Textos na Categoria 'Percepção'

Uma Ocupação Obrigatória Que É Controlada Pelo Destino

Dr. Michael LaitmanPergunta: Algumas pessoas fazem tatuagens das três letras dos nomes sagrados porque supõem que cada nome tem o seu próprio poder único. Isso é eficaz? Será que a pessoa escreveu uma “receita” para o sucesso para si mesma?

Resposta: Como isso vai ajudar a sua vida se você escreve uma receita com três ingredientes em si mesmo, por exemplo: dez gramas de sal, cinco gramas de pimenta, e um litro de água? Você tem que fazer o bolo e não apenas escrever a receita.

Esta receita deve ser feita extraindo poderes da alma, descobrindo o que a água, o sal, especiarias, farinha e fermento são: todos os ingredientes necessários para preparar um bolo. Eles devem ser encontrados dentro, juntados corretamente e bem misturados.

E enquanto você está preparando essa mistura, você não vê nada de bom nela, já que precisa colocá-la no forno, e este não é um processo simples! Só depois de colocar essa mistura despretensiosa no forno é que ela vai começar a virar um belo bolo. Então você pode cobrir com mel ou chantilly.

Pergunta: Será que eu entendi corretamente, que isso não se refere apenas a uma tatuagem, mas de ornamentos ritualísticos e quadros na parede? Se eu mesmo não preparar o meu bolo, nenhum dos vários acessórios mágicos vai me ajudar? Mas eles não vieram da sabedoria da Cabalá?

Resposta: Isso é construído na percepção das pessoas dessa maneira. É como comprar um diploma de outra pessoa. Um amigo acaba a escola, recebe um diploma, e você o fotografa, escreve o seu nome nele e pendura-o na parede. Será que isto vai ajudá-lo?

Você não pode ir para uma universidade e se tornar um especialista com este diploma. Você só está enganando a si mesmo que você tem algo.

Pergunta: Como a Cabalá realmente me ajuda a mudar o meu destino?

Resposta: Em primeiro lugar, se você quer mudar o seu destino, cabe a você aprender. Nenhuma habilidade singular é necessária para isso. Está escrito: “Não é o sábio que aprende”. Isto é para todos. Se for o destino da pessoa, ela deve estudar Cabalá!

Nós chegamos a uma situação nesta geração em que todos devem aprender a mudar seu destino. É impossível escapar disso. Se você fugir, você vai ser pego pela orelha, com a ajuda da polícia e dos tribunais, e vai se sentar na sala de estudo.

De KabTV “Uma Nova Vida” 21/12/14

Um Livro Cabalístico Abre O Mundo Superior

Dr. Michael LaitmanA Cabalá é uma ciência muito importante, que inclui todas as outras ciências. Ela explica a uma pessoa como agir depois que completamos o nosso desenvolvimento neste mundo.

Hoje nos encontramos nesta exata situação, tendo esgotado o nosso desenvolvimento egoísta que resultou num beco sem saída. Portanto, a ciência da Cabalá está sendo revelada para que possa nos ajudar a reviver, começar uma nova vida, e passar para o próximo nível de existência.

Todas as conquistas do nosso mundo não podem nos ajudar nisso, pois elas atuam somente neste plano terrestre. É necessária uma ciência diferente, a fim de subir para o próximo nível e continuar esta vida.

A Cabalá é a ciência que não pertence ao nosso mundo. Ela é projetada para colocar toda a humanidade num elevador que a leva para o próximo andar, onde nós começamos um novo desenvolvimento. O próximo andar não é onde a matéria se desenvolve e não faz mais parte do nosso mundo. Este é o verdadeiro desenvolvimento dos sentimentos e da mente, que se relacionam com os nossos sentimentos mais íntimos e não com o corpo físico.

Este é um tipo de desenvolvimento onde nós gradualmente perdemos o sentido do nosso corpo e começamos a existir em outra dimensão onde não existem corpos. Nós não os sentimos porque eles desaparecem da nossa percepção. Nós não precisamos mais de corpos físicos, porque agimos de dentro de nossos sentimentos e mente, sem o envolvimento desta matéria bruta do corpo.

Esta abordagem parece incompreensível para uma pessoa comum, mesmo que nossas imaginações sejam bastante desenvolvidas graças a Hollywood e romances de ficção científica. Tudo isso não apareceu por acaso, mas, a fim de nos preparar para a sabedoria da Cabalá e sermos capazes de compreender a sua sabedoria.

Por isso, os Cabalistas mantiveram a Cabalá em segredo por tanto tempo quanto a humanidade precisasse para que todas as gerações estivessem prontas para isso. A Cabalá foi revelada 5775 anos atrás pela primeira vez por Adão, o primeiro Cabalista.

Todos os milhares de anos, desse momento até a nossa geração, os Cabalistas mantiveram a sabedoria da Cabalá em segredo só dentro de seu círculo interno e não revelaram amplamente o seu conhecimento. Isso foi semelhante aos meus pais que não quererem que eu leia seus livros de medicina como uma criança, porque estes eram muito avançados para minha idade.

Os Cabalistas são os cientistas que estudam esta ciência, atingem o que ela diz, e aprendem a usá-la, e, ao mesmo tempo, buscam pessoas em seu ambiente, aptas para tal estudo. E se houvesse uma pessoa assim, eles calmamente a testavam, conversavam com ela sobre a vida de forma filosófica, a fim de descobrir se ela estava pronta e interessada ​​em tais coisas. Se eles vissem um homem interiormente maduro e atraído ao tema, eles começavam a ensiná-lo.

Portanto, a sabedoria da Cabalá foi passada de geração em geração. Os Cabalistas também escreveram livros em segredo. E mesmo se não escondiam os livros, o texto Cabalístico era criptografado de tal forma que uma pessoa não poderia compreendê-lo se não tivesse o código apropriado, ou seja, se não soubesse como se relacionar com o livro, sobre o que ele fala, como se associa com a pessoa, e o verdadeiro significado quando este mundo e o outro mundo são mencionados.

Os livros Cabalísticos são escritos na linguagem dos ramos que apontam para as raízes espirituais, mas a pessoa pensa que ele fala sobre este mundo. Mas, isto não se refere ao plano deste mundo e a pessoa dentro dele. Nós estamos falando de poderes superiores, e não de coisas materiais.

Se os Cabalistas não nos tivessem dado a chave para a leitura e compreensão correta desta ciência, mesmo abrindo o livro, a pessoa ainda não entenderia o que lê. Ela pensaria que a Cabalá fala sobre animais e plantas. Algumas palavras que têm sido utilizadas são: relação sexual, abraço, beijo, forças masculina e feminina, e parto. Pode-se pensar que se trata de algum tipo de sensualidade.

Depois o livro fala do céu e da terra, espíritos, demônios, anjos, e diferentes forças espirituais. As pessoas ignorantes que se deparam com esses livros poderiam construir toda uma teoria mística em torno disso. Eu ouvi tais histórias sobre Cabalá e me perguntava como esse homem em particular poderia fantasiar tanto. Mas essas pessoas acreditam seriamente no que elas dizem sobre a Cabalá, usando diferentes nomes do Livro do Zohar.

Se uma pessoa não recebe o conhecimento um professor de Cabalá decente que lhe dá todas as chaves para esta ciência, ela não será capaz de abrir e entender corretamente o livro. Isso só vai confundir a pessoa. “Abrir o livro” significa estar conectado com o que está escrito dentro dele. Para cada pessoa, o livro deve ser um mundo aberto, o mundo superior.

De KabTV “Uma Nova Vida” 18/12/14

Um Vôo Para O Espaço Interior

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como uma pessoa pode entender a grandeza do Criador e Sua providência?

Resposta: Todo o objetivo da criação é a revelação do Criador aos seres criados, a fim de fazer-lhes bons. O Criador faz os seres criados bons, revelando-Se a eles e, preenchendo-os. O Criador está vestido no ser criado, o que significa que a Luz de Hochma está vestida na Luz de Hassadim.

Mas será que nós sabemos como avançar em direção à revelação do Criador? Com quais atributos nós procuramos por Ele e em que direção devemos avançar? Como podemos ter certeza de que não nos afastamos do caminho certo? Nós temos que estar estabilizados para fazer isso. Se eu estivesse no espaço sem saber onde eu estou, eu iria encontrar o meu caminho de acordo com as estrelas.

É o mesmo no trabalho espiritual. Nós não podemos dizer nada sobre qualquer fenômeno, resultado, força, ou atributo se não o medirmos em relação a algo. É importante certificar-se em relação a que nós podemos medir algo.

Por exemplo, nós podemos avaliar o comportamento dos animais que se devoram uns aos outros e isso parece muito cruel para nós. Mas a questão é que nós avaliamos isso de forma errada, em relação aos sentimentos humanos. É por isso que chegamos a conclusões erradas. É o mesmo em relação a qualquer fenómeno.

O problema é como devemos avaliar cada fenômeno. Isto é importante tanto na espiritualidade como no nosso mundo, e a fim de avaliar os fenômenos, nós usamos ferramentas como bússolas, medidas e unidades específicas para medir distâncias, peso e frequências diferentes. A humanidade criou estes sistemas de medição para determinar e medir fenômenos diferentes.

Antes da invenção dos sistemas de medição, era muito difícil para as pessoas se comunicarem. Se eu quisesse trocar minhas galinhas pelo seu jumento era difícil medir quantas galinhas valia o burro. Hoje nós temos dinheiro para isso.

Uma precisão cada vez maior de diferentes medidas nos permite medir atributos diferentes. É exatamente assim que eu crio um filho, ensinando-o a ver a si mesmo no que diz respeito ao seu ambiente, a fim de que ele tenha a orientação correta em relação ao espaço, os móveis da sala, seus pais, as outras crianças, e a si mesmo.

Quando nós entramos no mundo espiritual, não temos meios para senti-lo. É porque não temos um padrão e não sabemos de que forma devemos mudar a nós mesmos e o que devemos fazer com nossos atributos.

Portanto, é impossível existir apenas pela força positiva. Por isso, nós precisamos usar as duas forças em conjunto. Esta é a razão de existir sempre luz e escuridão. É impossível ver qualquer coisa em contraste com uma luz e também é impossível ver algo no escuro. A única maneira de ver algo é no contraste entre luz e escuridão. Este princípio é verdadeiro em todos os aspectos.

Assim como uma criança pequena começa a reconhecer atributos e diferenças através de seu ambiente próximo e a gradualmente aprender como estabelecer conexões cada vez mais amplas até que ela conhece toda a humanidade, assim nós também estabelecemos conexões entre nós no grupo e começamos a conhecer o mundo espiritual.

É impossível fazer isso de qualquer outra forma. O Criador é revelado no grupo, nas relações entre nós. Se nossas relações são egoístas, não existe um padrão de medida, uma vez que existe apenas uma força agindo, que é uma ajuda contra nós. Nós também precisamos da força oposta. Quando eu desenvolvo a força de doação e começo a agir contra a força de recepção, eu posso começar a virar e me controlar e medir o desvio.

De acordo com a sabedoria da Cabalá, assim como em qualquer outra ciência, o principal é a medição: NRNHY, KHB ZON, Partzufim, os níveis, Hassadim e Hochma. É tudo baseado em medições, quando diferentes coisas são comparadas e, assim, novos fenômenos são descobertos.

Está escrito: “Não farás para ti outros deuses”, o que significa que diferentes formas intencionalmente aparecem diante de nós para que possamos ser capazes de medir e formatar o Criador em relação a elas.

Quando a Luz de Ein Sof (Infinito) preenche Malchut de Ein Sof, ela não deixa uma sombra dentro dela e tudo é totalmente preenchido com a Luz branca. É apenas graças ao fato de que a fase quatro, que se torna grosseira, aparece dentro dela e se vê como oposta à Luz. A partir dessa oposição, nós podemos começar a medir as coisas.

Portanto, não podemos gerir sem “outros deuses”, embora eles sejam fictícios e uma mentira e não existam realmente. Mas nós precisamos deles, a fim de medir as coisas em relação a eles. É assim que o Criador joga conosco. Esta é a razão Dele ter criado a inclinação ao mal e a Torá como tempero, “uma vez que a Luz nela reforma”.

Assim, nós temos 613 desejos, e oposto a eles há 613 luzes pelas quais nós adquirimos nossos sentidos. Se houver 613 luzes que preenchem 613 desejos, nós temos 613 elementos com os quais medir. Nós podemos avaliar e esclarecer muitos conceitos próximos e distantes no que diz respeito a cada desejo e à luz no seu interior. Nós podemos descobrir em que direção eles operam, seja na direção de Hassadim ou Hochma, doação ou recepção.

Acontece que depois de corrigir o nosso desejo para a intenção a fim de doar, de acordo com o princípio de “a vantagem da Luz sobre as trevas”, nós temos a chance de conhecer o Criador, a Luz de Ein Sof. Outros deuses derivam do Criador, de modo que devemos conhecê-los e nos estabilizar, utilizando-os. Sem eles, não há nenhuma maneira de podermos conhecer a força superior, Aquele que é “não há outro além Dele”.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/12/14, Shamati # 15

Música Que Atrai A Pessoa Para A Conquista Do Mundo Superior

Dr. Michael LaitmanPergunta: Para mim, as “Melodias dos Mundos Superiores” é uma série única. A experiência espiritual inigualável que a pessoa sente quando realiza essa música pode ser comparada a um arco-íris, que é singular, mas ao mesmo tempo produz uma variedade de cores diferentes e deixa uma gama muito ampla de emoções, impressões musicais e experiências.

O que é essa música? Como ela se torna integrada ao mundo e à realização espiritual geral de uma pessoa?

Resposta: A música preenche o mundo inteiro. Na superfície do globo, não há lugar onde uma pessoa não se expresse com algum tipo de som. Mesmo os animais cantam, murmuram e ecoam em diferentes vozes, expressando felicidade, amargura, medo e sofrimento. E tudo isso é música, uma expressão de emoções internas.

O mundo está cheio de melodia. Mesmo quando você olha para o céu, as estrelas e o universo, você sente que eles estão cheios de harmonia. E a música é a harmonia.

Em nosso mundo, há muitos tipos de estilos musicais e várias expressões da música. Pessoas de todas as nações do mundo e em todos os períodos históricos têm usado uma variedade de formas musicais ou determinados tipos de convenções externas de comunicação que expressam suas emoções internas.

Mas, além da música terrena usual que compositores ao longo de todos os momentos e as sociedades criaram, há a música espiritual que uma pessoa experimenta quando não está falando sobre a felicidade e sofrimentos terrenos, mas sobre as emoções que sente em alcançar o mundo superior, o poder superior, o Criador. Ao longo da história humana nós tivemos mestres espirituais únicos que marcharam ao lado de humanidade, mas em paralelo a isso ou acima disso. Eles usaram seus próprios métodos de expressão da compreensão espiritual, quando a verdadeira alma canta. A alma não inclui nossas experiências terrenas, mas as experiências da descoberta do estado superior, o mundo superior. Não houve muitas pessoas como estas em cada geração.

O que nos resta são alguns esboços e memórias deles. Mas nós não sabemos qual instrumento musical o Rei David usava. Era um instrumento de cordas, uma flauta, ou, eventualmente, um instrumento semelhante a um violino? Mesmo que tenhamos lido os Salmos, não podemos cantar as músicas como ele cantava.

As palavras escritas não nos dão uma sensação ou compreensão clara de como realizá-las. Ao mesmo tempo, por exemplo, na Torá, acima e abaixo das letras estão sinais claros, as marcas da melodia, que nos dão uma compreensão de como cantar o texto da Torá.

E se a pessoa é avançada em sua realização espiritual, ou seja, no sentimento do sistema de controle em nosso mundo, como ela entra nele, sente, entende, e adapta-se a ele, ela começa a cooperar com ele. Então ela começa um diálogo emocional e intelectual consciente aqui.

Isto é, a realização é realizada em dois níveis, no coração e na mente. Entre eles são criadas transições originais e interessantes, com predomínio de emoções ou predomínio do intelecto. Ainda assim a música é resultante da emoção ou do intelecto. Em outras palavras, a música da alma e seu sentimento geral nascem como resultado das boas relações harmoniosas entre as emoções e a mente. Isso é o que é surpreendente sobre alcançar o mundo superior.

Quando um sábio entra no mundo espiritual, ele começa a sentir uma harmonia superior que não pode ser descrita em palavras, porque sentimentos completamente diferentes e uma mente multinivelada são produzidos dentro dele. Contradições se fundem e se aproximam, e a unidade é estendida em seu lugar.

Assim, os nossos meios musicais terrenos não podem conter o volume e a intensidade que um sábio sente ao atingir o mundo superior. Nenhuma orquestra nem órgão vai ajudar aqui, já que afinal de contas, a ideia não é sobre os instrumentos que transmitem o que um Cabalista sente ao alcançar o mundo superior, ao contrário, ele também é um expectador, que se diz estar pronto de alguma forma para entender o que é transmitido a ele.

Por exemplo, aqueles que assistem a concertos sinfônicos não são pessoas da rua, ou que estão lá fora jogando dominó. O público particular vai a estes concertos, conhece a cultura musical, e por meio dos sons musicais, aspira a sentir níveis particulares de nosso mundo, a vida e a morte e tudo entre eles e o que os preenche. O mesmo ocorre aqui.

É necessário preparar o público para entender a música espiritual, de modo que as pessoas vão começar a ouvir algo superior dentro desses sons, maior do que o ouvido humano normalmente pode entender. Se prepararmos as pessoas, elas vão começar a discernir os sons dos mundos superiores escondidos nestas melodias como se fossem ouvidos dentro delas, vestidos dentro delas e que são revelados apenas às pessoas que podem ouvi-los e entender sobre o que estão falando.

A característica excepcionalmente única da música espiritual é que ela atrai o próprio ouvinte, e ele então começa a aspirar a isso, a se interessar por seu conteúdo interno, e tenta compreender a camada interna da informação emocional e intelectual que ela contém. É possível tocá-la diante de uma platéia inteira e ela mesma os atraírá. Quando chegar a hora, será possível dar um curso de curta duração para ajudar as pessoas a descobrir a camada interna que existe nessas obras.

De KabTV “Conversas com Michael Laitman” 09/02/14

A Esfera Superior Da Natureza

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é o Criador de acordo com a sabedoria da Cabalá? A força superior?

Resposta: O Criador é a natureza mais elevada. A natureza tem muitos níveis, e o nível mais alto inclui tudo o que somos capazes de descobrir com a ajuda de todas as ciências e da ciência da Cabalá, que revela o mecanismo da força de doação. Tudo isso junto é chamado de Criador.

Com efeito, tudo isto está sob o controle das propriedades de Bina, a força da doação geral, que é chamada de Elokim, o Criador. O que existe além disso não é conhecido por nós. A sabedoria da Cabalá dá uma resposta clara a isso, como em qualquer ciência: nós não sabemos o que está acima da força de doação e não somos capazes de revelar isso.

Talvez seja apenas uma restrição temporária. A s gerações estão avançando uma após a outra, revelando e corrigindo a natureza. Talvez, depois de corrigirmos toda a realidade e chegarmos ao fim da correção de todas as gerações, novas oportunidades serão abertas para nós.

Por enquanto, não temos o menor contato com o que está acima da qualidade de doação. Talvez, a natureza exista lá de diferentes maneiras, de modo que nós, devido à nossa estrutura, não somos capazes de compreender e sentir. Quando nós chegamos ao fim da correção, nós podemos falar sobre o que vem depois. Os Cabalistas referem-se um pouco a isso em seus livros, mas ainda não podemos compreendê-los.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/12/14, Escritos do Baal HaSulam

O Que Um Cabalista Vê?

laitman_928Pergunta: No artigo, “A Essência da Sabedoria da Cabalá”, Baal HaSulam escreve que todos os mundos são idênticos em todos os seus detalhes. O que isto significa?

Resposta: O mundo inteiro é como uma cópia do mundo superior. A matéria é diferente, as intenções são diferentes, o preenchimento e a essência são diferentes, mas é uma cópia do mundo superior com as características do inferior.

Suponha que haja uma flor em nosso mundo e uma “flor” no mundo superior. A “flor” no mundo superior é um conjunto de características que têm uma conexão entre si, resultando numa flor em nosso mundo.

Um Cabalista que abre o mundo superior, abre os olhos e começa a ver esta conexão. E de acordo com a imagem do nosso mundo interior que se encontra nele, ele começa a atingir o mundo superior e vê as raízes dessa visão de mundo. Ele vê que uma flor no mundo inferior é o resultado de uma reunião de forças particulares no mundo superior, o qual ele está descobrindo agora. De tal maneira que ele tem o “ramo” e a “raiz”, a “raiz” acima, o “ramo” abaixo, e a conexão entre eles.

Assim, o Cabalista olha para o encontro singular destas forças no mundo superior, que resulta numa flor em nosso mundo. Ele as chama pelos nomes de flores, como por exemplo, a “rosa” com seus espinhos e folhas. Ele entende como chamar essas coisas. Caso contrário, ele não teria nenhuma possibilidade de fazer isso.

A linguagem dos ramos vem disso. Sem ela, os Cabalistas não poderiam falar sobre o mundo superior, onde só existem forças. A fim de trocar ideias entre si, os Cabalistas não necessitam de uma linguagem, pois eles próprios são incluídos nestas forças e as ativam. Mas, a fim de transmitir as suas realizações de geração em geração e ensinar, eles precisam da linguagem dos ramos. Esta linguagem é muito precisa, pois eles conhecem cada raiz para cada ramo neste mundo, e uma vez que tem um nome, é claro para eles o que chamar de raiz.

Para nós, isso é um problema. Quando nós abrimos os livros de Cabalá, vemos que tudo está escrito na nossa língua materialista. Isso nos confunde e começamos a pensar que está falando do nosso mundo. Mas os Cabalistas não estão se refereindo a este mundo de forma alguma. Apenas as ciências físicas estão envolvidas com este mundo.

Pergunta: Há raízes no mundo superior para todos os ramos em nosso mundo?

Resposta: Sim. Para tudo o que existe no nosso mundo existem raízes no mundo superior, mas elas são desconhecidas para nós. Alguém poderia perguntar isso de forma diferente: Há muito mais raízes no mundo superior que não têm ramos em nosso mundo? Não, para cada raiz há um ramo em nosso mundo. Não há Luz ou fenômeno em Olam Ein Sof (Mundo do Infinito) que não alcance o ponto mais baixo do mundo.

Em nosso mundo, o Cabalista ainda vê a Luz que está trabalhando dentro da matéia, ao passo que nós só vemos o envoltório, a substância. Considerando que ele vê a Luz, a energia que ativa todos os componentes da substância, ele vê a intenção da criação, o objetivo da criação, o pensamento de criação. Portanto, por trás de todos os rostos, de todos os seres da natureza inanimada, vegetal e animal, ele vê a realização do objetivo da criação em cada momento, seja um pouco mais no caminho do sofrimento – “a seu tempo” (Beito), ou um pouco mais no caminho da Luz – “eu vou apressá-lo” (Achishena). Ele vê como este mundo está em constante progresso, como se estivesse se equilibrando.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/12/14, Escritos do Baal HaSulam

É Impossível Conhecer O Mundo Apenas Por Suas Partes

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando há uma necessidade de trabalhar em conjunto, grupos de pessoas se reúnem e determinam quem é forte em quê, e se eles entendem e executam alguma atividade juntos. Por que esse mecanismo não funciona num nível global, entre as nações? Por que não nos entendemos?

Resposta: A supervisão superior é uma supervisão orientada à meta e por isso nos acompanha e orienta à realização completa. Esta é a realização do Criador, ou seja, a realização da única força geral universal que preenche tudo. Em outras palavras, uma pessoa se desenvolve de tal modo que, no final, será capaz de se realizar através do sistema de mundos, e através do sistema, vai entender a força geral que existe na natureza.

Quando nós fomos criados, podíamos absorver algo só através de pequenos e discretos segmentos, peças ou seções. O máximo que estávamos dispostos a fazer era organizar juntos essas pequenas seções e criar uma forma integral a partir delas.

Por outro lado, o Criador existe na forma analógica, para além da forma integral, e num nível superior, onde não existem limites. Essa é a Sua natureza, a natureza da doação pura. E Ele quer nos levar a esse nível.

Assim, os nossos planos atuais não vão ajudar. Não importa o quanto nós queremos saber e estar conscientes do mundo, nada vem dele para nós. Pelo contrário, nós temos que chegar a um estado em que nos desesperamos com todos os nossos planos e metas, visto que nenhum deles tem sucesso, e entendemos que a principal coisa é que há um plano muito original na natureza e que vale a pena implementá-lo. Só então é que vamos alcançar tudo através da mudança de nossa própria natureza.

Hoje nós queremos nos tornar conscientes da natureza na forma digital. Mas isso não vai funcionar, pois cada segmento difere dos demais. Só é possível alcançá-los todos juntos, começando em pequena escala, e numa escala cada vez maior depois disso. Esta forma é chamada ascender os níveis dos mundos. Mas se nós só queremos conectar os segmentos separados uns com os outros, isso não vai funcionar para nós e não seremos capazes de montar o quadro geral a partir disso.

Portanto, nossos planos não serão realizados. De acordo com a nossa inteligência atual, não vamos alcançar nada que se encontra acima dos níveis do inanimado, vegetal e animal. Hoje nós chegamos ao final do desenvolvimento dos níveis inanimado, vegetal e animal, e agora se exigem níveis mais elevados de desenvolvimento, a fim de continuarmos. Mas estes níveis exigem a nossa participação pessoal, interno, psicológica, e aqui chegamos ao fim da ciência.

Pergunta: Isto é, nós nunca podemos explicar logicamente às pessoas a sua pobre situação?

Resposta: Nós não teremos sucesso. Não é só “de suas ações lhe conheceremos”. Mesmo que você possa ser um grande Cabalista, você não pode explicar os fenômenos espirituais para uma pessoa, mesmo que ela possa ser muito inteligente. Visto que ela não está familiarizada com as transformações que você está passando, é impossível explicar e descrever fenômenos analógicos numa linguagem digital. Lá você está alcançando a Divindade num grau ou outro, e aqui você está conectando partes ou segmentos, ou seja, partes separadas do todo.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/12/14, Escritos do Baal HaSulam

Cabalá É A Sabedoria Da Realidade Superior

Dr. Michael LaitmanDe Baal HaSulam, “O Ensino da Cabalá e sua Essência”: O que é a sabedoria da Cabalá? Como um todo, a sabedoria da Cabalá diz respeito à revelação da Divindade, disposta em seu caminho em todos os seus aspectos: os que surgiram no mundo e os que estão destinados a serem revelados, e em todas as maneiras que podem aparecer nos mundos, até o fim dos tempos.

Há muitas definições para a sabedoria da Cabalá, mas todas vêm do fato de que ela ensina a pessoa como revelar a força superior, a força única da natureza. É chamada de única porque inclui todas as outras forças da natureza dentro dela. É a força geral que inclui toda a natureza junto com tudo o que existe no seu interior.

A sabedoria da Cabalá revela o sistema geral a uma pessoa, a força geral em todas as diferentes maneiras e influências que tem sobre o que está sob o seu controle.

Nós devemos distinguir entre a parte da força que pertence a nós (que podemos revelar), e a parte que não nos pertence. Nós sequer sabemos o que mais está acontecendo em outra realidade que não a nossa.

Isto significa que a sabedoria da Cabalá é uma sabedoria prática como física, química e todas as ciências naturais, e pode, portanto, nos ajudar a descobrir apenas o que é acessível a nós. Nós não podemos imaginar, ou chamar pelo nome, uma realidade que não podemos sentir.

Nós podemos entender o fato de que a força superior também existe externamente a nós e que não podemos senti-la usando os nossos sentidos. Mas a nossa realização é apenas o que é e pode ser vestido em nossos vasos, nossos sentidos.

A sabedoria da Cabalá desenvolve novos sentidos dentro de nós, além dos cinco sentidos corporais com os quais nascemos: visão, audição, olfato, paladar e tato. Nós podemos chamar esses cinco sentidos de animais, uma vez que pertencem ao nível animal onde o nosso corpo físico existe.

Mas também podemos desenvolver novos sentidos em adição a eles, que são chamados de Keter, Hochma, Bina, Zeir Anpin e Malchut. Estes sentidos não trabalham sob a forma de recepção e absorção, mas sob a forma de doação.

A força de doação não pertence a nós e não podemos percebê-la, mas podemos desenvolver em nós tal atributo para recebê-la de Cima. Então nós teremos uma segunda força, a força de doação, além da força de recepção.

A força de doação é realmente a força superior. Nós adquirimos esta força superior de doação do Criador e, em seguida, recebemos a possibilidade de trabalhar com duas forças. Nós pode nos assemelhar ao Criador utilizando a força de doação e, assim, podemos compreender, sentir e começar a descobrir a realidade no atributo de doação. Este é o objetivo da sabedoria da Cabalá.

Assim, nós subimos sobre os níveis inanimado, vegetal e animal em que temos nos desenvolvido neste mundo e transcendemos para um novo nível, que é chamado de próximo mundo. Nós começamos a perceber a nova realidade do próximo mundo no atributo de doação, na medida em que o adquirimos.

Esta oportunidade é dada às pessoas que são atraídas a isso. Por fim, toda a humanidade tem que chegar a este estado, que é chamado de “você deve ver o seu mundo na sua vida”. Assim, a pessoa será capaz de perceber e sentir em seus sentidos tudo o que acontece em toda a realidade.

Esta é a razão pela qual Baal HaSulam diz que “como um todo, a sabedoria da Cabalá diz respeito à revelação da Divindade”, a força superior de doação que sustenta toda a natureza, “disposta em seu caminho em todos os seus aspectos: os que surgiram no mundo e os que estão destinados a serem revelados, e em todas as maneiras que podem aparecer nos mundos, até o fim dos tempos”.

Portanto, qualquer um que recebe apenas um toque e uma atração por tal revelação pode revelar toda a realidade em todos os sentidos e por todos os meios possíveis, acima do tempo, espaço e movimento, e acima de todas as limitações. É porque a força de doação é ilimitada.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/12/14, Escritos do Baal HaSulam

Coincidência É Simplesmente Ignorância

Dr. Michael LaitmanPergunta: As pessoas são diferentes. Como elas podem influenciar diferentes processos na natureza, junto com outras pessoas?

Resposta: Tudo depende do nível de doação. Se falamos dos níveis da natureza inanimada, vegetal e animal, a humanidade está destruindo e danificando o meio ambiente e causando um grande dano à ecologia. Ao mesmo tempo, no entanto, a providência superior é disposta de modo que permite à pessoa aprender gradualmente com suas ações até que entende porque tudo existe e opera com um propósito. Mesmo que já tivéssemos desaparecido da superfície da terra por causa de nossas corrupções, a natureza ainda é organizada de cima de uma forma que pode nos suportar e nos permitir continuar até que aprendamos e ficar mais sábios e gradualmente perceber, de acordo com a nossa natureza humana, que temos que mudar.

Pergunta: Será que a humanidade não vai alcançar o reconhecimento e a revelação de como o mundo é organizado e como as diferentes forças que agem nele estão dispostas até o último momento de sua evolução? É o nosso destino eterno viver nessa bagunça, com guerras e explosões de desejos?

Resposta: Não há bagunça nem coincidência. Nós estamos num sistema muito preciso, rígido e determinista. Tudo é organizado de forma clara e precisa, sem quaisquer defeitos ou falhas.

Não há conceitos do tipo “como se”, “de repente”, ou “aproximadamente”, etc. Quanto mais nós aprendemos sobre a natureza de acordo com diferentes ciências, mais claramente as leis imutáveis ​​e precisas nos são reveladas. Nós dividimos e classificamos os nossos conhecimentos em diferentes campos, mas, na verdade, não existem diferentes ciências, como química, física, etc., em todo o mundo que nos rodeia.

É apenas as áreas desconhecidas que não foram exploradas e estudadas até agora com as quais nós podemos tentar esclarecer as coisas, mas é apenas a nossa percepção que decorre da ignorância. Nós simplesmente não podemos perceber todo o quadro geral.

Ainda assim, se aprofundarmos esta questão, vemos que nada na criação acontece sem motivo, “de repente”, “como se”, ou seja, aproximadamente. É da nossa parte que vemos as coisas dessa forma, visto que “a pessoa julga de acordo com suas próprias falhas”. Se a nossa mente pudesse entender e penetrar nas profundezas da natureza, nós poderíamos ver um magnífico sistema onde tudo existe em perfeição. Na verdade, poderíamos ver o que é a Divindade, e que tudo está relacionado com tudo em todos os níveis de cima para baixo. As naturezas dos níveis inanimado, vegetal, animal e humano são uma só em sua revelação espiritual e corporal, e por um movimento do meu braço, eu posso me mover e operar todos os mundos. Isto é como tudo é construído. Não há nenhum evento que possa permanecer imperceptível e não afetar todo o sistema.

Pergunta: Por que a humanidade não pode chegar a esse nível de evolução e ver esta imagem?

Resposta: Nós não podemos fazer isso em nossa mente egoísta e nossos sentimentos egoístas. Nós só podemos perceber toda a imagem se adquirirmos o atributo de doação, a segunda e altruísta força.

Portanto, nós estudamos apenas nos níveis inanimado, vegetal e animal e apenas num nível elementar, que não é doação e recepção.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/12/14, Escritos de Baal HaSulam

A Singularidade Do Plano Da Evolução

Dr. Michael LaitmanPergunta: O nosso planeta passou por muitas fases e crises durante sua evolução. Sua história é uma sequência de diferentes períodos: a criação da crosta sólida, a atividade vulcânica, eras glaciais e a extinção de diferentes espécies, etc.

Quando olhamos para este processo, há uma sensação de que o nosso planeta se preparou por bilhões de anos para a criação da vida humana, assim como uma mulher se prepara para dar à luz quando um embrião se desenvolve dentro dela.

O que podemos aprender com o processo evolutivo da Terra? É verdade que a sua longa evolução era para nós, para a humanidade?

Resposta: É verdade que a Terra já passou por períodos longos geológicos e um processo de resfriamento que durou bilhões de anos. O acúmulo de calor e pressão dentro dela irromperam repetidamente até que uma crosta se formou que os aprisionou nas profundezas do planeta. Esta crosta muito fina e o fogo queimando por baixo, tornou-se a base para a criação da vida, o que significa que nós vivemos num barril de matéria explosiva. Ao mesmo tempo, a atmosfera foi criada por cima, sem a qual as criaturas vivas não seriam capazes de existir.

É nessas condições extremas e especiais que a vida se formou e desenvolveu neste planeta. Por fim as imensas forças opostas criaram harmonia, equilíbrio e adaptação de acordo com muitos parâmetros, que há bilhões de anos permitiram o desenvolvimento das primeiras formas de vida no nível inanimado.

O atual processo é muito interessante e é sobre um novo software especial que opera na matéria e ativa suas partes para se reunir, dividir, aproximar, em seguida, e afastar-se ainda, e formar novas criaturas que são cada vez mais desenvolvidas.

Nós estamos diante de um problema: qual abordagem nós devemos apoiar – a abordagem científica ou a abordagem religiosa – e se este programa opera de Cima ou se é impresso na matéria que procura as melhores soluções em cada estado e em cada momento da sua existência.

A verdade é que não há diferença real entre as duas abordagens e trata-se apenas de uma luta política entre elas. Hoje nós vemos que não faz diferença que definições nós usamos e se nós falamos da natureza ou Deus. É claro que tudo existe de acordo com um programa típico das forças da natureza que operam na matéria.

Tudo acontece por uma razão; nada acontece de repente e se desenvolve por si só. Por outro lado, a natureza não procura os objetos evolutivos certos e a direção certa da cooperação entre os bilhões de exemplares. Tais pressupostos não resistem ao teste do tempo.

Por isso, deve-se reconhecer que existe um plano da natureza ditando o processo de nossa evolução desde os níveis inanimado, vegetal, animal e humano, o que quer que o siga, porque nós não chegamos ao fim da nossa evolução e cada um de nós tem que se transformar em algo. Hoje parece que estamos enfrentando problemas e falta de esperança, mas ainda temos que continuar evoluindo.

Nós vemos a evolução da matéria nos níveis inanimado, vegetal e animal, sob a forma de desejos, pensamentos, intenções e forças mentais na matéria, nas criações que fazem parte da nossa evolução e que levam a matéria para formas cada vez mais sofisticadas: de simples microrganismos a criaturas maiores e mais sofisticadas.

As células se dividem de acordo com a sua função e formam diferentes órgãos no processo de multiplicação. Isto leva vários anos de evolução, é claro, mas como resultado desta evolução, o nível vegetal começou a se desenvolver. Depois, um programa especial começou a operar e gerou as formas de vida no nível animal.

Por conseguinte, há transições entre os níveis inanimado e vegetal, o vegetal e o animal, e entre o animal e os níveis humanos.

Todos estes processos levaram milhões de anos. A evolução tem sido sempre no sentido da conexão entre mais e mais partes e sua divisão de acordo com suas funções, seus atributos e seus diferentes papéis. Assim, as células que construíram os diferentes órgãos do corpo, o cérebro, coração, fígado, ossos, tendões, pele, etc., são diferentes partes dentro do conjunto.

Eles compõem sistemas mais complexos que estão conectados de diferentes maneiras; é tudo para sustentar a vida dentro de um corpo. Além disso, o homem também é consciente e tem sentimentos e uma mente que lhe permitem experimentar sentimentos profundos e descobrir o mundo.

A questão é por que tudo isso é necessário? Qual é o propósito desta maravilhosa criatura na qual todos os processos que fazem parte dela ainda são um mistério? Por que a natureza criou tais criaturas complexas?

Por enquanto, não há resposta para isso, porque não vemos o objetivo da criação e sua finalidade. No entanto, todos os quatro níveis (inanimado, vegetal, animal e falante) estão bem diante de nossos olhos, sob a forma do universo, da Terra e da vida na Terra.

Além disso, o homem pertence fisiologicamente ao mundo animal, mas a diferença é que ele se desenvolve de uma geração para outra e muda seu ambiente de acordo.

No futuro, nós provavelmente vamos nos familiarizar com o programa que está impresso na natureza, na medida em que ele é cumprido no homem e leva-o à próxima fase. Nesse meio tempo, nós não vemos a razão para todo esse processo evolutivo que fez tornou a criação do universo útil.

De qualquer forma, tanto quanto nós compreendemos os resultados de nossos estudos, não podemos atribuir este processo à natureza cega. Pelo contrário, nós gradualmente entendemos que tudo está sob o controle minucioso do programa geral da natureza.

De KabTV “Uma Nova Vida” 02/03/14