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Um Novo Abraão

A Torá, “Levítico”, 18: 1-5: E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: “Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Eu sou o Senhor vosso Deus. Após as obras da terra do Egito, em que habitaveis, não haveis de fazer; e segundo as obras da terra de Canaã, vos hei de introduzir, não haveis de fazer; nem andareis nos estatutos deles. Os meus juízos fareis, e os meus estatutos vós guardareis, para andardes neles: Eu sou o Senhor vosso Deus. Porém vós guardareis os meus estatutos, e dos meus estatutos, que se o homem fizer, viverá por eles: Eu sou o Senhor.

“Sob nenhuma circunstância devemos usar os desejos egoístas que nós tiramos da Babilônia, Egito, ou a da terra de Canaã, para onde em breve devemos retornar. Se usarmos todos os nossos desejos corretamente, gradualmente corrigindo-os e ascendendo para o nível anterior de Canaã, começaremos a transformar esta terra na terra de Israel, o que significa focar todos os nossos desejos no Criador, na doação. [Leia mais →]

Método De Abraão – A Sabedoria Da Cabalá

De “Quem é você, povo de Israel”:

A sabedoria da Cabalá explica como descobrir a força positiva da natureza e equilibrar nossos egos. Ela argumenta que é predefinido no plano da natureza que, no final, todas as peças da natureza, incluindo a sociedade humana, alcançarão a unidade.

Israel Significa Direto para o Criador

Os discípulos de Abraão denominaram-se Yisrael (Israel) após a sua vontade de ir Yashar El (direto para Deus, o Criador). Ou seja, eles queriam descobrir a força da natureza da unidade, de modo a equilibrar o ego que se interpunha entre eles. Através de sua unidade, eles encontraram-se imersos na força de união, a força superior.

Israel chamou o estado de ligação, a força superior da natureza, que tinham descoberto, “o mundo superior”. Eles também aprenderam que, no processo de desenvolvimento humano, o resto dos babilônios – que seguiram o conselho de Nimrod, dispersaram-se por todo o mundo, e tornaram-se hoje a humanidade, também teriam de alcançar a unidade. Esta contradição entre o povo de Israel, que se formou através da união, e do resto da humanidade, que se formou como resultado da separação, é sentida até hoje.

O texto completo do folheto está aqui

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Como Terminou A Disputa Entre Abraão E Nimrod?

O Segredo Das Dez Tribos, Parte 4

Dr. Michael LaitmanPergunta: O grupo de Abraão, com a sua lei do “ama ao próximo como a ti mesmo”, “atravessou” todas as gerações no Egito. Eles a experimentaram, saíram, permaneceram em torno do Monte Sinai, e tornaram-se uma nação. Na época, onde estava o grupo de Nimrod, ou seja, o resto da humanidade, a Babilônia?

Resposta: Enquanto isso, as pessoas gradualmente se dispersaram e se estabeleceram. A Cabalá e a Torá não estudam isso, porque elas estão envolvidos na elevação espiritual do homem, e isso está acontecendo no mesmo nível terrestre. Tudo isso é descrito bem na obra de Flávio Josefo, “As Antiguidades dos Judeus“.

Pergunta: Vamos voltar ao povo de Israel, que entrou em sua própria “terra”, nas camadas egoístas do seu próprio desejo. Como eles começaram a processar este egoísmo?

Resposta: Não foi fácil. Em primeiro lugar, eles não sabiam como alterá-lo ou como começar a trabalhar nele.

Eles não tinham Moisés com eles. Não havia Abraão, Isaac, Jacó e José. E aqui começou um controle diferente do povo.

Basicamente, ele era um reino. Todos os tipos de atritos surgiram entre eles que não foram descritos na Torá, mas nos Profetas e nas Escrituras. Eles escolheram onde construir o Templo, ou seja, onde não havia um local adequado para a soma de seus desejos espirituais. Mas não estamos falando de geografia, simplesmente este processo descrito em termos geográficos.

As doze tribos começaram a dividir a terra entre si. Havia uma condição sob a qual as tribos deveriam viver para além do Jordão, onde o Jordão de hoje situa-se, porque suponha-se ser de acordo com o plano da alma comum na Terra.

Em geral, existe uma natureza humana (a alma), bem como a natureza animal, vegetal e inanimada. Todos estes níveis são projetados um sobre o outro, e todos são construídos segundo o mesmo princípio paralelo. Quando a natureza humana começa a se manifestar em nós, o que significa semelhança com o Criador, de acordo com este movimento espiritual, nós também mudamos o local de residência. Em geral, tudo muda em nós, e nós nem percebemos o quanto mudamos. Isso acontece instintivamente, como se por si só. Assim, começamos a explorar e descobrir como precisamos agora existir.

Pergunta: Será que eles continuam vivendo de acordo com o princípio do “ama ao próximo como a ti mesmo”?

Resposta: É claro! Eles continuam, aprofundando-o ainda mais. Isso significa povoar e desenvolver a terra de Israel, porque a terra significa desejo. Assim, eles se movem para frente.

Mas a questão não é que eles dividem a terra entre si. Nas fontes é descrito como cada tribo se instala em sua terra, onde deveria estar. As fronteiras e a clara distribuição entre eles são descritas. As tribos não podem ser misturadas entre si, porque o desejo comum, a alma comum, divide-se em quatro níveis de acordo com três linhas. Assim, (4 x 3) doze partes, as doze tribos surgiram, que devem corresponder totalmente aos seus objetivos, desde o nível espiritual até o material, de modo que elas são adicionadas de forma exata e idêntica uma a outra de acordo com estes níveis e até mesmo seguir cada uma de um modo paralelo.

Pergunta: Portanto, a correção do mundo começa aqui com esta pequena área, em que as doze tribos são “estendidas?”

Resposta: Sim. O que é interessante é que se diz que, mais tarde, no final dos dias, toda a humanidade se apegará a essas doze tribos (dez das quais foram perdidas, mas vão voltar). Então, tudo se torna claro porque a Babilônia moderna se transforma num todo, e as doze tribos aparecem novamente, a fim de se espalhar por toda a terra. Ou seja, a “terra de Israel”, como La Peau de chagrin “estende” em todo o mundo, não fisicamente, é claro, mas internamente.

Portanto, este é o processo de correção das enormes camadas do inanimado, vegetal e animal e, em geral, egoísmo humano, que já estão cobertas, fundidas num todo, e espalhadas por toda a terra da forma que é apresentada para nós hoje. Como resultado, a partir de um pequeno ponto, um novo mundo se forma, com uma nova intenção, e uma aspiração “direto ao Criador”, Yashar-El, Israel.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 27/08/14

Duas Soluções Para A Crise

De “Quem é Você, Povo de Israel”:

Procurando uma solução para seu conflito levou o povo da Babilônia a formar duas visões conflitantes. A primeira era a visão de Nimrod, rei da Babilônia, e a segunda era a visão de Abraão, um renomado sábio babilônico.

David Altshuler, autor de Metzudat David (Fortaleza de David), escreve em seu comentário sobre Crônicas Um, “Até os dias de Nimrod, todas as pessoas eram iguais, e nenhuma prevalecia em detrimento de outra, de modo a excluir a outra. Mas Nimrod começou a prevalecer e dominar a terra”.

Na verdade, Nimrod fez um caso perfeitamente razoável quanto ao ódio emergente entre os babilônios. Ele argumentou que eles deveriam transcender os limites da Babilônia e se dispersar.

Quando eles estão longe um do outro, afirmou ele, eles seriam capazes de viver em paz. Por outro lado, o argumento de Abraão era de que a dispersão não resolveria nada. Ele explicou que, de acordo com a lei da evolução da natureza, a sociedade humana é obrigada a se unir. Como resultado, ele se esforçou em unir os babilônios e construir uma sociedade perfeita.

Sucintamente, o método de Abraão envolveu conectar pessoas acima de seus egos pessoais. Quando ele começou a defender seu método entre as pessoas de seu país, “milhares e dezenas de milhares se reuniram em torno dele, e …Ele plantou este princípio em seus corações”, escreve Maimônides (Mishnah Torah, Parte 1). O resto do povo escolheu o caminho de Nimrod: a dispersão, semelhante a vizinhos briguentos tentando ficar fora do caminho um do outro. Essas pessoas que se dispersaram gradualmente se tornaram o que hoje conhecemos como “a sociedade humana”.

Só hoje, cerca de 4000 anos após, nós podemos começar a perceber qual deles estava certo, Abraão ou Nimrod.

O texto completo do folheto está aqui (inglês).

O Segredo Das Dez Tribos, Parte 3

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é o “Egito”? É um país ou um determinado conceito ou estado?

Resposta: Nem a geografia ou a história importam aqui.

O grupo que saiu da Babilônia uniu-se na linha direita (“Abraão”), na linha esquerda (“Isaac”) e na linha média (“Jacó”), e chegou a unidade total com o nome de “José”. Ele também é chamado de “José, o Justo”, “o Justo, a fundação do mundo”. A “fundação” (Yesod) é o que conecta todos, parte da estrutura espiritual em geral, a sua unidade interna.

Agora, na medida em que eles estão unidos, nós podemos falar sobre como elevá-los ao próximo nível. Mas, para isso, eles precisavam receber um enorme ego que governasse entre eles para que eles subissem sobre ele.

Isso significa que, no início, este enorme egoísmo tem que puxá-los para dentro. Ele os puxa e eles começam a sentir o desenvolvimento egoísta dentro de si e se tornam conscientes de que é possível avançar ao objetivo com a sua ajuda. Isso é chamado de: “sete anos de saciedade no Egito”, isto é, o egoísmo da “saciedade” está se desenvolvendo neles e não interfere com eles.

Em seguida, surgem “os sete anos improdutivos”, quando seu egoísmo começa a se manifestar como mal. Então, o mau Faraó se levanta no Egito e age contra eles, isto é, tenta dividi-los. Eles lutam contra essa divisão até o ponto em que Moisés mata o egípcio, que está localizado entre os judeus, que lhes ordenou.

Ou seja, existe tal tensão, tais mudanças na sociedade, que eles têm que fazer algo sobre isso, de tal forma que têm que simplesmente fugir deste estado, sair dele, porque não serão capazes de existir nele.

Eles não concordam em viver neste egoísmo, mas se permanecerem nele, o mau Faraó vai imediatamente aparecer como bom. Ele lhes sugere: “Por que vocês estão criando problemas? Por que vocês estão fazendo barulho? Fiquem, vivam tranquilamente, cuidem de sua vida, e vocês vão ficar bem”. Em outras palavras, não toquem a ideologia e tudo vai ficar bem. Isso é comum a todos os governantes do mundo: “Deixem a ideologia para mim, e eu vou lhes fornecer tudo o que vocês precisam”.

Os judeus, claro, não concordaram com isso. Moisés começa a “aquecê-los”. “Nós precisamos sair daqui; caso contrário, permaneceremos como ‘animais’ neste Egito. A fim de se elevar ao nível de ‘Ser Humano’, para revelar o Criador, nós precisamos fugir do poder deste egoísmo que existe entre nós, o poder do Faraó … ‘Fugir do Egito’ significa subir sobre o próprio egoísmo internamente. Para fazer isso, nós temos que nos conectar ainda mais. Mas não podemos nos unir mais, a menos que rompamos com isso…”.

Consequentemente, a ação desejada é subir sobre o egoísmo com a ajuda de uma força especial, unir-se com o outro, e então, gradualmente, corrigir esse egoísmo, que está abaixo. Isto é o que eles fazem; eles sobem sobre o seu egoísmo e se unem. Isso é chamado de “no pé do Monte Sinai”. Então, unidos e recebendo a força da unidade que é chamada de “Torá”, eles gradualmente corrigem esse egoísmo por quarenta anos.

Em outras palavras, eles começam a corrigir o Faraó que existe entre eles. No início, eles o neutralizam para que ele não estrague qualquer relação entre eles, não os perturbe. Assim, eles se tornam unidos numa única força.

O próximo passo à frente é chamado de “entrar na terra de Israel”, quando eles começam a aplicar este egoísmo do Faraó para se conectar ainda mais com o outro. Ou seja, eles começam a “estimulá-lo”, a despertá-la em si, a revela-lo.

Primeiro, eles o deixaram em paz, trabalharam nele, elevaram-se sobre ele, todo o tempo contraindo e “cobrindo-o”. Isso é chamado de “os quarenta anos de peregrinação no deserto”. E depois há a entrada para a terra de Israel quando eles revelam esse egoísmo, o próprio Faraó, e começam a “convertê-lo” em altruísmo.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 27/08/14

De Onde Nós Viemos?

Do folheto: “Quem é Você, Povo de Israel”

É bem conhecido que o povo de Israel veio da Babilônia antiga, entre o Iraque e o Irã de hoje. Cerca de 4000 anos atrás, uma civilização próspera espalhou-se sobre essa terra vasta e fértil, e seu povo se sentiu conectado, compartilhando o mesmo destino. Nas palavras da Torá, “Toda a terra tinha uma só língua e uma mesma fala” (Gênesis, 11: 1).

Mas, assim como os seus laços ficaram mais fortes, também ficaram seus egos. Eles começaram a explorar um ao outro e a se odiar. Assim, enquanto os babilônios se sentiram conectados, também ficaram mais alienados um do outro, devido à sua progressiva natureza egoísta interna.

Em consequência, os babilônios se sentiram presos entre uma rocha e um lugar duro, sem saber o que fazer. Eles começaram a procurar uma solução para a sua situação.

O texto completo do folheto está aqui (inglês).

O Povo De Um Tubo De Ensaio Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: O povo de Israel tem uma característica incomum que não é típica de quaisquer outros povos: a capacidade de criticar e culpar a si mesmo. Este fenômeno recebeu uma forte expressão sobretudo na guerra recente. Mesmo que a maioria das pessoas tenha apoiado sinceramente a operação militar, às vezes uma crítica forte e contundente foi ouvida. Qual é a origem desse fenômeno e o que nós vamos fazer com ela?

Resposta: Há um fenômeno muito interessante entre o povo de Israel que não vemos em outros povos. Por exemplo, você não vai encontrar um francês que, de repente, quer ser um espanhol ou inglês. Mas, entre os judeus, há aqueles que não querem ser judeus e ficariam felizes em serem franceses ou ingleses, qualquer coisa, só não pertencer ao povo de Israel.

Existe algo falho em nossa atitude em relação ao nosso povo se temos esses pensamentos? Devido a isso, as pessoas começaram a criticar o seu povo, seu estado atual, a atitude geral e sua atitude pessoal. Tudo isso decorre da singularidade do povo de Israel.

Não é o povo de acordo com as características genéticas; não é estabelecido de acordo com uma determinada ideologia, e não brota de uma determinada área ou de uma tribo antiga que com o tempo tornou-se um povo como todo o resto dos povos. Mesmo que as pessoas possam vagar de lugar para outro, de acordo com os seus genes que pertencem ao mesmo pai e mãe.

Ou seja, uma espécie de família cresceu gradualmente, num primeiro momento se tornou uma aldeia, depois uma cidade, e, finalmente, tornou-se uma nação inteira. A humanidade saiu da antiga Babilônia e espalhou-se sobre a face do planeta de acordo com as tribos. Muitos povos pequenos e tribos viviam na Babilônia que mais tarde se espalharam por todo o mundo de acordo com sua natureza. A partir deles surgiu alemães, ingleses, franceses, espanhóis, e todas as nações europeias. Algumas tribos chegaram à Índia, China, Japão e África.

Esta dispersão da Babilônia em todo o mundo aconteceu 3800 anos atrás; isto é descrito em grande detalhe por Josefo de uma forma muito interessante. Mas de todas as tribos da Babilônia, houve pessoas que se juntaram a Abraão de acordo com o seu anseio espiritual, de acordo com o princípio espiritual. Elas queriam se tornar conectadas entre si, para descobrir o poder superior da natureza.

Esta é uma força unificada que atua em todo o mundo dentro de um sistema global geral, por isso só é possível descobri-la numa situação em que várias pessoas se conectam, que antes eram estranhas, distantes e até mesmo se odiavam. E se elas se conectam entre si além do ódio, elas constroem um sentido geral de conexão.

É assim que o povo de Israel foi criado. Portanto, um grande número de diferentes opiniões e diferentes correntes sempre existe dentro dele. Basicamente, é o encontro de representantes de todas as tribos que viviam na antiga Babilônia. De todas as setenta nações do mundo, aqueles que saíram não estavam dispostos a permanecer no nível de uma nação mundana normal, mas queriam se conectar e pertencem ao poder superior, para descobrir e explorá-lo, para alcançar o objetivo da criação, seu pico.

Estas pessoas se reuniram num grupo que, por fim, tornou-se o povo de Israel. Portanto, dentro do povo de Israel, há as raízes das setenta nações do mundo, e por outro lado, há uma raiz espiritual. As raízes terrenas e espirituais são opostas, e além disso, as raízes das setenta nações do mundo se opõem. Assim, os judeus são tão diferentes, discutem uns com os outros, e não querem se conectar. Nós só podemos nos conectar durante um tempo de angústia, em contraste com as outras nações que sentem uma conexão mútua entre si e pertencem a seus povos. Afinal, biologicamente elas pertencem à mesma raiz, com o mesmo pai e mãe, embora isso não seja assim para o povo de Israel.

Portanto, o povo de Israel é uma nação única, pode-se até dizer que foi criado “artificialmente”, não é natural. Então, nossos inimigos afirmam com justiça que não existe tal coisa como o povo de Israel. É um povo que não pode ser medido pelo padrão mundano habitual.

Só mais tarde, depois de muitos anos, pelo desenvolvimento natural e a integração mútua, nos tornamos algo que se assemelha a um povo comum com as nossas próprias características nacionais. Mas também entre nós estão grupos especiais: sacerdotes, levitas e Israel, que são geneticamente diferentes.

Aparentemente, é impossível medir o povo de Israel da forma habitual e compará-lo com outras nações. Nós nunca vamos conseguir tirar conclusões úteis, como resultado desta comparação, pois o povo de Israel é um povo mais original.

Isso explica a grande autocrítica dos judeus e as divisões no seio do povo. Afinal, em cada judeu há uma raiz espiritual das setenta nações do mundo, e, além disso, há também uma raiz espiritual que determina seu parentesco com o povo de Israel.

Certa vez, nós ascendemos com a ajuda da raiz espiritual ao mundo espiritual. Nós chegamos à conexão; descobrimos o poder superior da natureza dentro disso. Depois disso, nós caímos do nível espiritual, perdemos o sentimento do poder superior e a conexão com ele. Dentro de cada judeu há Reshimot (reminiscências) dos diferentes estados, de modo que ele não é capaz de relaxar e estar em paz consigo mesmo, pois ele é construído de uma forma muito complicada e variada.

De Kab TV “Uma Nova Vida” 22/07/14

A Base Do Povo De Israel

Abraão e seus discípulos foram forçados a sair da Babilônia e vagaram para uma terra que mais tarde se tornou conhecida como a terra de Israel. Este grupo de discípulos aspirava à unidade e coesão, de acordo com o princípio, “ama teu próximo como a ti mesmo”. O ego também foi implacavelmente crescendo dentro deles, separando-os; no entanto, eles se esforçaram na unidade. Nas palavras de Maimônides (Mishná Torá, “Shoftim” (juízes), “faça pelos outros o que você gostaria que fizessem por você”.

Assim, através da conexão, os discípulos de Abraão, ao superar seus egos, descobriram um novo fenômeno: a força da unidade, a força oculta da natureza.

A ciência nos diz que cada substância na realidade consiste de duas forças opostas — conexão e separação — e estas forças se equilibram. Mas os indivíduos, e a sociedade humana como um todo, evoluem usando apenas a força negativa, o ego. De acordo com o plano da natureza, nós somos obrigados a compensar conscientemente a força negativa com a força positiva da unidade.

No entanto, nós não possuímos nada disso. Pelo contrário, esta força existe na natureza e temos que descobrir isso através da construção de conexões positivas entre nós. Quando Abraão e seus discípulos equilibraram o poder do ego entre eles com a força da unidade, eles descobriram a sabedoria de manter o equilíbrio. Eles chamaram esse método de “a sabedoria da Cabalá”.

O texto completo da brochura está aqui (inglês).

O Segredo Das Dez Tribos, Parte 2

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que os seguidores de Abraão tiveram sucesso na construção de uma sociedade justa?

Resposta: Em princípio, eles não foram atraídos para a criação de uma comunidade “linda”, “socialista”. Eles foram atraídos para o fato de que, na conexão mútua, eles alcançaram o próximo nível, mais profundo da natureza.

Abraão disse-lhes que a crise foi destinada para que eles pudessem subir ao próximo nível, a fim de revelar a força interior da natureza, seu significado, sua finalidade e desenvolvimento.

Na verdade, ele estava apenas um degrau acima deles, e eles também aspiravam a subir lá, ainda que inconscientemente. Eles não entendiam como fazer isso, como entrar no nível mais profundo da natureza, mas eles já tinham se aproximado da base, do limiar desse grau e, portanto, podiam ouvir Abraão. E ao abrir a porta, ele lhes disse: “Este estado de crise vai nos levar lá. É por isso que é necessário”.

Portanto, todos se tornaram como uma família. Isaac sucedeu Abraão, Jacó sucedeu Isaac. Em outras palavras, a família passou pelas fases de desenvolvimento chamadas de “Abraão”, “Isaac”, “Jacó” e “José”. Foi ele quem os trouxe para o Egito, tendo reunido todos os graus preliminares anteriores e resumido todo o seu potencial – e egoísmo -, esforçando-se pela espiritualidade acima dele. Assim, eles desceram ao Egito, isto é, na sensação da revelação do egoísmo.

Pergunta: Mas será que eles viviam em união até então? Não foram os irmãos que venderam José como escravo? Será que ele não previu que eles iriam adorá-lo? Então, houve discórdia, ódio, entre os irmãos.

Resposta: Claro, e muito fortemente. É porque eles tentaram amar os outros como a si mesmos. Se você não aspira a isso, você não revela os níveis de egoísmo. Quando tudo é suave, você pode gerenciar bem. Mas, de repente, alguma coisa, algum obstáculo, aparece, e você tem que lutar pela unidade, apesar de todos os problemas.

Eles surgem especificamente para você superá-los, sempre se esforçando no sentido de maior amor, conexão e unidade. A unidade só pode crescer acima de um sentimento de divisão.

Assim, os seguidores de Abraão se reuniram mais fortemente na luta contra o seu egoísmo até José leva-los ao Egito.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 27/08/14

O Lugar Mais Seguro Da Terra

Dr. Michael LaitmanEu acho que aprender a arte da boa conexão com os outros de acordo com o método da Cabalá deve ser um programa de governo, abrangendo todos os setores da sociedade, desde os mais jovens aos idosos.

Pergunta: Mas o que dizer de pessoas que se opõem fortemente à Cabalá?

Resposta: Elas simplesmente não sabem o que é a Cabala. Este nome assusta as pessoas, mas não se trata de misticismo, mas apenas da conexão entre as pessoas. A pessoa está sob a força dos estereótipos, mas é hora de limpar a sabedoria da Cabala destes estereótipos. Nós simplesmente não temos outra escolha. A unidade só pode ser alcançada com a sua ajuda, e se não nos unirmos, não só não seremos bem sucedidos, mas, em geral, não teremos direito de existir.

Quando os judeus de todo o mundo me pedem em cartas para onde eles devem se mudar para fugir do antissemitismo local, eu não posso dizer-lhes para ir para Israel. Como podemos garantir a segurança aqui se o país está dividido?

Se nos unirmos e realmente nos tornarmos um todo, este vai ser o lugar mais seguro do mundo. E tudo depende de nós. Esta é a diferença entre qualquer outro ponto do globo e Israel, onde nós mesmos definimos a nossa segurança através da nossa unidade. Se nos unirmos aqui, vamos alcançar a segurança completa. A força da unidade determina o grau de nossa segurança.

Pergunta: Como podemos medir a força da unidade?

Resposta: A força da unidade é medida pelo quanto as pessoas estão dispostas a sacrificar o seu egoísmo pelo bem dos outros, a negligenciar o seu próprio conforto e bem-estar como durante a guerra, e pelo quanto são amigáveis ​​umas com as outras. Só a força da nossa união nos dará segurança.

De KabTV “Uma Nova Vida” 02/09/14