxima — para que com a ajuda do professor, do grupo e do estudo, seja possível tornar a todos nós uma parte tão ativa quanto possível que está dirigida ao longo do dia em descobrir a unidade de Israel, a Torá e o Criador.

Além disso, o Criador nos nomeia para corrigir todo o mundo externo: nossas partes externas, os desejos, os Kelim externos. E nós somos obrigados a combiná-los também, descobrir neles a orientação do Criador que é o Bom e faz o Bem, que não há outro além Dele.

Portanto, a pessoa deve procurar o Criador a cada momento quando ela agarra a extremidade da corda, o pensamento ou o desejo que é um lembrete da orientação superior que ela necessita descobrir.

Da Lição Diária de Cabalá 07/08/13, Escritos do Baal HaSulam

Conexões Na Rede De Cristal

Dr. Michael LaitmanQuando nós disseminamos, nós alcançamos diferentes organizações, prisões, etc., e organizamos mesas redondas onde descobrimos diversos problemas na rede de conexões . É a correção da rede de conexões e nada mais do que isso. Nós descobrimos o lugar da quebra e sua intensidade e pedimos suas correcções, e não para os nossos próprios desejos particulares. Nossas orações não são para uma pessoa em particular, mas com relação à conexão entre as pessoas, e por isso é chamado de “oração de coletiva”.

É impossível pedir para uma única pessoa; você não vai ser ouvido desta maneira. Depois de tudo, um vaso é formado entre duas pessoas. Duas pessoas é a quantidade mínima, o desejo de criar a conexão correta entre dois é um vaso espiritual.

Eu não posso orar ao Criador para fazer o bem para mim. Eu devo pedir por outra pessoa, pelo bem estar dela. Se eu orar por ela, isso significa que eu corrijo a minha conexão com ela. Em seguida, isso passa por mim, e se eu estou totalmente focado nela, eu alcanço a revelação espiritual. A pessoa que eu pedi vai se sentir bem, já que vai se livrar de seus problemas e eu me sinto bem por causa da revelação do Criador.

Eu me torno GE e, portanto, a minha realização é a minha intenção, que serve como o verdadeiro preenchimento. A outra pessoa é AHP e seu preenchimento está na revelação da Luz.

A única coisa importante é a rede de nossas conexões. Em nosso mundo, parece que os verdadeiros componentes da rede de cristal são importantes, que as pessoas são realmente aquelas que carregam os desejos. Isto não é verdadeiro; o desejo espiritual é efetivamente a conexão entre elas. É nisso que temos que focar.

Portanto, quando nós nos conectamos com o público, a conexão com uma pessoa é a coisa mais importante. Isto é o que nós temos que explicar a elas no final, de uma forma ou de outra, de modo que elas entendam que se as conexões entre nós forem boas e corrigidas, nós seremos preenchidos e sentiremos abundância entre nós. Não importa como ela alcance isso, a pessoa vai se sentir bem. Tudo o que ela quiser será cumprido. Mais tarde, seus desejos vão mudar de um desejo por preenchimentos corporais para desejos que são cada vez mais espirituais.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 15/08/13

A Conexão Entre Os Grupos É A Correção Do Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Ultimamente, nós estamos testemunhando a Europa e a Rússia começando a se conectar. Além disso, aqui na Convenção, nos estamos realmente sentindo isso. Como podemos conectar todas as nossas centelhas juntas?

Resposta: Sem dúvida, isso seria notável. Se isso fosse possível, seria a materialização do nosso sonho. O sonho se tornaria realidade. Então, todos os nossos amigos seriam capazes de subir acima de sua mentalidade, acima da separação histórica, acima das contradições e até mesmo acima do ódio, e o principal, acima da repulsa da Babilônia, acima da diferença de idiomas. Se eles estivessem prontos para subir acima da “Antiga Babilônia”, que agora está sendo revelada cada vez mais entre nós, então não haveria mais necessidade de mudar nada.

Porque está ocorrendo uma crise global? Ela nos mostra a civilização pré-babilônica que existia na Babilônia antes da separação geral: a divisão, as divergências e as pessoas deixando de se entender. Em geral, não se trata de idiomas, não se trata de filologia, mas do desaparecimento da compreensão mútua entre as pessoas.

O que é este mundo global? O mundo globalizado está sendo revelado como um sistema que existia antes da separação Babilônica. Este sistema foi dividido e agora está se conectando novamente, e a mobilidade chamada de “crise” está ocorrendo.

Na antiga Babilônia, a crise avançou de um estado de plenitude para um estado quebrado, e com a gente, depois de 3500 anos, o movimento é do estado quebrado para o estado pleno. O mundo está retornando à sua fonte.

Se os nossos grupos fossem capazes de se conectar com a ajuda de vários mecanismos (mecanismos virtuais de ajuda e muito mais), então, sem dúvida, isso seria notável. No entanto, para os europeus, é muito difícil alcançar a conexão; muito difícil! A Europa é o lugar mais sensível, com uma rica história e uma infinidade de questões dolorosas, com o ódio mútuo geral, ao passo que, se pudéssemos nos elevar acima de tudo isso… Isso é extremamente difícil. É necessário passar por enormes “armadilhas”.

Eu espero sinceramente que os americanos se tornem um exemplo, porque os nossos alunos, os nossos amigos do Centro de Educação, estão juntos com a gente. Eles têm bons organizadores fiéis a nós. A partir deste momento, eles estão trabalhando em conjunto com os amigos na conexão gradual, na abordagem em relação a nós.

Se isso realmente vai começar a ser realizado, nós vamos sentir um intenso esforço espiritual para frente. Talvez isso se torne um exemplo para a Europa, e eles também comecem a sair gradualmente da crise.

Ao longo da história, aconteceu que em lugares onde os Cabalistas viveram, a economia, o comércio e a cultura sempre prosperaram. No entanto, no momento em que eles foram expulsos do país, tudo morreu. Portanto, eu espero muito que, em primeiro lugar, isso leve essas nações a prosperar.

No entanto, a coisa mais importante é que este é o cerne da correção, quando nós, ou pelo menos aqueles que estão envolvidos na ciência da conexão integral, serão capazes de realizá-la juntos. Nos países da Europa e em alguns estados dos Estados Unidos, as pessoas estão aprendendo sozinhas, ou em grupos solitários quem não quer se conectar.

Você acha que isso pode ser realizado de uma maneira diferente? As pessoas ainda não ouvem, mas eu espero que elas ouçam. Nós precisamos escrever sobre este assunto de forma mais clara, mais aberta, de modo que todos vejam para onde isso leva. Não espere até que eles achem que é a correção do mundo. A conexão entre os nossos grupos é a correção do mundo.

Da Convenção em São Petersburgo 14/07/13, Lição 5

Círculos Que Não Se Cruzam

Dr. Michael LaitmanO Maguid de Kozintz, “A Obra de Israel”: Nossos sábios disseram “dispersão é boa para os ímpios e convenção é boa para os justos”, e isso é de acordo com o que o ARI disse sobre os mundos redondos, em que nenhum círculo toca o outro, e é aí que a quebra ocorreu até que o mundo é honestamente corrigido. Isto significa que a mente dos círculos é como alguém que se vira e roda e se torna separado de seu Criador, e acredita que consegue pelo seu próprio desejo e é arrogante ao dizer “Eu vou governar”, que é a quebra. Assim, cada ímpio se sente arrogante ao dizer em seu coração “Eu vou governar”. Portanto, eles estão num mundo de separação e não podem se conectar como círculos, pois sentem que não podem viver juntos e, assim, a dispersão é boa para eles.

Se as pessoas não conseguem controlar seu ego, será melhor que fiquem longe uma da outra. Assim, elas se tornam compatíveis com o sistema superior.

O sistema superior é feito de vasos redondos e retos. O desejo reto significa que a pessoa pode ser direta e conectar “Israel, a Torá e o Criador”. Ela pode controlar seu desejo de desfrutar, e na medida em que ela o controla, ela pode usá-lo para o benefício dos outros. Ela começa a sentir que essas pessoas não são estranhas, mas sim ela.

O que eu costumava pensar que era “eu” era apenas o meu corpo animal, enquanto a minha essência humana estava fora de mim. Toda a humanidade é realmente o meu “eu” espiritual, embora todos pareçam externos a mim agora, e embora pareça que eu gostaria de afastá-los ou usá-los para prejudicá-los.

Acontece que eu uso o meu corpo espiritual para o benefício da corporeidade até que começo a entender que o meu verdadeiro corpo, minha alma, é realmente externa a mim. No entanto, se eu ainda estou no meu ego, quanto mais longe nós estamos um do outro, melhor. Se nós nos conectamos, isso só piora.

Assim, a fim de acelerar a evolução da humanidade dentro do meu desejo egoísta de desfrutar, um novo programa é ativado, uma nova direção. De repente, nós decidimos nos conectar. Nós estávamos conectados num mercado comum e tudo desabou, especialmente para acelerar o reconhecimento do mal. Na verdade, apenas a dispersão é boa para o ímpio, ou seja, para aqueles que usam o seu ego.

Afinal de contas, é como os vasos redondos nos mundos superiores. Se um vaso ainda não tem um Masach (tela), ele é totalmente redondo e não toca o outro. Se houver um Masach, todo o vaso se torna simples, e estes canais retos se conectam e começam a influenciar um ao outro mutuamente. Portanto, a conexão é boa para os justos.

Se todos os desejos têm Masachim e os utilizam para o benefício mútuo, todos se conectam e são alimentados por um tubo comum que fornece Luz a todos. Acontece que o uso da sociedade é para melhor, somente quando estamos sob o Masach e recebemos tudo como um único vaso.

Portanto, as diferentes corporações e laços comerciais e culturais só aceleram o reconhecimento do mal. Afinal, os ímpios se conectam apenas para descobrir o mais rapidamente possível a necessidade de avançar para uma forma diferente de vida.

Nós temos que olhar para o mundo como o mundo espiritual. O mundo espiritual é feito totalmente de vasos retos, e os círculos são feitos por nós a partir dos desejos que não podem ser usados agora. Então, nós os restringimos como Malchut de Ein Sof (Infinito), que se limitou e ficou redonda, e, depois criou uma linha reta na medida em que está em seu poder.

Nós temos tomar o exemplo disso, embora seja muito difícil construir uma linha reta. Depois da primeira restrição, apenas uma linha fina é criada no centro do grande círculo vazio, mas é dessa linha reta que precisamos! Afinal de contas, é o que determina o nível de nossa adesão ao Criador.

Quando nós completamos a formação dessa linha, nós a adicionamos a tudo o que pudermos, e somente o “coração de pedra”, a parte que não podemos corrigir, permanece fora. Então, uma ação especial chamada Rav Paalim uMekabtziel ocorre, que completa a correção.

Nós não devemos olhar para a história da humanidade como a vida de corpos animados, mas como as evoluções de partes do desejo cujo sofrimento cresce constantemente. Como resultado, o sofrimento se acumula a tal ponto que, de repente, nós percebemos que estamos vivendo sob a liderança do “anjo da morte”, do nosso ego.

Quanto mais o mundo se desenvolve, mais conectado e global se torna. O ímpio se conecta e descobre o ego e a nossa impotência, e nos ajuda a alcançar o reconhecimento do mal o mais rápido possível. Vamos torcer para que o nosso grupo sirva de modelo para a humanidade e a ajude a entender o que precisa ser feito. Por outro lado, todo mundo vai ter que reconhecer sozinho o mal em si mesmo, como resultado dos golpes que a atual crise traz.

Da Convenção dos Homens “O Próximo Passo” 26/04/13, Lição 1

Sempre Conectados

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Artigo 32: O quarto período é o trabalho depois de ressuscitar dos mortos. Isso significa que o desejo de receber, que completamente desapareceu, morreu e foi sepultado, ressuscita dos mortos na sua maior e pior aparência, como se diz, “No futuro, os mortos vão ressuscitar com todos os seus defeitos”…

Estes defeitos estavam neles desde o início. Eles não foram curados e corrigidos e, portanto, após a “morte” do desejo de receber, surge a oportunidade de descobrir esses defeitos para completar a correção. Isso se refere a uma parte do desejo que não pode ser corrigida na estrutura da segunda restrição.

A diferença aqui é enorme. Veja, a segunda restrição é diferente da primeira restrição no Kli de percepção. Não é por acaso que vemos o mundo através de um “buraco” no centro da pupila. De acordo com esse princípio, nós também podemos entender os outros sentidos. A característica de Malchut incluída em Bina é descoberta em todas as partes em nós.

Geralmente, os sentidos, devem ser, em algum grau, como Bina. Caso contrário, não estaríamos preparados para compreender qualquer coisa, mas nesse mecanismo, Malchut também é necessária, a característica feminina, o vazio de desejo carente de preenchimento, a necessidade que permanece.

Esta fase de Malchut e Bina é formada na segunda restrição, de acordo com a lei da raiz e do ramo, e isso influencia os sentidos físicos. Como Malchut, eles possibilitam que estímulos externos entrem, e ao mesmo tempo deixam Bina refletir, rejeitá-los.

Por outro lado, como é possível imaginar o Kli da primeira restrição e compreendê-lo? Isto já não é o buraco na pupila.

Pergunta: Talvez, nós criemos condições para subir em direção a uma grande adesão?

Resposta: Certo, todos os meus sentidos desaparecem, passando para o exterior, para o sistema coletivo. Querendo ou não, minha velha compreensão desaparece sem deixar vestígios, e eu paro de sentir como antes e sinto outra coisa agora: a rede que conecta tudo. Lá, minha visão, audição, olfato, paladar e tato operam.

Portanto, eu transformo meus vasos pessoais particulares, corporais e “animais”, nos vasos compartilhados do “corpo” do grupo, a rede de comunicação entre todos nós, construída a partir da influência mútua, da união mútua. Nesta unidade, além da rejeição, da inveja, da arrogância, do ódio, acima do fogo ardente, todos os tipos de boas relações e comunicações fluem entre os amigos, e com este fluxo os amigos descobrem um arranjo especial que se contrai em dez Sefirot, ou cinco fases, e as Luzes são descobertas nestas fases: Nefesh, Ruach, Neshamah, Haya e Yechida: correspondente aos cinco sentidos.

O nosso mundo continua o mesmo para mim e, ao mesmo tempo, eu vejo uma rede interna que penetra tudo ao seu redor, mas que até agora escapou da minha compreensão. Esta rede é como uma rede celular, só que transmite a conexão entre nós. Ela se conecta não entre telefones celulares, mas entre os receptores emocionais e mentais, fazendo isso de forma permanente sem necessidade de discar o número de alguém.

Agora, eu vejo o que nós transmitimos uns aos outros nesta rede e não me confundo. Pelo contrário, tudo é completamente natural, pois, de repente, torna-se claro: esta é a minha alma (Neshamah), a coisa mais próxima e querida que eu tenho, a minha vida; eu nunca me canso dela, pelo contrário, só quero preenchê-la com força. Eu quero ajudar esta rede para que ela se torne unificada, coerente, equilibrada e estável. Com ela, eu descubro vasos e Luzes, pensamentos e eventos. Eu moro nela agora e estou preocupado apenas com o bem-estar dos meus irmãos e amigos por causa do Criador, que é descoberto nesta rede da Shechina.

Pergunta: Como isso é consistente com o desejo excessivo sobre o que Baal HaSulam escreve?

Resposta: Veja, por exemplo, a rede de telefonia celular que está comemorando seu 40º aniversário. No início, no dia da primeira conversa de um telefone celular, este era básico, mas, com o tempo, adquiriu novas características e capacidades. Assim, a rede interna recebe também uma força adicional, em contraste com a profundidade de um desejo oposto. Você vê, uma única resistência, um resistor sob tensão, aumenta a força.

Hoje, em vez dos primeiro dispositivos simples, o mundo está cheio de telefones inteligentes que não só sabem como chamar, mas enviar mensagens, navegar na web, jogar, e assim por diante. Eles nos fornecem uma ampla e variada comunicação que está melhorando o tempo todo.

Nós aspiramos, instintivamente, a criar uma rede celular, que é como a rede espiritual, contendo todas as informações. Embora estes sonhos não vão se materializar, em última análise, os seres humanos irão reconhecer a sua impotência, e então, como de costume, haverá a crise e, depois disso, eles vão entender que tipo de comunicação mútua nós estamos falando. Você vê, em vez das maravilhas da tecnologia moderna, nós exigimos uma verdadeira comunicação interna, e é especificamente para isso que os seres humanos são atraídos inconscientemente.

Eu não posso dizer exatamente em que direção as coisas vão se desenvolver. Na verdade, hoje em dia as pessoas estão buscando a conexão com os outros devido aos seus próprios interesses. Os atuais meios de comunicação não são afetados por sua independência. Pelo contrário. Eles afastam as pessoas umas das outras e ajudam o nosso ego a viver tranquilamente. A conversa telefônica preserva a distância entre nós. É sempre possível desligá-la. Este é um apoio maravilhoso para o nosso ego. A pessoa não deve nada a ninguém e ao mesmo tempo mantém a comunicação com todos.

As pessoas sempre anseiam por uma comunicação deste tipo, “por trás da cortina”, que garanta a imunidade e satisfaça simultaneamente a curiosidade. Uma comunicação como essa relaxa o nosso ego. Enquanto isso, os governos utilizam plenamente esta ferramenta para vigilância e coleta de informações.

Em geral, a humanidade naturalmente usa primeiro os resultados do seu progresso para o mal. E o que vai acontecer a seguir? Veremos.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 09/04/13, “Introdução ao Livro do Zohar“

Não Construam Um “Bezerro De Ouro”

Dr. Michael LaitmanÉ muito difícil convencer uma pessoa, mesmo que ela já tenha começado a estudar Cabalá, de que nós precisamos ​​conectar uns com os outros. Ela não tem qualquer desejo ou necessidade disso. Pelo contrário, a pessoa comum prefere se aproximar dos seus vizinhos e de outros. Afinal de contas, ela acha que é vantajoso para ela manter boas relações e evitar conflitos, a fim de tornar sua vida mais segura.

Mas a pessoa que recebeu um desejo pessoal de descobrir o poder superior, de descobrir o mundo, e deseja saber o sentido da vida, torna-se muito individualista. Ela não quer estar vinculada com ninguém, pois sente que a questão essencial é encontrada dentro dela. Portanto, é muito difícil para ela ouvir sobre a conexão, que lhe parece como um jogo infantil e é incompreensível sob qualquer forma.

É por isso que eu estou muito feliz que hoje nós conseguimos começar a falar sobre isso. Nós chegamos perto de encontrar o ponto mais fundamental. E se estivermos preocupados com isso o tempo todo, então todo o resto será revelado por meio dela, dentro dela, dentro da conexão entre nós.

A nossa unidade é esse ponto preto pelo qual passamos como a barreira (Machsom) para outro mundo, “o buraco de uma agulha”, sobre o qual o Criador diz: “Faça uma abertura para mim como o buraco de uma agulha”. Depois nos conectarmos com um só coração, num só desejo, nós estamos conectados num ponto. Todos os nossos pontos estão conectados num ponto e cria-se uma abertura, como o buraco de uma agulha. Se nos prepararmos desta forma, nós vamos abrir uma passagem para o novo mundo e o mais alto nível será revelado para nós, que é o primeiro degrau na escada espiritual.

Esta necessidade de conexão é uma preparação para receber a Torá. É claro que a conexão não será realizada por nós a não ser com a ajuda do poder superior. Mas a nossa tarefa é a de sentir a necessidade de conexão e construir uma oração comum.

É lógico que nós não temos nada pelo que orar, nem privado ou coletivamente, exceto pela necessidade de alcançar a conexão. Assim, nós descobrimos todos os resultados positivos que precisamos. Mas se eu decido por mim mesmo que preciso saber mais, ter mais sucesso, ou até mesmo amar mais, isso mostra o meu orgulho. É necessário pedir apenas pela conexão. Além disso, nada mais; essa vai ser a nossa oração comum.

A “oração coletiva” não pode ser de outra forma: somente sobre a unidade. E não faz diferença o que resulta disso, pois que os resultados serão exatamente de acordo com a disposição dos níveis da escada que devemos subir cada vez mais. Nós não estabelecemos a sua disposição; nós só decidimos que devemos nos conectar cada vez mais forte entre todos.

Isso significa que eu não peço recompensa. Ela virá por si só, será descoberta no seio da sociedade, ou seja, na conexão entre nós, e nós só procuramos isso. Esta é uma verdade muito simples, mas ela continua passando despercebida porque o nosso ego se renova o tempo todo. Sucessivamente, nós somos forçados a nos voltar à “oração coletiva” onde estamos unidos como um só, num só pedido.

E se quisermos juntar quaisquer outros pedidos a isso, até mesmo as mais elevadas metas espirituais, como o sucesso na educação integral e atrair todas as pessoas para isso, mas colocamos isso como nossa meta particular, então isso é incorreto. Este é novamente o mesmo orgulho que nos obriga a decidir qual deveria ser a conexão entre nós. Assim, nós construímos o “bezerro de ouro”.

O “bezerro de ouro” não é apenas o trabalho da pessoa para o bem de seu ego. Eles não dizem nada sobre isso na Torá. O “bezerro de ouro” é o desejo da pessoa em estabelecer para si a forma do seu desenvolvimento espiritual, em vez de simplesmente desejar a conexão. O “ponto no coração” reúne todos os pontos e sobe até a montanha para receber a Torá, a Luz que Corrige. Então, todos os desejos que estão reunidos no pé da montanha irão se conectar ao mesmo ponto e desaparecer no ponto de conexão.

Apesar de tudo isso, a pessoa é atraída para decidir algo por si mesma, a adicionar algum tipo de demanda privada que é imperativa para ela, a fim de avançar a serviço do Criador: este é o “bezerro de ouro”. Estes são níveis muito elevados, níveis espirituais. Todo o caminho explicado na Torá de como devemos caminhar para chegar à conclusão da correção, do começo ao fim, é apenas com a força da conexão, e não com qualquer outra coisa.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/07/13, Escritos do Baal HaSulam