Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Convenção Em Krasnoyarsk: Um Salto Possível

Dr. Michael LaitmanPergunta: Em um dos vídeos você disse que os moradores da Sibéria são pessoas especiais que possuem uma extraordinária harmonia entre o coração e a mente. Existe realmente algum tipo de singularidade neles?

Resposta: Sem dúvida. A ideia é que além da região dos Urais vivem pessoas que são completamente diferentes da parte europeia da Rússia. São pessoas com uma mentalidade diferente, com outra abordagem para a vida, que são mais abertas, mais honestas e sinceras do que na Europa Ocidental. Elas têm mais consideração, uma grande possibilidade, e grande facilidade em alcançar a espiritualidade.

Portanto, eu explico que na Convenção que estamos planejando, vamos falar juntos de uma forma completamente diferente e vamos entender um ao outro muito bem. Os habitantes da Sibéria são menos complicados, mais próximos à natureza, mais fáceis no contato entre eles. Isso é especificamente o que eu senti quando visitei a Sibéria, e, em princípio, é assim que deve ser.

Eu espero que um encontro com pessoas como estas seja muito mais agradável, muito mais simples e aberto. Isso tornará um grande salto possível para nós, e ele vai de fato acontecer.

Da Lição Virtual, 02/06/13

Amar Ao Próximo Não Em Palavras, Mas Em Ações

Dr. Michael LaitmanPergunta: O mandamento de amar o próximo como a si mesmo é conhecido em todo o mundo. Então, como a sua interpretação original difere da convencional?

Resposta: Trata-se da diferença entre Abraão e Babilônia. Na Babilônia, aceitava-se manter o egoísmo não corrigido e, ao mesmo tempo, exclamava-se sobre o amor. Por outro lado, o método de Abraão, isto é, a propriedade de misericórdia (Hassadim), é a autocorreção no caminho para a doação, onde o outro se torna mais importante do que você mesmo.

Isso só pode ser alcançado através de um trabalho em grupo baseado e construído por Abraão. Na época, tendo reunido pessoas, ele começou a ensinar-lhes a autonegação, a autoanulação e a unidade, a ponto de amar o outro como a si mesmo. A pessoa deve realizar este trabalho justamente no grupo onde construímos o nosso ambiente na prática.

Portanto, eu não vejo pessoas envolvidas nisso em nenhum outro lugar. Nas gerações mais recentes, ninguém, exceto Baal HaSulam e Rabash em particular, escreveu sobre a necessidade fundamental de união e garantia mútua.

Será que as religiões e crenças, círculos e organizações, que pregam amor ao próximo, facilitam a correção do egoísmo ou apenas implantam estes ou aqueles atributos coletivos? Por exemplo, a Alemanha nazista também uniu pessoas.

Portanto, a questão é o tipo de união que estamos falando.

Nós temos uma metodologia que permite que a pessoa se uma com os outros, se entregue ao ambiente, a fim de revelar a doação mútua e o amor para o bem de toda a humanidade – e não apenas parte dela que se protege por métodos fascistas ou protecionistas – e, finalmente, para alcançar uma forma de doação e amor absoluta e abstrata, em outras palavras, para satisfazer o Criador.

Você pode encontrar uma enorme quantidade de material online sobre o amor ao próximo. Todo mundo fala sobre isso, sem mencionar Israel e Abraão, como se fosse sua invenção pessoal ou propriedade de sua religião. Quando o egoísmo cobre os olhos, as pessoas não entendem a profundidade da questão, não conhecem a história, e afirmam que conhecem a verdade suprema. Não há nada que você possa fazer sobre isso.

Do nosso lado, nós nos baseamos no método de Abraão. Ele descobriu o “ama ao próximo como a si mesmo” e, tendo saído da Babilônia, adotou essa metodologia. Então, Moisés desenvolveu-o por meio da unidade no Monte Sinai e assim por diante. Em geral, nós estamos falando da tarefa do povo de Israel, da sua base. Ele foi inicialmente formado sobre essa base. Se não houvesse a base, não teria havido nenhuma nação.

Todas as outras nações surgiram naturalmente, mas Israel “não é um povo” neste sentido. Ele não está entre as outras nações porque sua base é a doação, o “ama ao próximo como a si mesmo”, separado da realidade do nosso mundo. Israel é o povo conectado entre si pelo desejo de encontrar entre si a doação e o amor, e para subir neste amor acima do seu desejo egoísta. Não há nenhuma nação de Israel sem essa base. Em outras palavras, Israel não pode ser chamado de “um povo”, enquanto estiver no exílio do mundo espiritual.

Os judeus no Egito não eram uma nação até que saíram da escravidão e aceitaram os meios que lhes permitiam viver como um homem com um coração, em garantia mútua. Só então eles se tornaram um povo. Hoje, eles não são mais um povo, mas um conjunto de exilados.

Não é por acaso que, ao longo da história os judeus se preocupavam tanto com a educação. Nós também queremos estabelecer o método de educação integral em nosso meio e, assim, passá-lo a toda a nação e ao mundo inteiro. Há apenas uma razão: ele não existe sem a nação.

Os próprios conceitos de “povo”, “país” e “sociedade” entre os judeus, seguiram a educação. Antes que Abraão educasse – ensinasse aqueles que escaparam com ele da Babilônia – eles não eram um povo. Afinal de contas, é necessário ter uma “cola” que irá conectar as pessoas em um; caso contrário, elas são estranhas entre si. É a educação no princípio do “ama ao próximo como a si mesmo” que os reúne num grupo unificado ou uma nação unificada. Claro, é um povo único, diferente de todos os outros. Eles estão unidos de acordo com as condições do nosso mundo, e a fim de unir, Israel deve aceitar os termos do mundo espiritual.

Esta é a origem de sua completa oposição ao resto do mundo em termos de educação e da essência do amor ao próximo. Se os outros estão dispostos a distribuir este princípio às suas nações, Israel não pode ser limitado a si mesmo, porque isso não é o amor como deveria ser. Nós devemos, inicialmente, estar cientes do objetivo da criação e levá-lo ao mundo. Caso contrário, em vez de amor, haverá o “ego das pessoas”, o “ego nacional”, ou, como é chamado hoje o “orgulho nacional”, o que é um absurdo. Israel não pode ter nada disso. Ele deve limitar o seu ego e conectar os valores espirituais superiores a ele em vez de se gabar de suas diferenças nos assuntos deste mundo.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 03/06/13, Escritos do Baal HaSulam

Cada Convenção É Um Passo Adiante

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que pode ser alcançado nas Convenções espelho?

Resposta: Nós estamos agora num estado onde começamos a sentir um salto adicional a cada Convenção.

Por exemplo, uma pequena Convenção que durou apenas um dia ocorreu há poucos dias, mas deu um impulso significativo. As pessoas que estavam lá sentiram muito: tanto a unidade como o movimento para frente. Elas experimentaram novas sensações.

Ou seja, nós estamos começando a atrair a Luz superior a nós mesmos, o que ainda não sentimos claramente, mas as suas manifestações já são sentidas em nós. Isso mostra a nossa aproximação da sua revelação e eu espero que todas as Convenções se tornem um maior passo em frente. Assim, a Convenção na Sibéria pode ser muito eficaz nesse sentido.

Da Lição Virtual 02/06/13

De “Nós” Para “Um”

Dr. Michael LaitmanPergunta: Parece-me que temos trabalhado como num grupo de dez em nosso pequeno grupo por um longo tempo, porque temos que nos anular perante o outro. Qual é a melhor maneira de fazer isso?

Resposta: Eu acredito que nós temos que nos anular sempre – um grupo tem que se sentir como um todo. Sem atingirmos o “um” em vez de “dez”, sem nos unirmos num todo, não vamos sentir mesmo a menor Luz espiritual, porque ela se manifesta na unidade. O grupo de dez deve se unir em “um”, de “nós” para “um”.

Da Lição Virtual 02/06/13

Você Não Compra A Espiritualidade, Nem A Aceita À Força

Dr. Michael LaitmanRabash, “De acordo com O Que é Explicado A Respeito do ‘Ama a teu Próximo como a Ti Mesmo’”: Se cada um é anulado perante o seu amigo e se confunde com ele, ambos se tornam uma única massa, onde todas as partes pequenas que querem o amor ao próximo se unem numa força coletiva que consiste de várias partes. E quando a pessoa tem uma grande força, ela pode executar o amor ao próximo.

Então ela pode conseguir o amor de Deus. Mas, a condição é que cada um irá se anular diante do outro. No entanto, quando ela está separada de seu amigo, ela não pode receber a parcela que deveria receber do seu amigo.

Assim, cada um deve dizer que não é nada comparado ao seu amigo. É como escrever números: Se você escrever primeiro “1” e depois “0”, é dez vezes mais. E quando você escreve “00” é cem vezes mais. Em outras palavras, se seu amigo é o número um, e o zero o segue, considera-se que a pessoa recebe do seu amigo 10 vezes mais. E se ela diz que é duplo zero em comparação ao seu amigo, ela recebe do seu amigo 100 (cem) vezes mais.

No entanto, se for o contrário, e ela diz que seu amigo é zero e ela é um, então ela é dez vezes menos do que o seu amigo: 0,1. E se ela pode dizer que ele é um, e ela tem dois amigos que são dois zeros em relação a ela, então ela é considerado cem vezes menos do que eles, o que significa que é 0,01. Assim, o seu grau diminui de acordo com o número de zeros que ela tem dos seus amigos.

Se eu quero receber algo de alguém em nosso mundo, eu tenho que pagar de volta por isso ou tomá-lo à força, como o grande toma do pequeno. Neste caso, quanto maior eu sou, mais eu posso extorquir o outro e receber mais dele. É assim como as coisas ocorrem no mundo corpóreo, quando falamos sobre a recepção no desejo de receber.

Mas se é sobre receber poderes espirituais, isso funciona de acordo com uma lei oposta. Quanto mais importante eu considero o meu amigo e maior eu o vejo, mais eu posso receber dele.

Eu não consigo receber nada de alguém que seja igual a mim, já que ele está no mesmo nível que eu. Mas se ele é até mesmo um pouco maior do que eu, eu já posso receber alguma coisa dele, e quanto mais eu o elevo, mais posso receber.

Não tem nada a ver com o amigo em si, mas apenas com a forma como eu o trato com respeito a mim. É como os alunos do Rabi Yossi Ben Kisma, que não tinham ideia de como o professor trabalhava com eles. Ele se via como relativamente menor do que os seus alunos e por isso recebia poderes espirituais através deles.

Tudo depende de quão grande o seu amigo é aos seus olhos. Quanto maior ele é, mais eu posso receber a força de doação dele. Mas se é sobre receber poderes egoístas, então se trata de um princípio diferente, de acordo com o qual, quanto maior eu sou, mais eu posso extorquir o outro para satisfazer o meu ego.

Assim, o poder espiritual que você receberá do meio ambiente depende só de você: se é 1.000 ou 0.001. Nós temos que estar num grupo de dez que esteja trabalhando em conexão e onde cada um esteja, de alguma forma, conectado ao desejo de doar, como os alunos do Rabino Yossi Ben Kisma. Mas isso é suficiente, já que tudo depende de você e o quanto você domina a si mesmo!

Você nunca terá o poder para avançar se você não receber poderes do ambiente. Portanto, a regra de dominar a si mesmo diante dos amigos, mesmo por ações físicas, é o meio mais eficiente para avançar. Não devemos pensar que os Cabalistas nos falam sobre isso só para estabelecer boas relações da mesma maneira que ensinamos as crianças no nosso mundo a se comportar moralmente, uma vez que esta abordagem é oposta à sabedoria da Cabalá.

Nós fazemos isso apenas para receber a força de doação da Luz, do Criador, através dos outros. Já que eu me domino, a Luz pode fluir em mim através do amigo. Se eu tratar os outros como se eles fossem realmente maiores do que eu, eu vou receber o poder de doação através deles. É o suficiente para tratá-los com a intenção a fim de doar e nas relações entre nós eu vou começar a sentir o Criador e serei capaz de satisfazê-Lo. Através da doação aos amigos, eu vou ser capaz de sentir como posso alcançar a doação ao Criador. Ela será revelada a mim através da imagem do grupo que eu vou ver na Luz da minha doação. Assim, a regra do “ama teu amigo como a ti mesmo” é o principal objetivo do nosso trabalho, que é um sentimento constante de humildade para com os amigos, e, consequentemente, nós construímos os poderes de doação.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/05/13, Escritos do Rabash

O Outro Como Garantia Contra Cometer Erros

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Amor do Criador e o Amor pelos Seres Criados”: Nós não devemos nos confundir com as ações, pois elas são definidas diante dos nossos olhos. Nós sabemos que se precedermos nossas próprias necessidades, isto é a doação. Por essa razão, Hillel não define a meta como “Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração e toda a tua alma e com todas as tuas forças”, porque eles são realmente a mesma coisa.

É assim porque a pessoa deve também amar o amigo com todo o seu coração e com toda a sua alma e com toda sua força, porque esse é o significado das palavras “como a ti mesmo”. Afinal, a pessoa certamente ama a si mesma com todo o coração, alma e força, mas no que diz respeito ao Criador, ela pode se enganar; e com um amigo, isto está sempre diante de seus olhos.

Foi-nos dada uma grande ajuda e uma oportunidade valiosa para fazer a transição entre o desejo de receber e o desejo de doar neste mundo, ou seja, de um estado onde constantemente vemos a realidade corporal, o desejo de receber corporal e todas as fronteiras que ele nos descreve. Em vez das tentativas de trabalhar com um atributo que está separado de nós, que é o desejo de doar, nós podemos trabalhar com o que realmente descobrimos, com o que podemos alcançar e sentir, que é como o outro companheiro nos parece.

Em outras palavras, o mundo espiritual que está oculto de mim aparece diante de mim numa forma corpórea, e eu estou em contato com ele. Isso me permite mudar a minha atitude para com o que eu vejo e sinto ao cooperar mutuamente com o outro. Juntos, nós podemos alcançar tais correções para que, através do mundo corpóreo, em sua profundidade, eu encontre o mundo espiritual.

Na verdade, a atitude para com os outros e a atitude para com o Criador são a mesma coisa, mas se parecem duas coisas diferentes, elas na realidade são a mesma coisa. Quanto mais nós descobrimos a espiritualidade, mais vemos que está  totalmente “vestida” na corporeidade.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/06/13, Escritos do Baal HaSulam

No Desenvolvimento Acima Da Razão

Já vemos na experiência comum da vida que o ser humano não muda. Todas as qualidades com as quais ele nasce permanecem nele para a vida, apenas um pouco ajustadas de acordo com o seu entendimento de quais delas são mais úteis e quais não são. Em essência, como ele nasceu assim ele viverá e morrerá.

Nada pode nos mudar, e a sociedade, também, não tem como objetivo mudar o ser humano, sabendo que não temos os meios. A mudança só é possível se a pessoa tem propriedades especiais que estão sujeitas a mudanças, e essas propriedades não são deste mundo.

Estas são as propriedades espirituais de que tenho apenas pequenos genes informativos. Além disso, me são dados os meios para a realização desses genes: o ambiente através do qual posso atrair a Luz para os meus genes espirituais, que irão desenvolver e realizarem-se corretamente.

Assim, vou obter propriedades espirituais, além de meu corpo físico e seus órgãos sensoriais através dos quais eu me sinto, o meio ambiente e o mundo inteiro, sinto que estou vivo e existo. Assim, devido aos meus genes espirituais, devido à Luz que corrige, eu posso dar nascimento ao meu corpo espiritual e cultivá-lo para sentir o ambiente espiritual e a vida espiritual nele.

Esta é outra, a realidade superior adicional a este mundo em que eu existo agora, independentemente da minha vontade. Todo esse desenvolvimento prossegue somente pela fé acima da razão, porque a minha opinião será sempre com base em meu interesse egoísta, e meu egoísmo nunca vai concordar com o desenvolvimento espiritual.

Isso só é possível se eu elevar-me acima da razão, entendendo que não há escolha e a sociedade deve obrigar-me através de estudos e instruções de um professor. Eu finalmente começo a ouvir seus conselhos, a Luz Circundante gradualmente me dá a capacidade de ouvir. É por isso que eu já estou disposto a curvar minha cabeça, dobrar o meu ego, meus impulsos corporais, e começar a trabalhar contra eles.

Então, eu terei de justificar a mim: Porque eu faço isso? Simples belas conversas não irão ajudar aqui. Devo desenvolver o meu desejo que atrai a Luz para si mesmo. É por isso que dependo completamente do ambiente que pode me dar um desejo adicional.

Tanto quanto eu posso curvar-me e tornar-me pequeno com respeito ao meio ambiente – brincar como se fora uma criança que escuta devotamente aos adultos, restringir e dobrar o meu orgulho – a que ponto eu vou ser capaz de obter valores mais elevados a partir deles. Para sua realização, vou precisar da Luz que Reforma, e, assim, poderei avançar.

Todo esse trabalho contra o próprio desejo egoísta natural é chamado ação acima da razão. Por enquanto, estas são ações corporais no grupo, e depois vou começar a agir desta forma na espiritualidade.

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Da 1ª. Parte da Lição Diária de Cabala de 02/06/13, Escritos do Rabash

Transmitindo Espiritualidade De Uma Pessoa Para Outra

O professor fica na frente, ele vê mais longe e orienta os alunos. Mas, se um aluno tem suas próprias ideias a respeito de seu desenvolvimento e da correção do mundo, ele já é seu próprio professor. Ele pode continuar a ser um estudante e acreditar que o professor está errado sobre a direção do desenvolvimento. Ele não pode receber a realização espiritual do seu professor, mas só pode receber o conhecimento teórico, a sabedoria. Assim, ele não estuda Torá, que é o meio, as instruções de como alcançar o atributo de doação; estudar significa estar em contato com o superior através da realização de ações diferentes. Não tem nada a ver com a mente, como ele diz, “não é o sábio que aprende.” Um aluno recebe a força de doação do seu professor por sua conexão com ele.

A força da doação é transmitida por um canal interno, uma vez que não é filosofia nem a ciência teórica. Assim, todos podem receber essa força, tanto o mais estúpido e o mais sábio. Sua transmissão depende apenas das ações necessárias que cada pessoa realiza com o meio ambiente, submetendo-se, elevando o seu professor, e conectando-se com o grupo, para que todo o grupo se conecte ao professor que representa o nível superior, recebendo, assim, a correção dele. Isto é o que acontece em cada nível.

Se um aluno sobe, seu professor também sobe com ele, e se um aluno desce, então seu professor, certamente, desce com ele. Isto não é o estado real do professor, mas como ele é retratado para o aluno, tudo é em relação a quem alcança.

Quando uma pessoa só vem para estudar, ele não entende tudo isso em primeiro lugar. Ele tem que esperar até que ele começa a ouvir. Pode levar um par de anos, mas quando ele finalmente começa a ouvir, o grupo deve ajudá-lo pois caso contrário pode demorar décadas. Os amigos devem explicar-lhe que é impossível alcançar a espiritualidade, a menos que ela seja transmitida de uma pessoa para outra e somente se existe uma ligação entre eles e contato físico, o que significa que eles podem ver, ouvir, sentir, entender, e de alguma forma impressionar um ao outro, executar determinadas ações, estar em contato, e estar em interação mútua. Esta é a forma como foi organizado durante anos, e não pode mudar, já que é uma réplica das raízes espirituais.

A maravilha do último nível deste mundo é o lugar onde por minhas ações corporais posso trazer-Lhe contentamento ao subjugar-me, conectar-me a Ele, aderir a Ele por algum tipo de assistência material, e assim receber a revelação espiritual d’Ele. Como isso é possível? No entanto, eu posso fazer esforços no nível que eu possa fazê-lo já que não posso fazer mais nada. Entretanto eu não entendo o que é doação, não tenho a intenção de “a fim de doar”, mas posso atuar no nível corporal e é o suficiente para o momento.

Da 1 ª parte da Lição Diária de Cabala 6/05/13, Escritos do Baal HaSulam “Um discurso pela conclusão de O Zohar

O Poder De Se Levantar Contra A Opinião Do Mundo Inteiro

The Power To Stand Against The Whole World's OpinionO grupo precisa ser tão forte que possa apoiar e ajudar a pessoa a se levantar contra as diferentes opiniões do mundo inteiro, que inevitavelmente a atingem, penetrando-a de todos os lados, por todos os meios possíveis, mesmo estando apenas no ar. Portanto, ela deve estar sob a influência do seu grupo 24 horas por dia, e ele deve ser, pelo menos, um pouco mais forte do que a influência do resto do mundo. Isto é essencial para anular a influência corporal deste mundo e seus objetivos corporais.

Além disso, o ambiente deve impressionar a pessoa em relação à grandeza e a importância da meta espiritual, em oposição à própria inclinação ao mal da pessoa. A sociedade deve ser forte o suficiente para isso, e a pessoa deve se submeter a ela e elevá-la para receber sua influência como doação. É somente pelo poder que ela recebe do ambiente que ela consegue subir.

Assim, fica claro que tipo de trabalho a pessoa deve fazer e como a sociedade deve trabalhar nela. Caso contrário, a pessoa não tem chance de subir, uma vez que só através do grupo ela recebe o poder de subir.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/05/13, Escritos do Rabash

A Incubadora Da Imortalidade

Dr. Michael LaitmanRabash, “A Oração Coletiva”: Com isso, nós podemos interpretar as palavras do santo Zohar, que aconselha as pessoas com uma demanda interna, que não conseguem aceitar o estado em que se encontram porque não veem qualquer progresso no trabalho de Deus e acreditam no que está escrito (Deuteronômio 30:20) “Amando ao Senhor teu Deus, ouvindo a Sua voz, e apegando-te a Ele; pois esta é a tua vida e o prolongamento dos teus dias”. Elas veem que lhes falta amor e Dvekut (adesão) e não sentem a vida na Torá nem sabem como encontrar conselhos para as suas almas para vir a sentir em seus órgãos aquilo que o texto nos diz.

O conselho é pedir por todo o coletivo. Em outras palavras, tudo o que a pessoa sente que está faltando e pede satisfação, ela não deveria dizer que é uma exceção, o que significa que merece mais do que o que tem o coletivo. Pelo contrário, “Eu habito no meio do meu povo”, ou seja, eu estou pedindo por todo o coletivo, porque eu gostaria de chegar a um estado em que não terei nenhum cuidado por mim, mas apenas em dar satisfação ao Criador. Portanto, não faz diferença para mim se o Criador extrai prazer de mim ou pode receber o prazer dos outros.

Em outras palavras, ele pede ao Criador para dar-nos essa compreensão, o que é chamado de “inteiramente para o Criador”. Isso significa que ele vai ter certeza de que não está enganando a si mesmo, que ele quer doar ao Criador, que talvez ele realmente esteja pensando apenas em sua própria autoestima, o que significa que vai sentir deleite e prazer. Portanto, ele ora pelo coletivo.

A pessoa começa a procurar o sentido da vida acima dos interesses terrenos comuns: comida, sexo, família, dinheiro, fama, conhecimento. Ela nem mesmo espera pelo resultado final da sua missão terrena para tornar-se consciente da sua indignidade, mas acredita na opinião do ambiente, sob a influência do qual se desenvolve. E se a sociedade já verificou esses valores e se desencantou com eles, então a pessoa não precisa verificá-los; ela imediatamente muda as metas terrenas para as próximas metas mais elevadas.

Então, ela começa a questionar: “Qual é o sentido da vida? Para que vivemos? Existe alguma razão para continuar vivendo, com exceção do medo animal da morte? Será que essa vida não dá em nada, ou poderia ser uma oportunidade de continuar a existir por algum propósito eterno?”.

Se ela tiver sorte, todas essas questões levam a sabedoria da Cabalá. Além disso, nada pode lhe dar a resposta, e se a humanidade continuar a se desenvolver e a julgar a si mesma, sua condição não será invejável. Ela não vai encontrar uma resposta em outro lugar. Esta é a razão pela qual a utilização de fármacos está aumentando. O que esses milhões de desempregados fazem enquanto se perguntam sobre o significado da vida? Eles são empurrados de ambos os lados, desesperados porque a vida não deixa nenhuma oportunidade para se divertir, e porque se recusam com antecedência a procurar oportunidades que, de acordo com a opinião geral, não trazem satisfação.

Mas a pessoa em quem esta verdadeira pergunta sobre o sentido da vida foi despertada, a qual está relacionada com a busca espiritual que transcende os interesses habituais do chefe de família por comida, sexo, família, dinheiro, fama e conhecimento, ela deve encontrar a resposta a esta pergunta. Ou seja, ela quer olhar para além desta vida, em sua raiz, para entender de onde vem, quem a controla, para onde flui, e qual a forma de existência que pretende nos levar.

Essas pessoas que estão envolvidas em encontrar a raiz da vida se reúnem numa sociedade “ativa” especial. Elas não só se desenvolvem devido ao seu ambiente, mas também o desenvolvem. Ou seja, elas se reúnem no ambiente para fazer um trabalho mútuo, tornando-se uma incubadora que acelera o desenvolvimento de uma pessoa e a apontam numa determinada direção. Um ser humano aparentemente não quer contar com o que a natureza lhe permite colher de uma forma natural (ovos, frango, carne, grãos, frutas e legumes), mas cria condições favoráveis ​​artificialmente, ou seja, constrói um ambiente artificial. Então ela pode saber aproximadamente o que vai conseguir.

Ela pode ajustar a temperatura da incubadora para conseguir mais ovos e a humidade numa estufa para obter uma colheita maior. Do mesmo modo, ela pode criar um ambiente favorável para se desenvolver. Afetando o meio ambiente, ela consegue regular a direção do seu desenvolvimento e seus objetivos finais. Por muitas gerações, nós temos seguido o conselho dos Cabalistas para acelerar o nosso desenvolvimento por meio de um ambiente específico, sem esperar que toda a humanidade chegue à mesma compreensão embora pelo caminho do sofrimento terrestre.

Nesta sociedade específica há princípios, “Cada um deve ajudar o outro” e “O Criador habita entre o Seu povo”. Isso significa que só é possível estabelecer uma conexão com o Criador através de uma conexão com o ambiente que nos dirige ao Criador. Esta sociedade é construída sobre a base da igualdade e unidade, garantia mútua, como um homem com um coração. Assim, dentro desse coração unificado, nós vamos revelar o Criador.

É por isso que todo o nosso trabalho reside em nos ajustar corretamente, como um instrumento musical, de modo que não fiquemos fora de sintonia, mas procuremos realmente o Criador. Se nos unirmos com este objetivo e houver a Luz Refletida entre nós, ou seja, uma atitude altruísta, garantia mútua, preocupação com o próximo na construção do amor, então dentro disso nós revelaremos a força do Criador, conforme a força desta conexão. Assim, nós passamos por 125 níveis, da primeira conexão inicial até completar a unidade com o outro.

Assim, nós podemos ajustar o nosso vaso para a sensação do Criador e começar a senti-Lo dentro de nós. A Luz Direta é revelada na Luz Circundante, dando-nos uma sensação de vida no mundo superior: no campo da força de doação, em vez da força de recepção. Esta é a única coisa necessária para corrigir o vaso de uma pessoa, que a levará às relações corrigidas.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 31/05/13