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Cabalistas Sobre O Trabalho Espiritual No Grupo, Parte 7

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

União dos Amigos

Existem muitas centelhas de santidade em cada pessoa no grupo. Quando você as recolher num único lugar, elas serão suficientes para criar um nível espiritual elevado para todos.

– Baal HaSulam, O Fruto do Sábio, Vol I, “Carta no. 13”

 Cada um deles tinha uma centelha de amor pelos outros, mas a centelha não conseguiu acender a luz do amor para brilhar em cada um, então eles concordaram que unindo-se, as centelhas se tornariam uma grande chama.

– O Rabash, Rabash – os Escritos Sociais, “A Pessoa Deve Sempre Vender As Vigas da Sua Casa”

O poder do amor dos amigos define a nossa existência espiritual e é a medida do nosso sucesso. Assim, afaste-se de todos os compromissos imaginários e pense apenas na conexão dos corações num só coração.

– Baal HaSulam, O Fruto do Sábio, Vol I, “Carta no. 47”

Sobre As Complexidades Dos Impostos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Muitos economistas sugerem virar à esquerda em direção ao socialismo e aumentar impostos sobre o capital em todo o mundo, simultaneamente. Quão realista é isso?

Resposta: Isso não vai ajudar. Qualquer ação que não facilite a união entre as pessoas vai passar a ser perturbador. Isso vai mostrar que você tomou o rumo errado. A única ação que pode ser benéfica é a que leva à união.

Hoje, para fazer qualquer reforma econômica e de governo, é preciso considerar as leis do sistema integral. Você tem que forçar e empurrar o mundo na direção da integralidade, em direção à união. Esta é a única maneira de você alcançar o sucesso. Caso contrário, nada vai dar certo.

É por isso que não se trata de impostos e leis, mas da abordagem. Tirando dinheiro dos ricos e dando aos pobres, você está realmente fortalecendo a união? Digamos que você distribuir todo o capital de forma igual e até mesmo os ricos fiquem felizes. No entanto, no dia seguinte, você verá que o que você alcançou é o completo fracasso. No nível material, a sua reforma foi em grande escala e eficaz, mas seu efeito espiritual permaneceu zero. Este zero retornará para você em um sentido negativo.

Hoje, o mundo só precisa de união. Ele deve tornar-se semelhante ao Criador. Você ajudou-o no caminho da união? Essa é toda a a questão.

Na pior das hipóteses, se não houver outra saída, as pessoas vão ser levadas à união por meio de desgraças e catástrofes. Durante uma guerra, todos se unem. Isto é bem conhecido. Se você não quer pelo bom caminho, você será forçado pelo mau caminho.

Esta é a exigência das forças da natureza: hoje, você deve estar mais unido com os outros do que ontem. Você não se uniu? Bem, então você será pressionado pelo valor correspondente. Esta pressão pode surgir como a pobreza ou, talvez, na guerra, epidemias e outros desastres.

O desenvolvimento diário é definido pelo crescimento da união que temos alcançado. Este é o único critério. As ações em si não são importantes. A ação pode até parecer negativa, mas se ela leva em direção à união, seu resultado trará benefícios, ao final dos quais você ganhará uma maior correspondência com a natureza.

A natureza nos educa rumo à união, seja pelo sofrimento ou pelo caminho suave se você desejá-lo. Assim, a tributação em si não tem significado. A chave é apoiar a garantia mútua e construir seus cálculos da mesma forma como é feito em uma família. Nós precisamos do cuidado mútuo pelo bem-estar da casa e do mundo. Então, tudo estará em ordem.

Isto significa que antes de tudo, é preciso chegar a um consenso em toda a nação daqueles que estão interessados ​​na existência do país, incluindo os ricos e os pobres. Você só pode avançar por meio da educação, sem qualquer pressão.

Há um lugar para tudo: religião, crenças, e os pontos de vista da direita e da esquerda. Deixe cada um permanecer com seu “patrimônio”.  Ele deve aceitar somente um princípio: nós somos todos uma família, uma nação, e ninguém está saindo sair para matar ninguém.

Você pode ter um ponto de vista diferente do que eu, mas ainda vivemos em uma casa, e só temos um “bolo” para todos nós. Então, vamos dividi-lo com o máximo benefício para todos.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/08/11, “A Paz”

Levar O Mundo À União

Dr. Michael LaitmanAo ler O Zohar, nós devemos tentar ter em mente que todas as correções correspondem à união entre nós. Devemos ver tudo o que ocorre no mundo de hoje como a revelação da desconexão. No final, o ódio, as desordens e todos os problemas que surgem estão sendo revelados por isso, e o mundo inteiro vai sentir que temos que consertar as conexões entre nós.

Na medida em que trabalhamos na disseminação e falamos sobre a conexão entre todos, acima da separação e oposição entre todas as partes do país e do mundo, nessa medida nos preparamos e pedimos a união durante o estudo.

Portanto, quanto mais nós exercermos uma influência e disseminarmos este conhecimento, quanto mais nós falarmos sobre a união, tentando levar a nação à união, quanto mais pedirmos isso durante o estudo, mais mereceremos de conduzir esta Luz até nós, e de nós para a nação e o mundo.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/08/11, O Zohar

Não É Bom Ignorar A Sua Doença

Dr. Michael LaitmanO sofrimento, a tristeza, o nível da quebra deve ser revelado. No entanto, ele pode ser revelado diretamente como agora, sem qualquer alívio por parte da Luz, ou pode vir junto com a realização de sua necessidade, quando você espera por ele como uma pessoa doente que vai a uma consulta médica. Mesmo que ela possa ter medo de que será diagnosticada com uma doença, ela ainda assim deseja revelá-la a fim de receber o remédio.

No entanto, há pessoas que não querem saber sobre sua doença, embora isso não as liberte de seus problemas mais tarde.

Portanto, nós devemos sempre aspirar na direção certa – no sentido da união e do amor, da compreensão da meta e do plano da criação. Ao fazer isso, nós permitimos que o mal se revele mais rápido! Isto significa que “Israel acelera os tempos”, ou seja, que eu corro na frente, antes que a vara me alcançe para me bater.

No entanto, isso só é possível ao se receber continuamente a importância da meta e revelar o mal. Eu o chamo intencionalmente de mal, e não porque eu sinto sofrimento nele. Eu não me importo com o que sinto. A coisa mais importante é que o mal se revela em relação à bondade que me espera lá na frente e é chamada de amor, doação.

Se eu revelo camadas de egoísmo, sofrendo dessa forma, então eu vou passar por todas as suas fases (0,1,2,3) até a última – 4, onde entenderei que tudo é construído sobre a revelação do lado esquerdo. Afinal, só revelando nossos desejos vazios podemos revelar a verdadeira realidade, na qual já existimos.

Da Lição de 09/08/11, Escritos do Rabash

Em Direção a Garantia Mútua

Editorial na notícia (pelo professor Y Zair): Os acontecimentos do últimos dias têm mostrado que a sociedade israelense resiste minimizando a participação do governo na gestão do país, porque as pessoas querem viver em uma sociedade unificada que não exalta a concorrência a qualquer preço, mas apoia a garantia mútua, cuidam uns dos outros, e uma sociedade muito mais humana.

Todas as classes estão interligadas umas as outras. A juventude está nos dando uma lição maravilhosa de relações fraternas entre as pessoas.

Não há um único partido em Israel, que proclama a igualdade como um valor. Talvez o fenômeno que estamos observando em Israel é um dos primeiros arautos de uma tendência nova, em todo o mundo.

Meu comentário: Tudo o que resta é discernir como transformar essa tendência em novas relações sociais, a fim de revelar o novo mundo superior dentro das pessoas.

 

O Zohar Se Revela No Amor

Dr. Michael LaitmanA fim de revelar O Zohar, nós devemos atingir o estado adequado para revelá-la. A Luz superior está em repouso absoluto. O Criador está simplesmente oculto dentro da criação, porque a criação é incapaz de estar em um estado onde o Criador fosse revelado nela.

Portanto, as mudanças só podem ocorrer dentro da criação. A criação tem que mudar, de modo que ela atingirá as condições para a revelação do Criador, de acordo com a lei de equivalência de forma.

Assim que atingirmos certa medida de equivalência com a qualidade do Criador, nós O revelamos. A qualidade mínima na qual revelamos o Criador, tornando-nos semelhantes a Ele, é alcançada quando nos unimos uns com os outros em uma conexão mínima.

Como isto é possível? Acima da força de repulsão que nos separa uns dos outros, acima do ódio e da falta de vontade de nos unir, nós tentamos despertar um desejo dentro de nós, uma necessidade constante de nos unir em nossas aspirações internas, em doação mútua, para criar um estado que expresse a qualidade do Criador – conexão mútua, doação e união, pelo menos no menor grau.

Mas mesmo se não formos capazes de fazer isso, devemos desejar que isso aconteça. Então, a força oculta em nós, o Criador, nos ajudará, nos aproximará, e construirá o estado de união dentro de nós, tornando-o realidade.

Em essência, não há mais nada para nós pensar que não seja tentar alcançar a união entre nós a partir da repulsa e do ódio, e para revelar isso nós também precisamos de persistência constante e aspiração.

Portanto, ao ler O Livro do Zohar, nós temos que tentar pensar constantemente na rede de conexão entre nós, que já existe, mas ela existe em antipatia mútua, na falta da importância da união. E nós temos que desejar que ela se transforme em sua forma oposta – a união entre nós. Quando a nossa união se tornar ao menos um pouco semelhante ao Criador, à Luz, a Luz começará a fluir através dela, que é chamado de revelação do Criador à criação.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 1/08/11, O Zohar

Um Detector Para Revelar O Criador

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar fala sobre as conexões entre nós, porque não há mais nada para se falar em toda a realidade. A realidade é única. Nós estamos dentro da Luz, do Criador e temos que revelar o nosso verdadeiro estado.

Na medida em que tentamos revelá-lo, temos a sensação de escuridão interna, a qual podemos dispersar, abandonar com a ajuda de esforços mútuos na conexão entre nós. Com estes esforços mútuos, ajudamos a Luz a se tornar revelada.

É exatamente isso o que nós temos que fazer. Não há nada além de nossos esforços, o desejo, a preocupação, o pedido e a aspiração pelo estado de revelação. Então, qual é o problema? O problema é que desejar esta revelação significa desejar o estado que é oposto a nós. Nós nos encontramos entre duas aspirações: a atração natural para nós mesmos, e a aspiração artificial exterior, para fora de nós.

Portanto, através de esforços diferentes, por qualquer meio possível, eu tenho que ser inspirado pelo ambiente e atingir um estado onde a aspiração para fora se tornará mais importante para mim do que a atração natural para mim.

Se eu sou capaz de adquirir essa importância com a ajuda dos esforços e o pedido pela Luz, para que ela se torne revelada e me ajude, isso significa que sou capaz de revelar a conexão entre nós. Conforme eu revelo esta conexão, eu revelo a Luz, o Criador. Isso porque a Luz se revela dentro de nossa conexão, mas eu não posso revelá-la: falta-me o detector.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 1/08/11, “O Zohar“

Globalização: Nós Estamos Todos No Círculo Comum

Dr. Michael LaitmanAs pessoas ainda não entendem que a nossa salvação está na união. A união é a força verdadeira, nosso escudo e espada. Nós temos que avançar com ela.

Hoje, quando saímos em demonstrações de protesto, estamos tentando vencer o egoísmo do governo com nosso egoísmo. Eu não estou dizendo que as pessoas estão erradas em exigir, mas no mundo moderno essa abordagem não é mais efetiva. Hoje, o mundo é dirigido pela força “circular” de um sistema fechado e integral. Quando você entra nesse círculo junto com outros, você se torna semelhante à natureza integral, e você alcança o sucesso. Se, porém, você não está no círculo comum, você traz destruição a si mesmo e aos outros até que tudo se desintegra totalmente.

Veja o que está acontecendo nos Estados Unidos. O mundo inteiro está olhando para os americanos, mas, como criancinhas, eles são incapazes de alcançar um acordo sobre o teto do endividamento nacional. O teto já foi elevado várias vezes, mas de repente é como se eles estivessem paralisados, como se algo os estivesse bloqueando. Todos estão apelando: “Eleve-o! continuem imprimindo dólares, nós precisamos deles. Nós vamos estocá-los como pepinos num barril. Afinal, sem eles nós simplesmente não sabemos como viver. Não nos privem dessa corrente verde, já de outra forma nós ficaremos sem nada!”.

Mas, os americanos são incapazes de chegar a uma decisão, porque eles não assumiram a forma “circular”. O mesmo problema será expresso em cada esfera. Um país que era saudável e bem sucedido ontem, uma vez que alcançou certo nível, começa a desmoronar, enterrado sob seu próprio peso.

Da 5a parte da Lição Diária de Cabalá 28/07/11, “ Paz”

Restringir-Se A Um Ponto

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que queremos dizer com “união” quando falamos para o mundo?

Resposta: Unir-se de acordo com a condição da garantia mútua significa ser como um homem com um coração. Para unir os corações em um, para unir todos os desejos em um único desejo, do jeito que era antes da quebra dos vasos, nós passamos por duas fases.

Na primeira fase nós neutralizamos o desejo de receber em prol da recepção e, assim, realizamos a condição de Hafetz Hesed: “Não faça aos outros o que é odioso para si mesmo”. Em virtude disso eu já não machuco o meu próximo. Eu já não julgo a pessoa pelo quão boa ou má ela é, o quanto eu posso usá-la, controlá-la e enganá-la.

Eu já não busco o lucro do mundo. Eu simplesmente não quero nada. Depois que eu alcanço toda a magnitude e engano o meu mal, que me empurra para prejudicar os outros a cada segundo, eu anseio ao máximo minimizar o uso de meus desejos. Eu só peço pelas coisas que não posso prescindir, as necessidades básicas, esperando que depois alcançarei a qualidade de doação.

Eu quero me tornar um ponto, como Malchut que se incluiu em Bina. Apenas um ponto. É como se eu não existisse. O meu “eu” está incluído em Bina e dedicado a ela, como um embrião no útero. Por enquanto eu sou apenas um embrião que não existe em virtude de si mesmo, mas por conta do superior.

Esta é a primeira fase, onde os nossos corações ainda não estão unidos, mas também não são repelidos um pelo outro.

Na fase seguinte, eles começam a se aproximar, como está escrito: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Com todo o meu coração (porque eu não tenho outros instrumentos), eu verifico o coração do próximo e vejo o quanto posso satisfazê-lo e receber dele. O meu coração trabalha inteiramente para servir e preencher o seu coração, e ele me trata da mesma maneira. Esta é a união dos corações que nós alcançamos, realizando o princípio do “amar ao próximo como a nós mesmos”, tornando-nos assim como um homem com um coração.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/07/11, “A Paz”

A Questão Que Pesa Sobre As Massas

Dr. Michael LaitmanA correção do mundo começa quando nós nos unimos em um grupo e revelamos a força de doação entre nós. Em seguida, este grupo corrige todo o mundo, que já está pronto para se unir a ele, para se juntar a sua mensagem. É assim que nós nos movemos em direção ao final da correção, à nossa realização total.

Em virtude do que nós começamos a sentir, entender e perceber que a correção é necessária? Com base no que fazemos essa conclusão? De acordo com qual ciência, quais dados experimentais?

A vida em si já está ilustrando essa necessidade. Ela está claramente demonstrando que estamos no mundo integral, cujas partes estão interconectadas. No entanto, nós estamos conectados pelo ódio e um terrível estado de coisas. Essas relações são a crise que está se desenvolvendo entre as pessoas, com repulsa e egoísmo reinante entre elas. Todas as nossas conexões são envolvidas por esta crise e, portanto, nossa vida está se tornando cada vez mais difícil. Nós sofremos cada vez mais devido à falta de propósito.

A partir daqui nós podemos ver que estamos nos aproximando de certa realização e, aparentemente, devemos tomar algumas medidas. Depois disso, descubriremos gradualmente que somos impotentes diante do mundo. Não podemos corrigir nada na sociedade externa.

Nós temos brigado ao máximo com a natureza, destruindo-a a tal ponto que uma ameaça mortal paira acima de nós. No final, tudo o que resta é que nos corrigijamos. Se nos corrigirmos em prol da união, certamente a nossa vida se tornará melhor e mais segura. Assim, a ciência e a amarga experiência criam uma base para nós, que nos permite perceber em primeira mão que vale a pena nos corrigirmos.

Até certo ponto o mundo exterior já concorda com a presença da crise global e a necessidade de alcançar a união verdadeira entre nós. Suponha que as pessoas percebam que somos obrigados, forçados a nos unir. Mas como?

Um ponto de interrogação surge diante delas, que é muito significativo. Afinal, se as massas ficam imbuídas por isso, se percebem que não há mais nada a fazer, elas gritarão por ajuda, pela salvação. Porque está escrito: “Os filhos de Israel clamaram a partir do trabalho”. E mesmo que as massas não sejam “os filhos de Israel”, isto é, que não aspirem diretamente ao Criador, eles estão, no entanto, prontas para isso. É assim que uma nação sai do Egito. Quem pode ver e entender o quadro geral, além de vários líderes?

Diante de nossos olhos, a humanidade está gradualmente desmoronando em direção a este estado. Existem fatos suficientes provando isso, e eles podem nos fortalecer no caminho.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/07/11, “A Paz”