Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Cantando Com O Céu Numa Linha Direta

Dr. Michael LaitmanMalchut é chamada de oração porque é uma deficiência com a qual pessoa não consegue avançar. Após as três primeiras fases da Luz Direta, vem a quarta e última etapa, Malchut, a deficiência. Se a pessoa não tem uma deficiência, este é um sinal de que não tem Malchut, ou seja, não tem o início do grau de Adão (humano ou falante); ela não tem nada para começar a sua estrutura espiritual.

Todo o trabalho espiritual consiste em desenvolver nossa deficiência (Hissaron), nossa Malchut, por isso ela se torna Malchut Shamaim (Reino dos Céus), ou seja, Malchut que está conectada com o céu e existe totalmente sob a Providência de Bina. Isso significa tornar o seu desejo exatamente como o desejo do Criador.

Neste objetivo, o homem está sempre realizando um diálogo: ele eleva sua deficiência, verifica-a, e pede para revelar qual é o seu verdadeiro desejo, o que é que ele quer no momento atual e em geral. Ele sempre se volta ao Criador com esta deficiência, a fim de organizá-la, ajustá-la à realização, à reação de cima, e para manter uma conexão constante com o Criador.

É por isso que se diz: “Deixe que ele ore todos os dias”, porque isto está criando a nossa conexão mútua com o Criador. Nós só precisamos dirigir constantemente nossa Malchut, o nosso coração, para a nova deficiência. E se não fizermos isso, a natureza, como sempre, vai nos empurrar para a correção junto com todas as criaturas através da Luz geral, a pressão geral, que sentimos como uma tensão crescente e a crise global.

Mas se o homem quer estar em conexão pessoal com o Criador, ele deve sempre recorrer a Ele com a deficiência correta, para reformatá-la, organizá-la e para estar constantemente preocupado que esta deficiência se ajuste às etapas do progresso.

É impossível terminar este trabalho e relaxar, porque com isso o homem sente que seu coração se conecta cada vez mais forte com o Criador, numa conexão direta e curta. Os níveis desta conexão determinam os níveis dos mundos. O homem sente que está encurtando cada vez mais o caminho e entende melhor o Criador. E o grupo é o mecanismo que os conecta juntos; este é o conjunto das deficiências externas. Porque ele garante que a pessoa se relacione corretamente com o Criador.

Esta é a forma como ela progride; cada nova realização organiza melhor o seu desejo. Ela quer justamente uma realização como esta, porque dar alegria ao Criador é possível ao dar a Ele toda a deficiência pela realização.

Preparação para a Lição Diária de Cabalá 04/12/12

“Vamos Dar As Mãos, Amigos, Para Não Nos Perdermos Um Por Um”

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que o desejo, o fogo no coração, que foi sentido antes, desaparece? Como apoiamos este desejo? Como podemos nos manter no desejo de revelar a força superior, levando em conta que não a sentimos?

Resposta: O Criador nos dá a nossa primeira aspiração em alcançá-Lo, empurrando-nos para frente com todos os tipos de problemas nesta vida, um sentimento de vazio, e nos puxando com a expectativa de revelar a verdade. Mas nós temos que avançar por nós mesmos. Este impulso inicial por trás e o puxão pela frente são temporários; não espere que eles impulsionem você para frente o tempo todo.

Você tem que cultivar este impulso para frente por si mesmo, e isso só pode vir do ambiente. Você deve construir o seu grupo, o seu ambiente, de modo que ele o excite, puxe para frente, provoque, de modo que você veja os amigos que têm sucesso e se esforçam para frente mais do que você, para que você os inveje, para que eles lhe deem a importância da meta, e você sinta apoio nisso a partir deles.

A fim de ser impressionado por eles, você tem que se anular. Se você os considera maiores, então mesmo um pequeno impulso à meta que você veja neles vai parecer grande para você.

Esta é a base de todos os artigos do Rabash sobre o grupo. O Criador nos dá apenas o impulso inicial e nada mais: a força negativa por trás e a pequena força de atração pela frente, e apenas por um determinado tempo. Depois, Ele começa a nos dar mais e mais egoísmo, a força que prejudica, para que possamos desenvolver o nosso próprio impulso em direção a Ele sobre esta força que prejudica. Você só pode obtê-lo a partir do ambiente. É por isso que o livre arbítrio existe apenas na criação de um ambiente adequado para nós.

Portanto, se fizermos isso de forma séria, vamos definitivamente alcançar a meta, mas esta é a coisa mais importante, é a garantia do nosso avanço. Assim, eu estou muito feliz com a nossa unidade na Convenção da Sibéria, onde vamos tentar nos unir para sentir o nosso próximo estado lá, imediatamente. Ele está diante de nós; este é o nosso próximo passo. Vamos fazer isso juntos, e isso vai nos trazer sucesso. “Vamos dar as mãos, amigos, para não nos perdermos um por um”.

Da Lição Virtual 02/12/12

Sofrimentos De Amor E Sofrimentos De Ódio

Dr. Michael LaitmanPergunta: Todos deverão se esforçar no caminho espiritual?

Resposta: Todos. Afinal, é impossível atravessar o caminho do sofrimento sem esforço, sem fazer esforços, sem construir um vaso, sem o necessário investimento no desenvolvimento de minha deficiência e do meu anseio. Como eu posso sentir a espiritualidade sem tudo isso? Como posso sentir o mundo espiritual? Como posso descobrir o Criador se não estou adaptado a Ele, se eu não adquiro a equivalência de forma com Ele?

Eu devo atingir isso, mas a questão é: por que meios? Através de dificuldades e sofrimentos, ou pelo anseio que desenvolvo em mim. Isso também traz golpes, mas de forma oposta.

De uma forma ou de outra, eu tenho que sentir e passar por uma quantidade de dor e sofrimento, desapego, desejo e anseio. Há um desejo e há um anseio. Assim, o anseio é meu esforço. Foi-me dado o desejo, mas eu tenho que adicionar aceleração a ele. Como? Pelos sofrimentos ou com a ajuda do grupo, isto já é assunto meu.

Nós podemos avançar sob a pressão de coisas muito desagradáveis: guerras, desastres, falências, pragas, etc. Também podemos avançar de forma diferente, sob a influência do ambiente correto. Os obstáculos permanecem e eu ainda tenho que descobrir a espessura do meu desejo, mas eu adoço o caminho pelo meu anseio pelo Criador, ao precisar Dele — sofrimentos de amor em vez de sofrimentos de ódio.

No final, ninguém pode escapar da obra de Deus, mas é possível avançar sob os golpes, sob a carga do “Faraó”, e é possível ansiar pela meta com a ajuda do ambiente. De acordo com o valor absoluto, é a mesma coisa, mas de acordo com o conteúdo, estas são duas coisas totalmente diferentes.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/12/12, “Cabalá e Filosofia”

Sem Se Afastar Do Caminho

Dr. Michael LaitmanAntes que uma pessoa se aproxime do estudo, ela deve formar certa intenção dentro dela, para que todo seu estudo seja direcionado a atrair a Luz Superior para si mesma, de modo a fazê-la ascender acima de sua natureza.

Como ela pode perceber isso? Exatamente dessa forma, que os altos e baixos do dia a dia e as sérias mudanças internas, qualitativas e quantitativas, ocorrerão nela. Ela vai sentir o quanto está sendo sacudida o tempo todo, em que medida ela está em estados reveladores, compreensão, subida e, de repente, o oposto, em estados de queda, desolação, falta de força, depressão; depois, novamente subida e novamente tudo se ilumina e tudo é compreensível e alegre. Em seguida, novamente o oposto.

Mas, na medida em que a pessoa passa por tais estados, ela se acostuma a eles cada vez mais. Ela vai começar a entender que todos esses estados devem ocorrer, que eles são naturais e desejáveis. Ela começará a se descolar deles. Por um lado, estes estados ocorrerão nela. Mas, junto com isto, ela irá segui-los como que de fora e vai entender que agora está num estado e mais tarde noutro estado diferente, e assim por diante. Ou seja, ela não vai ficar completamente imersa em depressão ou alegria, como uma criança pequena. Não, como um adulto em relação a esta pequena criança, ela será capaz de entender e compreender o seu estado e tirar algumas conclusões dele.

É o mesmo no desenvolvimento espiritual. A pessoa começa a entender de forma clara, em quais estados está, para quê, por que e como. Ela já não está submissa às mudanças de humor, compreensão e reconhecimento.

Mas, às vezes, ela não entende absolutamente nada. Geralmente, ela passa por todos os tipos de estados! Um determinado período de tempo é necessário para se acostumar a eles.

Além disso, nós temos que começar a passar por esses estados de “lado”: eu passo por eles e eu deveria passar mais e com maior frequência; no entanto, eu sigo em frente. Ou seja, eles não devem nos jogar para fora do curso. De qualquer forma, eu venho para as aulas, estudo com os amigos no grupo, me envolvo em qualquer coisa que seja possível, não importa que junto com isto eu não tenha qualquer sentimento em relação a eles: nem amor, nem ódio, nada; de qualquer forma, eu faço isso! Em cada grau, mecânico ou mais emocional, positivo ou negativo, eu devo assinar um acordo preciso comigo mesmo: seja qual for o caso, eu sigo em frente, rastejando para frente. Não importa como, mas eu estou inclinado somente para frente.

Se a pessoa estuda desta maneira, após certo período, ela realmente começa a sentir todos os tipos de mudanças dentro dela, as subidas e descidas, de repente começa a mudar em uma velocidade surpreendente, literalmente a cada minuto e, em seguida, a cada segundo. Ela está passando por alguma tempestade inesgotável que a carrega. Esta tempestade está indo em sua direção; ela processa internamente todo tipo de Reshimot (genes espirituais), registros informativos, e ao mesmo tempo a pessoa está no grupo, no estudo e não presta atenção a isso.

Portanto, o mais importante em nosso avanço é nos acostumar com isso, para que nenhuma interferência emocional, intelectual e psicológica nos desvie da meta. Elas certamente vão nos atirar de um lado para o outro; no entanto, não irão nos remover da meta. E aqui a relação com o grupo é muito importante, tudo que Rabash escreve sobre a conexão com o grupo.

Da Lição Virtual 25/11/12

Uma Chama Irrompe De Centelhas

Dr. Michael LaitmanPergunta: Os Cabalistas, sem distinção, declaram o princípio do “amai ao próximo como a ti mesmo”, como a coisa mais importante. Todos eles se juntam nisso. Portanto, de onde vem a divisão do Estado judeu?

Resposta: Devido ao exílio, à separação da força espiritual, da consciência da espiritualidade, da força espiritual. O povo simplesmente se esqueceu do principal, e isso foi feito de propósito: como se parte do canal que ele usou para receber o alimento espiritual fosse separado dele.

A pessoa simplesmente não sente que existe outro mundo e que há forças que a dirigem. Ela ficou apenas com os canais que a dirigem de uma forma corpórea, e agora ela só existe neste mundo, vendo que a situação dos outros é idêntica à sua. E os outros fios que conectam estão desativados. De todos os sistemas, resta apenas o sistema operacional do nível inferior do mundo, o qual, do ponto de vista espiritual, não é considerado como existente. Na verdade, ele simplesmente não está lá.

E agora nós temos que unir nossas centelhas espirituais, nossos pontos no coração, que não pertencem a este mundo, a fim de criar a partir deles uma nova realidade espiritual. Isto é o que nos foi confiado. Não é só para nos aproximarmos uns dos outros, como ovelhas num rebanho. Isso não nos daria nada. Nós estamos falando aqui apenas das centelhas que precisamos para subir e nos unir.

Portanto, você precisa pensar e se preocupar apenas com o anseio dos amigos pelo Criador, com as centelhas que estão em cada um deles. Quando nós as conectarmos num todo, então teremos força suficiente para revelar o Criador. Este é todo o nosso trabalho.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/12/12, “Exílio e Redenção”

Hoje Estamos TODOS Aqui Reunidos

Dr. Michael LaitmanIsrael é um grau elevado. Toda pessoa que se separou de seus interesses materiais e é apenas dirigida à adesão com o Criador, com a força de doação de acordo com a lei de equivalência de forma, e dedica cada momento a isso, é chamada de Yashar-El (direto ao Criador), Israel.

Uma das etapas do caminho é entrar num pacto, quando a pessoa integra os outros, aqueles que também são chamados de Israel, em si mesma. Anteriormente eles já estavam unidos, mas o desejo de desfrutar, a inclinação ao mal, os penetrou e separou. Agora, a despeito do fato de que eles a revelam, eles trabalham no seu âmbito o tempo todo, a fim de chegar à conexão, para fornecer ao Criador o vaso para a recepção de prazer.

O objetivo da criação é o deleite das criaturas. Esta é a ação por parte do Criador. Portanto, por que ela foi dada como a tarefa da criação? Porque a criação tem que se elevar a tal estado para dar ao Criador a  oportunidade de lhe dar prazer. O nosso trabalho é revelar este vaso para receber prazer. E o prazer é dar ao Criador a oportunidade de doar.

Como se diz sobre o milagre que aconteceu no Monte Sinai: “Hoje estamos todos aqui reunidos”, isto é, deste ponto em diante nós recebemos a capacidade de nos conectar e ser dignos de ser revestidos da força superior. Agora nós somos chamados de povo escolhido, o vaso geral é chamado de povo de Israel. E aquele que preenche esse vaso segundo a lei de equivalência de forma deve ser chamado de nosso Criador.

Portanto, há uma condição: “Hoje estamos todos aqui reunidos”, isto é, todos nós devemos ficar juntos para nos tornar um: um vaso comum para a realização do objetivo da criação, para beneficiar as criaturas.

Diz-se: “E o povo estava sob a montanha”, isto é, tendo quebrado todas as dúvidas (Har – montanha, Irurim – dúvidas) para alcançar a unidade. Nós precisamos cuidar da nossa conexão comum, de modo que nenhum de nós a esqueça.

A verdadeira garantia mútua é necessária para isso. Isso é o que nos falta, e esta é a razão pela qual ainda não conseguimos construir o vaso comum. Isso tudo é por causa da falta da participação mútua, cuidar que cada amigo esteja preocupado em se conectar com todos num só, para que nós “estejamos TODOS reunidos aqui!”.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 03/12/12

Num Pé Só No Próximo Nível

Dr. Michael LaitmanRabash, “Amor Próprio e Amor pelo Criador”: Há o amor próprio e há o amor pelo Criador. E há a fase de transição, que é o amor pelos outros, e pelo amor dos outros a pessoa chega ao amor pelo Criador. É por isso que o Rabi Akiva disse: “Amarás o teu amigo como a ti mesmo, esta é a grande regra da Torá”. E como Hillel disse ao convertido que lhe perguntou: “Ensina-me toda a Torá, enquanto eu fico num pé só“. E disse-lhe: “Não faças ao seu amigo o que é odioso para você. O resto é explicação”. Visto que pelo amor pelos outros a pessoa chega ao amor pelo Criador, e toda a Torá e toda a sabedoria estão no coração da pessoa.

É muito difícil para uma pessoa concordar internamente que o caminho para o Criador passa pelo amor pelos outros (amor ao próximo) e que é verdade que é o mesmo amor, mas em dois vasos diferentes.

Os outros não existem, mas só nos parece deste modo para que tenhamos a chance de realizar ações a fim de expandir o nosso vaso. Mais tarde, será revelado que não há nada, exceto a pessoa e o Criador.

Ela corrigiu, concertou e conectou a si os desejos que ela antes achava que eram os outros, todo o enorme mundo que a rodeia. Primeiro, ela encontrou cada vez mais conexões neste mundo. Ela viu que está cada vez mais conectada e, no final, entende que tudo isso é seu vaso, e, assim, se conecta com o Criador.

Então, “Do amor pelos outros ao amor pelo Criador” não é apenas um slogan bonito, mas a satisfação do desejo, que é o único lugar onde a pessoa pode revelar o seu mundo superior.

Este caminho é o resultado da “quebra dos vasos”, que ocorreu especialmente para nos permitir expandir nosso sentimento e, ao mesmo tempo, sermos independentes e leais ao Criador para sempre.

“Ama o teu amigo como a ti mesmo” é a grande regra da Torá, que inclui todo o desejo geral onde a Luz é revelada. Nós podemos estudá-lo “num pé só” (resumidamente), o que significa que numa única ação nós podemos adquirir toda a realização. Nós descobrimos que por trás daquilo que nos parece, como os outros, há toda a realidade.

O único problema é perceber isso internamente. Este é todo o nosso trabalho, e, aqui, nós precisamos da garantia mútua, já que podemos ouvir sobre ela por muitos anos antes mesmo de começar a chegar perto dela. Então, mais alguns anos são necessários para se decidir aplicá-la. Assim, muitos anos se passam, e só a garantia mútua, a responsabilidade mútua, a pressão, a inveja, a luxúria, e usando todos os meios que a pessoa tem, podem ajudá-la a se comprometer e internalizar esse princípio tão profundamente quanto possível em seu coração.

Nós temos que medir quão profundamente isso entra em nós e nos leva ao acordo interno e com isso a valorizar o nosso progresso.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 02/12/12

A Correção Começa Com Aqueles Que Despertaram

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Exílio e Redenção”: O Criador certamente nos mostrará que Israel não pode existir no exílio, e não encontrará descanso como o resto das nações que se misturaram entre as nações e encontraram descanso, e as assimilaram, até que nenhum traço restou delas.

A Luz operou e influencia a mistura dos vasos quebrados. Se dois líquidos são misturados e deixados juntos por milhares de anos, os componentes pesados da mistura irão afundar e os leves irão flutuar. Assim, a Luz que brilha de Cima brilha mais sobre os componentes leves, que, assim sentem que querem atingir o objetivo da criação. Este sentimento os desperta para que não possam encontrar nenhum descanso nos vasos de recepção. Eles podem se corrigir  e são chamados de “Israel”, que significa Yashar – El (direto ao Criador).

O desejo geral pode ser dividido em duas partes: a parte superior (Galgalta veEynaim – GE), que pode ser facilmente corrigida, e a parte inferior (AHP), que é difícil de corrigir. Os vasos de GE não sentem um despertar imediato, mas sim gradual: primeiro no nível dos “antepassados”, depois no nível dos “filhos”, e depois, no século 21, chegam até nós. Ainda assim, os vasos de Israel despertam por si mesmos, porque têm um ponto no coração (•), que começa a aparecer num ponto e outro, começando na época de Abraão até os dias atuais com a organização Bnei Baruch (BB).

Não pode haver qualquer despertar abaixo. Aqui os desejos de receber estão no controle, e não podem despertar por si mesmos. Somente após os primeiros vasos superiores se corrigirem é que eles começam a despertar o inferior usando diferentes métodos. Primeiro havia crenças de que Abraão tinha enviado os filhos das concubinas para o Oriente como presentes. Em seguida, as diferentes religiões apareceram. Finalmente, nós estamos usando a disseminação, sobre a qual o Baal HaSulam escreve em seu artigo “O Shofar do Messias”, dizendo que temos que levar ao mundo a informação sobre a correção que a nação de Israel tem que fazer. Assim, nós agimos e influenciamos estas camadas, e em resposta elas começam a se juntar a nós e a nos elevar.

Isto significa que a ordem da nossa correção é a seguinte: Primeiro, nós corrigimos os vasos de GE (1), depois os vasos de AHP de Aliya (na subida) (2), e depois os vasos de AHP em seu lugar (3). Hoje nós estamos na primeira fase, quando Israel está sendo corrigido.

Em geral, este desenho mostra todo o vaso que foi criado com as suas duas partes: GE e AHP. Nele, as pessoas com o ponto no coração estão acima, e pode ser qualquer um, não importa onde viva. A camada marcada em amarelo também é dividida em duas partes: “nação de Israel na terra de Israel” e “nação de Israel no exílio”. Ambas as partes têm pontos no coração, mas estes ainda não despertaram na segunda parte.

A parte superior deste vaso é o nível dos antepassados, e ela já está corrigida (em vermelho) e abaixo há uma “mancha branca”, que temos que corrigir. Então será a vez da “nação de Israel na terra de Israel”, e depois “a nação de Israel no exílio”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/12/12, “Exílio e Redenção”

Um Enorme Presente Para O Sofrimento Por Amor

Dr. Michael LaitmanO caminho espiritual é dividido em duas partes.

A primeira parte é bastante difícil, já que não vemos exatamente o que estamos fazendo. Mas isso é precisamente o que nos ajuda a renunciar ao nosso egoísmo. Se pudéssemos ver o que estamos fazendo, o nosso egoísmo participaria desse processo e só aumentaria, e nós nunca seríamos capazes de romper com ele. Portanto, já que só podemos avançar com nossos olhos fechados, isto é, nos separando do nosso egoísmo, afastando-o gradualmente de nós e fazendo a transição para a conexão com os amigos ao sairmos para a propriedade de doação, é claro que isso é difícil para nós.

O nosso caminho baseia-se no fato de que nós atraímos a Luz superior, que nos influencia e corrige. Em outras palavras, eu sou incapaz de me corrigir, eu não posso subir acima do meu egoísmo, não posso fazer nada com ele, mas posso atrair a Luz superior sobre mim.

Portanto, os esforços na sabedoria da Cabalá são muito interessantes e diferem dos esforços no nosso mundo, onde eu afeto diretamente um objeto, uma área, ou as propriedades que gostaria de mudar: aqui é diferente. Se eu quiser mudar alguma coisa, eu tenho que atrair a Luz sobre esse objeto, essa dimensão, ou aquelas propriedades, de modo que a Luz os transforme. Assim, eu estou constantemente abordando apenas a Luz para que ela altere essas propriedades.

Como é que a Luz sabe sobre quais propriedades deve agir?

É muito simples. Se eu estou avançando em direção à propriedade do amor, da doação mútua, à propriedade de conexão com os amigos, se estou tentando me unir com eles, então eu descubro que sou um enorme egoísta que quer explorá-los, que quer apenas o ganho pessoal, e que não dá a menor importância aos demais. Quando eu descubro isso em mim, e isso evoca um enorme sofrimento em mim, eu começo a pedir que a Luz me corrija. Ao revelar o meu egoísmo interior, eu começo a me voltar à Luz e pedir para ela me mudar.

Isto é, eu preparo um enorme desejo não corrigido, revelo-o em mim, e sinto o quão desagradável isso é para mim, quão repulsivo, o quanto não quero existir dentro de mim; é como um câncer que eu quero tirar de mim, e daí eu me dirijo à Luz para que ela realize esta cirurgia em mim.

Assim, nós temos um progresso muito claro em nosso caminho: eu estou me movendo o tempo todo em direção à conexão com os amigos, ao propósito da criação, à propriedade de doação e amor. Eu estou sempre em movimento para exaltar estas propriedades, parâmetros e definições acima de mim mesmo, para torná-los meus valores mais elevados. No final, eu revelo como sou oposto a isso, o quanto não quero isso, como tudo é artificial em mim, e assim por diante. Então, a partir desta amargura, eu grito para a Luz.

Portanto, há um grande problema aqui: as pessoas que não forem capazes de perceber isso e que não forem capazes de sofrer não serão capazes de ir por esse caminho. Além disso, o sofrimento é qualitativo. Uma pessoa sente isso durante a vida normal, mesmo quando tudo está indo muito bem para ela. Este é o sofrimento por amor, quando eu gostaria de me conectar com os amigos, quando eu sei que isso é necessário, mas vejo que não posso. Só este tipo de sofrimento é entendido aqui, nenhum outro!

Não é sobre se eu sei bem o assunto ou não, ou se eu sou um cara inteligente ou impaciente, não! A única coisa que preciso é revelar a minha rejeição da conexão com os outros. Só isso! Doação! Quando eu tenho repulsa pela conexão com os outros, quando de repente começo a desprezá-la, não a quero, é precisamente essa a propriedade que eu preciso agarrar e pedir a sua correção. Este é todo o segredo da Cabalá. Não há mais nada!

Portanto, a primeira parte do nosso caminho é uma revelação gradualmente crescente do mal dentro de nós, e daí, em um único momento, ele se torna corrigido. É por isso que existem duas fases para o nosso avanço.

A primeira fase é quando em poucos anos nós acumulamos um sofrimento enorme, pesado e demorado.

Então, num único momento, ele se torna corrigido, e nós abrimos os olhos e vemos uma imagem completamente nova em torno de nós. Acontece que toda a criação funciona na propriedade de doação e amor: o mundo inteiro funciona dessa maneira, enquanto que para mim, em minhas propriedades egoístas, parecia que ele foi construído em propriedades de egoísmo, conquista, violência, brutalidade, etc.

Isso é semelhante à forma como arduamente um foguete dirige a sua órbita no espaço, mas depois, durante a órbita, na ausência de gravidade, começa uma calma repentina: tudo está quieto, os motores param de trabalhar, e você está no espaço.

Da Lição Virtual 18/11/12

A Unidade Dos Irmãos: O Melhor Presente Para O Pai

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que transforma todas as nossas orações em uma oração? Como podemos pedir pela  mesma coisa juntos?

Resposta: A fim de fazer isso, temos que explicar repetidamente que é impossível elevar uma oração sozinho. Tal oração não é aceita.

Nosso objetivo é que o desejo de receber se una num todo com uma intenção, como era antes. Havia totalidade até que a quebra inseriu a intenção de doar em cada grão do desejo de receber. Agora, esta intenção quebrada está sob o domínio do ego, mas com isso  há uma conexão entre os dois desejos, o desejo de receber e o desejo de doar, como se estivessem misturados, e assim eles podem ficar juntos.

Mas esta conexão traz a seguinte questão: Como devemos trabalhar? Como devemos esclarecer as coisas, se levarmos em conta que os desejos estão em você? Visto que você tem que processar a sua parte “privada”. A correção não é quando o desejo de doar controla o desejo de receber, mas quando, após a quebra, os desejos de receber são conectados pelos desejos de doar.

Nós somos inclinados a trabalhar individualmente: “Eu estou disposto a fazer tudo o que o Criador exige de mim”. Se Ele quiser que eu doe, eu irei doar; se Ele quiser que eu realize uma adesão com Ele, irei realizá-la. Eu estou pronto para qualquer coisa em meus vasos particulares, “Só me diga o que tenho que fazer”. Mas se conectar com outras pessoas, através dos atributos de doação que você herdou durante a quebra, de jeito nenhum.

Enquanto isso, o Criador desfruta sua ação que visa à conexão. Porque assim você está usando Seu poder, e, em vez de odiar os outros você os ama. Com isso você se desenvolve em direção à força do amor, ao querer se assemelhar ao Criador, embora pareça que você não tem relações com Ele. No final, você pretende dar alegria a Ele, mas a ação em si é satisfeita entre nós; sua unidade com os amigos é um prazer para o Criador.

Nós somos feitos de desejos de receber que querem ser preenchidos, e também de desejos de doar que estão à procura de uma oportunidade de lucrar à custa da doação aos outros, para usar os outros de uma forma mais astuta. Você tem que inverter tudo isso para se conectar com os outros, “como um homem em um só coração”. Se você se conecta com os amigos para dar alegria ao Criador, e se ao mesmo tempo você se torna como Ele no seu desejo de receber, então, você está dando alegria a Ele, e, assim, alcança o que é desejável.

A criança que Ele criou e preparou finalmente quer se parecer com Ele, ser como seu pai; ela quer ser independente, assemelhar-se a Ele em suas ações. Você não pode e não precisa fazer nada, exceto dar este prazer a Ele: crescer através da conexão com outros.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/11/12, O Zohar