Textos na Categoria 'Percepção'

Por Que Se Preocupar Com Esse Mundo Imaginário?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como isso se encaixa, que, por um lado, o mundo é imóvel e imaginário e, por outro lado, é necessário agir dentro dele, se esforçar, disseminar?

Resposta: Parece-lhe que ao sair para o público em geral você está se tornando incluído e sobrecarregado pelos desejos deles. Mas estes não são problemas deles, estes são seus problemas, você está apenas ouvindo sobre eles através de outra pessoa.

Você está incluído nas partes de sua alma. Você não vai ouvir nada do mundo que seja irrelevante a você. Não pode ser algo assim! Eles estão todos em você: o inanimado, vegetal, animal, e especialmente os seres humanos. Eles parecem a você como se estivessem fora; você os ouve, realiza todos os tipos de atividades com eles, a fim de trazê-los de volta para si mesmo.

Você nunca vai ouvir alguma coisa deles que não seja relevante para você. Eles são como células que precisam voltar para o seu vaso, mas agora eles parecem estar fora. Eles só parecem externos a você, devido à sua percepção obscurecida.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 08/04/14, Escritos do Rabash

Não Permanecer Com O Que Há

Dr. Michael LaitmanA pessoa que estuda e está envolvida com a sabedoria da Cabalá, com o método da correção, deve entender que está aprendendo a sabedoria. Existe uma abordagem completamente nova para compreender esta sabedoria, porque ela é recebida nos novos Kelim, órgãos de percepção, da pessoa.

Nós estamos em algum tipo de realidade que está cheia de infinitas cores, sons e influências que não são limitadas pela distância e o tempo, e que inclui em seu interior bilhões de formas de influência. Nós somos inseridos nessa realidade, mas compreendemos apenas uma pequena parte dela de acordo com os nossos sentidos limitados. Ela está aqui e nós não a sentimos.

Tudo isso vai ser mudado dentro de nossas sensações. Os meios de absorção serão alterados e vamos nos sentir numa nova realidade. Isso só funciona desta forma.

As pessoas pensam que o que elas leem em artigos e o que ouvem nas aulas deve chegar a elas de fora. Nada virá! A mudança deve acontecer dentro de mim e isso só acontece conforme os meus esforços, e assim eu sinto que estou num lugar novo. Eu vou criar para mim e imaginar algum tipo de nova forma de todo o Olam Ein Sof (mundo do Infinito).

Isso significa que eu espero que a mudança aconteça em mim e não fora de mim. Este mundo imaginário é o inanimado, porque nele, as coisas aparentemente mudam à nossa volta. No mundo espiritual, não há nada como este “que nos rodeia”. Lá eu imediatamente sinto que tudo depende de mim, das minhas características e o que acontece nelas.

Isso significa que eu sinto como os meus Kelim são mudados, e de acordo com isso, a compreensão dentro destes Kelim. Eu pesquiso, testo e aprendo tanto isso como aquilo, e disso surge a sabedoria da Cabalá.

Assim, é necessário esperar mudanças internas, e não que algo aconteça fora. Não há nada a esperar de fora, mas apenas dentro da pessoa. Isto é muito importante. Isto é porque nós podemos esperar que o estado mude, seja corrigido, mas se não estivermos preocupados com nossas mudanças internas, vamos ficar com o que há.

A pessoa deve sempre explicar para si mesma que não há outras mudanças além de mudanças internas e que não existe um mundo novo, mas apenas uma nova compreensão dentro de si mesma de acordo com as novas características que ela adquire.

Da 4ª parte da Lição diária de Cabalá 08/04/14, Escritos do Rabash

Perguntas E Respostas Em Ambos Os Lados Da Machsom

Dr. Michael LaitmanO ponto do qual esta pergunta é feita é muito importante. Uma pergunta simboliza a sua conexão a um fenômeno e sua capacidade de esclarecer sua origem. Eu não acho que você esteja num estado onde possa encontrar a resposta certa para uma determinada pergunta. Isso não pode acontecer abaixo da Machsom.

Toda a realidade vem de Cima e é tudo acima da Machsom. Abaixo da Machsom, há o mundo fictício. O que vemos aqui é uma réplica corrupta e distorcida do mundo espiritual, segundo a qual é impossível entender qualquer coisa. Esta é a sua percepção no momento, assim como todas as outras pessoas que anseiam em preencher seus desejos corporais por comida, sexo, família, dinheiro, respeito e conhecimento.

Por outro lado, você aprende que a doação é uma coisa boa. Por um lado, você faz uma pergunta e, por outro lado, quer encontrar uma resposta. Isto não irá funcionar até que a imagem seja estabilizada como uma imagem unificada: ou deste lado da Machson ou no outro lado da Machson, mas é impossível perguntar de um lado sobre o que acontece no outro lado. Por isso, é impossível responder a tais perguntas.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/03/14, O Zohar

O Firmamento, Os Justos, E O Fim Da Correção

O Livro do Zohar, Capítulo “Beresheet” (Gênesis), item 379: Na passagem “e o Todo-Poderoso criou o firmamento”, refere-se ao mais alto firmamento, Atzilut. No entanto, o que está estabelecido em Atzilut é formado e se espalha para baixo em todos os níveis de BYA, até o fundo do mar mais baixo.

Pergunta: O que é o firmamento?

Resposta: O firmamento é um limite para que a criação possa subir e mesclar com o Superior, e não acima disto. Acima do firmamento existem vasos (Kelim) que a criação pode receber, mas vivemos no espaço entre o céu e a terra, em AHP.

Pergunta: Ao atingir a justificação completa do Criador, se alcança um estado chamado de “justo completo” e torna-se o firmamento, que conecta o mundo superior com o inferior. É isto mesmo?

Resposta: O justo é aquele que está no nível do firmamento. Ele revela doação que flui através dele.

Pergunta: O criador é a propriedade de doação? [Leia mais →]

Amaleque É Arrogância, Condescendência E Orgulho

Dr. Michael LaitmanÊxodo (Tetzaveh), “Luz e Sol”: Diz-se no Midrash e Rashi diz (sobre Amaleque), a quem vocês encontraram em seu caminho, que deriva da palavra “frio”, o que significa que  pagaram o fogo de seu amor e o esfriaram, já que inicialmente estavam aquecidos e entusiasmados em seu amor um pelo outro.

E como eles os esfriaram? Pela arrogância e o orgulho, porque Amaleque significa arrogância, condescendência e orgulho. A principal coisa que leva alguém a amar o seu amigo é quando cada um vê que é baixo e desprezível, sempre encontrando falhas em tudo o que faz, e vê a justiça de seu amigo e de suas ações e que este é grande aos seus olhos, e por isso ama o amigo e está unido com ele.

Mas se ele pensa que é grande e se sente orgulhoso, com isso vê as falhas do seu amigo, e assim o odeia, pois seu amigo parece muito baixo para ele. Amaleque resfriou o calor e o entusiasmo que Israel sentia antes, de amar uns aos outros.

A característica marcante do desejo de receber que é imediatamente revelada é o orgulho. A raiva e a arrogância são atributos adicionais. Mas o orgulho é especial porque ainda pode ser revelado de forma oposta, quando uma pessoa tem o orgulho por ter se humilhado. Assim, o orgulho é o principal sinal do desejo de receber.

Orgulho não significa sentir que eu sou maior, superior e mais forte do que os outros, mas pensar que em qualquer um dos estados que encontro na vida, é alguém que tem que mudar e não eu mesmo, ou seja, que algo que é externo a mim tem que mudar e não eu mesmo. Acontece que se eu vejo algo negativo, eu atribuo essa deficiência ao Criador, uma vez que somente Ele existe, exceto para mim.

Se uma pessoa tem um desejo ou uma inclinação para mudar alguma coisa externa, isso é chamado de orgulho e significa o desejo de receber. Nós podemos aprender muito com isso, pois há algo para filtrar e esclarecer em todos os níveis.

É uma percepção dividida: a maneira como parece para mim e a maneira como parece para os outros, como se eu existisse e eles existissem, e em torno de mim houvesse um grande mundo cheio de pessoas. Mas, na verdade, eu me comunico com meus próprios atributos e não com os outros. Este é o lugar onde há uma abertura para outro nível de percepção. Assim, a iluminação de Amalek, que é para receber, que é mais claramente revelada como Hamã, em seu nível máximo, é uma grande festa para os judeus, ou seja, para aqueles que querem alcançar a unidade, unir-se como uma só nação, porque é o último obstáculo para chegar à unidade de todas as partes quebradas da alma.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 16/03/14

O Que É Um Nome?

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é um nome?

Resposta: Um nome é como chamamos certo fenômeno da forma mais apropriada. Existe a Luz e o vaso, dois fatores que são revelados um pelo outro, e sua aparência comum leva à expressão chamada “nome”. Nós não sabemos o que é a Luz; nós não a entendemos ou sentimos. Nós só sentimos a ação do vaso que é oposto a sua natureza: o vaso, o desejo de receber, é subitamente revelado na forma de um desejo de doar, e assim nós vemos a doação acima da recepção.

Estas duas forças opostas criam certa forma ao se conectar de certa maneira, a qual é chamada de nome. A forma em si é o nome, embora em nosso mundo, na minha mente, no meu computador, o nome já esteja escrito de uma forma diferente de acordo com o meu software, de acordo com os meus códigos. A forma em si é realmente o nome do estado que é criado pela cooperação mútua entre a Luz e o vaso.

O nome é em relação àqueles que recebem, o que significa que eu tenho que me adaptar a certo fenômeno de uma determinada maneira e, em seguida, de acordo com a forma que está adaptada ao fenômeno, eu chamo o fenômeno pelo nome. Eu não sei o nome do fenômeno geral, mas posso chamar parte dele de acordo com o meu vaso, de acordo com o meu nome. Portanto, quando eu digo algo sobre alguém, não estou falando de mim ou dele, mas da extensão da minha realização disso.

Nós devemos levar isso em conta. Nós nunca aprendemos o fenômeno em si, mas apenas no que diz respeito à pessoa que o alcança. Então, quando eu alcanço alguma coisa, eu não digo que é algo específico, mas que eu alcanço o fenômeno porque a minha realização é sempre de acordo com os meus vasos, de acordo com a equivalência de forma com uma parte do fenômeno geral que não é familiar para mim.

Nós existimos num universo, mas agora começamos a alcançar que existem infinitos outros universos. Nós, no entanto, alcançamos apenas parte dele e o chamamos de universo. Assim, o nome nunca é o fenômeno em si, mas apenas a parte que eu alcanço.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/03/14, Escritos do Baal HaSulam

Medindo O Mundo Perfeito Com RéguasTortas

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como você justifica o Criador? O que está incluído neste processo?

Resposta: Justificar o Criador significa calibrar-se corretamente na direção da verdadeira percepção da realidade. Apesar de não vermos ou sentirmos desta forma, queremos sentir.

Vamos supor que eu tenha uma régua torta e constantemente meça tudo dessa maneira torta. Agora eu quero endireitar esta régua à força, de modo que todas as minhas medidas e meus cálculos sejam de acordo com uma régua em linha reta.

A régua reta é a condição de que o Criador é bom e benevolente e que tudo o que eu vejo é o mundo de Ein Sof (Infinito), um mundo ideal maravilhoso que é o melhor mundo que possa existir. O que quer que eu veja de forma diferente é uma indicação da diferença entre a minha percepção corrupta e fictícia e a percepção correta, a qual ainda me falta. Mas se eu fizer um esforço para atingir a imagem correta, a revelação da força infinita do bom e benevolente, que não há outro além Dele, eu executo uma correção em meus sentidos, eu os calibro para que eu possa perceber a realidade corretamente.

Então, de repente, eu vejo uma imagem totalmente diferente! Eu era simplesmente vesgo e por isso o mundo parecia distorcido, e agora vejo a sua verdadeira forma. Eu calibro minha ferramenta que não está calibrada, a fim de ver que o Criador é bom e benevolente. Toda a distorção era somente em meus sentidos e não no Criador quem eu pensava ter criado um mundo mau. É por causa das minhas corrupções que eu via que o mundo perfeito de Ein Sof é tão corrompido. Mas, graças à correção, eu me aproximo da verdade e alcanço a adesão com o Criador, em concordância com Ele.

Esta é a única coisa que devemos fazer: corrigir nossa percepção. A sabedoria da Cabalá é a revelação do Criador aos seres criados neste mundo, mas como você pode revelá-Lo neste mundo? Nós pensamos que este mundo é onde estamos até morrer. Isso não é exatamente assim, mas sim um conceito muito mais profundo.

A revelação do Criador neste mundo significa que devemos descobrir e ver o mundo de Ein Sof acima da imagem deste mundo. Esta revelação é o resultado de nossos esforços: no momento em que eu realmente quiser ver o Criador como o absoluto bom e benevolente, Ele será revelado. Até lá estaremos pedindo nossa correção e a Luz virá e resolverá tudo.

Comentário: Uma pessoa geralmente entende que tudo vem do Criador, mas pensa que é impossível compreender e justificá-Lo.

Resposta: Não, nós realmente chegamos a compreender o Criador, a justificar, revelar, medir e atingir toda a percepção e sabedoria. Isso é realmente o que chamamos de revelação do Criador aos seres criados, que deve preencher todas as células de uma pessoa, tanto as emocional quanto as mentais.

Da preparação para a Lição Diária de Cabala 07/03/14

Universo De Einstein

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (da Nature): “Um manuscrito que permaneceu despercebido pelos cientistas durante décadas revelou que Albert Einstein uma vez se envolveu com uma alternativa para o que hoje conhecemos como a teoria do Big Bang, propondo em vez disso que o Universo se expandiu de forma constante e eterna. O trabalho recentemente descoberto [ele foi guarado à vista nos Arquivos Albert Einstein em Jerusalém] escrito em 1931, é uma reminiscência de uma teoria defendida pelo astrofísico britânico Fred Hoyle quase 20 anos mais tarde. Einstein logo abandonou a ideia, mas o manuscrito revela sua contínua hesitação em aceitar que o universo foi criado durante um único evento explosivo”…

“O manuscrito foi provavelmente ‘um esboço que começou com entusiasmo sobre uma ideia pura, e logo foi abandonado, na medida em que o autor percebeu que estava enganando a si próprio’, diz o cosmólogo James Peebles, da Universidade de Princeton, em Nova Jersey. Não parece haver nenhum registro de Einstein ter mencionado estes cálculos novamente.

“Mas o fato de que Einstein experimentou o conceito de estado estacionário demonstra sua contínua resistência à ideia de um Big Bang, que ele primeiro achou ‘abominável’, embora outros teóricos tivessem demonstrado que é uma consequência natural de sua teoria geral da relatividade”.

Meu Comentário: Embora em minhas palestras eu sempre mencione o Big Bang como o ponto de partida do início do nosso mundo, tudo o que nós estudamos é visto apenas em relação ao homem, ao observador, que, neste caso, sente e percebe o que é sentido “em si mesmo”, em suas propriedades e, portanto, é preciso falar não sobre o mundo à nossa volta e suas mudanças, mas sobre a mudança da nossa “percepção dentro de nós mesmos” e suas mudanças, na medida em que novos Reshimot se manifestam em nós. Veja a percepção da realidade na “Introdução ao Livro do Zohar“.

Deus Não Joga Dados

Dr. Michael LaitmanOpinião (Alan Lightman, físico norte-americano, professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, e autor do best-seller internacional Einstein’s Dreams): “Se a quantidade de energia escura no nosso universo fosse apenas um pouco diferente do que realmente é, então a vida nunca poderia ter surgido. Um pouco mais, e o universo teria acelerado tão rapidamente que a matéria no universo jovem jamais poderia ter se reunido para formar estrelas e, portanto, átomos complexos transformados em estrelas. Indo para valores negativos de energia escura, um pouco menos e o universo teria desacelerado tão rapidamente que teria entrado em colapso antes que houvesse tempo de formar até mesmo os átomos mais simples.

“De todas as possíveis quantidades de energia escura que o nosso universo poderia ter, a quantidade real reside na pequena porção do intervalo que permite a vida. Há pouca discussão sobre este ponto. Isso não depende de suposições sobre se precisamos de água líquida para a vida ou oxigênio ou particulares bioquímicas. Depende somente da exigência de átomos. Como antes, a pessoa é obrigada a fazer a pergunta: Por que ocorre tal ajuste fino? E agora muitos físicos acreditam na resposta: o multiverso. Pode existir um grande número de universos, com muitos valores diferentes da quantidade de energia escura. O nosso universo em particular é um dos universos com um valor pequeno, o que permite o surgimento da vida. Nós estamos aqui, então o nosso universo deve ser tal universo. Nós somos um acidente. Da loteria cósmica contendo zilhões de universos, nós conseguimos por acaso atrair um universo que permitisse a vida. Mas, novamente, se não tivéssemos tirado tal bilhete, não estaríamos aqui para refletir sobre as probabilidades”.

Meu Comentário: Por que que uma pessoa precisa inventar muitos universos, aleatoriedade, etc., se a cada dia nos tornamos mais convencidos de que “Deus não joga dados”, e tudo é lógico e interconectado?

Ondas Que Se Propagam Do Mesmo Centro

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós vamos estabelecer o estado de embrião e o útero que ele precisa pela conexão entre nós?

Resposta: É uma nova fase do nosso desenvolvimento que começou como resultado do nosso progresso. Quanto mais forte a conexão entre nós, mais isso pode ser revelado a vocês. Afinal, o que eu revelo a vocês é só por causa do nosso trabalho futuro.

Nós vemos que o mundo é feito de duas forças, duas metades: a parte interna, que sou eu, e a parte externa, que é o grupo. Assim, o grupo se torna a parte interna e todo o mundo se torna a parte externa. Essas ondas se espalham e se afastam cada vez mais do centro. Assim, cada vez você pode estabelecer formas mais e mais avançadas do embrião espiritual e no útero espiritual.

Primeiro eu era um embrião e o grupo o meu útero. Depois, eu e o grupo nos conectamos num todo e nos tornamos o embrião, enquanto tudo o que está ao nosso redor se torna um útero, que é o grupo maior, que é toda a humanidade.

Os termos interno e externo constante se expandem. Primeiro eu era considerado a parte interna e o grupo era a parte externa, depois o grupo e eu nos tornamos a parte interna e toda a humanidade se tornou a parte externa. É como níveis que se dobram um no outro. O mundo inteiro está dividido em duas partes: uma parte interna e uma parte externa. A parte interna é chamada de Israel e a parte externa é chamada de nações do mundo.

Nós temos que pensar constantemente em como estabelecer esses conceitos. Nós temos que estabelecer até mesmo o conceito de humanidade, já que agora ela não tem forma. Se nós chegamos a um estado em que nos tornamos um grupo, nós nos tornamos um embrião com relação à humanidade que deve ser o nosso útero, e nós começamos a trabalhar com ela.

O embrião espiritual constrói o útero por si só! Afinal de contas, nós ascendemos de baixo para cima e estabelecemos o nível superior por nós mesmos. Portanto, o Criador é chamado de Bore, “venha e veja” (Bo-Re). Nós temos que estabelecer tanto a forma da humanidade e o Criador com o nosso trabalho de baixo para cima.

Nós devemos sempre manter essa imagem do mundo. Ela deve se tornar a nossa percepção constante da realidade, a imagem da vida, a nossa filosofia, os óculos através dos quais vemos o mundo. Quando eu estou no grupo, eu percebo a mim mesmo em relação ao grupo. No entanto, quando eu saio para disseminar, eu percebo a mim mesmo juntamente com o grupo com relação a toda a humanidade.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 13/02/14, Escritos do Baal HaSulam