Textos na Categoria 'Israel'

Contra O Que Lutaram Os Macabeus?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós sabemos que os Macabeus não lutaram só contra os gregos, mas também contra os helenistas. Sobre o que é este conflito? É sobre duas ideologias opostas?

Resposta: O conceito de helenismo é uma percepção da realidade, um paradigma, uma cosmovisão, uma filosofia e uma perspectiva do mundo. As percepções de mundo dos gregos e dos romanos eram totalmente egoístas.

Eles alegavam que o homem é o centro da criação e que ela não é ruim e não é um erro. O homem era considerado uma criatura perfeita, o que significa que sua evolução foi concluída e que ele não pode mudar sua natureza. De acordo com essa percepção a evolução só poderia ser:

•Física — esportes e Jogos Olímpicos;

•Racional — a fabricação de mitos e fantasias, que eram comuns naqueles dias.

A sabedoria da Cabalá é a abordagem que permitiu que a nação de Israel saísse da Babilônia universal, que é a base para todas as outras percepções, incluindo a percepção grega e a evolução natural do desejo e da mente para alcançar uma boa vida neste mundo. Todas as outras percepções sobre a nossa natureza se referem a este mundo.

Esse método se baseia na absorção, na percepção e na recepção, com a ajuda do ego feroz que constantemente se desenvolve numa pessoa. Esta força é como uma mola apertada que é liberada dentro de nós, constantemente nos empurrando para diferentes prazeres.

Assim, nós cozinhamos dentro do nosso ego, cada um em sua própria panela, e todos juntos numa panela gigante. Este processo nos ajuda a avançar cientificamente, culturalmente, em esportes e em outros aspectos que tornam nossa vida mais confortável. Graças ao ego que constantemente queima dentro de nós como parte da nossa natureza, nós construímos coisas fantásticas para nos satisfazer.

Mas há uma abordagem oposta, segundo a qual nossa natureza é basicamente má. Por quê? — Porque ela não é para a conexão entre as pessoas, mas leva à separação entre elas. Afinal de contas, cada um estabelece relações com os outros apenas para benefício próprio. Portanto, esta abordagem é falha e destrutiva.

Minha natureza me obriga a tirar proveito de tudo que se passa em torno de mim, de todo mundo que está ao meu redor. É tudo para me agradar. Este é um desejo natural, meu atributo inato. Em qualquer momento eu peso meus movimentos para utilizar o mundo egoisticamente.

Isto leva ao desprendimento, porque nós estamos numa luta contínua entre nós, em competição, que é a base da cultura grega antiga. Os Jogos Olímpicos são um exemplo claro disso. No final, a abordagem grega requer o uso dos outros para o nosso próprio benefício.

Por outro lado, nossa nação acredita em valores totalmente diferentes. Abraão reuniu seus alunos e explicou-lhes que fossem estabelecer uma sociedade que deveria viver nos princípios da mutualidade, unidade e amor. A essência da abordagem judaica significa que o outro é mais importante que eu.

Essa percepção que Abraão iniciou foi realizada no Egito, Monte Sinai e na terra de Israel e foi aceita até dois mil anos atrás. O princípio permaneceu inalterado: desenvolver-se constantemente em benefício dos outros, para que eles sejam mais importantes para mim do que eu.

Mas o que eu ganho como isso? Afinal, esta abordagem também se baseia no ego porque nós não temos nada mais que isso.

Tal atitude para com os outros me permite sair de minha natureza, ascender acima de minhas limitações, acima do meu corpo e sentir o mundo através dos outros que são mais caros para mim do que eu.

É exatamente assim que uma mãe vê o bem-estar do mundo através do bem-estar de seu filho. É como se ela se vestisse nele, e assim ela não funciona de acordo com seus próprios desejos, mas em benefício dele.

Se eu me vestir assim em toda a humanidade, verei um mundo totalmente diferente e perfeito independentemente dos meus atributos, desejos e limitações.

A abordagem grega se baseia na absorção, enquanto a abordagem judaica se baseia na doação, na saída de mim mesmo, o que me permite descobrir a força da natureza que opera no exterior. Além disso, eu adquiro a força do amor e da doação pela qual exploro toda a realidade.

A principal coisa é que eu descubro a força superior que criou toda a realidade espiritual que opera em doação e, também, na realidade corpórea, egoísta que opera na recepção. Eu conheço a força geral e ascendo ao seu nível. Quando eu me separo do desejo egoísta do meu corpo, subo acima dele para uma dimensão eterna de amor e doação. Porque ela é eterna? Porque é plena e não lhe falta nada.

Por outro lado, a percepção grega pode, no final, contribuir com a pessoa durante sua curta vida corpórea e isso é tudo, visto que todos os seus objetivos não excedem o âmbito da existência física e o corpo não é eterno.

De KabTV “Uma Nova Vida” 14/12/14

Folheto: “Quem É Você, Povo De Israel?”, Em Alemão


A revista judaica NU com o folheto “Quem é Você Povo de Israel?” foi enviada a 4300 destinatários na Áustria.

A Chama Eterna Da Unidade

Laitman_931-01Pergunta: Como o seu professor (Rabash) se relacionava com Chanucá?

Resposta: Muito pouco era dito sobre Chanucá. Nós líamos um pouco sobre o feriado no livro do Ari, O Portão das Intenções (Shaar Kavanot).

A questão é que este feriado não vem da Torá em si. Chanucá simboliza um caso típico que do tempo de Abraão em diante deve se repetir continuamente. Ela simboliza as inúmeras correções que nos esperam ao longo do caminho espiritual.

Nós estamos numa guerra contínua contra os nossos inimigos internos egoístas e devemos constantemente nos conectar e unir contra eles. Assim, um milagre acontece na conexão entre nós: a força superior do amor.

Pergunta: É por isso que dizemos Chanu-kah que em hebraico significa uma parada ao longo do caminho?

Resposta: Uma parada ao longo do caminho é apenas metade da correção do ego, do desejo de receber, até o nível de doação. Mas nós não temos nada para doar e, assim, Chanucá simboliza a subida acima do ego. Esta subida é como a chama de uma vela que cintila acima do ego.

O óleo que é absorvido pelo pavio simboliza o nosso ego que deve ser corrigido dessa forma, de modo que, em contraste com a nossa natureza, ele dará a sua Luz. Isso acontece sob pressão interna, quando pretendemos nos conectar apesar do nosso ego, a fim de alcançar a doação completa. Esta é a essência de Chanucá.

A queima do óleo simboliza a nossa autoanulação perante o outro na conexão entre nós. O pavio é o nosso esforço coletivo para se conectar e unir, o qual acende o fogo.

O milagre é quando a Luz, que conecta Malchut (os nossos desejos egoístas) com Bina (o atributo de doação), chega. Oito dias (oito níveis) depois Malchut alcança o atributo de Bina e um novo ego começa a crescer, com o qual nós trabalhamos da mesma maneira.

Pergunta: Nós temos que chegar a um estado de unidade de um jeito ou de outro, quer ao longo do caminho da Luz ou ao longo do caminho do sofrimento. O que vai acontecer com Chanucá?

Resposta: Todos os feriados, exceto Purim, desaparecerão. Em Chanucá nós só subimos acima do nosso ego, enquanto em Purim nós o utilizamos a fim de trabalhar com a intenção para doar. Aqui nós usamos todo o nosso velho ego até o fim para que ele funcione plenamente em amor e doação. Assim, um estado como Purim é eterno.

É um estado de alegria superior que engole todos os outros estados e os feriados que lhes correspondem, e assim todos eles desaparecem.

Purim é o feriado mais sublime que simboliza o fim da correção da humanidade.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 17/12/14

Cabalistas Sobre A Nação De Israel E As Nações Do Mundo, Parte 15


A nação de Israel deve cumprir a sua missão.

Baal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar”:  Assim, você vê que a redenção de Israel e todo o mérito de Israel dependem do estudo do Zohar e da interioridade da Torá. E vice-versa, toda a destruição e o declínio dos Filhos de Israel são porque eles abandonaram a interioridade da Torá. Eles têm degradado o seu mérito e o tornado aparentemente redundante.

Um Mundo Sem Fronteiras

Dr. Michael LaitmanA Torá “Levítico”, Parshat Kedoshim, 19:23-25: E quando tiverdes entrado na terra, e plantardes toda a árvore de comer, ser-vos-á incircunciso o seu fruto; três anos vos será incircunciso; dele não se comerá. Porém no quarto ano todo o seu fruto será santo para dar louvores ao Senhor. E no quinto ano comereis o seu fruto, para que vos faça aumentar a sua produção. Eu sou o SENHOR vosso Deus.

Pergunta: Qual é a intenção da divisão em três, quatro e cinco? O que é essa gradação dentro de uma pessoa?

Resposta: A pessoa que está envolvida em se corrigir tem cinco níveis de ego dentro de si mesma. Nos primeiros três níveis (0, 1, 2) ela ainda não pode sentir seus desejos egoístas, assim como uma criança que também é inconsciente de si mesma. Depois que ela passa por esses três anos, ela atinge o quarto nível, o nível do sagrado.

No quarto nível, o nível de Bina, ela deve dar todos os frutos que desenvolve no nível atual. Isso é chamado de “doar para doar”. E no quinto nível, a sua recepção será destinada a doar; portanto, neste nível, ela pode consumir os frutos de seu esforço.

No mundo físico, ao falar sobre cumprir a Mitzvah (preceito) de consumir frutas, nós devemos levar em conta apenas o que cresce dentro das fronteiras da terra de Israel, e não o que está fora da terra. Assim, de geração em geração, têm havido constantes debates sobre onde acabam as verdadeiras fronteiras de Israel. De acordo com as fronteiras bíblicas, todas as terras do Rei Davi, que existiam antes mesmo do primeiro Beit HaMikdash (templo), pertencem a Israel.

Isto incluiu uma área bastante ampla, que incluiu a Transjordânia, Síria e Líbano. Assim, quando nós trazemos uma fruta que cresce de lá, um problema é criado. Por um lado, os israelenses não desenvolvem a fruta, mas, por outro lado, não está claro no território de quem eles estavam trabalhando. Há muitas questões aqui, mas elas não nos afetam, uma vez que estamos envolvidos com a correção espiritual e não a correção física.

É dito: “E quando tiverdes entrado na terra, e plantardes toda a árvore de comer”. No trabalho espiritual, quando você chega a um desejo e começa a trabalhar com ele, ele se transforma do nível inanimado para o vegetal. Você só pode usá-lo “a fim de dar” depois de passá-lo pelas primeiras quatro fases: 0, 1, 2, 3 sem usá-lo, pois na quarta fase de Bina, tudo é transmitido ao Beit HaMikdash (Templo Sagrado). Apenas na última fase é possível usá-lo para si mesmo, porque agora a sua recepção será a fim de doar.

Pergunta: Você acha que as fronteiras físicas de Israel devem ser como naqueles dias do rei Davi?

Resposta: De acordo com o Talmude, houve um tempo em que as fronteiras de Israel se estendiam do rio Nilo, de um lado, incluindo o Sinai, e, do outro lado, até a Babilônia.

Eu suponho que não precisamos discutir isso, porque a correção que está forçadamente se aproximando de nós agora, destrói de qualquer forma todas as fronteiras e borra-as entre os diferentes povos, suas culturas, e todas as diferentes formas de vida. A correção unirá tudo e a mistura das pessoas em si vai se tornar a mesma Babilônia, exceto corrigida.

Pergunta: Por que isso não afeta diretamente Israel? Por que a mistura de diferentes povos ocorre em todos os lugares, ao passo que Israel é aparentemente deixado de lado?

Resposta: Porque Israel deve ser o professor, o líder da correção global, e deve prover a demonstração da correção.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 09/04/14

Os Macabeus E A Ideologia Grega, Parte 1

Dr. Michael LaitmanPergunta: Enquanto nós estamos celebrando Chanucá, a festa da vitória dos Macabeus, vamos falar sobre a helenização, que os levou a ir para a guerra com os gregos.

Após as conquistas de Alexandre da Macedónia, os gregos impuseram sua cultura, que na época parecia bastante iluminada, racional e intelectual.

A abordagem racional, consciência e compreensão estavam a frente, por um lado, e por outro lado, a beleza e a estética. A competição também desempenhava um papel importante. Basicamente, a cultura grega antiga era retratada como muito progressista e dinâmica.

Inicialmente, nos primeiros dois séculos, o novo governo era simpático a todos os povos, incluindo os judeus, permitindo-lhes manter seus costumes e rituais religiosos. Junto com isso, eles eram obrigados a fazer parte do império universal e “supermodelo” com princípios morais cultivados.

À primeira vista, tudo estava bem. A elite judaica se juntou ao processo e viu as tendências de desenvolvimento nela. Mas, entre o povo judeu, apareceu um grupo que se opunha à assimilação e queria manter a sua singularidade, em vez de desaparecer na cultura “coletivo”. Por que isso? O que havia de ruim nisso?

Resposta: Em primeiro lugar, esses eventos são muito diferentes aos meus olhos. Essa parte do povo que permaneceu fiel à cultura judaica não representava uma minoria quantitativa, mas qualitativa: a fraqueza das forças internas do homem.

A cultura grega não podia penetrar seriamente a cultura judaica, pois estava em oposição absoluta ao que o povo judeu vivia e respirava e ao que absorvia de toda a sua abordagem da vida. Primeiro de tudo, naqueles tempos, os judeus passavam por um poderoso sistema de educação integral. Dizia-se que não havia nenhuma criança de seis anos de idade, desde Dã até Berseba, que não conhecia as leis de impureza e pureza.

Além disso, isso se refere à pureza interior de uma pessoa. Hoje, os rabinos passam por exames em Kashrut, mas o povo sabia, então, que “pureza” era essencialmente a intenção de doar, e “ama o amigo como a ti mesmo”. Impureza era seu oposto, o uso do ego para benefício pessoal. Os judeus viveram de acordo com a lei do amor até os dias do Rabi Akiva, quando o segundo Beit HaMikdash (templo) foi destruído e o princípio do “ama o amigo como a ti mesmo” entrou em colapso, algo que mais tarde levou ao exílio do povo judeu.

Com efeito, no período dos Macabeus, todos estavam ainda numa grande altura espiritual; o povo sabia como cumprir a Torá e as Mitzvot (preceitos) no sentido espiritual, corrigindo seus desejos para o bem dos outros e para o bem do Criador. Todos estavam verdadeiramente como um homem com um coração. Eles certamente foram compelidos a cada momento a superar a inclinação ao mal que estava crescendo continuamente, e, desta forma, subiram mais e mais no amor ao próximo, na unidade. Sua unidade causava o crescimento do ego a todo o momento e eles se uniam novamente acima dele, a fim de descobrir todo o ego no seio do povo, conectar-se acima dele, e alcançar o fim da correção.

Eles ansiavam por isso, e nesta condição o primeiro Beit HaMikdash (Templo) foi construído. Depois, um recuo em relação a isto começou, o que era completamente natural, até que tudo foi destruído e o povo de Israel foi para o exílio e depois deixou-o, como é dito, Gênesis 15:14: com muitos bens, como no tempo do êxodo do Egito. No entanto, desta vez, isso atrairia toda a humanidade consigo, que na verdade é algo que temos que fazer hoje.

Primeiro é necessário compreender o processo, que é completamente oposto ao que acontece com todos os outros povos. O povo de Israel vive de acordo com a lei, Levítico 19:18: E amarás o teu amigo como a ti mesmo, em Arvut (garantia mútua), cada um apoiando os outros e criando unidade através do poder de doação. E assim o Criador foi revelado entre eles.

Os profetas também surgiram a partir daqui. Tudo o que eles fizeram e escreveram foi derivado de viver dentro da Luz, ao se descobrir o poder superior, a verdadeira realidade superior.

De KabTV “Uma Nova Vida” 14/12/14

A Unidade É A Garantia De Vitória, Parte 4

Dr. Michael LaitmanO mundo moderno de hoje tornou-se uma pequena aldeia em que todos dependem de todos. No entanto, ele está em constante degradação, porque não tem o poder de conexão que consolida e nos solda todos juntos. O mundo precisa obter esse poder do povo de Israel.

Mas o povo de Israel não quer realizar o seu papel ou cumprir a sua missão e servir de exemplo de conexão e unidade para o resto do mundo. Cada um aspira a se esconder em seu nicho, imitando o estilo de vida europeu sob as condições da democracia ocidental que possibilitam que uma pessoa viva em isolamento independentemente.

Mas esta aspiração é totalmente oposta ao espírito do povo de Israel, pois não nos permite atingir o Arvut (garantia mútua). E o Arvut é o fundamento e base para a existência de nosso povo.

Pergunta: Parece-nos que o problema está nas forças obscuras que estão surgindo no mundo nas organizações terroristas de extremistas muçulmanos. Portanto, agora está se tornando claro que o mundo não tem o poder de conexão e unidade?

Resposta: A questão não é os terroristas, nem os antissemitas. Este é apenas o resultado da falta de Luz, devido a que os desejos obscuros aparecem na humanidade, no indivíduo ou num grupo de pessoas.

Nas mãos do povo de Israel está a torneira da Luz, e se esta torneira está aberta, para que a Luz seja transmitida ao mundo, ou se está fechada, depende deles. Esta é a razão de todas as nações do mundo culparem Israel; elas nos culpam por não receberem a Luz. Elas não entendem que não têm a Luz, mas intuitivamente sentem que nós somos os culpados por todos os seus problemas.

Tudo o que acontece entre o povo de Israel influencia o mundo inteiro. Enquanto isso, o nosso povo não entende e não quer ouvir ao fato de que sem a unidade interior, não somos de forma alguma o povo de Israel e não estamos nos posicionando contra o poder da natureza.

Pergunta: O clima hoje na sociedade israelense é muito sombrio. As pessoas sentem decepção com o que está acontecendo no país. Hoje nós precisamos muito de um milagre, como o que ocorreu em Chanucá. O que deve ser feito para que o milagre aconteça?

Resposta: O milagre vai acontecer apenas graças a educação integral. A guerra dos Macabeus foi uma guerra ideológica. Os gregos não vieram com o objetivo de aniquilar fisicamente o povo judeu. Eles queriam aniquilá-los ideologicamente. Se tivéssemos que colocá-los num jogo de futebol sem fim, seria possível supor que o povo judeu seria exterminado. A aniquilação do povo de Israel significa jogar em vez de se dedicar à conexão e unidade.

Pergunta: O futebol é um bom exemplo porque este ano houve acontecimentos sem precedentes de crueldade e violência nos jogos de futebol, nunca visto em Israel. Sentimentos calorosos de fãs por seu time, de repente se tornaram tão fanaticamente violentos que era realmente assustador entrar no estádio. Este é um exemplo de um espírito anti-israelense. Que espírito de Israel nós precisamos atingir, em vez disso?

Resposta: É dito: O amor cobre todas as transgressões (Provérbios 10:12). Acima de todas as forças de separação, nós precisamos estabelecer a força da unidade, mesmo que esta força de separação continue e não possamos fazer nada, porque essa força vem até nós da natureza. Nós não precisamos lutar contra essa força, a nossa impaciência, ou o ódio e a inveja. Apesar de sua existência, nós temos que cobri-los com amor, a nossa boa atitude para com os outros, doação e confiança.

De KabTV “Uma Nova Vida” 11/12/14

Chanucá: O Milagre Da Unidade

Dr. Michael LaitmanEm 170 a.C., os gregos, liderados por Antíoco IV, capturaram o Templo. Houve uma divisão entre os adeptos da filosofia e da religião grega e os que permaneceram fiéis ao conceito de um único Criador.

Alguns sacerdotes, incluindo o sumo sacerdote (Cohen Rishon), apoiaram os gregos. O Templo de Jerusalém foi profanado e transformado num santuário de Zeus. Uma severa perseguição e helenização forçada da população levou à revolta dos Macabeus, liderada por Matityahu Hashmonay que emitiu a chamada: “Aquele que for por Deus, siga-me!”.

A revolta terminou com a vitória dos Macabeus. Tendo entrado no templo, eles descobriram que o óleo puro para acender as velas da Menorá iria durar apenas um dia. Mas um milagre aconteceu. As velas queimaram por oito dias, e assim é chamado o milagre de Chanucá.

Pergunta: O que Chanucá representa do ponto de vista espiritual?

Resposta: A história que leva a este feriado começa com Abraão como o fundador do povo judeu. Muito antes dos Macabeus, Foi ele quem primeiro publicou a chamada: “Quem estiver se movendo em direção ao Criador – siga-me”. Sob este lema, ele reuniu um grande grupo de babilônios, a quem  ensinou a sua abordagem do universo, o propósito da vida e da criação, o destino humano superior, etc.

Mas o mais importante, sob o lema de “unidade em nome da unidade”, Abraão começou a unir aqueles que se alinharam a ele, porque é na busca da unidade que revelamos a força superior da natureza, o Criador, que nos une. Ela nos transforma em um todo e nós nos tornarmos invencíveis ao egoísmo externo ou interno. O que Abraão começou, os Macabeus, unidos uns com os outros, continuaram.

Em princípio, é a mesma ação de rebelião contra o egoísmo, apenas em diferentes níveis, e é por isso que ela ocorreu em diferentes pontos da história.

Tendo unido o povo, os Macabeus chegaram ao mesmo estado que Abraão e venceram. Conforme a unidade com grupos maiores de pessoas que se juntaram a eles, eles revelaram uma força espiritual maior, que era a força da unidade, a força superior de doação e amor. Portanto, eles eram invencíveis ao egoísmo, personificado pelos gregos neste caso, na Babilônia pelos babilônios, no Egito pelo Faraó e, mais tarde, pelos romanos.

Em geral, essa é a única luta, uma guerra por todas as gerações. E mesmo quando não temos um inimigo aparente, o nosso inimigo interior sempre se rebela dentro de nós, uma e outra vez, forçando-a para adorar vários ídolos em nossa vida. Nós temos que lutar contra isso.

É fácil traçar um paralelo entre essas duas guerras e hoje, visto que os ídolos modernos estão totalmente expostos como nulidades completas, levando-nos a um fim e não temos mais nada a ver com eles. Por um lado, ainda somos atraídos a eles, e, por outro lado, entendemos que isso é temporário, prejudicial e não traz bons resultados.

Portanto, o nosso comportamento é uma reminiscência de um homem que fica bêbado, não sabe ou não ouve nada, esquece de si mesmo, e está desconectado do que está acontecendo. Nós nos tornamos imersos em negócios ou outras coisas apenas para nos mantermos ocupados, imitando, assim, um herói do filme, um personagem literário, ou apenas conhecidos que supostamente têm êxito na vida. Este é o ídolo que é tão atraente para nós.

Pergunta: Você acha que esses desejos se exauriram?

Resposta: Não, mas eu sei que tudo isso é temporário e limitado. A própria vida nos mostra isso. O mundo é como um teatro e nós sempre desempenhamos um papel nele.

Há pessoas que não buscam nada. A principal coisa para elas é viver tranquilamente e em paz, para que ninguém as incomode. Mas, existem poucas assim. A maioria é atraída à competição, a luta por um lugar ao sol, e nós começamos a fingir que somos pessoas de negócios, correndo com uma pasta e mudando de um plano para outro, e, desta forma, corremos para o túmulo.

Pergunta: Pode o milagre de Chanucá ter lugar nos dias de hoje?

Resposta: Na vida há sempre lugar para um milagre. Cada vez que nos conectamos uns com os outros, a força, que é maior do que todas as outras forças, obstáculos, condições, manifesta-se, e assim há um milagre diante de nós. Nós podemos evocá-lo, mesmo hoje.

Um milagre é um fenômeno sobrenatural, mas nós mesmos somos capazes de causá-lo quando queremos. Hoje, se quisermos subir acima do egoísmo em nossa unidade, uma força superior completamente nova se manifestará dentro de nós, e com a sua ajuda, nós seremos capazes de acalmar o mundo inteiro, organizar tudo, e todo mundo vai ficar bem e calmo.

Pergunta: Que tipo de milagre aconteceu quando as velas dos Macabeus foram acesas?

Resposta: Através de sua unidade, os Macabeus atraíram a Luz que lhes deu a oportunidade de ficar no estado de doação, amor e conexão, até que começaram a atrair as novas massas de pessoas para si.

Os desejos das pessoas que se conectam num todo simbolizam o óleo, e sua reunião, apesar do seu egoísmo, simboliza o pavio. Elas queimam em seu desejo de se aproximar, e quando se unem de alguma forma, uma Luz aparece dentro delas que apoia o fogo dos seus desejos.

Se elas começarem a se envolver numa maior disseminação e a se voltar às maiores massas de pessoas, a lâmpada queimará continuamente.

A manifestação da Luz, a força superior, o Criador na unidade do povo, é o milagre. Além disso, não há outros milagres, porque a essência de todos os milagres é que a nossa unidade provoque a manifestação da força interna, chamada de propriedade de amor, o Criador. Ela faz maravilhas. A travessia do Mar Vermelho, o milagre de Chanucá e o milagre de Purim são sempre a revelação do Criador em nossa unidade. Portanto, há apenas uma técnica e ela não contém nada complicado. Ela veio até nós a partir de Abraão, que primeiro mostrou como isso é realizado.

O fato é que nós podemos nos unir de qualquer maneira, mas a essência do milagre é que nos unimos para que uma nova propriedade superior apareça dentro de nós, que não se manifesta em outras ações, que nos eleva para o próximo nível de consciência, sensação, visão e existência.

Pergunta: Como o povo poderia acreditar que uma vela queimaria por oito dias, quando sabiam que seria suficiente apenas para um dia?

Resposta: Se nós aspiramos à unidade, não estamos interessados ​​em nada, exceto em chegar a este estado, dentro do qual o Criador é revelado. Então chegamos às condições de infinito e vamos para o próximo nível de existência, onde não há nem tempo nem espaço. Os oito dias representam apenas uma alegoria, uma vez que existem oito Sefirot do nível de Bina ao nível de Malchut.

Pergunta: Como uma pessoa pode não pensar no que vai acontecer amanhã?

Resposta: Se você trabalha para doar, o amanhã não existe para você! Não há momento seguinte! O mais importante é dar.

O amanhã vai desaparecer do seu campo de visão, da mente e dos cálculos! Ela não existe! Você está incluído na ação de doação e aparentemente se estende a todos os outros. Nada permanecerá em você. O seu “eu” simplesmente desaparece.

Na etapa seguinte, surge um novo estado egoísta. A mesma coisa se repete, como a roda que se move para frente, mas ao mesmo tempo gira em torno de si.

Pergunta: Em que circunstâncias isso é possível?

Resposta: Isso vem gradualmente, depois de muitos anos e só de Cima. Mas virá. Eu posso prometer a todos os meus alunos que isso vai se tornar realidade, e eles vão chegar a este estado.

Eu acho que, em conjunto com eles, eu ainda vou ser capaz de passar por seus primeiros passos nesta ascensão. Este é o desejo de todo professor espiritual que não pode abandonar seu filho no meio do caminho. O professor quer guiar seus alunos pelo deserto para que eles cheguem à doação plena, e não tenham qualquer possibilidade de voltar atrás, uma vez que a propriedade de doação reina em todos os seus desejos.

Assim, eles desenvolverão seu caminho espiritual por conta própria, com o próximo líder, como Moisés e Josué. Mas é desejável que nós atravessemos o deserto juntos.

Pergunta: Como você vê os milagres do ponto de vista material? Digamos que, por muitos anos, os arqueólogos buscam a confirmação do êxodo dos judeus do Egito, mas não encontram nenhum vestígio. De fato, alguma coisa deveria ter sido deixada. Além disso, nenhuma evidência foi encontrada dos 40 anos de peregrinação do povo de Israel no deserto.

Resposta: Arqueólogos descobrem confirmação destes ou de outros acontecimentos históricos, quando chega a hora. Por isso, em seu tempo, eles vão subitamente encontrar artefatos de história no mesmo local onde anteriormente não encontraram nada. Estas descobertas ainda estão por vir.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 17/12/14

O Mistério De Israel

Dr. Michael LaitmanNos últimos anos, os políticos começaram a falar sobre a consolidação legislativa do caráter judaico do Estado de Israel. A razão para isso é a ampla onda de ataques antissemitas. O mundo inteiro tem um problema com o povo judeu, perguntando: “Por que eles tomam a posse de terras que não lhes pertencem?”

Muitos sequer concordam com a divisão original do território de acordo com a resolução da ONU. Hoje, um voto secundário certamente nos privaria do direito ao nosso próprio Estado.

Após o desastre, o mundo estava desconfortável diante de nós, e se de fato tínhamos que ter um país, isso continuará, de acordo com as leis do desenvolvimento comum.

No entanto, nós temos que torna-lo realmente nosso, tomar a terra santa (Eretz) como o desejo (Ratzon) de purificar e formar, não como uma coleção de exilados, mas como o povo de Israel, no sentido pleno da palavra, totalmente unido e aspirando direto ao Criador (Yashar El).

Nós temos que realizar um curso sobre coesão, amor e unidade, para nos tornar como um homem com um coração.

Se tivéssemos organizado nossa nação dessa forma, não teríamos que realizar guerras intermináveis pelos últimos 66 anos sem um único segundo de descanso e relaxamento. E a situação não teria sido como é hoje, de tal forma que todo Israel é forçado a planejar uma evacuação de emergência, um plano de fuga em caso de um desastre.

Pergunta: Uma e outra vez, a vida nos confronta com questões básicas que afetam a nossa existência na terra de Israel. E este tópico sempre cobre a névoa da incerteza e da indefinição. Por que existe essa incompletude agonizante na nossa autodeterminação? Por que não foram colocados todos os pingos nos “is”?

Resposta: É porque nós queremos ser como todas as outras nações e definir o nosso país como todos os outros, de acordo com as representações tradicionais de território, fronteiras e entidades públicas. No entanto, isso não funciona para nós e não se aplica a nós. Este formato habitual não causa uma resposta fiel em nós, onde não sentimos por nós mesmos, e não encontramos qualquer correlação com a forma como o nosso país deve ser identificado e parecer como povo, e cada pessoa nele.

Acontece que não somos o povo de Israel como ele deveria ser, e não vivemos na terra de Israel, nem no país de Israel, como deveria ser de acordo com as fontes originais, de acordo com a nossa base. Nós temos tentado adotar o conceito de conceitos externos, simplesmente captando-os, mas eles não chegaram a ser concretizados. O rótulo internacional padrão se descola repetidamente.

Como resultado, nós sentimos que isso não é adequado, mas continuamos a nos sobrecarregar com isso, sem ter uma definição clara. E o mundo, por seu lado, não entende as nossas ações e vê o Estado de Israel como uma entidade artificial.

Nós podemos argumentar eloquentemente que essa é a nossa terra. Podemos até mesmo nos sacrificar pelo bem de vida. No entanto, ainda não entendemos o que “o povo” e “o país” significam para o povo judeu.

Baal HaSulam escreveu um ótimo artigo sobre isso no jornal “A Nação” (HaUma), que, aliás, foi fechado após seu lançamento inicial. Neste trabalho, a natureza desses conceitos e a necessidade de voltar às suas raízes depois de dois mil anos de exílio foram descritas em detalhes.

Por que devemos recorrer à história antiga e à vida primitiva, agora que isso já foi vivido por nossos antepassados? Pelo contrário, nos séculos anteriores, nações avançadas plantaram suas culturas em todos os lugares. A cultura estrangeira, com um sucesso particular, foi transferida aos povos indígenas da África e América. Idiomas morreram, bem como tradições e crenças, dando lugar à influência inglesa, espanhola e francesa.

Mas nós ainda não fomos capazes de nos manter dentro das margens do presente. Não há nada que possamos tomar emprestado dos povos do mundo. Pelo contrário, nós estamos organizados de tal forma que os povos do mundo adotam as coisas corretas de nós.

Isso não depende de nós e não é orgulho ou arrogância. Nós estamos ligados desta forma. Não é por acaso que o mundo nos vê como um povo inteligente e desenvolvido, alimentando um propósito de vida. O mundo sente que o povo judeu tem um segredo que não quer abrir para os outros; isso significa que eles devem nos forçar a desistir.

Este sentimento é indestrutível, e nós finalmente temos que entender o que eles querem de nós. Na verdade, que tipo de mistério reside dentro de nós? Se nós soubéssemos, poderíamos vendê-lo pelo triplo do preço. Mas não, isso não funciona dessa maneira.

Afinal, o que temos dentro e que se encontra no povo de Israel sem o seu conhecimento é este grande, bonito, sedutor e brilhante objetivo, o futuro do mundo.

O nosso mundo está ligado à irmandade que vivíamos antigamente. Nós precisamos recuperá-la, em outras palavras, viver juntos como um povo que respeita a lei, amar o nosso próximo como a nós mesmos, de acordo com os princípios que recebemos no Monte Sinai, e ser como um homem com um coração.

Hoje nosso mundo global e integrado sente a relação inquebrável de todas as suas partes, literalmente exige isso, e exige o cumprimento dessa lei. Se nós revelarmos um guarda-chuva de garantia sobre todos nós, vamos nos encontrar num mundo que é para nós como o Jardim do Éden.

É por isso que nessa era moderna, o mundo presta atenção em nós, sem saber como ou por que, e começa a exigir a lei de nós, pela qual vai viver amanhã. Afinal, a vida atual parece cada vez mais intolerável para o mundo, obscura e sem esperança. Ela já não apresenta um quadro de amanhã. Inconscientemente, as pessoas sentem que o povo judeu tem a resposta.

Como consequência, o antissemitismo floresce em todo o mundo, afetando milhões de pessoas. Assim, ele simplesmente nos obriga a perguntar sobre a lei e o modo de vida que devem formar a base da nossa existência aqui.

Se realmente voltássemos às raízes, se colocássemos em prática o conceito de “povo de Israel” aspirando “direto ao Criador” (Yashar-El), ou seja, à unidade, solidariedade e amor, se assim fosse, nós educaríamos o povo com base na lei, combinados uns com os outros, como um homem com um coração, ajudando-se e unindo as pessoas com esta parceria. Isto serviria como um exemplo para o mundo. Além disso, nós ensinaríamos as pessoas a construir a unidade.

Assim, o mundo entenderia que somos uma parte especial dele e que realmente precisamos aprender. E há muito o que aprender, já que é o futuro e a salvação de toda a humanidade. Não é apenas por algumas décadas compreendendo a expectativa de vida de cada geração, mas sim uma nova base para uma nova fundação sendo colocada aqui, na qual nosso mundo será aperfeiçoado e ascenderá a um novo nível, para a condição eterna e perfeita.

Hoje, o nosso egoísmo se devora e, como resultado, nós vivemos uma média de 70 a 80 anos. Se passássemos do desejo de receber egoísta para um altruísta, para a doação, e se todos vivessem com seu coração bem aberto no meio de sua nação, cuidando de tudo, encontraríamos outras leis naturais, as leis do amor e da doação. Nesse ponto nós entraríamos na vida eterna e perfeita, e o nosso mundo abriria a oportunidade de viver além das limitações de tempo, espaço e movimento. Nós começaríamos a perceber o mundo em que não há limites.

Nesse meio tempo, os problemas em relação ao povo judeu, que nós chamamos de antissemitismo, vai crescer cada vez mais. Nós não podemos nos livrar disso. Pelo contrário, vamos ter que dar uma resposta, uma vez que é necessário enfrentar essa situação.

Ao mesmo tempo, vamos ter que resolver o problema do caráter judaico do país, recentemente exposto para discussão pública. Porém, não deve ser pela linguagem artificial e não com base nas leis que herdamos do mandato britânico ou do domínio turco. Não, nós temos que assumir a Torá e tirar todas as definições necessárias.

Por milênios, desde os dias de Abraão, os Cabalistas têm explicado o significado de “povo de Israel” e “país de Israel”, e quem é uma “pessoa judaica”. Nós precisamos nos abrir ao mundo, abandonar os limites e adotar o nosso entorno, todos aqueles que desejam viver de acordo com a lei de amor e unidade, sob a égide da doação. É isso mesmo, mais do que geográficas, as fronteiras da terra de Israel, ou seja, a garantia mútua universal, se estenderá a todo o mundo.

Em princípio, a terra de Israel não é o território na superfície do globo, mas um lugar onde as pessoas vivem de acordo com a lei do amor. Portanto, agora ela não existe. Afinal, terra (Eretz) significa desejo (Ratzon). Se existe a lei do amor entre pessoas que vivem em qualquer lugar e seguem essa lei, a sua relação, o seu desejo comum chama-se a terra de Israel, o desejo aspirando direto ao Criador (Yashar-El), e, assim, elas querem ser como a força superior.

Isso é o que nós temos que explicar, demonstrar e oferecer a todos os povos. Então, em vez de ódio, vamos sentir empatia, respeito e carinho, que é o que sentimos agora dos nossos milhares de alunos em todo o mundo. Nós vemos como eles estão comprometidos conosco quando os ensinamos a se unir para alcançar cooperativamente o poder superior.

De KabTV “Uma Nova Vida” 30/11/14

O Lugar Mais Seguro Da Terra

laitman_937Pergunta: Nós estamos testemunhando desastres em todo o mundo nos dias de hoje, sendo um deles a situação na Ucrânia. O que antes parecia ficção científica está acontecendo agora em Donetsk e Bolgnesk. Os judeus estão mais uma vez retornando a Israel. Você é a favor dos judeus voltarem a Israel?

Resposta: Claro, eu acredito que o nosso lugar é aqui e que devemos nos tornar um povo unido, como se diz: “tornar-se Luz para as nações”. Nós podemos fazer isso e, assim, vamos realmente chegar a outro nível de existência que as pessoas não podem sequer imaginar. A sabedoria da Cabalá nos fala sobre isso.

De qualquer forma, nós teremos que nos unir como um só homem em um coração. Quando nós respeitarmos o princípio do “ama teu amigo como a ti mesmo” entre nós, a força positiva fluirá através de nós para o resto do mundo, conectará toda a humanidade, e o mundo vai chegar ao equilíbrio absoluto.

Os níveis da natureza inanimada, vegetal e animal já existem em equilíbrio perfeito, mas não o nível falante. A origem do homem vem do macaco e ele difere de todos os outros animais porque tem um elemento egoísta e não tem o elemento altruísta oposto. Ele só tem o negativo sem o positivo e nós devemos adquirir esse positivo. Mas nós fechamos a torneira da força positiva e não permitimos que ela flua para o mundo. Por isso as nações do mundo estão num estado negativo e nos culpam por isso.

Nós temos que abrir a torneira para que a força positiva flua através dela para toda a humanidade. Isso se chama ser Luz para as nações, e só pode ser cumprido pela conexão entre nós, e nós podemos fazer isso.

Pergunta: Há cerca de um milhão de judeus russos vivendo em Israel. Qual é o seu papel na sua opinião? Afinal, é muito difícil se comunicar com eles,

Resposta: Nós podemos explicar as coisas para eles de uma perspectiva científica ou, de toda forma possível, pela física, por uma antologia…

Comentário: Mas eles devem sentir isso e não tentar compreendê-lo racionalmente.

Resposta: Apenas um choque forte pode trazê-los a este estado, e isso é indesejável. Vamos esperar que sejamos capazes de encontrar uma abordagem mais liberal e, assim, chegar a eles.

Pergunta: Infelizmente, a força positiva é revelada entre nós quando surgem diferentes problemas. Por exemplo, vinte mil pessoas compareceram ao funeral do soldado que foi morto em Gaza. Eu também me identifiquei fortemente com todos, mas o que podemos fazer para que a força positiva possa ser revelada em situações normais? Eu espero que você diga que a resposta está na educação.

Resposta: É isso mesmo, só depende da educação e não pode ser feito de outra maneira. Se quisermos mudar as coisas em Israel, a única resposta é a unidade. Nada mais vai funcionar e nós já vimos isso. Nenhum governo pode fazer isso, mas apenas as pessoas, por meio da conexão correta entre elas, o que a sabedoria da Cabalá nos ensina. Ela é a base da nossa existência e deve ser redescoberta hoje.

Comentário: Como podemos abordar a população de língua russa com o conceito da Cabalá? Afinal de contas, nós teremos que explicar-lhes que não se trata de religião.

Resposta: Isso é organizado intencionalmente dessa maneira para que você e eles tenham que trabalhar em si mesmos. Esta é a forma como o nosso ego coloca obstáculos em nosso caminho. Mas vamos esperar que sejamos capazes de reduzir as aflições.

Comentário: O senhor disse que Israel vai realmente ser o lugar mais seguro do mundo.

Resposta: Israel é o lugar mais sublime, mais seguro e mais feliz do mundo. Se começarmos a trabalhar corretamente, não haverá o caos aqui, e não são apenas os livros de Cabalá que nos dizem isso. É assim que vai ser. Ou nós vamos chegar ao futuro brilhante através de uma série de guerras mundiais, incluindo uma guerra nuclear, ou de uma maneira boa e suave, nos conectando. Vamos desejar sorte uns aos outros.

De KabTV “Conversa sobre a Situação Atual em Israel” 24/07/14