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Ascender Acima Da Razão

Fé acima da razão” significa que uma pessoa deve levar ao limite a qualidade de doação, dentro de si mesmo, saindo de si. Fé é chamada de doação, a propriedade da Biná, a Luz de Hassadim. Quando eu estou num qualquer nível espiritual, em qualquer estado, eu expando a minha possibilidade de doação e amor. Isso é chamado de “fé”, que quando começa a predominar, prevalece sobre a propriedade de receber, sobre o egoísmo. A razão é que a Luz que recebemos preenche o nosso desejo egoísta. Mas fé é a propriedade de doação, a condição de avanço espiritual.

Depois da convenção em S. Petersburgo em 2013, eu ouvi de muitas pessoas “agora foi a primeira vez que sentimos ter alcançado realmente algo”. De facto, depois dessa convenção nós primeiro sentimos unidade, e não cada um por si mesmo, mas algo comum, algumas massas comuns ligando-se entre elas, fechando todos em si. Além do mais, nós descobrimos que há ligação entre o que aconteceu em nós e o que nós estudamos nas fontes principais (em parte, no Livro do Zohar, em parte dos artigos de Baal HaSulam e Rabash) sobre as condições de conetar uma pessoa dentro de um grupo, as condições da nossa unidade.

Tudo isto se tornou muito mais próximo de nós. Que parece ter confirmado com exatidão o nosso desenvolvimento. Isso significa que temos recebido novos conhecimentos. E como podemos agora seguir pela fé acima da razão adquirida?

Neste estado, claro, eu posso estar feliz por que fiquei convencido da correção do meu caminho: que eu tenho um professor que não me engana, que eu tenho as minhas dúvidas esclarecidas e resolvi alguns problemas. Mas eu caí no desejo de receber e tenho um pouco de Luz nesses desejos. Por outro lado, é bom que eu tenha alcançado isto, deve ser assim. Nunca devemos duvidar que tudo o que nós recebemos, e onde nós estamos é como deveria ser, e recebemo-lo do Criador. E agora outra questão se levanta: Como podemos ir mais longe?

De seguida, eu tenho que fechar os meus olhos a tudo o que recebi e avançar para a fé acima da razão: para passar ao próximo nível pelo facto de que eu não quero olhar aos conhecimentos adquiridos ou prestar atenção a tudo o que existe em mim hoje como prova da correção do caminho. Eu quero avançar em frente com os meus olhos fechados, apenas em prol da doação. Isto significa que eu não devo pensar que eu tenho a confirmação da evidência de que eu estou avançando no caminho correto ou se eu tenho confiança interior de que eu estou no grupo certo, com o professor certo ou não.

Se formos pela fé, as condições são completamente diferentes, o oposto da razão. Isto é, a qualidade de doação em oposto á propriedade de receção, uma vez que é a qualidade oposta do Criador em relação ao ser criado. Portanto, o próximo grau que temos que cobrir, para o qual devemos ascender, é compreender não pela nossa razão e não pela nossa confiança, mas pelo contrário, nós devemos elevar-nos a isso.

Ou seja, agora eu quero ir apenas para a qualidade da doação, sem prestar atenção a nada, apesar de tudo o que eu recebi durante a convenção, apesar da sensação que meu deu confiança, o fundamento da vida. Eu estou interessado apenas nisso, e eu quero entrar aí.

Da lição Virtual de 21/07/2013

O Elo Importante Na Cadeia

Dr. Michael LaitmanNós devemos entender que a descida é uma indicação da revelação da doença, a revelação do mal. Mal é quando não temos nenhuma conexão com o Criador, que está oculto em nosso ambiente, no grupo espiritual. Nossos esforços para devolver a sensação anterior de unidade devem se concentrar no Criador e não apenas na nossa conexão.

O Criador estava ausente de nossa intenção. Nós pensamos que poderíamos simplesmente nos conectar e, assim, alcançar tudo. Nós perdemos o último elo desta cadeia, o Criador. Agora devemos enfatizar este componente mais importante de acordo com a fórmula: “Israel, a Torá e o Criador”, e perceber o quanto ela é importante, pois sem ela não há nenhuma garantia mútua ou aliança; sem ela nada pode existir!

Agora nós temos a oportunidade de sentir o principal componente que está faltando, que sustenta tudo. Esta é a razão pela qual devemos perder gradualmente o sentimento de unidade e descer cada vez mais para baixo, só para perceber o quanto precisamos da força superior, que é responsável pela nossa conexão e que opera tudo. Se nós pensarmos no Criador, nós pertenceremos a Ele e Ele cuidará de tudo e terá certeza de que não vamos sair da Santidade.

Diz-se: “Por meus irmãos e meus amigos, eu vou falar de paz”. Por um lado, eu oro para que o Criador me ajude com os meus irmãos, e por outro lado, eu trabalho com meus irmãos, a fim de revelar a Criador, para alcançá-Lo e satisfazê-Lo. Isso significa que eu me preocupo tanto com o vaso como com o preenchimento.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 18/07/13Escritos do Rabash

De Onde Vem A Vida?

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa trazer o Criador para a nossa unidade?

Resposta: É a sensação de que é impossível manter essa unidade sem o Criador. Nós estamos gradualmente perdendo a unidade, uma vez que nos falta a causa de todas as causas, a única força que sustenta toda a realidade. Isso é o que precisamos!

Esta é a forma como a pessoa se sente neste mundo. Nós já devemos revelar o grande sistema que está fora de nosso parque infantil e entender como ele funciona, e como o Criador preparou tudo para nós. Isso é chamado de revelação do Criador.

Chegou a hora, depois de termos atingido e provado o sentimento de unidade. Agora nós temos que descobrir Aquele que criou e preenche esta unidade.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/07/13Escritos do Rabash

No Centro Do Vazio

Dr. Michael LaitmanHá uma força que opera dentro de nós, no desejo de receber, em toda a criação, em Malchut de Ein Sof (Infinito), e nosso objetivo é descobrir esta força. De repente nós começamos a sentir que existem certos vazios dentro de nós e que não sabemos o que fazer com eles. Não podemos preenchê-los por nós mesmos ou controlá-los. Este sentimento de desamparo e impotência se repete de tempos em tempos e se torna cada vez mais claro.

Nós entendemos que temos que resolver o problema, mas entendemos mais claramente que não podemos fazê-lo, já que transcende nossas forças. Nós passamos por diferentes sentimentos e estados e não podemos mantê-los. Nós podemos gritar aos amigos, tentar executar determinadas ações, mas nada ajuda.

Nós nos sentimos impotentes, como se enfrentássemos o destino e a força superior, e por isso entendemos que precisamos da presença da força superior, a força que opera todo o universo. Ela deve começar a operar e realizar o que não podemos fazer, controlar todos os espaços vazios que foram criados entre nós e nos quais sentimos que estamos nos afastando um do outro e que nossos sentimentos estão arrefecendo.

Parece que o Criador deve controlar este estado, já que não podemos mantê-lo. Essa demanda já nos concentra no Criador. É assim que nós adquirimos experiência e a consciência de que o vazio, o arrefecimento, o desapego, os espaços vazios criados que não existiam antes das descidas, são todos feitos para criar um novo espaço para o Criador.

Mais tarde, você sente que não há nada, exceto esses vazios! Toda a realidade que se revela em maior medida é, na verdade, um espaço vazio. Se o Criador não o sente, ele irá desaparecer, uma vez que você não tem controle. O único controle que você tem é obrigar o Criador a controlar.

Você está no centro da realidade, no ponto médio negro, e a realidade continua a se expandir. Este vazio desenvolve até as dimensões de todo o universo, engole você e você desaparece totalmente nele. A iluminação da Malchut vazia que nós sentimos é uma sensação muito assustadora. Então, você simplesmente deve ter esse vazio preenchido pelo Criador.

Assim, você agradece ao Criador por ter-lhe acordado a se aproximar, ao evocar o sentimento de desapego em você. Este é o estado que nos encontramos depois da Convenção. Se não quisermos que a Convenção termine, temos que manter o Criador, essa força operacional, neste quadro e tentar conectar “Israel, a Torá e o Criador são um” igualmente como três parceiros.

Nós nos esquecemos disso e achamos que a principal coisa é Israel, ou seja, nós. Mas se não nos preocupamos com as três condições, não somos chamados de “Israel!”. Nós queremos que algo aconteça em nossa unidade e pronto, mas o que está faltando é nos mantermos com força nestas três condições. Nós não sentimos o Criador, que deve estar entre nós, como uma raiz que temos que alcançar. Nós nem sempre nos lembramos da Luz que Reforma, da Torá que deve nos levar a amar. Além disso, nós devemos esclarecer o que exatamente significa o amor e em que medida é devoção mútua e devoção de todos nós para com o Criador.

Estas são todas as questões importantes que devemos processar e esclarecer. Seu esclarecimento para buscar constante onde Israel, que anseia pelo Criador, está na conexão entre nós. O que é o Criador pelo qual ansiamos? O que é a Torá e como ela age em nós? O que devemos fazer para que ela atue em nós, de modo que com sua doação descubramos a imagem do Criador entre nós e assumamos sua forma?

Nós temos que trabalhar nisso, e isso vai parecer mais vago, incerto e se desintegrar cada vez. O Criador vai nos deixar sentir cada vez mais isolados e nós vamos preencher o espaço vazio, o círculo maior e mais amplo, o vazio interior, com a Sua presença.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 19/07/13

O Que Falta É Sobretudo O Criador!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o significado de um vazio e como podemos obrigar o Criador a controlá-lo?

Resposta: Um vazio significa que eu não o controlo. O controle pode ser meu, como diz o Faraó: “Eu vou governar”, ou pode ser o controle do Criador. É um dos dois e não há uma terceira opção.

E vazio completo significa que eu me rendo, não posso fazer nada. Isto é o que aconteceu na Convenção, onde havia um sentimento especial de unidade, conexão e poder. Era um sentimento muito agradável de euforia, como se fosse espiritual. Mas, de repente, nós começamos a entender que era apenas uma sensação corporal que era simplesmente bonita e agradável.

É verdade que essa sensação foi interessante e poderosa e que sentimos juntos e todo mundo parou de sentir a si mesmo e desfrutou a sensação de ser incorporado nos outros, mas onde está a espiritualidade em tudo isso? A partir do novo estado, nós começamos a examinar as coisas e ver que talvez não houvesse nada de espiritual nisso, mas que estávamos apenas nos divertindo.

Isso significa que agora nós sentimos o estado anterior como um vazio, um vazio qualitativo. Nós entendemos que ele não era muito espiritual, já que a unidade de “Israel, a Torá e o Criador” estava ausente nele e, especialmente, o Criador. Nós descobrimos que devemos trazer a presença do Criador para este estado e preencher com Sua presença todos os espaços vazios que são revelados.

É como uma criança que recebe jogos cada vez mais complicados e desafiadores que a forçam a pensar e entender, conhecer e fazer perguntas. Ela deve desenvolver e penetrar as coisas e esclarecer o que está faltando e como preenchê-lo. Esta é a forma como ela avança.

Assim, uma queda não é uma descida, mas a revelação de áreas que são destinadas à satisfação espiritual. Nós temos que trabalhar para satisfazê-las. Primeiro nós temos que ver que não podemos controlar o sentimento nesses lugares de regressão. Mas antes disso temos que fazer todos os esforços possíveis, a fim de descobrir que somos impotentes. Se a conexão ainda for importante para nós, nós sentiremos que precisamos da ajuda do Criador.

Existem vários níveis aqui. Será que nós ansiamos pela mesma conexão que tínhamos antes ou somos gratos que nós não sentimos isso agora, pois precisamos da revelação do Criador agora?

Mas o que a “revelação do Criador” significa para nós? Será que nós a percebemos como a força de doação que nos obriga a ser mais dedicados aos demais, uma vez que por esta devoção nós damos mais prazer ao anfitrião? Este já é o processo de esclarecimento. Nós estamos num bom estado e temos que entender o processo. A principal coisa é ser tão grato pelo mal como pelo bem.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 19/07/13

Agora Já Existe Alguém Para Perguntar!

Dr. Michael LaitmanSe nós ansiamos por doação, nós temos que verificar a nós mesmos e quais são as nossas reivindicações, quão puras elas são, e que elas são sem a intenção de benefício pessoal. Nós temos que fazer isso agora, quando recebemos um desejo adicional, e temos que adicionar a força da intenção e a força da nossa concentração pelo trabalho. Nós temos que tentar chegar ao pedido certo, sem misturá-lo com os nossos pedidos particulares e com o nosso ego que já despertou em nós com o desejo de se beneficiar do trabalho que temos feito para o bem do nosso desejo de receber.

Tudo tem que ser focado apenas na doação, de modo que não vamos nem querer saber que doamos. A razão é que a verdadeira compreensão já é o nosso pagamento e a nossa recompensa. Nós queremos que todo o pagamento pelos esforços que fizemos seja destinado à doação. Assim, isso será uma verdadeira Luz de Retorno.

Nós temos que temer constantemente não receber nenhuma recompensa pelos nossos esforços, de modo que todas as nossas intenções e ações, a doação ao grupo e ao ambiente, e a nossa oração sejam todos externos ao nosso corpo. Nós temos que temer muito que isso não volte para nós e nos proteger disso. Assim, nós podemos construir um Masach (tela) acima de nós mesmos que primeiro nos protege da recompensa, de modo que isso não volte ao nosso desejo de receber.

Se nós pudermos fazer isso constantemente e termos certeza de que podemos manter a aliança com o nível anterior, sem pensar em receber, nós já podemos começar a fazer outro tipo de trabalho e ansiar em aumentar a nossa doação. Assim, nós podemos trabalhar em ambas as direções. Por um lado, nós protegemos o muro que não deixa qualquer benefício próprio entrar no nosso corpo, em nossos desejos. Por outro lado, nós aumentamos nossa doação fora de nós mesmos.

Na verdade, esta é a mesma direção, graças à qual a imagem daquele que doa é revelada em nós. É graças a essa proteção, que não permite qualquer benefício próprio, proteção acima dos nossos desejos pessoais, que os desejos começam a assumir novas formas e nos preocupamos em atingir a meta. Nós temos que protegê-los muito bem, de modo que não vão receber qualquer resposta de nosso trabalho a fim de doar.

Como resultado deste trabalho de restringir nossos desejos e ampliar o desejo de doar, nós começamos a formar a imagem daquele que doa dentro de nós, a imagem do Criador. Então nós já começamos a entender o que é doação e quais ações são altruístas. Nós começamos a reconhecer a força de doação como a primeira e elementar força, que revive toda a criação.

Então, nós já temos alguém para perguntar, a quem recorrer em nossa oração. Primeiro esta imagem sublime não existia em nós e nós costumávamos imaginar coisas diferentes sem qualquer base real. Agora, já existe uma base e a imagem pela qual podemos entender que “Israel, a Torá e o Criador são um só”. Já existe uma direção de nossa parte com relação à imagem de quem doa. É assim que a pessoa avança.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/07/13Escritos do Rabash

Seus Próprios Olhos Verão O Criador

Dr. Michael LaitmanRabash: “Apressa-te Meu Amado”: Portanto, quando a pessoa ora pelo geral, com esta oração ela se ocupa da doação. E quanto mais ela ora, mais o vaso de doação é formado na mesma medida, de modo que a Luz de doação, chamada de “misericórdia”, possa ser revelada.

Nós não sabemos como isso acontece. Nós só temos pensamentos perturbadores sobre nós mesmos e não podemos pensar em outra coisa. Nós lemos e ouvimos que temos que pensar no grupo, no ambiente, nos amigos, mas não temos o poder de fazê-lo.

Às vezes nós conseguimos, mas geralmente não. Nós podemos lembrar alguns minutos que devemos pensar nos outros, mas depois, de repente, encontramos algum problema pessoal que nos perturba mais do que qualquer outra coisa e nos desvia do amor do amigos, do Criador, e do mundo vindouro.

Nós vemos que o que nós passamos agora neste mundo, a necessidade de resolver um determinado problema que surgiu, é a coisa mais importante para nós. Às vezes, nós não conseguimos nos livrar de tais pensamentos por meses e às vezes estamos ocupados com eles há anos e eles nos causam muita dor.

É assim que o Criador nos ensina e revela o nosso verdadeiro estado. Ele nos dá o padrão exato com o qual podemos avaliar o estado em que nos encontramos: Que pensamentos e desejos nós temos, de que matéria eles são feitos, isto é, o que é exatamente o desejo de receber. Assim, nós aprendemos sobre a nossa matéria e quão profundamente imersos nós estamos em pensamentos perturbadores sobre nós mesmos que surgem um após o outro e constantemente nos ocupam. Nós continuamos nos voltando para eles e não podemos fazer nada sobre isso.

Às vezes, eles nos ocupam cada vez mais e nós estamos totalmente imersos em nossa preocupação com nós mesmos. Às vezes, essa pressão diminui e nós entendemos que todos esses problemas foram dados a nós de propósito, a fim de nos ensinar a resistir a eles e não para dedicarmos toda a nossa vida a eles. Às vezes, nós sentimos que todos estes problemas devem nos empurrar para outros pensamentos: sobre o objetivo da vida e seu significado, em vez de ficarmos imersos em nossas pequenas preocupações sobre a nossa existência corpórea. Afinal, nenhum desastre verdadeiro acontece.

Ainda assim, nós não podemos nos livrar desses pensamentos egoístas. É assim que o Criador ensina a pessoa e é sobre isso que se diz “apressa-te, meu amado”. Nós não sentimos mais a importância do Criador, a grandeza da meta. Nós acordamos preocupados no meio da noite com os nossos eternos problemas pessoais e não conseguimos nos livrar deles. Eles simplesmente não nos dão descanso.

Nós pedimos ajuda ao grupo, aos amigos, e não sabemos o que mais podemos fazer. Graças ao fato de que estamos entre amigos e participamos de suas atividades, finalmente compreendemos, depois de todos esses esforços, que tudo o que acontece é um jogo de Cima, por que temos que aprender que jogam conosco de Cima. Nós vemos que o Criador nos treina e quer nos revelar a importância suprema do desenvolvimento espiritual por fazê-lo.

De repente nós começamos a sentir que os pensamentos sobre os amigos são mais importantes para nós do que todos os pensamentos preocupantes sobre nós mesmos. Na base desses pensamentos nós podemos examinar e medir o quão importante é a meta espiritual, ou seja, a doação aos outros, pensar nos amigos e se preocupar com toda a humanidade. Isso é comparado aos pensamentos perturbadores que temos a oportunidade de avaliar se pudermos nos manter acima deles, na mesma medida, e nos preocupar com o bem dos outros e do Criador.

Nós entendemos que esse processo é essencial para que possamos, finalmente, compreender a importância de nosso progresso espiritual, da meta espiritual. Afinal de contas, a espiritualidade não tem forma, imagem; nós formamos o mundo espiritual por nós mesmos, como uma embalagem que é feita da intenção para doar acima da nossa vida corpórea. É como se nós mudássemos o mundo num mundo oposto e, assim, construíssemos o mundo espiritual.

É como se o mundo espiritual não existisse antes de nós o construirmos no que diz respeito à pessoa que o alcança. Acontece que é realmente acima dos pensamentos egoístas preocupantes sobre nós mesmos e lutando com os problemas que nós temos a chance de construir a forma espiritual que se realiza em nós. É por isso que se diz que “seus próprios olhos vão ver e não os olhos de um estrangeiro”. Só então aqueles que podem enfrentar todos os obstáculos e superá-los – e por eles aprender a construir a cobertura de doação acima de toda a nossa realidade corporal – irão transformar isso em nossa espiritualidade para ver o Criador.

Então, nós vemos que a vida não tem sentido por si só. Este mundo é apenas uma ilusão que foi criada de propósito para que fôssemos capazes de construir o verdadeiro e eterno mundo espiritual acima dela.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 17/07/13

A Força Do Desembarque Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Havia um sentimento na Convenção de que a cada segundo um pensamento, um desejo era renovado e crescia, e nenhum momento foi desperdiçado. Mas depois disso, quando precisamos adicionar mais àquela imagem do homem unificado que nós criamos, em vez de multiplicá-la, nós estamos perdendo o que conseguimos. O que nós podemos fazer quando sairmos para o mundo, quando nos tornarmos confusos e não pudermos preservar o antigo estado porque nossos pensamentos estão correndo em outras direções?

Resposta: Ao entrar no mundo exterior, vocês precisam estar numa tensão ainda maior, porque isso foi criado como um meio para aumentar o grau alcançado anteriormente. E se isso não funcionar, significa que você não se sente dentro do grupo.

Imagine que você é um explorador enviado por seus amigos para um território estrangeiro a fim de descobrir a situação lá. O que você dirá a eles quando voltar? Você vai ser como os exploradores que foram enviados para a terra de Israel e após o seu regresso disseram que não seríamos capazes de lidar com as pessoas que nela habitavam e seríamos derrotados pelo egoísmo?

Isto ainda é chamado de desenvolvimento pelo caminho do sofrimento, porque acontece nas condições da descida, alienação. Se você sente que despenca e gradualmente sai da santidade, isso significa que você já se desconectou da força superior. Para que você seja incluído no ambiente, é como se você se trancasse em um submarino, a fim de buscar a força superior com a qual vai conseguir a doação mútua, “Eu sou do meu amado e meu amado é meu”.

Porém, ao ser arrancado desta força superior, interna, você também sai do ambiente. Tudo está conectado por uma corrente: Israel, a Torá (grupo), o Criador. Já que você está separado do Criador, você também se torna excluído de Israel, porque você já não visa “direto ao Criador” (Yashar-El). Ao mesmo tempo, seu grupo se transforma de uma reunião de Cabalistas numa multidão de palhaços.

É um ponto crítico. Nós não podemos nos manter neste ambiente porque nele falta a força geral de doação, a revelação do Criador. Nós precisamos mantê-la com todas as nossas forças, tanto quanto possível. Caso contrário, não teremos a motivação, a razão, para chegar a este ambiente e nos conectar cada vez mais fortemente.

Você precisa trabalhar neste ponto, que ainda está confuso, concentrando a sua atenção nele, e gradualmente ele começará a se tornar claro. É como se ele não fosse visível e então começasse a emergir da confusão devido a várias outras razões, eventos, “de Suas ações Lhe conhecerei”.

Da 1ª Parte da Lição Diária de Cabalá 18/07/13, Escritos do Rabash

Causa E Efeito Trocam De Lugar

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos imaginar corretamente a necessidade da presença do Criador no vazio que se formou entre nós?

Resposta: É essencial que Ele controle esse vazio. Continuem explorando o espaço vazio e entrem nele mais profundamente. Se o Criador não controlar esse vazio, sem dúvida escaparemos de qualquer conexão com os amigos, de qualquer forma de doação.

Esta é toda a diferença entre as dez Sefirot do nível inferior e do nível superior. O que costumava ser a causa no nível inferior se torna o meio no nível superior. No estado anterior nós sentíamos conexão e união com os amigos, mas agora não sentimos isso. Portanto, nós precisamos que o Criador nos conecte. No próximo nível superior, vai acontecer o oposto: aqui eu preciso do Criador para permanecer conectado, de modo que Ele manterá o estado da Convenção para mim, e mais tarde toda a Convenção e todo o estado vazio que foi criado somente serão designados para revelar o Criador.

Esta é uma diferença qualitativa entre os níveis, quando Malchut do superior se torna Keter do inferior. É uma mudança de causa e efeito, o que significa que a razão com que a faço muda. É como uma criança que usa seus pais quando é jovem e quando cresce, usa a si mesma para ajudá-los. Outro exemplo é o convidado e o anfitrião, quando o anfitrião tenta fazer tudo por mim e me serve diferentes aperitivos, e se eu, o convidado, subo para um nível superior, retribuo ao anfitrião por toda sua bondade. A causa e o efeito trocam de lugar.

É por isso que nós nos sentimos vazios agora após o estado agradável que sentimos durante a Convenção. Lá, nós sentimos a conexão com os amigos e isso foi bom e agradável. Agora esse sentimento se foi, e nós queremos voltar para a mesma sensação. Mas o que pode nos ajudar aqui quando não podemos trazê-lo de volta e este sentimento esfria e desaparece. Somente o Criador pode preservá-lo, mas onde está Ele? Nós devemos sentir Sua presença.

Então, nós começamos a entender que não se trata de atrair o Criador para o nosso estado, para que Ele possa corrigi-lo, mas de usar este estado da revelação do Criador para dar satisfação a Ele. Nós não esperamos mais que Ele nos traga satisfação, mas usamos este vazio a fim de pedir que o Criador se revele, de modo que seremos capazes de dar satisfação a Ele.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 19/07/13

A Oração De Uma Pessoa Mostra Onde Ela Está

Dr. Michael LaitmanVocê só pode valorizar a si mesmo de acordo com o quanto o seu coração se preocupa com os outros: seu grupo, nossa sociedade global, e todo o mundo também. Você não pode obter isso de uma só vez, mas em etapas, embora no final isso deva se tornar a coisa mais importante para você.

Em primeiro lugar, você vai ver que o grupo é a coisa mais importante para você, e depois a nossa sociedade global e finalmente todo o mundo. Mas depois tudo vai se inverter: o mundo vai se tornar a coisa mais importante e a sociedade global, o grupo, e você mesmo serão apenas os meios para transmitir a Luz Superior ao mundo inteiro.

Portanto, você pode valorizar o seu avanço de acordo com o quão importante você considera todos os outros e se preocupa que todos devam conhecer e descobrir o Criador. Acontece que a oração é a indicação de onde uma pessoa está.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 16/07/13