Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Do Círculo Para O Mundo Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que uma combinação de pessoas no círculo integral forma uma nova força, integralidade; ou seja, a mente e os sentimentos das pessoas são combinados?

Resposta: Eles não são simplesmente combinados entre si, mas são mutuamente complementados. Assim, eles formam uma nova força física e integral. Esta não é apenas uma soma, mas a soma de esforços comuns para superar a si mesmo, a fim de se conectar com os outros, ou seja, é uma força espiritual.

Espiritual significa “para além do egoísmo”, pois todos devem se elevar para começar a se conectar com os outros.

Todos os nossos pequenos esforços se acumulam. Então, a partir da nossa conexão, nós começamos a sentir algo novo. É muito bom, caloroso, agradável e seguro.

Digamos que 10 pessoas se sentam no círculo. No entanto, durante a discussão, elas não formam apenas uma combinação de 10 pessoas, mas isso é multiplicado por um número infinito. Isto é porque, quando eu me anulo para me conectar um, com outro, e com um terceiro, e eles, por sua vez, fazem o mesmo, desta forma cada um de nós recebe o desejo integral. Depois, com este desejo integral, nós “entramos” novamente um no outro, numa só experiência, e, deste modo, formamos uma multiplicidade da multiplicação. É como se nós mesmos nos puxássemos pelo cabelo do nosso mundo para o mundo espiritual.

De KabTV “Segredos Profissionais”, 10/02/13

Inveje Mais Os Outros

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você diria que a quantidade e a qualidade do nosso esforço dependem da nossa inveja dos amigos?

Resposta: Sim, também depende da sua inveja. Diz-se: “Inveja, luxúria (cobiça) e honra (respeito) tiram a pessoa deste mundo”.

Nós podemos nos perguntar o que há de tão bom nesses atributos, o que pode ser pior e mais censurável do que perder a sua forma humana? Uma pessoa que é invejosa pode prejudicar os outros, e ela gosta de pisar neles e destruí-los.

Em suma, nós estamos falando de atributos negativos, mas são eles que realmente tiram a pessoa deste mundo e a levam para o mundo superior. Afinal de contas, eles me mostram o verdadeiro ego.

De que outra forma eu posso estabelecer minhas conexões com os outros, se não sinto inveja, luxúria, e um desejo por honra? Se eu não tenho esses atributos, eu não preciso de nada; eu posso viver em algum lugar nos subúrbios e, por vezes, ir às compras ou fazer diferentes coisas para prover minhas necessidades básicas e voltar para casa.

Mas, de repente, nesta tranquilidade, eu descubro que invejo os outros; eu quero ter as mesmas coisas que eles têm, e ainda mais, a fim de parecer superior a eles. Então eu passo a viver na cidade e iniciar uma “carreira”…

É impossível avançar sem revelar os meus próprios atributos maus. Nós só devemos entender que eles são uma “ajuda contrária”. Nós não devemos impedi-los, mas sim deixá-los sair, como Baal HaSulam diz: “Eu estou feliz com a revelação do mal”.

Pergunta: Como podemos combinar sentir inveja dos amigos e pedir, não para mim, mas para eles?

Resposta: A inveja dos amigos é um grande catalisador para o meu avanço; mas, avançar para onde? Rumo à doação. Isso não significa conquistar maiores realizações do que eles no nível corpóreo; eu quero ter sucesso no nível espiritual. Na espiritualidade, o sucesso depende de quanto eu anulo o meu “eu”. Quando quero avançar, eu organizo tudo o que recebi dos amigos através da inveja, cobiça e desejo por honra, e começo a entender que o avanço espiritual significa, na verdade, transcender a mim mesmo.

Assim, eu recebo dos amigos um desejo de ascender, mas não o interpreto corretamente: ascender significa subir acima de mim mesmo e ser incorporado a eles. Assim, o grupo é uma “ajuda contrária”, que evoca um despertar negativo em mim, que eu transformo em positivo, para, finalmente, voltar à conexão com os amigos.

Aqui eu tenho um novo problema: o desejo cresce de novo, e eu repito todo o processo…

Pergunta: Como posso eu dirigir a inveja, a cobiça e o desejo por honra na direção certa? Afinal, é muito fácil justificar a mim mesmo em perseguir a meta correta e, finalmente, cair na escuridão e distorção ao longo do caminho. Como posso construir os limites internos que me dirigem, além do professor, do grupo e dos livros?

Resposta: Você tem que se anular perante os amigos. Como resultado da anulação, você evoca a inveja, a cobiça, o desejo por honra dentro de você. Você abre os olhos e começa a examinar as coisas e não apenas as deixam seguir em frente.

Caso contrário, você se encontra na inveja, luxúria e desejo por honra no nível corporal. Você quer ser diferente, subir acima dos amigos. Mas o grupo é construído de tal forma que não vai deixar você cair nisso. De qualquer forma, você vai mudar, uma vez que aqui a atmosfera é especial e as pessoas estão lidando com a busca interior. Portanto, a sua atitude para com os amigos assume gradualmente uma forma mais correta. Então, até mesmo novos amigos recebem aqui a direção certa e aspiram à verdade, e não ao lucro habitual para si.

Pergunta: Mas cada um dos amigos recebeu as condições ideais para avançar. Portanto, o que há para invejar?

Resposta: Eu quero incluí-los dentro de mim. Em cada um deles há algo de especial, pois, caso contrário, não estariam aqui. Assim, eu quero a mesma coisa, ou seja, quero ser Adão, um ser humano.

As condições ideais não são motivo para relaxar, mas sim motivo para extrair o bom de tudo, de todos os estados e amigos.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/03/13, “Introdução ao Livro do Zohar”

Um Grito Do Fundo Do Poço

Dr. Michael LaitmanUma pessoa não consegue sair sozinha do seu ego. Apenas o grupo pode ajudá-la, lançando uma linha de vida a quem quiser se juntar a ele. O grupo é externo à pessoa. Portanto quando ela quer sair de si mesma, ela grita para os amigos, “Salvem-me, eu caí num poço profundo! Joguem-me uma corda para que eu possa amarrá-la em volta de mim e depois sair daqui!”.

Apenas o grupo pode oferecer esse tipo de ajuda a uma pessoa que precisa de ajuda, ao querer estar com todos. A corda é um convite para se conectar com os amigos, com seu amor. Se a pessoa tenta se agarrar a este convite e tenta estar em equivalência de forma com eles, os amigos vão começar a puxá-la para cima. Ela tem que superar o seu ego cada vez mais, o que significa que sai do poço em direção aos amigos.

Cada vez mais novos problemas e interrupções que a prendem surgirão naquela corda, mas ela vai superá-los e se segurar com mais força à corda, escalando-a até que sair do poço.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/03/13, Shamati # 36

Não Há “Pouco” Na Espiritualidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós fizemos um exercício ontem, onde tentamos nos relacionar com tudo como um “diálogo com o Criador”. Afinal, Ele é o único que está nos enviando todos esses estados e nós temos que responder a eles corretamente. Como podemos “ficar mais fortes” na implantação desta abordagem, sem nos contentar com um par de tentativas por dia? Como podemos aprofundar essa visão, de modo que ela será executada por toda a nossa vida?

Resposta: A pessoa não pode sempre evocar-se sozinha. Ela precisa de um “estímulo” externo. O melhor estímulo externo é o grupo. É por isso que falamos da garantia mútua.

Na estrutura da garantia mútua não basta proteger o outro de forma que ele não vai fazer um buraco no barco; não basta proteger o outro de modo que não vai ter maus pensamentos. Além disso, nós temos que ter certeza de que ele tem bons pensamentos. Se todos nós mantemos a conexão mútua e o desejo comum pela meta, ninguém vai ter  pensamentos maus, mas apenas pensamentos bons.

Então, é claro, os pensamentos maus começam a despertar num ritmo muito rápido, mas eles vão imediatamente cair no local correto: vai ficar claro para a pessoa que isso é uma interrupção, “ajuda contrária”, que se destina a evocá-la a estreitar a conexão com os amigos e, através deles, com o Criador. Em seguida, todos serão capazes de facilmente processar até milhões de pensamentos semelhantes por dia, e dentro de alguns dias isso vai preencher o nível de todo este mundo.

Todo mundo se preocupa com todos. Todo mundo está conectado numa missão, num objetivo comum. Eu sinto que tenho que pensar na meta para o bem dos outros. Eu quero que todos anseiem por isso. Não posso deixar a conexão com a meta e com o Criador, pois se fizesse isso, eu trairia meus amigos e me transformaria num criminoso, numa fraude, num ladrão, que rouba o mundo espiritual dos outros e que anula seu esforço ao longo do caminho espiritual. Além do mais, eu roubo do Criador, eu O privo de prazer, já que atraso o grupo e não permito que Ele dê aos amigos o que eles anseiam. Eu sou o único responsável por isso.

Isto é o que todos devem pensar. Afinal, não há “pouco” na espiritualidade: se alguém não trabalha ao máximo, todos sofrem. Portanto, pense cuidadosamente sobre o que você faz e sobre o que o preocupa durante o dia.

Fora isso, há momentos em que você admite: “Agora, eu não posso pensar nos amigos. Eu tenho que descansar, tirar um cochilo ou me distrair com outra coisa, pelo menos mentalmente”. Estas pausas são externas à adesão ao grupo e ao Criador e, mais tarde, você não vai sentir necessidade delas.

Por enquanto, elas são necessárias. Assim, em certo ponto, você diz para si mesmo: “Eu vou fazer uma pausa e descansar de todos”. Você pode cair num estado “animal” por meia hora ou uma hora, mas você decide por quanto tempo; você decide não pensar no que é importante por um tempo. Então, você vai sentir os pensamentos “estrangeiros” sobre a espiritualidade…

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/03/13, “Introdução ao Livro do Zohar“

Estou Ouvindo Você, Câmbio!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós temos que ansiar por mudanças que o Criador nos envia ao longo do caminho espiritual. Mas estas mudanças envolvem sentimentos desagradáveis. Como podemos querer isso?

Resposta: Quando os ouvidos de uma pessoa ficam entupidos, ela tem que ouvir mais atentamente: “Alguém disse alguma coisa? Será que entendi bem?”. Este é o esforço interno para ouvir aquele que se dirige a você.

Nós temos que sentir o mesmo com relação ao Criador. Algo acontece a cada minuto: alguém está olhando para mim, alguém está falando comigo, algo acontece no mundo; dentro de mim, eu tenho tido diferentes pensamentos, diferentes desejos, diferentes problemas surgem… Tudo isso é a linguagem do Criador. Ele é o único que me envia essas mensagens.

Vamos pegar um determinado objeto, por exemplo, que está sendo afetado por todos os lados por partículas no ar, por átomos. Eu também estou constantemente sob a influência do Criador. Eu só tenho que aumentar minha sensibilidade, e, em seguida, através da minha “pele” vou realmente começar a descobri-Lo; vou decifrar Sua “conversa” e entender como e o que Ele faz.

É tudo sobre a minha sensibilidade interna. Mesmo se fico cansado de sempre prestar atenção a tudo o que acontece, eu tenho que pedir tal sensibilidade. Ela vem graças aos exercícios mútuos que eu faço com os amigos, e com sua ajuda eu descubro que num determinado momento me dão diferentes oportunidades para ter um diálogo com o Criador. Se eu não as perder, há espaço para pensamentos, tudo se transforma em sentimentos e os sentimentos não vão e voltam entre nós, mas sim se tornam sentimentos comuns…

Nós temos que aplicar aqui a psicologia simples e direta, e um pouco de “contabilidade” tanto quanto seja possível: no final, é o Criador dirigindo-se a mim através de diferentes “vestimentas”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/03/13, “Introdução Ao Livro do Zohar”

Os Amigos Entre Os Quais Eu Vivo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como posso me mover de “eu” para “nós”? Qual é o significado de justificar o Criador apenas quando a pessoa está feliz não porque é bem sucedida, mas porque seu amigo é bem sucedido?

Resposta: A questão é que você deve se aderir ao amigo, e através dele sentir a realidade. Como posso verificar minha devoção aos meus amigos? De acordo com o quão feliz eu me sinto quando eles estão felizes e quão triste me sinto quando eles estão tristes, indo ao grupo apenas para ajudá-los a alcançar o bom estado.

Aqui eu começo a descobrir até que ponto eu quero realmente o oposto: que fogo de ódio e inveja é revelado em mim em relação a eles, e em que medida não quero nada de bom para eles porque gosto deste estado separado.

Há uma grande quantidade de trabalho que eu tenho que fazer aqui para que esses exames me levem à conclusão certa: que eu não tenho nada, exceto os amigos, entre os quais eu vivo!

Se meu amigo tem um problema, eu trabalho com ele como se houvesse um obstáculo colocado entre eu e o Criador. Não faz diferença. Eu serei capaz de me anular lá, o meu “eu”, e por outro lado, vou me sentir  bem em relação aos amigos, ou seja, que quero fazer tudo para que eles se sintam bem, como uma boa mãe.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/03/13, Shamati #6

Da Teoria À Prática

Dr. Michael LaitmanComentário: Sabe-se que enquanto um homem não se torna pai, ele não consegue entender o que isso significa. Mesmo os numerosos exemplos diante dele não vão ajudar, até que ele assuma deveres de pai e sinta responsabilidade, cuidado e amor. Nós também estudamos os estados futuros teoricamente, sem entender o que significa, na realidade, ser responsável pelo grau inferior…

Resposta: Com certeza. No entanto, nos foi dada a possibilidade de realizá-lo. Primeiro de tudo, a pessoa se anula perante o professor, o grupo, os estudos, o mundo e o Criador. Estando em seu ambiente, verifique o quanto você é capaz de avançar nessa direção. Por isso, você vai se preparar para uma autoanulação mais qualitativa.

Pergunta: Mas essa não é a auto-anulação teórica e irreal. Assim como a pessoa escuta conselhos sobre uma vida saudável até que uma doença a obriga a seguir as sugestões dos médicos.

Resposta: É por isso que o nosso método contém várias partes. O mundo tem uma influência sobre você, você se junta ao grupo que estuda com o professor através de livros especiais escritos por sábios. Aqui você é afetado por uma série de fatores. Além disso, você tem que sentir que a força superior está por trás disso, e não há nada a não ser ela. Então, de acordo com essas manifestações, você vê como se anular diante deles.

Além disso, eles lhe explicam que, na realidade, a imagem “externa” é tecida de suas partes internas de percepção: você tem que entrar numa delas e rejeitar a outra.

Em uma palavra, você tem um campo de trabalho e tudo depende de você aceitar isso ou não. Você não pode se isolar de todos, “O que é um professor para mim? Tudo é claro, sem ele. Por que eu preciso de amigos? Eu tenho minha própria cabeça. Eu posso entender os livros sozinho, melhor do que outros. Eu não devo nada ao mundo, ele pode queimar…”.

Por outro lado, se você sentir que precisa de tudo isso, que esta é a projeção da sua alma, você tem que se aproximar destas peças, incluí-las em si mesmo de acordo com o princípio “Eu habito no meio do meu povo”. Então, a imagem aparece numa Luz diferente. Assim, você aumenta sua sensibilidade, avança em direção à mudança, e poupa um monte de tempo. Além disso, sua atitude em relação à mudança é transformada; agora você a deseja.

Esta é a preparação, um estágio obrigatório antes da transição da teoria para a prática.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/03/13, “Introdução ao Livro do Zohar“

Como Massa Nas Mãos De Um Padeiro

Dr. Michael LaitmanNós constantemente passamos por estados opostos, já que, basicamente, há um desejo de receber com toda a sua atitude, compreensão e sentimento egoísta. O desejo do Criador, no entanto, é o desejo de doar, e este é oposto ao nosso desejo.

Nós não sabemos o que este atributo oposto significa para nós; nós não o conhecemos. Nós só sentimos como ele age em nós, mesmo que não saibamos o que é e quem é. Nós ainda temos que esclarecer isso. É por isso que este mundo foi criado, onde em vez do Criador estamos rodeados por diferentes formas e criaturas que aparentemente nos influenciam em vez Dele.

Nós temos que mostrar compreensão para com elas; que não são elas que agem em nós, mas sim a força superior que está por trás de tudo isso, voltando-se para nós através de pessoas diferentes ou através de diferentes eventos na vida. Eu tenho que aceitar essas ações e essas influências como essenciais, a fim de me moldar, como massa de pão e criar a forma correta que está pronta para ser cozida.

Se eu aceitar essas coisas e tentar encontrar forças para lidar com a obra do Criador em mim, eu começo a conhecê-Lo por meio deste trabalho, e as Suas mãos que me abraçam como massa de pão.

Assim, eu passo por duas fases: primeiro eu concordo e estou pronto que Ele deve realizar todo o trabalho necessário em mim. Eu sinto a forte pressão de Suas mãos em mim, como num pedaço de massa, até que Ele me molda corretamente, na forma de doação, o nível de Bina, “doar a fim de doar”.

Eu estou pronto para qualquer coisa, desde que o Criador me molde a partir disso. É muito difícil para mim, pois, à medida que Ele trabalha em mim, Ele aplica uma forte pressão. Então eu quero continuar, mesmo com o estado de “receber a fim de doar”, para ascender e crescer como fermento. Isso significa que o desejo de receber em si já participa deste movimento e anseia pela forma que o Criador lhe molda. Assim nós alcançamos uma equivalência de forma com o Criador. “Doar a fim de doar” é chamado de “Matzah“, e “receber a fim de doar” é chamado de “Hametz” (comida fermentada), o verdadeiro pão que em sua forma corrigida se junta à forma do Criador, que é impressa na criatura.

Mas, primeiro, todo o nosso trabalho é aceitar todas as formas que vêm até nós que imprimem o atributo de doação em nós, e aceitá-las como desejáveis. A fim de fazer isso, devemos usar a ajuda do ambiente tanto quanto pudermos, e todos os meios que foram dados a nós para nos preparar para receber a doação do Criador, Seu trabalho sobre a pessoa.

Pode parecer à pessoa que ela faz isso, mas se ela não usa o apoio externo destinado especialmente para isso, então é apenas uma ilusão de que ela está avançando para aceitar as formas superiores. Na verdade, ela ainda não está pronta para se tornar um embrião espiritual.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/03/13, Shamati # 15

Você Tem Todas As Cartas Em Suas Mãos

Dr. Michael LaitmanEm cada estado espiritual nos níveis espirituais, há a Luz Interna e a Luz Circundante. Mas em nosso estado, enquanto não conseguimos alcançar uma restrição e o Masach (tela), só podemos ser assistidos pela Luz Circundante.

A força da Luz Circundante depende de quanto a valorizamos na nossa apreciação do superior, do próximo nível, ou seja, o Criador. Mas não podemos valorizá-Lo. Nós só recebemos alguns meios pelos quais podemos desenvolver um sentimento interno de grandeza do superior. O superior para nós é o grupo, o professor e os livros, ou seja, o estudo que nos fala sobre o mundo espiritual e o Criador escondido por trás de todos esses meios.

Nós começamos a valorizar o superior que é externo a nós usando todos esses meios: o grupo, o professor, os livros, com a intenção de alcançar a equivalência de forma com o Criador, a fim dar alegria a Ele. Apesar de não sentirmos isso agora, mesmo que apenas falemos sobre isso tentando senti-lo de vez em quando, nós elevamos a grandeza do superior em nós através disso. Então, em certo ponto Ele se torna tão importante que nos permite sentir Sua presença ao nosso lado.

É porque tudo o que é externo à  pessoa é a Santa Shechiná, a presença divina. Mas tudo depende de quanto nós A valorizamos. Todas as outras regras de comportamento no grupo a respeito de como devemos falar, o que exigir dele, e como tratá-lo, decorrem dessa condição, da necessidade de valorizar o superior.

Assim, a Luz Circundante brilha sobre a pessoa. É a verdadeira Luz superior, mas, por enquanto, ela age no inferior como a Luz que Reforma, ou seja, ela traz mudanças em nós ao nos aproximar gradualmente da doação. Então, finalmente, ela vai nos dar a “restrição” e o Masach, a capacidade de trabalhar espiritualmente.

Então, vamos começar a entender onde estamos e o que está acontecendo conosco, mas, ao mesmo tempo, temos que trabalhar na fé acima da razão e valorizar o superior apesar de todos os problemas que o superior nos envia e todas as razões para uma atitude oposta. Este é o nosso trabalho, que se baseia no nosso grande apreço pelo superior até nos aderirmos à parte posterior do superior como se fosse Sua face. Assim, vamos ver que nunca foi sua parte posterior, mas que Ele sempre virou sua face cheia de Luz para nós. Assim nós deixamos o exílio e alcançamos a redenção.

No início, era como se você estivesse inconsciente, mas depois você começa a sentir que está em exílio. Assim, passo a passo, você começa a se aproximar da redenção e, finalmente, você deixa o exílio e se aproxima da Luz. Estes são os níveis de subida de acordo com o seu apreço pelo superior, e mais tarde a sua adesão a Ele.

Nós temos todos os meios, todos os caminhos estão abertos, e tudo depende de nós. Não precisamos de mais nada. O Criador nos deu todas as oportunidades possíveis e tudo o mais é com a pessoa. Nós não seremos perdoados e não há concessões de Cima se não fizermos o nosso trabalho, pois caso contrário não vamos construir os nossos vasos espirituais.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 08/03/13

Um Campo Brilhando Na Luz

A principal coisa a corrigir é a nossa atitude para com a realidade e entender que toda a realidade é a Shechina, a revelação do Criador. Agora, no entanto, ainda revela-se a mim como os níveis de natureza inanimada, vegetativo e o animal, como seres humanos e todo o mundo que me rodeia e que eu acredito ser externo a mim. Na verdade, tudo isto é a revelação do Criador, que, entretanto, está escondido na forma oposta do que deveríamos ver.

Todo esse quadro oposto é explicado apenas pela oposição de nossos atributos. É possível corrigi-lo apenas se nos esforçarmos para ver esta realidade através do professor, o grupo, os livros e a disseminação, tentando percebê-la como uma única realidade, procurando peloo que nos falta para atingir tal atitude e por sermos reforçados pelo ambiente. Depois, gradualmente, pelos esforços que fazemos, tal como “muitos centavos somam uma grande conta”, começamos a sentir que só nos precisamos corrigir a nós próprios e que tudo que é externo a nós é toda Sagrada Schechina ou a alma.

A cada momento temos uma oportunidade para trabalhar sobre nossos maus pensamentos e sobre nossa crítica da realidade, da Providência superior, e até mesmo de mim mesmo, dos meus atributos, da incompletude interna ou da incompletude externa, a fim de esclarecê-los, para superar a crítica, e julgar tudo na escala de mérito. Em seguida, toda a verdadeira realidade será revelada.

Então, vamos ver que todos os desvios da totalidade, todas as deficiências que estamos constantemente a sentir, a auto-corrupção e da corrupção do mundo exterior são apenas forças feitas para fortalecer e aumentar a ligação de uma pessoa com o Criador. A realidade agora é revelada para nós como um campo iluminado brilhando na Luz de muitos raios, em discernimentos diferentes de completude. Assim, uma pessoa cumpre o objetivo da criação.

Da preparação para a Lição Diária de Cabala 06/03/13