Textos na Categoria 'Zohar'

Um Desejo Que Não Desiste

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Introdução, Artigo “A Visão do Rabbi Hiya”, Item 54: …São eles que perambulam diante da Divindade, que se senta sozinha, e que sempre espera que o Criador eleve a Divindade do pó. E aquele que não espera isso a cada dia nesse mundo, não tem nenhuma parte aqui.

Pergunta: Como é possível esperar a restauração da Shechina (Divindade) do pó a cada dia?

Resposta: “Cada dia” significa cada momento. Essa é a condição rígida, porque o mundo espiritual é perfeito. Em outras palavras, é quando um desejo perfeito reina dentro de você e você não pode deixá-lo sozinho.

Agora, quando o egoísmo reina dentro de você o dia inteiro, você não desafia seu poder. É assim que o desejo de doar reinará em você dia e noite, fazendo você aspirar à redenção de forma incansável.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 23/12/10, The Zohar

A Base De Todas As Correções

Dr. Michael Laitman“Introdução ao Livro do Zohar”, Artigo “As Letras do Rabbi Amnon Saba”, Item 37: A letra Bet entrou. Ela disse a Ele: “Ó Senhor do mundo, é bom para Você criar o mundo comigo, pois em mim Você está abençoado acima e abaixo, uma vez que Bet é Beracha (bênção)”. O Criador disse a ela: “Eu vou de fato criar o mundo com você, e você será o começo com o qual será criado o mundo”.

Pergunta: Por que o mundo foi criado especificamente com a letra Bet?

Resposta: Porque a letra Bet simboliza a bênção (Bracha), a Luz de Hassadim (Misericórdia). Ela não tem falhas. Além disso, não há outra lei, outra qualidade, com a qual a criação possa ser iniciada.

De que outra maneira pode-se descrever a diferença entre os desejos que servem ao Criador daqueles que não servem? Como as correções são realizadas se não pela Luz de Hassadim, uma vez que ela separa imediatamente aqueles que aspiram doar daqueles que aspiram receber?

Então, está claro para você como proceder da próxima vez. Nenhuma outra análise é mais clara e simples, uma análise que estabelece a base de novas construções. Sem Hassadim, sem aspiração pelo Criador, não seremos capazes de construir nada a partir da Luz de Hochma (Sabedoria).

Além disso, essa qualidade não tem limtes. A Luz de Hassadim, sem diferenciação, penetra em todos os mundos, do mundo do Infinito ao final do mundo de Assiya. Não há restrição nela. Não há restrição na doação.

Pergunta: Então, por que não sentimos a bênção no mundo?

Resposta: Não estamos falando do nosso mundo, mas somente da realidade espiritual. Ao desejar alcançá-la, eu preciso me abastecer na qualidade da misericórdia (Hesed). É graças a essa própria benção que eu construo meu mundo.

O mundo material é só um quadro imaginário em nossa percepção, provocado pela inconsciência espiritual. No estado inconsciente, o cérebro cria uma percepção ilusória da vida. Essa é a nossa existência.

Para despertar, devemos nos armar com a força de Hassadim, a qualidade da letra Bet, a bênção. Essa força só pode vir do Alto. Nós não temos controle sobre ela; ela não está incorporada em nós. Porém, se nós esforçamos bastante para obtê-la, recebemos o que desejamos.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 19/12/10, “Introdução ao Livro do Zohar”, Artigo “As Letras do Rabi Amnon Saba”

As Regras De Ferro Da Gramática Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: As formas das letras em hebraico estão conectadas às qualidades que elas simbolizam?

Resposta: Claro que estão. Essas letras foram descobertas por Adam HaRishon (o Primeiro Homem) depois que ele entrou no mundo espiritual. Por isso, daquele tempo em diante, os trabalhos Cabalísticos são escritos usando essas letras, ou em hebraico ou em aramaico (as letras são as mesmas). A língua é escolhida de acordo com as formas de expressão das ações do Criador: se uma ação da Luz é expressa, ela é registrada em hebraico, enquanto que se uma ação do Kli (vaso) é expressa, ela é registrada em aramaico.

As formas das letras, sua ordem e gramática, permaneceram imutáveis, uma vez que elas são definidas pelas Luzes de Hassadim (Misericórdia) e Hochma (Sabedoria), ou as duas forças, dois desejos: recepção e doação. A tela entre elas constrói todas as formas das letras.

Aqui, as regras de ferro são leis absolutas das dez Sefirot no trabalho. Malchut e Bina se conectam para alcançar Keter, e sua interação dá nascimento a 22 formas de conexão.

Elas são estipuladas pela Aviut (espessura), as três linhas, as qualidades das primeiras nove Sefirot às quais Malchut quer ser semelhante. Então, com a ajuda de várias combinações dessas formas, Malchut encontra auto-expressão e se assemelha à Keter completamente.

A Torá, da primeira à última letra, descreve-nos a Luz, mas da perspective dos vasos. Se você experimenta todas essas formas com seu desejo, com sua tela, com seus esforços, você se corregirá completamente.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 19/12/10, “Introdução ao Livro do Zohar”, Artigo “As Letras do Rabi Amnon Saba”

Apaixonando-se Pelo Vencedor

Dr. Michael Laitman“Introdução ao Livro do Zohar”, Artigo “As Letras do Rabbi Amnon Saba”, Item 34: Explicação: Zayin [ז] é Yod [י] sobre Vav [ו]… como está escrito: “Uma mulher virtuosa é a coroa do seu marido”. Isso é porque ela está misturada com o mundo masculino, que é Vav, e, então, se torna a coroa sobre sua cabeça.

Cada letra é a coleção de numerosas qualidades e estados pelos quais a pessoa passa até que se manifeste a letra em si mesma e comece a trabalhar com ela. Zayin (ז), a sétima letra do alfabeto, é “uma coroa na cabeça do homem justo”, “uma mulher virtuosa”, Yod (י) sobre Vav (ו).

Imagine-se no lugar da filha do rei que está observando dois heróis lutando pelo direito de se tornar seu marido. O que ela sente ao olhar para eles? Agora, em essência, seu destino está sendo decidido. Será que alguém demonstra algum interesse em saber qual deles ela ama e se ela ama alguém afinal? Não. O vencedor se tornará seu marido pelo resto de sua vida; é isso aí.

Como uma pessoa com qualidades não corrigidas se sente em tal situação? Qual é a sua atitude em relação ao que está se passando? Enquanto isso, ela precisa se corrigir em tal medida que, no final, se apaixonará totalmente pelo vencedor. Portanto, como isso pode ser alcançado? Como a pessoa “se apaixona” pelo escolhido somente porque ele venceu?

Para isso, a pessoa precisa ascender acima da razão, acima dos sentimentos egoístas, dos relacionamentos pessoais e, de todo coração, apaixonar-se por aquele que está mais perto do Criador. Isso é o que Malchut tem que alcançar. Em outras palavras, é assim que a pessoa precisa se corrigir para concordar com o resultado da luta.

Possivelmente, esse exemplo vai nos ajudar a imaginar, sentir como nos corrigimos na qualidade da letra Zayin. A pessoa tem que ascender acima dos seus sentimentos pessoais de tal forma que seu amor pelo vencedor se torne absoluto.

Por um lado, a filha do rei não escolheu seu marido; mas, por outro, ele se tornará seu amado marido para o resto de sua vida.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 19/12/10, “Introdução ao Livro do Zohar”, Artigo “As Letras do Rabi Amnon Saba”

Bina É Um País Livre

Dr. Michael Laitman“Introdução ao Livro do Zohar,” Artigo “Hochma [sabedoria], na qual o Mundo Se Sustenta” Item 40: Aquele que não é mencionado, aquele oculto que não é conhecido, AA. Uma vez que a palavra Barah [criado] está na própria Bereshit [a primeira palavra na Torá], quem é que a criou? Sobre isso ele diz que é esse oculto que não é conhecido, Hochma Stimaa de AA, uma vez que ele tomou Bina fora de sua Rosh e a fez sua VAK, criando estes seis grandes limites superiores, implícitos em Bereshit.

Bina está relacionada com a cabeça (Rosh) do Partzuf. Além disso, representa Hafetz Hesed, que significa literalmente aquele que deseja misericórdia, isto é, que nunca sente qualquer tipo de falta. A misericórdia está sempre em abundância, e se você a quiser, por favor receba-a. Não há limite para ela; ninguém coloca quaisquer condições ou restrições a si.

É por isso que Bina é considerada “um país livre”, um “desejo livre”. Ela pode estar presente em qualquer sítio sem excepção e pode mesmo suprir Malchut, o desejo egoísta, com suas próprias propriedades. Nesse caso, o desejo de receber egoísta começa a doar e também se desloca para o nível de Hafetz Hesed. Portanto, Bina pode servir como o meio da correcção de Malchut, a transformação das almas.

As almas não conseguem subir por si próprias à Rosh do Partzuf. Não desejando nada para si própria, Bina permanece lá em perfeição. Contudo, sem qualquer dano a si mesma, ela pode habitar fora da Rosh, no local de residência dos Partzufim inferiores, e fornecer-lhes a sua perfeição.

Onde eles são miseráveis, onde sofrem e são incapazes de se preencher devido à falta de correcções, onde a Luz não consegue aparecer até que as condições da Primeira Restrição (Tzimtzum Aleph) sejam encontradas, lá, Bina fornece-lhes a Luz de Hassadim (misericórdia), demonstrando-lhes o quão bom é estar na propriedade de Hesed.

E, de facto, Bina não tem nem restrições, nem problemas; ela não abre mão da perfeição mesmo no nível mais inferior. É por isso que “o pai” (Hochma), que não pode aparecer em nenhum lugar, revela “a mãe” (Bina), para que ela possa estar onde as suas crianças estão a sofrer, e, originalmente, fornecer-lhes a correcção por meio da misericórdia (Hassadim).

Então, elas adquirem a perfeição de doar; não estão mais subornadas ou escravizadas por seus desejos de prazer. Assim, elas começam a contemplar não só a “doação em prol da doação”, mas também a “recepção em prol da doação”. Afinal de contas, elas possuem o desejo de receber a Luz de Hochma, e agora, tendo-se protegido com a propriedade de Bina, podem despertar seu desejo.

Mas elas devem despertá-lo apenas na medida da sua capacidade de subordiná-lo à regra de Bina. Assim sendo, Malchut é gradualmente incluída em Bina. Por outras palavras, o desejo de receber das almas é incluído no desejo de doar de Bina, que as almas adquiriram. Nesse caso, elas recebem a iluminação de Hochma de baixo para cima, ao “filtrá-la” na doação.

Assim, as almas continuam a corrigir-se até à correcção final (Gmar Tikkun). É dito: “Bereshit,” Barah Shit, ou seja [Ele] criou os seis grandes limtes, VAK da iluminação de Hochma. Estas são, de facto, grandes correcções no caminho até o objectivo.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 20/12/10, “Introdução do Livro do Zohar”, Artigo “As Letras do Rabbi Amnon Saba”

A Missão De Resgate

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que o superior sente quando ele se reduz em prol do inferior? Será que ele sofre ao fazer isso?

Resposta: Não, ele não sofre. Pelo contrário, ele deseja descer para ajudar o inferior. O superior absorve os sofrimentos dos inferior e essa é suas descida.

No nosso mundo, eu pego o elevador e subo ao primeiro andar. Mas, na espiritualidade, eu recebo uma mente totalmente diferente e outra percepção que se adapta ao “andar inferior”. Isso é chamado de “mudança de lugar, mudança de sorte”.

Qualquer movimento espiritual implica em mudança de forma: a mudança da tela (Masach) e a mudança do desejo. Assim, ao descer ao inferior, o superior se torna semelhante a ele. O superior se veste no inferior e aparece tal qual ele, e somente internamente ele mantém seu verdadeiro nível espiritual, um degrau ao qual ele pode subir.

Reduzir-se na espiritualidade é bem desafiador. A pessoa tem que ser muito forte para fazer isso, uma vez que se “corrompe” ao aceitar a falha, o desejo maior que atrai as Klipot (cascas impuras). Isso só é justificado pelo fato de que você faz isso para salvar o inferior. A meta santifica suas ações e lhe dá força. Somente depois de se preparar e juntar força, você está apto a realizar sua missão.

Então, você desce e estabelece uma conexão com o inferior, que está corrompido e poluído pelo egoísmo. Portanto, será que você mergulha nessa sujeira e corrupção, que o sobrecarrega com uma grande quantidade de escuridão e forças de impureza. Você faz isso somente para ajudar o inferior.

Agora, ambos estão corrompidos, mas você, além das falhas externas, possui um estoque interno de força. Internamente, você está corrigido; assim, ao se conectar com o inferior, você pode elevar não somente a si mesmo, mas também o outro.

Imagine que você se reduz ao nível de um viciado em drogas a quem você deseja salvar. Você também começa a usar drogas, junta-se a ele, e vive através dele. Agora, ambos sofrem do vício da droga.

Então, você ativa suas forças, começa transformando-o, puxando ambos para fora do pântano. Ele já está ligado em seu desejo, e agora você o eleva a seu nível, onde você repara aquela parte de você que se tornou dele, bem como ele como parte de você. Essa é uma dupla correção que requer uma dupla tela. Além disso, a corrupção dele é muito mais severa que a sua.

Assim, constata-se que a doação, a disseminação, e a correção dos inferiores são muito mais difíceis que a correção de si próprio. Porém, ao fazer isso, você recebe uma oportunidade de atrair a Luz através do inferior, o que significa gerá-lo, manifestar uma nova percepção dele.

Isso só pode ser alcançado se você atrair do Infinito uma nova Luz que preenche todos os mundos espirituais. Essa nova “dose” usada para ajudar o inferior é o que deleita o Infinito, o Criador. Graças a esse ato, você se une a Ele.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 20/12/10, “Introdução do Livro do Zohar”, Artigo “As Letras do Rabbi Amnon Saba”

Escolha A Essência, Não A Forma

Dr. Michael LaitmanPergunta: Vale a pena ler os textos Cabalísticos em hebraico, mesmo sem entendê-los?

Resposta: Aqui, acima de tudo, é importante como a pessoa consegue se inspirar com toda a ideia. Portanto, ela deve ler o livro numa língua que ela entenda. Ela deve estar conosco emocionalmente, não gramaticalmente.

As formas geométricas das letras escritas existem somente no nosso mundo. Num nível espiritual levemente mais elevado, elas não são mais geometria, mas atributos que não têm nada que ver com as formas que estamos vendo agora. Lá, o desenho das letras aparece na sensação. Assim, se a pessoa não sabe hebraico, deixe-a ouvir a aula em qualquer língua que permita que ela sinta a essência, a ideia.

Em geral, essas letras não pertencem à língua hebraica. Elas simbolizam duas forças, Hassadim (Misericórdia) e Hochma (Sabedoria), recepção e doação, interconectadas entre si de um jeito ou de outro.

A letra hebraica (Ot, אות) é também um símbolo. O que vemos não são as letras hebraicas, mas formas geométricas que representam diferentes interações, combinações das duas propriedades.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 22/12/10, “Introdução do Livro do Zohar”, Artigo “As Letras do Rabbi Amnon Saba”

Aspirar A Estados Futuros

Dr. Michael LaitmanOs Cabalistas escrevem sobre diversos estados da alma, estados pelos quais eles realmente passaram. O que importa é o quanto nós queremos imaginar esses estados e nos identificamos com eles. Todos eles são indicações de como podemos devolver prazer ao Criador, e, em virtude dessa aspiração, revelarmos a mesma ação Dele. É assim que nós nos unimos com o Criador: ele dá à pessoa e a pessoa dá a Ele.

Estes são os estados sobre os quais os Cabalistas nos falam. Quanto mais aspiramos a eles, mais a força ou a Luz deles nos influencia, aproximando-nos dos estados de união e levando-nos até eles.

Esse processo continua ao longo de todo o caminho. Isso não acontece somente agora, quando estamos nos preparando  para  entrar nesses estados de interconexão, mas também mais tarde, quando sentiremos melhor as ações espirituais. De uma forma ou outra, apenas a nossa aspiração, apenas a nossa elevação de MAN, uma oração por estados mais elevados de doação mútua e revelação do amor, nos ajudará a ascender a novos níveis a cada vez.

Este  é o caminho que a alma deve seguir até o final da correção. Somente este tipo de trabalho nos permitirá avançar.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/12/10, O Zohar

Uma Marca Do Sistema Superior

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Introdução, Capítulo “Fechadura e Chave”, Item 42: Essa gravura que foi feita em Bina foi gravada e ocultada dentro dela, como alguém que oculta tudo atrás de uma chave, e a totalidade desta única chave está oculta em um palácio. E, embora tudo esteja oculto neste palácio, esta chave é a mais importante, porque essa chave fecha e abre.

Essa é uma grande pergunta e um grande mistério: Como está organizado o sistema espiritual,com a finalidade de corrigir o desejo egoísta, que é oposto ao Criador em todas as maneiras?

Duas forças totalmente opostas, Bina e Malchut, unidas sob a influência de um terceiro fator, a intenção. Então, eles construíram um sistema que realmente é capaz de facilitar a correção com a ajuda das forças de recepção e doação, produzindo uma intenção nos níveis mais inferiores.

Este mecanismo está nas três Sefirot superiores do Mundo de Atzilut, enquanto que as sete Sefirot inferiores são operadas pela fechadura e chave. O sistema está pronto para ser usado: se nós o ativarmos, ele vai nos influenciar. Nós não  sentimos como a sua Luz nos influencia, mas, entretanto, eles descem, já organizados na combinação certa. Eles são o que muda o nosso desejo para que ele atinja a equivalência com a intenção.

O Livro do Zohar explica o segredo do sistema superior que conecta as forças do Criador e da criação, a fim de tornar-nos semelhantes a Ele. Nós não sabemos como o processo de mudança ocorre conosco e, portanto, estudamos o seu mecanismo como uma “qualidade milagrosa” (Sgula). Cada vez mais passamos a compreender que não entendemos nada. Nós crescemos cada vez mais desiludidos com nossas próprias forças e, sem ver qualquer saída, colocamos nossas esperanças no Sistema Superior; assim, de forma oposta, nos alegramos com essa dependência.

Finalmente, aos poucos começamos a ser incluídos no sistema. Estamos prontos para que ele faça todas as mudanças necessárias, modificando-nos com a finalidade de nos igualar a ele. Se a pessoa manifesta disposição de fazer isso, o sistema começa a influenciá-la.

Desta forma, a nossa primeira ação é inclinar nossas cabeças. Assim, o sistema superior  literalmente “grava” sua forma na pessoa e ela se torna semelhante a Ele.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/12/10, O Zohar

A Letra Com A Qual O Mundo Foi Criado

Dr. Michael Laitman“Introdução do Livro do Zohar”, Artigo “As Cartas do Rabi Amnon Saba”, Item 26: Ele lhe disse: “Tzadi, você é Tzadi, e você é Tzadik, mas você deve permanecer oculta. Você não deve se revelar tanto para que a criação do mundo comece com você, para não dar argumentos contra o mundo”.

Pergunta: Se as letras do meu nome apontam para uma Klipa (casca), eu tenho que mudá-lo?

Resposta: Nós não estamos falando do nome de alguém, mas sobre os nomes das ações espirituais, os Partzufim . As “letras” são as qualidades despertadas nos vasos pela Luz. Nós não discutimos a Luz em si, que é inatingível para a nossa percepção. Nós percebemos apenas as reações do Kli (vaso) que, em conformidade com a Luz, entra em um determinado estado.

Em todos os níveis, o desejo de desfrutar encontra aspectos positivos em 22 estados de Malchut, ou, em outras palavras, em 22 “letras”. E de fato é assim : Não há nada supérfluo na criação. Mesmo uma parte da Klipa, a força da impureza, pode reivindicar ser digna de se tornar a base da criação do mundo se a centelha de Luz repousa sobre ela.

O Livro do Zohar explica-nos que nem um único estado de Malchut é perfeito, exceto o que foi criado pela letra Bet. No entanto, mesmo Bet não é perfeita por si só, mas somente graças à sua dependência de Bina. É por isso que a letra Bet, em particular, é digno de criar o mundo por si.

Por outro lado, o resto das letras não apenas estão incluídas em Bina; eslas também estão conectadas à Malchut, que as impede de se tornar a base para a correção do mundo. Em todas as outras formas de conexão, com exceção de “Bet“, há uma deficiência que necessariamente dificultará o caminho.

Assim, cada letra é um símbolo do nível de semelhança de Malchut em relação à Bina. As palavras formadas com as letras são as ações das Luzes, correções concretas.

Não existe nenhuma conexão com os nomes dados pelos pais aos seus filhos em nosso mundo. Você pode alterar ou adicionar um nome; isso não causará nenhuma mudança na espiritualidade. Se nós fossemos capazes de influenciar o mundo com esses truques, já o teríamos levado à ruína há muito tempo.

As esperanças de mudar a realidade simplesmente re-organizando as letras do seu nome são fúteis. A realidade só mudará quando nós nos transformarmos, atraindo a Luz sobre nossas qualidades. Quando você se transforma, você transforma o mundo. Afinal, só os nossos Kelim estão mudando.

É dito: “Mude de lugar, mude a sorte”. “Lugar” é o desejo. Mude seu desejo e você realmente passará por transformações.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/12/10 , “Introdução do Livro do Zohar”, Artigo “As Letras do Rabi Amnon Saba”